Blogue FATO Agenda divulga: 1) vagas e oportunidades em comunicação social, mkt e design em Curitiba e região. 2) Agenda cultural da cidade. 3) Livros e discos de vinil (do Sebinho FATO Agenda). Editado há 17 anos (desde 2009) pelo jornalista Leandro Hammerschmidt.
Peça propõe uma reflexão sobre a liberdade ao reinterpretar a trágica história do Circo Vostok. Apresentação única acontece dia 23 de maio (sábado), com ingressos a partir de R$ 10,.
A Cia de 2, grupo teatral com mais de 20 anos de trajetória, chega a Curitiba para uma apresentação única do premiado espetáculo de teatro e circo “Leões, Vodka e um Sapato 23”. A sessão acontece dia 23 de maio (sábado), às 20h, no Teatro do Sesc da Esquina.
A montagem parte do trágico e conhecido evento envolvendo o Circo Vostok para convidar o público a uma profunda reflexão sobre o aprisionamento – seja ele físico, social ou psicológico. Ao colocar em cena leões que enfrentam o seu destino no picadeiro, a obra levanta um questionamento contundente: afinal, quem realmente está enjaulado? Os animais ou nós, presos em nossas próprias contradições e injustiças humanas?
O espetáculo mistura os “restos” de uma banda e de um circo, utilizando pedaços de lona e sobras de vodka em um ambiente tomado por murmúrios russos e rugidos felinos. Em cena, quatro leões bufos convocam a plateia para testemunhar sua própria morte, sua miséria e os amargos dias de fome dentro da jaula. O tom tragicômico e a estética circense criam uma atmosfera imersiva e provocativa.
Desde sua estreia oficial em 2019, na 5ª edição do CIRCOS (Festival Internacional Sesc de Circo, em São Paulo), a peça tem trilhado um caminho de grande sucesso de público e crítica. A obra já circulou por inúmeras unidades do Sesc em São Paulo e no Paraná, além de ter integrado a programação de importantes festivais nacionais e internacionais, como o FESTCLOWN (Brasília), FESTIA (Canoas) e o Festival de Inverno de Bonito (MS).
“Leões, Vodka e um Sapato 23” rendeu a Cia de 2, prêmios de destaque na cena teatral nacional, incluindo: Festival Nacional de Teatro de Duque de Caxias (2023): Vencedor nas categorias Melhor Espetáculo (1º lugar), Melhor Direção e Melhor Cenografia e FENATA – Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa (2019): Vencedor de Melhor Espetáculo (Júri Popular) e Melhor Figurino.
Serviço: Espetáculo “Leões, Vodka e um Sapato 23” (Cia de 2) 23 de maio, sábado, às 20 horas Sesc da Esquina — R. Visconde do Rio Branco, 969 – Mercês, Curitiba Ingressos: R$ 30 (inteira) | R$ 15 (meia-entrada) | R$ 10 (Trabalhador do Comércio) Classificação Indicativa: Maiores de 12 anos
Ficha técnica: Elenco: Adriano Laureano, Jean de Oliveira, Jonas di Paula e Guilherme Padilha Direção: Daniela Biancardi Direção Musical: Mateus Guimarães Figurinos: Chris Galvan Maquiagem: Daniela Biancardi Iluminação: Miguel Ramos Orientação Dramat gica: Suzana Aragão Cenografia: Núcleo de Pesquisa e Montagem do espetáculo Confecção de Cenário: Willian Alves e Orlando Sales Edição de Som: DJ Evelyn Cristina Adereços: Márcio Douglas e Orlando Sales Produção: Jean Oliveira
Montagem híbrida que une tragédia grega, ópera e rap reestreia em Curitiba com protagonismo feminino e entrada gratuita nos dias 22 e 23 de maio.
Entre o trágico e o pulsante, entre o mito e a urgência do agora, o espetáculo “Édipo: Uma Ópera RAP” retorna para uma temporada, em novo formato, renovando sua potência estética e política ao revisitar um dos mais conhecidos mitos da antiguidade sob uma perspectiva radicalmente contemporânea: a das mulheres que sobreviveram à tragédia.
Após sessões lotadas no Teatro Guairinha, em 2024, a montagem da Entre 2 Produções chega à Capela Santa Maria para duas apresentações gratuitas, nos dias 22 e 23 de maio, precedidas por um ensaio aberto no dia 20. A obra, que articula tragédia grega, ópera e rap, transforma o palco em território de fricção entre linguagens, tempos e vozes, sobretudo aquelas historicamente silenciadas.
Sob direção cênica de Jossane Ferraz, dramaturgia de Marcelo Bourscheid e direção musical e composição de André Ricardo Souza, o espetáculo constrói uma tessitura híbrida em que o erudito e o urbano não apenas coexistem, mas se tensionam e se reinventam mutuamente. Em cena, canto lírico, beats, corpos em movimento e poesia falada erguem uma narrativa que desloca o centro do mito: não mais o herói trágico, mas as mulheres que restam. “A gente não queria apenas revisitar o mito, mas escutar o que ficou à margem. É um trabalho sobre presença, sobre as mulheres que permaneceram e que agora conduzem a narrativa”, destaca a diretora Jossane.
