PROJETO BRASIS NO PAIOL CHEGA À 14ª TEMPORADA E ANUNCIA LINE UP DE ARTISTAS PARA 2026

Crédito arte: Arthur Reis.

Tradicional mostra musical de Curitiba apresenta shows inéditos na cidade. Abertura será em junho, com lançamento do novo álbum de Dow Raiz

Um dos projetos musicais mais tradicionais de Curitiba, o Brasis no Paiol chega à 14a temporada em 2026. Com início marcado para o dia 18 de junho, a mostra vai apresentar cinco shows inéditos até novembro: Dow Raiz, Souto, Bruna Lucchesi, Zé Manoel e Fitti, sempre às quintas-feiras, 20h. Os ingressos custam R$ 30 e R$ 15.

Em 2026, o Brasis no Paiol é viabilizado com o apoio de Music Invest, Pixta, Angelo Vanhoni, Effex – Tecnologia e Criação, restaurante Na Casa Delas, Blip Art, Cantina do Délio, Oide, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.


Dow Raiz. Foto: Henrique Thoms.

18 de junho: Dow Raiz
Destaque do hip hop nacional, o rapper, compositor, MC e DJ curitibano lançou em abril seu terceiro álbum, “Futuro Passado”, com participações marcantes de nomes de peso como Russo Passapusso (BaianaSystem), Sombra (SNJ), Pecaos, Xis, Dalsin, Rodrigo Ogi e Adrielly. Dow Raiz abre a temporada 2026 do Brasis no Paiol com um show inédito, apresentando seu novo repertório pela primeira vez, propondo uma experiência imersiva que combina música, artes visuais e encenação

30 de julho: Souto
Artista da etnia Kariu Kariri, compositora e performer, Souto traz um show inédito a Curitiba. Entre a palavra, o corpo e a memória, a rapper é uma das vozes mais potentes e singulares da cena hip hop brasileira. No Brasis no Paiol, apresenta o repertório do seu álbum “Lunar”, lançado em 2026, traduzindo vivências periféricas e ancestrais em narrativas de resistência, identidade e potência criativa.


Bruna Lucchesi. Foto: Camilla Loreta.

20 de agosto: Bruna Lucchesi
Curitibana residente em São Paulo, faz o show de lançamento de “Bandoleira”, seu primeiro álbum autoral, de 2026. O trabalho apresenta feats de peso como Mariko Reid (EUA), Sissy Dinkle (EUA), Helio Flanders (Vanguart), o poeta Fabricio Corsaletti e a produtora Alice Coutinho. As canções incorporam guitarras, texturas elétricas e momentos de intensidade que ampliam o universo sonoro do disco. Entre as referências que atravessam os arranjos estão Patti Smith, Bob Dylan, Neil Young, Karen Dalton, mas também Gal Costa do final da década de 60.

08 de outubro: Fitti
Natural de Recife, Fitti apresenta o seu álbum “Transespacial” pela primeira vez em Curitiba. O trabalho foi indicado ao Grammy Latino na categoria “Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa” em 2025, trazendo uma sonoridade que reflete sua vivênciaa e relação do indivíduo com suas emoções e complexidades. Participou de projetos aclamados como o espetáculo “Dominguinhos – Isso Aqui Tá Bom Demais” e a série “Só Se For Por Amor”, da Netflix.


Zé Manoel. Foto: Kevin Andrad.

12 de novembro: Zé Manoel
Nascido em Petrolina, Pernambuco, Zé Manoel vem a Curitiba com um show inédito: Zé Manoel Duo. Com cinco álbuns lançados, seu disco mais recente, “Coral” (2023), é considerado um marco estético e político de sua discografia, reunindo colaborações com Luedji Luna, Liniker e Alessandra Leão, reafirmando Zé Manoel como uma das vozes mais relevantes da música brasileira contemporânea. Em 2021, seu álbum “Do Meu Coração Nu” foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira.

Brasis no Paiol
Iniciativa cultural realizada desde 2012 em Curitiba pela produtora Bina Zanette (Santa Produção) e pelo produtor Heitor Humberto (Fineza Comunicação e Cultura), o Brasis no Paiol realizou mais de 150 shows desde sua primeira temporada, sempre com artistas de diferentes regiões do país. É um dos projetos musicais independentes em atividade mais longevos do país, consolidando-se como importante veículo de divulgação de trabalhos contemporâneos independentes e de formação de público em Curitiba.

O projeto promove a circulação de artistas de diferentes partes do Brasil, consolidando-se como uma das mais importantes plataformas para a música autoral independente. Em mais de uma década de existência, trouxe nomes como Juçara Marçal, Luedji Luna,Tulipa Ruiz, Rael, Fióti, Katú Mirim, Jup do Bairro, Aíla, entre muitos outros.

Serviço:
Brasis no Paiol 2026 – 14ª temporada
Quintas-feiras, 20h
Local: Teatro do Paiol – Praça Guido Viaro, s/n
Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)
Vendas: https://pixta.me

SESI CULTURA PROMOVE OFICINA DE FOTOGRAFIA ANALÓGICA COM IRMÃOS THOMS

FilmSoup / Henrique Thoms

A oficina “Sopa de Filme” acontecerá nos dias 12 e 19 de agosto a preços populares, no Centro Cultural SESI Heitor Stockler De França

Em plena era digital das câmeras, a dupla de fotógrafos curitibanos Irmãos Thoms propõe uma experiência diferente para quem aprecia a arte da fotografia, seja profissional ou amador. Eles farão isso por meio da oficina de “Sopa de Filme”, que acontece nos dias 12 e 19 de agosto, a partir das 14h30, no Centro Cultural SESI Heitor Stockler De França.

