CICLO DE OFICINAS “É VERDADE ESSE BILHETE” ABRE INSCRIÇÕES PARA ÚLTIMA TURMA EM CURITIBA, COM ENCONTROS GRATUITOS E E-BOOK COLETIVO

Após circular por diversos espaços culturais e atender públicos distintos ao longo de 2025, o projeto “É verdade esse bilhete: Jogos de Escrita e Amor” chega ao encerramento de seu ciclo. A iniciativa passou pela Casa de Leitura Hilda Hilst, pelo Centro de Artes Guido Viaro e por unidades do CAPS, promovendo encontros que uniram leitura, criação literária e experimentação poética.

A última oficina será realizada na Casa de Leitura Wilson Bueno, nos dias 29 de novembro e 6 de dezembro, das 14h às 18h, encerrando uma jornada marcada pela troca entre participantes, o acolhimento e a exploração do amor e suas contradições por meio da escrita.

Ao longo desses meses, o projeto reuniu adolescentes, professores, frequentadores das casas de leitura e usuários dos Centros de Atenção Psicossocial. A força das oficinas esteve no ambiente de experimentação coletiva e no compartilhamento de procedimentos de escrita. Um dos participantes, Igor Bueno, resume sua experiência:

“Participar da oficina foi marcante: um momento de respiro, na contramão de um mundo conturbado e veloz. Uma imersão na arte, com uma curadoria ímpar de textos e, principalmente, com a criação de novos. O que mais me tocou foi a ausência de distinção entre escritores experientes e iniciantes — todos ali escrevendo a partir do mesmo ponto de partida. “

Conduzidas por Julia Raiz e Ronie Rodrigues, com mediação de leitura de Daniele Rosa, as oficinas oferecem jogos de escrita, partilha de referências que vão da poesia contemporânea à música popular, e práticas de criação literária acessíveis a diferentes níveis de experiência. Além disso, o projeto resultará em um e-book coletivo, reunindo textos produzidos pelos participantes ao longo das edições — uma forma de ampliar o alcance das criações e registrar a potência das vozes envolvidas.

Com caráter gratuito e descentralizado, o ciclo se consolida como um espaço de invenção e escuta sensível na cidade, abrindo caminhos para que mais leitores e escritores encontrem, na palavra, um lugar de invenção, partilha e afeto.

SERVIÇO — ÚLTIMA EDIÇÃO
O quê: Oficina “É verdade esse bilhete: Jogos de Escrita e Amor”
Quando: 29 de novembro e 6 de dezembro (sábados)
Horário: 14h às 18h
Onde: Casa da Leitura Wilson Bueno – Portão Cultural
Endereço: Av. República Argentina, 3430 – Portão (ao lado do Terminal do Portão)
Quanto: Gratuito
Classificação: 14 anos
Inscrições: https://forms.gle/oembkNmxFry3hwCA6

fonte: Membrana Literária

“É VERDADE ESSE BILHETE: JOGOS DE ESCRITA E AMOR” CHEGA A CURITIBA COM OFICINAS GRATUITAS DE LEITURA E ESCRITA

A cidade de Curitiba recebe, a partir de outubro de 2025, o projeto “É verdade esse bilhete: Jogos de Escrita e Amor”, uma iniciativa que une rodas de leitura, jogos de escrita e oficinas de criação literária voltadas ao tema do amor e suas contradições.

Inspirado no famoso meme “É verdade esse bilete”, o projeto propõe aproximar a literatura dos universos dos participantes, passando por referências que vão da poesia contemporânea à música popular — do pop ao sertanejo —, e criando pontes com diferentes públicos, especialmente adolescentes e professores da rede pública.

As oficinas serão conduzidas por Julia Raiz e Ronie Rodrigues, com mediação de leitura de Daniele Rosa, em espaços públicos de Curitiba, como Casas da Leitura, unidades de capacitação de professores e CAPS. Com caráter gratuito e descentralizado, a proposta é compartilhar procedimentos de criação e estimular a leitura em diferentes espaços da cidade.

Serão oferecidas duas edições abertas à comunidade. A primeira será realizada nos dias 11 e 18 de outubro, na Casa da Leitura Hilda Hilst, no bairro Cajuru; e a segunda, nos dias 29 de novembro e 6 de dezembro, na Casa da Leitura Wilson Bueno, no bairro Portão. Ambos os espaços têm fácil acesso, localizados ao lado de terminais de ônibus.

