SOLO DE PAGU LEAL RETORNA AO TEATRO NOVELAS CURITIBANAS E QUESTIONA PADRÕES DE BELEZA COM HUMOR E REFLEXÃO

Na foto de Mônica Lachman, Pagu Leal em cena do espetáculo em cartaz no Teatro Novelas Curitibanas: “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”.

“Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei” abre temporada gratuita de 14 a 24 de maio de 2026, com cenas inéditas e diálogo sobre corpo e identidade

Há um momento em que o espelho deixa de ser apenas reflexo e passa a ser confronto. É desse território, íntimo e coletivo, que nasce “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”, solo da atriz e autora Pagu Leal, que retorna ao Teatro Novelas Curitibanas para sua quarta temporada, entre os dias 14 e 24 de maio.

Dirigido por Giorgia Conceição, o espetáculo articula humor, relato pessoal e reflexão filosófica para abordar as violências simbólicas e estéticas que atravessam, sobretudo, a vida das mulheres. Em cena, o riso surge como alívio, mas principalmente como ferramenta de deslocamento, uma forma de olhar para padrões naturalizados e revelar suas estruturas.

A beleza como construção
A nova temporada incorpora cenas inéditas que percorrem a história da beleza, da antiguidade grega à contemporaneidade. Ao longo dessa travessia, o espetáculo evidencia que os padrões estéticos não são universais nem fixos, mas construções históricas que moldam corpos, comportamentos e subjetividades. Partindo de experiências pessoais, Pagu Leal estabelece uma relação direta com o público, aproximando questões íntimas de uma dimensão coletiva. “O padrão ignora o envelhecimento natural das mulheres e objetifica corpos de jovens e adolescentes, desconsiderando aspectos como raça, cores, biotipos e contextos”, afirma.

Do palco ao encontro
Mais do que uma crítica, o trabalho propõe um movimento de reconhecimento e deslocamento. Ao tensionar imagens cristalizadas, o espetáculo abre espaço para outras formas de percepção e existência. “Esse trabalho também é um convite para que cada pessoa possa se olhar com mais generosidade, fora das imagens que nos foram impostas”, diz Pagu Leal.

Como nas temporadas anteriores, após cada apresentação o público é convidado a permanecer para uma roda de conversa. O momento amplia a experiência cênica e transforma o teatro em espaço de escuta e partilha, reforçando o caráter coletivo da obra.

A experiência em prática
Nesta temporada, a proposta se expande para além da cena com a realização da oficina “A Burla do Corpo”, ministrada pela diretora do espetáculo, Giorgia Conceição (Miss G). A atividade, realizada no próprio teatro, aprofunda na prática questões presentes no solo ao investigar o corpo como território de expressão, memória e transformação. “O burlesco, para mim, é uma ferramenta de reconexão com aquilo que nos foi tirado: a liberdade de existir no próprio corpo”, afirma a artista.

Voltada para até 15 participantes, sem necessidade de experiência prévia, a oficina acontece em dois encontros de quatro horas, aos sábados da temporada. Com metodologia própria, Miss G conduz uma travessia somato-psíquica que busca liberar padrões que limitam a expressão e estimular a potência criativa de cada participante. Tendo como pano de fundo a história do burlesco, ligada a uma dimensão invisibilizada do teatro feito por mulheres, a prática explora movimento, corporalidade e conexão criativa. As participantes são convidadas a “desencaixotar” corpos e emoções, desenvolvendo fluidez, confiança e autoexpressão.

O projeto é realizado pela Sociedade Poética, iniciativa fundada há 11 anos por Pagu Leal, dedicada à criação e ao desenvolvimento de projetos em teatro, poesia, filosofia e literatura, com foco em mulheres e coletivos femininos em Curitiba e região metropolitana.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
Espetáculo: Do Dia que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei
Data: 14 a 24 de maio de 2026
Horários: Quinta a sábado, às 20h | Domingos, às 19h
Sessões com Libras: 15 e 22 de maio (sextas)
Local: Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222)
Ingressos: Gratuitos, distribuídos uma hora antes das apresentações
Classificação etária: 14 anos | Duração: 55 minutos

