Blogue FATO Agenda divulga: 1) vagas e oportunidades em comunicação social, mkt e design em Curitiba e região. 2) Agenda cultural da cidade. 3) Livros e discos de vinil (do Sebinho FATO Agenda). Editado há 17 anos (desde 2009) pelo jornalista Leandro Hammerschmidt.
Licurgo Spinola e Emerson Rechenberg, polaridades distintas da mesma geração, chegam com o pé na porta, na estreia da primeira temporada do Os Gralhas Podcast, em Curitiba.
Podcast com mais de 260 mil visualizações, Licurgo Spinola e Emerson Rechenberg estreiam primeira temporada na capital e apostam na fricção como linguagem crítica
Do imediatismo à superficialidade, o pensamento crítico é um antagonista no universo online. Se a provocação para cargas filosóficas traduz um incômodo necessário como resistência aos conteúdos rasos, para Emerson Rechenberg e Licurgo Spinola a saída não é para a esquerda ou para a direita. É pela culatra. Afinal, para os idealizadores e apresentadores do Os Gralhas Podcast, cutucar feridas sem filtro é a arte do possível.
Avessos a roteiros e combatentes da espontaneidade, Emerson e Licurgo não fazem a linha da boa vizinhança. Gravar o Os Gralhas Podcast em Curitiba é um pano de fundo quase caótico na sociedade do leite quente.
Entretanto, nessa convergência conflituosa de afetos, onde pisar na grama alheia é uma afronta social, a capital do Paraná é o ponto de encontro defenestrado onde os apresentadores confrontam o cotidiano político, social, econômico e cultural, transformando suas polaridades em sabatinas semanais pelo YouTube.
“Somos cidadãos e artistas, não necessariamente, nesta ordem. Esse olhar é o ponto de partida do podcast. Tem empatia, mas tem fúria. Tem compreensão, mas tem revolta. Tem um, que é gratiluz, e outro mais punk. Esse é o molho”, traduz o ator, diretor, cenógrafo, produtor cultural e apresentador Emerson Rechenberg.
Idealizado em 2025, o Os Gralhas Podcast teve finalmente sua estreia em abril deste ano, após meses de produção e identificações difusas em suas opiniões, como deixa claro Emerson Rechenberg.
Esse é o mote do programa. Não é para agradar convidados ou passar pano. A linha editorial é explícita. Gralhar é uma forma de sobrevivência, uma experiência condutora. Por isso, Os Gralhas não sobrevoam os assuntos; mergulham neles, justamente por entenderem como funciona a engrenagem por trás da tal ordem e progresso.
“Os Gralhas existem porque não queremos ficar calados frente a tantos desmandos. Acho que temos conteúdos diversos para falarmos de tudo e todos. Uma característica que nos torna reais neste contexto seria sermos ‘os inconformados’, aqueles que não querem viver na caixinha. Por isso tem o lado afetivo e o ofensivo. O good guy e o bad guy”, define o ator, diretor, produtor, empreendedor e apresentador Licurgo Spinola.
Com a inquietação de quem já decorou falas demais e agora prefere fazer perguntas, Licurgo é um rosto que já frequentou casas e salas de cinema do país inteiro. No folhetim, já foi galã, mocinho e bandido. Desta vez, a polaridade é outra.
“Ser artista de novela é andar no fio da navalha porque você entrega sua melhor performance para que as emissoras possam manipular o público. Quanto melhor você faz uma personagem, mais contribui para a comercialização de sua arte. Somos vítimas e cúmplices dessa manipulação”, confronta.
Do outro lado, sem levantar suspeitas de qualquer protagonismo que tente lhe cair no colo, Emerson é um produtor de bastidores. No universo de semideuses, ele assume o microfone sem cair na armadilha da vaidade. “Tem tanta gente imbecil fazendo podcast. Eu sou mais um ocupando esse lugar”, constata.
O Os Gralhas Podcast é um tropeço de raciocínios onde o pensamento não chega pronto. Ele acontece. Não oferecem respostas, mas companhia para quem ainda acha que pensar, mesmo sem conclusão, é um bom começo. Entre Emerson Rechenberg e Licurgo Spinola não há exatamente concordância. Há fricção e dicotomia.
A parceria entre a dupla vai além dos estúdios. Há algumas décadas, a cumplicidade advém do convívio diário entre coxias e palcos. Entre similaridades e diferenças, o novo desafio em formato de podcast é marcado pelo reencontro em uma nova era. Sem IAs ditando conectividades de busca, mas indagando novas perspectivas. É justamente daí que sai alguma coisa que presta.
Com mais de 260 mil visualizações entre cortes e devaneios no Instagram e TikTok, o canal do Os Gralhas Podcast no YouTube reúne mais de 60 mil reproduções e mais de mil inscritos em apenas dois meses de exibição.
O Os Gralhas Podcast está disponível nas principais plataformas, com entrevistas inéditas às terças, quintas e sábados. E, como tudo que nasce em Curitiba, ele não pede atenção. Mas inscreva-se no canal para receber as notificações de novos episódios.
Com produção musical de Victória Ruiz e clipe por Oruê Brasileiro, os artistas refletem sobre criação, existência e a transição geracional
Aos 64 anos, Carlos Careqa sempre caminhou alguns passos à frente do seu tempo. Aos 34, Ravi Brasileiro aprendeu a habitar o presente com a intensidade de quem sabe ouvir o mundo. Entre eles, há três décadas de distância. Mas é justamente nesse intervalo, entre 1961 e 1991, que nasce ´´61 91“, o novo single e clipe que une dois artistas separados pela idade, mas conectados pela mesma inquietação criativa.
O primeiro encontro entre Ravi Brasileiro e Carlos Careqa aconteceu no Teatro do Paiol, há quatro anos. O espaço, inaugurado em 1971 com um espetáculo de Vinícius de Moraes, Toquinho, Marília Medalha e o Trio Mocotó, já havia atravessado diferentes fases da música brasileira antes de receber, naquela conversa, um artista da década de 1960 e outro de 1990.
A coincidência geracional chama atenção, mas o ponto de partida de “61 91” veio da troca direta entre os dois naquele dia. Em outro espaço‑tempo.
“Essa ideia surgiu há uns quatro anos, quando o Ravi me procurou no Teatro do Paiol. Eu fiz aquela inquirição normal quando você conhece alguém. Qual é o teu signo, e quantos anos você tem? E percebi que a gente tem uma diferença de 30 anos. Eu nasci em 1961 e ele em 1991. Aí pensei, vou fazer uma música falando sobre isso”, pondera o ator, cantor e compositor Carlos Careqa.
Foi então que a diferença geracional entre Ravi e Careqa deixou de ser detalhe biográfico e passou a integrar a própria narrativa dos dois, como um elemento que atravessa suas experiências, mas questiona a permanência no mesmo lugar.
“Ele quis saber mais sobre quem eu era, qual era o meu trabalho. Então mandei várias músicas minhas. Ele ouviu e, a partir disso que ele conheceu sobre mim, fez uma letra”, lembra Ravi Brasileiro.
A primeira versão da música veio ousada, com um compasso sete por quatro que desafiou até mesmo a experiência de Careqa. “Quando o Ravi mostrou a primeira versão, ele propôs uma coisa bem fora da casinha. Uma música difícil. Eu tentei cantar lá em São Paulo, mas não consegui”, admite o artista.
Como acontece em muitos encontros artísticos, o processo criativo de “61 91” passou por diferentes caminhos até chegar à versão atual. A música que chega ao público agora tem a produção musical assinada pela DJ, instrumentista e compositora Victória Ruiz.
Em 2025, outra proposta foi desenvolvida por Du Gomide para o projeto ´´7por2“, explorando outros territórios sonoros entre o orgânico e o eletrônico, em contraponto ao diálogo entre as gerações.
