CULTURA TANGUEIRA É APRESENTADA EM PROJETO DE SAMARA SFAIR EM CURITIBA

O projeto “Tango: a arte de não estar só” faz duas apresentações interativas e gratuitas durante a Mostra Solar, na Casa Hoffmann, em Curitiba, nos dias 22 e 31 de maio, com a participação do dançarino curitibano, Julian Cazuni. 

A expressiva arte do tango ganha destaque na Mostra Solar, na Casa Hoffmann, com o projeto inovador “Tango: a arte de não estar só”, idealizado pela produtora cultural, dançarina e educadora curitibana Samara Sfair. O público terá a oportunidade de vivenciar duas apresentações interativas e gratuitas nos dias 22 e 31 de maio, sempre às 19h30, com a participação especial do renomado dançarino curitibano Julian Cazuni. As performances prometem envolver a plateia em uma experiência única, apresentando uma coreografia original que narra a história de um casal ao longo de cinco músicas.

A singularidade do projeto reside na participação ativa do público, que será responsável por decidir o desfecho do relacionamento dos dançarinos através da escolha de cartões coloridos. Essa interação, aliada ao jogo de luzes, tornará cada apresentação imprevisível e memorável. “A dança é uma interação entre dois corpos, uma conversa na qual um propõe e o outro escuta e através da dança criar uma sinergia fina para execução dos movimentos com perfeito equilíbrio”, explica Samara Sfair, que tem sido uma figura chave na revitalização e popularização do tango em Curitiba, cidade considerada a terceira capital brasileira mais representativa da cultura tangueira.

Além das apresentações, o projeto “Tango: a arte de não estar só”, produzido pela Poço e Pêndulo Produtora Cultural, oferecerá bate-papos pós-espetáculo para promover o intercâmbio de conhecimentos entre artistas e produtores. Demonstrando um forte compromisso com a inclusão, as sessões contarão com intérprete de Libras durante o bate-papo pós espetáculo e, no dia 31 de maio, com audiodescrição da performance.

O projeto busca democratizar o acesso ao tango, rompendo com a histórica associação elitista e convidando novas gerações a se encantarem com essa rica expressão artística, declarada Patrimônio Imaterial da Humanidade. “Tango: a arte de não estar só” é um Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
Apresentações “Tango: a arte de não estar só”
Datas: 22/05 – 19h30 | Público geral + roda de conversa com Intérprete de Libras
31/05 – 19h30 | Sessão com audiodescrição, voltada a pessoas com deficiência visual.
Local: Casa Hoffmann (Rua Dr. Cláudio dos Santos, 58 – São Francisco)
Entrada Franca: Retirada de ingressos a partir de 1 hora antes no local. Sujeito à lotação. Parte dos ingressos (10%), serão destinados a pessoas idosas, gestantes, deficientes ou obesas.
Classificação: Livre I Duração: 40 minutos

Ficha Técnica:
Direção: Samara Sfair | Coreografia: Rafael Bittencourt e Samara Sfair | Dançarinos: Samara Sfair e Julian Cazuni | Iluminação: Ike Rocha | Sonoplastia: Julian Cazuni | Operador de Som: Beatriz Marçal | Cenografia: Caio Frankiu | Coordenação: Poço e Pêndulo Produtora Cultural | Produção: Beatriz Marçal e Maria Sousa

Samara Sfair
É bailarina, coreógrafa, professora e tangoterapeuta, com atuação no Brasil e na Argentina. É também Professora Adjunta da Faculdade de Tango Del Angel, na Argentina. Pós graduada em Dançaterapia, possui formação em tango pelo Método Dinzel e especialização em dança-terapia. Como produtora da Copa Tango Curitiba, difunde a cultura tangueira e suas múltiplas expressões. Além de atuar como DJ de tango e organizadora de milongas, desenvolve pesquisas sobre a reabilitação através da dança, aplicando suas técnicas em casos de Parkinson e depressão. Seu trabalho valoriza a improvisação e o estilo pessoal dos alunos, promovendo um ensino acessível e envolvente.

Julian Cazuni
Bacharel e licenciado em Dança pela Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), o profissional se destaca como artista e docente com foco nas Danças de Salão. Idealizador do evento “É Tipo Zouk” em Curitiba/PR, promove processos artístico-educacionais e bailes para a formação de comunidades e a expressão cultural. Iniciou sua carreira como professor em 2015 na escola Danza Mais, retomando em 2024 o ensino do Tango. Com sólida experiência como bailarino, integrou companhias renomadas como “Identidade Cênica” de Renato Zóia, “Turma da Gafieira” de Jall Martins e “Mi Nombre es Tango” de Manuel Ortiz. Atualmente, em parceria com Nina Rodrigues, desenvolve estudos de Tango Escenario e Tango Pista, participando de congressos e maratonas coreográficas, além de apresentações com a Orquestra Paranaense de Tango (OPRT) desde de 2023.

