ÍMÃ FAZ SHOW DE LANÇAMENTO DO EP “FURIOSA ABERTA” EM CURITIBA, QUINTA-FEIRA, 9 DE JUNHO

Apresentação ocorre no Espaço Fantástico das Artes às 20h30 com participações das artistas Julia Raiz, Natasha Tinet, Cau de Sá e Fernanda Fuchs; ingressos do 1º lote já estão à venda por R$ 20 com pagamento via PIX


Foto-mosaico por Tárcilo Pereira, Walter Thoms e Laís Melo.

Chegou a hora das canções de Furiosa Aberta serem tocadas pela ímã. Disponível nas principais plataformas desde o final de 2021, o segundo trabalho da banda será apresentado na íntegra pela primeira vez na noite de 9 de junho, em Curitiba-PR, no palco do Espaço Fantástico das Artes (R. Trajano Reis, 41 – São Francisco).

Furiosa Aberta é fruto de parcerias com as poetas e amigas Francisco Mallmann, Natasha Tinet e Julia Raiz. O álbum reverbera dúvidas essenciais para o grupo nestes últimos anos, dentre elas: “Como uma banda pode sobreviver ao isolamento?”. A resposta da ímã foi apostar em jogos de composição (feitos à distância pelas nove artistas da banda + participações) que resultaram nas faixas No coração do King Kong, Cidade Assionara Souza, Monika e o Futuro e Furiosa Aberta.

Depois de um processo de criação marcado pela não presencialidade e pela ausência de ensaios convencionais, o EP Furiosa Aberta ainda aguardava pela chance de um lançamento presencial e festivo, como esse que se anuncia.

Participações
Natasha Tinet é escritora e artista visual e, além de assinar a arte de capa do EP, é autora do poema a partir do qual nasceu a música Monika e o Futuro. Seu trabalho serviu de inspiração para a banda experimentar a técnica da colagem como linguagem de criação no campo da música.

Escritora e tradutora, Julia Raiz criou o texto que gerou a faixa Cidade Assionara Souza (feito em homenagem à sua amiga Assionara, poeta e dramaturga de grande importância no cenário brasileiro). Ao lado de Francisco Mallmann, Julia e Natasha fazem parte da Membrana Literária, a grupa afetiva, crítica e colaborativa de escrita que estará presente no palco do show de lançamento através das intervenções das duas escritoras que participaram do EP.

Cau de Sá também fará participação especial. Cantora, compositora, integrante da banda Mulamba e parceira/amiga da ímã desde outras épocas, Cau é coautora de Mangueador, single do primeiro álbum da banda, ímã de nove pontas (2020).

Ainda no dia 09, a atriz e cantora  Fernanda Fuchs estará presente no palco com a ímã para cantar algumas das canções em sua primeira apresentação junto com a banda, para brindar uma parceria que já vem desde o primeiro álbum e passa também pelo último EP.

Ingressos
O primeiro lote de reservas para o dia 09/06 já está disponível, no valor de R$ 20, com pagamento via PIX após o preenchimento do formulário acessado neste link: Show da ímã – lançamento do EP Furiosa Aberta (google.com).

Sobre a ímã
A ímã é formada por artistas multi-instrumentistas que experimentam com a canção brasileira. Seus dois primeiros álbuns trazem uma diversidade de sons que vai do samba ao ijexá, do rock polirrítmico a jazzismos tropicais. A banda também integra a Queda Livre, articulação de artistas que ocorre de forma orgânica desde 2018 e já lançou também ímã de nove pontas (2020); Fronteiriça (2020), de Roseane Santos; Livro Vivo (2021), de Luciano Faccini e Roseane Santos; Waltel 92 (2021) e o álbum 8 (2022), ambos de Francisco Okabe.