Além dos encontros, o projeto resultará em um e-book coletivo, reunindo os textos produzidos pelos participantes. A publicação digital valoriza a produção autoral e amplia o alcance da experiência, permitindo que as criações circulem para além das oficinas.

Segundo os organizadores, a ideia é “explorar o amor em suas múltiplas dimensões — amizade, encontros, separações, luto — e mostrar como a leitura e a escrita podem ser espaços de escuta, partilha e invenção”.

Estão abertas as inscrições para a primeira turma e não é necessário experiência prévia para participar.

SERVIÇO:
O quê: Oficina “É verdade esse bilhete – Jogos de Escrita e Amor”
Quando: 11 e 18 de outubro (sábados)
Horário: 13h às 17h
Onde: Casa da Leitura Hilda Hilst (Rua da Cidadania Cajuru, Curitiba)
Endereço: Av. Prefeito Maurício Fruet, 2150 – Cajuru (ao lado do Terminal Capão da Imbuia)
Quanto: Gratuito
Classificação: 14 anos
Inscrições: aqui

fonte: Membrana Literária

OFICINA DE CRIAÇÃO LITERÁRIA ‘PALAVRA BRASIL’ TERÁ ATIVIDADES GRATUITAS NO CAJURU

Próxima etapa do ciclo de atividades levará exercícios lúdicos para a Casa da Leitura Hilda Hilst

Como nos relacionamos com esse território chamado Brasil? Essa provocação é o ponto de partida do ciclo de oficinas de escrita poética “Palavra Brasil – Jogos de escrita”, que retoma as atividades em novembro. Em sua quarta edição, o projeto desenvolvido e realizado por Julia Raiz e Ronie Rodrigues concentrará suas atividades na Casa da Leitura Hilda Hilst, localizada no bairro Cajuru, de Curitiba. 

A nova etapa de exercícios literários acontecerá nos próximos dias 8 e 9. A participação é gratuita e já pode ser garantida por meio de inscrição on-line ou direto na casa de leitura: aqui

Com propostas transdisciplinares e lúdicas, a oficina convida as pessoas presentes a trabalhar a escrita não apenas com palavras, mas também com o corpo. As ações englobam jogos de criação que atravessam temas como idioma, lugar e pertencimento. 

SENTIDOS
Participante de uma edição anterior do projeto, a poeta Raianna Bortoni recorda que uma das dinâmicas que mais a envolveu foi uma atividade de “escrita vendada”. “Ter que usar outros sentidos me conectou mais à escrita, aos meus pensamentos e lembranças. Exigiu mais do meu corpo e me transportou para lugares diferentes dos quais eu normalmente parto na hora de escrever.” 

Ela considera que a atmosfera da oficina gera aproximação com outras pessoas participantes e imersão na criação. “Ali, nós nos abrimos, contamos nossos nomes e nossas histórias. Ocupar esses espaços públicos, no plural, nos conecta com a cidade, com o país, com a terra”, conta. 

Desde agosto, o projeto já circulou por casas de leitura nos bairros Bigorrilho, Portão e Uberaba. “Palavra Brasil” tem como um de seus objetivos descentralizar o acesso às ações de formação criativa. Entre novembro e dezembro, o ciclo de oficinas também será realizado em Santo Inácio e Capão Raso. 

MINISTRANTES
Nascida em 1991, Julia Raiz é uma trabalhadora da escrita e trilha uma trajetória marcada pela criação e articulação coletiva. Doutora em Literatura pela UFPR, especializou-se em estudos feministas da tradução. Entre suas publicações estão p/ vc (7Letras, 2019), cidade menor (Primata, 2020), Terceiro mistério (Lola Frita Lab, 2022) e Metamorfoses do Sr. Ovídio (Arte & Letra, 2022). Em 2023, seu livro de estreia, diário: a mulher e o cavalo, foi relançado pela Telaranha Edições.

Escritor e pesquisador em Dança Contemporânea, Ronie Rodrigues também faz parte do coletivo Membrana. Como bailarino e pesquisador, participou de espetáculos como Pão com Linguiça, Cachaça sem rótulo, De maçãs e Cigarros e Swingnificado. Seus livros Apagar histórias com a língua (2020) e Roubar os mortos, lamber os vivos (2023) foram lançados pela Editora Urutau, e em 2024, publicou João, uma obra-performance pela Telaranha.

Serviço
PALAVRA BRASIL: JOGOS DE ESCRITA
Com Julia Raiz e Ronie Rodrigues
Inscrições por meio de formulário digital ou diretamente no local de realização.

