REVERBE OCUPA CURITIBA E SÃO LUIZ DO PURUNÃ COM NOVE DIAS DE PROGRAMAÇÃO NAS ARTES DA CENA

Por trás da máscara. Foto: Miguel Rubio.

Segunda edição do festival que reúne espetáculos, performances, mesas públicas, oficinas e ações imersivas de 29 de maio a 6 de junho, com artistas do Brasil, Peru e Sérvia

Curitiba e São Luiz do Purunã recebem, de 29 de maio a 6 de junho de 2026, a segunda edição do REVERBE – Encontro Internacional de Mulheridades em Cena, festival independente que transforma diferentes espaços culturais em território de criação, convivência e intercâmbio artístico. Com programação aberta ao público, o encontro reúne espetáculos, performances, mesas públicas, residências e ações formativas com artistas do Brasil e do exterior.

Idealizado por Janaina Matter, diretora da Alfaiataria, em parceria com Greice Barros, diretora da Núcleo Produções Cultura e Desenvolvimento, o REVERBE integra o The Magdalena Project, rede internacional de mulheres do teatro e da performance presente há mais de três décadas em diferentes continentes. Em sua segunda edição, o festival amplia sua atuação ao conectar arte, presença e troca coletiva em experiências que atravessam linguagens, corpos e territórios.

Com curadoria assinada por Janaina Matter, Greice Barros, Daniele Santana e Patricia Braga Alves, a programação reúne artistas nacionais e internacionais em atividades distribuídas entre Alfaiataria, Casa Hoffmann, Teatro José Maria Santos, Patuscada, em Curitiba e no Campo das Artes, em São Luiz do Purunã.

“O REVERBE nasce da vontade de criar espaços de encontro onde a arte também possa ser vivida como convivência. A programação foi pensada para aproximar artistas e público em experiências que atravessam criação, pensamento e presença”, afirma Janaina Matter.

Entre os destaques da programação estão a atriz peruana Débora Correa, do Grupo Cultural Yuyachkani; a performer sérvia Zoe Gudović; a Cia Biruta, de Petrolina (PE); a Baciada das Mulheres do Juquery (SP); e as artistas paranaenses Saravy, Adriana Omoto, Gladis das Santas, Larissa Lima e Priscilla Pontes.

Programação aberta ao público
O festival inicia no dia 29 de maio, no Campo das Artes, em São Luiz do Purunã, com a Residência Imersiva de Escrita conduzida por Helena Vieira e apresentações gratuitas do espetáculo Pianinho, da Palhaça Siriema. No dia 30, o espaço recebe os trabalhos Ultravioleta, de Adriana Omoto, e Chão de Dentro, de Priscila Pontes.

Em Curitiba, a programação começa oficialmente em 1º de junho, na Alfaiataria, com roda de abertura e sarau das artistas Camila Jorge e Má Ribeiro, do projeto Filhas da Fruta.

Entre os dias 2 e 6 de junho, o festival promove oficinas rodas de conversa gratuitas na Casa Hoffmann, discutindo temas como corpo político, teatro de grupo, criação solo e assinatura cênica. No mesmo período, a performer da Sérvia Zoe Gudović apresenta a ação Life of Life, instalação-performance realizada na Alfaiataria.

Os espetáculos noturnos ocupam o Teatro José Maria Santos e a Alfaiataria com diferentes propostas estéticas e narrativas. No dia 2 de junho, Débora Corrêa apresenta Por Trás da Máscara, Conferência Cênica. No dia 3, a Baciada das Mulheres do Juquery encena Eu, a Gorda. Já no dia 4, Saravy sobe ao palco com Raçudas.

A programação segue no dia 5 com Notícias do Dilúvio: Um Canto a Canudos, da Cia Biruta de Teatro, e encerra no dia 6 com os espetáculos A 100 Graus Celsius, de Gladis das Santas, e Manifesto de uma Mulher de Teatro, de Tânia Farias. Na mesma noite, o REVERBE realiza festa de encerramento gratuita na Patuscada, com o Samba da Nega de Janine Mathias.

“O encontro foi pensado para criar uma rede viva entre artistas, público e cidade. Existe algo muito potente quando diferentes trajetórias e experiências compartilham o mesmo espaço, seja no palco, nas oficinas ou nas conversas que surgem ao longo dos dias”, destaca Greice Barros.