Da tragédia clássica ao corpo contemporâneo Inspirado na obra de Sófocles, o espetáculo desloca o eixo narrativo para Antígona e Ismene, filhas de Édipo, que assumem o protagonismo de uma história marcada por fatalidades e silenciamentos. Ao dar corpo e voz a essas personagens, a montagem propõe uma escuta ampliada, sensível e crítica, sobre as heranças simbólicas e afetivas que atravessam o feminino ao longo da história.
O trabalho nasce de um processo colaborativo que reúne artistas de diferentes campos, do hip hop à música de concerto, da dança urbana à interpretação teatral, criando uma linguagem cênica singular, marcada pela força coletiva e pela diversidade de expressões.
Na foto de @fuscaazulfotografia, os atores Taciane Vieira e Silvester Neto em cena ocupa o centro da narrativa como Antígona, conduzindo com voz e presença a travessia poética de “Édipo: Uma Ópera RAP”.
Quando as mulheres ocupam a narrativa Em “Édipo: Uma Ópera RAP”, o mito é atravessado por um gesto político e poético que devolve às mulheres o lugar de narradoras de sua própria história. Antígona e Ismene emergem das margens para se tornarem eixo e pulsação da cena.
Em cena, Taciane Vieira, Jaquelivre, Vanessa Rafaelly, Jossane Ferraz e Kimberlyn Freitas tecem um tecido vivo de vozes e presenças que sustenta a narrativa. Entre canto, palavra e movimento, suas atuações não se organizam apenas como personagens, mas como um coro feminino que atravessa o espetáculo, ampliando a escuta e tensionando as camadas do mito. Soma-se a elas a presença do ator e bailarino Silvester Neto e do MC Junior Zehut, que irrompem em cenas de rap. Ao lado desse núcleo, outros artistas e musicistas reforçam a arquitetura coletiva da obra, na qual o feminino não é apenas tema, mas força estruturante da cena.
Entre batidas, árias e movimentos, o espetáculo constrói uma paisagem sonora e visual que evoca tanto o rito ancestral quanto a urgência urbana. O resultado é uma obra que reverbera no presente, questionando estruturas de poder, memória e apagamento. “A música nasce desse encontro entre mundos que, à primeira vista, parecem distantes. O rap traz a urgência da fala, enquanto o canto lírico expande o tempo da escuta. Juntos, eles criam uma dramaturgia sonora que atravessa o corpo e a memória”, afirma o diretor musical André Ricardo.
SERVIÇO: ÉDIPO: UMA ÓPERA RAP Ensaio aberto: 20 de maio (terça-feira), às 15h Reservas: via Instagram @entre2producoes ou pelo e-mail entre2prod@gmail.com Apresentações: 22 e 23 de maio ( sexta-feira e sábado), às 20h Sessão com Libras: 23 de maio Local: Capela Santa Maria, Rua Conselheiro Laurindo, 273 – Centro, Curitiba Entrada: Gratuita Classificação indicativa: 14 anos Realização: Entre 2 Produções
SINOPSE: A clássica narrativa de Édipo, o rei tebano que mata o pai e se casa com a própria mãe, é um dos mitos mais conhecidos da antiguidade clássica. No espetáculo Édipo: Uma Ópera RAP, essa história é recontada a partir da perspectiva das filhas do rei tebano, Antígona e Ismene, últimas remanescentes do legado imemorial de mortes e infortúnios que permeia a família de um dos personagens mais conhecidos da mitologia grega.
FICHA TÉCNICA: Direção: Jossane Ferraz | Direção Musical e composição: André Ricardo | Dramaturgia: Marcelo Bourscheid | Assistência de direção e designer gráfico: Rapha Fernandes | Produção e Realização: Entre 2 Produções | Assistentes de produção: Róger Borges Araujo e Íris Pereira Gonçalves | Elenco: Taciane Vieira, JaqueLivre, Silvester Neto, Kymberlyn Freitas e Jossane Ferraz | Instrumentistas: Dalila Lopes, Violinista Chavosa, Lina Abe e João Martinez | Cantora lírica: Vanessa Rafaelly | MC: Junior Zehut | Iluminação: Lucri Reggiani | Cenografia: Jossane Ferraz e Rapha Fernandes | Figurino: Rapha Fernandes | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo
Coordenador Comercial Vendas. Vaga para trabalhar em Curitiba.
Objetivo da Função: Responsável pela coordenação estratégica e operacional da área comercial, atuando na gestão da equipe de vendas e consultoras, com foco em prospecção de clientes, expansão da carteira, desenvolvimento de negócios e atingimento das metas comerciais. Atua garantindo a execução das estratégias de vendas, fortalecimento da marca e excelência no relacionamento com clientes e parceiros.