Poço e Pêndulo Produtora Cultural
A Poço e Pêndulo é uma produtora cultural que trabalha com artistas independentes, empresas e demais fazedores de arte. Nosso objetivo é promover a democratização ao acesso das verbas fornecidas dentro da economia criativa por meio da facilitação da escrita e submissão de editais. Possibilitando assim que artistas fora do circuito principal consigam realizar seus projetos e atingir um maior público. A empresa foi fundada por Beatriz Marçal e tem como sócia Maria Sousa.
Site: https://www.instagram.com/pocoependulo/

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

COM POEMAS DE FEDERICO GARCÍA LORCA E DIREÇÃO PERUANA O PARANÁ RECEBE EM MAIO O ESPETÁCULO “FLAMENCO PARA TODOS”

Dirigido e encenado por Sandro Tueros, espetáculo vai circular o Paraná em 12 municípios com 15 apresentações e oficinas gratuitas


Na foto, o ator peruano radicado em Curitiba, Sandro Tueros que além de atuar e assinar a direção do espetáculo, divide o palco com Cris Macedo, Tânia Moruna e Alê Palma. 

Entre 04 e 28 de maio, o Paraná será o palco de encontro para celebrar a cultura espanhola. Com a direção assinada por Sandro Tueros, o espetáculo “Flamenco Para Todos” reúne poemas do escritor espanhol Federico García Lorca (1898-1936), onde poesia, música e dança flamenca se encontram e fazem fusão rítmica e dramaturga.

Além das apresentações também será ministrada em cada um dos 12 municípios paranaenses a oficina sobre a relação poética de Lorca e a cultura flamenca, ambos com a entrada gratuita ao público. Os espetáculos contam com acessibilidade em LIBRAS.

A partir das obras “El Romancero Gitano” (1928) e “Poemas Del Cante Jondo” (1931) de Federico Garcia Lorca, os poemas românticos interpretados em cena originalmente em espanhol e legendados em português, propõem ao público uma viagem sensorial entre sotaques, tradição, música e claro, à sensualidade da dança flamenca.

“La Guitarra”, “El Silencio”, “Encuentro”, “La Casada Infiel” são algumas das poesias responsáveis em promover a aproximação do público com a rica cultura literária espanhola de Lorca.

“A poesia de Lorca é complexa, mas furar esta parede é imprescindível. Principalmente, quando o público tem acesso às obras e a cultura flamenca. Quando você tem a poesia, dança e o violão flamenco, não há como não ser impactado por esta rica junção autenticamente espanhola”, promove Sandro Tueros que, além de estar em cena e assinar a direção do espetáculo, também é o responsável pela fundação da ST Produções Teatrais – empresa responsável pela produção e Realização do projeto.

Em “Flamenco Para Todos”, o espetáculo conta em seu elenco com duas bailaoras – como são chamadas as bailarinas de flamenco – Cris Macedo & Tânia Moruna e o músico Alê Palma, compositor da trilha sonora original.

Acompanhado pelo violão flamenco, Alê Palma executa todas as músicas ao vivo, unindo a construção melódica pelo ritmo do Taconeo – como é chamado originalmente o sapateado flamenco.

“A bailaora Cris Macedo é uma das principais coreógrafas de flamenco do país. E quando se trata do flamenco, ela é unanimidade, pois desde a década de 1990 é responsável por disseminar o estilo pelo Brasil além de ser fundadora do Estudio y Compañía Aire Flamenco”, ressalta Sandro sobre Cris, que já produziu inúmeros espetáculos e dividiu palco com grandes artistas flamencos brasileiros e também da Espanha.

Sobre a oficina
Da magia dos palcos ao processo pedagógico, o projeto “Flamenco Para Todos”, em cada um dos municípios, vai realizar a oficina “Cruzamentos entre o Flamenco e Garcia Lorca: contribuições para a literatura”.

Destinada para professores, estudantes e público em geral, o elenco do espetáculo apresenta a relação histórica do flamenco e a influência do poeta e dramaturgo Federico García Lorca, tanto em âmbito teatral quanto literário.

