RAVI BRASILEIRO E LEO BIANCHINI ENTRAM NO SAMBA COM PARCERIA QUE TRANSFORMA A CRÔNICA DO ABSURDO EM DRAMA COM BATUCADA

Leo Bianchini e Ravi Brasileiro por Odara Vision Oruê Brasileiro

“Melhor Um Final Horroroso Que Um Horror Sem Fim” chega com single, clipe e minidoc que refletem a arte do encontro em não saber protelar a poética do instante

Ravi Brasileiro e Leo Bianchini não vieram para contar história. Mas como todo bom samba que se preze, “Melhor Um Final Horroroso Que Um Horror Sem Fim” é a típica crônica brasileira que vai do drama à ironia sem perder a ternura. Mas também, não passa pano para a sofreguidão. Com pitadas de sarcasmo e malícias suntuosas, a batucada é um espelho do cotidiano repleta de cadências e percepções com direito a clipe e minidoc sobre o processo de composição.

Ouça aqui ´Melhor Um Final Horroroso Que Um Horror Sem Fim“

Entre conversas à distância, foi assim que a letra de “Melhor Um Final Horroroso Que Um Horror Sem Fim” começou a ganhar forma nos encontros entre Ravi e Leo. Mas como reza um bom samba foi pessoalmente que a poesia teve a sua reviravolta.

“Desde as primeiras ligações com o Ravi, ele me convidou para o projeto, e eu aceitei de cara”, rememora Leo Bianchini que do samba, entende bem. Desde 2009, o músico e compositor integra a banda 5 a Seco, reconhecida pela rica diversidade sonora na música brasileira e vencedora do Latin Grammy 2025, na categoria Melhor Álbum de Música Popular Brasileira/Música Afro Portuguesa Brasileira pelo álbum “Sentido”.

Ainda assim, para o artista, o processo de criação do “Melhor Um Final Horroroso Que Um Horror Sem Fim” é um espelho sobre o indivíduo. Porém, o drama com um pouco de samba é uma escolha que pode trazer outras amenidades.

“Eu acho que é uma questão de decisão. De você encarar. Por mais que a coisa seja doída. Você encara de uma vez e resolve, do que ficar estendendo as dificuldades. A gente tende a querer curtir esse drama, e acho que é natural da personalidade do ser humano”, reflete Leo Bianchini no minidoc disponível pelo YouTube, com direção de Oruê Brasileiro. Assista aqui

Ravi e Leo desfilam causos corriqueiros com malícia e se divertem com situações que refletem a arte do encontro em não saber protelar a poética do instante. E claro, deu samba.

“Esta canção cheia de causos já nasceu e sabíamos que fecharia o trabalho. Guardei na minha gaveta de ideias esta frase maravilhosa que ouvi num cafézão daqueles que junta a família toda. Leo matou a charada da canção rapidamente”, comemora Ravi Brasileiro.

Fazer samba não é contar piada como já diz o poeta. Do improviso à construção da letra, ´´Melhor Um Final Horroroso Que Um Horror Sem Fim“ é uma composição que fluiu, justamente por Ravi e Leo terem plena consciência sobre a arte do encontro em não saber protelar a poética do instante.

“O Leo fez a harmonia e a gente cantarolou um monte de histórias improvisando. Sem chegar num lugar certeiro para nossos causos. Mas tínhamos um forte refrão. Com a encomenda na mão, fomos juntos pensando em inúmeras situações que costumam ser proteladas. Dos vários causos, ficamos com a extração do siso, parar de fumar, entrar na água gelada e com o término de um relacionamento”, expõe.

“Melhor Um Final Horroroso Que Um Horror Sem Fim” integra o recém lançado “7por2”, projeto idealizado por Ravi Brasileiro e gravado no Parque Jaime Lerner, no Estúdio Geração Pedreira, na Rua da Música, em Curitiba.

Além de Leo Bianchini, Badi Assad, Dante Ozzetti, Carlos Careqa, Bruna Caram, Flaira Ferro e Caito Marcondes, são os artistas que integram o álbum disponível pelas plataformas de streaming. Ouça aqui.

Projeto realizado por meio da Lei Municipal Complementar 57/2005 do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura. Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.

Fonte: Cabana Assessoria

FEIRA DO LARGO DA ORDEM GANHA NOVA PUBLICAÇÃO EM QUADRINHOS

“Histórias do Largo – Volume 2” resgata memórias de feirantes e reforça o valor cultural de um dos maiores patrimônios de Curitiba

No próximo dia 27 de junho (sexta-feira), Raphaela Corsi (Karmaleão) e Luana Camargo lançam a HQ “Histórias do Largo – Volume 2”. O evento acontece na Gibiteca de Curitiba (R. Pres. Carlos Cavalcanti, 533 – Centro), a partir das 19 horas, com entrada franca e distribuição gratuita de exemplares.

A obra nasceu a partir do projeto “Histórias e Retratos da Feira do Largo da Ordem” (2022), que documentou, por diferentes caminhos, as trajetórias de vida de alguns dos milhares de trabalhadores que fazem da Feira do Largo uma das maiores feiras ao ar livre do Brasil. Com desenhos de Raphaela, proeminência da cena dos quadrinhos da capital paranaense, e roteiro assinado por Luana, a publicação dá destaque às pessoas que trabalham na tradicional feira curitibana, operando como instrumento de valorização da memória e da cultura popular.

Lançado em 2023, o primeiro volume da série foi reconhecido com duas indicações ao Troféu HQMIX, principal premiação dos quadrinhos brasileiros, nas categorias “Adaptação para os quadrinhos” e “Novo talento desenhista – Raphaela Corsi”.

