BUTŌ OCUPA CURITIBA COM DANÇA, PERFORMANCE E CORPOS EM TRANSFORMAÇÃO

E se o corpo não precisasse estar sempre funcionando? E se o cansaço, a fragilidade, a deformação e até a morte também pudessem ser matéria de criação? É a partir dessas perguntas que “Liturgia dos Escombros – Mostra de butō contemporâneo” chega a Curitiba. Fruto de uma iniciativa independente dos próprios artistas e produtores envolvidos, a mostra ocupa o Espaço KÀ de Artes e a Casa Hoffmann, entre 18 e 22 de setembro, com performances, cine-butō, oficinas e conversas.

Idealizada pelo butōista Lucca Lírio e pelos dançarinos de butō Beatriz Marçal e Caio Frankiu, com direção e curadoria de Lucca, a mostra parte de uma linguagem nascida no Japão do pós-guerra, que rompeu com padrões tradicionais de beleza, virtuosismo e representação. Inspirada nas linhagens de Tatsumi Hijikata, Kazuo Ohno e Yoshito Ohno, Liturgia dos Escombros aproxima o butō de questões do presente: exaustão, ancestralidade, desejo, precariedade, memória, morte e transformação. “O butō não começa perguntando como um corpo deve parecer. Ele pergunta o que esse corpo carrega, o que o atravessa e o que ainda pode nascer dele. Olhar para a fragilidade pode ser um gesto radical”, afirma Lucca Lírio.

Dois espaços, duas atmosferas
A programação foi pensada em duas frentes curatoriais, criando experiências distintas para o público. No Espaço KÀ acontece o SOMOS KÀ-baret, programação paga que recupera uma dimensão experimental, noturna, erótica e marginal ligada às primeiras experiências do butō. Em diálogo com o Ankoku-Butō, a “dança das trevas” de Tatsumi Hijikata, a programação mistura performances ao vivo, cine-butō, registros históricos e festejos.

Entre os trabalhos estão performances ao vivo e transmissão de vídeo-dança butō, além de vídeos de arquivo da história do Butō e outras produções audiovisuais. “O Espaço KÀ permite uma relação mais carnal, excessiva e indisciplinada com o butō. É um espaço em que a performance pode acontecer junto com o cinema, a música, o encontro e a presença do público”, explica Beatriz Marçal.

Na Casa Hoffmann, as apresentações de 20 a 22 de setembro são gratuitas e assumem uma atmosfera mais ritualística, meditativa e fantasmagórica, aproximando-se das poéticas de Kazuo Ohno e da transmissão de Yoshito Ohno. “Nesse segundo polo da nossa mostra, decidimos honrar a linhagem mais onírica e surreal que chega até nós de Kazuo e Yoshito Ohno, onde se dança com os Ancestrais, dança-se com quem já não está mais aqui nesse plano, encontrando-se no limiar de vida. A morte aqui existe como um último suspiro, um alívio do retorno ao éter primordial” afirma Lucca.

Corpos que viram memória, criatura e paisagem
Nas performances, os corpos deixam de ser apenas instrumentos para se tornar matéria, arquivo, paisagem, criatura, fantasma e raiz.

Entre os trabalhos apresentados estão Bloodline Ritual: O que os Ancestrais deixam no corpo, de Lucca Lírio; A Morte que Nela Habita, de Beatriz Marçal; Cyber, de Alessandra Giacomoni; Kanashibari Hypnagógico, de Bruno Sanctus; Pollen-Pólem(os), de Caio Frankiu; Anemia, de Dani Durães; e Butōsei no YoaKe (Alvorecer Butônico): Uma raiz que atravessa o futuro, criação coletiva dos cinco artistas citados anteriormente sobre transmissão, transformação e continuidade. “O corpo é também espaço. Quando ele ocupa, desloca ou transforma um lugar, cria outra relação com a cena e com quem está assistindo. É esse cruzamento entre corpo, espaço e dramaturgia que atravessa o meu trabalho”, afirma Caio Frankiu.

Quando o butō sai do palco
A mostra também abre espaço para formação e pesquisa. Na Casa Hoffmann, a programação inclui as oficinas Karada – O Corpo Vazio, MA – O Espaço-Entre, além da Roda de Conversa Butô: Origem e História.

Antes da abertura da mostra, no dia 13 de setembro, a Casa Hoffmann recebe, dentro da programação Portas Abertas, a oficina Butô: Inclusão Radical. A atividade é gratuita e aberta a diferentes corpos, idades e habilidades, sem necessidade de experiência anterior em dança.

A proposta parte de uma provocação: e se a fragilidade também fosse beleza? “Existe uma ideia de que determinados corpos precisam ser consertados antes de ocupar uma cena. A gente quer fazer o contrário: começar pelo corpo que existe, com suas marcas, seus limites, sua história e suas possibilidades. O butō começa aí”, afirma Lucca.

A pesquisa também ultrapassa o palco. Lucca Damilano e Nabylla Fiori de Lima tiveram aprovada no 1º Congresso de Dança da UNESPAR a pesquisa Butō como prática de cultivo: investigando a fronteira entre vida e cena, que será apresentada durante o Seminário de Pesquisa Acadêmica, realizado de 14 a 18 de setembro, em Curitiba. O estudo investiga o momento em que o viver cotidiano pode se transformar em dança, a partir da compreensão do butō como uma prática de cultivo, borrando as fronteiras entre arte e vida.

Entre o cabaré e o ritual, o grotesco e o sublime, a sombra e a flor, Liturgia dos Escombros aproxima diferentes linhagens, corpos e modos de criação. Para Lucca, “um corpo que não precisa ser perfeito para estar em cena. Um corpo que pode parar, desaparecer, se transformar, e continuar”, finaliza.

SERVIÇO:
LITURGIA DOS ESCOMBROS – Mostra de butō contemporâneo
Data: 18 a 22 de setembro de 2026
Espetáculos de Classificação: 14 anos

SOMOS KÁ-BARET
De: 18 e 19 de setembro | 19h às 22h
Local: Espaço Kà de Artes (Rua Treze de Maio, 506 – Centro)
*Performances, cine-butō, vídeos e registros históricos.

Ingressos via Sympla aqui

LITURGIA DOS ESCOMBROS
De: 20, 21 e 22 de setembro
Local: Casa Hoffmann (Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco)

Horarios: 9h às 13h: oficinas e formação | 14h às 18h: ensaios técnicos | 19h às 22h: performances

*Apresentações gratuitas, retirada de ingressos com uma hora de antecedência. Oficinas gratuitas mediante inscrição., no link: aqui

PORTAS ABERTAS
Dia: 13 de setembro | domingo | 9h às 13h | Casa Hoffmann

Oficina Butô: Inclusão Radical

*Atividade gratuita, aberta a diferentes corpos, idades e habilidades. Não é necessário ter experiência anterior em dança. Inscrições na hora.