´´Essa foi a primeira música composta para o projeto 7por2. E também, a primeira versão que a gente gravou foi essa, com a produção da Victória. Teve uma pré-produção minha, eu mandei para a Victória. Depois, trocamos algumas figurinhas com o Careqa, que também fez uma produção dele. Juntamos esse emaranhado de ideias, e a Victória, que é bem envolvida na cultura ballroom, trouxe essa estética“, relembra Ravi sobre a música gravada em 2022.
Carlos Careqa e Ravi Brasileiro. Crédito foto: Amanda Sartor.
Sobre a produção musical Uma curiosidade do processo é que Ravi havia acabado de receber um Quad Cortex, e “61 91” se tornou a primeira gravação com o equipamento. Segundo o artista, durante a configuração, o áudio apresentou uma falha inesperada.
Em vez de descartar o material, a produtora Victória Ruiz incorporou essa imperfeição ao arranjo, transformando a estranheza em textura e explorando novas combinações e traduções sonoras que acabaram marcando a estética da faixa. Entretanto “61 91” vai além da diferença de datas.
“É difícil falar sobre a letra. Mas remete àquelas pessoas que estão fazendo hora extra no mundo, e também àquelas que não poderiam morrer. Um cara como o Hermeto Pascoal, por exemplo, é símbolo de um monte de histórias”, afirma Careqa.
A canção equilibra densidade e leveza, humor sutil e reflexão profunda, características que marcam tanto a obra de Careqa quanto à sensibilidade contemporânea de Ravi.
Ao atravessar essa canção, o público também se torna parte desse diálogo, ocupando o espaço onde passado, presente e futuro deixam de ser fronteiras e passam a ser matéria viva de uma mesma história.
No fim, “61 91” também devolve aos próprios artistas uma reflexão sobre o tempo. “É uma novidade pra mim, mas também um amadurecimento. A canção te ensina alguma coisa. Eu já aprendi várias coisas com ela. O tempo é sempre o senhor de todas as histórias. O tempo é perverso. E ao mesmo tempo muito bondoso”, ensina Careqa.
Sobre o Clipe A linguagem visual do clipe acompanha a mesma lógica de atravessamento temporal presente na música. Entre gestos, luzes e texturas, a direção de Oruê Brasileiro com a fotografia da Fernanda Simões, revelam um processo que combina simbolismo, experimentação e uma busca constante por uma estética fora do tempo. Conceito que atravessa tanto a criação musical quanto a construção do filme.
´´A gente queria trazer essa dança geracional, essa expressividade. No meu caso, isso vem muito do projeto que eu desenvolvo no ´Dança Livre à Dois`. O Careqa vem do teatro, tem uma vivência única e muito especial. A gente quis usar vários elementos de forma simbólica e, ao mesmo tempo, com elegância e contrastes, para remeter ao passado e ao futuro, à vida e à morte“,
Além das gravações em estúdio, o filme incorpora inteligência artificial como ferramenta criativa, ampliando a discussão sobre temporalidade e linguagem. A IA aparece não como substituição, mas como extensão estética, quanto um recurso que tensiona o real, distorce o previsível e reforça a ideia de uma obra que existe entre tempos e gerações.
´´A Fernanda Simões fez um trabalho muito primoroso e cuidadoso. Cada cena foi milimetricamente cuidada para que tudo fosse harmônico esteticamente. É minimalista. A luz é a personagem que dá vida a toda a construção desse cenário. É imagético. Não é óbvio. Não tem explicação. Cada um vai ter a sua percepção“, pressupõe Ravi.
´´61 91“ ecoa, provoca e desloca o público a refletir sobre o que significa criar e existir entre tempos. Ravi Brasileiro e Carlos Careqa utilizam a temporalidade geracional de forma anacrônica.
“Essa música tem muitos ângulos possíveis. Ela não é óbvia. Tem paradoxos. Não tem o certo e nem o errado. Tem o diferente. O que é uma estética fora do tempo? A gente pega elementos do passado, mistura com linguagens que fazem parte das nossas referências, mas qual é a estética do futuro? Daqui pra frente, a gente não tem como saber”, indaga o artista nascido em 1991.
Projeto aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com recursos da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura – Governo Federal.
Cabo-verdiana estará na Ópera de Arame dia 2 de dezembro
Mayra Andrade retorna aos palcos brasileiros em 2025 para a turnê “ReEncanto”, disco gravado ao vivo em uma capela neogótica, a Union Chapel, em Londres, em 2023. A artista passa por Curitiba no dia 2 de dezembro para show na Ópera de Arame (Rua João Gava, 920 – Abranches, Curitiba – PR, 82130-010), a partir das 19h. Os ingressos já estão à venda no site Shotgun e custam de R$ 100 a R$ 360.
Acompanhada de Djodje Almeida tanto no álbum quanto nos shows aqui no Brasil, a artista passa por mais 4 capitais, passando por Brasília, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Em versões em voz e violão de músicas de seus últimos cinco álbuns de estúdio Navega (2006), Stória, Stória… (2009), Studio 105 (2010), Lovely Difficult (2013) e Manga (2019).
“ReEcanto” ganhou sua versão em vinil em agosto deste ano em uma parceria com o selo Noize Record Club (NRC+). A luxuosa edição de colecionador conta com LP duplo azul translúcido em capa gatefold, livreto, cartão postal e souvenir de ingressos da gravação.
Mayra Andrade nasceu em Cuba, porém com apenas 1 mês de vida foi para Cabo Verde e viveu entre vários países: Cabo Verde, Senegal, Angola e Alemanha, tudo por conta de seu pai diplomata. Viveu uma parte da vida na França, em Paris e hoje reside em Lisboa (Portugal). Foi na Alemanha que teve contato com a música brasileira e se apaixonou pela MPB. Fazer uma turnê no formato voz e violão, então se tornou quase que uma homenagem a sua própria história musical e de amor com o Brasil. Aqui é conhecida entre outras coisas por suas colaborações com nomes importantes da música brasileira como Chico Buarque, Criolo e Lenine.
Ganhadora de uma série de prêmios durante a carreira, a artista celebra as raízes africanas e revisita seu reportório de uma forma bem íntima. “É uma série de canções que hoje, graças a este projeto, são redescobertas pelo público e também por mim. Há canções que escrevi com 17 ou 18 anos. É muito bonito ver como o fato de escrever uma canção com verdade faz com que ela seja realmente atemporal”, declarou a artista no documentário que acompanhou o lançamento do vinil.
Serviço: Mayra Andrade em Curitiba Data: 2 de dezembro de 2025 Horário: a partir das 19h Local: Ópera de Arame (Rua João Gava, 920 – Abranches, Curitiba – PR, 82130-010) Ingressos: R$ 100, a R$ 360, no site: https://shotgun.live/en/web/events/mayra-andrade-re-encanto-curitiba Classificação indicativa 18 anos
Em “Espera”, o cantor e compositor consolida sua trajetória com álbum de inéditas e celebra a estreia do seu primeiro álbum solo
Téo Ruiz anuncia o show de lançamento do álbum “Espera”, em Curitiba, no Estúdio Brasil Nativo Multi Produções. Em tom intimista, a apresentação acontece em 24 de outubro, às 20h, com ingressos a partir de R$35. Em voz e piano, o cantor, compositor e multi-instrumentista, celebra a estreia do primeiro álbum solo, em única apresentação na capital, e recebe a participação especial do pianista Rodrigo Henrique.
Em um eco sensível e minimalista, “Espera” é um álbum repleto de nuances passionais. Mas não é limitado à fronteira piegas entre o amor e a dor. Vai além. O álbum responsável por consolidar a sonoridade deste trabalho de Téo Ruiz é um reflexo onde o nome da obra, também narra e reverbera a própria história particular do artista em sua estreia solo.
Apesar da longa trajetória artística, principalmente ao lado de Estrela Leminski, com três álbuns e diversos clipes ao longo das últimas duas décadas, ´´Espera“ narra a própria particularidade de Téo Ruiz.
“O disco é como se fosse uma entrega, uma conversa ao pé do ouvido, para uma pessoa que está bem perto, em um momento íntimo”, define o artista.