Luana, responsável pela pesquisa e pela criação do roteiro, conta que, para além de seu valor artístico, “Histórias do Largo” é também um gesto de preservação da memória e de valorização dos feirantes, personagens fundamentais da história viva da cidade. “Em um contexto de escassez de registros sobre essas pessoas e suas contribuições para a cultura local, a publicação se propõe como um documento sensível, poético e necessário”, comenta a antropóloga.

“Histórias do Largo – Volume 2” revela retratos da vida de Altamir, Angela Coraiola, Angela Hasselman, Jane, Linda, Nilcema, Reginaldo, René, Richard e Santo Antonio. Com o traço original e o olhar atento às singularidades de cada personagem, a publicação reforça a importância de valorizar as histórias de quem, domingo após domingo, dá vida à Feira do Largo da Ordem.

Serviço:
Lançamento da HQ “Histórias do Largo – Volume 2”
27 de junho (sexta-feira), às 19h
Gibiteca de Curitiba (R. Pres. Carlos Cavalcanti, 533 – Centro)
Distribuição gratuita de exemplares
Realização: Canô Produções e Flutua Produções
Incentivo: Fundação Cultural de Curitiba 

SUED NUNES ESTREIA EM CURITIBA COM SHOW NO PROJETO BRASIS NO PAIOL

Artista baiana traz o repertório do elogiado álbum “Segunda-Feira” para o Teatro do Paiol. Show é dia 26 de junho, com ingressos a partir de R$ 15.

O projeto Brasis no Paiol, em sua 13a temporada, traz a Curitiba a cantora e compositora baiana Sued Nunes. O show marca a estreia da artista na capital paranaense. No dia 26 de junho, quinta-feira, às 20h, ela apresenta o repertório do seu segundo álbum, “Segunda-Feira”. Os ingressos custam R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada) e começam a ser vendidos no dia 11 de junho, às 7h, pela plataforma pixta.me

Sued Nunes mergulha nas tradições da Bahia com um olhar contemporâneo, criando uma sonoridade única que celebra a ancestralidade e a força da cultura afro-brasileira. Seu mais recente álbum, “Segunda-Feira” (2024), lançado pelo projeto Natura Musical, é uma ode ao orixá Exu, explorando os ritmos e símbolos que permeiam a cultura baiana.

Com direção musical e arranjos de Ícaro Sá, o álbum apresenta uma sonoridade que mistura tambores, batuques e ritmos de matriz africana, criando uma experiência musical que convida à dança e à reflexão. Em 2021, lançou seu primeiro álbum, “Travessia”.

Nascida em Sapeaçu, Bahia, Sued traz para sua música a vivência e a força da cultura popular da sua terra. “Segunda-Feira” é um álbum que celebra a espiritualidade e a resistência, com canções que proporcionam um espaço de encontro e reflexão. 

Confira os próximos shows do Brasis no Paiol 2025:

17/07 – Maria Beraldo (SC)
07/08 – Junio Barreto (PE)
21/08 – ímã + Cacau de Sá (PR/RS)
18/09 – Noe Carvalho (PR)
23/10 – Jean Tassy (DF)
13/11 – Mãeana (RJ)
18/12 – Tássia Reis (SP)

A 13ª temporada reforça o compromisso do projeto com a diversidade e o ineditismo, reunindo diferentes gêneros, linguagens e regiões do Brasil em uma programação que estimula o encontro e o reconhecimento da música contemporânea feita no país.

Em 2025, o Brasis no Paiol é viabilizado com o apoio de Maria Leticia, Effex – Tecnologia e Criação, restaurante Na Casa Delas, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.

Brasis no Paiol
Iniciativa cultural realizada desde 2012 em Curitiba pela produtora Bina Zanette (Santa Produção) e pelo produtor Heitor Humberto (Fineza Comunicação e Cultura), o Brasis no Paiol realizou mais de 150 shows desde sua primeira temporada, sempre com artistas de diferentes regiões do país. É um dos projetos musicais independentes em atividade mais longevos do país, consolidando-se como importante veículo de divulgação de trabalhos contemporâneos independentes e de formação de público em Curitiba.

O projeto promove a circulação de artistas de diferentes partes do Brasil, consolidando-se como uma das mais importantes plataformas para a música autoral independente. Em mais de uma década de existência, trouxe nomes como Juçara Marçal, Luedji Luna, Tulipa Ruiz, Rael, Fióti, Katú Mirim, Jup do Bairro, Aíla, entre muitos outros.


Brasis no Paiol – Cartaz Sued. Crédito: Felipe Andre.

Serviço:
Brasis no Paiol 2025 apresenta Sued Nunes
Dia 26 de junho, quinta-feira, 20h
Local: Teatro do Paiol – Praça Guido Viaro, s/n
Ingressos: R$30, e R$15,
Vendas: https://pixta.me/u/brasis-no-paiol-apresenta-sued-nunes
Informações: @santaproducao

 
 

CULTURA TANGUEIRA É APRESENTADA EM PROJETO DE SAMARA SFAIR EM CURITIBA

O projeto “Tango: a arte de não estar só” faz duas apresentações interativas e gratuitas durante a Mostra Solar, na Casa Hoffmann, em Curitiba, nos dias 22 e 31 de maio, com a participação do dançarino curitibano, Julian Cazuni. 

A expressiva arte do tango ganha destaque na Mostra Solar, na Casa Hoffmann, com o projeto inovador “Tango: a arte de não estar só”, idealizado pela produtora cultural, dançarina e educadora curitibana Samara Sfair. O público terá a oportunidade de vivenciar duas apresentações interativas e gratuitas nos dias 22 e 31 de maio, sempre às 19h30, com a participação especial do renomado dançarino curitibano Julian Cazuni. As performances prometem envolver a plateia em uma experiência única, apresentando uma coreografia original que narra a história de um casal ao longo de cinco músicas.