Experiência imersiva e intercâmbio internacional
Além das atividades abertas ao público, o REVERBE promove uma programação exclusiva para artistas residentes, incluindo oficinas nacionais e internacionais, residência intensiva de escrita com Helena Vieira e mostra de processos criativos. A convocatória está aberta até o dia 21/05 e as inscrições podem ser feitas pelo Sympla.

Ao todo, o festival reúne nove espetáculos, ações performativas, oficinas, rodas de conversa e residências artísticas, consolidando-se como espaço de intercâmbio entre artistas de diferentes gerações, territórios e linguagens.

Criado em 2022, o REVERBE vem se fortalecendo como plataforma de circulação e criação coletiva nas artes da cena, propondo um espaço em que arte e convivência caminham juntas como formas de resistência, escuta e invenção de futuros.

O projeto é realizado com incentivo do PROFICE (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná), e apoio da Copel.

SERVIÇO:
2º REVERBE – Encontro Internacional de Mulheridades em Cena
Data: 29 de maio a 06 de junho de 2026
Locais: Curitiba e São Luiz do Purunã
Ingressos gratuitos. Garanta antecipadamente pelo DiskIngressos:  https://reverbe.diskingressos.com.br/ ou 1h antes do espetáculo. Entrada sujeita a lotação.

Agendamento para performance Life of Life disponível somente online e antecipadamente.
Site: https://www.alfaiataria.art/c%C3%B3pia-reverbe

Locais:
Alfaiataria (Rua Riachuelo, 266 – Centro)
Casa Hoffmann (Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco)
Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco)
Patuscada (Praça João Cândido, 238 – São Francisco)
Campo das Artes (Estrada da Lage, 370 – São Luiz do Purunã – Balsa Nova/PR)


A 100 graus Celsius. Foto: Thais Rosa.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA – REVERBE 2026
SÃO LUIZ DO PURUNÃ – Campo das Artes
Dia 29 de maio (sexta-feira)

20h – Espetáculo
Pianinho com Palhaça Siriema (PR)
Gratuito | 1h05 | 14 anos

Dia 30 de maio (sábado)
20h – Espetáculo
Ultravioleta com Adriana Omoto (PR)
Gratuito | 20 min | 16 anos

Na sequência:
Chão de Dentro com Priscilla Pontes (PR)
Gratuito | 30 min | Livre

*Apresentações com intervalo de 15 minutos.

CURITIBA
Dia 01 de junho (segunda-feira)
Alfaiataria
17h – Roda de abertura
Com artistas participantes e convidadas

20h – Sarau Filhas da Fruta
Com Camila Jorge e Má Ribeiro
Gratuito | Livre

Dia 02 de junho (terça-feira)
Casa Hoffmann
14h – Roda de conversa
Como um corpo político se torna poesia?
Com Fredda Amorim, Gladis das Santas e Zoe Gudović
Gratuito | Livre

Teatro José Maria Santos
20h – Espetáculo
Por Trás da Máscara – Conferência Cênica
Débora Corrêa – Grupo Cultural Yuyachkani (Peru)
R$ 20 e R$ 10 | 70 min | Livre

Dia 03 de junho (quarta-feira)

Casa Hoffmann
14h – Roda de conversa
Teatro de Grupo: tormenta ou sustentação?
Com Débora Corrêa, Sueli Araújo e Tânia Farias
Gratuito | Livre

Alfaiataria
14h às 18h – Performance
Life of Life – Zoe Gudović (Sérvia)
Gratuito | sessões de 15 min | 16 anos
Agendamento via QR Code

Teatro José Maria Santos
20h – Espetáculo
Eu, a Gorda – Baciada das Mulheres do Juquery (SP)
R$ 20 e R$ 10 | 45 min | 18 anos

Dia 04 de junho (quinta-feira)

Casa Hoffmann
14h – Roda de conversa
Como se tece uma assinatura cênica?
Com Adriana Omoto, Cia Biruta e Larissa Lima
Gratuito | Livre

Alfaiataria
14h às 18h – Performance
Life of Life – Zoe Gudović (Sérvia)
Gratuito | sessões de 15 min | 16 anos

17h às 19h30 – Mostra das Residentes
Gratuito | conferir classificação indicativa