Sobre as faixas Da sensibilidade sonora à maturidade harmônica, o álbum reflete a grandeza do compositor e cantor, que, ao longo das nove faixas, também faz um convite às tenuidades quanto intérprete, em regravações de Herbert Vianna, Kid Laroi e José Fernando.
“Perdoa”, faixa compartilhada com o Duo Clavis, formado pelos instrumentistas Marcello Casagrande e Mateus Gonsales é um divisor catártico sobre a grandeza e inteligência emocional sobre as formas de encarar um relacionamento que não se esvai ao encontro do fim.
Téo é perspicaz ao utilizar a interpretação da palavra cantada para saborear as possibilidades sonantes do álbum. A suavidade elegante e discreta em inglês com “My Shadows” e “Bleed” (Kid Laroi), e o vigor latino em “Hubiera” e em trechos de “Quase um Segundo” (Hebert Vianna); ele estabelece uma conexão pueril ao afirmar que o álbum é um sussurro ao pé do ouvido.
“Nem sempre nós, como compositores, conseguimos dar conta de tudo que queremos falar, né? Então comecei a pesquisar canções de outras pessoas com as quais eu me identificasse e que preenchessem essas coisas que eu queria dizer. Aquelas músicas que você pensa: ‘puxa vida, eu queria ter feito essa música!’”, comenta.
Não é um álbum romântico. É uma verdade necessária para reacender a importância real e avassaladora do despertar masculino sobre a sensibilidade ao ardor e amor. Isso é evidente em “Meu Jeito de Ser” (José Fernando), hit concebido pelo Só Pra Contrariar.
“Eu sempre fui um cara romântico, sempre gostei de músicas românticas também. Mesmo que muitas das minhas composições acabassem ficando de fora dos meus outros trabalhos autorais, elas sempre estiveram comigo”, revela.
Com exceção em “O Meu Jeito de Ser” e “Perdoa”, as canções de “Espera” trazem os arranjos assinados por Rodrigo Henrique e abrangem a potência harmônica e intimista entre as faixas.
“Cada música representa uma ‘espera’ diferente dentro de um relacionamento, uma história, trazendo diferentes contornos para esse amor que uma pessoa está dizendo pra outra através dessas canções. Eu espero ser um porta-voz desses sentimentos, dessas esperas que são muito universais”, reverbera.
Os ingressos para o show de lançamento do álbum “Espera”, estão disponíveis pelo site Shotgun, a partir de R$35.
Sobre Téo Ruiz Téo Ruiz é músico, compositor, produtor e multi-instrumentista. Pós-graduado em MPB e mestre em música pela UVa, na Espanha. Com turnês pela Europa e EUA, o artista lançou três álbuns ao lado de Estrela Leminski, com os quais foram destaques no line-up de diversos festivais no Brasil.
Desde 2016, Téo é o diretor geral da Feira Internacional de Música do Sul (FIMS), um dos principais eventos de negócios do setor musical, com relevância em diversas premiações no Brasil, e destaque no exterior.
Interlocutor Geral do Fórum Nacional da Música entre os anos de 2010 e 2011, no contexto das Câmaras Setoriais, Téo também é reconhecido no campo intelectual pela idealização e autoria do livro “A Autoprodução Musical” (Editora Iluminuras/2015), fruto de suas pesquisas sobre a indústria da música e o papel do compositor.
É um dos organizadores do Festival Paulo Leminski, realizado desde 2024 no Paraná, no Parque Jaime Lerner, um dos principais pontos turísticos de Curitiba, onde está localizada a Pedreira Paulo Leminski, Ópera de Arame e a Rua da Música.
Serviço: Show Espera com Téo Ruiz Quando: 24 de outubro (sexta-feira) Local: Estúdio Brasil Nativo Multi Produções Endereço: Rua Almirante Gonçalves, 2116 – Rebouças, Curitiba Abertura do Estúdio: 20h Ingressos: A partir de R$35 (compre aqui) Informações: leminskieruiz.com.br
Bruna caran e Ravi Brasileiro. Foto: Florebela Leticia.
Com as participações de Janaina Fellini, Lip Sossa, Rapuso, Mister One F.L., Tittocalleht e Nina Brasileiro, o show acontece neste sábado (19), às 17h30
Curitiba recebe em única apresentação, neste sábado (19), o show de lançamento de ´´7por2“, o novo álbum do curitibano Ravi Brasileiro, a partir das 17h30 e com entrada gratuita. Realizado no SESC Paço da Liberdade, em formato intimista, a performance do artista reúne Lucas Abreu na percussão e programação, e as participações especiais de vários artistas da cena curitibana, entre eles Janaina Fellini, Lip Sossa, Rapuso, Mister One F.L., Tittocalleht e Nina Brasileiro. Os ingressos podem ser emitidos pela plataforma Sympla.
Badi Assad e Ravi Brasileiro. Foto: Oruê Brasileiro.
´´7por2“ está disponível em todas as plataformas de streaming e traz colaborações potentes com Badi Assad, Dante Ozzetti, Carlos Careqa, Bruna Caram, Caito Marcondes, Flaira Ferro e Leo Bianchini, Ravi entrelaça gerações e linguagens, dando corpo a um trabalho coletivo, ao transformar encontros em movimentos sonoros com o lançamento do álbum.
Ao longo de sete faixas inéditas, o disco propõe uma travessia entre a palavra escrita e a cantada, celebrando um dos gestos primordiais da arte: a criação compartilhada.
Com produção musical assinada por Du Gomide, as músicas ganham potência ao reunir diferentes sotaques e propõe um panorama da multiplicidade brasileira, tecendo um som que é, ao mesmo tempo, plural e profundamente enraizado. As canções de ´´7po2“ são narrativas que nascem a partir das conexões compartilhadas por Ravi em seu cotidiano.
“Quando eu apresentei o projeto para o Du Gomide, a proposta era produzir cada música pensando na sua performance em Duo, pra que absolutamente tudo fosse tocado ao vivo. Então, o Du, sabiamente me aliviou e optamos por estruturar muito bem toda a pré-produção. Gostei de ter assumido só a guitarra como instrumento principal, além da voz, e o violão na música ´Dar Tempo ao Tempo`, com o Caito Marcondes. Foi muito bom ter feito dessa forma. Pois, pude me conectar mais comigo em cada música e menos com a tecnologia. E a produção alinhou um norte para canções tão distintas encontrarem uma identidade em comum. De fato, foi tudo muito rápido, mas ainda conseguimos dar espaço para o novo no dia das gravações. Amei as propostas que surgiram e aconteceram a partir do que já estava muito bem estruturado”, revela Ravi.
Das composições originais idealizadas pelo Ravi, cada canção tem a sua forma poética. Ao longo da produção musical de ´´7por2“, o espaço para o desconhecido foi um elo imprescindível para que a criatividade e a relação com cada artista incorporasse outros sentidos poéticos, reverberando a personalidade sonora das músicas e enriquecendo a potência de cada letra.
“Com cada artista, o processo teve sua própria singularidade. Dos arranjos elaborados com Dante Ozzetti, às sutilezas na condução da canção e no refinamento da letra com Leo Bianchini; da sensibilidade e fluidez compartilhadas com Bruna Caram às trocas à distância com Flaira Ferro, passando pela construção melódica e harmônica desafiadora com Caito Marcondes. Ou seja, cada parceria trouxe uma camada única. Reunir todos esses encontros é, em essência, realizar o propósito maior do projeto: aprender e criar na troca e na arte do encontro”, conceitua.
Sobre o álbum Ravi Brasileiro chega ao seu quarto álbum de estúdio com amplitude e amadurecimento. O reflexo desta realidade é que, em ´´7por2“, as canções refletem a autenticidade e a riqueza da sua criatividade.
Desde a composição ao canto, a fonética é um ápice catalisador. Em cada faixa, é notória a precisão das notas sonantes, dissonantes, trava-línguas, palavras homófonas e homógrafas. Transformando o álbum em um grande manifesto poético e percussivo, além do instrumental.