Instagram: @pocoependulo | @espacokadeartes

PROGRAMAÇÃO:

A programação começa no dia 13 de setembro, antes da abertura oficial da mostra, com a Oficina Butô: Inclusão Radical, realizada das 9h às 13h na Casa Hoffmann, dentro do projeto Portas Abertas. Gratuita, a atividade é voltada a diferentes corpos, idades e habilidades, sem necessidade de experiência anterior em dança.

Nos dias 18 e 19 de setembro, o Espaço KÀ recebe, das 19h às 22h, o SOMOS KÁ-baret, reunindo performances, cine-butō, vídeos e registros históricos, e uma programação audiovisual dedicada ao universo do butō. A entrada com 3 lotes e venda na hora.

De 20 a 22 de setembro, a Casa Hoffmann concentra a programação principal de Liturgia dos Escombros, com atividades formativas pela manhã e performances à noite. No dia 20, o público poderá assistir a Bloodline Ritual: O que os Ancestrais deixam no corpo, de Lucca Lírio; A Morte que Nela Habita, de Beatriz Marçal; e Butōsei no YoaKe (Alvorecer Butônico): Uma raiz que atravessa o futuro, criação coletiva.

No dia 21, a programação reúne Cyber, de Alessandra Giacomoni; Kanashibari Hypnagógico, de Bruno Sanctus; e novamente Butōsei no YoaKe. Já no dia 22, são apresentados Pollen-Pólem(os), de Caio Frankiu; Anemia, de Dani Durães; e a criação coletiva Butōsei no YoaKe. As apresentações na Casa Hoffmann são gratuitas.

A programação formativa inclui as oficinas Karada – O Corpo Vazio, MA – O Espaço-Entre, a Roda de Conversa Butô: Origem e História e a partitura imagética e corporal do butō. As atividades são gratuitas mediante inscrição.

20 de setembro – Oficina Butō: Karada, O corpo vazio
Manhãs | 9h30 às 13h30 | R$ 75,00 a Inteira

21 de setembro – Oficina Butō: MA – O Espaço-Entre
Manhãs | 9h30 às 13h30 | R$ 75,00 a Inteira

22 de setembro – Roda de Conversa Butō: Origem e História
Manhãs | 10h-12h | Gratuita

Horários e inscrições: aqui

Assessoria de Imprensa: BB Comunica – @bb_comunica
Foto: Maria Tortato.

AKPALÔ: SARAU AFRO-CURITIBANO CHEGA AO “SEGUNDO ATO” COM PROGRAMAÇÃO GRATUITA VOLTADA À CULTURA URBANA E O RAP

O Akpalô: Sarau Afro-curitibano segue com a programação e chega ao seu “segundo ato” neste sábado (6), na Casa de Cultura Àlàáfíà, no bairro São Francisco, em Curitiba. Serão duas atividades ao longo do dia, ambas com inscrição online para recebimento da certificação de participação: a primeira, uma oficina de rima, das 10h às 12h; e, a segunda, uma oficina de danças urbanas, das 14h às 16h. A entrada é totalmente gratuita.


Samuel Costa e Liah Vitoria. Foto: Bru Silva.

Das 10h às 12h, acontece a oficina “Palavra e seu Modo de Resistência”, conduzida pela Associação de Rimadores – Contraste Social. O presidente do grupo, Samuel Costa, conhecido como Samuka, explica que a atividade busca desenvolver habilidades de escrita e improvisação, explorando a palavra como ferramenta de resistência, transformação social e transmissão de ideias e emoções, além de introduzir técnicas de construção de rimas e ritmo (flow).

Ele destaca que a oficina é voltada a quem deseja conhecer e aprofundar saberes sobre cultura de rua, cultura urbana, poesia e RAP, reforçando a importância de incentivar artistas em início de carreira: “Dar esse ‘up’, valorização, a quem está começando. Isso é muito importante”, inicia. Samuka também chama atenção para os desafios enfrentados pelos artistas da cena: “O maior problema que a associação tem encontrado está em que a maior parte dos artistas ‘são CLT’ e não conseguem viver da cultura.

Principalmente em Curitiba, local que ‘a gente sabe como é’. A maioria dos artistas que participam da associação são mulheres e homens negros e, agora, com a parceria aberta com o Slam Inclusão, também trazemos as pessoas trans e todos aqueles que são invisibilizados na cena cultural, que sai do padrão ‘clássico e europeu’ vigente na cidade. Então, nós estamos vindo na contramão e vamos seguir com esse trabalho de dar o espaço, voz e fomentar o diálogo, para que as pessoas venham conhecer quem são esses artistas, incentivar o trabalho desses artistas”, analisa.

Das 14h às 16h, a dançarina e coreógrafa Isis Silva ministra a oficina de Danças Urbanas. Vice-presidente do Centro Cultural Humaitá e coordenadora do RapPaz – Encontro Metropolitano de Cultura de Rua pela Paz, Isis atua desde 2012 em competições, apresentações e formação em dança, além de integrar a equipe da escola Ori Gem Dance, no Centro de Curitiba.

Ela destaca que quem participar da atividade da manhã chegará à tarde com “a energia aquecida”, também fortalecida pelo almoço servido pela Àlàáfíà.
Isis descreve sua condução artística: “Trabalho com um estilo all style, atravessado por referências como ragga, vogue, samba, house dance, reggaeton e popping, criando uma experiência dinâmica, diversa e viva. O público pode esperar uma vivência intensa, que mistura técnica, groove e identidade”, inicia.

A oficina, segundo ela, envolve aquecimento guiado pela musicalidade e consciência corporal; fundamentos dos estilos que a atravessam; exercícios de freestyle e troca; momentos de criação coletiva; e uma finalização que reconecta corpo, ritmo e território.

“É uma aula que respeita cada corpo, mas provoca cada pessoa a expandir sua expressão, ganhar presença e se conectar com a musicalidade que vem das ruas, das comunidades e das culturas afro”, completa Isis.

Sobre os primeiros dias e toda a programação
Os primeiros dias do Akpalô foram marcados por encontros potentes, que reuniram diferentes gerações e múltiplas linguagens artísticas em momentos de comunhão, troca e emoção. A programação inicial aprofundou debates e vivências sobre ancestralidade e espiritualidade, fortalecendo a presença de artistas afro-curitibanos e ampliando a circulação de seus trabalhos.

Também estiveram simbolicamente presentes figuras importantes da história afro-brasileira, como Chico Rei, evocando memória, resistência e legado. As atividades criaram um ambiente de conexão e diálogo, preparando o caminho para novas interações e experiências que seguem acontecendo na Casa de Cultura Àlàáfíà.