A oficina híbrida, entre teoria e prática, demonstra a contribuição do flamenco e a disseminação da cultura espanhola ao redor do mundo, e propicia ao público a noção sobre as características identitárias da música latina.

As oficinas serão ministradas pela dançarina e pesquisadora da cultura flamenca Tânia Moura e pelo músico flamenco Alexandre Brown Palma, mestre em musicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Circular com este espetáculo por 12 cidades do nosso Estado e levá-lo a milhares de espectadores em 15 apresentações, representa não somente o reencontro desta arte universal com o espectador que tanta falta nos fez, mas também a certeza de que o teatro, a dança o circo e todas as artes que dependem do espectador, precisam estar sempre de portas abertas, tanto quanto o nosso desejo de tocar a cada um que nos assista com a nossa palavra, música e baile flamencos, num reencontro sempre ‘abierto’ [aberto em portugues]” ensina Sandro Tueros. 

Entre as cidades contempladas para receber o espetáculo em maio estão: Rio Negro (04 e 05), Campina Grande do Sul (06), Palmeira (10), Mandirituba (11), Irati (12 e 13), União da Vitória (14), Telemaco Borba (18), Laranjeiras do Sul (20), Palotina (21), Guaira (24 e 25), Medianeira (26) e Assis Chateaubriand (28).

“Flamenco Para Todos” é um projeto realizado com incentivo do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura/PROFICE – Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado do Paraná e com o apoio da Companhia Paranaense de Energia COPEL.

Sobre o flamenco no Brasil
Desde 2010, o flamenco é reconhecido pela UNESCO como patrimônio imaterial da humanidade. Com origem a partir da Espanha, em bairros pobres habitados por ciganos (conhecidos por as gitanerias). O flamenco foi influenciado pela cultura árabe, judaica e cigana, onde há cada geração a expressão artística é incorporada e promove a sua história ancestral.

No Brasil, o interesse por essa arte está em expansão, principalmente em meados do século XX com a chegada dos imigrantes espanhóis. Contudo, ainda enfrenta várias dificuldades em sua difusão, principalmente pela falta de incentivo. Entretanto, em algumas regiões, principalmente ao sul do país, a cultura flamenca é destaque como produção artística e cultural.

Sobre Sandro Tueros
Natural da cidade de Lima, capital do Peru, Sandro Tueros iniciou seu trabalho artístico aos 17 anos de idade, a partir do curso de arte dramática pelo Club de Teatro de Lima. Radicado no Brasil, desde 1995 atua como ator, diretor e produtor teatral.

Entre os destaques de sua trajetória nacional, em filmes, atuou em “O Mirador” (2018) de Bruno Costa e estrelou as séries “Contracapa” (2017) e “Colônia Cecília” (2012). Em TV aberta, integrou o elenco da série “O Caçador” (2014) com direção geral de José Alvarenga e produção da Rede Globo de Televisão.

Dos palcos, “Palavra Flamenca” (2015), “Norman, Comedor de Livros” (2015), “O Príncipe e a Aviadora” (2019) e “Flamenco Para Todos” (2022/2023), são alguns dos principais destaques como diretor. Ao longo de três anos, também foi ator associado e produtor da Companhia de Teatro Sia Santa, em Campinas – SP. É graduado em Artes Cênicas – Bacharelado – Direção Teatral pela Faculdade de Artes do Paraná (2004) e com pós graduação, pela Universidade Tuiuti do Paraná, em Língua e Literatura Espanhola (2011).

Há mais de dez anos, Sandro é o responsável pela ST Produções Teatrais, produtora com sede em Curitiba, responsável pela realização de diversos projetos em todo o país.

Ficha Técnica
Das obras El Cante Jondo & El Romancero Gitano de Federico García Lorca
Direção de Produção: ST Produções Teatrais
Direção e interpretação: Sandro Tueros
Roteiro e Tradução ao português: Sandro Tueros
Músico e Compositor: Alê Palma
Bailaoras intérpretes Criadoras: Cris Macedo & Tânia Moruna
Bailaoras em vídeo: Fernanda Gimenez & Tânia Moruna
Cenário: Guenia Lemos – Prego Torto
Figurinos: Marcelo Salles & André Posselt
Projeto de iluminação: RZLuz
Técnico operador de Luz: Alexandre Luft
Adereços de cena: Máscaras e Fantasias
Caracterização para vídeo: Felipe Emmanuel Prochmann
Maquiagem para vídeo: Pedro Laurentino Luiz
Designer gráfica: Guenia Lemos
Assessoria de Imprensa: Cabana Assessoria – Lucas Cabaña e Janaina Fellini
Produção local: Enrique Gaio, Rodrigo Duarte, Dizi Joanassi, Andrio Robert, Milene Galvão, Licio Ferreira, Camila Castellón, Serli Andrade, Tiago Centena, Yago Marques, Zé Alves e Alessandra Janssen
Montador: Aladir Carlos da Silva, Cleverson de Paula Franco, Elisane Ramirez Pires, Erivelton Rosa Carvalho, Gabriel Gonçalves, Gilson Marcio do Nascimento, Guilherme Dantas de Freitas, Kewin Stach, Lucas Muniz de Almeida, Luciano França da Silva Ferreira e Pablo Henrique de Oliveira da Silva