´´7po2“ é um ponto de partida. Mas, foi entre idas e vindas, por estradas que ligam Curitiba à São Paulo, em ligações online, e os encontros nas casas e vozes de cada compositor que desenharam o mapa afetivo do álbum.
Ao compartilharem os seus legados, os artistas também ressignificam as letras, reinventam camadas e expressam vestígios íntimos em cada canção. O resultado é uma obra em estado de transmutação: livre de rótulos, movida pela fluidez da criação coletiva. Onde a música é trilha e o destino é uma engrenagem em constante movimento.
Além do álbum, ao longo do ano, Ravi Brasileiro vai disponibilizar pelas redes sociais e canal oficial do YouTube, live sessions e os minidocs com os artistas, sobre o processo de produção de cada faixa, com direção de Oruê Brasileiro.
Ravi Brasileiro e Carlos Careqa. Foto: Oruê Brasileiro.
Faixa a faixa do álbum 7por2
Balé da Selva – Flaira Ferro e Ravi Brasileiro Quando eu estava no processo de criação das composições, essa, desde o início, eu já sabia que seria para a Flaira. Mandei outras duas opções, mas o lugar da ironia, um tom provocador e a brincadeira com a realidade é algo com o qual ela se identificou. A tragicomédia da vida. Ela mexeu em algumas coisas da letra e trouxe outras propostas. A melodia foi surgindo entre o blue note, rock, foxtrote e o xote. As ideias se lapidaram e a música que nasceu ´´Te Como com Farinha“ agora é ´´Balé da Selva“.
Fôlego Coração – Bruna Caram e Ravi Brasileiro Conversando com a Bruna, sobre os rompantes da vida, ela me entregou uma foto, de uma folha de caderno com um poema guardado. Começamos a trabalhar naquela letra a distância. Estava meio truncado, mas quando nos encontramos pessoalmente, a música ganhou forma em uma tarde. Eu com o meu violão e ela com o teclado. De todas as canções, foi o processo mais rápido e certeiro, da gente se olhar e sentir que a música estava realmente pronta.
Tem Perrengue, Tem Merengue – Badi Assad e Ravi Brasileiro A música nasceu de uma fala de uma aluna minha da Dança a Livre Dois, quando ela disse que dançar com pessoas diferentes é como viajar e que a melhor parte da viagem é voltar para casa, assim como depois de ter dançado com várias pessoas, mas poder dançar com seu par. A Badi propôs um groove, a harmonia e fez ajustes certeiros na letra. A melodia a gente fez junto, numa troca bem generosa. O refrão dessa é pegajoso e ‘travalinguístico’, mas o álbum guarda uma surpresa especial neste quesito.
Dar Tempo ao Tempo – Caito Marcondes e Ravi Brasileiro Foi um processo muito leve, com várias ideias instigantes e desafiadoras. Ele gosta do movimento musical da cidade. Ele ainda não me conhecia direito quando eu propus a parceria. E quanto pedi que ele trouxesse um tema pra canção, como alguém experiente que orienta com calma a um menino ansioso, ele falou, vamos dar tempo ao tempo. Agradeci o tema da canção e já comecei a escrever. Quando nos encontramos, descobri que além de percussionista, ele é um grande arranjador. Ele trouxe melodias e harmonias caminhando de um jeito muito livre em lugares não convencionais. Com a melodia pronta optei, simplesmente, por refazer a letra inteira. O Du Gomide trouxe alguns acordes e caminhos de modulação que deram aquele toque que precisava. A música pode até parecer bem despojada e despretensiosa, mas foi a mais desafiadora para interpretar. O Caito, sugeriu uma flauta, e prontamente nós convocamos a Marcela Zanette e ficou um trabalho muito bonito.
61 91 – Carlos Careqa e Ravi Brasileiro Ele pediu e mandei várias músicas minhas pra ele. E juntando a inspiração de uma entrevista do Paulinho da Viola, com nossa diferença geracional, eu sendo de 1991 e ele de 1961, desta diferença de 30 anos, ele fez uma letra, eu musiquei e num ping pong bom, fomos arrematando juntos. Essa música foi ganhando uma forma viva. Ela foi gestada. Remete às pessoas que não deveriam se esvaecer, ela é curiosa e densa.Tem um toque de humor, ao mesmo tempo que traz uma questão existencial.
Bruxa Caxuxa – Dante Ozzetti e Ravi Brasileiro É uma música bem peculiar. Cada parte da música parece que é um recorte de algo maior. Eu tinha alguns trava línguas na gaveta. Dante escolheu esta e pediu para eu ler, enquanto me gravava, repetidas vezes. Nós encontramos a melodia. Ela não foi construída. Aproveitamos essa ideia rítmica que nasceu da própria letra, que já induz uma história. O Dante construiu um groove pelo violão, e fui ampliando e lapidando esse trava língua. Estudando e pesquisando letras e fonéticas. De todas, foi a música em que mais tivemos espaço para gravar camadas e arranjos juntos em estúdio. Foi bem especial aprender e desfrutar desse talento do Dante.
Melhor Um Final Horroroso Que Um Horror Sem Fim – Ravi Brasileiro e Leo Bianchini Esta canção cheia de causos já nasceu e sabíamos que fecharia o trabalho. Guardei na minha gaveta de ideias esta frase maravilhosa que ouvi num cafézão daqueles que junta a família toda. Leo matou a charada da canção rapidamente. Fez a harmonia e a gente cantarolou um monte de histórias improvisando, sem chegar num lugar certeiro para nossos causos. Mas tínhamos um forte refrão. Com a encomenda na mão, fomos juntos pensando em inúmeras situações que costumam ser proteladas, mas que são importantes de se acabar, como uma decisão final. Dos vários causos, ficamos com a extração do siso, parar de fumar, entrar na água gelada e com o término de um relacionamento.
Sobre Ravi Brasileiro Ao longo de quase três décadas, Ravi Brasileiro é reconhecido como cantor, compositor, dançarino e empreendedor cultural. A brasilidade é uma característica em seu trabalho desde a sua estreia nos palcos com a direção de Milton Karam e Simone Cit, com o Coral Brasileirinho, na década de 1990.
Em sua discografia, estão os singles ´´Come Cru e Tira Dez“ (2016) e ´´O Vislumbre da Terceira Idade“ (2022). Ravi também lançou em 2018, o EP ´´Quiçá Que Sacudisse“ e em 2021, lançou a versão em álbum, ao vivo no Teatro Paiol, com as participações especiais de Janaina Fellini, Laura Binder e Otto Brasileiro.
Do seu álbum de estreia ´´Na Trilha do Elo e elas perdidas“ (2009), cinco anos depois, com o álbum ´´Cortinas Abertas“ (2014), Ravi projetou a sua trajetória internacional com shows pelo México e Guatemala.
Ao longo de 2025, pelo projeto ´´7por2“, Ravi apresenta canções inéditas em parceria com Badi Assad, Carlos Careqa, Bruna Caram, Dante Ozzetti, Flaira Ferro, Caito Marcondes e Leo Bianchini, com a produção do musical assinada por Du Gomide.
