EM CARTAZ NO MUMA, “CAMINHO DA PEDRA” REÚNE ESCULTURAS DE DEMETRIO ALBUQUERQUE

Com entrada gratuita, mostra representa uma viagem simbólica pelo mundo mineral

A pedra é utilizada como instrumento desde a origem da humanidade, passando por transformações contínuas tanto na natureza quanto culturalmente. Foi esse o mote que instigou o artista plástico piauiense Demetrio Albuquerque a conceber as obras de “Caminho da Pedra”. A exposição, que já passou por Recife (PE), está em cartaz no MuMA (Museu Municipal de Arte), espaço que integra o Portão Cultural. Com entrada gratuita e audiodescrição, a mostra é aberta para visitação de terça a domingo, das 10 às 19h.

Na exposição, Demetrio evoca o pensamento do cientista escocês James Hutton (1726-1797). Considerado o pai da geologia, Hutton teorizou sobre o mundo mineral afirmando que não poder haver “vestígio do começo e perspectiva do fim”, pois na natureza tudo se transforma. “A intenção é narrar esse gesto artístico primordial sobre a pedra e suas transformações pela natureza. Surgiu a necessidade de fazer algo mais conceitual e, através de pesquisas, comecei a me interessar pela formação dos solos. A ideia foi voltar a algo primitivo, mas unindo a ciência ao mesmo tempo”, comenta o artista.

A mostra expressa essa dinâmica criando um percurso onde cada obra/personagem provoca a memória e a curiosidade, seja pelo aspecto artístico formal ou pela reflexão sobre sua confecção. “Caminho da Pedra”, que conta com o incentivo do Funcultura (Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura), representa um balanço da carreira de Demetrio enquanto escultor. As obras resultam do trabalho com técnicas da cerâmica pernambucana, pesquisa à qual o artista plástico se dedicou nos últimos anos.

Curitiba
A capital paranaense, considerada a “segunda casa” de Demetrio, também é o segundo lugar a receber a exposição, já que o escultor possui uma relação profunda com a cidade. Após concluir sua formação em arquitetura e iniciar as atividades como escultor frequentando ateliers em Recife, Demetrio residiu em Curitiba na década de 1990. Aqui, ele fez o curso de escultura do Centro de Criatividade do Parque São Lourenço, com orientação do escultor Elvo Benito. Em Curitiba, o artista ganhou o prêmio João Turim (1991) de aquisição no 1º Salão do Museu João Turim, com as esculturas “Migrante” e “Andaluz”.

Demetrio também venceu o concurso para o “Monumento Tortura Nunca Mais”, em 1987. Construído no Recife, esse foi o primeiro monumento a homenagear os presos políticos mortos no Brasil. Após suas passagens por Recife e Curitiba, o escultor morou no Japão, onde fez curso de cerâmica (Yakimono) e realizou a exposição “Karada”, em Ashikaga-shi. Voltou para Pernambuco e se estabeleceu em Olinda, passando a produzir esculturas de grande porte em cidades nordestinas. Alguns exemplos são “A Pedra”, “Caboclo de Lança”, “Circuito dos Poetas do Recife”, “Dom Helder” e “Monumento a Augusto dos Anjos”.

Obras
A viagem simbólica de “Caminho da Pedra” começa com a movimentação dos minerais desde a rocha bruta até a argila de aluvião, representada pela obra “Ígnea”, onde se vê um rosto humano integrado com a pedra. Em seguida, “Erosão” traz a dissolução da matéria pela água e pelo vento, com uma figura humana nascendo ou se enterrando na pedra. Logo depois, a instalação se funde com pedras espalhadas pelo terreno. Entre elas, a escultura “Pétreo” apresenta uma figura montada numa pedra, recordando a origem da civilização.

O segundo movimento nos leva ao artista, que experimentou as primeiras vivências com a argila na comunidade japonesa de ceramistas de Ashikaga-shi. Nesse ponto, os conjuntos de peças “Emboladas” e “Ciranda” mostram cabeças de figuras populares e situações socioculturais. Continuando diante de grupos alegóricos – que são como projetos para monumentos -, percebe-se a marca de escultores do Recife como Abelardo da Hora, Corbiniano Lins, Brennand e Jobson Figueiredo.

A mostra também passa pelo sertão nordestino, cenário no qual se encontram vestígios da ocupação humana dos povos antigos da América Latina, do encontro com colonizadores e, posteriormente, com outros grupos populacionais. A partir dessa miscigenação, surge o trabalho artístico com barro e argila, tema explorado por Demetrio para traçar um paralelo entre a transformação e a sedimentação da pedra em paralelo com o homem que a esculpe.

