Blogue FATO Agenda divulga: 1) vagas e oportunidades em comunicação social, mkt e design em Curitiba e região. 2) Agenda cultural da cidade. 3) Livros e discos de vinil (do Sebinho FATO Agenda). Editado há 17 anos (desde 2009) pelo jornalista Leandro Hammerschmidt.
O grupo de teatro Na Lona (@nalonagrupo) estreia nos palcos de Curitiba com a peça “Falei Sobre Você em Todos os Bares do Mundo”, uma obra sobre luto e saudade.
Com duas sessões já esgotadas, estão abertas as vendas dos últimos ingressos para a SESSÃO EXTRA: 🗓️ 31.10 ⏰ 20:40h 📍Espaço Excêntrico Mauro Zanatta (@espacoexcentrico), R. Lamenha Lins, 1429 – Rebouças, Curitiba
Para adquirir o seu ingresso, acesse o link da bio do @nalonagrupo
Temporada gratuita reúne cerca de 20 artistas em 16 apresentações de esquetes no Espaço Excêntrico, de 8 a 25 de outubro, retomando a experiência da Sexta Cínica sob uma nova perspectiva
O humor volta a ser colocado em jogo no palco do Espaço Excêntrico. De 8 a 25 de outubro, A Cena Cínica reúne cerca de 20 artistas em uma temporada gratuita de esquetes dirigida por Mauro Zanatta. O projeto retoma a experiência da Sexta Cínica, realizada no espaço a partir de 2016, mas parte de outro momento, com novos artistas, diferentes processos e uma investigação renovada sobre a comicidade.
São 16 apresentações, com diferentes combinações de artistas e cenas. A proposta coloca o intérprete no centro da investigação: corpo, voz, movimento e presença são matéria para construir situações, imagens e relações com a plateia. “Eu espero que o Mauro daquela época, se viesse assistir A Cena Cínica hoje, dissesse que está feliz em ver uma evolução no trabalho. Que não está vendo o mesmo material, que o material ganhou uma reflexão nesse período, cresceu, tanto na qualidade estética quanto no conteúdo”, afirma Zanatta.
Da Sexta Cínica a um novo jogo A Sexta Cínica nasceu como um espaço de experimentação. Os solos permitiam testar cenas, experimentar linguagens e descobrir, diante do público, diferentes caminhos para produzir teatro, nem sempre pelo riso, mas com a potência necessária para encontrar o público.
A Cena Cínica retoma esse princípio sem reproduzir a fórmula original. O processo reúne os Bonobos da Corte, grupo criado por Zanatta a partir de artistas formados na Escola do Ator Cômico, e artistas convidados de diferentes trajetórias.
Desde agosto, o grupo participa de uma imersão conduzida pelo diretor, em encontros dedicados à preparação e à criação. A ideia não é fazer todos trabalharem da mesma maneira, mas permitir que o próprio grupo construa seu modo de jogar. “O próprio grupo é quem gera um sistema de trabalho”, explica.
É também nesse espaço de liberdade que a comicidade ganha outra camada. Para Zanatta, o riso começa pelo próprio artista, pela capacidade de reconhecer e colocar em cena suas contradições. “O princípio pra gente produzir o riso na comédia é você produzir o riso a partir de você, das tuas coisas. Você rir primeiro de si, para daí sim, você ter o direito de rir da sociedade”.
O ator no centro da cena A investigação de A Cena Cínica passa pela presença do intérprete e por aquilo que ele consegue produzir diante do público a partir de seus próprios recursos. “Eu quero dar uma atenção muito forte, muito exclusiva para o trabalho da atriz, do ator. O que você consegue produzir de imagem nessa plateia a partir do teu corpo, da tua voz, a partir do teu movimento?”, indaga Mauro.
Esse pensamento também atravessa os Sábados Excêntricos, programação formativa que reúne artistas ligados aos Bonobos da Corte em encontros sobre criação, corpo, comunicação e carreira artística. Nos dias 10, 17 e 24 de outubro, no Espaço Excêntrico, serão realizadas oficinas de Marketing Pessoal para Artistas, com Marco Buchmann; Vivência Mulheres de Lua, com Deise Warken; Confecção de Máscaras, com Nelson Prado; Comunicação e Conexão Offline – Jogos e Brincadeiras, com João Ryka; e A Fluidez do Sentir, com Caroline Pellegrini. Antes da temporada, no dia 7, Julia Vidal conduz uma oficina de Escrita Criativa voltada ao público idoso. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link na bio de @acenacinica
Para Mauro Zanatta, continuar experimentando e encontrando novos artistas é parte do que mantém seu vínculo com o teatro. Depois de mais de quatro décadas de trajetória, ele segue interessado naquilo que ainda pode acontecer quando o ator entra em cena e o jogo começa. “Teatro é um lugar tão inacreditável que eu encontrei na minha vida que eu não quero fazer outra coisa”, compartilha.
A Cena Cínica parte da experiência da Sexta Cínica, mas não tenta voltar ao mesmo lugar. O ponto de partida é conhecido; o que acontece agora depende dos artistas reunidos, do tempo presente e do que o próprio jogo for capaz de produzir.