Ficha Técnica 7por2 Coordenação do Projeto: Ravi Brasileiro Produção Executiva: Josi Forbeci Assistente de Produção: Giulia Dorneles e Débora Slompo Artistas: Ravi Brasileiro, Badi Assad, Bruna Caram, Caito Marcondes, Carlos Careqa, Dante Ozzetti, Flaira Ferro, Leo Bianchini Produção Musical: Du Gomide Direção Técnica: Lucas Paixão Captação de Áudio: Lucas Paixão Mixagem e Masterização: Edson Borth (Audio Architect) Estúdio: Geração Pedreira Direção: Oruê Brasileiro Assistente de Direção: Giulia Dorneles Direção de Arte, cenografia e figurino: Ju Choma Assistente de Arte: Kyra Ferreira e Giulia Dorneles Maquiagem: Kyra Ferreira Direção de Fotografia: Oruê Brasileiro Assistente de Fotografia: Giulia Dorneles e Kyra Ferreira Operação de Câmera: Oruê Brasileiro, Floribela Leticia, Vino Carvalho e Artur Rodrigues Captação de Making-of: Floribela Leticia, Kyra Ferreira, Vino Carvalho, Artur Rodrigues Técnico de Som (Entrevistas): Kyra Ferreira Logger: Oruê Brasileiro, Giulia Dorneles, Artur Rodrigues Coordenação de Pós-produção: Oruê Brasileiro Edição e Montagem: Artur Rodrigues e Giulia Dorneles Finalização: Oruê Brasileiro Assessoria de comunicação: BA Comunica Assessoria de imprensa: Cabana Assessoria Jornalistas responsáveis: Bruna Alcantara e Lucas Cabaña Identidade Visual: Carol Lemes Apoio Cultural: Família Farinha, Dança Livre a Dois, Pedreira Paulo Leminski, A Caiçara, BA Comunica, Artemísia Produções, Ju Choma Arquitetura e Cenografia, CBN Distribuidora, Viva La Vegan, Palco dos 5 Sentidos, Sem Culpa Cozinha, Teatro Regina Vogue, Café Coado na Calcinha, Padaria América e Effex
Realização: Odaraê Filmes de Impacto e Sinergiza Cultura e Desenvolvimento
Incentivo: Instituto Joanir Zonta e IOP – Instituto de Oncologia do Paraná
Dirigido e encenado por Sandro Tueros, espetáculo vai circular o Paraná em 12 municípios com 15 apresentações e oficinas gratuitas
Na foto, o ator peruano radicado em Curitiba, Sandro Tueros que além de atuar e assinar a direção do espetáculo, divide o palco com Cris Macedo, Tânia Moruna e Alê Palma.
Entre 04 e 28 de maio, o Paraná será o palco de encontro para celebrar a cultura espanhola. Com a direção assinada por Sandro Tueros, o espetáculo “Flamenco Para Todos” reúne poemas do escritor espanhol Federico García Lorca (1898-1936), onde poesia, música e dança flamenca se encontram e fazem fusão rítmica e dramaturga.
Além das apresentações também será ministrada em cada um dos 12 municípios paranaenses a oficina sobre a relação poética de Lorca e a cultura flamenca, ambos com a entrada gratuita ao público. Os espetáculos contam com acessibilidade em LIBRAS.
A partir das obras “El Romancero Gitano” (1928) e “Poemas Del Cante Jondo” (1931) de Federico Garcia Lorca, os poemas românticos interpretados em cena originalmente em espanhol e legendados em português, propõem ao público uma viagem sensorial entre sotaques, tradição, música e claro, à sensualidade da dança flamenca.
“La Guitarra”, “El Silencio”, “Encuentro”, “La Casada Infiel” são algumas das poesias responsáveis em promover a aproximação do público com a rica cultura literária espanhola de Lorca.
“A poesia de Lorca é complexa, mas furar esta parede é imprescindível. Principalmente, quando o público tem acesso às obras e a cultura flamenca. Quando você tem a poesia, dança e o violão flamenco, não há como não ser impactado por esta rica junção autenticamente espanhola”, promove Sandro Tueros que, além de estar em cena e assinar a direção do espetáculo, também é o responsável pela fundação da ST Produções Teatrais – empresa responsável pela produção e Realização do projeto.
Em “Flamenco Para Todos”, o espetáculo conta em seu elenco com duas bailaoras – como são chamadas as bailarinas de flamenco – Cris Macedo & Tânia Moruna e o músico Alê Palma, compositor da trilha sonora original.
Acompanhado pelo violão flamenco, Alê Palma executa todas as músicas ao vivo, unindo a construção melódica pelo ritmo do Taconeo – como é chamado originalmente o sapateado flamenco.
“A bailaora Cris Macedo é uma das principais coreógrafas de flamenco do país. E quando se trata do flamenco, ela é unanimidade, pois desde a década de 1990 é responsável por disseminar o estilo pelo Brasil além de ser fundadora do Estudio y Compañía Aire Flamenco”, ressalta Sandro sobre Cris, que já produziu inúmeros espetáculos e dividiu palco com grandes artistas flamencos brasileiros e também da Espanha.
Sobre a oficina Da magia dos palcos ao processo pedagógico, o projeto “Flamenco Para Todos”, em cada um dos municípios, vai realizar a oficina “Cruzamentos entre o Flamenco e Garcia Lorca: contribuições para a literatura”.
Destinada para professores, estudantes e público em geral, o elenco do espetáculo apresenta a relação histórica do flamenco e a influência do poeta e dramaturgo Federico García Lorca, tanto em âmbito teatral quanto literário.
A oficina híbrida, entre teoria e prática, demonstra a contribuição do flamenco e a disseminação da cultura espanhola ao redor do mundo, e propicia ao público a noção sobre as características identitárias da música latina.
As oficinas serão ministradas pela dançarina e pesquisadora da cultura flamenca Tânia Moura e pelo músico flamenco Alexandre Brown Palma, mestre em musicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
“Circular com este espetáculo por 12 cidades do nosso Estado e levá-lo a milhares de espectadores em 15 apresentações, representa não somente o reencontro desta arte universal com o espectador que tanta falta nos fez, mas também a certeza de que o teatro, a dança o circo e todas as artes que dependem do espectador, precisam estar sempre de portas abertas, tanto quanto o nosso desejo de tocar a cada um que nos assista com a nossa palavra, música e baile flamencos, num reencontro sempre ‘abierto’ [aberto em portugues]” ensina Sandro Tueros.
Entre as cidades contempladas para receber o espetáculo em maio estão: Rio Negro (04 e 05), Campina Grande do Sul (06), Palmeira (10), Mandirituba (11), Irati (12 e 13), União da Vitória (14), Telemaco Borba (18), Laranjeiras do Sul (20), Palotina (21), Guaira (24 e 25), Medianeira (26) e Assis Chateaubriand (28).
“Flamenco Para Todos” é um projeto realizado com incentivo do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura/PROFICE – Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado do Paraná e com o apoio da Companhia Paranaense de Energia COPEL.
Sobre o flamenco no Brasil Desde 2010, o flamenco é reconhecido pela UNESCO como patrimônio imaterial da humanidade. Com origem a partir da Espanha, em bairros pobres habitados por ciganos (conhecidos por as gitanerias). O flamenco foi influenciado pela cultura árabe, judaica e cigana, onde há cada geração a expressão artística é incorporada e promove a sua história ancestral.
No Brasil, o interesse por essa arte está em expansão, principalmente em meados do século XX com a chegada dos imigrantes espanhóis. Contudo, ainda enfrenta várias dificuldades em sua difusão, principalmente pela falta de incentivo. Entretanto, em algumas regiões, principalmente ao sul do país, a cultura flamenca é destaque como produção artística e cultural.
Sobre Sandro Tueros Natural da cidade de Lima, capital do Peru, Sandro Tueros iniciou seu trabalho artístico aos 17 anos de idade, a partir do curso de arte dramática pelo Club de Teatro de Lima. Radicado no Brasil, desde 1995 atua como ator, diretor e produtor teatral.
Entre os destaques de sua trajetória nacional, em filmes, atuou em “O Mirador” (2018) de Bruno Costa e estrelou as séries “Contracapa” (2017) e “Colônia Cecília” (2012). Em TV aberta, integrou o elenco da série “O Caçador” (2014) com direção geral de José Alvarenga e produção da Rede Globo de Televisão.
Dos palcos, “Palavra Flamenca” (2015), “Norman, Comedor de Livros” (2015), “O Príncipe e a Aviadora” (2019) e “Flamenco Para Todos” (2022/2023), são alguns dos principais destaques como diretor. Ao longo de três anos, também foi ator associado e produtor da Companhia de Teatro Sia Santa, em Campinas – SP. É graduado em Artes Cênicas – Bacharelado – Direção Teatral pela Faculdade de Artes do Paraná (2004) e com pós graduação, pela Universidade Tuiuti do Paraná, em Língua e Literatura Espanhola (2011).
Há mais de dez anos, Sandro é o responsável pela ST Produções Teatrais, produtora com sede em Curitiba, responsável pela realização de diversos projetos em todo o país.
