BARBARA CAMPELLI TRANSFORMA “ONDE EU SOL” EM SHOW NO TEATRO PAIOL

Barbara Campelli. Foto: Letícia Futato.

Há um ano, a cantora curitibana Barbara Campelli lançou Onde Eu Sol, seu primeiro álbum, de forma independente nas plataformas digitais. Agora, no aniversário do disco, leva o repertório ao palco em show que acontece no dia 24 de setembro, às 20h, no Teatro Paiol, em Curitiba. Os ingressos já estão à venda pela plataforma Pixta.

“Música calma, MPB calminha.” É assim que Barbara costuma definir sua sonoridade. Sem se preocupar muito em enquadrá-la, encontrou na calma um território próprio para cantar sobre amor, desejo, saudade, perda, recomeço e também algum deboche.

O álbum nasceu de um grande sonho: escolher as músicas, ouvir os arranjos, entrar em estúdio e reunir músicos com quem queria trabalhar, e se tornou um projeto musical. O lançamento digital aconteceu sem pressa e, naquele momento, o disco encontrou seu próprio ritmo. Um ano depois, chega ao palco celebrando junto ao público uma obra que até então existia principalmente no ambiente digital. “O álbum foi um dos sonhos que queria realizar e realizei. E agora, com um ano de vida, resolvi colocar ele no palco. Tipo a festa de aniversário mesmo. Onde Eu Sol faz um ano e agora ele vai pro mundo, ao vivo, no Paiol”, afirma a cantora.

Sem pressa, Barbara foi encontrando sua voz
A música entrou na vida de Barbara muito antes de ela pensar em ser cantora. Nascida e criada em Curitiba, cresceu em uma família musical. Aos 30 anos, decidiu estudar canto e, aos 32, fez seu primeiro show. Em 2018, criou Ciclos do Amor, seu primeiro espetáculo solo.

A partir daí, sua trajetória foi se formando entre trabalhos como backing vocal, uma paixão e também parte de seu trabalho artístico, e encontros com artistas como Darlene Lepetit, Leo Fressato, Pietro Domiciano, Re Gugli, Bruna Pena e Capim Limão. Em 2021, lançou duas canções de Leo Fressato e, em 2024, fez backing vocal para o Capim Limão no Coolritiba. Barbara também integra o Doce Delírio, ao lado de Bruna Pena, Henrique Geladeira e Pietro Domiciano.

Foi desse caminho feito de encontros que nasceu a vontade de gravar Onde Eu Sol. “A música é um amor e quando ela me notou eu senti que ela também gostou de mim, mas nosso casamento não é convencional. Daqueles com festão, filhos e mesmo teto. Moramos uma na outra, numa relação íntima, mas com muito espaço”, revela.

O amor, em todas as suas contradições
Produzido por Julia Klüber, Onde Eu Sol reúne oito faixas que atravessam diferentes estados do amor. Há delicadeza, mas também sensualidade, melancolia, ironia e movimento.

A ideia do álbum começou com a vontade de Barbara de gravar Perfume, canção inédita de Julia Klüber, que também assina a produção, os arranjos e a direção musical do trabalho. A ideia cresceu e virou um álbum, batizado com uma composição de Pietro Domiciano, escrita especialmente para Barbara. No palco, Julia é acompanhada por Lilian Nakahodo nos synths e beats, Vic Vilandez no baixo e Dani Dalessa na bateria. O show recebe ainda Pietro, na voz e violão, e Murilo Campelli, no violão.

Para Barbara, o amor não é apenas um tema recorrente. É o lugar onde ela se reconhece como intérprete. “Hoje me vejo como uma intérprete das ondas que o amor inunda em alguém. Uma cantora de amor, de sorriso e abraço de amor, de dor e lágrima de amor”, afirma.

Sua música também carrega uma escolha: desacelerar. Em tempos intensos, Barbara aposta em canções que pedem escuta e presença e que, segundo ela, às vezes fazem as pessoas chorarem.

O show reúne as oito faixas de Onde Eu Sol, os dois singles lançados por Barbara em 2021 e outras seis canções que continuam investigando esse território tão amplo quanto contraditório: o amor. Para Barbara, chegar ao Paiol representa um dos maiores sonhos realizados até aqui. “Fazer um show no Paiol é GIGANTE! Eu falo que depois desse show vou ter que inventar um sonho novo, porque esse vai estar realizado”, conta entusiasmada.
A apresentação tem produção e realização de Wellington Guitti e Renata Zunino.


SERVIÇO:
Show “Onde Eu Sol” – Bárbara Campelli
Data: 24 de setembro de 2026
Horário: 20h
Local: Teatro Paiol (Rua Coronel Zacarias, 51 – Prado Velho)
Classificação indicativa: Livre
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Vendas: aqui
Produção e realização: Wellington Guitti e Renata Zunino
Instagram: @barbaracampelli
Spotify: aqui

Claro. Mantive a mesma formatação, mas sem negrito.