Serviço:
Exposição Caminho da Pedra
Visitação: até 3 de junho
Onde: MuMA (Av. República Argentina, 3.432 – Portão Cultural, Portão, Curitiba)
Horários: terça a domingo, das 10h às 19h
Entrada: gratuita
Obras com audiodescrição
Agendamento de visitas: (41) 3321-3246
Caminho da Pedra / Fotografias: Thiago França
Para saber mais
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MUMA RECEBE EXPOSIÇÃO “CAMINHO DA PEDRA”, DO ESCULTOR DEMETRIO ALBUQUERQUE

Caminho da Pedra / Fotografias: Thiago França

Obras narram a relação do artista plástico com o material e as transformações causadas pela ação da natureza

A pedra é utilizada como instrumento desde a origem da humanidade, passando por transformações contínuas tanto na natureza quanto culturalmente. Foi esse o mote que instigou o artista plástico piauiense Demetrio Albuquerque a conceber as obras de “Caminho da Pedra”. A exposição, que já passou por Recife (PE), inaugura em Curitiba no dia 5 de abril, às 18h. Com entrada gratuita e audiodescrição, a exposição segue em cartaz até 3 de junho no MuMA (Museu Municipal de Arte), espaço que integra o Portão Cultural.

“Caminho da Pedra” resulta do trabalho com técnicas da cerâmica pernambucana, pesquisa à qual o escultor se dedicou nos últimos anos. Na exposição, ele evoca o pensamento do cientista escocês James Hutton (1726-1797). Considerado o pai da geologia, Hutton teorizou sobre o mundo mineral afirmando que não poder haver “vestígio do começo e perspectiva do fim”, pois na natureza tudo se transforma. Segundo Demetrio, a intenção é narrar esse gesto artístico primordial sobre a pedra e suas transformações pela natureza.

“A exposição é uma espécie de balanço da minha carreira de escultor. Surgiu a necessidade de fazer algo mais conceitual e, através de pesquisas, comecei a me interessar pela formação dos solos. A ideia foi voltar a algo primitivo, mas unindo a ciência ao mesmo tempo”, comenta o artista. “Caminho da Pedra” expressa essa dinâmica criando um percurso onde cada obra/personagem provoca a memória e a curiosidade, seja pelo aspecto artístico formal ou pela reflexão sobre sua confecção.

A mostra também passa pelo sertão nordestino, cenário no qual se encontram vestígios da ocupação humana dos povos antigos da América Latina, do encontro com colonizadores e, posteriormente, com outros grupos populacionais. A partir dessa miscigenação, surge o trabalho artístico com barro e argila, tema explorado por Demetrio para traçar um paralelo entre a transformação e a sedimentação da pedra em paralelo com o homem que a esculpe.

Obras
A viagem simbólica de “Caminho da Pedra” começa com a movimentação dos minerais desde a rocha bruta até a argila de aluvião, representada pela obra “Ígnea”, onde se vê um rosto humano integrado com a pedra. Em seguida, “Erosão” traz a dissolução da matéria pela água e pelo vento, com uma figura humana nascendo ou se enterrando na pedra. Logo depois, a instalação se funde com pedras espalhadas pelo terreno. Entre elas, a escultura “Pétreo” apresenta uma figura montada numa pedra, recordando a origem da civilização.

O segundo movimento nos leva ao artista, que experimentou as primeiras vivências com a argila na comunidade japonesa de ceramistas de Ashikaga-shi. Nesse ponto, os conjuntos de peças “Emboladas” e “Ciranda” mostram cabeças de figuras populares e situações socioculturais. Continuando diante de grupos alegóricos – que são como projetos para monumentos -, percebe-se a marca de escultores do Recife como Abelardo da Hora, Corbiniano Lins, Brennand e Jobson Figueiredo.

Sobre o artista
Demetrio Albuquerque Silva Filho (Piauí, 1961) é arquiteto e iniciou as atividades como escultor frequentando ateliers de escultores em Recife. Em 1987, ganhou o concurso para o Monumento Tortura Nunca Mais. Seguiu para Curitiba, onde fez o curso de escultura do Centro de Criatividade do Parque São Lourenço, com orientação do escultor Elvo Benito Damo. Ganhou o prêmio João Turim (1991) de aquisição no 1º Salão do Museu João Turim, em Curitiba, com as esculturas “Migrante” e “Andaluz”. Mudou-se para o Japão, onde fez curso de cerâmica (Yakimono) e realizou a exposição “Karada”, em Ashikaga-shi. Voltou para Pernambuco e se estabeleceu em Olinda, passando a produzir esculturas de grande porte em cidades nordestinas. Alguns exemplos são “A Pedra”, “Caboclo de Lança”, “Circuito dos Poetas do Recife”, “Dom Helder” e “Monumento a Augusto dos Anjos”.