Feira de livros durante todo o evento.

Ao todo, serão sete dias de programação entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, incluindo teatro, música, dança, partilha de textos de autores afro-curitibanos, oficinas de escrita criativa e rodas de conversa. A programação completa está disponível no site da Ariramba Cultural e nos Instagrams: @ariramba_cultural e @centro_cultural_humaita

Sobre o Akpalô: Sarau Afro-curitibano
O Akpalô desponta como uma das principais iniciativas do calendário cultural da cidade. O ciclo é dedicado às oralidades, literaturas e artes de matriz africana e indígena. Inspirado na figura do akpalô, o contador de histórias e guardião de saberes da tradição iorubá, o projeto reúne mestres, educadores(as), artistas e comunidade em práticas que integram arte, educação e ancestralidade.

A realização é da Ariramba Cultural, da Associação dos Rimadores e do Centro Cultural Humaita, com coprodução da Casa de Cultura Àlàáfíà e de Mônica Margarido Produções Culturais. Durante as atividades, o público também poderá saborear pratos da culinária afro-brasileira preparados pela Àlàáfíà.

Apoio institucional
O projeto é viabilizado com apoio da Câmara Municipal de Curitiba e de vereadoras e vereadores que reconhecem a arte e a educação como ferramentas de transformação social. A iniciativa conta com emenda parlamentar coletiva articulada pela vereadora Giorgia Prates (PT), em colaboração com os vereadores Serginho do Posto (PSD) e Pier Petruzziello (PP).

Serviço:
Akpalô: Sarau Afro-curitibano
Data: 06 de dezembro (sábado)
Local: Casa de Cultura Àlàáfíà – Rua Jaime Reis, 480, São Francisco
Horário: 10h às 16h

Atividades:

O dia todo:
– Feira de livros.

10h às 12h:
– Oficina de rima “Palavra e seu Modo de Resistência”, com Associação dos Rimadores. Inscrições: clique aqui.

14h às 16h
– Oficina de Danças Urbanas, com Isis Silva. Inscrições: clique aqui.

Programação completa em www.arirambacultural.com.br

Fonte: Assessoria de imprensa: Gabriel Souza

CULTURA TANGUEIRA É APRESENTADA EM PROJETO DE SAMARA SFAIR EM CURITIBA

O projeto “Tango: a arte de não estar só” faz duas apresentações interativas e gratuitas durante a Mostra Solar, na Casa Hoffmann, em Curitiba, nos dias 22 e 31 de maio, com a participação do dançarino curitibano, Julian Cazuni. 

A expressiva arte do tango ganha destaque na Mostra Solar, na Casa Hoffmann, com o projeto inovador “Tango: a arte de não estar só”, idealizado pela produtora cultural, dançarina e educadora curitibana Samara Sfair. O público terá a oportunidade de vivenciar duas apresentações interativas e gratuitas nos dias 22 e 31 de maio, sempre às 19h30, com a participação especial do renomado dançarino curitibano Julian Cazuni. As performances prometem envolver a plateia em uma experiência única, apresentando uma coreografia original que narra a história de um casal ao longo de cinco músicas.

A singularidade do projeto reside na participação ativa do público, que será responsável por decidir o desfecho do relacionamento dos dançarinos através da escolha de cartões coloridos. Essa interação, aliada ao jogo de luzes, tornará cada apresentação imprevisível e memorável. “A dança é uma interação entre dois corpos, uma conversa na qual um propõe e o outro escuta e através da dança criar uma sinergia fina para execução dos movimentos com perfeito equilíbrio”, explica Samara Sfair, que tem sido uma figura chave na revitalização e popularização do tango em Curitiba, cidade considerada a terceira capital brasileira mais representativa da cultura tangueira.

Além das apresentações, o projeto “Tango: a arte de não estar só”, produzido pela Poço e Pêndulo Produtora Cultural, oferecerá bate-papos pós-espetáculo para promover o intercâmbio de conhecimentos entre artistas e produtores. Demonstrando um forte compromisso com a inclusão, as sessões contarão com intérprete de Libras durante o bate-papo pós espetáculo e, no dia 31 de maio, com audiodescrição da performance.

O projeto busca democratizar o acesso ao tango, rompendo com a histórica associação elitista e convidando novas gerações a se encantarem com essa rica expressão artística, declarada Patrimônio Imaterial da Humanidade. “Tango: a arte de não estar só” é um Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

SERVIÇO:
Apresentações “Tango: a arte de não estar só”
Datas: 22/05 – 19h30 | Público geral + roda de conversa com Intérprete de Libras
31/05 – 19h30 | Sessão com audiodescrição, voltada a pessoas com deficiência visual.
Local: Casa Hoffmann (Rua Dr. Cláudio dos Santos, 58 – São Francisco)
Entrada Franca: Retirada de ingressos a partir de 1 hora antes no local. Sujeito à lotação. Parte dos ingressos (10%), serão destinados a pessoas idosas, gestantes, deficientes ou obesas.
Classificação: Livre I Duração: 40 minutos

Ficha Técnica:
Direção: Samara Sfair | Coreografia: Rafael Bittencourt e Samara Sfair | Dançarinos: Samara Sfair e Julian Cazuni | Iluminação: Ike Rocha | Sonoplastia: Julian Cazuni | Operador de Som: Beatriz Marçal | Cenografia: Caio Frankiu | Coordenação: Poço e Pêndulo Produtora Cultural | Produção: Beatriz Marçal e Maria Sousa

Samara Sfair
É bailarina, coreógrafa, professora e tangoterapeuta, com atuação no Brasil e na Argentina. É também Professora Adjunta da Faculdade de Tango Del Angel, na Argentina. Pós graduada em Dançaterapia, possui formação em tango pelo Método Dinzel e especialização em dança-terapia. Como produtora da Copa Tango Curitiba, difunde a cultura tangueira e suas múltiplas expressões. Além de atuar como DJ de tango e organizadora de milongas, desenvolve pesquisas sobre a reabilitação através da dança, aplicando suas técnicas em casos de Parkinson e depressão. Seu trabalho valoriza a improvisação e o estilo pessoal dos alunos, promovendo um ensino acessível e envolvente.

Julian Cazuni
Bacharel e licenciado em Dança pela Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), o profissional se destaca como artista e docente com foco nas Danças de Salão. Idealizador do evento “É Tipo Zouk” em Curitiba/PR, promove processos artístico-educacionais e bailes para a formação de comunidades e a expressão cultural. Iniciou sua carreira como professor em 2015 na escola Danza Mais, retomando em 2024 o ensino do Tango. Com sólida experiência como bailarino, integrou companhias renomadas como “Identidade Cênica” de Renato Zóia, “Turma da Gafieira” de Jall Martins e “Mi Nombre es Tango” de Manuel Ortiz. Atualmente, em parceria com Nina Rodrigues, desenvolve estudos de Tango Escenario e Tango Pista, participando de congressos e maratonas coreográficas, além de apresentações com a Orquestra Paranaense de Tango (OPRT) desde de 2023.