SERVIÇO: A Cena Cínica Data: 08 a 25 de outubro de 2026 Local: Espaço Excêntrico Mauro Zanatta (Rua Lamenha Lins, 1429 – Rebouças) Ingressos: Entrada gratuita, retirada 1 hora antes na bilheteria. Horários: Quintas e sextas, às 20h | Sábados, às 18h e às 20h | Domingos, às 18h Acessibilidade: duas apresentações contarão com tradução em Libras. *confirmar datas OFICINAS – Sábados Cínicos Data: 10, 17 e 24 de outubro Inscrições: gratuitas, pelo link na bio de @acenacinica Programação gratuita, com atividades voltadas a diferentes públicos e áreas de interesse. Instagram: @acenacinica | @espacoexcentrico | @bonobosdacorte | @mauro.zanatta
Mauro Zanatta | Cena Cínica | Foto: Thayna Bressan
Ator, diretor, professor e produtor, Mauro Zanatta iniciou sua trajetória no teatro em 1982 e criou a Escola do Ator Cômico em 1994, onde desenvolve há mais de três décadas um trabalho voltado à formação de atores. Fundou o Espaço Excêntrico em Curitiba e pesquisa linguagens como improvisação, jogo cênico, máscara, clown, Commedia dell’arte e teatro físico. Sua trajetória inclui trabalhos no teatro, cinema e televisão, além de experiências de formação no Brasil e no exterior. Na Itália, estudou com Antonio Fava, referência internacional em Commedia dell’arte, e também aprofundou sua pesquisa em mímica, clown e teatro físico na Inglaterra. Em 2015, criou, ao lado de ex-alunos da Escola do Ator Cômico, o grupo Bonobos da Corte, com o qual desenvolveu trabalhos voltados à comicidade e ao jogo cênico. Em 2006, recebeu o Troféu Gralha Azul de Melhor Ator por A Queda. Em 2016/2017, foi novamente premiado na categoria por Contos de Nanook. Em 2026, dirige A Cena Cínica, retomando a pesquisa com esquetes e colocando novamente o humor em campo de experimentação.
FICHA TÉCNICA: Direção Geral: Mauro Zanatta | Assistente de Direção: Hique Veiga | Direção de Produção: Carol Mascarenhas | Elenco: Adriana Samaan, Carol Mascarenhas, Caroline Pellegrini, Deise Warken, Diego Werner, Elisan Correia, Giovani Ferrari, Hique Veiga, João Ryka, Julia Vidal, Lucca Mascarenhas, Marco Buchmann, Mayra Fernandes, Nathan Gabriel, Nelson Prado, Pedro Melo, Simone Violanti, Stella Mariss e Taciane Vieira | Realização: Espaço Excêntrico e Bonobos da Corte
SINOPSE: O projeto A Cena Cínica é uma maratona teatral gratuita realizada no Espaço Excêntrico, sob a direção de Mauro Zanatta. Durante a temporada em outubro, um elenco de cerca de 20 atores se revezam em 16 apresentações, cada uma com um espetáculo de esquetes diferente.
AÇÕES FORMATIVAS: Sábados Cínicos Inscrições gratuitas pelo link na bio de @acenacinica
10 de outubro | 9h às 12h Marketing Pessoal para Artistas com Marco Buchmann 30 vagas | Espaço Excêntrico 10 de outubro | 14h às 18h Vivência Mulheres de Lua com Deise Warken 28 vagas | Espaço Excêntrico
17 de outubro | 9h às 13h Oficina de Confecção de Máscaras com Nelson Prado 10 vagas | Espaço Excêntrico
17 de outubro | 14h às 17h Comunicação e Conexão Offline – Jogos e Brincadeiras com João Ryka 20 vagas | Espaço Excêntrico
24 de outubro | 14h às 18h A Fluidez do Sentir, com Caroline Pellegrini 20 vagas | Espaço Excêntrico
*7 de outubro | 14h às 16h Escrita Criativa com Julia Vidal 20 vagas | Centro de Convivência da Boa Idade Irmã Catarina Boaventura Rua Guilherme Ihlenfeld, 664 – Tingui Atividade fechada.
Assessoria de Imprensa: BB Comunica – @bb_comunica Foto: Thayna Bressan.
Espetáculo cruza mitologia grega, budismo tibetano e cultura popular brasileira em temporada gratuita de 17 de setembro a 4 de outubro, no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta
Medusa não nasceu monstro. Foi transformada em um. É a partir dessa história que Drolmas revisita o mito das três górgonas e leva à cena Ana Decker, Katia Horn e Samara Rocha, em uma montagem que cruza mitologia grega, budismo tibetano e referências da cultura popular brasileira. A temporada começa em 17 de setembro, com entrada gratuita, no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta.
Com dramaturgia de Samara Rocha, que também idealiza e atua no espetáculo, e direção de Giorgia Conceição, a peça fala de violência, silenciamento, desejo, envelhecimento e transformação a partir de uma narrativa que também se constrói pelo corpo. As atrizes cantam, dançam e permanecem em movimento, atravessando diferentes linguagens teatrais.