Serviço
Exposição Caminho da Pedra
Abertura: 5 de abril, às 18h
Visitação: 6 de abril a 3 de junho
Onde: MuMA (Av. República Argentina, 3.432 – Portão Cultural, Curitiba)
Horários: terça a domingo, das 10h às 19h
Entrada: gratuita
Obras com audiodescrição

FESTIVAL ESTOPIM ACONTECE ESTA SEMANA, COM LINE-UP PLURAL E DEBATES SOBRE O MERCADO MUSICAL INDEPENDENTE

Carne Doce / Crédito: Mídia Ninja

Realizado de 15 a 17 de dezembro, evento surge como um espaço para agregar vivências diversas e fomentar novas conexões

Curitiba recebe a primeira edição do Festival Estopim esta semana, entre os dias 15 e 17, com a proposta de impulsionar novas movimentações no cenário artístico. Idealizado pela Arnica Cultural, o evento reúne atrações independentes e painéis sobre o mercado musical. Um dos destaques do line-up é a banda Francisco, el hombre, que foi indicada ao Grammy Latino este ano e encerra a turnê “Eita, Fudeu!” na capital paranaense.

O Estopim também terá a banda goiana Carne Doce e o quinteto pernambucano Tagore, ambos com discos aclamados pela crítica especializada e passagem por grandes festivais brasileiros. Mulamba, Tuyo e Trombone de Frutas são outros três nomes de peso que integram os shows, compondo uma programação plural e relevante para a música nacional.

“A intenção é agregar vivências diversas e proporcionar conexões intensas. Queremos que o festival seja um combustível para pensar e articular nosso lugar nesse mercado e fomentar ainda mais a cena curitibana. A ideia é que o Estopim, além de crescer em si, dê força para desdobrar outros empreendimentos”, defende a produtora Leticia Martins.

Conteúdo relevante
Para contribuir com esse propósito, os painéis discutirão três eixos: gestão de carreira e autoprodução; festivais que movimentam o Sul; e iniciativas que reinventam as cenas independentes. “O mercado se transformou, temos novas formas de produzir música. A troca de informações aprimora o trabalho artístico e incentiva essa onda maravilhosa que estamos vivendo em Curitiba”, afirma o diretor de comunicação João Taborda.

Entre os convidados, estão representantes de vários projetos significativos na música brasileira. Alguns exemplos são as iniciativas Tenho Mais Discos Que Amigos, PWR Records, Onça Discos e Água Viva Concentrado Artístico; além das bandas Cora, Machete Bomb e Carne Doce; e dos festivais Psicodália, Musicletada, Enxame e Ruído CWB.

A bagagem da Arnica
Com um espírito de autogestão, a Arnica Cultural foi inaugurada em 2016 pela banda Trombone de Frutas. Além de ter recebido artistas como Di Mello e O Terno na casa localizada no Bigorrilho, o coletivo produziu o festival Biro Biro Day Show, na rua São Francisco; e o palco Arnica, durante o Festival Coolritiba, na Pedreira Paulo Leminski.

“Nosso objetivo sempre foi profissionalizar o cenário independente, com pró-atividade e coragem para desconstruir. O Estopim, com shows e ações formativas, é um passo importante para catalisar a cultura. Também estamos trilhando novos rumos, assumindo o caráter de selo musical e estúdio”, conta Rodrigo Chavez, um dos gestores da Arnica.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

_ 15/12, SEXTA-FEIRA: PAINÉIS
LOCAL: Arnica Cultural (rua Otelo Queirolo, 237 – Bigorrilho, Curitiba)
INGRESSO: gratuito, pela plataforma Sympla

_ 18h: FAZENDO O ROLÊ | Bate-papo sobre gestão de carreira e autoprodução
Convidados: Heitor Humberto, Salma Jô e Macloys Aquino (Carne Doce), Kaila Pelisser e Katherine Zander (Cora), Vitor Salmazo (Machete Bomb)

_ 19h30: AMPLIFICA AÍ | Um panorama dos festivais que movimentam o Sul
Convidados: Bina Zanette, Michelle Hesketh (Musicletada e Ruído CWB), Alexandre Osiecki (Psicodália), Jonas Bender Bustince (Festival Enxame)

_ 20h: BURACOS NO TETO | Iniciativas que reinventam as cenas independentes
Convidados: Tony Aiex (Tenho Mais Discos Que Amigos), Rodrigo Chavez (Arnica Cultural), Matheus Mantovani (Onça Discos), Hannah Carvalho e Leticia Tomás (PWR Records), Luciano Faccini (Água Viva Concentrado Artístico)

