EM CARTAZ NO MUMA, “CAMINHO DA PEDRA” REÚNE ESCULTURAS DE DEMETRIO ALBUQUERQUE

Com entrada gratuita, mostra representa uma viagem simbólica pelo mundo mineral

A pedra é utilizada como instrumento desde a origem da humanidade, passando por transformações contínuas tanto na natureza quanto culturalmente. Foi esse o mote que instigou o artista plástico piauiense Demetrio Albuquerque a conceber as obras de “Caminho da Pedra”. A exposição, que já passou por Recife (PE), está em cartaz no MuMA (Museu Municipal de Arte), espaço que integra o Portão Cultural. Com entrada gratuita e audiodescrição, a mostra é aberta para visitação de terça a domingo, das 10 às 19h.

Na exposição, Demetrio evoca o pensamento do cientista escocês James Hutton (1726-1797). Considerado o pai da geologia, Hutton teorizou sobre o mundo mineral afirmando que não poder haver “vestígio do começo e perspectiva do fim”, pois na natureza tudo se transforma. “A intenção é narrar esse gesto artístico primordial sobre a pedra e suas transformações pela natureza. Surgiu a necessidade de fazer algo mais conceitual e, através de pesquisas, comecei a me interessar pela formação dos solos. A ideia foi voltar a algo primitivo, mas unindo a ciência ao mesmo tempo”, comenta o artista.

A mostra expressa essa dinâmica criando um percurso onde cada obra/personagem provoca a memória e a curiosidade, seja pelo aspecto artístico formal ou pela reflexão sobre sua confecção. “Caminho da Pedra”, que conta com o incentivo do Funcultura (Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura), representa um balanço da carreira de Demetrio enquanto escultor. As obras resultam do trabalho com técnicas da cerâmica pernambucana, pesquisa à qual o artista plástico se dedicou nos últimos anos.

Curitiba
A capital paranaense, considerada a “segunda casa” de Demetrio, também é o segundo lugar a receber a exposição, já que o escultor possui uma relação profunda com a cidade. Após concluir sua formação em arquitetura e iniciar as atividades como escultor frequentando ateliers em Recife, Demetrio residiu em Curitiba na década de 1990. Aqui, ele fez o curso de escultura do Centro de Criatividade do Parque São Lourenço, com orientação do escultor Elvo Benito. Em Curitiba, o artista ganhou o prêmio João Turim (1991) de aquisição no 1º Salão do Museu João Turim, com as esculturas “Migrante” e “Andaluz”.

Demetrio também venceu o concurso para o “Monumento Tortura Nunca Mais”, em 1987. Construído no Recife, esse foi o primeiro monumento a homenagear os presos políticos mortos no Brasil. Após suas passagens por Recife e Curitiba, o escultor morou no Japão, onde fez curso de cerâmica (Yakimono) e realizou a exposição “Karada”, em Ashikaga-shi. Voltou para Pernambuco e se estabeleceu em Olinda, passando a produzir esculturas de grande porte em cidades nordestinas. Alguns exemplos são “A Pedra”, “Caboclo de Lança”, “Circuito dos Poetas do Recife”, “Dom Helder” e “Monumento a Augusto dos Anjos”.

Obras
A viagem simbólica de “Caminho da Pedra” começa com a movimentação dos minerais desde a rocha bruta até a argila de aluvião, representada pela obra “Ígnea”, onde se vê um rosto humano integrado com a pedra. Em seguida, “Erosão” traz a dissolução da matéria pela água e pelo vento, com uma figura humana nascendo ou se enterrando na pedra. Logo depois, a instalação se funde com pedras espalhadas pelo terreno. Entre elas, a escultura “Pétreo” apresenta uma figura montada numa pedra, recordando a origem da civilização.

O segundo movimento nos leva ao artista, que experimentou as primeiras vivências com a argila na comunidade japonesa de ceramistas de Ashikaga-shi. Nesse ponto, os conjuntos de peças “Emboladas” e “Ciranda” mostram cabeças de figuras populares e situações socioculturais. Continuando diante de grupos alegóricos – que são como projetos para monumentos -, percebe-se a marca de escultores do Recife como Abelardo da Hora, Corbiniano Lins, Brennand e Jobson Figueiredo.

A mostra também passa pelo sertão nordestino, cenário no qual se encontram vestígios da ocupação humana dos povos antigos da América Latina, do encontro com colonizadores e, posteriormente, com outros grupos populacionais. A partir dessa miscigenação, surge o trabalho artístico com barro e argila, tema explorado por Demetrio para traçar um paralelo entre a transformação e a sedimentação da pedra em paralelo com o homem que a esculpe.