Secretária: Andriele Tatiane Baptista, Denise de Fátima Stadler, Elizabeth da Silva Guimarães, Graciela Regina Lopes, Jéssica Richert Cordeiro da Silva, Jhennifer da Silva Vogado, Naiane Pedreira Correia, Pamela Salvador, Pricila Aparecida da Cruz, Raíssa Negroni, Ruth Maciel Dorilêo de Lima e Schirlei Terezinha Ribeiro Kraemer

Tradutor LIBRAS: Ana Paula Toledo Silva de Bassi, Corrêa Hilgemberg, Damaris Kleiss Magalhaes Pereira, Ereci Maria dos Santos Krzyzanowski, Janaine dos Santos da Silva, Joelma Mazzo, Karianny Aparecida Gerotto del Mouro, Leislie Francieli Vasconcelos da Silva, Nelci Rodrigues dos Santos, Pâmela Sabrina Hobi Maltauro, Rosangela Marcilio Bogoni, Sarah Tamara, Tania Aparecida Martins

Contrarregra: Andre Carlos de Godoi, Andressa Talyne Kraemer, Cleiton de Souza, Domingos Sávio de Lima Martinez, Domingos Sávio de Lima Martinez, Edmar de Lima, Gabriel Gonçalves, Julio Cesar Queiroz Correia, Lucindo José Machado, Mauro Sérgio Souza Pinto, Victor Nascimento Raimundo, Vitor Leonardo Nasato

Filmagem, Montagem e Edição de vídeo: BR Filmes
Direção cinematográfica: Orlando Brasil
Direção de Fotografia: Paulo Silveira
Assistente de Direção para vídeo: Nathalia Camargo
Captação de áudio para vídeo: André Kloss & Joaquim Kloss
Edição e mixagem de áudio: Kloss Estúdio
Câmera e Making of: Edson Roberto Martins
Curso audiovisual de flamenco: Victor Carlim
Técnico e montagem de luz para vídeo: Bruno das Almas Ferrari
Costureiras: Eunice Salles & Valéria Salles

Duração: 60 minutos aproximadamente.
Classificação: Livre
Origem: Curitiba – Paraná
Idioma: espanhol (legendado em português)
Ano de criação: 2021

Agradecimentos Especiais:
Centro Cultural Teatro Guaíra
Teatro José Maria Santos
Padaria América
Catharine Hill Maquiagens
Senhora Yara Chaves
Senhor Eduardo H. Engelhardt
Miri Galeano & Perla Flamenca – Consultoria coreográfica no Baile Soleá
Agência do Trabalhador da Cultura do Paraná
Aos Secretários da Cultura e produtores locais das cidades envolvidas que acolheram nosso espetáculo.

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“O PEQUENO PRÍNCIPE” PARA SURDOS E OUVINTES: NOVO ESPETÁCULO DA CIA. FLUCTISSONANTE RECRIA CLÁSSICO COM ENCENAÇÃO EM PORTUGUÊS E LIBRAS SIMULTÂNEAMENTE

O Pequeno Príncipe. Foto: Elenize Dezgeniski.

O espetáculo foca no público infanto-juvenil e tem ingressos gratuitos. A estreia acontece dia 23 de julho no Teatro Cleon Jacques, no Parque São Lourenço, com apresentações aos sábados e domingos, às 11h e às 16h até dia 14 de agosto

“O Pequeno Príncipe”, uma das obras literárias mais conhecidas de todos os tempos, acaba de ganhar uma nova e mais inclusiva versão para o teatro. Com texto em português e em Língua Brasileira de Sinais (Libras), a Cia Fluctissonante lança o seu mais novo espetáculo voltado ao público infanto-juvenil. A peça estreia no sábado, 23 de julho, e segue temporada no palco do Teatro Cleon Jacques, no Parque São Lourenço, até o dia 14 de agosto, com sessões aos sábados e domingos, sempre às 11h e às 16h. A entrada é franca e os ingressos gratuitos são distribuídos uma hora antes da apresentação no próprio teatro.

