Blogue FATO Agenda divulga: 1) vagas e oportunidades em comunicação social, mkt e design em Curitiba e região. 2) Agenda cultural da cidade. 3) Livros e discos de vinil (do Sebinho FATO Agenda). Editado há 17 anos (desde 2009) pelo jornalista Leandro Hammerschmidt.
O Santo Corte, salão responsável pelos cortes mais estilosos de Curitiba, completa um ano no próximo domingo 30/03, ocupando um casarão histórico na bucólica Praça Santos Andrade, em Curitiba. E para não deixar essa data passar em branco, aproveitando as coincidências cósmicas da vida, contaremos com a participação de: Michelle Michelon das tesouras afiadas do Lolitas Salon de Coiffure – que atualmente agita as cabeças de Londres – e Lisa Simpson com sua máquina de costura musical Berlinense, elas estão na cidade e vão agregar nas comemorações.
Afinal, tudo começou ali no largo da Ordem lá por 2010, quando essa turma toda se reunia trazendo a arte para a rua com desfiles, concertos, e muitas parcerias com criadores locais. Na intenção de resgatar a união das mentes mais criativas que essa cidade já teve, iremos apresentar um domingo nada convencional, onde música, costura, beleza e moda consciente se entrelaçam num espetáculo imperdível!
A casa abre às 14h com discotecagem analógica de Doka e Maçã, enquanto os cabeleireiros residentes do Santo Corte preparam modelos que irão desfilar looks especiais selecionados por Colete e Corselet, Marcos Manzutti, Chris Thainy, Agente Costura, Cherimoia Garimpo e SoraiaSo, acompanhados pelo som experimental e improvisado de Andreza Michel no baixo, Jonny na guitarra, e Lisa Simpson com seus instrumentos artesanais e máquinas de costura musical. Vem com a gente se divertir!
SERVIÇO: O Santo Corte & Costura Musical (Carão no Salão) Data: 30/03/2025 Horário: 14:00 às 21:00 Local: O Santo Corte. Endereço: Rua Alfredo Bufren, 323 – Centro de Curitiba. Atrações: Discotecagem: Maçã e Doka Desfile às 18:00 – Colete e Corselet / Agente Costura / Marcos Manzutti / Recast Lab / SoraiSo / Cherimoia Garimpo Improviso sonoro: Lisa Simpson / Jonny Washington / Andreza Michel
O show ADIS ABEBA RESISTENCE feat SISTAHS INNA HOUSE, é uma fusão dos dois projetos criados pelo produtor musical pianista, tecladista, compositor, arranjador e diretor musical, Ricardo Verocai, unindo o melhor do reggae instrumental com músicos que fazem parte da cena do reggae nacional e internacional à afinidade das vozes de um trio vocal composto por cantoras de grande expressividade artística.
Ricardo Verocai, tem uma extensa trajetória no estilo musical reggae , em 94 foi um dos criadores da banda Ganjazz (a primeira banda carioca no segmento jazz-reggae) com Black Alien, Daniel Pires, Marcello Hadji, entre outros e em 2004 foi um dos fundadores da banda Original Marley Cover, ambas no Rio de Janeiro.
Dentro do segmento acompanhou nomes como: Ras Bernardo (Cidade Negra), Rio Reggae Banda, Dom Luiz Rasta , Nabby Clifford, Djambi, entre outros. Também acompanhou em tours nacionais e internacionais, Andrew Tosh (Jamaica) por 10 anos, Pato Banton, Mishka e Harrison Stafford (EUA) e integrou a banda californiana Groundation na “South American Tour 2018”. Foi convidado por Aston Familyman Jr. para participar do show do The Wailers (banda do Bob Marley) em Curitiba no ano de 2015.
Em 2020 criou o projeto de música instrumental de reggae ADIS ABEBA RESISTENCE em homenagem à região da Abissínia, no continente africano, que nunca foi colonizada, exaltando essa resistência através de uma existência musical e ancestral.
Em seu repertório traz composições de Bob Marley, Black Uhuru, Jackie Mittoo, Denis Brown, Peter Tosh, Twinkle Brothers, entre outros grandes nomes da reggae music.
