ESTRATOSFÉRICA SESSIONS COLOCA MUSICISTAS DE CURITIBA NO CENTRO DE PERFORMANCES INTIMISTAS

Da esquerda para a direita, Dani Zan, Marina Camargo, Lilian Nakahodo e Milena Tupi, que integram a primeira edição do Estratosférica Sessions com performances ao vivo gravadas no Estúdio Old Cat. Fotos: Ana Paula Málaga.

Série produzida pelo Estúdio Old Cat estreia dia 18 de maio com quatro episódios semanais no YouTube, reunindo performances ao vivo de artistas locais

Sem palco, sem distância e sem ruído: o Estratosférica Sessions nasce da vontade de aproximar público e música em estado bruto. A série estreia mrcada para o dia 18 de maio com quatro episódios lançados semanalmente, reunindo musicistas de Curitiba em performances ao vivo gravadas no Estúdio Old Cat.

Criado por Helena Sofia, à frente do Estúdio Old Cat e do podcast Estratosférica, o projeto se desloca do campo da conversa para o da performance. Inspiradas no formato das live sessions, as apresentações apostam na proximidade, plateia reduzida, escuta atenta e captação audiovisual de alta qualidade. Cada episódio, com cerca de 20 minutos, traz uma artista convidada em performance exclusiva.

Os lançamentos acontecem às segundas-feiras no canal oficial no YouTube da Hela Sofia (youtube.com/helenasofiaoficial), onde também está disponível o podcast. “Existe algo muito potente em escutar de perto. A gente quis criar um ambiente onde a música pudesse acontecer sem mediações, quase como um segredo compartilhado”, afirma Helena Sofia.

A agenda estreia com a participação de Lilian no dia 18/05, seguida por Folebaixo e Nati Bermúdez no dia 25/05. Na sequência, o duo Turra Tupi assume a tela em 01/06, enquanto Dani Zan encerra a série de lançamentos no dia 08/06.

Escuta, presença e escolha
Mais do que registros musicais, as Sessions se constroem como retratos sensíveis de trajetórias artísticas. Nesta edição, quatro artistas que já passaram pelo podcast retornam agora em outro gesto: o da performance.

A curadoria, assinada por Helena Sofia, parte de um recorte afetivo e conceitual e privilegia projetos em que mulheres estão no centro das decisões, do repertório à formação, além de priorizar grupos com maior presença feminina. “Eu quis reunir projetos em que as mulheres estivessem no centro das decisões, pra quebrar esse imaginário ainda muito masculino na música”, comenta.

A cantora Milena Tupi ao lado da violonista Raquel Loner formam o duo Turra Tupi, que percorre caminhos entre a música de câmara e a canção brasileira; Dani Zan apresenta sambas autorais que atravessam seu novo trabalho acompanhada de um sexteto potente formado apenas por mulheres; Marina Camargo, com o projeto Folebaixo ao lado de Marcelo Pereira, explora o acordeom em diálogo com diferentes tradições e composições próprias, tendo como convidada especial a cantora e compositora Nati Bermúdez; e Lilian Nakahodo investiga sonoridades contemporâneas a partir do piano preparado.

Do podcast ao gesto musical
Desdobramento do podcast Estratosférica, com três temporadas de sucesso no youtube, o projeto se constrói como continuidade desse diálogo, agora mediado pela performance. A equipe técnica é formada majoritariamente por mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, e todos os episódios contam com Libras e audiodescrição.

Sem a mediação do palco tradicional, o Estratosférica Sessions aposta na escuta como linguagem. Em tempos de excesso, oferece pausa. Em meio à dispersão, presença.