Principais Responsabilidades: – Coordenar e acompanhar as atividades da equipe comercial e consultoras; – Definir estratégias comerciais voltadas à prospecção, captação e expansão da carteira de clientes; – Monitorar metas, indicadores de desempenho, produtividade e resultados da equipe; – Apoiar negociações estratégicas, fechamento de vendas e relacionamento com clientes; – Garantir a execução das ações comerciais em todas as plataformas disponíveis; – Analisar dados de mercado, tendências e atuação da concorrência, propondo estratégias de crescimento; – Acompanhar o processo de prospecção ativa e formação de mailing; – Validar propostas comerciais e apoiar a equipe na construção de soluções para clientes; – Desenvolver ações para aumento de vendas, retenção e fortalecimento da carteira; – Acompanhar e apoiar visitas comerciais presenciais e negociações externas; – Coordenar campanhas comerciais, ações promocionais e divulgação da marca; – Organizar e acompanhar eventos internos e externos voltados à prospecção e relacionamento comercial; – Garantir acompanhamento e gestão da carteira de clientes estratégicos; – Elaborar e acompanhar relatórios gerenciais e indicadores comerciais; – Participar da construção das estratégias de marketing e ações comerciais integradas; – Desenvolver e implementar técnicas e processos de vendas visando melhoria contínua da performance; – Capacitar, orientar e desenvolver tecnicamente a equipe comercial; – Acompanhar treinamentos, palestras e ações de divulgação comercial junto aos clientes; – Apoiar processos licitatórios e negociações corporativas quando necessário; – Garantir alinhamento da equipe quanto às políticas, processos e objetivos estratégicos da cooperativa.
Área: Comercial / Vendas Empresa localizada em Curitiba Salário compatível com a função
Analista de Design. Vaga Presencial. Para trabalhar no centro de Curitiba.
Responsabilidades: – Criação e manutenção de Landing Pages e páginas de produto (PDP) – Desenvolvimento de embalagens, manuais e materiais gráficos – Criação de Key Visuals (KVs) – Mapeamento da jornada do usuário (UX) – Tratamento profissional de imagens – Desenvolvimento de estandes para eventos
Requisitos: – Graduação em Design Gráfico (em andamento ou concluída) – Domínio de Figma – Conhecimento em Photoshop, Illustrator e InDesign – Conhecimento em UX/UI
O que oferecemos: – Vale-Refeição: R$30/dia (Cartão CAJU) – Plano de Saúde e Odontológico (após experiência) – Cartão farmácia com desconto em folha – Vale-Transporte – Seguro de Vida – Wellhub
Na foto de Mônica Lachman, Pagu Leal em cena do espetáculo em cartaz no Teatro Novelas Curitibanas: “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”.
“Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei” abre temporada gratuita de 14 a 24 de maio de 2026, com cenas inéditas e diálogo sobre corpo e identidade
Há um momento em que o espelho deixa de ser apenas reflexo e passa a ser confronto. É desse território, íntimo e coletivo, que nasce “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”, solo da atriz e autora Pagu Leal, que retorna ao Teatro Novelas Curitibanas para sua quarta temporada, entre os dias 14 e 24 de maio.
Dirigido por Giorgia Conceição, o espetáculo articula humor, relato pessoal e reflexão filosófica para abordar as violências simbólicas e estéticas que atravessam, sobretudo, a vida das mulheres. Em cena, o riso surge como alívio, mas principalmente como ferramenta de deslocamento, uma forma de olhar para padrões naturalizados e revelar suas estruturas.
A beleza como construção A nova temporada incorpora cenas inéditas que percorrem a história da beleza, da antiguidade grega à contemporaneidade. Ao longo dessa travessia, o espetáculo evidencia que os padrões estéticos não são universais nem fixos, mas construções históricas que moldam corpos, comportamentos e subjetividades. Partindo de experiências pessoais, Pagu Leal estabelece uma relação direta com o público, aproximando questões íntimas de uma dimensão coletiva. “O padrão ignora o envelhecimento natural das mulheres e objetifica corpos de jovens e adolescentes, desconsiderando aspectos como raça, cores, biotipos e contextos”, afirma.
Do palco ao encontro Mais do que uma crítica, o trabalho propõe um movimento de reconhecimento e deslocamento. Ao tensionar imagens cristalizadas, o espetáculo abre espaço para outras formas de percepção e existência. “Esse trabalho também é um convite para que cada pessoa possa se olhar com mais generosidade, fora das imagens que nos foram impostas”, diz Pagu Leal.
Como nas temporadas anteriores, após cada apresentação o público é convidado a permanecer para uma roda de conversa. O momento amplia a experiência cênica e transforma o teatro em espaço de escuta e partilha, reforçando o caráter coletivo da obra.
A experiência em prática Nesta temporada, a proposta se expande para além da cena com a realização da oficina “A Burla do Corpo”, ministrada pela diretora do espetáculo, Giorgia Conceição (Miss G). A atividade, realizada no próprio teatro, aprofunda na prática questões presentes no solo ao investigar o corpo como território de expressão, memória e transformação. “O burlesco, para mim, é uma ferramenta de reconexão com aquilo que nos foi tirado: a liberdade de existir no próprio corpo”, afirma a artista.
Voltada para até 15 participantes, sem necessidade de experiência prévia, a oficina acontece em dois encontros de quatro horas, aos sábados da temporada. Com metodologia própria, Miss G conduz uma travessia somato-psíquica que busca liberar padrões que limitam a expressão e estimular a potência criativa de cada participante. Tendo como pano de fundo a história do burlesco, ligada a uma dimensão invisibilizada do teatro feito por mulheres, a prática explora movimento, corporalidade e conexão criativa. As participantes são convidadas a “desencaixotar” corpos e emoções, desenvolvendo fluidez, confiança e autoexpressão.