A singularidade do projeto reside na participação ativa do público, que será responsável por decidir o desfecho do relacionamento dos dançarinos através da escolha de cartões coloridos. Essa interação, aliada ao jogo de luzes, tornará cada apresentação imprevisível e memorável. “A dança é uma interação entre dois corpos, uma conversa na qual um propõe e o outro escuta e através da dança criar uma sinergia fina para execução dos movimentos com perfeito equilíbrio”, explica Samara Sfair, que tem sido uma figura chave na revitalização e popularização do tango em Curitiba, cidade considerada a terceira capital brasileira mais representativa da cultura tangueira.

Além das apresentações, o projeto “Tango: a arte de não estar só”, produzido pela Poço e Pêndulo Produtora Cultural, oferecerá bate-papos pós-espetáculo para promover o intercâmbio de conhecimentos entre artistas e produtores. Demonstrando um forte compromisso com a inclusão, as sessões contarão com intérprete de Libras durante o bate-papo pós espetáculo e, no dia 31 de maio, com audiodescrição da performance.

O projeto busca democratizar o acesso ao tango, rompendo com a histórica associação elitista e convidando novas gerações a se encantarem com essa rica expressão artística, declarada Patrimônio Imaterial da Humanidade. “Tango: a arte de não estar só” é um Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
Apresentações “Tango: a arte de não estar só”
Datas: 22/05 – 19h30 | Público geral + roda de conversa com Intérprete de Libras
31/05 – 19h30 | Sessão com audiodescrição, voltada a pessoas com deficiência visual.
Local: Casa Hoffmann (Rua Dr. Cláudio dos Santos, 58 – São Francisco)
Entrada Franca: Retirada de ingressos a partir de 1 hora antes no local. Sujeito à lotação. Parte dos ingressos (10%), serão destinados a pessoas idosas, gestantes, deficientes ou obesas.
Classificação: Livre I Duração: 40 minutos

Ficha Técnica:
Direção: Samara Sfair | Coreografia: Rafael Bittencourt e Samara Sfair | Dançarinos: Samara Sfair e Julian Cazuni | Iluminação: Ike Rocha | Sonoplastia: Julian Cazuni | Operador de Som: Beatriz Marçal | Cenografia: Caio Frankiu | Coordenação: Poço e Pêndulo Produtora Cultural | Produção: Beatriz Marçal e Maria Sousa

Samara Sfair
É bailarina, coreógrafa, professora e tangoterapeuta, com atuação no Brasil e na Argentina. É também Professora Adjunta da Faculdade de Tango Del Angel, na Argentina. Pós graduada em Dançaterapia, possui formação em tango pelo Método Dinzel e especialização em dança-terapia. Como produtora da Copa Tango Curitiba, difunde a cultura tangueira e suas múltiplas expressões. Além de atuar como DJ de tango e organizadora de milongas, desenvolve pesquisas sobre a reabilitação através da dança, aplicando suas técnicas em casos de Parkinson e depressão. Seu trabalho valoriza a improvisação e o estilo pessoal dos alunos, promovendo um ensino acessível e envolvente.

Julian Cazuni
Bacharel e licenciado em Dança pela Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), o profissional se destaca como artista e docente com foco nas Danças de Salão. Idealizador do evento “É Tipo Zouk” em Curitiba/PR, promove processos artístico-educacionais e bailes para a formação de comunidades e a expressão cultural. Iniciou sua carreira como professor em 2015 na escola Danza Mais, retomando em 2024 o ensino do Tango. Com sólida experiência como bailarino, integrou companhias renomadas como “Identidade Cênica” de Renato Zóia, “Turma da Gafieira” de Jall Martins e “Mi Nombre es Tango” de Manuel Ortiz. Atualmente, em parceria com Nina Rodrigues, desenvolve estudos de Tango Escenario e Tango Pista, participando de congressos e maratonas coreográficas, além de apresentações com a Orquestra Paranaense de Tango (OPRT) desde de 2023.

Poço e Pêndulo Produtora Cultural
A Poço e Pêndulo é uma produtora cultural que trabalha com artistas independentes, empresas e demais fazedores de arte. Nosso objetivo é promover a democratização ao acesso das verbas fornecidas dentro da economia criativa por meio da facilitação da escrita e submissão de editais. Possibilitando assim que artistas fora do circuito principal consigam realizar seus projetos e atingir um maior público. A empresa foi fundada por Beatriz Marçal e tem como sócia Maria Sousa.
Site: https://www.instagram.com/pocoependulo/

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

SELETIVA PARA NÃO ARTISTAS ESTÁ ABERTA PARA NOVO ESPETÁCULO DE TEATRO DO AP DA 13

O diretor Eduardo Ramos e a atriz e bailarina Flávia Massali em: Procura-se cinco NÃO ATORES e NÃO ATRIZES para compor o elenco da nova montagem do AP da 13 e da Setra Companhia, com remuneração para os participantes que vão estrear dia 21 de agosto no palco do Teatro Novelas Curitibanas.

O espetáculo teatral MULTIDÃO abre inscrições para seleção de não artistas, para um processo de audições e oficinas para participação de cinco pessoas comuns na temporada que estreia em agosto no palco do Teatro Novelas Curitibanas.