Poço e Pêndulo Produtora Cultural
A Poço e Pêndulo é uma produtora cultural que trabalha com artistas independentes, empresas e demais fazedores de arte. Nosso objetivo é promover a democratização ao acesso das verbas fornecidas dentro da economia criativa por meio da facilitação da escrita e submissão de editais. Possibilitando assim que artistas fora do circuito principal consigam realizar seus projetos e atingir um maior público. A empresa foi fundada por Beatriz Marçal e tem como sócia Maria Sousa.
Site: https://www.instagram.com/pocoependulo/

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

AGRUPA CULTURA SE PREPARA PARA EXIBIÇÃO DO FILME “RAPSÓDIA EM AZUL”

O novo curta-metragem, com roteiro e direção de Marina Barancelli, que reflete de forma poética o racismo no balé e no audiovisual, foi inspirado na história e vida da lendária dançarina e atriz, Josephine Baker.

“Rapsódia em Azul” é um curta-metragem original, dirigido e escrito pela cineasta curitibana Marina Barancelli, com produção da Agrupa Cultura, que traz uma trama poética e sensível, sobre a luta contra o racismo estrutural nas artes, utilizando o balé como cenário para questionar as barreiras enfrentadas por artistas negros. Protagonizado por Ketheleen Souza, o filme se inspira na história de Josephine Baker, considerada a primeira celebridade negra mundial, e revela como o preconceito racial ainda impacta as artes cênicas, especialmente em ambientes tradicionalmente elitistas como o balé clássico. “O filme nasceu da necessidade de confrontar as estruturas que ainda limitam a expressão artística de corpos negros em espaços historicamente brancos”, explica Marina Barancelli, diretora do projeto.

Gravado em 2024 no Teatro Fernanda Montenegro, o curta narra a história de Carmen, uma bailarina negra, que realiza o sonho de ser protagonista em um espetáculo de balé clássico. A produção faz referência direta à icônica “danse sauvage” de Josephine Baker de 1926, quando ela se apresentou no palco com uma saia de bananas em Paris. “Embora aquela performance tenha tornado Baker uma estrela internacional, também reforçou estereótipos raciais sobre o corpo negro. Nossa obra propõe uma reflexão contemporânea sobre o racismo que persiste, questionando a inclusão verdadeira dos artistas negros em ambientes artísticos historicamente brancos”, detalha a diretora.

A trilha sonora do filme, inspirada em “Rhapsody in Blue” de George Gershwin (1924), define o tom da obra, estabelecendo conexões com a era do jazz e a transição entre a música clássica e contemporânea. O curta é narrado exclusivamente por meio da expressão visual, destacando o balé como linguagem não-verbal e forma de resistência.

O projeto da Agrupa Cultura priorizou a diversidade e a inclusão desde sua concepção, com uma equipe composta em 50% por profissionais negros e todas as funções principais ocupadas por mulheres. “Criamos uma plataforma para valorização dos corpos negros, dando visibilidade a histórias que precisam ser contadas tanto nas artes cênicas quanto no cinema”, finaliza Marina.

“Rapsódia em Azul” foi realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Sinopse:
Silêncio, movimento e um corpo que se recusa a desaparecer. Carmen, uma jovem bailarina negra, é escolhida para protagonizar um espetáculo de balé pela primeira vez. O que parece uma conquista pessoal logo se revela um campo de batalha silencioso — um palco historicamente não feito para corpos como o dela. Inspirado no legado de Josephine Baker, Rapsódia em Azul é um curta-metragem poético e político que explora raça, beleza e resistência por meio do movimento e do silêncio.


Na foto de Sofia Romani, a bailarina e atriz Kathleen Souza, protagonista do novo curta-metragem da Agrupa Cultura, escrito por Marina Barancelli, num filme que investiga a luta contra o racismo estrutural nas artes.

Informações:
Título original: Rapsódia em Azul
Duração: 14 minutos
País: Brasil
Ano: 2024
Gênero: Drama poético
Direção e Roteiro: Marina Barancelli
Produção: Agrupa Cultura
Idioma: Português
Legendas disponíveis: Inglês / Português
Formato de exibição: Digital HD – ProRes / H.264 – Áudio Estéreo 2.0

Ficha Técnica:
Direção e Roteiro: Marina Barancelli | Produção: Agrupa Cultura | Direção de Fotografia: Ana Torres & Daniela Kle | Direção de Arte: Giovanna Heroso | Montagem: Raíssa Castor | Figurino: Thay Lopes | Som e Trilha Sonora Original: Zak Beatz | Caracterização (Maquiagem e Cabelo): Kênia Coqueiro | Produção Executiva: Maria Veloso | Coordenação de Projeto e Produção: Camili Andrade | Direção de Produção: Kênia Souza | Elenco: Ketheleen Souza, Monique Benoski e Vida Santos

Sobre Marina Barancelli
É atriz, diretora e roteirista. Fundadora da Agrupa Cultura, vem construindo uma carreira comprometida com narrativas poéticas, políticas e pretas. Seus filmes foram selecionados para mais de 15 festivais nacionais e internacionais. “Rapsódia em Azul” é seu segundo curta como diretora e o mais pessoal até agora.

Sobre Agrupa Cultura
Criada em 2022, pelas artistas e produtoras Luiza Gutjahr e Marina Barancelli, a Agrupa Cultura surgiu para se tornar um ecossistema cultural que conta com núcleos formados por profissionais de extrema capacidade inseridos no mercado atual em diversas áreas artísticas e culturais do audiovisual, da música, do teatro e também como espaço cultural. Com dois anos de existência no mercado cultural e diversos trabalhos que conectam cada eixo, a Agrupa cria e desenvolve projetos que espalham pelo mundo a arte brasileira, e moldando o futuro do entretenimento.

Entre os principais projetos estão: o filme “MoonRiver”, indicado em festivais em Nova York – Film and Actor Awards, Alternative Film Festival do Canadá e Alibag Short Film Festival da Índia; além da promoção de mais de 20 cursos e a produção de mais de 30 eventos culturais, realizados no espaço Agrupa e em outros espaços da cidade com artistas locais.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

ESPETÁCULO TEATRAL TRAZ ÉDIPO: UMA ÓPERA RAP NO GUAIRINHA

Equipe de “Édipo: Uma Ópera Rap”, reunida para a montagem com estreia marcada para dia 8 de agosto no Teatro Guairinha, em Curitiba. Foto de Rapha Fernandes.