SERVIÇO
Oficina: A Burla do Corpo
Dias: 16 e 23 de maio das 14h às 18h (dois sábados)
Inscrições link: aqui
Vagas: até 15 pessoas (sem necessidade de experiência prévia)
Classificação etária: 18 anos
Informações: lojamissg@gmail.com | 41 984545313

FICHA TÉCNICA:
Texto e atuação: Pagu Leal |  Direção artística e figurino: Giorgia Conceição | Iluminação: Izabelle Marques | Design gráfico: Luciane Stocco | Assessoria de comunicação: Bruna Bazzo | Produção e realização: Sociedade Poética

Sobre a  Sociedade Poética surgiu há 11 anos, a partir do desenvolvimento artístico e intelectual da atriz e autora Pagu Leal, consolidando-se na criação, produção e incentivo de projetos ligados ao teatro, poesia, filosofia e literatura com mulheres e coletivos de mulheres em Curitiba e região metropolitana. A Sociedade Poética desenvolve iniciativas que valorizam a linguagem, o pensamento crítico e a comunicação humana. Seu propósito é fortalecer a cultura e promover experiências transformadoras por meio da arte e da palavra.

Sobre as artistas:


Atriz, dramaturga, produtora cultural e professora de ética e oratória, Pagu Leal construiu, ao longo de 33 anos de atuação, uma trajetória sólida nas Artes Cênicas, em Curitiba e em outras cidades brasileiras. Transita por diferentes funções, linguagens e plataformas, com uma pesquisa atravessada pela Filosofia, que confere densidade crítica e poética às suas criações.

Como dramaturga, tem 11 textos encenados, entre eles “A Vênus das Peles” (Prêmio Myriam Muniz/Funarte, 2011), “Difícil Amor” (Troféu Poty Lazarotto de Melhor Texto Teatral, 2004) e “Que Absurdo!” (selecionado no projeto Dramaturgias Contemporâneas Brasileiras da Fundação Cultural de Curitiba, 2003).

Na televisão, criou e protagonizou o programa de humor “Coisas de Casal” (RPC TV), também assinando o roteiro. Como atriz, soma mais de 40 espetáculos profissionais, com passagens por companhias como Grupo Satyros, Grupo Delírio e Cia Stavis & Damaceno. Seu trabalho articula criação, interpretação e pensamento, em uma investigação contínua entre corpo, palavra e experiência.


Giorgia Conceição, a Miss G, é uma das principais disseminadoras da arte burlesca no Brasil. Artista, diretora e mentora de novos talentos, ela é Mestre em Artes Cênicas pela UFBA e autora da influente pesquisa “A Burla do Corpo”, que se tornou base para discussões do burlesco no país. Convidada por Pagu Leal, assina a direção do solo “Do dia que olhei no espelho e não me encontrei.” O espetáculo fez quatro temporadas em Curitiba, sempre com grande sucesso de público.

Co-criadora do Festival Internacional Yes, Nós Temos Burlesco, Miss G também dirigiu a mostra semanal Terça Burlesca em Curitiba e faz parte da cúpula de curadoras da Combo Drag Week. Seus trabalhos mais recentes, como os espetáculos O Piano Burlesco (2024) e Baderna (2023), têm atraído grande público. Além do alcance nacional, ela já levou sua performance para contextos internacionais, apresentando-se em cidades como Buenos Aires (Argentina), Nova Iorque (EUA), Kyoto (Japão), Berlim (Alemanha) e Viena (Áustria)

Assessoria de Imprensa
BB Comunica – @bb_comunicaa

SOLO DE PAGU LEAL TRAZ COM HUMOR UMA REFLEXÃO SOBRE A IMPOSIÇÃO DE PADRÕES DE BELEZA

Na foto de Monica Lachman, Pagu Leal dá vida a personagem do solo “Do Dia que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”, com mini temporada no Mini Guaíra.

Espetáculo “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei” retorna em nova temporada no miniauditório do Teatro Guaíra, em novembro

Em tempos em que os padrões de beleza são amplamente debatidos, mas ainda tão presentes e opressivos, a atriz e autora Pagu Leal convida o público para uma reflexão sensível e bem-humorada sobre o tema em “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”. A peça retorna ao palco para nova temporada de 7 a 9 de novembro, no Miniauditório do Teatro Guaíra, em Curitiba.