Estão abertas as inscrições para pessoas comuns, para a escolha de cinco NÃO ARTISTAS fazerem parte da nova montagem do AP da 13 e da Setra Companhia de Curitiba, a partir do dia 10 de abril, com encerramento previsto para o dia 11 de maio. Os selecionados vão estrear no espetáculo MULTIDÃO, que já tem data marcada para o dia 21 de agosto, no Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge. Por meio de uma seletiva, os cinco novos integrantes vão compor o elenco que terá mais quatro artistas e um músico em cena, somando 10 atuantes no palco.

A ideia, de acordo com Eduardo Ramos, diretor e dramaturgo da peça, é encontrar pessoas que queiram compartilhar suas experiências pessoais, de diferentes áreas profissionais, em cima do palco, como oportunidade de se tornarem atores e atrizes em 18 apresentações durante a temporada. “Criamos histórias a partir da literatura, fazemos inúmeras releituras de textos teatrais já existentes, o teatro é sempre a partilha de algo que nos toca e que julgamos pertinente para os tempos atuais” comenta o diretor. Eduardo acredita que trazer NÃO ARTISTAS para o processo criativo é uma maneira de ampliar o alcance do teatro. “Queremos pessoas que estão por aí, atuando de alguma forma na vida real, e que verdadeiramente nos inspiram para contar uma boa história”, revela.

Os não artistas serão selecionados por meio de uma curadoria formada pelo diretor e profissionais da equipe, e vão integrar o elenco fixo, que além de atuar, vão dar suporte para que os amadores se sintam à vontade e possam vivenciar o processo de criação de um espetáculo de teatro. “Multidão significa um agrupamento de pessoas atuando ao mesmo tempo, então queremos também explorar a relação destes não artistas, que já são atuantes na sociedade, e que através da arte, possam encontrar um novo significado sobre sua subjetividade”, diz Eduardo.

Um dos critérios de seleção é a diversidade, pois a dramaturgia também será pautada por questões raciais, de gênero, sexualidade, e etarismo, ou seja, pessoas acima de 60 anos, de outras raças e gênero, pessoas com deficiência, e também de regiões descentralizadas de Curitiba. Haverá ainda uma remuneração para os participantes do processo criativo e da temporada, com duração de 2 meses e meio. Os selecionados vão participar de oficinas e audições de teatro para desenvolvimento do não artista no palco.

Para as inscrições, basta o interessado enviar um vídeo de até 2 minutos para o whatsapp da produção do espetáculo (41 998470906), com uma breve apresentação e além de dizer porque sua história deve ser escolhida para estar nos palcos.

Multidão é realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
MULTIDÃO
Datas:
Inscrições seletiva: 10 de abril a 11 de maio
Resultado pré-selecionados: 16 de maio
Resultado seleção: 03 de junho
Inscrições: WhatsApp Produção (41 998470906)

SOBRE A SETRA COMPANHIA
A Setra Companhia, fundada em 2013 pelo diretor e dramaturgo Eduardo Ramos, convida artistas de distintas linguagens para a feitura dos seus processos, friccionando suas obras entre o teatro, a dança e performance. Destacam-se as obras MOMMY (2016), com a atriz Rosana Stavis, CONTOS DE NANOOK, espetáculo que recebeu 2 prêmios e nove indicações no Troféu Gralha Azul. Em 2019, a Cia estreou o espetáculo FEDRA com codireção de Michelle Moura e Maikon K. no elenco, na Mostra Oficial do Festival de Curitiba. Os últimos trabalhos da Cia foram os espetáculos de dança Monstro e Família Original 3.0, realizados na Casa Hoffmann, ambos pela Mostra Solar em 2023 e 2024.

SOBRE O AP DA 13
O AP da 13 é um coletivo e espaço multicultural fundado pelo artista Eduardo Ramos, que se dedica à fricção do teatro com a dança há mais de 10 anos. De 2013 até hoje, foram 15 espetáculos tendo como norte a proposição de novas pesquisas estéticas e dramatúrgicas, na busca conceber obras que habitem um campo que transita entre o reconhecimento e a estranheza, de modo a promover experiências novas e de extrema singularidade para quem assiste aos espetáculos da Cia. Promovendo o encontro entre artistas do teatro, dança e performance, o Coletivo se destaca pela maneira que cria mecanismos entre estas linguagens. Em 2015 estreou dois espetáculos completamente singulares: Ave Miss Lonelyhearts por Gustavo Marcasse e MOMMY em parceria com a dramaturga, Mariana Mello. Em 2017, o espetáculo Contos de Nanook a partir da construção de um universo fantástico, trata das fábulas dos inuits, indígenas do Polo Norte. Em 2019, a Cia começa suas pesquisas nas reescritas dos textos clássicos a partir do mito Fedra de Eurípedes e Amor de Phaedra da dramaturga britânica Sarah Kane, estreando o espetáculo de dança teatro Fedra em: O Fantástico Mundo de Hipólito. Espetáculo convidado para a Mostra Principal do Festival de Curitiba 2019.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

FANZINE GRRRLS LAB PROMOVE FEIRA DE TROCA DE IMPRESSOS

O objetivo do evento é fomentar o intercâmbio de publicações no formato zine

Após a conclusão de um ciclo de vivências coletivas, o Fanzine Grrrls Lab, laboratório aprofundado de estudo, pesquisa e produção em zinagem, encerra suas atividades neste sábado (7), promovendo uma Feira de Troca de Zines. A atividade acontece a partir das 15h na Casa da Leitura Wilson Bueno (Avenida República Argentina, 3432).