_ 16/12, SÁBADO: SHOWS
LOCAL: Hermes Bar ( rua Engenheiro Rebouças, 1645 – Rebouças, Curitiba)
INGRESSO: R$ 35 por dia de show ou R$ 60 o passaporte, pela plataforma Sympla

_ 20h30: Loop Room
_ 22h: Mulamba

_ 23h30: Carne Doce
_ 1h: Trombone de Frutas
_ DJ Baqueta

_ 17/12, DOMINGO: SHOWS
LOCAL: Hermes Bar ( rua Engenheiro Rebouças, 1645 – Rebouças)

INGRESSO: R$ 35 por dia de show ou R$ 60 o passaporte, pela plataforma Sympla

_ 19h: Tuyo
_ 20h30: Tagore
_ 22h: Francisco, el hombre
_ DJ Bila Sampaio

Para saber mais:
Facebook | Instagram | Evento | Ingressos

FESTIVAL ESTOPIM DIVULGA PROGRAMAÇÃO COM LINE-UP PLURAL E DEBATES SOBRE O MERCADO MUSICAL INDEPENDENTE

Realizado de 15 a 17 de dezembro, evento surge como um espaço para agregar vivências diversas e fomentar novas conexões

Curitiba recebe a primeira edição do Festival Estopim entre os dias 15 e 17 deste mês, com a proposta de impulsionar novas movimentações no cenário artístico. Idealizado pela Arnica Cultural, o evento reúne atrações independentes e painéis sobre o mercado musical. Um dos destaques do line-up é a banda Francisco, el hombre, que foi indicada ao Grammy Latino este ano e encerra a turnê “Eita, Fudeu!” na capital paranaense.

O Estopim também terá a banda goiana Carne Doce e o quinteto pernambucano Tagore, ambos com discos aclamados pela crítica especializada e passagem por grandes festivais brasileiros. Mulamba, Tuyo e Trombone de Frutas são outros três nomes de peso que integram os shows, compondo uma programação plural e relevante para a música nacional.

“A intenção é agregar vivências diversas e proporcionar conexões intensas. Queremos que o festival seja um combustível para pensar e articular nosso lugar nesse mercado e fomentar ainda mais a cena curitibana. A ideia é que o Estopim, além de crescer em si, dê força para desdobrar outros empreendimentos”, defende a produtora Leticia Martins.

Conteúdo relevante
Para contribuir com esse propósito, os painéis discutirão três eixos: gestão de carreira e autoprodução; festivais que movimentam o Sul; e iniciativas que reinventam as cenas independentes. “O mercado se transformou, temos novas formas de produzir música. A troca de informações aprimora o trabalho artístico e incentiva essa onda maravilhosa que estamos vivendo em Curitiba”, afirma o diretor de comunicação João Taborda.

Entre os convidados, estão representantes de vários projetos significativos na música brasileira. Alguns exemplos são as iniciativas Tenho Mais Discos Que Amigos, PWR Records, Onça Discos e Água Viva Concentrado Artístico; além das bandas Cora, Machete Bomb e Carne Doce; e dos festivais Psicodália, Musicletada, Enxame e Ruído CWB.

A bagagem da Arnica
Com um espírito de autogestão, a Arnica Cultural foi inaugurada em 2016 pela banda Trombone de Frutas. Além de ter recebido artistas como Di Mello e O Terno na casa localizada no Bigorrilho, o coletivo produziu o festival Biro Biro Day Show, na rua São Francisco; e o palco Arnica, durante o Festival Coolritiba, na Pedreira Paulo Leminski.

“Nosso objetivo sempre foi profissionalizar o cenário independente, com pró-atividade e coragem para desconstruir. O Estopim, com shows e ações formativas, é um passo importante para catalisar a cultura. Também estamos trilhando novos rumos, assumindo o caráter de selo musical e estúdio”, conta Rodrigo Chavez, um dos gestores da Arnica.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

_ 15/12, SEXTA-FEIRA: PAINÉIS
LOCAL: Arnica Cultural (rua Otelo Queirolo, 237 – Bigorrilho, Curitiba)
INGRESSO: gratuito, pela plataforma Sympla

_ 18h: FAZENDO O ROLÊ | Bate-papo sobre gestão de carreira e autoprodução
Convidados: Heitor Humberto, Salma Jô e Macloys Aquino (Carne Doce), Kaila Pelisser e Katherine Zander (Cora), Vitor Salmazo (Machete Bomb)

_ 19h30: AMPLIFICA AÍ | Um panorama dos festivais que movimentam o Sul
Convidados: Bina Zanette, Michelle Hesketh (Musicletada e Ruído CWB), Alexandre Osiecki (Psicodália), Jonas Bender Bustince (Festival Enxame)