O projeto é realizado pela Sociedade Poética, iniciativa fundada há 11 anos por Pagu Leal, dedicada à criação e ao desenvolvimento de projetos em teatro, poesia, filosofia e literatura, com foco em mulheres e coletivos femininos em Curitiba e região metropolitana.
Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.
SERVIÇO: Espetáculo: Do Dia que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei Data: 14 a 24 de maio de 2026 Horários: Quinta a sábado, às 20h | Domingos, às 19h Sessões com Libras: 15 e 22 de maio (sextas) Local: Teatro Novelas Curitibanas – Claudete Pereira Jorge (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222) Ingressos: Gratuitos, distribuídos uma hora antes das apresentações Classificação etária: 14 anos | Duração: 55 minutos
SERVIÇO
Oficina: A Burla do Corpo Dias: 16 e 23 de maio das 14h às 18h (dois sábados) Inscrições link: aqui Vagas: até 15 pessoas (sem necessidade de experiência prévia) Classificação etária: 18 anos Informações: lojamissg@gmail.com | 41 984545313
FICHA TÉCNICA: Texto e atuação: Pagu Leal | Direção artística e figurino: Giorgia Conceição | Iluminação: Izabelle Marques | Design gráfico: Luciane Stocco | Assessoria de comunicação: Bruna Bazzo | Produção e realização: Sociedade Poética
Sobre a Sociedade Poética surgiu há 11 anos, a partir do desenvolvimento artístico e intelectual da atriz e autora Pagu Leal, consolidando-se na criação, produção e incentivo de projetos ligados ao teatro, poesia, filosofia e literatura com mulheres e coletivos de mulheres em Curitiba e região metropolitana. A Sociedade Poética desenvolve iniciativas que valorizam a linguagem, o pensamento crítico e a comunicação humana. Seu propósito é fortalecer a cultura e promover experiências transformadoras por meio da arte e da palavra.
Sobre as artistas:
Atriz, dramaturga, produtora cultural e professora de ética e oratória, Pagu Leal construiu, ao longo de 33 anos de atuação, uma trajetória sólida nas Artes Cênicas, em Curitiba e em outras cidades brasileiras. Transita por diferentes funções, linguagens e plataformas, com uma pesquisa atravessada pela Filosofia, que confere densidade crítica e poética às suas criações.
Como dramaturga, tem 11 textos encenados, entre eles “A Vênus das Peles” (Prêmio Myriam Muniz/Funarte, 2011), “Difícil Amor” (Troféu Poty Lazarotto de Melhor Texto Teatral, 2004) e “Que Absurdo!” (selecionado no projeto Dramaturgias Contemporâneas Brasileiras da Fundação Cultural de Curitiba, 2003).
Na televisão, criou e protagonizou o programa de humor “Coisas de Casal” (RPC TV), também assinando o roteiro. Como atriz, soma mais de 40 espetáculos profissionais, com passagens por companhias como Grupo Satyros, Grupo Delírio e Cia Stavis & Damaceno. Seu trabalho articula criação, interpretação e pensamento, em uma investigação contínua entre corpo, palavra e experiência.
Giorgia Conceição, a Miss G, é uma das principais disseminadoras da arte burlesca no Brasil. Artista, diretora e mentora de novos talentos, ela é Mestre em Artes Cênicas pela UFBA e autora da influente pesquisa “A Burla do Corpo”, que se tornou base para discussões do burlesco no país. Convidada por Pagu Leal, assina a direção do solo “Do dia que olhei no espelho e não me encontrei.” O espetáculo fez quatro temporadas em Curitiba, sempre com grande sucesso de público.
Co-criadora do Festival Internacional Yes, Nós Temos Burlesco, Miss G também dirigiu a mostra semanal Terça Burlesca em Curitiba e faz parte da cúpula de curadoras da Combo Drag Week. Seus trabalhos mais recentes, como os espetáculos O Piano Burlesco (2024) e Baderna (2023), têm atraído grande público. Além do alcance nacional, ela já levou sua performance para contextos internacionais, apresentando-se em cidades como Buenos Aires (Argentina), Nova Iorque (EUA), Kyoto (Japão), Berlim (Alemanha) e Viena (Áustria)
A BAIC Agro Brasil, localizada no Campo de Santana – Curitiba/PR, está em busca de um(a) Designer Gráfico criativo(a), organizado(a) e com visão estratégica para fortalecer o time de Marketing.
O que você vai fazer: – Criar materiais gráficos online e offline (redes sociais, apresentações, e-mails, materiais promocionais) – Apoiar campanhas institucionais e promocionais – Desenvolver identidade visual para eventos e ações de marketing – Desdobrar peças conforme o guia de marca
Requisitos: – Formação em Design Gráfico, Publicidade ou áreas correlatas – Domínio de Photoshop, Illustrator, InDesign ou similares – Organização e gestão de prazos – Criatividade com senso estético alinhado à marca
Diferenciais: – Experiência no agronegócio – Conhecimento em edição de vídeo e motion design – Experiência com eventos e ativações
Perfil: – Proatividade – Boa comunicação e trabalho em equipe – Capacidade de lidar com múltiplas demandas
Manual de Como Não Esquecer Meu Nome fica em cartaz de 28 de maio a 7 de junho, com sessões de quinta a domingo, unindo Português e Libras em narrativa inspirada em história real
O espetáculo Manual de Como Não Esquecer Meu Nome chega ao miniauditório do Teatro Guaíra, em Curitiba, para uma temporada independente entre os dias 28 de maio e 7 de junho. Criada pela atriz Amanda Curedes, ao lado da diretora Laís Cristina, a montagem parte de uma experiência pessoal para construir uma narrativa sobre memória, cuidado e identidade. “A peça nasce da minha relação com a minha avó e da tentativa de entender o que permanece quando quase tudo se perde”, comenta Amanda.