“Drolmas foi sendo construído por muitas mulheres, em diferentes momentos do processo. Cada encontro foi deixando uma marca na obra”, conta Samara. A pesquisa começou em 2022, em encontros entre mulheres artistas, e a dramaturgia foi sendo escrita, reescrita e transformada ao longo de leituras, conversas e ensaios.
Da lama ao lótus Na dramaturgia, a trajetória das três irmãs se organiza em três imagens: lodo, caule e lótus. Medusa, Euríale e Esteno atravessam diferentes tempos, corpos e existências até chegar à flor, associada à transformação e à iluminação.
O próprio nome do espetáculo vem de Drolma, referência tibetana ligada ao aspecto feminino do Buda. A ideia de uma mulher que escolhe buscar a iluminação justamente em um corpo feminino encontra, na peça, o mito de Medusa e histórias de mulheres que foram culpabilizadas, silenciadas ou transformadas em monstros. “Medusa, Euríale e Esteno são também etapas de uma travessia pelas violências, adaptações, resistências e possibilidades de libertação vividas pelas mulheres”, explica Samara.
Um palco em movimento Giorgia Conceição leva para a montagem sua pesquisa no burlesco, no vaudeville e no teatro de variedades. A música e a dança surgiram e cresceram durante o processo de criação, fazendo com que o espetáculo se aproximasse de uma opereta vaudevillesca. “Eu queria que, apesar de o tema ser denso, a peça fosse muito sedutora e envolvente para o público. Cada cena tem um apelo visual, estético e uma referência teatral diferente”, afirma Giorgia.
A trilha reúne composições e versões sob direção musical de Edith de Camargo, além de marchinhas de carnaval e da gravação de Cantoras do Rádio, com Carmen e Aurora Miranda. Um álbum dos anos 1970 do artista Pedro Sorongo inspira o ato final, Lótus.
As três intérpretes são mulheres maduras, com 60, 51 e 45 anos. Seus corpos, memórias e experiências atravessam questões como beleza, desejo, envelhecimento, julgamento, autonomia e violência.
Ao longo do processo de criação, Drolmas também foi compartilhado com diferentes públicos, em escolas públicas, casa de passagem e outros espaços, aproximando o trabalho de adolescentes, mulheres trans e travestis, pessoas em situação de rua e outros públicos.
A programação inclui ainda duas ações formativas: Oficina de Libras, com Nathan Sales, e Oficina de Contação de Histórias, com Samara Rocha. As inscrições podem ser feitas pelos formulários disponíveis no link da bio, em @coletivodrolmas. A temporada conta também com sessões com Libras na estreia e em todos os sábados.
A realização é do Coletivo Drolmas e Les Paranauês Cia Criativa, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.
SERVIÇO: Drolmas Temporada: 17 de setembro a 4 de outubro de 2026 Local: Espaço Excêntrico Mauro Zanatta (Rua Lamenha Lins, 1429 – Rebouças)
Datas e horários: 17, 18 e 19 de setembro, às 20h | 20 de setembro, às 19h | 24, 25 e 26 de setembro, às 20h | 27 de setembro, às 19h | 1º, 2 e 3 de outubro, às 20h | 4 de outubro, às 19h
Sessões com Libras: Sessões com Libras: 17 de setembro, às 20h | 19 de setembro, às 20h | 26 de setembro, às 20h | 3 de outubro, às 20h
Duração: 1h10 | Classificação: 14 anos Entrada: gratuita | Ingressos: distribuídos uma hora antes de cada apresentação Capacidade: 50 lugares
Sinopse: Entrelaçando mitologia grega, budismo tibetano e cultura popularbrasileira, Drolmas ressignifica o mito de Medusa para revelar a força de mulheres que rompem o silêncio e reivindicam o direito decontar a própria história. Amaldiçoada pela deusa Atena, a sacerdotisa Medusa é transformada em monstro ao lado de suas irmãs, Esteno e Euríale. Banidas, culpabilizadas e condenadas ao silêncio, as górgonas atravessam os séculos testemunhando as violências impostas aos corpos femininos – da Grécia Antiga ao Brasil colonial e contemporâneo. Ao retomarem a própria voz, as três irmãs confrontam as narrativas que as transformaram em monstros e iniciam uma jornada de cura, resistência e libertação.
Ficha Técnica: Concepção e Dramaturgia: Samara Rocha | Direção: Giorgia Conceição | Elenco: Ana Decker, Katia Horn e Samara Rocha | Figurinos e Adereços: Katia Horn | Assistência de | Figurino: Flor Horn | Assistente de figurino: Flor Horn Brasil e Barbara Horn | Cenografia: Giorgia Conceição | Assistência de Cenografia: Michelle Bonatto e Angela Suriani | Iluminação: Raul Freitas | Direção Musical: Edith de Camargo | Assessoria de Dramaturgia e Formas Animadas: Laércio Amaral | Operação de Som: Edith de Camargo | Operação de Luz: Raul Freitas | Contrarregragem: Moizés Benvi | Direção de Produção: Samara Rocha | Produção Executiva: Moira Albuquerque | Design Gráfico: Katia Horn e Ale Horn | Mídias Sociais: Thayna Bressan | Fotografia: Polly Devides | Oficineiros: Nathan Sales e Samara Rocha | Realização: Coletivo Drolmas e Les Paranauês Cia Criativa
A segunda edição da Mostra NAMOSKÀ acontece entre os dias 26 a 30 de março no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta, traz cinco espetáculos e promete uma experiência inovadora nas artes cênicas.