Teatro José Maria Santos
20h – Espetáculo
Raçudas – Saravy (PR)
R$ 20 e R$ 10 | 70 min | 14 anos
Dia 05 de junho (sexta-feira)

Casa Hoffmann
14h – Roda de conversa
Criação solo: impulso ou imposição?
Com Baciada das Mulheres do Juquery, Priscilla Pontes e Saravy
Gratuito | Livre

Alfaiataria
14h às 18h – Performance
Life of Life – Zoe Gudović (Sérvia)
Gratuito | sessões de 15 min | 16 anos

17h às 19h30 – Mostra de Processos
Partilha Estado de Revolta – Daniele Santana (SP)
Chove – Janaina Matter e Greice Barros
Gratuito | Livre

Teatro José Maria Santos
20h – Espetáculo
Notícias do Dilúvio: Um Canto a Canudos
Cia Biruta de Teatro (PE)
R$ 20 e R$ 10 | 45 min | Livre

Dia 06 de junho (sábado)
Alfaiataria
14h às 18h – Instalação
Life of Life – Zoe Gudović (Sérvia)
Gratuito | sessões de 15 min | 16 anos

18h – Espetáculo
A 100 Graus Celsius – Gladis das Santas (PR)
R$ 20 e R$ 10 | 60 min | 18 anos

Teatro José Maria Santos
20h – Espetáculo
Manifesto de uma Mulher de Teatro – Tânia Farias (RS)
R$ 20 e R$ 10 | 45 min | 16 anos

Patuscada
21h30 – Festa de Encerramento
Samba da Nega com Janine Mathias
Gratuito | Livre

Assessoria de Imprensa
BB Comunica – @bb_comunica

ENTRE CORPOS, VOZES E TERRITÓRIOS: REVERBE REALIZA SUA 2ª EDIÇÃO COM IMERSÃO INTERNACIONAL NAS ARTES DA CENA

Janaina Matter e Greice Barros na primeira edição do REVERBE – realizado em Curitiba, durante momento de abertura do festival.

Encontro internacional de mulheridades em cena acontece de 29 de maio a 6 de junho e propõe criação, formação, espetáculos e intercâmbio em Curitiba e São Luiz do Purunã-PR.

De 29 de maio a 6 de junho de 2026, acontece a segunda edição do REVERBE — Encontro Internacional de Mulheridades em Cena, festival de caráter imersivo que articula criação, formação e difusão das artes cênicas idealizadas e protagonizadas, majoritariamente, por mulheres em sua multiplicidade de vivências.

Com ações na capital paranaense e no Campo das Artes, em São Luiz do Purunã, o projeto fortalece redes locais, nacionais e internacionais de artistas, evidenciando a potência transformadora da arte.

Idealizado pelas artistas Janaina Matter, diretora da Alfaiataria, e Greice Barros, diretora da Núcleo Produções Cultura e Desenvolvimento, o encontro é vinculado ao The Magdalena Project, rede mundial de mulheres do teatro e da performance, ativa há mais de 30 anos em diversos continentes.

Essa conexão amplia o alcance do festival para além dos contextos estadual e nacional, promovendo intercâmbio artístico e circulação de ideias entre gerações e territórios.

“Cada vez mais entendemos que, neste mundo, só é possível atuar em redes. Para além de ser uma forma de troca, é também uma maneira de assegurar espaços e acolher artistas em um ambiente propício ao fortalecimento dos trabalhos e às discussões pertinentes”, explicam as idealizadoras.

Com processo curatorial realizado desde fevereiro de 2026, a programação desta edição é assinada por Janaina Matter e Greice Barros, com participação das curadoras convidadas Daniele Santana e Patrícia Alves.

O principal foco norteador da curadoria está na diversidade e pluralidade poética e, principalmente, em trabalhos dirigidos, escritos e desenvolvidos com protagonismo de mulheres.

Programação imersiva

O REVERBE se estrutura como uma experiência de convivência e criação coletiva.

“Essa dinâmica possibilita outras camadas de relação no encontro. A ideia é aproveitar a convivência para trocas sobre os trabalhos, modos de criação, desejos e projetos futuros. É nesse espaço que a rede, de fato, se estabelece”, destaca Janaina Matter.

Serão realizadas quatro oficinas formativas e uma residência intensiva de escrita, com posterior publicação virtual, além de mesas de conversa, mostras de processos, dez espetáculos e refeições compartilhadas, entendidas também como espaços de troca e fortalecimento de rede.