O objetivo da feira é apresentar as criações desenvolvidas pelas pessoas participantes ao longo dos encontros da oficina. E mais: valorizar, especialmente, a cena fanzineira curitibana, bem como agentes que exploram o modo “faça você mesmo” de produzir e fazer circular arte. O evento visa promover o formato zine e estimular o escambo de autopublicações entre as pessoas participantes do laboratório com o público geral. A prática da troca é comum na cena underground, o que fomenta o intercâmbio não só de impressos, como também de ideias entre artistas e pessoas interessadas.

“Em Curitiba, as feiras de livros, impressos e produções gráficas são muito comuns e movimentam a cidade em torno da literatura e das artes visuais. Mas, quando se pensa em um espaço voltado apenas às zines, a gente ainda percebe uma grande lacuna”,
comenta Daniele Rosa, escritora, artista-zineira e uma das mediadoras do Fanzine Grrrls.

Realizado entre os meses de setembro e novembro de 2024, o laboratório foi uma experiência voltada a mulheres e pessoas não binárias de Curitiba, desenvolvida pelas artistas e pesquisadoras em zinagem Emanuela Siqueira e Hell, além de Daniele.

“Do it yourself!”

A fanzine é um formato de mídia independente e democrática, realizada com poucos recursos e em tiragens reduzidas, para circular entre um público interessado em determinado assunto. Entusiasta da cena zineira desde os 15 anos de idade, Emanuela
afirma que promover a zine enquanto plataforma acessível é fomentar a potência de ocupar os espaços com a arte. “É também potencializar a voz autoral de pessoas que não teriam condições de publicar seus trabalhos ou de quem prefere a liberdade estética frente às caretices do mercado editorial”, completa.

“Mesmo a zine sendo tão democrática, eu não achava que era pra mim. Por cobranças excessivas, procrastinação, perfeccionismo. Quando vi a oportunidade do lab, vibrei e, logo no primeiro encontro, fiquei inspiradíssima”, conta Acácia Freire, umas  das participantes. A partir do laboratório, a publicitária desenvolveu “Saber Odara”, zine que reúne recortes, fotos, escritos e dobraduras para falar sobre a experiência de conhecer
Salvador/BA sozinha. “Foi um processo terapêutico, complexo, mas muito divertido e gratificante”.

Além da zine de Acácia, a feira apresenta produções de outras 15 artistas, que transitam entre críticas de filmes, discos e cafés, discussões sobre gênero e sexualidade até histórias sobre freiras, sonhos e cinzas. Não haverá comercialização de fanzines, a fim
de endossar o movimento da troca. Além disso, durante a feira, acontece um bate-papo entre ministrantes, participantes e público, para partilha de processos criativos.

Com realização da Canô Produções e apoio cultural da Itiban Comic Shop e do Manifesto Cafe, Fanzine Grrrls Lab é um projeto realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Serviço:
Feira de Troca de Zines | Fanzine Grrrls Lab
07/12 (sábado), a partir das 15h
Casa da Leitura Wilson Bueno | Portão Cultural
Avenida República Argentina, 3432 – Portão, Curitiba
Entrada franca

Ficha técnica:
Daniele Rosa e Emanuela Siqueira | ministrantes
Hell | consultoria em acessibilidade
Anna Carolina Azevedo | produção executiva e coordenação de projeto
Natasha Tinet | design gráfico

 

OFICINA “JOGOS EM MOVIMENTO” PROMETE DIVERSÃO E CRIATIVIDADE AOS AMANTES DO TEATRO

Atividade acontece de forma gratuita, no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta

Já estão abertas as inscrições gratuitas para a oficina “Jogos em Movimento”, que acontece dia 09 de novembro, sábado, das 9h às 12h, no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta. A iniciativa tem como objetivo proporcionar uma experiência teatral diferente, onde diversão e criatividade se juntam por meio de jogos dinâmicos.

A Oficina é destinada para todas as pessoas, maiores de 16 anos, que desejam conhecer ou se desenvolver no teatro e nas criações de cenas. Não é necessário ter experiência prévia no teatro. Durante o workshop, todos terão a oportunidade de participar de diferentes formas de expressão e criar conexões significativas através dos jogos, que vão desde tabuleiros aos baralhos de cartas que nos acompanham desde a infância.

A oficina “Jogos em Movimento” é uma realização do Grupo Reakta, um grupo independente de teatro e audiovisual fundado em 2019 por Celine Liris e Juliana Nortok, que serão as responsáveis por ministrar a oficina. “Nossa proposta é desenvolver metáforas para criação de cenas através de brincadeiras e jogos que já estão intrínsecos no nosso repertório pessoal”, explica Celine, que atua nas Artes Cénicas há dez anos e no audiovisual há três anos.

Juliana, por sua vez, também tem ampla experiência em Artes Cênicas, pesquisa a subjetividade na escrita dramatúrgica e criação de cena. Atualmente, ambas trabalham no desenvolvimento do roteiro de longa-metragem TRAVESSIA, uma história sáfica que faz um intercâmbio cultural entre Brasil e Japão em sua narrativa.

A oficina Jogos em Movimento recebe o apoio do Espaço Excêntrico Mauro Zanatta, PAR Coworking, Manana Cafés, Padaria América e Semente de Girassol. A ação faz parte de um projeto financiado pelo Programa de Apoio e Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Serviço:
Oficina: Jogos em Movimento
Data: 09/11 – sábado
Horário: 9h às 12h
Local: Espaço Excêntrico Mauro Zanatta
Inscrições: Gratuitas até 04/11 através deste link
Saiba mais em https://www.instagram.com/gruporeakta/
Fotos: Florebela Letícia.