Aliando o clássico ao contemporâneo, a peça traz uma perspectiva feminina do mito de Sófocles, adaptação de Marcelo Bourscheid, produzido pela Entre 2 Produções para desmistificar e ampliar o olhar sobre as mulheres na história que sempre padeceram sob a tragédia grega, estreia dia 8 de agosto, gratuitamente, no Guairinha, em Curitiba.

Já imaginou misturar música clássica, com o rap, um mito trágico sob a perspectiva das mulheres praticamente esquecidas na história? Essa é a resposta cênica proposta pelo espetáculo Édipo: uma ópera Rap, montagem da Entre 2 Produções, que estreia dia 08 de agosto às 20 horas no teatro Salvador de Ferrante, o Guairinha. A obra é conduzida pela diretora Jossane Ferraz, dramaturgia de Marcelo Bourscheid, direção e composição musical de André Ricardo Souza e direção de movimento com Raphael Fernandes. Todo o processo foi feito de forma colaborativa e conduz o público para um olhar crítico feminino. Ismene e Antígona, representadas pelas atrizes e cantoras Taciane Vieira e Jaquelivre dão voz e corpo às filhas do rei Édipo, o mais infeliz de Tebas, soma-se a elas para narrar a história a cantora lírica Vanessa Rafaelly.

Um dos mais emblemáticos mitos da antiguidade greco-romana, Édipo ainda intriga estudiosos e artistas, e ainda é fonte inesgotável nas artes cênicas para análise das relações entre a cena contemporânea e o imaginário grego. De acordo com a diretora, o espetáculo se fundamenta na transposição dos elementos presentes no mito de Édipo para o contexto contemporâneo, “a base é uma dramaturgia própria resultante em um universo cênico com inúmeras pulsões e imagens poéticas oriundas do mito”, revela Joss. As protagonistas femininas cantoras juntam-se com uma orquestra majoritariamente formada por mulheres, ao corpo de baile – um grupo diverso de bailarinos de diferentes estéticas da dança hip-hop com influências de danças clássicas, jazz e dança contemporânea – agregar força e movimento a esta obra, assumindo, formações diferenciadas em cena e executando coreografias que vem completar o fio dramatúrgico do espetáculo.

“Nosso trabalho tem um caráter híbrido e dialoga com elementos da ópera, da tragédia, do hip hop e seu processo de criação promove a fricção criativa de artistas do hip-hop, músicos e compositores de formação erudita, cantoras líricas, atrizes cantoras, como agentes criativos nesta investigação pela tragédia de Sófocles”, conclui a diretora Jossane Ferraz.

Serviço:
ÉDIPO: UMA ÓPERA RAP
Estreia: 08 de agosto 2024 – 20 horas
Dia 9, 16h e 20h.
Dia 10, 16h e 20h.
Dia 11, 19h.
Local: Guairinha – Auditório Salvador de Ferrante
Rua XV de Novembro, 971 – Centro de Curitiba
Ingressos: Gratuitos

Sinopse
Édipo: Uma Ópera RAP
A clássica narrativa de Édipo, o rei tebano que mata o pai e se casa com a própria mãe, é um dos mitos mais conhecidos da antiguidade clássica. No espetáculo “Édipo: Uma Ópera RAP”, essa história é recontada a partir da perspectiva das filhas de Édipo, Antígona e Ismene, últimas remanescentes do legado imemorial de mortes e infortúnios que permeia a família de um dos personagens mais conhecidos da mitologia grega. Apostando na potencialidade do diálogo entre a tragédia grega, a ópera e o rap, esse espetáculo traz um elenco com artistas oriundos de diversas linguagens artísticas (hip hop, canto lírico, rap, dança, música, teatro) para dar voz ao que foi silenciado nesta moderna-antiga história: a voz das mulheres. Édipo, Laio, Etéocles, Polinices e todos os homens dessa história estão mortos. Restam a mulher e sua dor. Restam a mulher e sua voz. Vamos ouvi-las.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

ROTAÇÃO ESTREIA NACIONALMENTE EM CURITIBA INVESTINDO NAS RELAÇÕES DE PERSPECTIVAS ENTRE ARTISTAS E PÚBLICO

Giovanni Venturini e Lívea Castro realizam, junto ao público, ROTAÇÃO, botando corpos, coisas e relações em perspectiva no espaço. Foto de Elenize Dezgeniski

Com temporada no Teatro José Maria Santos até 16 de junho, a peça usa escadas para – entre teatro, dança e performance – criar um espaço onde o público faz parte da cena.

Inspirados em questões poéticas e contemporâneas acerca de conceitos como profundidade, altura, linha, ângulo, distância, tridimensionalidade, convergências e divergências, o ator Giovanni Venturini e a dançarina Lívea Castro estreiam em Curitiba, no próximo dia 30 de maio, sua nova criação. ROTAÇÃO é uma obra em que, acompanhados de dezenas de escadas, os artistas movem-se pelo desejo de perspectivar os seus próprios corpos, as coisas e o público, oferecendo – a cada sessão – encontros que multiplicam os modos de olhar e estar em cena e no mundo. A peça ROTAÇÃO terá curta temporada, até 16 de junho, no Teatro José Maria Santos.

Com uma dramaturgia poética, ROTAÇÃO busca expandir e tensionar a aliança entre corpos e tem como ponto de partida-encontro a relação entre Giovanni e Lívea, também idealizadores do projeto, que convidaram, para esta empreitada, o diretor Fernando de Proença, como nos conta Lívea: “Quando começamos a pensar o projeto, entendemos que precisávamos de alguém que tivesse experiência de trânsito entre as linguagens da dança e do teatro, e principalmente, alguém que pesquisasse sobre o encontro. Nesse sentido, Fernando foi essencial para potencializar as discussões que gostaríamos de formular. Foi um processo bem colaborativo onde nós três investigamos juntos os caminhos da criação.” Atuando nas fronteiras entre o teatro, a dança e a performance, esta peça é, também, o encontro entre as linguagens exploradas pelos artistas em suas trajetórias individuais. A ideia de “rotação” surge na peça não como verbo que sugere movimento, mas como possibilidade de olhar para o mundo.

A partir de textos, movimentos, interação entre corpos e objetos e troca entre performers e plateia, a cena provoca diálogos profundos sobre questões da vida. Giovanni Venturini conta que “A relação e o encontro com o público é um fator importante dessa peça e desse diálogo que se constrói. Apesar de termos uma estrutura fechada, existe a possibilidade de inúmeras aberturas a partir do outro, criando assim uma dramaturgia única a cada dia”. Trata-se de uma peça sobre perspectivas variadas de encontro que lança convites para o público viver e seguir até o fim. É preciso virar o olhar para o outro lado, enxergar por diferentes prismas. Quando há uma ROTAÇÃO, tudo aquilo que era visível já não é mais, principia-se uma atualização da perspectiva.