SERVIÇO:
Estratosférica Sessions
Calendário de lançamentos: estreia 18/05: Lilian Nakahodo | 25/05: Folebaixo + Nati Bermúdez @natibermudez.comz | 01/06: Turra Tupi | 08/06: Dani Zan
Formato: 4 episódios, com estreia semanal
Onde assistir: youtube.com/helenasofiaoficial
Duração: aproximadamente 20 minutos por episódio
Classificação: livre
Acessibilidade: Libras, legenda e audiodescrição
Redes sociais: @estudiooldcat | @helenasofiaoficial | @lilian.nakahodo | @marinaacordeom@natibermudez.comz | @turratupi | @milenatupi

Assessoria de Imprensa
BB Comunica – @bb_comunica

ROTAÇÃO ESTREIA NACIONALMENTE EM CURITIBA INVESTINDO NAS RELAÇÕES DE PERSPECTIVAS ENTRE ARTISTAS E PÚBLICO

Giovanni Venturini e Lívea Castro realizam, junto ao público, ROTAÇÃO, botando corpos, coisas e relações em perspectiva no espaço. Foto de Elenize Dezgeniski

Com temporada no Teatro José Maria Santos até 16 de junho, a peça usa escadas para – entre teatro, dança e performance – criar um espaço onde o público faz parte da cena.

Inspirados em questões poéticas e contemporâneas acerca de conceitos como profundidade, altura, linha, ângulo, distância, tridimensionalidade, convergências e divergências, o ator Giovanni Venturini e a dançarina Lívea Castro estreiam em Curitiba, no próximo dia 30 de maio, sua nova criação. ROTAÇÃO é uma obra em que, acompanhados de dezenas de escadas, os artistas movem-se pelo desejo de perspectivar os seus próprios corpos, as coisas e o público, oferecendo – a cada sessão – encontros que multiplicam os modos de olhar e estar em cena e no mundo. A peça ROTAÇÃO terá curta temporada, até 16 de junho, no Teatro José Maria Santos.

Com uma dramaturgia poética, ROTAÇÃO busca expandir e tensionar a aliança entre corpos e tem como ponto de partida-encontro a relação entre Giovanni e Lívea, também idealizadores do projeto, que convidaram, para esta empreitada, o diretor Fernando de Proença, como nos conta Lívea: “Quando começamos a pensar o projeto, entendemos que precisávamos de alguém que tivesse experiência de trânsito entre as linguagens da dança e do teatro, e principalmente, alguém que pesquisasse sobre o encontro. Nesse sentido, Fernando foi essencial para potencializar as discussões que gostaríamos de formular. Foi um processo bem colaborativo onde nós três investigamos juntos os caminhos da criação.” Atuando nas fronteiras entre o teatro, a dança e a performance, esta peça é, também, o encontro entre as linguagens exploradas pelos artistas em suas trajetórias individuais. A ideia de “rotação” surge na peça não como verbo que sugere movimento, mas como possibilidade de olhar para o mundo.

A partir de textos, movimentos, interação entre corpos e objetos e troca entre performers e plateia, a cena provoca diálogos profundos sobre questões da vida. Giovanni Venturini conta que “A relação e o encontro com o público é um fator importante dessa peça e desse diálogo que se constrói. Apesar de termos uma estrutura fechada, existe a possibilidade de inúmeras aberturas a partir do outro, criando assim uma dramaturgia única a cada dia”. Trata-se de uma peça sobre perspectivas variadas de encontro que lança convites para o público viver e seguir até o fim. É preciso virar o olhar para o outro lado, enxergar por diferentes prismas. Quando há uma ROTAÇÃO, tudo aquilo que era visível já não é mais, principia-se uma atualização da perspectiva.

De acordo com o diretor do trabalho, Fernando de Proença, Rotação “investe –  a partir das relações entre artistas, público, escadas e espacialidade – na abertura de um diálogo entre Giovanni, Lívea e participantes que, na experiência de viver a gestualidade de subir e descer, ativam em seus corpos variações de presença, perspectiva e encontro”. Ele continua: “Rotação é sobre encontrar na cena e fazer, gentilmente, movimento lado a lado”. Destacadas no entre da cena, as escadas, que preenchem o cenário, fazem variações escalonadas e diversas sobre ser, estar, olhar, viver e se relacionar, investigando a potência das diferenças dos corpos, conta o diretor.

