Blogue FATO Agenda divulga: 1) vagas e oportunidades em comunicação social, mkt e design em Curitiba e região. 2) Agenda cultural da cidade. 3) Livros e discos de vinil (do Sebinho FATO Agenda). Editado há 17 anos (desde 2009) pelo jornalista Leandro Hammerschmidt.
A peça reúne dois coletivos curitibanos para a montagem de dramaturgia inédita de Vinicius Medeiros.
Estreia na capital paranaense “algo pasa aqui”, um espetáculo inédito que reúne em parceria dois grupos artísticos de Curitiba: a Companhia Projétil de Teatro e a TEATRO SECALHAR. A temporada começa nesta quinta-feira, dia 03 de novembro, e segue até o dia 27 de novembro no Teatro Espaço Fantástico das Artes (Rua Trajano Reis, 41 – São Francisco) de quinta a sábado às 20h e nos domingos com sessões duplas às 18h e às 20h. Serão vinte apresentações para público espontâneo e os ingressos gratuitos deverão ser retirados uma hora antes do espetáculo (sujeito a lotação). Em cinco dessas apresentações haverá intérprete de libras. A montagem parte do texto inédito escrito em 2019 pelo dramaturgo Vinicius Medeiros no Núcleo de Dramaturgia do SESI PR.
Dirigida por Fernando Vettore, a peça se passa em uma sacada em Valparaíso no Chile. Em cena, os atores Igor Kierke e Paulo Soares tentam se comunicar a partir das distâncias entre um corpo brasileiro e outro venezuelano. Duas nacionalidades, dois idiomas, três países. Insistem na comunicação, reconhecem, no rosto um do outro, nos dentes gastos, uma história conjunta pregressa. Tentam lembrar. Sonham uma história por fazer, história coletiva de reordenação do futuro; sonham uma língua nova, na qual possam dizer o que ainda não foi dito. Descobrem: não estão sós. São eles, os dois e mais milhões e milhões. Por toda parte. Pela rua. As fronteiras não durarão muito mais.
SERVIÇO: ESPETÁCULO ALGO PASA AQUI Teatro Espaço Fantástico das Artes (Rua Trajano Reis, 41 – São Francisco). 27 de outubro a 27 de novembro quinta a domingo às 20h sessões extras nos domingos às 18h sessões com tradução para Libras 05/11 (sábado) – 20h, 10/11 (quinta-feira) – 20h, 19/11 (sábado) – 20h, 20/11 (domingo) – 18h, 25/11 (sexta-feira) – 20h.
FICHA TÉCNICA: Dramaturgia: Vinicius Medeiros Direção: Fernando Vettore Elenco: Igor Kierke e Paulo Soares Direção de Produção: Keila Aquino Assistente de Produção: Karina Rozek Trilha Sonora Original: Gilson Fukushima Letra e voz da canção “O que importa?” – Thiago Menegassi Preparação Vocal: Edith de Camargo Preparação Corporal: Milena Plahtyn Cenógrafo e Figurinista: Paulo Vinícius Cenotécnico: Fabiano Hoffmann Contrarregras: Amanda Curedes e Yura Aderecista: Jade Giaxa Visagista: Rafael Rodrigues Iluminador e Operador de Luz: Alan Cristian Operadora de Som: Fernanda Peyerl Intérprete de Libras: Jonatas Medeiros Consultora de Espanhol: Emília Moreira Design gráfico: Adriana Alegria Assessoria de Imprensa: Vitória Gabarda Mídias Sociais: Jade Giaxa e Keila Aquino Criação de Teaser: Guilherme Danelhuk Registro Audiovisual: Larissa de Lima Fotógrafa: Elenize Dezgeniski
Temporada do espetáculo: autômatos – self da inexistência no teatro novelas curitibanas de 03 a 13 de maio (quinta a domingo). Horário: 20:00
Sobre o espetáculo: Um espetáculo sobre a vida líquida, quando o humano se desfaz em várias fases de liquidez.
Sobre a ausência de tudo e excesso do nada, sobre um olhar perdido que abraça o vazio e busca a inexistência sem nem saber o que se busca. Num discurso que instala a ambiguidade entre a autonomia e automatização, quando a existência se transforma numa metáfora indecifrável. Uma peça sobre tantas coisas, mas com a perspectiva no esvaziamento de sentido e da essência. Sobre a contradição. Quando se busca fotografar uma falsa essência e se convence que ela é verdadeira, mesmo que forjada pelo próprio fotógrafo. Assim é a self, o forjamento de um eu interior, de um eu construído.
A nova montagem da Cia Laica tem como tema central a automatização e a efemeridade das relações humanas. Num tempo em que se precisa ter opinião sobre tudo, em que se é consumido por uma iminente angustia de não poder estar em todos os eventos e o desejo de ter um duplo se materializa. Nesse tempo em que a velocidade de neologismos boicotam a linguagem e criam uma babel, no qual se mata os desejos lambendo a representação. Quando se fotografa para existir ou para se apagar, instalando um misto de agonia e êxtase. Quando o aparato da cegueira, por contradição, é um aparato visual.
O espetáculo fala sobre a degradação humana, da linguagem. Ao ponto que as figuras, “personagens”, vão perdendo a linguagem.
Autômatos é um espetáculo cheio de referências, literárias, filosóficas, cotidianas e práticas, justamente para se conectar a esse mundo efêmero, sobreposto, virtualizado, eletrizado que vivemos, onde o pensamento vai se adaptando de forma vertiginosa a uma espécie de embriagamento, anestesia ou ansiedade existencial. Muitas dessas questões estão norteadas pela hipótese: como viver num tempo que só existe presente?