Inspirado na história real de Eunice, avó da atriz, o espetáculo acompanha o avanço do Alzheimer e a perda gradual das memórias, até o ponto em que quase tudo desaparece, menos o nome do marido. Em cena, Amanda conduz esse percurso a partir da perspectiva da neta, revisitando a trajetória da avó e reconstruindo fragmentos de uma vida atravessada pelo cuidado, pelo trabalho e pela família.
Acessibilidade como eixo de criação Um dos eixos centrais do espetáculo é a construção bilíngue em Português e Libras. Pensado desde o início para incluir o público surdo, o trabalho vai além da tradução simultânea: toda a dramaturgia é sinalizada em cena, integrando as duas línguas como parte da estrutura narrativa.
A presença da Libras atravessa ritmo, composição e atuação, criando uma experiência que amplia as possibilidades de comunicação e percepção no teatro. A consultoria em Libras é realizada por Gabriela Grigolom (Negabi), artista surda, em colaboração com o intérprete Nathan Sales, garantindo que a Libras esteja presente como língua de criação e não apenas como recurso de acessibilidade. O espetáculo também se relaciona com as investigações do CPTB – Coletivo de Pesquisa em Teatro Bilíngue, que acompanha o projeto como espaço de experimentação artística. “O processo de criação foi também um processo de aproximação com a Libras. A dramaturgia foi sendo construída junto com essa língua, entendendo como o corpo, o tempo e o espaço se organizam a partir dela”, comenta Amanda.
Memória, cuidado e identificação Ao reconstruir a trajetória de Eunice, a peça lança um olhar sobre a vida de mulheres que dedicaram grande parte de suas histórias ao cuidado de outros, como mães, avós, esposas e trabalhadoras, e que, muitas vezes, tiveram suas próprias identidades diluídas por esses papéis.
Sem tratar o Alzheimer apenas como tema clínico, o espetáculo se aproxima das experiências cotidianas de quem convive com a doença, abordando suas dimensões afetivas, familiares e sociais. “Apesar de partir de uma história pessoal, é um trabalho que encontra identificação em muitas pessoas, principalmente em quem já viveu de perto o Alzheimer na família”, afirma Laís.
A temporada marca a continuidade de uma pesquisa artística que se desdobra agora em formato independente, reunindo artistas em torno de um processo colaborativo. Voltada para todos os públicos, a peça dialoga especialmente com mulheres, idosos, familiares de pessoas com Alzheimer e a comunidade surda.
SERVIÇO: Manual de Como Não Esquecer Meu Nome Datas: 28 a 31 de maio e 4 a 7 de junho (quinta a domingo) Horários: Qui e sex às 20h | Sáb às 18h e 20h | Dom às 16h e 18h Local: Mini auditório Glauco Flores de Sá Brito – Teatro Guaíra (Rua Amintas de Barros, 70 – Centro, Curitiba) Duração: 50 minutos Classificação: Livre Língua: Português e Libras Ingressos: R$ 40, (inteira) | R$ 20, (meia-entrada) + taxas Link: aqui *À venda pelo Disk Ingressos e na bilheteria do teatro Instagram: @teatromanual Apoio: Larissa Camargo Confeitaria | Garalhufa Escola de Atuação | Padaria América
A atriz Amanda Curedes em cena do espetáculo Manual de Como Não Esquecer Meu Nome, que aborda memória e afeto em uma construção bilíngue entre Português e Libras. Crédito foto: Luiza Helena.
Sobre Amanda Curedes: Amanda Curedes é atriz, palhaça e professora de teatro, formada em Artes Cênicas pela UNESPAR- FAP. Faz parte do CPTB- Coletivo de Pesquisa de Teatro Bilíngue(Português e Libras), investigando memória, e experimentações que entrelaçam as duas línguas na cena teatral. Integra o Grupo de Teatro de Rua Olho Rasteiro, com participação em espetáculos e festivais, e além do teatro também atua no audiovisual, em 2024 participou do curta metragem “Depois Vem o Silêncio” com a personagem protagonista bilíngue “Beatriz”. Atua também como educadora na formação artística de crianças e adolescentes no Instituto Playing For Change e realizou alguns trabalhos como professora de teatro em cursos de formação voltados a comunidade surda com a produtora Fluindo Libras em Curitiba.
Sobre Laís Cristina: diretora, atriz e bacharel em Artes Cênicas pela Faculdade de Artes do Paraná, com 15 anos de trajetória dedicada ao teatro, marcada pelo aprofundamento contínuo em processos criativos e pesquisa artística. Seu trabalho se concentra na criação cênica em português e Libras, reconhecendo a língua de sinais como elemento estruturante da dramaturgia e da composição visual. Dirigiu as montagens Todos os Ossos da Língua (2023) e Copo d’Água à Uma e Quinze. Atualmente está à frente de Manual de Como Não Esquecer Meu Nome, espetáculo que articula memória e presença em uma encenação que valoriza o encontro entre diferentes modos de sentir e perceber a cena.