Álbum Onde Eu Sol — faixa a faixa, por Barbara Campelli

  1. Essa Confusão — Dora Morelenbaum e Zé Ibarra
    Uma quase declaração de amor. Uma confusão de um talvez, nem sim, nem não. No álbum, a canção ganha uma versão mais malemolente, com uma pegada jazzy.
  1. Perfume — Julia Klüber
    Foi a música que me pegou pela letra desde a primeira vez que ouvi. Tem um tom quase mantrístico, com um refrão que se repete e que, no fim, todo mundo canta junto. Fala sobre o amor que desaparece quando o perfume acaba.
  1. Acaso — Igor Cordeiro
    É a mais “drama” do álbum, no meu coração. Fala sobre falar em silêncio. É de faltar o ar. O solo de cordas, com viola de Anadgesda Guerra, violoncelo de Rebeca Friedman e violino de Karina Romanó, traz uma profundidade linda para a história de um amor que já não é mais e cujo silêncio fala mais alto.
  1. Dengo — Barbara Campelli
    Minha única composição no álbum. Começa com um vocalize lânguido e, na segunda metade, vira uma espécie de baião percussivo, quase uma ciranda construída com os beats de Lilian Nakahodo, que também assina a coprodução. Fala sobre sentimentos que acompanham o amor, o sexo e o cotidiano.
  1. Coração Machucadinho — Lívia Lakomy e Estrela Leminski
    A mais upbeat e debochada do álbum. Tem a participação de Pietro Domiciano no violão e fala sobre uma espécie de vingança de um amor perdido. É divertida demais.
  1. Nada Por Mim — Herbert Vianna e Paula Toller
    Uma versão desse hit maravilhoso que todo mundo conhece e ama. Começa com ukulele e, depois, a banda entra, deixando a música com clima de mesa de bar, flerte e sorrisinhos. O solo de sax de Helinho Brandão deixa tudo ainda mais especial.
  1. Amor Brando — Buhr
    Uma confissão intimista. É a única faixa feita apenas de piano e voz. Julia Klüber traz muito sentimento para uma canção que, para mim, é quase uma declaração junto de um pedido de cuidado ao amar.
  1. Onde Eu Sol — Pietro Domiciano
    A faixa que dá nome ao álbum nasceu de uma história minha. Quando eu e Pietro fomos cantar juntos pela primeira vez, ele percebeu que eu estava nervosa e perguntou por quê. Contei que, aos seis anos, na minha primeira apresentação no palco da Ópera de Arame, eu caí logo no primeiro passo de uma coreografia de sapateado. Pensei em sair correndo, mas vi minha professora na coxia, sorrindo e fazendo sinal para eu levantar e continuar. E foi o que fiz.
    Anos depois, essa história virou a canção Onde Eu Sol. Pietro a compôs como um incentivo para eu me amar, cantar e ser leve. É de emocionar.

Sobre a artista:
Barbara Campelli é cantora curitibana, intérprete e apaixonada por harmonias e canções de amor. Nascida em uma família musical, passou pelo coral e pela dança antes de se dedicar ao canto. Aos 30 anos, começou a estudar profissionalmente e, aos 32, realizou seu primeiro show.

Desde então, atuou como backing vocal e participou de projetos com nomes da cena curitibana, como Leo Fressato e Pietro Domiciano, além de cantar com a banda Capim Limão no festival Coolritiba. Em 2018, criou Ciclos do Amor e, em 2021, lançou seus primeiros singles. Em 2025, apresentou de forma independente seu primeiro álbum, Onde Eu Sol, produzido por Julia Klüber.

Bárbara define sua sonoridade como “música calma, MPB calminha” e encontra no amor, em suas delicadezas, contradições e desastres, o principal território de sua música.

FICHA TÉCNICA – SHOW ONDE EU SOL
Voz: Barbara Campelli | Arranjos, direção musical e teclas: Julia Klüber | Teclas: Lilian Nakahodo | Baixo: Vic Vilandez | Bateria: Dani Dalessa | Convidado – voz e violão: Pietro Domiciano | Convidado – violão: Murilo Campelli | Luz: Lucas Amado | Som: Luigi Castel | Figurino: Isabella Brasileiro | Foto e vídeo: Letícia Futata e equipe


FICHA TÉCNICA – ÁLBUM ONDE EU SOL
Voz: Bárbara Campelli | Produção, arranjos e teclas: Julia Klüber | Teclas: Lilian Nakahodo | Baixo: Vic Vilandez | Bateria: Dani Dalessa | Participação – violão: Pietro Domiciano | Participação | sax: Helinho Brandão | Participação – viola: Anadgesda Guerra | Participação – violoncelo: Rebeca Friedman | Participação – violino: Karina Romanó | Mix: Leo Gumiero | Master: Fred Teixeira | Estúdio: Gramofone | Técnico: Vitor Pinheiro

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

CHOQUE É CRIADA A PARTIR DO CONCEITO DE WALTER BENJAMIN SOBRE O ANESTESIAMENTO DOS CORPOS

Carmen Jorge, Elke Siedler e Juliana Adur. Crédito da foto: Milla Jung.