Criada pela Cia KÀ de Teatro a segunda edição tem programação inovadora, com cinco espetáculos, unindo artes cênicas, tecnologia, acessibilidade e profundas reflexões sobre a relação entre arte e cidade, acontece de 26 a 30 de março em Curitiba.
Entre os dias 26 a 30 de março acontece em Curitiba a 2ª edição da Mostra NAMOSKÀ, trazendo ao palco do Espaço Excêntrico Mauro Zanatta, cinco espetáculos produzidos pela Cia KÁ de Teatro para o público que deseja assistir uma programação inovadora, se conectar com a arte de forma profunda e refletir sobre o papel da inclusão no meio teatral, bem como vivenciar cada apresentação de maneira intensa. De acordo com Kelvin Millarch, um dos fundadores da Cia KÀ, o lema desta edição é: “isso é fazer NAMOSKÀ!”, destacando a importância da mostra como um espaço de acolhimento, reflexão e troca. Para ele, “cada indivíduo, independentemente de sua origem ou condição, terá a oportunidade de vivenciar a potência transformadora do teatro”, afirma.
A primeira edição, realizada em 2024, conquistou o público com uma proposta audaciosa e de grande impacto social. NAMOSKÀ II retorna com destaque para as estreias de “Pandora” e “Noget’s de Sobremesa”. Segundo Kelvin, “as novas produções prometem surpreender o público com narrativas instigantes e abordagens teatrais inovadoras”.
Além destas peças, estão na programação três espetáculos que já lotaram plateias dos teatros da cidade como o retorno de “Pilar de Fogo” um dos espetáculos mais emblemáticos da CIA KÀ, que será apresentado em uma versão inédita com o uso de hologramas, criando uma experiência teatral imersiva e tecnologicamente avançada “que vai levar o público a uma nova dimensão da arte”, afirma o diretor Kelvin Millarch. Fazem parte da programação os espetáculos “Kraken” e “ECO”, com tecnologia imersiva, quando o público pode ligar o celular durante o espetáculo e assistir a peça on-line.
Os ingressos para a mostra NAMOSKÀ II já estão disponíveis no Sympla, buscando pelo evento e selecionando o espetáculo desejado, ou ainda pelo site da companhia: www.ciakadeteatro.com.br
CIA KÀ de Teatro e a Direção da Mostra NAMOSKA II é organizada pela CIA KÀ de Teatro, uma companhia independente que se destaca pela abordagem inovadora e pelo compromisso com uma arte que questiona, provoca e inspira. Mesmo enfrentando desafios financeiros, a companhia segue como referência na cena teatral local ao oferecer espetáculos que despertam reflexões sobre a sociedade e a condição humana.
A direção geral da mostra é realizada por Caio Frankiu e Kelvin Millarch, fundadores da CIA KÀ de Teatro. Conhecidos por seu trabalho inovador, eles misturam diferentes linguagens artísticas e abordam temas sociais relevantes, consolidando a Mostra NAMOSKÀ como um evento cultural essencial para a cena teatral.
SINOPSES
ECO – Dia 26/03 Classificação: 18 anos
Em um reflexo de ‘Eco e Narciso’, buscamos a verdadeira beleza além do efêmero. Questionamos a essência do ‘belo’ europeu, almejando a autenticidade brasileira. Os gregos legaram história, mas não ecoam nosso grito pela singularidade.O público ativo dentro da cena explora a reflexão: Quando ocupamos o papel de Eco? Ou de Narciso? Ou do observador que compactua com a dor.
PILAR DE FOGO – Dia: 27/03 Classificação: 10 anos
Desafiando uma sociedade sem livros, mergulho na contracultura do conhecimento proibido. Meu mundo é uma fusão de Poe, Lovecraft e Zé do Caixão, onde o horror se torna refúgio e o terror, guarda-costas. Encaro as consequências sem hesitar, desafiando o vazio de uma era desprovida de medo.
KRAKEN – Dia 28/03 Classificação: 17 anos
Num escritório, uma noite de liberdade se transforma em pesadelo, refletindo as agruras do capitalismo tardio. Uma crítica incisiva ao sistema, falho e construído na expropriação e exploração humana. O capitalismo, um ciclo de falhas e exploração.
NOGET’S DE SOBREMESA – Dia: 29/03 Classificação: 16 anos
Quando o fim do mundo é servido em uma bandeja de egos e desunião, cinco personagens disputam o último pedaço de algo que nem a destruição pode apagar. Uma comédia apocalíptica, recheada de críticas afiadas e humor ácido. O que sobra quando tudo desaba?