O espetáculo, inspirado no livro homônimo do francês Antoine de Saint-Exupéry, se apresenta como uma experiência sensorial para crianças de todas as idades. Em cena, as atrizes Catharine Moreira, Helena de Jorge Portela e o ator Lucas dos Santos levam ao público a história do principezinho que encontra um aviador em meio ao deserto, e então narra as peripécias que viveu pelos planetas que passou. Desta vez, no entanto, a trama foi recriada e é encenada em português e Libras simultaneamente, a fim de unir os públicos surdo e ouvinte na plateia do espetáculo.

Esta é mais uma montagem da Cia. Fluctissonante produzida para crianças. O primeiro espetáculo infantil “Enquanto a Chuva Cai” realizou mais de 50 ações em cerca de 20 cidades brasileiras. De acordo com a atriz e fundadora do grupo, Helena de Jorge Portela, a obra carrega o resultado de todas as pesquisas realizadas pela companhia nos últimos anos. “Apresentamos uma pesquisa que começou com Enquanto a Chuva Cai. Nos interessa muito aproximar o público surdo do teatro, mas também entendemos a arte cênica como possibilidade de aproximar as crianças ouvintes da Libras”, complementa.

Para o dramaturgo e diretor da peça, Nautilio Portela, a participação no trabalho se torna duplamente especial, já que tem a oportunidade de comemorar os 50 anos de carreira dirigindo um clássico da literatura mundial. “Dirigir um clássico da literatura infanto-juvenil como O Pequeno Príncipe, em Português e Libras, com uma equipe de excelentes profissionais me propôs um desafio e uma grande responsabilidade, que eu só posso encarar como um presente por este meio século de teatro.”, diz ele.

O público de Curitiba e região pode aguardar uma obra potente, divertida e emocionante. Um verdadeiro programa para toda a família, e para as crianças de todas as idades. Os ingressos são distribuídos nos dias do espetáculo, sempre uma hora antes do início.

Sobre
A Cia Fluctissonante é um coletivo curitibano formado por artistas surdos e ouvintes que dedicam-se à criação cênica contemporânea e bilíngue (Libras e Português). Seus projetos unem os públicos surdo e ouvinte nas plateias. Ao longo de sua trajetória produziu espetáculos para adultos como ‘Giacomo Joyce’ (2017) e ‘\TODAS/’ (2018) e também para a infância, como ‘Enquanto a Chuva Cai’ (2016) e ‘Conto Com Libras’ (2018). Em 2021, estreou sua quinta montagem, ‘Elevador’, com direção da artista convidada Georgette Fadel. Em 2020, passou também a desenvolver projetos digitais como a websérie ‘Mulheres – Sinais de Suas Escritas’ e a versão online do espetáculo ‘Conto Com Libras’, além do show-cênico-musical ‘Origami – Músicas Para Ver e Ouvir’. Assim, a companhia consolidou-se precursora nacional na criação em arte acessível, destacando-se justamente pela união de duas das línguas oficiais do Brasil dentro da cena e realizou ações em relevantes eventos, como: Palco Giratório e Plataforma Cena (nacionais), Semana Modos de Acessar (SP), Projeto Narrativas do Silêncio (RN), Curitiba Mostra, Festival de Teatro de Curitiba – Oficial, Mostra Novos Repertórios, Mostra Claudete Pereira Jorge e Prêmio Arte Paraná (PR).

SERVIÇO
O Pequeno Príncipe
De 23 de julho a 14 de agosto
Sábados e domingos, 11h e 16h
Teatro Cleon Jacques – R. Mateus Leme, 4700 (anexo ao Parque São Lourenço), Curitiba.
Entrada gratuita. A distribuição dos ingressos acontece por ordem de chegada 1 hora antes do início do espetáculo.
Duração: 60min
Classificação: Livre

Mais informações no Instagram da Companhia: https://www.instagram.com/fluctissonante/