De acordo com o diretor do trabalho, Fernando de Proença, Rotação “investe –  a partir das relações entre artistas, público, escadas e espacialidade – na abertura de um diálogo entre Giovanni, Lívea e participantes que, na experiência de viver a gestualidade de subir e descer, ativam em seus corpos variações de presença, perspectiva e encontro”. Ele continua: “Rotação é sobre encontrar na cena e fazer, gentilmente, movimento lado a lado”. Destacadas no entre da cena, as escadas, que preenchem o cenário, fazem variações escalonadas e diversas sobre ser, estar, olhar, viver e se relacionar, investigando a potência das diferenças dos corpos, conta o diretor.

Com sessões gratuitas de quinta a domingo, a peça conta com intérpretes de Libras aos sábados e possui, em sua dramaturgia, aspectos descritivos, que também permitem a fruição por parte de pessoas cegas. A temporada corre durante apenas três semanas, sendo quinta a sábado às 20 horas e aos domingos às 19 horas. Os ingressos gratuitos estão disponíveis uma hora antes das apresentações na bilheteria do teatro. A temporada de estreia de Rotação é produzida pela Pomeiro Gestão Cultural e conta com recursos do Programa de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

Serviço “Rotação”:
Temporada de estreia de 30 de maio a 16 de junho
De quinta a sábado às 20h e domingos às 19h.
Local: Teatro Zé Maria
R. Treze de Maio, 655 – São Francisco, Curitiba – PR, 80510-030
Entrada: Franca – retirar ingressos 1h antes da sessão.
Duração: 50 min – Classificação: 14 anos

Ficha Técnica:
Artistas Criadores e Idealizadores: Giovanni Venturini e Lívea Castro
Direção: Fernando de Proença
Dramaturgia: Bobby Baq, Fernando de Proença, Giovanni Venturini e Lívea Castro
Desenho de Luz: Wagner Côrrea
Trilha Sonora e Desenho de Som: Lilian Nakahodo
Figurino: Luan Valloto
Interlocução de Movimento: Mário Lopes
Preparação Vocal: Jessie Rolim
Interlocução em Descrição: Manoel Negraes
Assistentes de Figurino: Ísis Solano e Laura Bevilaqua
Calçados: Gasp
Operação de Luz: Semy Monastier
Operação de Som: Machison Abreu
Técnico de Luz (Montagem): Nicolas Caus
Motorista e Ajudante: Joacir Furtado da Silva
Intérprete de Libras: TAÉ – Libras e Cultura (Equipe: Elaine Moreira, Jéssica Nascimento, Kelly Caobianco, Nathan Sales e Talita Grünhagen)
Direção de Produção: Igor Augustho
Produção Executiva: Cindy Napoli
Produção: Rebeca Forbeck
Estagiário de Produção: Luciano França
Design Gráfico e Identidade Visual: Daniel Minchoni
Assessoria de Comunicação: Bruna Bazzo – BB Comunica
Gerenciamento de Tráfego Pago: Thays Cristine
Fotografia: Elenize Dezgeniski
Videografia: Lidia Ueta
Motions: Ricardo Kenji
Captação de Recursos: Meire Abe
Realização: Lívea Castro
Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

Sobre os artistas:
Lívea Castro é artista de dança, professora, pesquisadora e videoartista. Graduada em Dança pela UNESPAR e pós-graduada em Estudos Contemporâneos em Dança pela UFBA. Foi uma das artistas selecionadas em ENCUENTROS – ações de diálogos em dança Curitiba/Bogotá (2022), e, junto com Giovanni Venturini, artista residente no programa 20minutos.mov (2023). Como artista e mãe indisciplinada, caminha por diferentes áreas de conhecimento, e suas pesquisas e criações são atravessadas pelo interesse no encontro, diversidade de corpos, alteridades e presenças humanas e extra-humanas como potência para repensar relações. Integra o coletivo Nó Movimento em Rede (BR).

Giovanni Venturini, além de ator, é roteirista formado pelo Instituto de Cinema. Protagonizou o curta “Big Bang”, de Carlos Segundo, onde recebeu o prêmio de melhor ator no Festival de Cinema de Brasília de 2022. Está no elenco de “Justiça 2”, série de grande sucesso da Globoplay. Nos palcos, desde 2019, percorre muitas cidades apresentando seu monólogo “A não ser”. Integrou o elenco de “Brian ou Brenda?” com direção de Yara de Novaes e Carlos Gradim também no ano de 2019. Foi dirigido por Clarisse Abujamra em 2014 em uma versão do clássico “Casa de Bonecas” de Ibsen. Seja nos espetáculos ou na escrita, Giovanni sempre traz a discussão de ser um corpo com deficiência, e fora dos padrões estéticos estabelecidos.

Fernando de Proença é diretor, ator, pesquisador de teatro e jornalista. Trabalha na prática de seu ofício na cena entre performance, dança e teatro há 25 anos. Doutor e Mestre em Teatro pela PPGT/UDESC. No entrecruzamento de linguagens, procura se atentar às ideias que moram no tempo, no corpo, nas vias, nos contextos e na experiência.

RISOFLORA FESTIVAL DE CARNAVAL

O @risoflorafestival acontece entre os dias 17 à 21 de fevereiro, de sexta à terça de carnaval, em São José dos Pinhais-PR, no Tio Miro Acampamentos: uma chácara com mais de 63 mil metros de área verde, com lagos, trilhas, nascentes e ótima estrutura para receber nosso festival multicultural.

Serão cinco dias de música, arte, teatro e natureza. Com programação infantil, oficinas, bazar, e é claro que o @sebinhofatoagenda também irá participar com seus livros e discos!!!

SHOWS:
Sexta:
23h – @fandanguara

Sábado:
15h30 – Xande Lírios
17h30 – @thais.morell
20h30 – @relespublica
22h30 – @orquestrafriorenta

00h – Festa Saga

Domingo:
15h30 – @leofressato
17h30 – @rubiadivino
20h30 – Rosa Armorial
22h30 – Confraria da Costa
00h – @bailedolula

Segunda:
15h30 @janinemathias
17h30 @Osencantados
20h30 @RaissaFayet
22h30 @MumbaiExpressbrasil
00h @osEngraxates

Terça:
15h30 – Siri bloco
17h30 – Riso Bloco
20h30 – @vulcaniotica
22h30 – @dimelo_imorrivel
00h – Pipoca da Jay (@jaydeoya)

OFICINAS:
Fotografia documental, Produção de Cerveja Artesanal, Dança Cigana, Poesia Marginal, Dança do ventre, Ioga.