Ao todo, são 30 vagas para artistas residentes: 20 para a programação completa, que inclui São Luiz do Purunã e Curitiba, e 10 para a programação exclusivamente em Curitiba.

Também serão oferecidas 8 bolsas integrais para estudantes de artes cênicas, exclusivamente mulheres cis e trans, sendo 60% destinadas a mulheres negras.

As inscrições para residentes estão abertas desde o dia 2 de abril, e os passaportes podem ser adquiridos via Sympla.

As participantes podem optar por dois formatos de passaporte.

O primeiro contempla todas as atividades em Curitiba e programação intensiva de três dias no Campo das Artes, em São Luiz do Purunã. Inclui uma residência artística de escrita ministrada por Helena Vieira (escritora, dramaturga, filósofa e ativista transfeminista), com posterior publicação digital, além de apresentações das artistas curitibanas Adriana Omoto, Larissa Lima e Priscila Pontes.

Em caráter imersivo, esse formato contempla todas as atividades entre 29/05 e 06/06 (nove dias de programação), incluindo alimentações coletivas por todo o período e hospedagem em São Luiz do Purunã.

O segundo formato dá acesso às atividades realizadas apenas em Curitiba, de 1º a 6 de junho, com almoço e jantar inclusos, participação em duas oficinas (nacional e internacional) e acesso integral à programação.

Essa programação inclui mesas, sete espetáculos, mostra de processos e mostra de residentes, junto das artistas convidadas: Debora Correa (Grupo Yuyachkani, Peru), Zoe Godovic (Sérvia), Cia Biruta (PE), Baciada de Mulheres do Juquery (SP), Tânia Farias (RS), Fredda Amorim (MG), além das artistas curitibanas Saravy e Gladis das Santas.

A programação ocorre em diferentes espaços culturais de Curitiba, como a Casa Hoffmann, o Teatro José Maria Santos e a Alfaiataria, além do Campo das Artes.

Ao todo, o festival reúne dez espetáculos e nove ações formativas, além do sarau de abertura, mostra das residentes e mostra de processos, promovendo a circulação de obras e processos criativos.

“Esse trânsito entre artistas e público é parte essencial da proposta do encontro”, destaca Greice Barros.

Histórico e continuidade
A primeira edição do encontro, realizada em 2022, reuniu artistas de diferentes estados brasileiros e de países como México, Chile, Argentina e Dinamarca, com oficinas, mesas de conversa, mostras e espetáculos nacionais e internacionais.

Desde então, o REVERBE vem se consolidando como um espaço de intercâmbio e fortalecimento das mulheres nas artes da cena.

Em 2026, o festival amplia sua vocação em rede, propondo um território temporário de criação, escuta e celebração.

“No qual reverberar significa também re-verbar: repensar discursos, criar novas narrativas e sustentar a arte como espaço de resistência e invenção de futuro”, afirmam as idealizadoras.

O projeto é realizado por meio do PROFICE (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná), com incentivo da Copel.

SERVIÇO:
REVERBE — Encontro Internacional de Mulheridades em Cena
Programação: 29 de maio a 06 de junho de 2026
Inscrições e informações:
https://www.sympla.com.br/evento/reverbe-encontro-internacional-de-mulheridades-em-cena/3367998
Redes sociais: @alfaiataria_ | @nucleo_producoes

Informações: encontromagdalenacwb@gmail.com

Sobre Janaina Matter
Idealizadora e Diretora Artística da Alfaiataria, inaugurada em 2019, é atriz-criadora e cofundadora da Súbita Companhia de Teatro (2007), em Curitiba.

Sua pesquisa é dedicada ao teatro e ao cinema, com ênfase na fisicalidade em cena, a partir do método Suzuki para Atores, do diretor japonês Tadashi Suzuki.

Integra o The Magdalena Project, atuando como tradutora oficial do site da rede. Também desenvolve pesquisas em roteiro e direção para cinema e séries.

Sobre Greice Barros
Atriz, produtora e gestora cultural, atua há mais de 20 anos na realização de projetos culturais voltados a diversas linguagens artísticas.

É formada em Artes Cênicas pela FAP/UNESPAR e especialista em Políticas Culturais de Base Comunitária pela FLACSO.