_ 20h: BURACOS NO TETO | Iniciativas que reinventam as cenas independentes
Convidados: Tony Aiex (Tenho Mais Discos Que Amigos), Rodrigo Chavez (Arnica Cultural), Matheus Mantovani (Onça Discos), Hannah Carvalho e Leticia Tomás (PWR Records), Luciano Faccini (Água Viva Concentrado Artístico)

_ 16/12, SÁBADO: SHOWS
LOCAL: Hermes Bar ( rua Engenheiro Rebouças, 1645 – Rebouças, Curitiba)
INGRESSO: R$ 35 por dia de show ou R$ 60 o passaporte, pela plataforma Sympla

_ 20h30: Loop Room
_ 22h: Mulamba

_ 23h30: Carne Doce
_ 1h: Trombone de Frutas
_ DJ Baqueta

_ 17/12, DOMINGO: SHOWS
LOCAL: Hermes Bar ( rua Engenheiro Rebouças, 1645 – Rebouças)
INGRESSO: R$ 35 por dia de show ou R$ 60 o passaporte, pela plataforma Sympla

_ 19h: Tuyo
_ 20h30: Tagore
_ 22h: Francisco, el hombre
_ DJ Bila Sampaio

Para saber mais:
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“DEIXA ELA EM PAZ” CHEGA EM CURITIBA PARA OFICINA COM MULHERES

Coletivo feminista realiza, pela primeira vez na cidade, oficinas sobre a relação das mulheres com o espaço urbano

O Paraná registra 62 casos de violência física ou moral contra a mulher por dia, com uma média de cinco casos a cada duas horas. Neste cenário, Curitiba registra uma taxa de 98 ocorrências de violência contra a mulher a cada 100 mil habitantes. Remodelar as políticas de segurança, conscientizar a população e empoderar as mulheres em prol dos seus direitos têm sido as estratégias adotadas para transformar essa realidade. É na 3ª parte dessa estratégia que atuam coletivos como o Deixa Ela Em Paz, que aporta em Curitiba-PR para a realização do Circuito de Enfrentamento Urbano – CEU para Mulheres, laboratório criativo de intervenções urbanas dedicado ao empoderamento das mulheres em sua relação com o espaço público.

Entre os dias 17, 18 e 19 de novembro, o coletivo realiza uma oficina gratuita para repensar a realidade cotidiana das mulheres e suas experiências e usar a cidade como plataforma de comunicação. O encontro acontece em dois momentos, uma roda de conversa aberta ao público às 19h da sexta-feira, no Veg Veg Empório Vegetariano (Visconde de Nacar, 655, Centro, Curitiba); e dois dias de oficina no Edf. Anita – Rua Cândido Lopes, 304, Curitiba-PR. A oficina dura o dia todo e será realizada em parceria com o grupo Fabulosas. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através do preenchimento do formulário disponível neste link

Traçar estratégias de enfrentamento de diversos contextos de violência faz parte do cotidiano da maioria das mulheres desde muito jovens e o resultado disso é uma experiência completamente específica em relação às cidades. A ocupação da rua é uma das principais formas de luta pela equidade de gênero e garantir às mulheres condições de mobilidade e vivência dos espaços públicos com segurança, respeito e autonomia seria uma forma de transformar essa realidade. “A cidade é também um espaço de atuação política e o planejamento urbano insensível à presença feminina é um obstáculo permanente à liberdade das mulheres”, afirma Milena Times, uma das integrantes do coletivo..

A ideia é realizar oficinas em cada região do país e Curitiba será a cidade representativa da região Sul. O projeto foi financiado coletivamente com a ajuda de mais de 520 pessoas e fez parte do canal Mulheres de Impacto, uma alternativa para incentivar projetos de liderança feminina, possibilitada por uma parceria entre o site de financiamento coletivo Benfeitoria, a ONG Think Olga e a ONU Mulheres. O projeto passou recentemente por Vitória-ES (Fotos de Divulgação do CEU em Vitória – crédito das fotos: Nunah Alle).

No primeiro momento, a proposta é dialogar com as moradoras da cidade e mapear necessidades e contextos. A partir disso será elaborada, conjuntamente, uma intervenção que aborde as questões mais sensíveis a elas. “Realizar ações de intervenção urbana proporciona, além do contato com outras mulheres e com as questões feministas, a dimensão simbólica da reapropriação do espaço urbano como algo que também é nosso por direito”, comenta Manuela Galindo, uma das integrantes do coletivo. O CEU vai mobilizar mulheres a refletirem sobre essa realidade e a construir intervenções artísticas que despertem a atenção para essas questões.

O Deixa Ela em Paz traz para o espaço público os discursos que muitas mulheres não conseguem expressar. Sua estratégia é estampar as ruas com mensagens que traduzem o direito delas de se relacionar com a cidade com liberdade e autonomia. É uma forma de transformar as causas das mulheres em fenômeno visual acessível a todos, incentivando que homens também acessem e questionem esse contexto de discriminação.