Prepare-se para o caos, a vingança e a sobremesa final. “Nugget’s de Sobremesa”: O apocalipse nunca foi tão delicioso.
PANDORA – Dia: 30/03 Classificação: 16 anos
E se a esperança não fosse um presente, mas um engano? E se aquilo que nos faz seguir em frente também nos mantivesse presos? Pandora não é uma história convencional. Aqui, o texto se desfaz, tornando-se apenas um vestígio, enquanto o corpo assume o protagonismo como principal instrumento de comunicação. Através do movimento, da presença e da intensidade de cada performance, a peça cria um espaço onde as palavras são substituídas por gestos, silêncios e sensações. Entre reflexões e liberdade poética, Pandora desafia o público a abrir sua própria caixa. O que ainda está trancado dentro de você? Você está pronto para libertar ou para se prender ainda mais?
SERVIÇO: NAMOSKA II Data: 26 a 30 de março Local: Espaço Excêntrico Mauro Zanatta (Rua Lamenha Lins, 1429 – Rebouças, Curitiba) Valor: entre R$60,00 e R$40,00 (inteira) e R$30,00 e R$20,00 (meia) Ingressos: www.sympla.com.br/eventos?s=namoska Site: www.ciakadeteatro.com.br Instagram: @ciakadeteatro
Já estão abertas as inscrições gratuitas para a oficina “Jogos em Movimento”, que acontece dia 09 de novembro, sábado, das 9h às 12h, no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta. A iniciativa tem como objetivo proporcionar uma experiência teatral diferente, onde diversão e criatividade se juntam por meio de jogos dinâmicos.
A Oficina é destinada para todas as pessoas, maiores de 16 anos, que desejam conhecer ou se desenvolver no teatro e nas criações de cenas. Não é necessário ter experiência prévia no teatro. Durante o workshop, todos terão a oportunidade de participar de diferentes formas de expressão e criar conexões significativas através dos jogos, que vão desde tabuleiros aos baralhos de cartas que nos acompanham desde a infância.
A oficina “Jogos em Movimento” é uma realização do Grupo Reakta, um grupo independente de teatro e audiovisual fundado em 2019 por Celine Liris e Juliana Nortok, que serão as responsáveis por ministrar a oficina. “Nossa proposta é desenvolver metáforas para criação de cenas através de brincadeiras e jogos que já estão intrínsecos no nosso repertório pessoal”, explica Celine, que atua nas Artes Cénicas há dez anos e no audiovisual há três anos.
Juliana, por sua vez, também tem ampla experiência em Artes Cênicas, pesquisa a subjetividade na escrita dramatúrgica e criação de cena. Atualmente, ambas trabalham no desenvolvimento do roteiro de longa-metragem TRAVESSIA, uma história sáfica que faz um intercâmbio cultural entre Brasil e Japão em sua narrativa.
Serviço: Oficina: Jogos em Movimento Data: 09/11 – sábado Horário: 9h às 12h Local: Espaço Excêntrico Mauro Zanatta Inscrições: Gratuitas até 04/11 através deste link Saiba mais em https://www.instagram.com/gruporeakta/ Fotos: Florebela Letícia.
Ator Cômico Produções apresenta adaptação de uma das principais obras-primas de Shakespeare, Rei Lear, em Curitiba. Entrada gratuita!
Após circular pelo interior do Paraná o espetáculo “O Rei Louco – Uma Pequena Versão de Rei Lear, de William Shakespeare” chega a Curitiba. A peça passou por Irati, Telêmaco Borba, São Mateus do Sul, Quedas do Iguaçu e Pato Branco e fez parte do Projeto Shakespeare no Paraná, que, além de apresentações, ofereceu ainda debates e workshops. A iniciativa é do ator e diretor Mauro Zanatta, da Ator Cômico Produções Artísticas.
Em Curitiba as apresentações serão dias 26 e 27 de abril / 02 e 03 de junho (sábados e domingos), sempre às 20h. Local: Espaço Excêntrico. Entrada gratuita.
O projeto viabiliza uma parceria inédita entre Zanatta e o ator Ney Piacentini da Companhia do Latão de São Paulo, que foi convidado para dirigir o espetáculo. “O Mauro é um amigo de longa data, nos conhecemos há 35 anos, mas é a primeira vez que trabalhamos juntos, dirigi-lo tem sido um grande desafio e uma grande oportunidade”, conta o diretor. “Trabalhar com o Ney tem sido uma grande alegria”, retribui Zanatta. “Interpretar um personagem de Shakespeare é o sonho de todo ator, bem como levar uma obra dele ao palco. Com este projeto estamos permitindo o acesso à obra deste gênio. E quando nos aproximamos dele nos damos conta do quão universal ele é. Rei Lear dialoga muito com a atualidade”, opina.
Zanatta divide o palco com o ator Pedro Melo e eles se revezam e transitam em três registros de atuação: ora são contadores de história, ora personagens, ora arautos. “A narrativa da peça não é linear, é constantemente interrompida com inserções explicativas que contextualizam o tema. A ideia é aproximar o público, torná-lo nosso cúmplice”, explica Piacentini.