Fundadora da Núcleo Produções Cultura e Desenvolvimento, integra a chefia de gabinete do SATED-PR (gestão 2025/2027) e representa a região Sul no GT Setorial do Teatro/Funarte.

Como atriz, integra a CiaSenhas de Teatro desde 2002 e desenvolve a pesquisa autoral solo “Raiz”.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica — @bb_comunica

NÚCLEO PRODUÇÕES CULTURA E DESENVOLVIMENTO APRESENTA: RAIZ

RAIZ. Foto: Lidia Ueta.

Peça Raiz, da artista Greice Barros, estreia nesta quinta com entrada gratuita

Obra que aborda a ancestralidade age no trânsito entre dança, teatro e performance

RAIZ, nova criação da artista Greice Barros, abre curta temporada no dia 18 de julho de 2024 no Espaço Obragem. A peça fica em cartaz até dia 28 de julho, de quinta a domingo, 20h e sábados com sessão dupla, às 18h e 20h. A entrada é gratuita, com ingressos distribuídos uma hora antes.

Em maio de 2024, a peça foi apresentada no Mosteiro Monte Carmelo, no Sitio Cercado – instituição que atende mulheres em situações de vulnerabilidade, cumprindo ainda com outras sessões em espaços alternativos da cidade e também em Pindamonhangaba, em São Paulo.

RAIZ é uma obra que age no trânsito entre dança, teatro e performance. Ancorada na imagem e no movimento da raiz, a peça se cria na relação entre estudos da biologia e da anatomia dos corpos vivos, do corpo-voz enquanto produção de sentidos e das experiências poéticas e da ancestralidade das nossas raízes.

O processo de pesquisa de RAIZ teve início em 2020, no Projeto de Residência em dança IMP. Desde lá, Greice experimentou vários formatos em diferentes contextos até chegar no Espaço Obragem, em sua primeira temporada. Nesta etapa, de compartilhamento com o público, a artista contou com interlocuções e processos imersivos de criação com Elza Fernandes, participantes do Movimento Xondaria Kuery Jera Rete (Antonina), Maíra Leme (RJ) e Mônica Montenegro (SP). Inaugurando um processo de criação continuado de seis meses, junto aos co-criadores, o projeto foi se articulando com Lígia Souza, na pesquisa dramatúrgica, Faetusa Tirzah, na visualidade e as elaborações ritualísticas e Lu Faccini, na criação sonora, além de inúmeras colaborações e atravessamentos artísticos decorrentes deste percurso.

A imagem de ramificação, de rede, de plataforma de criação, de movimento contínuo e lento, se associa com o processo de pesquisa e criação e também com a cena em si. RAIZ é um acontecimento em experiência. Promove encontros com as pessoas para que, através da ativação de sensações relacionadas às raízes, possam emergir percepções – subjetivas, políticas e ancestrais – a partir da conexão entre modos de vida a fim de pensar, coletivamente, em futuros possíveis.

Greice Barros, com sua criação, busca criar uma dança ancestral e futurista que nasce do silêncio – sobretudo do silenciamento das mulheres. A peça convida a um rito coletivo que testemunha, afirma e celebra, na união dos corpos, a vida.

Este projeto foi realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba. Incentivadores: Kirsten Painéis Elétricos, BRT Consolidadora | Operadora de Turismo, Sigma Telecom, Softmarketing e PESA.

SOBRE A ARTISTA
Greice Barros é intérprete, articuladora cultural e criativa, pesquisadora dos estados de presença artística no corpo/voz, produtora e gestora cultural, atuando principalmente em ações de continuidade em perspectivas de rede e práticas horizontalizadas de criação artística e produção cultural. Formada em Artes Cênicas pela FAP/UNESPAR, especialista em Políticas Culturais de Base Comunitária pela Flacso – Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (AR) / Programa IberCultura Viva e participante de inúmeras oficinas, residências e formações ligadas ao corpo, a dança, performance e teatro em Curitiba, São Paulo, Paraty e Rio de Janeiro, Brasília e Lisboa. Integra a CiaSenhas de Teatro desde 2002, como atriz e por dez anos na gestão de sua sede. Sócia fundadora da Núcleo Produções Cultura e Desenvolvimento, produtora por onde idealiza e produz a maioria de seus projetos e parcerias com instituições e artistas. Atuante nos processos de produção, aplicação e pesquisa das políticas culturais voltada às linguagens artísticas e as culturas dos povos originários.