Ficha técnica: Direção: Laís Cristina | Atuação: Amanda Curedes | Dramaturgia: Amanda Curedes e Laís Cristina | Consultoria em Libras: Gabriela Grigolom e Nathan Sales | Intérprete de Libras: Nathan Sales | Músicos: José Moura e Paulo Chierentini | Trilha original: José Moura, Paulo Chierentini e Wenry Bueno | Iluminação: Anry Aider | Operação de som: Nathani Ribeiro | Cenografia: Kamile Enzo | Cenotécnicos: Luis Curedes e Juvenal Pereira | Figurino: Belle Viana | Preparação corporal: Ane Adade | Interlocução acadêmica: Stela Fischer, Milena Flick, Márcio Mattana e Giovana Maria de Oliveira | Produção: Laís Cristina e Luiza Helena | Mídia e comunicação: Luiza Helena | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo
Vaga para ESTAGIÁRIO DE MARKETING em Empresa de Gestão de Negócios Imobiliários. Vaga para estagiar em Curitiba, no Hauer.
Sobre a empresa: Estamos em busca de um Estagiário de Marketing / Publicidade criativo e comprometido para apoiar na produção de conteúdos digitais das empresas do grupo. Se você gosta de redes sociais, edição de vídeos e criação de conteúdos visuais, essa pode ser uma ótima oportunidade para desenvolver experiência prática na área.
Principais atividades: – Criação de artes e conteúdos visuais para redes sociais – Edição de vídeos curtos para Instagram – Produção de materiais digitais utilizando Canva, CapCut ou ferramentas similares – Apoio na gestão e atualização do Instagram das três empresas do grupo – Contribuição com ideias e sugestões de conteúdos e campanhas
Requisitos e qualificações: – Estar cursando Marketing, Publicidade, Comunicação ou áreas relacionadas Idade mínima de 17 anos – Conhecimento em Canva Pro, CapCut ou ferramentas similares de edição – Familiaridade com Instagram e produção de conteúdo para redes sociais – Perfil: Proativo, organizado, criativo.
Informações e benefícios: – Contrato: ESTÁGIO – Modalidade: Presencial – Local de Trabalho: Hauer – Curitiba/PR – Horário: de Segunda a Sexta, das 13h30 às 18h. – Bolsa auxílio: a negociar – Vale-transporte – Bonificação sobre novos clientes (variável conforme produto/serviço)
Interessados enviar currículo com TÍTULO DA VAGA e PRETENSÃO salarial para o e-mail: rs.efeito@gmail.com ou whats 41 9689-3190
De 7 de maio a 7 de junho, festival reúne espetáculos que transitam entre comédia, drama e diferentes experiências cênicas
Nem só de riso vive a comédia. Na 13ª edição do Festival Comédia EnCena, o humor se expande e se aproxima de temas, afetos e conflitos que atravessam o cotidiano. Entre os dias 7 de maio e 7 de junho de 2026, o Teatro Barracão EnCena recebe uma programação que percorre a comédia, o drama e a dramédia, reunindo criações próprias, grupos convidados e diferentes modos de relação com o público. “O festival cresce a cada edição, tanto em diversidade de propostas quanto na relação com o público. A ideia é criar um espaço onde diferentes experiências possam conviver”, afirma Juscelino Zilio, diretor do Teatro Barracão EnCena.
A abertura acontece no dia 7 de maio com Séquiço, Dorgas & Róquenrróu, do grupo criaCorvos, que retorna ao festival também com Inferno: A (Divina) Comédia, uma releitura irreverente do clássico de Dante. Nos primeiros dias, entram em cartaz Anáguas, Florais e Gin Tônica, comédia que mistura humor e memória afetiva, e Encontro em Semibreve ou Depois da Partida, realizada em parceria com o Teatro do Alvorecer, que investiga as permanências e rupturas nas relações amorosas.
Ao longo da programação, o Barracão EnCena apresenta diferentes frentes de sua produção. Em Entre Risos e Improvisos, o jogo cênico se constrói a partir da participação direta do público, enquanto Crush se volta ao universo adolescente, abordando descobertas, inseguranças e afetos. Já Valentin, inspirado na obra do dramaturgo alemão Karl Valentin, resgata o humor crítico e fragmentado dos cabarés europeus do início do século XX.
Rir, pensar e sentir: outras camadas da comédia A programação também dedica espaço às infâncias, com os espetáculos João e Maria, que incorpora elementos da cultura brasileira à narrativa clássica dos irmãos Grimm, e A Incrível Aventura de Sofia e Vovô Ludovico, em parceria com a BN Produções, que aposta na imaginação e na relação entre gerações como motor da cena.
O drama aparece ao longo da programação e ganha destaque em diferentes momentos do festival. Na comédia Tem um Nome pra Isso, produção em parceria com a Sociedade Poética, com texto e direção de Pagu Leal, a maternidade é abordada a partir de suas contradições, tensões e sobrecargas cotidianas. Já Os Vivos e os Mortos, dirigido por Edson Bueno, propõe uma reflexão sobre amor, memória e finitude, enquanto Dois Perdidos Numa Noite Suja, com direção de Silvia Monteiro e produzida pela BN Produções, mergulha em um universo urbano marcado por desigualdades e conflitos. Completa esse eixo o solo A Saga de Lauren na Terra Sem Sol, de Cris Raséc, da produtora Sala de Atriz de São Paulo, que articula questões de identidade, opressão e emancipação feminina.