A montagem mistura stand-up comedy, relato pessoal e filosofia, costurando com leveza e contundência as diversas formas de violência simbólica e estética vividas, sobretudo, por mulheres. Ao longo da apresentação, Pagu compartilha suas próprias experiências com o corpo e a imagem, criando uma atmosfera de diálogo íntimo com o público. “O padrão ignora o envelhecimento natural das mulheres e objetifica corpos de jovens e adolescentes”, afirma a artista. “Além disso, não considera cores, biotipos, contextos sociais, cultura, religião e tantas outras diversidades”, completa.

Mais do que uma crítica, o espetáculo propõe um caminho de autoconhecimento, aceitação e amor-próprio. Com uma linguagem direta e cativante, Pagu provoca o riso e a identificação, abrindo espaço para que cada espectador se enxergue no espelho com um olhar mais generoso.
A direção artística é assinada por Giorgia Conceição, artista burlesca e terapeuta corporal, que mergulhou no universo do texto, originalmente construído a partir de crônicas e anotações de aula, para criar uma encenação ágil, emotiva e divertida. Com sensibilidade e ritmo, Giorgia imprimiu teatralidade ao material e acentuou o caráter cômico das situações envolvendo a busca da beleza.

O espetáculo conta ainda com uma equipe criativa inteiramente feminina, refletindo a pluralidade e a sensibilidade sobre o corpo e a cena. Os ingressos para a mini temporada estão disponíveis no disk ingresso, no valor de R$ 50 (cinquenta reais), 50% de desconto para lista amiga mediante apresentação de cupom digital (para a compra de 01 um ingresso por cupom) e R$ 25 (vinte cinco reais), meia entrada.

Sobre a autora e atriz
Há mais de 30 anos em Curitiba a artista das Artes Cênicas, Pagu Leal já atuou em mais de 40 espetáculos profissionais como atriz. Ao longo de sua carreira, foi transformando a sua voz de atriz em uma voz autoral na dramaturgia e também como diretora artística. Em 2020 foi contemplada com o Prêmio Reconhecimento da Trajetória através da Lei Aldir Blanc.

Como dramaturga já teve diversos textos encenados, destaques para: 2021 “Do dia que Olhei no Espelho e Não me Encontrei”, 2011 “A Vênus das Peles” contemplado com o prêmio Myriam Muniz pela Funarte. “Difícil Amor”, contemplado pelo Troféu Poty Lazzarotto de Melhor Texto Teatral em 2004 e, “Que Absurdo!” texto selecionado no projeto: Dramaturgias Contemporâneas Brasileiras da Fundação Cultural de Curitiba. Teve seu próprio programa de humor na TV em 2011, “Coisas de Casal” na RPC TV, Globo Paraná, onde atuava e escrevia. Dentro das pesquisas em Filosofia tem se dedicado à Filosofia da Linguagem, com especial atenção aos estudos sobre Filosofia Analítica da Linguagem e Ética.

Arte de Lu Stocco para o solo de Pagu Leal.

SERVIÇO:
Espetáculo: Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei
Data: 07, 08 de novembro, às 20h | 09 de novembro (domingo), às 19h
Local: Miniauditório do Teatro Guaíra (Rua Amintas de Barros, s/nº)
Ingressos: à venda neste link
Classificação indicativa: 16 anos

Duração: Aproximadamente 60 minutos

FICHA TÉCNICA
Texto e atuação: Pagu Leal | Direção artística e figurino: Giorgia Conceição | Iluminação: Izabelle Marques | Assessoria de Comunicação: Bruna Bazzo | Arte gráfica: Luciane Stocco | Fotos da peça e backstage: Monica Lachman | Foto do cartaz: Cleverson Oliveira | Produção: Sociedade Poética

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

SHOW MARCIO JULIANO OUTRO SAMBA -TRANSMISSÃO PARA CURITIBA


Crédito da foto: Leandro Taques

As apresentações (ao vivo e gratuitas) serão realizadas dias 04 e 05/12 (sábado e domingo), no Youtube.