“Shakespeare é caracterizado pela liberdade e inventividade e nesta montagem trabalhamos com o essencial e isto exige muita técnica do ator. É fundamental, neste caso, conseguir despertar o imaginário do público. Ou seja, o público tem que ver o que estamos imaginando ” relata Pedro.
Rei Lear foi escrita por volta de 1605 por um dos maiores gênios do teatro em seu período de apogeu. Trata-se de uma tragédia complexa e grandiosa que a partir de um drama familiar repercute questões sociais, políticas e metafísicas. Inspirada por antigas lendas britânicas, a obra conta a história de um rei que enlouquece após ser traído por duas de suas três filhas, às quais havia legado seu reino de maneira insensata.
A peça mostra a decadência de um rei em sua velhice que sofre as consequências de suas escolhas equivocadas por ser precipitado, arbitrário e vaidoso. Lear é um pai preso às aparências, incapaz de enxergar a adulação que o cerca. De acordo com a especialista em Shakespeare, Barbara Heliodora: “Lear torna-se responsável pela tragédia, na medida em que, abdicando, deixa como rei, de represar e manter sob controle o mal que aflora, explode e se expande. Esta peça investiga a natureza do mal em profundidade e expõe o conceito de uma ordem universal na qual o homem se integra e é responsável por suas ações.”
A trajetória de Lear é o aprendizado pelo sofrimento e humilhação. O enredo aponta como o verdadeiro amadurecimento o indivíduo que deixa de ser primeiramente autocentrado e pensa também no outro. “As obras de Shakespeare espelham as nossas relações sociais e discutem questões profundas da existência humana. Uma das camadas deste texto nos remete à busca pelo sentido da vida”, pontua o diretor.
“Apesar de estarmos vivendo tempos difíceis, obscuros no cenário nacional e mundial, meu objetivo com este trabalho é trazer uma mensagem de esperança, de que ainda é possível viver com mais equilíbrio a partir da humildade e do amor, resgatando nossa humanidade, sem clichês”, complementa Zanatta.
Este projeto foi viabilizado com incentivo da Copel, Puma Brasil e a Alvorada Autopeças por meio do PROFICE (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura), da Secretaria Estadual de Cultura do Paraná.
A ATOR CÔMICO PRODUÇÕES ARTÍSTICAS Fundada em 1994 tem papel importante na formação de atores em Curitiba. Além de criar e gerir projetos e eventos culturais, atualmente produz o Curso de Comédia Mauro Zanatta, o Espaço Excêntrico e a Sexta Cínica. Visite: www.espacoexcentrico.com.br
FICHA TÉCNICA: Realização: Ator Cômico Produções Artísticas Elenco: Mauro Zanatta e Pedro Melo Direção: Ney Piacentini Cenários e Figurinos: Cristine Conde Diretora de Produção: Fabiana Ferreira Produtor Executivo: Robinson Wilson Produção Local: Paola Flessak Trilha Sonora: Célio Savi Fotografias: Elenize Dezgeniski e Robinson Wilson Arte Gráfica: Ivana Lima Operador de Som: Robinson Wilson Assessoria de Imprensa: Glaucia Domingos
Serviço: O que: O Rei Louco Quando: 26 e 27/05 – 02 e 03/06 (sábados e domingos) Que horas: 20h Onde: Espaço Excêntrico (Mauro Zanatta), Endereço: Rua Lamenha Lins, 1429, Rebouças, Curitiba. Telefone: (41) 4127 4702 Quanto: Gratuito Classificação: 14 anos Duração: 50 minutos Realização: Ator Cômico Produções Artísticas
Interior do Paraná recebe adaptação de uma das principais obras-primas de Shakespeare, Rei Lear.
Em abril as cidades de Irati, Telêmaco Borba, São Mateus do Sul, Quedas do Iguaçu e Pato Branco irão receber o espetáculo “O Rei Louco – Uma Pequena Versão de Rei Lear, de William Shakespeare”. A peça faz parte do Projeto Shakespeare no Paraná, que, além das apresentações, oferece ainda debates e workshops. Todas as ações serão gratuitas. Ao todo serão 20 apresentações seguidas de debate, quatro em cada cidade (três para público dirigido e uma aberta) e um workshop em cada uma delas. A iniciativa é do ator e diretor Mauro Zanatta, da Ator Cômico Produções Artísticas, de Curitiba, e é voltada especialmente para alunos do ensino médio das escolas da rede pública do estado.
O projeto viabiliza uma parceria inédita entre Zanatta e o ator Ney Piacentini da Companhia do Latão de São Paulo, que foi convidado para dirigir o espetáculo. “O Mauro é um amigo de longa data, nos conhecemos há 35 anos, mas é a primeira vez que trabalhamos juntos, dirigi-lo tem sido um grande desafio e uma grande oportunidade”, conta o diretor. “Trabalhar com o Ney tem sido uma grande alegria”, retribui Zanatta. “Interpretar um personagem de Shakespeare é o sonho de todo ator, bem como levar uma obra dele ao palco. Com este projeto que tem como principal foco os adolescentes do interior do estado estamos permitindo o acesso à obra deste gênio. E quando nos aproximamos dele nos damos conta do quão universal ele é. Rei Lear dialoga muito com a atualidade”, opina.