A “dramaturgia” vai se construindo a partir de ícones, com situações condensadas que se fecham em si como pequenos monólogos egoístas, mas também estão interligadas quase sempre pelo fator temático, da massificação, da perda de identidade, da escolha pelo simulacro em detrimento do real, entre outras questões, para aludir a linguagem da informação computadorizada. Para isso, a encenação explorou todos os elementos da linguagem teatral para dar suporte a linearidade do enredo que parece fragmentado. Além disso, a estrutura narrativa se utilizou também de alegorias, com o mesmo propósito.
A montagem não se enquadra diretamente a nenhum gênero literário ou da linguagem teatral, isso, fortemente, pelo fator temático, mas também por uma opção estética do próprio grupo, que busca experimentar a dramaturgia da imagem associando a linguagem do teatro de animação.
Para o desenvolvimento temático e pedagógico-teatral, tivemos como fonte de estudo filosófico principal o livro “Vida Líquida” de Zygmunt BAUMAN, além dos contos “O Homem de Areia” e “Autômatos” de Ernst Theodor Amadeus Hoffmann. O processo de montagem teve como premissa investigar uma série de procedimentos que contemplem o OLHAR como elemento de linguagem, assim sendo, experimentamos o “Campo de Visão” de Marcelo LAZZARATTO, bem como alguns princípios do teatro de animação e exercícios que enfatizem o olhar. Esses recursos foram investigados e desenvolvidos no processo como principal elemento motriz para a construção dramatúrgica, entendendo dramaturgia como aquilo que organiza a emergência de signos da ação teatral. Esse entendimento é fundamental para reconhecer que a dramaturgia do espetáculo, bem como o processo, entendem que a encenação se faz pela sintaxe verbal, visual e sonora. Contudo, mesmo tendo essas fontes, pouco é possível se reconhecer algumas dessas referências literárias no trabalho, uma vez que elas tiveram mais uma função subjetiva que objetiva e que elas foram atualizadas e adaptadas para situações cotidianas e metafóricas. Um espetáculo polifônico e intertextual, excitado por esse estado de inúmeros atravessamentos, de pensamentos e de ausências.
SERVIÇO: Companhia: Cia Laica Data: Temporada 03 a 13 de maio (quinta a domingo) Horário: 20:00 Local: Teatro Novelas Curitibanas (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222 – São Francisco, Curitiba – PR) Ingressos: Pague quanto quiser Gênero: Musical experimental com teatro de animação Técnica: Animação híbrida e máscaras Faixa etária indicada: Classificação Indicativa +16 anos Duração: 80 minutos. Informações: Janaina Graboski (Produtora) Telefone: (41) 9 9937 8807 Jean Cequinel (Produtor) Telefone: (41) 9 9615 7588 Email: cialaica@gmail.com Site: http://cialaica.webnode.com/espetaculos/automatos/
FICHA TÉCNICA: PRODUÇÃO: Cia Laica DIREÇÃO: Fábio Nunes Medeiros ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: Fernando Vettore e Vinícius Précoma DRAMATURGIAS (verbal e visual): Fábio Nunes Medeiros ELENCO: Jade Giaxa, Janaina Graboski, Jean Cequinel, João Muniz, Mauricio Gabardo, Paulo Soares, Robson Rosseto, Tainá Roma; MÚSICA ORIGINAL E ARRANJOS: Ariel Rodrigues LETRAS DAS MÚSICAS: Fábio Nunes Medeiros, Ariel Rodrigues PREPARAÇÃO VOCAL: André de Souza PROJEÇÕES: Pedro Carregã e Renan Turci ILUMINAÇÃO: Nadia Luciani CENÁRIO E FIGURINO: Fábio Nunes Medeiros PREPARAÇÃO CORPORAL: Elke Siedler VISUALIDADES E FORMAS ANIMADAS: Anne Caetano, Fábio Nunes Medeiros, Flávio Marinho, Janaina Graboski, Janilson Pacheco, Jean Cequinel, João Daniel Vidal, Luiza Moura, Vitor Hugo Von Holleben MAQUIAGEM: Janaina Graboski COSTURA: Deo Araújo e Juraci Carneiro STORYBOARD: Vitor Hugo Von Holleben ASSISTÊNCIA DE PALCO: Ana Paula Melgarejo; Francisco Junior OPERAÇÃO DE PROJEÇÃO: Pedro Carregã e Daniele Mariano OPERAÇÃO DE SOM: Ariel Rodrigues OPERAÇÃO DE LUZ: Nadia Luciani; Vinícius Précoma; Ana Paula Melgarejo EQUIPE DE MONTAGEM: Ana Paula Melgarejo; Anne Caetano; Lucas Berthier Cardoso DESIGNER GRÁFICO: Renan Turci FOTOGRAFIA: Juliana Luz, Janilson Pacheco, Renan Turci, Vitor Hugo Von Holleben, TEASER: Renan Turci FILMAGENS: Renan Turci e Vitor Hugo Von Holleben REALIZAÇÃO: Cia Laica APOIO INSTITUCIONAL: FAP – Faculdade de Artes do Paraná da UNESPAR: Grupo de pesquisa Campo de Visão: formação do espectador-artista-professor de Teatro; Projeto de Extensão Poéticas Tridimensionais; LABIC – laboratório de iluminação cênica