Ricardo Verocai e a cantora, compositora e diretora artística Kátia Drumond são idealizadores e dirigem o projeto musical MUV, de música preta brasileira, que em 2024 completou 25 anos e tem 5 álbuns lançados. A dupla tem uma longa história musical com a reggae music , Kátia Drumond foi backing vocal de Pato Banton, Ras Bernardo, Walking Lions e integra desde 2004 a banda Original Marley Cover.
Em 2018 criaram o projeto de vocal feminino de reggae, SISTAHS INNA HOUSE, onde Kátia convida outras cantoras.
O show Adis Abeba Resistence feat Sistahs Inna House tem a seguinte formação: Katia Drumond (cantora), Taciane Vieira (cantora), Ariane Souza – (cantora), Ricardo Verocai (teclados), Marlon Siqueira (guitarra), Evangivaldo Santos (contrabaixo), Reuel Silva (bateria) e Tonico Rasta (roadie).
O show é um mergulho na atmosfera do “deep reggae roots” da música jamaicana dos anos 70 e 80.
Serviço: SEXTA 21/03 19h — 03h Local: Macro Bar e Pista – Rua João Negrão 2450- Centro De Curitiba. Ingressos antecipados R$20, – aqui no link
Após circular por três cidades paranaenses, o solo autoral da atriz Juliana Birchal que está em turnê no Paraná, fecha temporada em Curitiba com apresentações e ações de acessibilidade, oficina formativa teatral e roda de conversa. A montagem faz reflexões sobre o papel da mulher na sociedade ao questionar o conservadorismo patriarcal usando como metáfora o ciclo de vida das cigarras, além da inspiração na obra de Lewis Carroll: As aventuras de Alice no reino subterrâneo.
De 27 de fevereiro a 1º de março de 2025, a atriz mineira, radicada em São Paulo, Juliana Birchal e sua equipe de produção que estão em turnê no Estado do Paraná, chegam em Curitiba com a apresentação do solo autoral de teatro físico “Subterrânea: uma fábula grotesca”. O espetáculo, que já passou por Londrina, Maringá e Piraquara e fecha a temporada na capital paranaense, é realizado por meio da Bolsa Funarte de Teatro Myriam Muniz. “Trazer o espetáculo para cidades paranaenses é uma oportunidade de compartilhar com um público inédito, o que com certeza vai acrescentar muito ao nosso trabalho, além da troca com artistas locais e colocar em pauta a violência de gênero, um tema urgente”, conta a atriz.
Em Curitiba o projeto faz três apresentações gratuitas, com uma roda de conversa, no Espaço Obragem e oferece ainda, também de forma gratuita, a oficina formativa “Mascaramentos para a Criação Teatral” para artistas e estudantes, ministrada pela própria Juliana e pela provocadora cênica e produtora do solo, Jossane Ferraz, no dia 26 de fevereiro, no mesmo local. Além disso, o projeto traz ações de acessibilidade com apresentações em Libras, audiodescrição e também visita tátil ao cenário para pessoas cegas e com baixa visão, uma hora antes das apresentações, “aproximando todos os públicos da arte e também da relevância do tema que trazemos no texto”, explica a atriz.
Por meio de uma fábula, o solo de Juliana Birchal, coloca em cena uma mulher-cigarra que, para se encaixar nos papeis sociais que lhe foram atribuídos, acaba revelando as contradições e violências deste sistema, sendo ao mesmo tempo vítima e algoz. “O espetáculo questiona a perpetuação de modelos sociais e valores morais provocando o público a refletir sobre o lugar das mulheres na sociedade”, enfatiza.
Na equipe criativa de “Subterrânea: uma fábula grotesca”, Juliana conta com a direção de Lenine Martins e utiliza a técnica teatral do mascaramento para viver a personagem, uma mulher-cigarra que levanta questionamentos sobre o patriarcado ao fazer uma analogia com o ciclo de vida do inseto que passa parte da vida debaixo da terra. “A correlação com a cigarra convida o público a refletir sobre as funções e papeis exercidos pela mulher na sociedade e o afloramento do conservadorismo na contemporaneidade que acaba por justificar erroneamente uma série de injustiças comumente aceitas”, revela a atriz.