“Sopa de Filme” é, basicamente, uma forma de corromper o filme (também conhecido como película fotográfica) e assim criar resultados imprevisíveis de revelação, transformando cada processo em um momento único. O termo é utilizado para experimentações com filme em recipientes aquecidos. Por isso o termo “sopa”, porque é preciso, literalmente, cozinhar o material para criar os experimentos. 

A proposta da oficina, que será realizada em duas etapas, é fazer com que os participantes conheçam essa alternativa e queiram testá-la. “Iremos introduzir as formas de experimentação, apresentar trabalhos, fazer os experimentos com os participantes e depois ver os resultados e conversar sobre a experiência. Podem participar profissionais e amadores, desde que tenham equipamento analógico e saibam como utilizar ele para então experimentar os filmes”, explicam os fotógrafos.

Além das possibilidades incríveis de revelação, o workshop também oferece um conhecimento mais amplo sobre esse experimento – tão pouco conhecido e utilizado. De acordo com os Irmãos Thoms, a oficina “Sopa de Filme” ensina a gostar dos “erros” e “falhas” e a contar com o inusitado, porque só tem como saber o resultado da intervenção após revelado. “O filme proporciona experimentos sensacionais que podem te ajudar a criar uma linguagem para determinado propósito, além de proporcionar crescimento e reflexão sobre a produção de imagens, tanto sua como de outras pessoas”, completam.

A relação da dupla com a fotografia começou ainda na infância. Fotos tiradas e impressas pelos pais foram o suficiente para atrair e inspirar os Irmãos Thoms. Atualmente, os jovens são reconhecidos no cenário curitibano da fotografia pelo talento peculiar de cada um, o que torna o trabalho da dupla algo excepcional em suas particularidades. “Entre tantas vertentes no universo da fotografia, estruturamos nossa linguagem, e residimos na inovação do registro. Acreditamos no ato de tornar palpável o que nos escapa aos olhos, capturando as nuances dos acontecimentos, que expressamos em sensibilidade”, finalizam.

Sobre os fotógrafos

centro cultural sesi heitor stockler de frança.

Walter Thoms é formado pela Escola Portfólio (2011). O interesse pela fotografia surgiu aos 16 anos quando morava no litoral de Santa Catarina. Durante o curso trabalhou como assistente para o fotógrafo Dico Kremer e um ano depois começou a trabalhar na Ibiza Laboratório Fotográfico. Em 2013, sua fotografia fez parte do livro “Imaginário Cromático”, junto aos fotógrafos Orlando Azevedo, João Castilho, Cao Guimarães e Gui Mohallem. A partir disso, participou de algumas exposições coletivas e mostras em festivais, a mais recente foi no 14º Salão Pérsio Galembeck, em Araras – SP. Atualmente é freelancer juntamente com seu irmão e integra os coletivos fotográficos Flanares e R.U.A Foto Coletivo.

Henrique Thoms, inspirado pelo trabalho de Walter, seu irmão mais velho, começou a fotografar aos 13 anos e, desde então, vem desenvolvendo seu trabalho profissional e autoral. Começou com fotografia de surf não convencional, utilizando sua Nikonos – câmera analógica subaquática dos anos 80. No decorrer da sua trajetória, participou de exposições coletivas, workshops e, o mais recente projeto em exposição, chamado 04:AM – que consiste em registros de algumas cenas noturnas da cidade. Hoje atua em várias áreas da fotografia, entre elas publicidade e cinema, e colabora com o coletivo I Hate Flash fotografando festas, shows e festivais.

Serviço:
Informações sobre a oficina “Sopa de Filme”
Data: 12/08/2017 e 19/08/2017 Horário: 14h30 
Inscrições: sesicultura.hsf@sesipr.org.br
Vagas: 20 
Valor: R$20,00 / R$10 (trabalhador da indústria)
Local: Centro Cultural SESI Heitor Stockler De França
Endereço: Av. Mal. Floriano Peixoto, 458 – Centro
Contato: (41) 3322-2111
Observação: Sujeito a lotação
Página do evento, aqui

Mais informações:
www.sesipr.com.br/cultura/ 
www.facebook.com/sesiculturapr/

SESI CULTURA
Foi em 2008 que a Regional Paraná do Serviço Social da Indústria inaugurou uma área especificamente dedicada ao desenvolvimento de ações culturais ancoradas nas diretrizes previstas na Declaração Universal dos Direitos do Homem, como a diversidade, a pluralidade e a autonomia. Desde então, o Sesi Cultura Paraná tem promovido o acesso à cultura com foco em programas de formação artística e cultural, investindo em processos criativos, formação de plateia para todas as linguagens e na formação e desenvolvimento cultural com vocação local. O Circuito Cultural Sesi, o Festival Sesi Música, os Núcleos Criativos do Sesi, o Zoom Cultural, os Programas Sesi Música, Sesi Arte, Sesi Audiovisual e Sesi Artes Cênicas são exemplos de programas desenvolvidos pela Gestão Cultural do Sesi. De 2008 até 2016, mais de 927 mil espectadores tiveram acesso à cultura por meio de cerca de 7,5 mil eventos realizados pelo Sesi Paraná. Todas essas ações sempre tiveram como objetivo o acesso ao bem cultural para o trabalhador da indústria, seus dependentes e para a comunidade de um forma geral, além da difusão da arte em todas as suas manifestações, valorizando a diversidade e a pluralidade do povo brasileiro.