FICHA TÉCNICA
Texto e Direção: Nautilio Portela
Direção de Movimento: Katia Drumond
Elenco: Catharine Moreira, Helena de Jorge Portela e Lucas dos Santos
Vozes em Off: Clarice Rocha, Diego Marchioro, Juscelino Antunes, Katia Horn, Marcel Malê Szymanski e Simone Magalhães
Tradução para Libras: Taepé Libras e Cultura
Supervisão de Libras: Catharine Moreira, Talita Grunhagen e Peterson Simões
Trilha Sonora Original e Operação de Som: Chico Paes
Cenografia: Katia Horn
Figurinos: Ricardo Garanhani
Iluminação: Lucas Amado
Direção de Produção: Igor Augustho
Produção Executiva: Diego Marchioro
Assistentes de Produção: Juliana Caimi e Rebeca Forbeck
Costureira: Rose Matias
Cenotécnico: Fabiano Hoffmann
Operação de Luz: Eduardo Neto
Técnico de Luz: Julio Machado
Design Gráfico: Pablito Kucarz
Assessoria de Imprensa e Marketing Digital: Platea Comunicação e Arte
Registro Fotográfico: Elenize Dezgeniski
Registro Audiovisual: Chico Paes
Revisão Texto Programa: Noemi Grunhagen
Realização e Criação: Cia Fluctissonante
Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

“PROJETO REALIZADO COM RECURSOS DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA”

CENTRO CULTURAL BOQUEIRÃO E TEATRO CLEON JACQUES RECEBEM APRESENTAÇÕES GRATUITAS DE “CONTOS PROIBIDOS DE ANTROPOFOCUS”

Contos Proibidos. Foto: Paulo Feitosa.

Ao todo, são duas exibições em cada espaço, sempre aos sábados e domingos; dias 28 e 29 de maio no Teatro Cleon Jacques e dias 04 e 05 de junho no Centro Cultural Boqueirão, em Curitiba

Após reestrear com plateia lotada no Portão Cultural, o espetáculo “Contos Proibidos de Antropofocus” segue sua temporada de circulação por mais dois espaços culturais curitibanos. As apresentações acontecem nos dias 28 e 29 de maio, no Teatro Cleon Jacques, anexo ao Parque São Lourenço, e nos dias 04 e 05 de junho, no Centro Cultural Boqueirão. Aos sábados, as sessões são às 20h e, aos domingos, às 19h, todas com entrada franca. As ações integram o projeto “Contos em todos os cantos – Humor além do Centro”, promovido pelo grupo Antropofocus, através da lei municipal de incentivo à cultura, com o incentivo da Celepar e do Ebanx.

Uma comédia sem diálogo
A comédia apresenta quatro cenas curtas, sem que os atores digam uma palavra sequer. Eles utilizam som, efeitos sonoros e música, mas nenhum diálogo. No elenco, estão os atores do Antropofocus, Anne Celli, Andrei Moscheto, Edran Mariano e Marcelo Rodrigues, e o ator convidado Bruno Lops.

Todas as cenas do espetáculo acontecem em ambientes onde pessoas desconhecidas se encontram, mas raramente iniciam uma conversa: uma marquise num dia de chuva, um banheiro público, dentro de um ônibus. Lugares que parecem absolutamente “normais” mas que, dentro da linguagem do Antropofocus, acabam revelando situações fantásticas.

Como o espetáculo não possui texto, pode ser assistido por pessoas com deficiência auditiva, que têm a oportunidade de acompanhar e aproveitar a apresentação sem a necessidade da presença de intérprete de Libras.

“Contos Proibidos de Antropofocus” é uma das criações de maior sucesso do grupo Antropofocus, com temporadas em cidades como São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Rio de Janeiro e também em Córdoba, na Argentina, além de participações em importantes festivais de teatro no Brasil.

Além do Palco
A programação também contempla a realização de uma oficina de improvisação em cada núcleo regional da cidade, ofertada gratuitamente para atores e não atores. A atividade foi desenvolvida a partir da pesquisa artística do grupo, e visa promover o autoconhecimento por meio de exercícios teatrais e de criatividade, em que os participantes são, simultaneamente, intérpretes e dramaturgos. As informações de data, horário e local serão divulgadas no site www.antropofocus.com.br e nas redes sociais do grupo: @antropofocus.

Circulando por Curitiba
O projeto “Contos em todos os cantos – Humor além do Centro” propõe a circulação por três espaços culturais fora do eixo central da cidade, no período de abril a junho, apresentando um trabalho teatral de qualidade para compor a programação desses teatros, além de ações exclusivas para jovens de escolas públicas da comunidade.