Construção do espetáculo Do ponto de vista da linguagem, a produção parte da investigação estética da atriz sobre corpos-máscaras para dar vida à mulher-cigarra e outros insetos que participam da narrativa. De acordo com Juliana, o ciclo de vida da cigarra dialoga com a ‘mulher de bem’ que está inserida no sistema de poder. “Trata-se de uma metáfora incrível com tudo o que eu me proponho a falar sobre o conservadorismo que sempre esteve aí e que emerge de uma forma muito violenta”, complementa.
A investigação também se associa à pesquisa de Mestrado desenvolvida por Juliana na ECA/USP intitulada “Da máscara à masquiagem: o mascaramento no Théâtre du Soleil, seguido de estudo de caso do espetáculo A Era de Ouro (1975)”, no qual analisa os mascaramentos adotados pelo Théâtre du Soleil, trupe francesa com a qual Juliana realizou residência artística entre 2014 e 2016.
No palco, o público pode acompanhar exatamente o ciclo de vida da cigarra, que pelo bem da espécie, repete o próprio sistema que a reprime, mantendo assim, a ordem natural das coisas, acreditando que a sobrevivência depende do cumprimento das obrigações que o próprio sistema impõe, quando se compara que a cigarra pode viver por até 17 anos debaixo da terra e ao sair cumpre sua última metamorfose. “É nesse momento que acasala, reproduz e morre”, completa Juliana.
Criação e Inspiração de Subterrânea Juliana Birchal foi impactada pela leitura da consagrada obra de Lewis Carroll: As Aventuras de Alice no reino subterrâneo, escrita em 1865, mais conhecida como Alice no país das Maravilhas. Foi quando em 2019, convidou a atriz Mayara Dornas para montar um espetáculo a partir daquela narrativa. “Lembro de estar muito interessada nesse mergulho que a Alice faz no mundo subterrâneo e aí comecei a pesquisar a obra e ficar curiosa sobre o que era esse salto que ela dá, para esse lugar debaixo da terra, onde a lógica parece não ter lógica”, explica.
Outro ponto de partida para a montagem foi o isolamento social vivenciado durante a pandemia da COVID-19. Diante da situação alarmante e da pulsante vontade de se expressar, a atriz transformou sua casa numa sala de experimentos, que resultou neste solo autoral. Juliana conta que a ideia do subterrâneo já havia ultrapassado a história de Alice. “De repente tudo que estávamos vivendo social e politicamente no Brasil, além de um governo de extrema direita e discursos de ódio ganhando força, começou a me trazer forte impacto, que transformei em arte”, conta. Foi nesse momento que a ideia do subterrâneo ganhou força revelando como aquilo que estava escondido se tornou visível de forma avassaladora. “Se antigamente alguém tinha receio de falar algo que pudesse soar como intolerante ou preconceituoso, naquele momento as pessoas não o tinham mais e a justificativa era a liberdade de expressão”, destaca.
O espetáculo solo de Juliana Birchal, teve estreia nacional em junho de 2023, no Teatro de Bolso do Sesc Palladium em Belo Horizonte (MG). No mesmo ano foi apresentado em Brasília (DF), durante o Festival Solos Férteis. Em 2024, chegou a São Paulo e Mato Grosso no Festival de Teatro da Amazônia Mato-Grossense em Alta Floresta.
SINOPSE: No formato de uma fábula grotesca, o solo aborda a trajetória de uma mulher-cigarra que, uma vez nascida cigarra, deve se conformar a cumprir o seu papel: acasalar, reproduzir e morrer. Pelo bem da espécie, a mulher-cigarra reproduz o próprio sistema que a reprime, mantendo assim, a ordem natural das coisas.