PALAVRA IV: Casa da Leitura Hilda Hilst
Datas: 8 e 9 de novembro (sexta e sábado)
Horário: das 13 às 17h
Inscrições: aqui
Local: Av. Prefeito Maurício Fruet, 2150 – Cajuru, Curitiba 

Vagas: 20 (vinte) por edição
Público-alvo: pessoas com mais de 16 anos interessadas em escrita
Participação gratuita

A participação nas oficinas está sujeita à seleção, conforme o limite de vagas disponíveis. Para mais informações, visite instagram.com/membranaliteraria ou envie um e-mail para palavrabrasil2024@gmail.com

JULIA RAIZ E RONIE RODRIGUES PROPÕEM JOGOS DE CRIAÇÃO PARA REPENSAR A PALAVRA BRASIL

Oficina com Julia Raiz e Ronie Rodrigues. Crédito foto: Jessica Stori

Projeto dos artistas vai promover oficinas de escrita poética em várias regionais de Curitiba

Estão abertas as inscrições para as duas primeiras edições de “Palavra Brasil: jogos de escrita”, um ciclo de oficinas de criação literária ministradas pelos artistas Julia Raiz e Ronie Rodrigues. Até dezembro de 2024, serão realizadas seis oficinas gratuitas em diversas casas de leitura de Curitiba.

O projeto tem início nos próximos dias 30 e 31 de agosto, atendendo pessoas frequentadoras da Casa da Leitura Miguel de Cervantes, na Praça da Espanha. Já nos dias 5 e 6 de setembro, a oficina chega ao bairro Portão, na Casa da Leitura Wilson Bueno, dentro das instalações do Portão Cultural. As inscrições podem ser realizadas por meio do formulário digital, acessível a partir deste link, e também diretamente nas casas da leitura.

A dinâmica de “Palavra Brasil” parte da utilização de jogos de escrita como ferramenta para explorar a relação dos participantes com o território chamado Brasil, abordando temas como nação, língua, identidade e pertencimento. A proposta convida os participantes a experimentar a escrita de forma coletiva, incentivando a criatividade e o envolvimento com a literatura.

Um dos intuitos da iniciativa é o de descentralizar o acesso a ações de formação em literatura, contribuindo para o desenvolvimento da cena literária em regiões não centrais de Curitiba. Ao longo de sua execução, “Palavra Brasil” deve passar pelos bairros Bigorrilho, Cajuru, Pinheirinho, Portão, Santo Inácio e Uberaba.

“O projeto tem o potencial de ampliar o acesso à formação de pessoas leitoras e escritoras da comunidade curitibana e atende às políticas públicas culturais da nossa área”, partilha Julia Raiz que, ao lado de Ronie Rodrigues, assina a proposta.

Os dois são integrantes da Membrana, um ajuntamento de pessoas que escrevem em Curitiba. Com o coletivo, ambos participaram da antologia “Chão Brasil”, de 2023. Como ação de contrapartida social da publicação, realizaram a oficina “Ficção Brasil”, primeira imersão da dupla em propostas de escrita criativa a partir do corpo e suas ressonâncias. Do sucesso da empreitada, surgiu o atual “Palavra Brasil”, com a intenção de ampliar o rastro da parceria a outros recortes de público.

Sobre as pessoas ministrantes
Julia Raiz (1991) é um dos grandes nomes da literatura contemporânea em Curitiba. Trabalhadora da escrita, tem sua atuação marcada pela criação e articulação coletiva. É doutora em literatura (UFPR) com recorte específico em estudos feministas da tradução. Publicou  “p/ vc” (7Letras, 2019), “cidade menor” (editora Primata, 2020), “Terceiro mistério” (Lola Frita Lab, 2022) e “Metamorfoses do Sr. Ovídio” (editora Arte & Letra, 2022). Em 2023, “diário: a mulher e o cavalo”, seu livro de estreia, foi relançado pela Telaranha Edições.

Ronie Rodrigues (1985) é escritor e pesquisador em Dança Contemporânea. Atua como bailarino/pesquisador dos projetos/espetáculos “Pão com Linguiça”, “Cachaça sem rótulo”, “De maçãs e Cigarros” e “Swingnificado”. Já nas linhas da literatura, publicou “Apagar histórias com a língua (2020)” e “Roubar os mortos, lamber os vivos” (2023), ambos pela Editora Urutau. Em 2024, lançou o aclamado “João”, livro-performance também editado pela Telaranha.