PROGRAMAÇÃO INFANTIL:
A Colônia Risoflora acontece de sábado a terça durante o horário dos principais shows, permitindo que as mamães e papais possam curtir, enquanto a equipe do @tma.acampamentos toma conta dos pequenos. Na colônia está incluso jantar, lanche e monitoria na proporção de 1 monitor a cada 10 crianças.

O Tio Miro Acampamentos é especialista em receber escolas e grupos infantis tendo como clientes algumas das mãos exigentes escolas da região sul do Brasil.

Confira PROGRAMAÇÃO COMPLETA no insta: @risoflorafestival

LOCAL:
@tiomiroacampamentos conta com chuveiros a gás, vestiários, piscina, restaurante, lanchonete 24h, bares operados pelo festival, área coberta para os shows, arvorismo, escalada, parquinho, caiaques, horta, animais, pomares e uma equipe de monitoria para as crianças.

O Festival Risoflora de Carnaval é uma realização de: @libelulafestival @curitibajazzfestival

Muito obrigado por convidar nosso @sebinhofatoagenda, @ca.fonna! ❤️

Tmj: @hype.brasil @fatoagenda

Ingressos: https://loja.risoflora.online/

GRUPO OBRAGEM DE TEATRO OFERECE OFICINAS GRATUITAS DE DANÇA PARA O PÚBLICO EM GERAL

Ane Adade e Patrícia Machado

As oficinas serão ministradas pelas bailarinas e coreógrafas Ane Adade e Patrícia Machado

O Grupo Obragem de Teatro está com inscrições abertas para oficinas gratuitas de dança com as bailarinas e coreógrafas Ane Adade, que acontecerá do dia 30 de agosto ao dia 1º de setembro, das 18h às 22h, e Patrícia Machado de 15 a 17 de setembro, no mesmo horário. As duas oficinas serão realizadas no Espaço Obragem, localizado na Alameda Júlia da Costa, 204, bairro São Francisco, em Curitiba. O público interessado tem até o dia 29 de agosto para se inscrever gratuitamente, acessando https://linktr.ee/grupoobragemdeteatro

Ane Adade que já trabalhou com coreógrafos com Luis Fernando Bongiovanni, Gustavo Ramirez (Espanha) e Olga Roriz (Portugal), irá ministrar a oficina “Dança: processos de criação”, onde irá compartilhar metodologia de processos de criação, além disso, Comportamentos, sentidos e estados afetivos serão ativados a fim de comunicar novas presenças e experiências, desestabilizando os conceitos formais de criação em dança. Segundo a coreógrafa, o público de sua oficina, pode esperar “brincar a sério!  Criar espaços para o imaginário criativo. Ativar repertórios corporais através do jogo, da improvisação e da investigação do gesto, dos sentidos e dos afetos. Experimentar a presença”, enfatiza Ane Adade.

Patrícia Machado irá conduzir a oficina “Poética Ativa”, onde os participantes serão convidados a experimentar a dança como felicidade física e propulsora de paixões individuais e coletivas, tendo o corpo como discurso expressivo e lugar de pulsão criativa. A bailarina e coreógrafa, também atua como performer e artista docente. Fez sua formação em Dança pelo Institut del Teatre de Barcelona. Desde 2016 desenvolve trabalhos coreográficos e performativos que trazem como temas centrais questões relacionadas à imigração e refúgio.

As oficinas são uma ação de contrapartida social prevista pelo projeto “A menina; o cachorro; o velho”, o novo espetáculo de dança e imagens para crianças do Grupo Obragem, com estreia prevista para outubro de 2022.

Esse projeto foi aprovado pelo Programa de Fomento e Incentivo à Cultura da Secretaria Estadual da Cultura do Paraná/2019.

SERVIÇO:


Oficina: Dança – processos de criação
Quando? 30 e 31/08 e 01/09, das 18h às 22h
Onde? Espaço Obragem – Alameda Júlia da Costa, 204 – São Francisco, Curitiba-PR
Ministrante: Ane Adade
Público-alvo: estudantes; professores; artistas e demais interessados
Duração: 12h
Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/oficina-processos-de-criacao-com-ane-adad/1683155
Quanto: Gratuita


Oficina: Poética Ativa
Quando? 15, 16 e 17 de setembro de 2022, das 18h às 22h
Onde? Espaço Obragem – Alameda Júlia da Costa, 204 – São Francisco, Curitiba-PR
Ministrante: Patrícia Machado
Público-alvo: estudantes; professores; artistas e demais interessados
Duração: 12h
Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/oficina-poetica-ativa-com-patricia-machado/1683157
Quanto: Gratuita

Contato de Assessoria: Jamilssa Melo l 41 99902-1070

SARAU DOS REFUGIADOS E IMIGRANTES

Dia 25 de junho, sábado, a partir das 10h, Curitiba recebe o Sarau dos Refugiados e Imigrantes no pátio da reitoria da Universidade Federal Do Paraná, no centro da cidade. A programação conta com música, poesia e meditação, além de serviço de assessoria cidadã ao imigrante, feira de artesanato, feira de gastronomia, desfile de roupas típicas e muito networking. O evento é gratuito e aberto ao público.  O Sarau recebe inscrições gratuitas até às 23h59 do dia 23/06 (quinta-feira) para expositores (imigrantes e refugiados) de artesanato, gastronomia ou serviço, através deste link: https://forms.gle/tYzgQSJTZTnGanJk7

Atualmente o Paraná é o estado brasileiro que mais recebe imigrantes, nos últimos cinco anos foram mais de 20 mil estrangeiros registrados pelo Centro de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas do Paraná (CEIM). Em maior parte: venezuelanos, haitianos, africanos, além de sírios, afegãos e, mais recentemente, ucranianos refugiados da guerra contra a Rússia. O evento vem comemorar duas datas importantes: o Dia Mundial dos Refugiados, 20 de junho, e o Dia Nacional do Imigrante, 25 de junho.

Blaise Musipere

O Sarau foi idealizado pelo ator e cantor congolês, Blaise Musipere, reconhecido por atuações nas novelas da Rede Globo: ‘Nos Tempos do Imperador’, ‘Malhação’, ‘Novo Mundo’ e ‘Órfãos da Terra’. O evento também conta com a participação do ator e cantor sírio naturalizado brasileiro, Kaysar Dadour, reconhecido por participação no reality show Big Brother Brasil, e atuação nas novelas: “Órfãos da Terra” e “Cara e Coragem”.

A ideia do Sarau dos Refugiados e Imigrantes surgiu da indignação diante do assassinato brutal do refugiado Moïse Kabagambe, no início de 2022, no Rio de Janeiro. A repercussão mundial do caso, a origem comum de Moïse e Musipere (República Democrática do Congo), e a comoção diante das guerras de ontem e de hoje, inspiraram a atitude em criar um espaço de troca de experiências e socialização de refugiados e imigrantes.