Serviço:
Furiosa Aberta ao Vivo no Espaço Fantástico das Artes | 09 de junho | 20h30
_endereço: R. Trajano Reis, 41 – São Francisco, Curitiba
_valor: R$ 20 (primeiro lote), com reservas via formulário > Show da ímã – lançamento do EP Furiosa Aberta (google.com)

Conheça a ímã
@imafuriosaaberta | linktr.ee/imadenovepontas

Conheça a Queda Livre
@QuedaLivreColetiva | linktr.ee/QuedaLivreColetiva

Ficha Técnica
Daniel D’Alessandro (bateria e percussão), Dayane Battisti (violoncelo, cavaco e voz), Francisco Okabe (violão de 7 cordas, cavaco e flauta transversal), Guilherme Nunes (guitarra), Leonardo Gumiero (baixo, sintetizador e voz), Luciano Faccini (guitarra, clarinete e voz), Mariana Ribeiro (percussão e voz), Yasmine Matusita (bateria, percussão e voz),
Convidadas: Cacau de Sá, Natasha Tinet, Julia Raiz e Fernanda Fuchs
Técnica de som: Acácio Guedes
Direção de produção: Má Ribeiro, Luciano Faccini
Produção executiva: Dayane Battisti
Classificação: livre

JOGOS DE COMPOSIÇÃO E PARCERIAS POÉTICAS DÃO VIDA AO NOVO EP DA ÍMÃ: FURIOSA ABERTA

Segundo trabalho da banda curitibana será lançado na primeira sexta-feira de novembro

No dia 5 de novembro, a ímã lança o EP Furiosa Aberta, com quatro músicas inéditas. O segundo trabalho da banda curitibana é fruto de parcerias com as poetas e amigas Francisco Mallmann, Natasha Tinet e Julia Raiz, e poderá ser ouvido gratuitamente nas principais plataformas de streaming e no site oficial da grupa: www.imadenovepontas.com

“Como uma banda pode sobreviver ao isolamento? Ainda temos mais perguntas do que respostas. Melhor assim”, pensa Luciano Faccini, que, dentre outras funções, é cantor, compositor e diretor artístico da ímã. Tentando fugir da norma – máxima que guia o processo criativo da banda desde sua fundação -, a grupa apostou nos jogos de composição. “Se por um lado a pandemia forçou o mundo inteiro a reorganizar hábitos, rotinas e modos de sobrevivência, por outro, nós conseguimos reunir esforços para colocar em prática um interesse antigo de explorar processos de composição que pudessem percorrer caminhos diferentes dos tradicionais”, explica o músico.

Três poemas de poetas premiadas foram musicados. “Achamos que seria maravilhoso ter outras artistas navegando nessa experiência com a gente, e aí, muito espontaneamente, chegamos em Julia, Nat e Chico, que, antes do projeto, já tinham uma relação com a banda”, fala Day Battisti, a violoncelista da ímã. Luciano faz parte da Membrana Literária, grupa de escritoras que também abraça as três convidadas especiais do EP, e por isso outras parcerias artísticas já vinham sendo desenhadas ao longo dos anos.

Cada integrante da ímã recebeu o desafio de musicar um trecho de cada poema e posteriormente essa profusão de ideias e intuições deu origem a uma obra original e imaginativa. “Foram muitas e muitas versões diferentes, lotamos muitos drives e HDs com propostas, que foram criadas em pedacinhos de MP3 e Wav ao longo das semanas de trabalho, trazendo detalhes que iam surgindo e sendo testados, aplicados nas canções por cima daquilo que já constava nelas”, diz o percussionista Daniel D’Alessandro. “As reuniões semanais por videochamada serviam para que conversássemos sobre o que tinha sido construído e decidíssemos juntos sobre o que fazer com os arranjos.”

Nenhuma música foi ensaiada antes das gravações, no sentido convencional do termo. “Sem a presencialidade, foi como esculpir algo, junto com outras sete pessoas, cada uma em sua casa, com essencialmente aquilo que tinha à disposição para a captação de cada instrumento”, expõe Daniel. “Foi tipo uma gincana de meses e meses onde muitas vezes tudo parecia uma grande e intransponível loucura e em muitas outras vivemos o maravilhamento dessa possibilidade de composição. Foi e segue sendo um ping pong no abismo das ideias.”

Se no primeiro disco a ímã teve a oportunidade de gravar a totalidade das músicas no Gume Estúdio, de Leonardo Gumiero, com maior uniformidade na escolha de microfones e técnicas de produção musical, desta vez foi preciso recorrer ao “universo das colagens”, nas palavras de Daniel. “Gravações feitas com o celular, com gravadores diferentes, com microfones e placas de som ótimas, outras nem tanto. Tudo isso colabora para deixar o trabalho mais diversificado ainda em termos de timbres, de cores e tipos de luzes empregadas”, completa Luciano.