O show Marcio Juliano – Outro Samba, que circulou virtualmente por oito cidades do interior do Paraná, terá transmissão (ao vivo) direcionada desta vez para Curitiba. Será neste fim de semana, dias dias 04 e 05/12 (sábado e domingo), às 19h, pelo Youtube, neste link

Outra ação do projeto será a realização da Live “A Música Brasileira e a Época de Ouro”, com a participação do músico Sérgio Albach e do cantor Marcio Juliano, nesta quinta-feira (02/12), às 19h, no mesmo link acima.

O show audiovisual é uma colagem sofisticada de 12 clipes gravados em diferentes momentos e espaços, parte deles realizados em 2019 e outra em 2021, durante a pandemia. O clipe que abre o show Eu Quero Um Samba (Janet de Almeida e Haroldo Barbosa), por exemplo, retrata este contexto do isolamento social, foi criado a partir da colaboração de vários artistas que se gravaram dançando em suas casas. O Teatro Guaíra, em Curitiba, foi usado como locação para alguns clipes. O palco, a plateia, as coxias, e os camarins serviram de cenário para as gravações realizadas presencialmente no ano passado, respeitando todos os protocolos sanitários para garantir a segurança dos artistas e da equipe.

Outro Samba é um mergulho na Época de Ouro, período representado por uma geração de grandes compositores brasileiros entre 1929 e 1945, mas com uma leitura contemporânea deste universo musical. Conta com virtuoses como Sérgio Albach (clarone e clarinete), que também assina a direção musical, Daniel Migliavacca (bandolim e violão tenor), Lucas Melo (violão 7 cordas) e Luís Rolim (bateria e percussão).

Dorival Caymmi, Wilson Baptista, Noel Rosa, Pixinguinha, Ary Barroso estão presentes no repertório com narrativa diversa que homenageia o samba e suas múltiplas possibilidades, mas que sobretudo evoca a alegria, o amor e a superação da melancolia.

“As composições retratam um país que me interessa discutir, refletir e que, ainda hoje, abordam questões relevantes, como no caso da música Pedreiro Waldemar (Wilson Baptista e Roberto Martins) que constrói um edifício e depois não pode entrar. Bem oportuna também é a reflexão de Noel Rosa na mordaz e bem-humorada composição Com que Roupa? (Noel Rosa)”, conta Marcio Juliano que também dirige o trabalho.

Os clipes que compõem o show misturam diferentes linguagens e trazem a participação de muitos artistas. Estão presentes: Orquestra à Base de Sopro de Curitiba na faixa Boneco/Nega do Cabelo, releitura que mescla Nega do Cabelo Duro e Boneca de Pixe, que também conta com a participação das cantoras Érica Silva (Banda Mulamba), Iria Braga, Milena Tupy e da atriz Cassia Damasceno (Companhia Brasileira de Teatro). A cantora Uyara Torrente, da Banda Mais Bonita da Cidade, está em Judiaria de Lupicínio Rodrigues e a performer Giorgia Conceição – Miss G atua em Na Aldeia (Silvio Caldas, Caruzinho e De Chocolat). Tem ainda a participação ilustre de artistas de fora do Paraná, como a cantora Mônica Salmaso, considerada uma das mais importantes do Brasil, em Provei (Noel Rosa e Vadico), e o trombonista Raul de Souza, falecido em junho deste ano, que gravou Na Aldeia.

“Outro Samba é um convite para o compartilhar virtual, para a escuta coletiva que nos leva, através da música, a uma determinada história do Brasil. Uma possibilidade de conexão com nossa ancestralidade na tentativa de compreender os caminhos e as escolhas coletivas que nos trouxeram até aqui”, conclui Marcio.

Projeto realizado com Recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.


Crédito das fotos: Leandro Taques

SERVIÇO:
SHOW AUDIOVISUAL MARCIO JULIANO OUTRO SAMBA
(Transmissão ao vivo)
Datas e Horários:
-04/12 (sábado), às 19h
-05/12 (domingo), às 19h
Onde: Canal Marcio Juliano no Youtube – Link: https://www.youtube.com/marciojuliano
Quanto: Gratuito
Duração: 50 minutos
Classificação indicativa: 12 anos

CONTATOS:
Produção
Marcio Juliano
marciojulianocontato@gmail.com
41 99902 5147

Assessoria de Imprensa:
Glaucia Domingos
glauciadomingos@hotmail.com
41 99909 7837