Deixa Ela Em Paz – Formado por mulheres pernambucanas, o coletivo feminista que atua em Recife e no Rio de Janeiro começou em 2015 com a colagem de lambe-lambes com a frase que lhe dá nome em várias cidades no Brasil. Hoje a ação também está no exterior e já usa técnicas diferentes, como stencil, stickers, carimbos, panfletos, ensaios fotográficos e vídeo. O grupo também aposta no ativismo digital e atua nas redes sociais com uma página com mais de 28 mil seguidores, além de construir espaços de diálogo também off line, com a realização de oficinas, palestras e encontros.

SERVIÇO:
Circuito de Enfrentamento Urbano – CEU para Mulheres
Público-alvo: exclusivo para mulheres
Data: 17 de novembro, às 19h no Veg Veg Empório Vegetariano (Visconde de Nacar, 655, Centro, Curitiba)

18 e 19 de novembro, das 9h às 17h, no no Edf. Anita – Rua Cândido Lopes, 304, Curitiba-PR

Inscrições gratuitas, aqui

Informações:
deixaelaempaz@gmail.com
facebook.com/deixaelaempaz
Joana Pires (81) 98190-5414
Manuela Galindo (21) 980329767

PROJETO INTERNACIONAL GIRLS ROCK CAMP DESEMBARCA EM CURITIBA PARA SUA PRIMEIRA EDIÇÃO

Criado nos Estados Unidos há 16 anos, projeto diverte e educa para o protagonismo feminino por meio da música

Curitiba será a terceira cidade brasileira a receber o Girls Rock Camp, iniciativa internacional que diverte e educa para o protagonismo feminino por meio da música. Criada nos Estados Unidos há 16 anos, a colônia de férias acontece em vários países de maneira voluntária e sem fins lucrativos. No Brasil, o camp é realizado desde 2013 em Sorocaba (SP) e, recentemente, também ocorreu em Porto Alegre (RS).

A edição de estreia na capital paranaense já tem data marcada: janeiro de 2018. Durante uma semana de acampamento diurno, meninas de 10 a 17 anos (com ou sem conhecimento musical) terão a chance de aprender a se expressar musicalmente. As campistas estarão envolvidas em atividades que vão desde tocar um instrumento até apresentar-se em um show, passando pela formação de banda e composição de canções.

“Embora a educação musical conduza a colônia de férias, a experiência proporcionada às participantes vai além. Elas poderão desenvolver valores como empoderamento, liderança, criatividade, colaboração, pensamento crítico e respeito às diferenças”, observa a produtora cultural Roberta Cibin, responsável pela coordenação do Girls Rock Camp Curitiba em conjunto com outras seis mulheres voluntárias.

Em Curitiba, a organização do projeto está promovendo diversas ações com foco em captação de recursos e apoio para viabilizar a primeira edição, além de divulgá-la para a comunidade. Para conhecer as possíveis formas de contribuir com a realização do camp, basta acessar o site www.girlsrockcampcuritiba.org

Sobre o Girls Rock Camp
O primeiro Girls Rock Camp aconteceu em Portland (Oregon, EUA), em 2001. O interesse por levar o evento a outras cidades deu origem à Girls Rock Camp Alliance, que orienta e acompanha a promoção dos acampamentos. Desde então, já foram organizadas várias edições por todo o mundo.

Em 2013, surgiu o Girls Rock Camp Brasil, uma organização comunitária da sociedade civil, sem fins lucrativos, tendo como base o trabalho voluntário e doações. Pioneiro na América Latina e vinculado ao Girls Rock Camp Alliance, o projeto mantém o propósito de empoderar meninas, incentivando a equidade de gênero por meio da música.

Os camps podem ser resumidos como uma semana de atividades que buscam ajudar garotas a construírem seu amor próprio por meio de uma programação que inclui educação musical e performance, palestras sobre empoderamento e justiça social, modelos positivos de conduta e desenvolvimento de habilidades de colaboração e liderança.

Para saber mais
> Girls Rock Camp Curitiba
Site | Facebook | Instagram
> Girls Rock Camp Brasil
Site | Facebook | Instagram

EM SHOW SENSORIAL, CANTORA CURITIBANA RAISSA FAYET APRESENTA PRÉ-LANÇAMENTO DO ÁLBUM RÁ

No dia 13 de julho, público poderá conhecer disco gravado na Alemanha com direção musical do produtor Christian Lohr

Resultado de miscigenações musicais e do encontro com as raízes brasileiras, o álbum RÁ tem seu pré-lançamento marcado para o dia 13 de julho, às 20h, no Espaço Fantástico das Artes (antiga Cia dos Palhaços). Com uma proposta sensorial, o show é apresentado em primeira mão na capital paranaense, onde a cantora e compositora Raissa Fayet nasceu e começou a desbravar linguagens artísticas como a música e o teatro.

