ESPETÁCULO ALGO PASA AQUI REALIZA TEMPORADA NO ESPAÇO FANTÁSTICO DAS ARTES

Foto: Guilherme Danelhuk.

A peça reúne dois coletivos curitibanos para a montagem de dramaturgia inédita de Vinicius Medeiros.

Estreia na capital paranaense “algo pasa aqui”, um espetáculo inédito que reúne em parceria dois grupos artísticos de Curitiba: a Companhia Projétil de Teatro e a TEATRO SECALHAR. A temporada começa nesta quinta-feira, dia 03 de novembro, e segue até o dia 27 de novembro no Teatro Espaço Fantástico das Artes (Rua Trajano Reis, 41 – São Francisco) de quinta a sábado às 20h e nos domingos com sessões duplas às 18h e às 20h. Serão vinte apresentações para público espontâneo e os ingressos gratuitos deverão ser retirados uma hora antes do espetáculo (sujeito a lotação). Em cinco dessas apresentações haverá intérprete de libras. A montagem parte do texto inédito escrito em 2019 pelo dramaturgo Vinicius Medeiros no Núcleo de Dramaturgia do SESI PR.

Dirigida por Fernando Vettore, a peça se passa em uma sacada em Valparaíso no Chile. Em cena, os atores Igor Kierke e Paulo Soares tentam se comunicar a partir das distâncias entre um corpo brasileiro e outro venezuelano. Duas nacionalidades, dois idiomas, três países. Insistem na comunicação, reconhecem, no rosto um do outro, nos dentes gastos, uma história conjunta pregressa. Tentam lembrar. Sonham uma história por fazer, história coletiva de reordenação do futuro; sonham uma língua nova, na qual possam dizer o que ainda não foi dito. Descobrem: não estão sós. São eles, os dois e mais milhões e milhões. Por toda parte. Pela rua. As fronteiras não durarão muito mais.

SERVIÇO:
ESPETÁCULO ALGO PASA AQUI
Teatro Espaço Fantástico das Artes (Rua Trajano Reis, 41 – São Francisco).
27 de outubro a 27 de novembro
quinta a domingo às 20h
sessões extras nos domingos às 18h
sessões com tradução para Libras 05/11 (sábado) – 20h,  10/11 (quinta-feira) – 20h, 19/11 (sábado) – 20h, 20/11 (domingo) – 18h, 25/11 (sexta-feira) – 20h.

FICHA TÉCNICA:
Dramaturgia: Vinicius Medeiros
Direção: Fernando Vettore
Elenco: Igor Kierke e Paulo Soares
Direção de Produção: Keila Aquino
Assistente de Produção: Karina Rozek
Trilha Sonora Original: Gilson Fukushima
Letra e voz da canção “O que importa?” – Thiago Menegassi
Preparação Vocal: Edith de Camargo
Preparação Corporal: Milena Plahtyn
Cenógrafo e Figurinista: Paulo Vinícius
Cenotécnico: Fabiano Hoffmann
Contrarregras: Amanda Curedes e Yura
Aderecista: Jade Giaxa
Visagista: Rafael Rodrigues
Iluminador e Operador de Luz: Alan Cristian
Operadora de Som: Fernanda Peyerl
Intérprete de Libras: Jonatas Medeiros
Consultora de Espanhol: Emília Moreira
Design gráfico: Adriana Alegria
Assessoria de Imprensa: Vitória Gabarda
Mídias Sociais: Jade Giaxa e Keila Aquino
Criação de Teaser: Guilherme Danelhuk
Registro Audiovisual: Larissa de Lima
Fotógrafa: Elenize Dezgeniski

AUTÔMATOS – SELF DA INEXISTÊNCIA

Autômatos / foto: Juliana Luz

Temporada do espetáculo: autômatos – self da inexistência no teatro novelas curitibanas de 03 a 13 de maio (quinta a domingo). Horário: 20:00

Sobre o espetáculo:
Um espetáculo sobre a vida líquida, quando o humano se desfaz em várias fases de liquidez.

Sobre a ausência de tudo e excesso do nada, sobre um olhar perdido que abraça o vazio e busca a inexistência sem nem saber o que se busca. Num discurso que instala a ambiguidade entre a autonomia e automatização, quando a existência se transforma numa metáfora indecifrável. Uma peça sobre tantas coisas, mas com a perspectiva no esvaziamento de sentido e da essência. Sobre a contradição. Quando se busca fotografar uma falsa essência e se convence que ela é verdadeira, mesmo que forjada pelo próprio fotógrafo. Assim é a self, o forjamento de um eu interior, de um eu construído.  

A nova montagem da Cia Laica tem como tema central a automatização e a efemeridade das relações humanas. Num tempo em que se precisa ter opinião sobre tudo, em que se é consumido por uma iminente angustia de não poder estar em todos os eventos e o desejo de ter um duplo se materializa. Nesse tempo em que a velocidade de neologismos boicotam a linguagem e criam uma babel, no qual se mata os desejos lambendo a representação. Quando se fotografa para existir ou para se apagar, instalando um misto de agonia e êxtase. Quando o aparato da cegueira, por contradição, é um aparato visual.

O espetáculo fala sobre a degradação humana, da linguagem. Ao ponto que as figuras, “personagens”, vão perdendo a linguagem.

Autômatos é um espetáculo cheio de referências, literárias, filosóficas, cotidianas e práticas, justamente para se conectar a esse mundo efêmero, sobreposto, virtualizado, eletrizado que vivemos, onde o pensamento vai se adaptando de forma vertiginosa a uma espécie de embriagamento, anestesia ou ansiedade existencial. Muitas dessas questões estão norteadas pela hipótese: como viver num tempo que só existe presente?