EQUIPE DE CRIAÇÃO
Criação, Pesquisa e Performance – Greice Barros
Interlocutoras de Criação/Imersões – Elza Fernandes, Maíra Leme e Mônica Montenegro
Dramaturgia – Lígia Souza
Visualidades e Elaborações Ritualísticas – Faetusa Tirzah
Criação Sonora – Lu Faccini
Colaboradoras de Criação – Katiane Negrão, Luah Guimarãez e Maíra Lour.
Produção – Cindy Napoli e Gilmar Kaminski
Desenho de Luz – Wagner Corrêa
Colaboração Técnica no Desenho de Som – Ary Giordani
Trilha Mesa Raiz – Ary Giordani, Bruna Buschle, Greice Barros e Roseane Santos
Assistente de Criação e Desenhos – Mainu
Assistente Técnica – Iyamí
Assistente de Produção – Dânatha Siqueira
Designer Gráfica – Adriana Alegria
Assessoria de Imprensa – Fernando de Proença
Redes Sociais – Tayná Miessa
Site – Gabriel Machado
Registro (foto/vídeo) – Lidia Ueta
Captação de recursos – Meire Abe
Realização – Núcleo Produções Cultura e Desenvolvimento

SERVIÇO:
RAIZ
18 a 28 de julho de 2024
Quinta, sextas e domingos 20h
Sábados 18h e 20h
Espaço Obragem
(Al. Júlia da Costa, 204 – São Francisco, Curitiba-PR)
Entrada gratuita – ingressos distribuídos uma hora antes
Classificação indicativa: 14 anos

OS PÁLIDOS

Os Pálidos. Foto: Elenize Dezgeniski

A CiaSenhas de Teatro, dentro das ações do Projeto CiaSenhas ACIONA!, volta em curta temporada no Centro Cultural SESI  Heitor Stockler de França, em Curitiba, com o espetáculo Os Pálidos. As apresentações acontecem a partir de 3 de julho, de terça a sábado,  sempre às 20h00. A entrada é Pague Quanto Quiser.

O espetáculo Os Pálidos foi criado a partir de dois polos: a relação com o espectador (já experimentada em outros trabalhos do grupo) e a reflexão sobre estados de inércia, paralisação e anestesia em um ato urgente de pensar o mundo e a cena. 

Os Pálidos tem como ponto de partida dois clássicos de Luis Buñuel: O Anjo Exterminador e O Discreto Chame da Burguesia.

A peça, com texto e direção de Sueli Araujo, acontece em dois ambientes simultaneamente, dividindo a plateia, mas mantendo uma conexão permanente entre os espaços e com “os públicos”. Em cena, ao invés de personagens tradicionais, os atores exploram vozes contraditórias, visões de mundo e formas de pensamento e conduta que tentam forjar uma atitude, construir um gesto que faça a diferença no mundo. Porém, são seres paralisados, medicados e em estado de absoluta suspensão. Em dissonância a este estado das coisas, a cena é revestida com diversos tipos de plantas, investindo na possibilidade de percepção da vida para além da quase morte e apatia das figuras da montagem.

Ao mesmo tempo em que o espetáculo aciona um tipo de humor desestabilizante e estabelece pontos de relação com o espectador, cria espaços de discussão sobre criação de condições de sobrevivência e de formas de estar junto. São situações em que um tipo de micropolítica está sugerida. 

Em Os pálidos, artistas e público, buscam saídas e entradas em um jogo potente de presença. Trabalha com a ideia de que, segundo Eliane Brum: estamos “Esvaziados de ilusões e de formas, aquele que precisa construir um rosto tem medo. Em vez de disputar democraticamente, o que dá trabalho e envolve perdas, prefere o caminho preguiçoso da adesão. E adere àquele que grita, saliva, vocifera, confundindo oportunismo com força, berro com verdade.” É sobre o contexto atual que vivemos e sobre escolhas. 