Reunindo composições inéditas e canções já conhecidas, a apresentação perpassa temas como fé, coragem e amor, tendo como foco o segundo álbum de sua carreira. Gravado na Alemanha, o trabalho conta com direção musical do produtor Christian Lohr, consagrado por trabalhos com artistas como Mick Jagger e Joss Stone. “Ele foi um mestre genial, captando como ninguém a interpretação da voz, as sonoridades e a alma”, observa a cantora.

O show terá uma banda formada por Érica Silva (baixo), Ian Giller (bateria), Gianlucca Azevedo (guitarra) e Eugênio Fim (guitarra). Para Raissa, a intenção é proporcionar uma experiência que transborde a música, instigando todos os sentidos. “Esse conceito inclui desde performance e figurino até a degustação da cachaça artesanal feita em Minas Gerais pela minha avó, dona Maria da Paz”.

Aliás, a música “Maria da Paz”, em homenagem à avó, é uma das faixas que integram o álbum. Outro destaque é o single “São Jorge”, inspirado na mística Vila de São Jorge (GO). A música é acompanhada por um minidocumentário que leva o mesmo nome, registrado durante o XIII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros. O filme narra a jornada criativa do próprio disco, mesclando entrevistas e paisagens icônicas.

Além de uma obra musical, RÁ se configura como um movimento proposto :pela artista. “É a ideia de criar uma rede de seres, cada um com sua habilidade para uma transformação sustentável e consciente, despertando para um novo momento”, explica. O trabalho desembarca no próximo Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, no final de julho, e segue em turnê pelo Brasil.

Serviço:
Show de pré-lançamento do álbum RÁ
Quando: 13 de julho (5ª), às 10h
Onde: Espaço Fantástico das Artes (Cia dos Palhaços)
Endereço: Alameda Princesa Izabel, nº 465, São Francisco, Curitiba
Entrada: R$ 10 – compra antecipada pela plataforma Sympla

Sobre Raissa Fayet
Da fusão de influências entre a música do mundo e a música brasileira, nasce o som de Raissa Fayet, talentosa compositora curitibana, que desponta como uma das grandes revelações da nova MPB. Versatilidade é sua marca: faz trompete de boca, beatbox e toca violão, além de compor maior parte das músicas que interpreta. Sua veia teatral é parte integrante da sua personalidade e performance no palco, além de um enorme carisma aliado a um timbre forte e doce, que agrada diversos públicos e ouvidos exigentes. Seu primeiro disco foi produzido e arranjado pelo conceituado produtor Tom Sabóia e por Alexandre Menezes, O Xandão, da banda O Rappa.

As vivências no exterior e trocas com artistas estrangeiros também trouxeram essa musicalidade rica e diversa. Em 2015, por intermédio do produtor Christian Lohr, gravou com o artista Gregor Meyle uma versão bossa nova da música HeuteNacht. O duo, em português e alemão, tem arranjo de cordas e a participação de músicos renomados, como Antônio Sánchez, autor da trilha do premiado filme Birdman. A canção foi sucesso no iTunes desde seu lançamento e resultou na participação de Raissa na turnê de Gregor em 2015.

No mesmo ano, ganhou o prêmio de melhor letra no Festival Botucanto, em Botucatu (SP), com a música Lavar a Louça, que está no álbum RÁ. Em seguida, foi selecionada pela Red Bull como um dos talentos da América Latina para participar do Red Bull Music Academy Bass Camp, a qual escolheu Raissa Fayet e Russo Passapusso, do Baiana System, para representar o Brasil na edição que ocorreu em fevereiro de 2016, no Chile. Desse encontro nasceram duas músicas, as quais fazem parte de um EP que pretendem gravar e lançar em parceria com a Red Bull.

Para saber mais:
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MULHERES NA MÍDIA: NOVOS OLHARES POSSÍVEIS

Entrada gratuita. Em Curitiba.

“De que maneiras a mulher é representada na mídia brasileira? 

Em conteúdos publicitários e jornalísticos, os discursos presentes (ou ausentes) são capazes de reproduzir estereótipos e reforçar preconceitos. Na contramão desse cenário, iniciativas têm buscado desconstruir padrões de gênero ao propor soluções que valorizem e respeitem o espaço ocupado pelas mulheres na sociedade. 

O talk “Mulheres na mídia: novos olhares possíveis” tem como intuito debater as problemáticas que envolvem esse assunto, além de trazer luz sobre as mudanças necessárias para incentivar o pluralismo e a conexão com a realidade no mercado de comunicação.