Musipere veio a Curitiba com essa ideia e encontrou apoio das produtoras Verônica Menezes, Aoca Cultural, e Carol Azolin, Aoca Eco Arte, que acolheram de pronto sua proposta. Juntos, buscaram a Universidade Federal do Paraná como principal parceira por vários motivos. O mais relevante deles é o fato de que,  do ponto de vista institucional, a Universidade é referência nacional no acolhimento a imigrantes e refugiados, além de abrigar a Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM) – projeto do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) com universidades brasileiras para apoio a pessoas refugiadas ou em situação de refúgio.

A identidade visual foi desenvolvida por Alexandre Valente, Diretor de Comunicação do programa Aoca Eco Arte. A intenção é representar os refugiados e imigrantes buscando elementos comuns a todos. Na imagem, é possível visualizar uma família composta por uma mãe grávida com duas sacolas, uma nas costas e outra nas mãos; um homem carregando uma criança no colo e uma sacola na mão, e uma criança carregando uma sacola. Espelhando a composição, cria-se uma mandala trazendo uma referência circular, com o centro do desenho representando o planeta. Os desenhos são ligados entre si formando as conexões e trazendo reflexão através da simbologia das sacolas que, segundo o criador da arte, “Deixam para trás a INTOLERÂNCIA, o EGOÍSMO, a VIOLÊNCIA e carregam HISTÓRIAS, ESPERANÇA E AMOR. E principalmente a mensagem: Sejam sempre BEM-VINDOS!”

COMO PARTICIPAR?
Se você é artista ou expositor e gostaria de participar com sua arte, preencha esse formulário: https://forms.gle/tYzgQSJTZTnGanJk7. Inscrições até às 23h59 do dia 23 de junho (quinta-feira).

– ARTISTAS: Se você é artista (música, poesia, artes plásticas, visuais, dança, performances em geral) inscreva sua participação no Sarau. Inscrição gratuita!

– EXPOSITORES: Se você tem algo para expor e comercializar no evento, como: artesanato, gastronomia ou algum serviço, preencha o formulário de participação. Inscrições gratuitas até às 23h59 do dia 23/06 (quinta-feira) para expositores (imigrantes e refugiados) de artesanato, gastronomia ou serviço.

– VOLUNTÁRIOS NA PRODUÇÃO: As inscrições se estendem também à área de apoio voluntário à equipe de produção do evento, além de compor a grade de programação do evento, os participantes terão direito a certificado emitido pelo PROEC/UFPR.

Obs.: A taxa de inscrição foi retirada. A organização dá prioridade aos refugiados e imigrantes, porém a inscrição é aberta a todXs. Expositores brasileiros também são bem-vindos no evento!

CIDADANIA:
O evento contará com uma barraca de atendimento cidadão aos imigrantes e refugiados para encaminhamento aos serviços governamentais, através da Cátedra Sérgio Vieira de Mello (UFPR).

ARRECADAÇÃO DE DOAÇÕES:
No evento serão arrecadados alimentos não-perecíveis, roupas, cobertores, livros e itens de higiene pessoal para distribuição aos refugiados, imigrantes em situação de vulnerabilidade e moradores em situação de rua. As arrecadações serão destinadas ao Projeto de Acolhida para Migrantes e Refugiados da ABAi (Associação Brasileira de Amparo à Infância).

ECOPONTO:
Também serão arrecadados materiais recicláveis (latas de alumínio, garrafas pet e papelão), lixo eletrônico e óleo de cozinha no Ecoponto do Aoca Eco Arte, programa do Aoca Cultural de incentivo à economia criativa e circular que viabiliza a produção cultural através da coleta de resíduo. Trocando em miúdos, “transforma lixo em arte” ao patrocinar a produção de diversos produtos finais como videoclipes, podcasts, shows, mostras e festivais – amparando em especial a arte periférica e descentralizada. Essa iniciativa segue as normativas e diretrizes do Instituto Lixo Zero Brasil e conta com a parceria do Paraná Lixo Zero.

SERVIÇO:
Sarau dos Refugiados e Imigrantes
Data: 25 de junho, sábado.
Horário: 10h às 18h.
Local: Pátio da Reitoria UFPR, Rua XV de Novembro, 1299, Centro, Curitiba-PR.
Entrada Gratuita.
Instagram: www.instagram.com/saraudosrefugiados/

FICHA TÉCNICA
Produção: Aoca Eco Arte
Produção Executiva: Aoca Cultural
Realização: UFPR, Sipad/UFPR, PROEC/UFPR
Apoio: Sinditest, Casla Latino-Americana, Cátedra Sérgio Vieira de Mello, ABAi, SATED/PR, Paraná Lixo Zero, Sebinho FATO Agenda, FATO Agenda, Avos, CW Foto & Vídeo.

ISSO É UM CONVITE, UMA CONVOCATÓRIA, UM CHAMAMENTO ABERTO QUE CELEBRA A PRIMEIRA DÉCADA DE ATIVIDADES DA CASA SELVÁTICA!

Selva aberta
Há dez anos a Casa Selvática existe em Curitiba com um espaço in-disciplinar, de convivência e festivo. Sabemos da importância desse espaço para a cidade e, por isso, queremos pensar um gestão compartilhada para que a coisa siga existindo.

Este espaço é sonho conjunto, plataforma para ser transformada em seu uso, loucura para ser compartilhada, obra aberta, in process, transgressora e pulsante. Neste momento, entendendo nosso caminho até aqui, abrimos casa e coração: queremos nos relacionar com mais artistas, coletivos, propostas e repensar a forma de residir na Casa Selvática, encontrando novas parcerias e projetos de ocupação e insistência do sobrado mais amado do underground, na capital mais fria do país.

Convidamos
Pessoas artistas, produtoras, agitadoras, ativistas e quem mais esteja a fim de pensar, ser e fazer a Selvática para colar junto!

Venha, ocupe a Selvática com seus desejos, ideias e utopias!

Tragam
Suas propostas de ocupação da casa com oficinas, debates, encontros, apresentações, ensaios, investigações, grupos de pesquisa, possibilidades para criação de mundos e lançamentos de livros e filmes.

Agito
Para começarmos a movimentação de interessades neste novo momento, convidamos todes que desejam integrar as discussões e a vida selvática para um encontro afetuoso e cheio de amor onde compartilharemos espaço, ideias e projetos para a nossa casa.

Abrimos as portas! Venha junto e refloreste a Selva conosco!

Serviço:
Data: 19 de abril, às 18:30!
Local: Casa Selvática: R. Nunes Machado, 950, Rebouças, Curitiba-PR.
Instagram: www.instagram.com/selvaticaoficial/
Site: www.selvatica.art.br/
Fonte: Selvática