Serviço:
Exposição Caminho da Pedra
Visitação: até 3 de junho
Onde: MuMA (Av. República Argentina, 3.432 – Portão Cultural, Portão, Curitiba)
Horários: terça a domingo, das 10h às 19h
Entrada: gratuita
Obras com audiodescrição
Agendamento de visitas: (41) 3321-3246
Caminho da Pedra / Fotografias: Thiago França
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MUSEU ALFREDO ANDERSEN RECEBE NOVA EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA EM JANEIRO

No próximo dia 30, terça-feira, às 18h, o Museu Alfredo Andersen (MAA) abre a mostra “Oceano entre Terras: convergência e hibridação”, com obras dos fotógrafos Adam Lipinski e Hermes de la Torre. A entrada é gratuita.

“Oceano entre Terras: convergência e hibridação” traz 50 fotografias que refletem diferentes formas de ver o mundo, retratando espaços que poderiam estar nos dois lados do Oceano Atlântico, seja na Europa ou na América Latina. A exposição tem curadoria de Elena Barcellos e Oscar Dominguez Nuñez e permanece no MAA até 1º de abril.

A realização da mostra é fruto da colaboração entre o Museu Alfredo Andersen, a Embaixada da Espanha no Brasil, o Instituto Cervantes – Curitiba em parceria com a Bienal Internacional de Curitiba.

Serviço:
Abertura da exposição “Oceano entre Terras: convergência e hibridação”
Dia 30 de janeiro de 2018 às 18h
Entrada gratuita

Museu Alfredo Andersen
Rua Mateus Leme, 336, São Francisco, Curitiba-PR
Terça a sexta-feira, das 9h às 18h
Sábado, domingo e feriado das 10h às 16h
41 3222-8262 | 41 3323-5148
www.maa.pr.gov.br | maa@seec.pr.gov.br

BIENAL DE ARTE DIGITAL REALIZA PALESTRAS GRATUITAS EM CURITIBA

A The Wrong – New Digital Art Biennale considerada uma das maiores e mais diversificadas bienais de arte e cultura digital realiza entre os dias 18 e 19 a “Subli_me Talks” com mesas redondas sobre o processo artístico e curatorial das embaixadas da Subli_me no Brasil e Homeostase e, também, sobre a arte e tecnologia no âmbito educacional e na economia criativa. O evento ocorre na EBANX com entrada gratuita.

No dia 18 (quinta-feira), com o tema, “Conectando a The Wrong: Uma conversa entre artistas e curadores sobre processos artísticos e curatoriais das embaixadas Subli_me e Homeostase”, participam, o mestre em crítica de arte e arquitetura, Guilherme Brandão, a curadora, pesquisadora e produtora, Júlia Borges Araña, o artista visual, psicanalista e escritor, Guilherme Zawa e a artista visual, Sayuri Kashimura, com mediação de Flávio Carvalho, responsável pela curadoria da The Wrong em Curitiba.

No dia 19, com o tema “Como a arte e tecnologia se desenvolvem na educação e na economia criativa?” participam, a doutora em Comunicação Social e artista multimídia, Ana Lesnovski, o comunicador e designer gráfico, Castro Pizzano, aIdealizadora e head de comunicação do Festival Subtropikal de criatividade urbana, Bruna Calegari, com a mediação da mestranda na área de Mediações e Culturas do Programa de Sociedade e Tecnologia da UTFPR, Shana Lima

Serviço:
Data: 18 e 19 de janeiro
Hora: 19:30
Local: EBANX – Rua Mal. Deodoro, 630 – Centro, Curitiba – PR
Entrada Gratuita mediante retirada de ingresso no Sympla.
Informações: thewrong@subli-me.org

BIENAL DE ARTE DIGITAL FUNCIONA EM HORÁRIO DIVERSIFICADO DURANTE O FINAL DE ANO

mattis dovier inside

A The Wrong – New Digital Art Biennale considerada a maior e mais diversificada bienal internacional de arte e cultura digital, entra em recesso entre os dias 22/12 e 03/01. Em cartaz na AIREZ – Galeria de Artistas Independentes a partir do dia 04/01 (quinta-feira) o espaço retorna com as atividades normais com visitas guiadas entre às 10h e 18h.