Serviço:
“Palavra Brasil: jogos de escrita”
Com Julia Raiz e Ronie Rodrigues

PALAVRA I: Casa da Leitura Miguel de Cervantes

Datas: 30 e 31 de agosto (sexta e sábado)
Horário: das 9h às 13h
Local: Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 1238 (Praça da Espanha)

PALAVRA II: Casa da Leitura Wilson Bueno
Datas: 5 e 6 de setembro (quinta e sexta)
Horário: das 14h às 18h
Local: Avenida República Argentina, 3430 (Portão Cultural)
Vagas: 20 (vinte) por edição
Público-alvo: pessoas com mais de 16 anos interessadas em escrita

Oficinas Gratuitas!

A participação nas oficinas está sujeita à seleção, conforme o limite de vagas disponíveis. Para mais informações, visite instagram.com/membranaliteraria ou envie um e-mail para palavrabrasil2024@gmail.com

JOGOS DE COMPOSIÇÃO E PARCERIAS POÉTICAS DÃO VIDA AO NOVO EP DA ÍMÃ: FURIOSA ABERTA

Segundo trabalho da banda curitibana será lançado na primeira sexta-feira de novembro

No dia 5 de novembro, a ímã lança o EP Furiosa Aberta, com quatro músicas inéditas. O segundo trabalho da banda curitibana é fruto de parcerias com as poetas e amigas Francisco Mallmann, Natasha Tinet e Julia Raiz, e poderá ser ouvido gratuitamente nas principais plataformas de streaming e no site oficial da grupa: www.imadenovepontas.com

“Como uma banda pode sobreviver ao isolamento? Ainda temos mais perguntas do que respostas. Melhor assim”, pensa Luciano Faccini, que, dentre outras funções, é cantor, compositor e diretor artístico da ímã. Tentando fugir da norma – máxima que guia o processo criativo da banda desde sua fundação -, a grupa apostou nos jogos de composição. “Se por um lado a pandemia forçou o mundo inteiro a reorganizar hábitos, rotinas e modos de sobrevivência, por outro, nós conseguimos reunir esforços para colocar em prática um interesse antigo de explorar processos de composição que pudessem percorrer caminhos diferentes dos tradicionais”, explica o músico.

Três poemas de poetas premiadas foram musicados. “Achamos que seria maravilhoso ter outras artistas navegando nessa experiência com a gente, e aí, muito espontaneamente, chegamos em Julia, Nat e Chico, que, antes do projeto, já tinham uma relação com a banda”, fala Day Battisti, a violoncelista da ímã. Luciano faz parte da Membrana Literária, grupa de escritoras que também abraça as três convidadas especiais do EP, e por isso outras parcerias artísticas já vinham sendo desenhadas ao longo dos anos.

Cada integrante da ímã recebeu o desafio de musicar um trecho de cada poema e posteriormente essa profusão de ideias e intuições deu origem a uma obra original e imaginativa. “Foram muitas e muitas versões diferentes, lotamos muitos drives e HDs com propostas, que foram criadas em pedacinhos de MP3 e Wav ao longo das semanas de trabalho, trazendo detalhes que iam surgindo e sendo testados, aplicados nas canções por cima daquilo que já constava nelas”, diz o percussionista Daniel D’Alessandro. “As reuniões semanais por videochamada serviam para que conversássemos sobre o que tinha sido construído e decidíssemos juntos sobre o que fazer com os arranjos.”

Nenhuma música foi ensaiada antes das gravações, no sentido convencional do termo. “Sem a presencialidade, foi como esculpir algo, junto com outras sete pessoas, cada uma em sua casa, com essencialmente aquilo que tinha à disposição para a captação de cada instrumento”, expõe Daniel. “Foi tipo uma gincana de meses e meses onde muitas vezes tudo parecia uma grande e intransponível loucura e em muitas outras vivemos o maravilhamento dessa possibilidade de composição. Foi e segue sendo um ping pong no abismo das ideias.”

Se no primeiro disco a ímã teve a oportunidade de gravar a totalidade das músicas no Gume Estúdio, de Leonardo Gumiero, com maior uniformidade na escolha de microfones e técnicas de produção musical, desta vez foi preciso recorrer ao “universo das colagens”, nas palavras de Daniel. “Gravações feitas com o celular, com gravadores diferentes, com microfones e placas de som ótimas, outras nem tanto. Tudo isso colabora para deixar o trabalho mais diversificado ainda em termos de timbres, de cores e tipos de luzes empregadas”, completa Luciano.