Entre os formatos que deslocam a experiência teatral, o festival apresenta O Enigma, inspirado na obra O Assassinato no Expresso Oriente, de Aghata Christie, realizado em parceria com a Serra Verde Express. A proposta leva o público para dentro de um trem em movimento, onde a narrativa se constrói a partir da participação direta dos espectadores, que são os detetives da história, aproximando teatro e jogo investigativo.
Ao longo de mais de um mês de programação, o Festival Comédia EnCena abre espaço para encontros e experiências compartilhadas, aproximando artistas e público em diferentes propostas estéticas e formatos de fruição. “A gente acredita na comédia como porta de entrada, mas também como linguagem potente para falar de temas profundos. Nesta edição, o público vai rir, mas também vai se emocionar e se reconhecer em cena”, afirma Mevelyn Gonçalves.
Trajetória: um festival que cresce com o tempo Criado em 2011, o Festival Comédia EnCena nasceu no Teatro Barracão EnCena e, ao longo dos anos, se consolidou como um espaço próprio de criação e encontro com o público. Realizado de forma independente, o festival se sustenta por meio de parcerias, incentivos e apoio de pessoas físicas, reunindo espetáculos já reconhecidos e novos trabalhos da cena local. “Foi um movimento natural de crescimento. Ao longo do tempo, entendemos o festival como um espaço nosso, de continuidade e troca com o público”, afirma Mevelyn Gonçalves, diretora do teatro e produtora do festival.
Dois Perdidos Numa noite suja. Foto: José Estevam.
SERVIÇO: 13º Festival Comédia EnCena Local: Teatro Barracão EnCena (Rua Treze de Maio, 160) Data: 07 de maio a 07 de junho de 2026 Ingressos: de R$ 30 a R$ 90 (consulte valores por espetáculo) Sympla: aqui Classificação indicativa: variada (de livre a 16 anos) Vendas: bilheteria do teatro e canais oficiais Informações: @teatrobarracaoencena | www.barracaoencena.com.br
PROGRAMAÇÃO:
07/05 (quinta-feira) – 20h: Séquiço, Dorgas & Róquenrróu (criaCorvos). Abertura do festival com humor irreverente e esquetes que misturam nonsense, música e crítica.
08/05 (sexta-feira) – 20h | 09/05 (sábado) – 18h30 | 10/05 (domingo) – 21h: Anáguas, Florais e Gin Tônica (Barracão EnCena). Comédia que mistura memória, afeto e relações, acompanhando um casal em sua trajetória.
09/05 (sábado) – 21h | 10/05 (domingo) – 18h30 | 14/05 (quinta-feira) – 20h: Encontro em Semibreve ou Depois da Partida (Barracão EnCena + Teatro do Alvorecer). Dramédia sobre encontros, despedidas e os atravessamentos do amor.
10/05 (domingo) – 16h | 17/05 (domingo) – 11h30 | 24/05 (domingo) – 16h: A Incrível Aventura de Sofia e Vovô Ludovico (Barracão EnCena). Espetáculo infantil que convida o público a uma viagem pelo universo da imaginação.
15/05 (sexta-feira) – 20h | 16/05 (sábado) – 21h | 17/05 (domingo) – 18h30: Entre Risos e Improvisos (Barracão EnCena). Show de improviso com participação da plateia, cada sessão é única.
17/05 (domingo) – 21h | 06/06 (sábado) – 18h30 | 07/06 (domingo) – 18h30: Inferno: A (Divina) Comédia (criaCorvos). Adaptação irreverente da obra de Dante, com humor ácido e visual impactante.
21/05 (quinta-feira) – 20h | 23/05 (sábado) – 18h30 | 24/05 (domingo) – 21h: Os Vivos e os Mortos. Drama sobre amor, memória e as marcas deixadas pelas relações.
22/05 (sexta-feira) – 20h | 23/05 (sábado) – 21h | 24/05 (domingo) – 18h30: Tem um Nome pra Isso (Barracão EnCena). Comédia sensível sobre maternidade, sobrecarga e afetos contemporâneos.
24/05, 31/05 e 07/06 (domingos) – 16h: João e Maria (Barracão EnCena). Clássico infantil com elementos da cultura brasileira e participação do público.
28/05 (quinta-feira) – 20h | 30/05 (sábado) – 18h30 | 31/05 (domingo) – 18h30: Crush (Barracão EnCena). Comédia juvenil que aborda descobertas, sexualidade e o universo adolescente.
29/05 (sexta-feira) – 20h | 30/05 (sábado) – 21h | 31/05 (domingo) – 21h: Valentin (Barracão EnCena). Espetáculo inspirado no cabaré alemão, com humor crítico e cenas do cotidiano.
04/06 (quinta-feira) – 20h: A Saga de Lauren na Terra Sem Sol. Solo que aborda opressões e atravessamentos femininos em busca de liberdade.