As duas primeiras apresentações, que aconteceram no início de maio no Portão Cultural, marcaram a retomada presencial do coletivo. Edran Mariano, ator e produtor do grupo, comenta sobre o sucesso de público na reestreia:
“É muito legal ver o público ocupando os espaços culturais da cidade. Nessa primeira temporada da circulação, pudemos perceber que várias pessoas estavam indo pela primeira vez ao teatro. E muitas não conheciam o Portão Cultural como um espaço público que oferece programação de qualidade. Contribuir para a formação de novos públicos e para a difusão dos espaços culturais presentes na cidade, e principalmente fora do eixo central, nos deixa muito felizes”, relata.

O ator Marcelo Rodrigues destaca a emoção de voltar a atuar presencialmente neste momento. “Para nós, poder voltar aos palcos depois de um pouco mais de dois anos, foi uma celebração. Celebrar a arte e a resistência de mãos dadas com todo o grupo que, com muito esforço, fazemos do criar a nossa vida.”, finaliza Marcelo.

Sobre o Antropofocus
O Antropofocus surgiu em outubro de 2000 e tem como premissa artística observar o ser humano e seu comportamento no cotidiano, levando em conta que todas as suas ações podem ser consideradas cômicas, a depender do prisma pela qual é vista. O grupo sempre se propôs a investigar os paradigmas da comédia comercial, as possibilidades cômicas dos signos teatrais e a improvisação como técnica de criação dos espetáculos.

Neste ano em que comemora a conquista de 22 anos de trajetória, o Antropofocus irá celebrar retornando aos palcos e com uma programação intensa, que inclui a circulação do espetáculo “Contos Proibidos de Antropofocus” por espaços culturais de Curitiba e por mais cinco cidades paranaenses e a estreia de uma nova montagem, prevista para acontecer no segundo semestre.

SERVIÇO
“Contos Proibidos de Antropofocus”

Teatro Cleon Jacques
Dias 28 e 29 de maio – sábado, às 20h; domingo, às 19h
Na Rua Mateus Leme, 4700 (anexo ao Parque São Lourenço), Curitiba
Informações: 41 3313-7190 | 41 99955-9172

Centro Cultural Boqueirão
Dias 04 e 05 de junho – sábado, às 20h; domingo, às 19h
Na Rua José Guercheski, 281 – Boqueirão, Curitiba
Informações: 41 99973-7636 | 41 99955-9172

Entrada gratuita, com retirada de ingresso uma hora antes da apresentação
Classificação Indicativa: 14 anos
Mais informações:
Facebook: https://www.facebook.com/antropofocus
Instagram: https://www.instagram.com/antropofocus
Site: https://www.antropofocus.com.br

FICHA TÉCNICA
Elenco: Anne Celli, Andrei Moscheto, Bruno Lops, Edran  Mariano e Marcelo Rodrigues
Sonoplastia e assistente de direção: Célio Savi
Operador de som: Célio Savi
Iluminação: Anry Aider e Paulo Rosa
Operação de luz: Paulo Rosa
Cenografia: Sérgio Richter & Antropofocus
Figurino e Adereços: Fabiana Pescara & Renata Skrobot
Designer Gráfico: Lula Carneiro
Fotos: Paulo Feitosa
Assessoria de Imprensa: Platea Comunicação e Arte
Diretor de Produção: Edran Mariano
Produção Executiva: Janaina Micheluzzi
Direção Geral: Andrei Moscheto
Realização: Antropofocus
Incentivo: Celepar e Ebanx

“PROJETO REALIZADO COM RECURSOS DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA.”

LITERATURA COM ACESSIBILIDADE

Ave Lola Espaço de criação lança audiobook e realiza evento com tradução para libras e audiodescrição

Curitiba, 08 de dezembro de 2021 – A obra literária “Nuon – dramaturgia e memórias do processo de montagem” de autoria da dramaturga e diretora Ana Rosa Genari Tezza, ganhará sua versão audiobook em português e ebook em espanhol. O lançamento acontecerá no dia 16 de dezembro, das 19h30 às 21h30, na Ave Lola Espaço de Criação (rua Marechal Deodoro, 1227 – Centro de Curitiba) e terá tradução para libras e audiodescrição.

O evento contará com a presença da autora Ana Rosa para um bate-papo sobre o livro que será distribuído gratuitamente. A publicação traz a dramaturgia do espetáculo “Nuon” montado em 2016 pela trupe Ave Lola e fala sobre o processo de montagem da peça contado pela própria dramaturga e em relatos de artistas que participaram da obra teatral.