Zanatta divide o palco com o ator Pedro Melo e eles se revezam e transitam em três registros de atuação: ora são contadores de história, ora personagens, ora arautos. “A narrativa da peça não é linear, é constantemente interrompida com inserções explicativas que contextualizam o tema. A ideia é aproximar o público, torná-lo nosso cúmplice”, explica Piacentini.
“Shakespeare é caracterizado pela liberdade e inventividade e nesta montagem trabalhamos com o essencial e isto exige muita técnica do ator. É fundamental, neste caso, conseguir despertar o imaginário do público. Ou seja, o público tem que ver o que estamos imaginando ” relata Pedro.
Rei Lear foi escrita por volta de 1605 por um dos maiores gênios do teatro em seu período de apogeu. Trata-se de uma tragédia complexa e grandiosa que a partir de um drama familiar repercute questões sociais, políticas e metafísicas. Inspirada por antigas lendas britânicas, a obra conta a história de um rei que enlouquece após ser traído por duas de suas três filhas, às quais havia legado seu reino de maneira insensata.
A peça mostra a decadência de um rei em sua velhice que sofre as consequências de suas escolhas equivocadas por ser precipitado, arbitrário e vaidoso. Lear é um pai preso às aparências, incapaz de enxergar a adulação que o cerca. De acordo com a especialista em Shakespeare, Barbara Heliodora: “Lear torna-se responsável pela tragédia, na medida em que, abdicando, deixa como rei, de represar e manter sob controle o mal que aflora, explode e se expande. Esta peça investiga a natureza do mal em profundidade e expõe o conceito de uma ordem universal na qual o homem se integra e é responsável por suas ações.”
A trajetória de Lear é o aprendizado pelo sofrimento e humilhação. O enredo aponta como o verdadeiro amadurecimento o indivíduo que deixa de ser primeiramente autocentrado e pensa também no outro. “As obras de Shakespeare espelham as nossas relações sociais e discutem questões profundas da existência humana. Uma das camadas deste texto nos remete à busca pelo sentido da vida”, pontua o diretor.
“Apesar de estarmos vivendo tempos difíceis, obscuros no cenário nacional e mundial, meu objetivo com este trabalho é trazer uma mensagem de esperança, de que ainda é possível viver com mais equilíbrio a partir da humildade e do amor, resgatando nossa humanidade, sem clichês”, complementa Zanatta.
Este projeto foi viabilizado com incentivo da Copel, Puma Brasil e a Alvorada Autopeças por meio do PROFICE (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura), da Secretaria Estadual de Cultura do Paraná.
SOBRE:
Workshop O Jogo O objetivo é compreender como a brincadeira é um elemento essencial na reintegração física e mental do indivíduo. Estimular a visão de jogo como resgate da vida em coletividade. Voltado para atores e não atores com idade mínima de 15 anos.
A Ator Cômico Produções Artísticas Fundada em 1994 tem papel importante na formação de atores em Curitiba. Além de criar e gerir projetos e eventos culturais, atualmente produz o Curso de Comédia Mauro Zanatta, o Espaço Excêntrico e a Sexta Cínica. Visite: espacoexcentrico.com.br
FICHA TÉCNICA: Realização: Ator Cômico Produções Artísticas Elenco: Mauro Zanatta e Pedro Melo Direção: Ney Piacentini Cenários e Figurinos: Cristine Conde Diretora de Produção: Fabiana Ferreira Produtor Executivo: Robinson Wilson Produção Local: Paola Flessak Trilha Sonora: Célio Savi Fotografias: Elenize Dezgeniski e Robinson Wilson Arte Gráfica: Ivana Lima Operador de Som: Robinson Wilson Assessoria de Imprensa: Glaucia Domingos
SERVIÇO: Cronograma das Apresentações Abertas e Workshops
Irati Apresentação aberta e bate-papo – 07/04 (sábado) às 20h Workshop O Jogo – para atores e não atores – 07/04 das 9h às 12h Local: Centro Cultural Clube do Comércio / Rua XV de Julho, 310 – Centro
Telêmaco Borba Apresentação aberta e bate-papo – 14/04 (sábado) às 20h Workshop O Jogo – para atores e não atores – 14/04 das 9h às 12h Local: Auditório Professora Carmen Iolanda Dalecio – Anexo a Secretaria de Educação /Alameda Washington Luiz, 50
São Mateus do Sul Apresentação aberta e bate-papo – 21/04 (sábado) às 19h Workshop O Jogo – para atores e não atores – 21/04 das 9h às 12h Local: Centro Cultural CEPE / Rua Manoel Cunha Bittencourt, 2100
Quedas do Iguaçu Apresentação aberta e bate-papo – 27/04 (sexta-feira) às 20h Workshop O Jogo – para atores e não atores – 28/04 das 9h às 12h Local: Associação do Centro de Cultura e Sustentabilidade de Quedas do Iguaçu / Avenida Tarumã, 1880 – Centro
Pato Branco Apresentação aberta e bate-papo – 28 e 29/04 (sábado e domingo) às 20h Workshop O Jogo – para atores e não atores – 29/04 das 9h às 12h Local: Teatro Naura Rigon / Rua Jacireta, 450
Solo de Fabiana Ferreira da Tecer Teatro provoca reflexão sobre o drama dos refugiados.