Ficha Técnica Das obras El Cante Jondo & El Romancero Gitano de Federico García Lorca Direção de Produção: ST Produções Teatrais Direção e interpretação: Sandro Tueros Roteiro e Tradução ao português: Sandro Tueros Músico e Compositor: Alê Palma Bailaoras intérpretes Criadoras: Cris Macedo & Tânia Moruna Bailaoras em vídeo: Fernanda Gimenez & Tânia Moruna Cenário: Guenia Lemos – Prego Torto Figurinos: Marcelo Salles & André Posselt Projeto de iluminação: RZLuz Técnico operador de Luz: Alexandre Luft Adereços de cena: Máscaras e Fantasias Caracterização para vídeo: Felipe Emmanuel Prochmann Maquiagem para vídeo: Pedro Laurentino Luiz Designer gráfica: Guenia Lemos Assessoria de Imprensa: Cabana Assessoria – Lucas Cabaña e Janaina Fellini Produção local: Enrique Gaio, Rodrigo Duarte, Dizi Joanassi, Andrio Robert, Milene Galvão, Licio Ferreira, Camila Castellón, Serli Andrade, Tiago Centena, Yago Marques, Zé Alves e Alessandra Janssen Montador: Aladir Carlos da Silva, Cleverson de Paula Franco, Elisane Ramirez Pires, Erivelton Rosa Carvalho, Gabriel Gonçalves, Gilson Marcio do Nascimento, Guilherme Dantas de Freitas, Kewin Stach, Lucas Muniz de Almeida, Luciano França da Silva Ferreira e Pablo Henrique de Oliveira da Silva
Secretária: Andriele Tatiane Baptista, Denise de Fátima Stadler, Elizabeth da Silva Guimarães, Graciela Regina Lopes, Jéssica Richert Cordeiro da Silva, Jhennifer da Silva Vogado, Naiane Pedreira Correia, Pamela Salvador, Pricila Aparecida da Cruz, Raíssa Negroni, Ruth Maciel Dorilêo de Lima e Schirlei Terezinha Ribeiro Kraemer
Tradutor LIBRAS: Ana Paula Toledo Silva de Bassi, Corrêa Hilgemberg, Damaris Kleiss Magalhaes Pereira, Ereci Maria dos Santos Krzyzanowski, Janaine dos Santos da Silva, Joelma Mazzo, Karianny Aparecida Gerotto del Mouro, Leislie Francieli Vasconcelos da Silva, Nelci Rodrigues dos Santos, Pâmela Sabrina Hobi Maltauro, Rosangela Marcilio Bogoni, Sarah Tamara, Tania Aparecida Martins
Contrarregra: Andre Carlos de Godoi, Andressa Talyne Kraemer, Cleiton de Souza, Domingos Sávio de Lima Martinez, Domingos Sávio de Lima Martinez, Edmar de Lima, Gabriel Gonçalves, Julio Cesar Queiroz Correia, Lucindo José Machado, Mauro Sérgio Souza Pinto, Victor Nascimento Raimundo, Vitor Leonardo Nasato
Filmagem, Montagem e Edição de vídeo: BR Filmes Direção cinematográfica: Orlando Brasil Direção de Fotografia: Paulo Silveira Assistente de Direção para vídeo: Nathalia Camargo Captação de áudio para vídeo: André Kloss & Joaquim Kloss Edição e mixagem de áudio: Kloss Estúdio Câmera e Making of: Edson Roberto Martins Curso audiovisual de flamenco: Victor Carlim Técnico e montagem de luz para vídeo: Bruno das Almas Ferrari Costureiras: Eunice Salles & Valéria Salles
Duração: 60 minutos aproximadamente. Classificação: Livre Origem: Curitiba – Paraná Idioma: espanhol (legendado em português) Ano de criação: 2021
Agradecimentos Especiais: Centro Cultural Teatro Guaíra Teatro José Maria Santos Padaria América Catharine Hill Maquiagens Senhora Yara Chaves Senhor Eduardo H. Engelhardt Miri Galeano & Perla Flamenca – Consultoria coreográfica no Baile Soleá Agência do Trabalhador da Cultura do Paraná Aos Secretários da Cultura e produtores locais das cidades envolvidas que acolheram nosso espetáculo.
Com a tradicional feira de vinil, o Expresso Itupava consolida a 2ª edição com novas parcerias neste sábado (12)
Da esquerda para a direita, Guile Santos, Bruna Thimotheo e Preto Martins são alguns dos convidados dos bate-papos apresentados pelo jornalista Lucas Cabaña.
A ‘famosa prainha do Itupava’ recebe em seu entorno a 2ª Edição do Expresso Itupava. O evento gratuito acontece neste sábado (12) e reúne ao longo de 10h diversas atividades culturais, a partir das 13h até às 23h. Com mais de 20 expositores, a feira de vinil está garantida com a presença de várias lojas e colecionadores com relíquias da música mundial.
Desde a primeira edição, o Expresso Itupava tem como eixo condutor a promoção cultural e artística da atual produção da capital. Inclusive, o evento conta com a realização em parceria com diversos empresários e produtores culturais, com o intuito de fortalecer os espaços parceiros e ainda, promover o incentivo econômico do setor impactado pela pandemia mundial.
Entre os locais que recebem ações a partir da cultura do vinil, no Teatro de Bolso, com curadoria da Capivara Discos, entre às 14h e 19h, acontecem diversos bate-papos e a exibição de documentários.
Entre as presenças confirmadas estão Almir Mesadri (Paraíso Sonoro Vintage), Rafa Deska (Compacto AfroChoque – Monkey Jhayam), Bruna Thimoteo (cantora e compositora), Preto Martins (cantor, compositor e produtor musical) e Guile Santos (cantor e compositor). Os bate-papos serão apresentados pelo jornalista Lucas Cabaña, CEO e editor-chefe do Música é o Canal.
Do processo de prensagem e produção de LP’s ao universo dos toca-discos, os temas das conversas norteiam as atividades realizadas pela Capivara Discos. Além de ser uma das principais lojas online de vendas do setor, a empresa também é responsável pelo projeto Chill Session que, desde 2021 realiza a gravação de shows ao vivo com transmissão pelo YouTube e distribuição digital das músicas pelas plataformas de streaming.
“Participamos da primeira edição do evento, o qual nos abriu muitas portas tanto no mundo do vinil quanto no meio cultural, não é à toa que prontamente aceitamos colaborar na agenda cultural da segunda edição do evento. A construção coletiva é de suma importância na luta pela cultura. Música é cultura e juntos construímos”, incentiva os criadores da Capivara Discos, Duda e Gustavo Ceschin.
Criada em meio a pandemia, a Capivara Discos nasceu com o objetivo de juntar profissionais a fim de promover a cultura da música local, bem como viabilizar materiais audiovisuais e eventos culturais para impulsionar a carreira desses artistas. Ou seja, o Expresso Itupava consolida nesta edição a junção de novos parceiros que integram suas potências em consonância ao Expresso Itupava.
Para o apresentador Lucas Cabaña, a promoção do encontro promove também a conexão entre o público e o setor empresarial que estimula a cena artística na capital. “A segunda edição reflete o sucesso da iniciativa do Expresso Itupava. Ocupar os espaços da cidade com arte e cultura é o estopim necessário para que novas práticas possam gerar a visibilidade e o fortalecimento ao setor do entretenimento que, infelizmente, ainda vivencia os impactos causados pela pandemia. Atuando como jornalista de música em Curitiba há 13 anos, é sempre revigorante quando novas marcas e empresas consolidam eventos dessa proporção”, reflete.