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia e Direção – Sueli Araujo
Atuação: Anne Celli, Ciliane Vendruscolo, Greice Barros, Luiz Bertazzo, Rafa di Lari e Sueli Araujo
Direção de Movimento – Cinthia Kunifas
Cenário e Figurino – Paulo Vinícius
Designer de Som – Ary Giodani
Designer de Luz – Wagner Corrêa
Direção de Produção – Marcia Moraes
Produção Executiva – Edran Mariano
Designer Gráfica – Adriana Alegria
Assessoria de Imprensa – Fernando de Proença
Fotos – Elenize Dezgeniski

SERVIÇO:
OS PÁLIDOS
de 03 a 07 de julho de 2018
terça a sábado às 20h  no Centro Cultural SESI  Heitor Stockler de França (Mal. Floriano Peixoto, 458, centro de Curitiba)
Entrada: PAGUE QUANTO QUISER
Confira a página do evento, aqui

OBSCURA FUGA DA MENINA APERTANDO SOBRE O PEITO UM LENÇO DE RENDA

Fotografia: Elenize Dezgeniski

A CiaSenhas de Teatro, dentro das ações do Projeto CiaSenhas ACIONA!, volta em curta temporada no Teatro Novelas Curitibanas, com o espetáculo Obscura fuga da menina apertando em seu peito um lenço de renda. As apresentações acontecem a partir de 25 de maio; de quinta a domingo,  sempre às 20h00. A entrada é Pague Quanto Quiser.

Obscura fuga da menina apertando em seu peito um lenço de renda é o segundo texto do autor argentino Daniel Veronese encenado pela CiaSenhas de Teatro. O espetáculo apresenta ao espectador a ideia de um teatro seco, presente em todas as dimensões da encenação, assinada por Sueli Araujo. O objeto dramático é exposto despudoradamente, permitindo uma variação constante de possibilidades expressivas não convencionais onde a subjetividade entra em contraste com a objetividade da cena teatral.

Em cena um pai e uma mãe se debatem com as incertezas que envolvem o repentino desaparecimento de Martina, sua filha. As recordações e recriminações são os topos das lamentações e desesperos gerados pela ausência da filha. As duvidas aumentam com a chegada de um namorado secreto, uma amiga-namorada e um carteiro.

A busca de um culpado e a ausência de explicação sobre o desaparecimento da personagem provocam situações grotescas onde cada um tenta sobrepor sua justificativa sobre a realidade da perda imanente, expondo a disputa pelo amor e a dificuldade de aceitação da perda. Os personagens oscilam entre o desespero e o patético em universos contraditórios criados para suportar a Perda, representada pela ausência de Martina.

O universo fictício proposto pela obra se estabelece como impossibilidade entre o real e a representação. A narrativa será conduzida por personagens em estados emocionais alterados cuja dilaceração psíquica está relacionada a momentos de grandes perdas e desolação.

No texto Equívoca fuga de Señorita, apretando um pañuelo de encaje sobre su pecho (título original) o autor expande a fronteira entre o lírico e o grotesco, narrativa e drama, personagens e atores. A insinuação entre realidade, mentira e verdade serve como estratégia para impulsionar novas percepções sobre a complexidade do universo proposto em seus textos.

Em Obscura fuga da menina apertando sobre o peito um lenço de renda, a plateia e os atores habitam um espaço de tensão entre real e ficção. É nas alternâncias do público como espectador de uma fábula insolúvel ou cúmplice da percepção da realidade dos afetos que a dimensão universal e contemporânea se estabelece.

Ficha Técnica:
Texto: Daniel Veronese
Direção: Sueli Araujo
Tradução: Isabel Cristina Jasinski
Atores: Ciliane Vendruscolo, Greice Barros, Luiz Bertazzo, Anne Celli  e Rafael di Lari
Preparação Corporal: Cinthia Kunifas
Iluminação: Wagner Corrêa
Figurino: Amabilis de Jesus
Cenário: Paulo Vinícius
Maquiagem: Marcia Moraes
Desenho de Som/Trilha Sonora: Ary Giordani
Direção de Produção: Marcia Moraes
Assistência de Produção: Edran Mariano
Assessoria de Imprensa: Fernando de Proença
Programação Visual: Adriana Alegria
Fotografia: Elenize Dezgeniski

SERVIÇO:
OBSCURA FUGA DA MENINA APERTANDO SOBRE O PEITO UM LENÇO DE RENDA
de 24/05 a 03/06 – quinta a domingo às 20h no Teatro Novelas Curitibanas (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1222, centro, Curitiba )
Entrada: PAGUE QUANTO QUISER
Fanpage: www.facebook.com/CiaSenhasDeTeatro/
Confira a página de evento, aqui