E se, de repente, você fosse obrigado a fugir do seu país, deixando para trás sua casa, sua família, levando apenas os pertences que consegue carregar? E se você não tivesse para onde ir? E se chegasse a um lugar onde ninguém consegue entender o que você fala, sente? Infelizmente, essa é a realidade de milhões de pessoas no mundo. A cada três segundos uma pessoa passa por situações similares, por causa de conflitos econômicos, políticos e sociais. Vivemos atualmente a mais grave crise de refugiados desde o fim da II Guerra Mundial, em 1945. De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas) são 75,6 milhões de pessoas fugindo de guerras, violência ou perseguição. Desse número de imigrantes 22,5 milhões são refugiados.
Pessoas em situações de extrema adversidade como essas que perdem tudo, mas que, mesmo em meio ao caos, seguem lutando para manter a esperança e a dignidade inspiraram a criação do mais novo espetáculo da Tecer Teatro de Curitiba. “KAZA não trata apenas de situações de guerra ou de exílio. É sobre ter que partir, sobre perdas e suas consequências, em como sobreviver a essas experiências. Perder a família, um filho, a terra, a cultura. Ser obrigado a deixar seu país, sua cidade, a língua natal, o emprego, a casa. Sua história, seu passado e tudo o que nos representa. Os planos para o futuro, o sonho e a esperança. Perder o chão, perder o norte. Sobre morrer e renascer. Ou morrer em vida”, conta a diretora Cristine Conde.
O solo interpretado pela atriz Fabiana Ferreira, estreia dia 17 de março (sábado), às 20h, no Espaço Excêntrico (Mauro Zanatta). A temporada segue até dia 08 de abril, sempre aos sábados e domingos, às 20h. Além das apresentações abertas, o projeto prevê 12 apresentações gratuitas, desde que agendadas previamente, voltadas para público de escolas da rede pública, entidades assistenciais, pessoas com necessidades especiais, imigrantes, alunos de artes, entre outros.
Kaza aborda também a questão da incomunicabilidade. “A língua materna é a substância de que é feita a nossa alma”, diz Paulo Leminski, no posfácio de “O Inominável”, de S. Beckett, obra e autor que, entre outros, serviram como referências ao trabalho. A personagem, em uma situação de desespero, movida pelo medo e pelo instinto de sobrevivência, tenta se comunicar, mas não é compreendida, apesar de falar em 11 línguas diferentes, entre elas: português, árabe, corso, alemão, irlandês, holandês, francês, espanhol e até galês. O texto é curto, não apresenta uma narrativa, é composto por palavras soltas, de significado universal e de familiaridade sonora. O som e a palavra ora se manifestam quase como um grito impossível de conter ora como um lamento. Quem assina o trabalho vocal é Edith de Camargo. A trilha, a cargo de Tiago Constante, é executada ao vivo e é companhia no caminho da personagem desde o primeiro dia de ensaio. A forte fisicalidade é uma característica da Tecer e neste trabalho Airton Rodrigues é o responsável pela preparação corporal da atriz.
Assim como os que passam pela experiência de tornar-se de alguma forma refugiado ou exilado, a personagem alimenta o desejo de voltar para casa, sem saber que, na verdade, a ruptura com o passado é permanente. “O nome escolhido para o espetáculo aponta este desejo ampliando seu significado, do micro ao macro universo, KAZA tem relação com a origem, a alma, a essência, o planeta”, conta Fabiana que também é a idealizadora e produtora do projeto.
“Minha personagem é uma sobrevivente, luta pela vida em meio aos mortos, as peças de roupas que compõem o cenário, assinado também pela diretora, representam essas pessoas e suas histórias. São como peles com as quais a personagem tenta se reconstruir. Nossa intenção com este projeto é dar visibilidade para essas pessoas traumatizadas pelo sofrimento e desespero. Afinal, o que sobra, quando perdemos tudo o que amamos? Kaza aponta para o caminho da luta e da transcendência”, finaliza.
Este projeto é uma realização da Tecer Teatro – Arte, Educação e Cultura e foi incentivado pelo Banco do Brasil por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.
Serviço: O quê: Espetáculo Teatral Kaza Quando: 17 de março a 08 de abril (sábados e domingos) Que horas: 20h Onde: Espaço Excêntrico (Mauro Zanatta) Endereço: Rua Lamenha Lins, 1429 – Rebouças, Curitiba Telefone: (41) 4127 4702 Quanto: R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada) Classificação: 14 anos Duração: 50 minutos Realização: Tecer Teatro – Arte, Educação e Cultura
KAZA – Tecer Teatro / fotografia: Elenize Dezgeniski