TEATRO PAIOL RECEBE O PALCO DIFUSOR DA BANANEIRA BRASS BAND PARA SHOW DE LANÇAMENTO DE NOVO EP

Cinco artistas selecionados para o Palco Difusor dividem o palco do Teatro Paiol em grande show com Bananeira Brass Band para lançamento do novo EP. Créditos: Miriane Figueira.

As cinco músicas gravadas com os cinco novos nomes da música autoral curitibana entram nas plataformas digitais dia 16 de julho e são apresentadas em grande show de lançamento, no dia 25 de julho, fruto da imersão em produção musical realizada pelo coletivo em 2023.

Dia 25 de julho, é o dia de celebrar e apresentar ao público o resultado de um ano de trabalhos imersivos na produção musical, realizado pelo coletivo Bananeira Brass Band em parceria com a Diversa Produções, o Palco Difusor. Artistas da cena autoral curitibana: Betania Hernandez, Dharma Jhaz, Princesas do Ritmo, Lele Farah e Sem Registro, são os nomes que estão no novo EP – Palco Difusor, que traz além de musicalidades diversas, uma troca de experiências que serão compartilhadas com a plateia que se formará no Teatro Paiol, em apresentação única e gratuita.

Antecede o grande show, o lançamento do EP – Palco Difusor, nas principais plataformas digitais no dia 16 de julho, e também as sessions no YouTube, com início no dia 18 a 23 de julho. De acordo com a produtora e gestora cultural, Pri de Morais, o acesso antes do show, vai permitir que o público conheça o trabalho e chegue no Paiol com as músicas em mente. “A ideia do projeto é impulsionar a carreira destes artistas com a produção de singles, vídeos, ensaios fotográficos e toda a vivência com outros musicistas em estúdio. Também trazer pro conhecimento do público o que a música autoral de Curitiba está fermentando de mais atual”, conta.

O projeto Palco Difusor nasceu do desejo de descentralizar ações culturais na capital. Dessa forma o coletivo Bananeira Brass Band e a Diversa Produções, criaram em 2023 o projeto, que circulou por cinco Regionais e selecionou em edital os cinco artistas com trabalhos autorais para uma imersão completa no processo da produção musical, incluindo vivência no Estúdio Aroeira e grande show de encerramento para apresentar ao público as novidades musicais.

De acordo com Audryn Souza, musicista integrante da Bananeira e idealizador do projeto, o intuito do circuito foi difundir o funcionamento do mercado da música autoral curitibana em três frentes de profissionalização: “os artistas selecionados ganham com a produção de material profissional; a Bananeira Brass Band ganha com o intercâmbio artístico; toda a equipe de produção, comunicação e estúdio ganha com o amadurecimento de sua atuação na cena da cidade”, revela.

Na primeira etapa foi lançado o edital de chamamento. Os 81 inscritos passaram por uma seletiva com os produtores musicais e curadores do Palco Difusor – Erica Silva, Bface e Gian Lucca, que levaram os cinco artistas selecionados para a próxima fase com encontros de criação junto a Bananeira Brass Band em estúdio para trabalhar e ensaiar repertório de show, gravação de single e live session.

Dentro do Palco Difusor, os artistas também tiveram acesso a apresentações nas Regionais de Curitiba. Segundo Pri de Morais, a ideia foi fazer do Palco Difusor um multiplicador nas comunidades, a fim de democratizar o acesso à produção e consumo cultural. “É uma proposta que visa a amplificação do ecossistema da música independente curitibana através da integração de diversas regiões da cidade buscando fortalecimento da economia cultural e profissionalização de todos os agentes culturais envolvidos”.

Com isso o projeto contou com ações sociais e integração com o público em cada Regional, com a realização de cinco oficinas de percussão direcionadas para instituições que atendem adultos em situação de vulnerabilidade social, seguidas de apresentações da Bananeira Brass Band, em cortejo acústico.

Palco Difusor é um projeto realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba com o incentivo da Celepar e Phil Young’s.

SERVIÇO:
Lançamentos:
Dia 16 de julho: EP disponível em todas as plataformas digitais.
Dias 18 a 23 de julho: lançamentos sessions no Youtube
Show Palco Difusor
Local: Teatro Paiol (Rua Cel. Zacarias, 51 – Prado Velho)
Data: 25 de julho de 2024
Horário: 20h
Ingressos: gratuitos (distribuição 1h antes)
Classificação: 12 anos

Sobre a Bananeira Brass Band
A Bananeira Brass Band é um coletivo de sopros e percussão que surge no cenário musical de Curitiba no ano de 2015 com o propósito de trazer a experiência que seus integrantes tiveram em sua formação musical através das bandas marciais e fanfarras difundindo e valorizando a música instrumental por meio de um show dançante em espírito festivo.  A discografia da Bananeira Brass Band conta com o EP #PotassioNeles (2018) e o álbum Feira Livre (2021), indicado ao Grammy Latino 2022 na categoria Melhor Projeto Gráfico de um Álbum.

A formação instrumental da Bananeira Brass Band é inspirada nas bandas de rua de New Orleans e na cultura das Brass Bands (bandas de sopros). Apesar da influência de grupos estrangeiros, a banda busca trazer em seu repertório autoral a música brasileira, explorando ritmos dançantes de todas as regiões do Brasil, misturando gêneros musicais que vão do funk ao baião.