Serviço | 2ª Edição do Expresso Itupava no Teatro de Bolso Onde: Teatro de Bolso Endereço: Rua Itupava 1299 – Alto da XV, Curitiba. Quando: 12 de novembro (sábado) Horário: A partir das 14h Informações: 41-9167-3882 Entrada Gratuita
Com realização da Saliva, no show em Curitiba, Silvia Machete é acompanhada por Dudinha Lima (direção musical e baixo), Conrado Goys (guitarra), Chicão Mortofano (teclados) e Antonio Loureiro (bateria). (Foto: Marina Decourt)
Em turnê, Silvia Machete retorna aos palcos de Curitiba, após 11 anos e faz o show inédito do sétimo álbum com grandes nomes da música nacional e internacional
Após 11 anos, Silvia Machete retorna aos palcos de Curitiba e faz o show de lançamento do “Rhonda”, o sétimo álbum da cantora, compositora, performer, malabarista e trapezista brasileira. A apresentação acontece nesta sexta-feira (11), a partir das 23h, no Camaleão Cultural, com ingressos disponíveis pela plataforma Shotgun.
Na década passada, Silvia Machete deixou a sua marca no icônico Teatro Paiol. Envolta de um bambolê que bailava pelo seu corpo e, entre performances provocantes onde a sensualidade aflorava-se por danças ao léu, o show da artista foi eleito o melhor pela APCA – Associação dos Críticos Paulistas de Arte – em 2010.
Hoje, aos 46 anos, Silvia Machete está em turnê pelo país com a divulgação do seu álbum mais recente: “Rhonda“. Introspectivo e inteiramente em inglês, ao longo de 11 faixas, não bastasse o deleite além da língua materna, Silvia interpreta a faixa “With no one else around” – também lançada em single -, regravada em estúdio, ao vivo, após 46 anos de Tim Maia (1942-1998) a ter registrado em um álbum homônimo, em 1978.
Ouça álbum “Rhonda” aqui
Entre as outras faixas de “Rhonda“, ao lado do requisitado instrumentista, arranjador e produtor Alberto Continentino, a dupla assina a maioria das composições que, contam ainda com parcerias dela e os músicos músico Emerson Villani, o norte-americano Nick Jones – escritor das séries Orange is the new black e Glow – e o compositor Rafael Torres. O álbum “Rhonda” conta com Guilherme Monteiro (guitarra), Vitor Cabral (bateria), Chicão (teclados) e do tecladista norte-americano Jason Lindner.
Com sonoridade distinta dos trabalhos anteriores, o álbum de Silvia clama, de fato, outra estética pelas composições em inglês. A atmosfera de “Rhonda” também reflete a necessidade da artista em ampliar a sua discografia para outros públicos e novos territórios, além da sua tropicalidade nata – que permeia o álbum pela faixa “Messy Eater“.
Tanto que, deste sétimo álbum, Silvia segue a tendência fonográfica e enaltece novas possibilidades com a edição remix em “Rhonda revisite” (2021/Biscotio Fino) e a participação de nomes que ampliam a potência das versões originais.
O show de lançamento do “Rhonda” em Curitiba conta com as participações dos músicos Dudinha Lima (direção musical e baixo), Conrado Goys (guitarra), Chicão Mortofano (teclados) e Antonio Loureiro (bateria). Com realização do selo Saliva, a apresentação tem início a partir das 23h, no Camaleão Cultural, com ingressos disponíveis pela plataforma Shotgun.
Serviço:
Show de lançamento do álbum “Rhonda” com Silvia Machete Onde: Camaleão Cultural Endereço: Rua São Francisco, nº 43 – Centro de Curitiba Quando: 11 de novembro (sexta-feira) Horário: A partir das 23h Ingressos: Disponíveis pela plataforma Shotgun.
Ficha Técnica Realização: Saliva Arte: Pedro Colombo Foto: Alex Santana Direção: Gui Pondé Assessoria de imprensa: Cabana Assessoria
Redes Sociais Silvia Machete Instagram: @silvia.machete YouTube: @SilviaMachete Facebook: @SilviaMachete
Um dos principais artistas da atual geração da música brasileira, Leon Adan lança o EP ´´Live Session Capivara Discos“, neste sábado (06), no Camaleão Cultural, em Curitiba
Há 16 anos, Leon Adan desenvolve inúmeros projetos musicais por todo o país onde enaltece a cultura popular nordestina. Radicado em Curitiba, o cantor, compositor e percussionista, faz neste sábado (06), o show ´´Recifeelings do Manguebeat ao Além“, no Camaleão Cultural, com o lançamento do EP ´´Live Session Capivara Discos“. O evento também conta com a performance do produtor musical e DJ Rafael Cotait, um dos principais expoentes da cena curitibana. Ouça aqui.
Gravado no primeiro semestre deste ano, o projeto Chill Session recebe em Curitiba, diversos artistas da cena musical e divulga pelo YouTube a gravação ao vivo das canções que, além do registro audiovisual, são distribuídas pelas plataformas de streaming. Assista o episódio com Leon Adan, aqui:
No EP ´´Live Session Capivara Discos“, com produção musical de Preto Martins, Leon Adan se apresenta ao lado de Alisson Santos (guitarra), Murilo Macari (baixo) e Thales Lemos (bateria), e apresentam as inéditas “Tua sina“, “Não Será Calado” e “Acabou a Cheia”.
“Acredito que Pernambuco é um lugar fantástico. E além de eu ter muito carinho, carrego dentro de mim. Eu vivi muitas experiências legais lá, e encerrei um ciclo para iniciar uma nova trajetória quando eu cheguei em Curitiba”, relata o artista.
Embora as culturas entre o nordeste e o sul do país sejam completamente distintas, em Curitiba, Leon Adan foi ao âmago de sua construção musical e fundou no final de 2019, o primeiro Bloco de Pífanos da capital.
“Nasci como artista nas ruas de Pernambuco que é bem diferente de Curitiba. Eu aprendi música nas manifestações populares de rua, foi muito natural. Claro, hoje, eu dialogo com muitas referências. Lá é muito aberto para o mundo, principalmente pela riqueza cultural e popular”, esclarece Leon que, junto do seu Bloco, foi um dos principais destaques do carnaval de 2020.
Além de toda multiplicidade musical, desde 2021, Leon Adan assumiu, de fato, o seu ofício de cantor. A estreia aconteceu ao lado do Grupo de MPB da Universidade Federal do Paraná (UFPR) com o lançamento do single “Desencanto” – disponível pelas plataformas de streaming – com produção musical assinada por Preto Martins. A música também ganhou registro audiovisual pelo canal oficial de Leon pelo Youtube e com outras duas canções próprias: ´´Pássado Negro“ e ´´Vou-me Embora“. Assista aqui.
“Ao longo da minha trajetória, com 16 anos de carreira, eu tenho feito a divulgação do meu trabalho solo. Eu atuei e sigo desenvolvendo projetos coletivos, principalmente como percussionista e cantor. Mas, a pandemia me fez olhar para dentro e perceber a construção deste trabalho solo. Este processo tem sido fortalecedor até mesmo na minha personalidade”, revela.
Com o show ´´Recifeelings do Manguebeat ao Além“, Leon Adan traz em seu repertório, músicas lançadas por ele, entre outras canções que integram a sonoridade da cultura nordestina. Com previsão de lançamento do seu primeiro álbum para os próximos meses, segundo o artista, o reflexo do trabalho será atenuante a diversidade cultural brasileira e com canções que refletem o contexto da atual conjuntura nacional.
“A inspiração para compor vem da realidade social que a gente vive. Não é fácil e nem justo. Precisamos falar e comunicar o que a gente quer para o mundo”.
O show ´´Recifeelings do Manguebeat ao Além“ conta com a presença de Alisson Santos (guitarra, vocais e percussão), Murilo Macari (baixo e vocais), Thales Lemos (bateria) e Fábio Souza (trompete, vocais e percussão).
A noite tem abertura do produtor musical e DJ Rafael Cotait que, além de ser um dos principais nomes da cena curitibana, lançou recentemente o single ´´Frost Bite“ (2022/ Núcleo Gatopardo) em parceria com Seletor Chico. Ouça aqui.