A “dramaturgia” vai se construindo a partir de ícones, com situações condensadas que se fecham em si como pequenos monólogos egoístas, mas também estão interligadas quase sempre pelo fator temático, da massificação, da perda de identidade, da escolha pelo simulacro em detrimento do real, entre outras questões, para aludir a linguagem da informação computadorizada. Para isso, a encenação explorou todos os elementos da linguagem teatral para dar suporte a linearidade do enredo que parece fragmentado. Além disso, a estrutura narrativa se utilizou também de alegorias, com o mesmo propósito.  

A montagem não se enquadra diretamente a nenhum gênero literário ou da linguagem teatral, isso, fortemente, pelo fator temático, mas também por uma opção estética do próprio grupo, que busca experimentar a dramaturgia da imagem associando a linguagem do teatro de animação.

Para o desenvolvimento temático e pedagógico-teatral, tivemos como fonte de estudo filosófico principal o livro “Vida Líquida” de Zygmunt BAUMAN, além dos contos “O Homem de Areia” e “Autômatos” de Ernst Theodor Amadeus Hoffmann. O processo de montagem teve como premissa investigar uma série de procedimentos que contemplem o OLHAR como elemento de linguagem, assim sendo, experimentamos o “Campo de Visão” de Marcelo LAZZARATTO, bem como alguns princípios do teatro de animação e exercícios que enfatizem o olhar. Esses recursos foram investigados e desenvolvidos no processo como principal elemento motriz para a construção dramatúrgica, entendendo dramaturgia como aquilo que organiza a emergência de signos da ação teatral. Esse entendimento é fundamental para reconhecer que a dramaturgia do espetáculo, bem como o processo, entendem que a encenação se faz pela sintaxe verbal, visual e sonora. Contudo, mesmo tendo essas fontes, pouco é possível se reconhecer algumas dessas referências literárias no trabalho, uma vez que elas tiveram mais uma função subjetiva que objetiva e que elas foram atualizadas e adaptadas para situações cotidianas e metafóricas. Um espetáculo polifônico e intertextual, excitado por esse estado de inúmeros atravessamentos, de pensamentos e de ausências.

SERVIÇO:
Companhia: Cia Laica
Data: Temporada 03 a 13 de maio (quinta a domingo)
Horário: 20:00
Local: Teatro Novelas Curitibanas (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222 – São Francisco, Curitiba – PR)
Ingressos: Pague quanto quiser
Gênero: Musical experimental com teatro de animação
Técnica: Animação híbrida e máscaras
Faixa etária indicada: Classificação Indicativa +16 anos
Duração: 80 minutos.
Informações:
Janaina Graboski (Produtora) Telefone: (41) 9 9937 8807
Jean Cequinel (Produtor) Telefone: (41) 9 9615 7588
Email: cialaica@gmail.com 
Site: http://cialaica.webnode.com/espetaculos/automatos/

FICHA TÉCNICA: 
PRODUÇÃO: Cia Laica
DIREÇÃO: Fábio Nunes Medeiros
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: Fernando Vettore e Vinícius Précoma
DRAMATURGIAS (verbal e visual): Fábio Nunes Medeiros
ELENCO: Jade Giaxa, Janaina Graboski, Jean Cequinel, João Muniz, Mauricio Gabardo, Paulo Soares, Robson Rosseto, Tainá Roma;
MÚSICA ORIGINAL E ARRANJOS: Ariel Rodrigues
LETRAS DAS MÚSICAS: Fábio Nunes Medeiros, Ariel Rodrigues
PREPARAÇÃO VOCAL: André de Souza
PROJEÇÕES: Pedro Carregã e Renan Turci
ILUMINAÇÃO: Nadia Luciani
CENÁRIO E FIGURINO: Fábio Nunes Medeiros
PREPARAÇÃO CORPORAL: Elke Siedler
VISUALIDADES E FORMAS ANIMADAS: Anne Caetano, Fábio Nunes Medeiros, Flávio Marinho, Janaina Graboski, Janilson Pacheco, Jean Cequinel, João Daniel Vidal, Luiza Moura, Vitor Hugo Von Holleben
MAQUIAGEM: Janaina Graboski
COSTURA: Deo Araújo e Juraci Carneiro
STORYBOARD: Vitor Hugo Von Holleben
ASSISTÊNCIA DE PALCO: Ana Paula Melgarejo; Francisco Junior
OPERAÇÃO DE PROJEÇÃO: Pedro Carregã e Daniele Mariano
OPERAÇÃO DE SOM: Ariel Rodrigues
OPERAÇÃO DE LUZ: Nadia Luciani; Vinícius Précoma; Ana Paula Melgarejo
EQUIPE DE MONTAGEM: Ana Paula Melgarejo; Anne Caetano; Lucas Berthier Cardoso
DESIGNER GRÁFICO: Renan Turci
FOTOGRAFIA: Juliana Luz, Janilson Pacheco, Renan Turci, Vitor Hugo Von Holleben,
TEASER: Renan Turci
FILMAGENS: Renan Turci e Vitor Hugo Von Holleben
REALIZAÇÃO: Cia Laica
APOIO INSTITUCIONAL: FAP – Faculdade de Artes do Paraná da UNESPAR:
Grupo de pesquisa Campo de Visão: formação do espectador-artista-professor de Teatro; Projeto de Extensão Poéticas Tridimensionais;
LABIC – laboratório de iluminação cênica