O projeto “Publicação literária Nuon” foi financiado pela Lei de Incentivo à Cultura e é uma realização da Ave Lola Espaço de Criação e Governo Federal por meio do Ministério do Turismo e da Secretaria Especial da Cultura. Patrocínio: Nórdica, Tratorcase Máquinas Agrícolas, Plast Pack, Serdia, Tratornew. Instituição Beneficiada: Hospital Pequeno Príncipe (HPP).

Sinopse
Ana Rosa Tezza traz em Nuon, dramaturgia e memórias do processo de montagem, a história que acontece em uma única noite no Camboja, em que se juntam vida e morte, dia e noite, amor e guerra. Na peça, barrada pela senhora Nuon, mulher cambojana que resistiu ao cruel regime e acolheu outras mulheres em sua jornada, surgem espíritos inquietos que testemunharam o regime do Khmer Vermelho. Eles apresentam ao público suas revelações: suas humanidades, seus amores, seus temores, seus sons, suas vidas e mortes.

O processo de criação da obra foi relembrado por cada membro da trupe Ave Lola e descrito para trazer ao leitor os detalhes do fazer teatral da companhia curitibana. Nuon viajou Brasil afora e tocou pessoas de diferentes partes do mundo com sua profunda emoção, inspiração e amorosidade. A arte da Ave Lola expande o viver para infinitas possibilidades.

Ficha Técnica
Direção: Ana Rosa Tezza
Elenco: Ana Rosa Tezza em Nuon e Koylan, Evandro Santiago em Arun, Kim, Sambath e Diretor do Campo de Refugiados, Helena Tezza em Bopha, Nuon e Ampeu Hengsaa, César Matheus em Príncipe Norodom Sihanouk, Marcelo Rodrigues em Tã e Mestre Viseth, Regina Bastos em Nuon
Composição Musical: Arthur Jaime e Breno Monte Serrat
Músicos: Arthur Jaime e Breno Monte Serrat
Captação, Mixagem e Edição de Áudio: Arthur Jaime e Breno Monte Serrat

Serviço:
Lançamento do audiobook em português e do ebook em espanhol da obra literária  “Nuon – dramaturgia e memórias do processo de montagem” | lançamento com tradução para libras e audiodescrição e distribuição gratuita do livro no drive-thru da Ave Lola.
Data: 16 de dezembro de 2021
Horário: das 18h30 às 21h30
Ingresso: gratuito
Local: Ave Lola Espaço de Criação (Rua Marechal Deodoro, 1227)
Facebook: @avelolaespacaodecriacao
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SESC PARANÁ ABRE INSCRIÇÕES PARA OFICINA TEATRAL GRATUITA PARA SURDOS

As aulas acontecerão de 10 a 13 de agosto de 2021 de forma on-line

Na busca de ampliar o acesso, exercer a cultura da inclusão e garantir o direito de pessoas surdas a participarem de programações culturais, o Sesc Paraná abre inscrições para a Criação Teatral em Libras, uma oficina dedicada ao desenvolvimento de cenas curtas integralmente na linguagem de sinais.

A oficina possui a carga horária de 12 horas, e acontecerá de 10 a 13 de agosto, das 19h às 22h pela plataforma on-line Zoom. A atividade é gratuita e as vagas são limitadas. Podem participar pessoas surdas acima de 18 anos com interesses por artes cênicas, teatro, poesia em Libras, intérpretes, professores e demais pessoas que conhecem a Língua Brasileira de Sinais e que se interessam por teatro.

Ao longo da semana, nos encontros virtuais serão desenvolvidos exercícios introdutórios de composição cênica em Libras. Em quatro dias de vivência, os participantes desenvolverão uma cena curta e autoral, tendo como principal referência criativa a Poesia em Libras.

As atrizes Catharine Moreira e Helena Jorge Portela, surda e ouvinte, respectivamente, irão ministrar o conteúdo desenvolvido exclusivamente para a ação pela Cia. Fluctissonante, grupo teatral sediado em Curitiba que é composto por artistas e criadores surdos e ouvintes e pesquisa a união do Português e da Libras em cena.

Será disponibilizada declaração de participação no evento para os participantes que concluírem todas as aulas. Inscrições através deste link 

Esta atividade faz parte da Plataforma Cena, um projeto do Sesc Nacional que acontece num ambiente digital com o objetivo de promover a produção de conhecimento e a reflexão na área das artes cênicas. São disponibilizadas oficinas, produções e exibições de vídeos desmontagens, debates, escritas e compartilhamentos de artigos sobre os trabalhos cênicos de 17 grupos e companhias de todo o país, selecionadas de forma coletiva pelo Sesc Brasil e departamentos regionais do Sesc.