05/06 (sexta-feira) – 20h | 06/06 (sábado) – 21h | 07/06 (domingo) – 21h: Dois Perdidos Numa Noite Suja. Clássico do teatro brasileiro sobre desigualdade e sobrevivência urbana.
05/06, (sexta-feira) | 06/06 (sábado) | 07/06 (domingo) – 19h30: O Enigma (Barracão EnCena + Serra Verde Express). Experiência imersiva em um trem em movimento, onde o público participa da investigação.
Na foto de Hero Aditya da Mutare marketing, a artista Gabriela Queiroz apresenta Margens de Si em Curitiba, exposição que reúne 21 anos de pesquisa em autorretrato, memória e identidade. Em cartaz de 9 de maio a 15 de junho na Soma Galeria.
Mostra gratuita reúne 21 anos de pesquisa em artes visuais e propõe ao público uma experiência entre imagem, memória e identidade
Curitiba recebe, de 9 de maio a 15 de junho, a exposição Margens de Si, da artista visual brasileira Gabriela Queiroz, em cartaz na Soma Galeria. Com entrada gratuita, a mostra apresenta um conjunto de obras construídas ao longo de mais de duas décadas de pesquisa contínua, tendo o autorretrato como eixo central.
Com circulação por cidades como Cascavel, Maringá, Toledo e Foz do Iguaçu, o projeto retorna a Curitiba em uma nova etapa, após já ter sido apresentado anteriormente no Museu Municipal de Arte de Curitiba (MuMa), agora na Soma Galeria, com ações formativas e de mediação que aprofundam o diálogo com o público.
Mais do que uma exposição, Margens de Si se configura como um percurso: um corpo de trabalho em constante transformação que encontra, em cada cidade, novas camadas de leitura. “Cada lugar por onde o projeto passa modifica também a forma como ele é visto e sentido. Em Curitiba, essa travessia se amplia justamente pelo encontro com o público e pelas possibilidades de troca”, afirma a artista. O projeto se desdobra, assim, como experiência viva, que aproxima o público dos processos da artista e cria espaços de convivência e escuta.
Travessias do autorretrato: imagem, tempo e processo Iniciado em 2005, a pesquisa poética de Margens de Si nasce do gesto de voltar o olhar para si, não como espelho fiel, mas como território instável, atravessado pelo tempo. Ao longo dos anos, Gabriela Queiroz desenvolve uma pesquisa em que o autorretrato deixa de ser representação e passa a operar como linguagem, método e pensamento visual.
As obras, realizadas em gravura, como litografia e calcografia, técnica mista e videoarte, exploram repetições, deslocamentos e sobreposições. São imagens que insistem em retornar, nunca idênticas, como se cada uma carregasse vestígios da anterior e anunciasse a próxima. Rostos que se reconhecem sem se fixar. Presenças que oscilam entre permanência e transformação. “Não se trata de representar um rosto, mas de investigar o que está além da superfície, em algum lugar desconhecido da memória”, afirma a artista. Em muitas das imagens, é o olhar que sustenta essa continuidade, mesmo diante das variações formais. “Mesmo quando as imagens se transformam, existe algo no olhar que permanece, e percebo que é ele que conecta todas essas versões, que constituem esse corpo autoficcional”, completa Gabriela Queiroz.
Programação e experiência do público A exposição se organiza como um campo aberto de leituras, onde diferentes momentos da pesquisa coexistem. O público é convidado a percorrer essas imagens como quem atravessa camadas, de memória, de experiência e de construção do eu, em um espaço que propõe pausa, escuta e percepção.
A programação tem início em 9 de maio, com abertura e presença da artista, e segue em cartaz até 15 de junho. Durante o período expositivo, serão realizadas oficinas de gravura e ações de contrapartida social. No dia 29 de maio, acontece um encontro com a artista no espaço expositivo, seguido, no dia 30, pelas oficinas em dois turnos. Integra ainda a programação uma atividade no Cense Curitiba, voltada a adolescentes em medida socioeducativa. O projeto conta com recursos de acessibilidade, como audiodescrição, catálogo em braile e tradução em Libras.
SERVIÇO: Exposição: Margens de Si Local: Soma Galeria (R.Mal. José B Bolamnn, 730 – Bigorrilho, Curitiba) Período: 09 de maio a 15 de junho de 2026 Abertura: 09 de maio de 2026, com presença da artista Visitação: de terça a domingo (horários a confirmar com a galeria) Entrada: gratuita Classificação: livre
SERVIÇO: Oficinas de Gravura Inscrições: aqui Local: Soma Galeria Dia: 30 de maio, sábado Turma 1: 9h às 12h, ou Turma 2: 14h às 17h Dia: 29 de maio, Oficina especial – Cense Curitiba
Gabriela Queiroz é artista visual brasileira, natural de Cascavel (PR), com mais de 20 anos de pesquisa nas artes visuais, tendo o autorretrato como eixo central de investigação. Iniciado em 2005, o projeto Margens de Si articula gravura, técnica mista e videoarte, explorando a imagem como campo de transformação contínua.
Sua produção investiga o corpo como território simbólico atravessado por memória, tempo e processos de subjetivação, construindo obras que tensionam a ideia de identidade fixa. Já apresentou o projeto em diferentes cidades do Paraná, incluindo Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Toledo e Curitiba (MuMa), e em 2026 dá continuidade à circulação por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).