Formação atual da Bananeira Brass Band: 
Audryn Souza (trompete)
Denusa Castellain (saxofone)
Emilyn Shayene (trombone)
Fernanda Cordeiro (trombone)
Lucas Ramos (trompete)
Luís Fernando Diogo (percussão)
Luís Rolim (percussão)
Pierre de Cerjat (sousafone)

Sobre os cinco novos nomes da música: 

Betania Hernandez
É musicista e começou muito cedo. Aos 8 anos, entrou no Sistema  Nacional de Orquestra da Venezuela e formou-se em bacharel em Composição e Criação Musical, na Uniarte, em Caracas, na Venezuela. Logo depois da graduação, migrou para o Brasil, tornou-se mestre em Estudos Latino-Americanos pela Universidade Unila, em Foz do Iguaçu. A artista já lançou dois álbuns: Passos do Vento e  Lua, Sol, Mar e Estrelas pela sua própria  produtora. Fez parte do Palco Difusor e com a Bananeira Brass Band compôs a música: Tudo de Nós. Segundo Betania, enquanto mulher imigrante, é a liberdade que foi dada às mulheres artistas criadoras, o que tornou a experiência tão rica e necessária para o território curitibano e para todos.

Sem Registro
O grupo veio somar ao projeto trazendo  influências da música eletrônica, rap e do funk adicionando ao som orgânico da Bananeira Brass Band as nuances do sintético numa pegada mais cyberpunk do estilo “Garage”. O grupo tem como  pilar principal e a ponte entre todos os integrantes o Rafael Ludvich. Foi ele quem uniu os fundadores há aproximadamente 6 anos. Sobre a trajetória do grupo, em 2022, em um evento organizado pelo artista “Bface” em parceria com a Budweiser fizeram a abertura do show da dupla de artistas do Rio de Janeiro “Pumapjl”. Para os integrantes do grupo, a participação no projeto deu uma experiência singular de conhecer um estúdio profissional e desenvolver um projeto com outros artistas.

Dharma Jhaz
Travesti multi-instrumentista, cantora, produtora musical, rapper e performer sonora, desenvolve através dos instrumentos de sopro, voz, corpo e performance, experimentações empíricas baseadas em elementos intercontinentais da cultura latina, afro-brasileira, jazz e punk. Tem em suas referências a música brasileira no free jazz mestiço, manifestado nas Jam Sessions e Lives que participa em colaboração com diversos artistas da cena da música experimental e eletrônica nacional e internacional. A artista acredita que a possibilidade de consolidar o conceito autoral Punk Jazz no projeto, pode inspirar as novas gerações a conhecerem o que uma travesti pode fazer, muito além dos estigmas e preconceitos que nos limitam a estatísticas trágicas, e a marginalização.

Lele Farah
Desde da infância envolvida com música por conta do trabalho do pai, que é produtor musical e multi-instrumentista. Após a pandemia juntou-se com um grupo de amigos que já estavam no processo de iniciar uma gravadora voltada ao gênero rap. Em sua trajetória, ela lançou uma sequência de singles que vem elaborando nos últimos 2 anos. As maiores conquistas profissionais foram as participações no palco do festival de bolso no Jazz Festval, aberturas de shows para artistas como Dalsin, Yago Oproprio e ADL do Favela Vive. A artista afirma que a participação no Palco Difusor possibilitou a troca artística com grandes músicos e de certa forma ter a experiência completa de fazer shows, gravação de estúdio, gravação de videoclipes, sessão  de fotos e todo processo em si.

Princesas do Ritmo
As integrantes da Banda se conheceram na Ong Passos da Criança, na Vila Torres, em Curitiba, que tem como princípio básico fortalecer o empoderamento feminino através da musicalidade afro. Maíra, Geovana, Sabrina, Catherine e Polyana se uniram para  formar uma banda de percussão e levar a música a diferentes  espaços públicos, descentralizando a cultura, aproximando a comunidade a sua ancestralidade. A banda já recebeu Menção Honrosa e também elas já participaram de eventos em parceria com a Sanepar em diversos espaços e projetos culturais celebrando o mês da Consciência Negra. No Palco Difusor, as Princesas trouxeram o swing do axé, do samba reggae promovendo autoestima e o protagonismo de mulheres pretas. De acordo com as integrantes da banda, houve um grande crescimento musical.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

BRASIS NO PAIOL APRESENTA JULIANA LINHARES E JOSYARA JUNTAS EM SHOW INÉDITO EM CURITIBA

Juliana Linhares e Josyara. Fotografia de Elisa Mendes.

Nomes de destaque da música contemporânea brasileira, dupla é atração de julho em projeto realizado no Teatro do Paiol

Duas das mais celebradas artistas da música brasileira se uniram para criar um show cheio de beleza, potência e poesia. A potiguar Juliana Linhares e a baiana Josyara trazem a Curitiba essa parceria inédita, em show na edição de julho do projeto Brasis no Paiol. O encontro será no dia 18 de julho, quinta-feira, às 20h, no Teatro do Paiol. Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada) e serão vendidos pela plataforma pixta.me a partir de 01 de julho, às 7h.

O primeiro encontro das duas artistas no palco aconteceu há oito anos. “Cantamos pela primeira vez em Salvador. Isso foi em 2016, no show do Pietá, projeto do qual a Juliana faz parte. De lá pra cá, foram  muitos encontros musicais em palcos, vida e amizade”, relembra Josyara.

Para o Brasis no Paiol, o show terá canções de ambos os trabalhos autorais, além de algumas releituras que ligam artisticamente Juliana Linhares e Josyara.

Juliana Linhares
Cantora, compositora e atriz potiguar, lançou em 2021 seu álbum de estreia, “Nordeste Ficção”. Artista nascida em Natal, Juliana foi viver no Rio de Janeiro em 2010, mudança que deu a ela um lugar de observação privilegiado a respeito dos clichês com que o resto do país enxerga o Nordeste. Com o sucesso do álbum, a faixa “Bombinha”, foi trilha sonora da novela “Mar do Sertão”, da Rede Globo, que contou também com participação de Juliana Linhares como atriz em um dos capítulos. A música também foi regravada no último álbum de Daniela Mercury, lançado para o carnaval de 2022. Em 2023, a faixa “Balanceiro” tornou-se tema da personagem de Juliana Paes no remake de “Renascer”.