Com sessões gratuitas de quinta a domingo, a peça conta com intérpretes de Libras aos sábados e possui, em sua dramaturgia, aspectos descritivos, que também permitem a fruição por parte de pessoas cegas. A temporada corre durante apenas três semanas, sendo quinta a sábado às 20 horas e aos domingos às 19 horas. Os ingressos gratuitos estão disponíveis uma hora antes das apresentações na bilheteria do teatro. A temporada de estreia de Rotação é produzida pela Pomeiro Gestão Cultural e conta com recursos do Programa de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

Serviço “Rotação”:
Temporada de estreia de 30 de maio a 16 de junho
De quinta a sábado às 20h e domingos às 19h.
Local: Teatro Zé Maria
R. Treze de Maio, 655 – São Francisco, Curitiba – PR, 80510-030
Entrada: Franca – retirar ingressos 1h antes da sessão.
Duração: 50 min – Classificação: 14 anos

Ficha Técnica:
Artistas Criadores e Idealizadores: Giovanni Venturini e Lívea Castro
Direção: Fernando de Proença
Dramaturgia: Bobby Baq, Fernando de Proença, Giovanni Venturini e Lívea Castro
Desenho de Luz: Wagner Côrrea
Trilha Sonora e Desenho de Som: Lilian Nakahodo
Figurino: Luan Valloto
Interlocução de Movimento: Mário Lopes
Preparação Vocal: Jessie Rolim
Interlocução em Descrição: Manoel Negraes
Assistentes de Figurino: Ísis Solano e Laura Bevilaqua
Calçados: Gasp
Operação de Luz: Semy Monastier
Operação de Som: Machison Abreu
Técnico de Luz (Montagem): Nicolas Caus
Motorista e Ajudante: Joacir Furtado da Silva
Intérprete de Libras: TAÉ – Libras e Cultura (Equipe: Elaine Moreira, Jéssica Nascimento, Kelly Caobianco, Nathan Sales e Talita Grünhagen)
Direção de Produção: Igor Augustho
Produção Executiva: Cindy Napoli
Produção: Rebeca Forbeck
Estagiário de Produção: Luciano França
Design Gráfico e Identidade Visual: Daniel Minchoni
Assessoria de Comunicação: Bruna Bazzo – BB Comunica
Gerenciamento de Tráfego Pago: Thays Cristine
Fotografia: Elenize Dezgeniski
Videografia: Lidia Ueta
Motions: Ricardo Kenji
Captação de Recursos: Meire Abe
Realização: Lívea Castro
Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

Sobre os artistas:
Lívea Castro é artista de dança, professora, pesquisadora e videoartista. Graduada em Dança pela UNESPAR e pós-graduada em Estudos Contemporâneos em Dança pela UFBA. Foi uma das artistas selecionadas em ENCUENTROS – ações de diálogos em dança Curitiba/Bogotá (2022), e, junto com Giovanni Venturini, artista residente no programa 20minutos.mov (2023). Como artista e mãe indisciplinada, caminha por diferentes áreas de conhecimento, e suas pesquisas e criações são atravessadas pelo interesse no encontro, diversidade de corpos, alteridades e presenças humanas e extra-humanas como potência para repensar relações. Integra o coletivo Nó Movimento em Rede (BR).

Giovanni Venturini, além de ator, é roteirista formado pelo Instituto de Cinema. Protagonizou o curta “Big Bang”, de Carlos Segundo, onde recebeu o prêmio de melhor ator no Festival de Cinema de Brasília de 2022. Está no elenco de “Justiça 2”, série de grande sucesso da Globoplay. Nos palcos, desde 2019, percorre muitas cidades apresentando seu monólogo “A não ser”. Integrou o elenco de “Brian ou Brenda?” com direção de Yara de Novaes e Carlos Gradim também no ano de 2019. Foi dirigido por Clarisse Abujamra em 2014 em uma versão do clássico “Casa de Bonecas” de Ibsen. Seja nos espetáculos ou na escrita, Giovanni sempre traz a discussão de ser um corpo com deficiência, e fora dos padrões estéticos estabelecidos.

Fernando de Proença é diretor, ator, pesquisador de teatro e jornalista. Trabalha na prática de seu ofício na cena entre performance, dança e teatro há 25 anos. Doutor e Mestre em Teatro pela PPGT/UDESC. No entrecruzamento de linguagens, procura se atentar às ideias que moram no tempo, no corpo, nas vias, nos contextos e na experiência.