Fundada pelo empreendedor cultural, escritor e artista maker espanhol David Quiles Guilló, desde 2013 a The Wrong tem o objetivo de criar, promover e fomentar o pensamento inovador artístico. Para Flávio Carvalho, curador da exposição na cidade e participante de exposições renomadas do segmento de arte e tecnologia, como a Madatac em Madrid, o Subtle Technologies Festival em Toronto e o Bideodromo na Espanha, entre outros, o evento evoca a transformação na cidade em vários aspectos.

Com dez artistas nacionais e internacionais a exposição apresenta diversas linguagens sobre a arte digital, entre eles estão, Leandro Catapam, Sayuri Kashimura, Guilherme Zawa, Hebert Baioco, Livenoistupi, Dina Karadžić, Adam Pizurny, Mattis Dovier, Looping Lovers e Connor Sherlock. Em janeiro, o evento também realiza worskhops e palestras no espaço EBANX e em breve será divulgada toda a programação.

SERVIÇO:
The Wrong – New Digital Art Biennale
Galeria AIREZ
Rua Treze de Maio, 778 ap. 15 – São Francisco, Curitiba
A partir do dia 04/01/2018
Curitiba-PR

BANGUÊ #11 ::: DOMINGO DIA 17/12

## BANGUÊ ##
RITMO, POESIA & CONSCIÊNCIA

A Banguê quer levar a cultura hip hop para todos, com informação e discutindo questões sociais. Reunindo os cinco elementos MC, DJ, Dança, Graffiti e Conhecimento em um evento aberto a todos.

“A mudança começa em cada um de nós até se tornar coletiva”

EVENTO GRATUITO
Traga a família!

>> NO LOCAL
Mostra de Dança
Pockets Shows (Aguardem programação)
Graffiti (Live Painting)
Batalha de MCs
Bazar e rango
Exposições de arte

>> POCKETS
LarDoceLar
Siamese
AzPampa
InterSessão

>> DJs
Bab5 & Carmen Agulham

>> MESTRES DE CERIMÔNIA
Numa & Vinici

>> ARRECADAÇÃO SOLIDÁRIA
Vamos arrecadar artigos para bebês e alimentos não perecíveis. EM MEMÓRIA DA NOSSA PARCEIRA LUANA MEDEIROS!

>> SORTEIOS
Quem contribuir com doações concorre a uma tatuagem de R$150, de Yago Tav

LOCAL:
Palácio Dos Estudantes // Casarão da UPE
Presidente Carlos Cavalcanti, 1157, São Francisco, Curitiba
Data: Domingo, 17 de dezembro, das 14:00 às 21:00.
Entrada gratuita!

REALIZAÇÃO: AHHEMP e Banguê
APOIO: Um Baile Bom e FATO Agenda

FOTOS DOS FLYERS: Jessica Tayana

Confira a página do evento, aqui

AIREZ GALERIA DE ARTISTAS INDEPENDENTES APRESENTA: L.A.TINO, POR PEDRO VIEIRA

“LATino surgiu do meu encontro com Tino, um mecânico mexicano que vive em Los Angeles. Tino não fala inglês, leva 12 anos vivendo nos E.U.A. e ainda que viva em uma área dominada por Latino Americanos é uma pessoa solitária. Busca em abstrações do mundo a resposta para a vida e o sistema opressor no qual crê viver. Tem em seu repertório um popurrí de filosofias e conhecimentos populares que explicam sua existência. Segundo ele – “Vivimos como cucarachas atrapadas en un vaso de cristal. No vemos la pared porque el cristal es transparente y por eso no sabemos que estamos atrapados”. Tino crê que um dia poderá ser uma espécie de curandeiro, um xamã contemporâneo. Todos os dias Tino sobe as montanhas ao redor de Hollywood em sua busca para conectar-se com um outro universo.”
Pedro Vieira

SERVIÇO:
Local: • AIREZ • Galeria de Artistas Independentes.
Rua Treze de Maio, 778 cj. 15 – São Francisco, Curitiba

Coquetel de abertura:
7 de dezembro, 19h.

Horários de visitação: 
13h às 19h (segunda a sexta) 
14 às 17h (sábados)

Link Facebook: aqui

Pedro Vieira é organizador da Sem Licença e fotógrafo. Realizou Master em Fotografia na Blank Paper (Madri), especialização em Processo de criação e imagem (Tuiuti) e diversos cursos de aperfeiçoamento nos EUA. Seus trabalhos já foram expostos na América Latina e Europa, com destaque para o MAC –Pr, Centro de Belas Artes (Venezuela) e Galeria Blank Paper (Madri).