/// Convidadas 

> Gabriela Titon
Jornalista e fundadora da Ninna Conteúdo, agência que possui um núcleo focado em ajudar marcas a dialogar com o público feminino. Especialista em produção da arte e gestão da cultura, também está concluindo pós-graduação em marketing. 

> Marcielly Moresco
Relações públicas, mestra em comunicação e doutoranda em educação. Também é estudante de pedagogia e pesquisa teoria feminista, gênero e diversidade sexual. Participa de alguns movimentos sociais feministas e colabora na Revista Lilith.

> Edilaine Alves
Publicitária e diretora de arte, desenvolve trabalhos com foco em marketing digital. Em maio, lançou o projeto Who Is Black?, que irá mapear os profissionais negros do mercado publicitário curitibano e contribuir para a igualdade racial na área.

/// Infos 

> Quando? Dia 17 de julho (segunda-feira), às 18h
> Onde? Naquela Casa/Centro Europeu – Rua Benjamin Lins, nº 935, Batel, Curitiba

ENTRADA FRANCA ♥

A atividade faz parte do Festival Subtropikal 2017 e integra a programação do evento Naquela Casa do Centro Europeu / Subtropikal 🙂

Confira a página do evento, aqui

DUO CURITIBANO MINICONTO LANÇA ÁLBUM CONDUZIDO POR NARRATIVA POÉTICA E MINIMALISMO

Intitulado “Casa”, trabalho será apresentado ao público nesta quinta-feira (22), em show no Centro Cultural Sesi Heitor Stockler de França, centro de Curitiba.

Com uma proposta artística marcada pelo intimismo e pela dramaticidade, o duo curitibano Miniconto apresenta seu novo álbum, “Casa”, assinado pela cantora e compositora Karla Díbia em conjunto com o violonista e compositor Daniel Amaral. O trabalho contempla seis faixas acompanhadas por ilustrações retratando a personagem que inspirou as letras.

No quinto disco da carreira, o duo mantém o estilo “mini” ou “diminuto”, que norteia sua atuação desde 2010. Essa possibilidade musical é expressada tanto na quantidade reduzida de instrumentação quanto na minutagem das músicas, que possuem arranjos e poesias especialmente elaboradas.

Explorando uma narrativa interligada com a literatura, “Casa” representa um amadurecimento para a dupla. “As melodias, por exemplo, são mais trabalhadas. Foram valorizadas e compostas ao piano, enquanto antes eram compostas ao violão”, conta Karla.

Outra novidade está na concepção instrumental do álbum. “As faixas são um crossover entre arranjos de violão e sintetizadores digitais. Além disso, todas têm tonalidades próximas e estão entrelaçadas”, afirma o violonista.

Em paralelo com as letras fortes e subjetivas, estão as ilustrações criadas por Thaise Severo Lima e finalizadas digitalmente por Iuri de Sá. “As frases e desenhos nos fazem imaginar uma possível morte, que pode ser entendida como um acontecimento drástico transformador, para em seguida surgir como redescoberta de vida e poder”, observa Thaise. 

Lançamento
O show de estreia do álbum “Casa” acontece nesta quinta-feira (22), no Centro Cultural Sesi Heitor Stockler de França, às 20h. Além das músicas inéditas que integram o atual disco do Miniconto, o público também poderá conferir composições criadas anteriormente. 

Para promover um intercâmbio musical, o evento também conta com a participação especial das musicistas Cida Airam, Érica Silva e Jessie Rolim. Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente pela plataforma Sympla, no valor de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Serviço:
Show Miniconto – lançamento do álbum “Casa”
Data: 22 de junho, às 20h
Local: Centro Cultural Sesi Heitor Stockler de França 
Endereço: avenida Marechal Floriano Peixoto, 458, centro de Curitiba
Entrada: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Ingressos antecipados: plataforma Sympla

Sobre o Miniconto
Formado por Karla Díbia e Daniel Amaral, o duo musical Miniconto propõe o estilo “mini” ou “diminuto” na quantidade de instrumentação e na minutagem das músicas. Atuando no cenário musical desde 2010, ambos já integraram o Grupo Omundô – Projeto Música dos Povos, sob direção de Plínio Silva (2009 a 2012); e a banda Alimentadores da Região.

Karla Díbia é professora, cantora, compositora e bacharel em música popular pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP). Possui especialização em produção da arte e gestão da cultura pela PUC-PR.

Daniel Amaral é professor, compositor, arranjador, violonista, violeiro e guitarrista. Estudou violão popular na Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim e é bacharel em música pela FAP. Também integra a banda Chamegado. 

Para saber mais
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Créditos: Ninna Conteúdo