Josyara
Cantora, compositora, instrumentista e produtora musical natural de Juazeiro, no interior da Bahia, Josyara traz em suas composições um olhar sensível sobre seu cotidiano e sua história, embaladas por um violão percussivo e potente. Em 2018, lançou seu primeiro disco, “Mansa Fúria”, pelo Edital da Natura Musical, sendo um dos discos mais elogiados do ano pela imprensa musical e que lhe rendeu as indicações para melhor disco do ano pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Artes) e Revelação do Ano, no Prêmio Multishow. Em 2020, em parceria com Giovani Cidreira lançou “Estreite (Joia Moderna)”. Em 2022, a artista lançou seu segundo disco solo pela Deck Music, “ÀdeusdarÁ”.

Confira as próximas datas do Brasis no Paiol 2024:
– 15 de agosto: Dharma Jhaz (PR)
– 12 de setembro: Kiko Dinucci (SP)

Brasis no Paiol
O projeto Brasis no Paiol é uma iniciativa cultural realizada desde 2012 em Curitiba pela produtora Bina Zanette (Santa Produção) e pelo produtor Heitor Humberto (Fineza Comunicação e Cultura). Com mais de 140 shows apresentados desde sua primeira temporada com artistas de diferentes regiões do país, é um dos projetos musicais independentes em atividade mais longevos do Brasil, consolidando-se como importante veículo de divulgação de trabalhos contemporâneos independentes e de formação de público em Curitiba.

Em 2024, o Brasis no Paiol conta com o apoio do mandato Maria Leticia, Effex – Tecnologia e Criação, restaurante Na Casa Delas, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.

Serviço:
Brasis no Paiol convida Juliana Linhares e Josyara
18 de julho, quinta, às 20h
Local: Teatro do Paiol – Praça Guido Viaro, s/n, Prado Velho, Curitiba
Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Vendas a partir das 7h de 01/07 em https://pixta.me/u/brasis-no-paiol-apresenta-juliana-linhares-e-josyara
Informações: @santaproducao

PROJETO MULHERES QUE RIMAM FAZ PREMIERE DE VIDEOCLIPE NA CINEMATECA

Da esquerda para direita: Evy’O, Brenda Calbaizer, Cris (SNJ) Negona, Diva Ganjah, Liah Vitória. Foto: Thiago Krieger.

Em uma iniciativa que enaltece os símbolos da resistência feminina no hip hop, o Projeto Mulheres Que Rimam exibe videoclipe inédito que conta com a participação das artistas Cris Negona (SNJ), Diva Ganjah, Brenda Calbaizer, Evy’O, Liah Vitória e Manuella Head. A premiere acontece no dia 23 de junho na Cinemateca de Curitiba, às 19 horas; seguida de bate-papo e pocket show, com presença de intérprete em Libras.

Ao conectar mulheres de diversas gerações, o videoclipe traz um recorte audiovisual da realidade periférica sob o ponto de vista feminino e evidencia o poder da arte como lugar de fala, resistência e luta. As cenas foram gravadas no estúdio Gramofone+, na Praça 19 de Dezembro e na Vila Torres, com participação de expressões do hip hop e da comunidade local.

O momento é uma grande realização para essas seis artistas que, juntas, trazem na bagagem a militância pelos direitos das mulheres, crianças, população negra e indígena e pela preservação do meio ambiente. Mais informações sobre essas trajetórias e trocas de conhecimento entre as participantes estão disponíveis em um vodcast no YouTube.

Além da produção musical e da obra de curta-metragem, dentre as atividades do projeto também são ofertadas duas oficinas gratuitas, sendo que uma delas está prevista para agosto e tem a proposta de democratizar o acesso aos procedimentos de cadastros dos autores de obras musicais, ao capacitar artistas independentes para que consigam gerar seus códigos (Ecad, ISRC’s, UPC’s).

A obra “Mulheres Que Rimam” será lançada nas plataformas digitais do Aoca Cultural apenas em julho e a premiere é uma oportunidade única de conferir o conteúdo na íntegra antes mesmo do seu lançamento oficial. Após a exibição, todos são convidados para uma roda de conversa sobre o processo de produção e haverá um pocket show com as rappers curitibanas. O videoclipe possui medidas de acessibilidade e o evento conta com intérpretes em Libras.

Projeto realizado via Lei Paulo Gustavo, com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura, Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Serviço
Premiere do Videoclipe Mulheres que Rimam, com pocket show e bate papo
Ingressos: Gratuitos
Data: 23/06/2024, domingo
Horário: das 19h00 às 20h45
Local: Cinemateca de Curitiba
Endereço: Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 – São Francisco, Curitiba
Créditos fotos: Thiago Krieger, Hektor Kister, Patricia Grabowski.

Uma Produção Aoca Cultural e Ariramba Produções Culturais, com coprodução Gramofone+ e colaboração WS Produtora Audiovisual e Bridge Produções.

Instagram do Projeto: @mulheresquerimam
Canal de lançamento no YouTube: @aocacultural
Contato e agenda de entrevistas: imprensa@aocacultural.com.br

Cris Negona. Foto: Patrícia Grabowski.
Liah Vitória. Foto: Patrícia Grabowski.
Brenda Calbaizer. Foto: Patrícia Grabowski.
Diva Ganjah. Foto: Patrícia Grabowski.