Peça de dança estreia dia 1 de outubro no Miniauditório do Teatro Guaíra, com entrada gratuita

No dia 1 de outubro de 2025, no Miniauditório do Teatro Guaíra, em Curitiba (PR), estreia o novo trabalho da Rumo de Cultura, CHOQUE. A temporada segue até dia 19 de outubro, de quarta a sábado, às 20h e domingo, às 19h – com entrada franca.

Em cena, Carmen Jorge, Elke Siedler e Juliana Adur provam diante do público 3 versões de um circuito particular que, na mistura, monta um coletivo multidirecional de intensidades corporais que vão do riso ao choro, do canto ao gemido, do vulto à nitidez. Desenham no espaço trajetos únicos que, sobrepostos, criam possibilidade de viver pela – e não apesar – da diferença. A peça tem direção e dramaturgia de Fernando de Proença.

O trabalho de dança constrói movidas energéticas que mobilizam estados de corpo a partir do conceito de Walter Benjamin sobre Choque. Anestesiadas, precarizadas e cheias dos estímulos externos/mundo, refletem sobre relações de poder e comando respondendo com alguns desânimos as solicitações mundanas para corpos desestabilizados. Juntas e lentas, vivem em seus corpos a experiência de derretimento, escoramento, tosse – contaminação, escuta, equilíbrio, sacudida e descanso.

Se escondem para mostrar, graves e agudas, mostram o que escondem – hiperbólicas. Provam, de novo, que dançam. Suas histórias mexem com seus corpos e as relações na cena, são mulheres que vivem a devoção à dança na frente da audiência.

A metáfora é pública. A luz, de Beto Bruel e Lucas Amado, não recorta e não separa, não edita e não divide, não sublinha, não salienta – se abre. O público, dentro, experimenta verbos como sentar, olhar, mexer, calar, pensar e, como é público, tossir.

3 diferentes. Uma quer ficar pra cima, outra quer ficar em baixo, uma quer sentir no palco como nunca. Equilibra a cabeça, todo dia, toda hora. Uma hora, equilibra com o dedo do meio. Outra hora, faz a parada de cabeça. Param, pausam, caminham, pulam, tremem, fazem tremer e fazem o teatro – lugar do palco – tremer.

Além da temporada de estreia de CHOQUE, o projeto oferece uma conversa pública intitulada “Clínica do Processo”, com a equipe e Elenize Dezgeniski, psicanalista que acompanha a construção da peça. A mesa acontece no dia 4 de outubro, às 17h30, no Miniauditório, com entrada franca.

No dia 7 de outubro, acontece uma sessão fechada da peça para o público cego, com audiodescrição.

Durante o primeiro semestre, o projeto ofereceu aulas gratuitas com as dançarinas do projeto e um seminário sobre Choque, em Walter Benjamin – com a profa. Dra. Fátima Costa de Lima.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio de incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba com incentivo da UNINTER e FIAT/Florença. Realização: Rumo de Cultura.

FICHA TÉCNICA:
idealização, direção e dramaturgia FERNANDO DE PROENÇA | com CARMEN JORGE, ELKE SIEDLER e JULIANA ADUR | interlocução DIEGO MARCHIORO | luz BETO BRUEL e LUCAS AMADO | roupa AMABILIS DE JESUS | trilha sonora e preparação vocal JULIA KLÜBER | bateria BABI AGE | captação e edição de bateria GUI MIUDO | consultoria de produção musical LEO GUMIERO e RHODEN | seminário “Choque em Walter Benjamin” FÁTIMA COSTA DE LIMA | clínica do processo ELENIZE DEZGENISKI | foto MILLA JUNG | vídeo ALAN RAFFO | identidade visual LUANA NAVARRO | design gráfico ADRIANA ALEGRIA | teaser e estratégia de mídias digitais GABRIELA BERBERT | site JULIA BRASIL | assessoria de imprensa PAULA MELECH – LINHA COMUNICA | audiodescrição – roteiro e narração JOSELBA FONSECA e HELENA DE JORGE PORTELA – consultoria LUCAS ANTONIO | tradução em libras TALITA GRÜNHAGEN – TAÉ LIBRAS | estagiária MARIA EDUARDA RODRIGUES | direção de produção DIEGO MARCHIORO | produção executiva CINDY NAPOLI | realização FERNANDO DE PROENÇA e RUMO DE CULTURA

SERVIÇO:
CHOQUE
Miniauditório Glauco Flores de Sá Brito – Centro Cultural Teatro Guaíra
(Rua Amintas de Barros, 70 – centro – Curitiba-PR)
de 1 a 19 de outubro de 2025
de quarta a sábado, 20h
domingo, 19h
ENTRADA FRANCA
*retirada de ingresso 1h antes