Chil Session Desde 2021, a Chill Session tem apresentado sessões musicais com diversos artistas da atual cena da música produzida em Curitiba. Entre os episódios da Chill Session disponíveis online, é possível assistir as performances de Duda, Johnny Freitas, Ioha, Bruna Thimoteo, Preto Martins, Guile Santos, Diego Zanata, Mello, SIUL, Brune, Petrus Cuesta, Matheus Carrilho e Bruna Timótheo.
Realizado em parceria entre a Capivara Discos, Miscelândia Agência de Produção Integrada e media partner do Música é o Canal e Cabana Assessoria, até o final de 2022, serão lançados 12 episódios da Chill Session.
Serviço: Show Recifeelings do Manguebeat ao Além – Lançamento do EP Live Session Capivara Discos Local: Camaleão Cultural Endereço: Rua São Francisco, nº 43 – Centro, Curitiba Dia: 06 de agosto (sábado) Abertura da casa: 21h Início do show: 23h Ingressos: A partir de R$10 (antecipado), e no dia do evento, os valores variam entre R$15 (até meia-noite) e R$20 (após a meia-noite). Compre aqui: https://www.camaleaocultural.com.br/recifeelings-do-manguebeat-ao-alem
Capa: Casa de Ferreiro o Espeto é Ferraz. Foto: Joaquim Bührer.
Com produção musical do icônico Alexandre Fontanetti, “Tela Viva” chega com clipe assinado por Leandro Ferraz
Composição do próprio Leandro Ferraz, “Tela Viva” é o primeiro single onde o artista consolida a parceria musical com a produção musical assinada pelo icônico, Alexandre Fontanetti, premiado em 2017 e 2019 no Latin GRAMMY® e responsável pelo célebre estúdio, Space Blues – onde foi gravado o single.
Com influências do indie-rock e MPB, em “Tela Viva”, Leandro Ferraz anuncia a estreia da sua carreira solo, e celebra 10 anos de trajetória, após integrar a banda Gorú e o trio Cravo Caramelo.
A música faz parte do primeiro álbum do artista, previsto para este ano. O single com distribuição pelo selo californiano Ingrooves Music Group (Universal Music Group) e licenciado pelo selo Camarada já está disponível pelas plataformas de streaming.
“Durante a pandemia eu já estava produzindo. E, o Fabio Raesh que está comigo desde o início da minha trajetória, apoiou a minha volta para São Paulo. Foi quando eu mandei algumas canções para o Alexandre Fontanetti do Space Blues, ele ouviu e gostou do material”, revela Leandro Ferraz.
Segundo o artista, “Tela Viva” é uma extensão poética sobre a sociedade da cultura digital que vive a distopia causada pelos efeitos pandêmicos. Direto ao ponto, Leandro Ferraz contesta a loucura e a correria que a vida é sobre o quanto as relações sociais estão aprisionadas às telas que, muitas vezes, aproxima as distintas realidades. Porém, paralelamente, seduz, domina e transmuta os sentidos.
“’Tela Viva’ me bateu no contexto da pandemia entre outras composições que eu tinha na gaveta. A loucura virtual durante o período pandêmico refletia pela tela e eu senti a necessidade de falar sobre esse sentimento. Principalmente da percepção de espaço-tempo movido pelos aplicativos”, projeta o artista.
Em contraponto ao bucólico, “Tela Viva” é uma crítica social que Leandro Ferraz deixa claro o seu posicionamento em relação ao consumo desenfreado online.
“Quando a gente pensa em gerações, em cinco anos a tecnologia se transmutou excessivamente. Inevitavelmente, o impacto da pandemia refletiu em uma nova forma de consumo. Então, trazer a leveza sobre a compreensão disto, a partir da música, é essencial. O compromisso com o produto é via de mão dupla, tanto de quem produz, quanto quem consome. A ‘Tela Viva’ é isto, ácida e leve”, pondera o multiartista.
Além de assinar os violões e a composição de “Tela Viva”, Leandro Ferraz é o responsável pelo roteiro, direção e montagem do clipe, com produção do coletivo Casa de Ferreiro o Espeto é Ferraz e está disponível pelo canal oficial do artista, pelo YouTube.
“Eu tenho um home studio em casa, o que facilita o desenvolvimento dos meus trabalhos. Eu fiz alguns storyboards e conversei com o Joaquim Bührer, escritor e amigo de infância que, entendeu de prontidão a estética minimalista do clipe e a proposta visual oitentista, com o enredo meio cômico e trágico”, reflete.
Sobre Leandro Ferraz Natural de Campos do Jordão (SP), aos 29 anos de idade, Leandro Ferraz integra a atual fase da cena musical brasileira. Cantor, compositor, letrista, arranjador, videomaker, produtor cultural e artista visual, a trajetória do multiartista dialoga com referências estéticas e sonoras que complementam o desenvolvimento de sua história entre a música, as artes visuais e digitais.
Leandro Ferraz sempre teve a música como alicerce artístico, embora tenha se formado em design pela Universidade Tecnológica do Paraná – UTFPR, em 2018.
Com dez anos de trajetória, desde a sua estreia com o trio Cravo Caramelo e há seis anos, com a banda Gorú, atualmente, Leandro Ferraz mora em São Paulo onde está em fase de finalização do primeiro álbum.
Alexandre Fontanetti e Leandro Ferraz.
Sobre Alexandre Fontanetti Alexandre Fontanetti já tocou, produziu, gravou, mixou e masterizou mais de 300 discos, desde que despontou na cena com a produção do álbum “Bossa n’ Roll” (1991) de Rita Lee.
Há 30 anos na cena musical como violonista, guitarrista, produtor e engenheiro de gravação, Alexandre Fontanetti é responsável desde 1997 pelo premiado estúdio Space Blues, em São Paulo, onde trabalhou com artistas como Zeca Baleiro, Gal Costa, Palavra Cantada, Luiz Tatit, Ana Cañas, Bruna Caram, Odair José, Toninho Horta, Alaide Costa, Zé Miguel Wisnik, Funk como Le Gusta, entre tantos outros.
Reconhecido em diversas premiações da música brasileira, Alexandre Fontanetti também foi indicado em oito edições do emblemático Latin GRAMMY® e premiado pelos álbuns “Jardim Pomar” (2017) de Nando Reis, “APKÁ” (2019) da cantora Céu e “Veia Nordestina” (2019) da cantora Mariana Aydar.
Fica técnica do single “Tela Viva” Composição, voz e violões: Leandro Ferraz Baixo: P. INSANO Luz Bateria e Metaphone: Caio Gomes Guitarras: Alexandre Fontanetti Trombones: Feldeman Oliveira Produção musical, mix e master: Alexandre Fontanetti Estúdio: Space Blues Distribuição: Ingrooves (Universal Music Group) & Selo Camarada Foto: Joaquim Bührer Capa: Casa de Ferreiro o Espeto é Ferraz Assessoria de Imprensa: ÁZ Criação Artística + Música é o Canal
Fica técnica do clipe “Tela Viva” Roteiro, direção, fotografia, montagem, edição final e VFX: Leandro Ferraz Assist. de Direção e Iluminação: Joaquim Bührer Styling: Evandro Selva Beauty: Nicolle Ferraz e Léa Ferraz Produção: Casa de Ferreiro o Espeto é Ferraz Assessoria de Imprensa: ÁZ Criação Artística + Música é o Canal
Composição de “Tela Viva”
Tela que me leva através dela Ver da China até o Ceará Que der na telha E me mostra o que eu quero comprar Até parcela! Logo vou ter eu que pagar pra ficar OFF Corre, Corre, louca vida Não avisa, não para não Essa tela para a vida mas a vida não para lá Corre, Corre, louca vida Roda viva, não para não Essa tela muda a vida Mas a vida não para não Tela que me leva Atravessar o mar vermelho e sair no Pará ou Ilhabela Ela me mostra o que eu quero lembrar A caixa cheia. – Alarme! É hora de acordar, célula viva! Ah júa Ah! Corre, Corre, louca vida Não avisa, não para não Essa tela para a vida Mas a vida não para lá Corre, Corre, louca vida Roda viva, não para não Essa tela muda a vida Mas a vida não para não!