FICHA TÉCNICA: Concepção e atuação: Juliana Birchal Direção: Lenine Martins Dramaturgia: Juliana Birchal e Lenine Martins Consultoria dramatúrgica: Si Toji Provocação Cênica: Jossane Ferraz Trilha sonora: Javier Galindo Consultoria musical (violino): Vanille Goovaerts Iluminação: Lucas Pradino Cenografia, figurino e adereços: Laura Françozo Maquiagem: Thaís Coimbra Produção executiva: Juliana Birchal e Jossane Ferraz Arte gráfica e identidade visual: Adriana Januário
SERVIÇO:
CURITIBA Espetáculo – Subterrânea: uma fábula grotesca Dias: 27 de fevereiro a 1 de março Local: Espaço Obragem (Al. Júlia da Costa, 204 – São Francisco) Horário: 20 horas Ingresso: Gratuito
Roda de conversa: 28 de fevereiro – após a apresentação *Apresentação com LIBRAS e audiodescrição: 28 de fevereiro *Todas as apresentações terão visita tátil uma hora antes das sessões
Oficina – Mascaramentos para a Criação Teatral Dia: 26 de fevereiro Horário: das 9h às 12h – das 14h às 17h Local: Espaço Obragem (Al. Júlia da Costa, 204 – São Francisco)
Sobre Juliana Birchal Atriz mineira radicada em São Paulo. Os seus trabalhos se concentram em torno do teatro físico e do teatro de máscaras. Sua formação passa pela Formação Básica de Palhaço dos Doutores da Alegria (2017), graduação em Teatro (licenciatura) pela Universidade Federal de Minas Gerais (2008-2013) e curso Profissionalizante em Teatro do Centro de Formação Artística e Tecnológica do Palácio das Artes (2008-2010). Em 2024, tornou-se Mestra em Artes Cênicas pela USP com pesquisa sobre mascaramentos no Théâtre du Soleil, trupe com a qual realizou residência artística entre 2014 e 2016.
Em 2023, estreou trabalho autoral envolvendo mascaramentos intitulado “Subterrânea: uma fábula grotesca” que já se apresentou em Belo Horizonte, Brasília (Festival Solos Férteis), São Paulo, Alta Floresta (Festival de Teatro da Amazônia Mato-Grossense) e recebeu a Bolsa Funarte de Teatro Myriam Muniz 2023 para realizar turnê em cidades do Paraná. Em sua carreira como atriz, além da experiência com Ariane Mnouchkine (Théâtre du Soleil), participou de cursos e oficinas com Eugenio Barba e Julia Varley (Odin Teatret), Renato Ferracini (LUME Teatro), Tiche Vianna e Ésio Magalhães (Barracão Teatro), entre outros. No teatro, trabalhou com a Cia. Picnic (2019-2024), O Trem Cia. De Teatro (2020), Fernando Neves (2017), grupo Espanca! (2010) e Juliana Pautilla (2010).
Arte da 17ª edição da ALL PARTY num collab inédito com a pista de skate LOVE CITY, criada pelos artistas gráficos Anthony Nathan e Fred Freire.
Aproveitando a passagem do notável cronista do rap nacional por Curitiba, Rodrigo Ogi e Nato PK são os convidados para discotecagem, numa parceria inédita entre festa e pista de skate, para reunir música boa e gente boa, no dia 17 de novembro.
A 17ª edição da já consagrada ALL Party, chega com grandes novidades para a temporada de verão. Marcada para o dia 17 de novembro de 2024, firmou parceria com a recém inaugurada pista de skate de Curitiba, Love City, para celebrar um novo momento do projeto, que reúne num só lugar: música boa e gente boa. O collab entre pista e festa, traz um line up descolado, com a participação do rapper paulistano Rodrigo Ogi, que estará em Curitiba, e na ALL, se apresenta num formato diferente: vai discotecar suas influências e músicas prediletas, junto com o DJ Nato PK. A festa tem abertura com a seleção musical analógica, 100% vinil, comandada pela Selecta Manzana, DJ residente da ALL.
Na foto de Cassio Vinicius, o pocket show do grupo Febre 90s que lotou a 10° edição da ALL Party CWB em outubro de 2023.
O espaço da pista Love City, é um ambiente para a prática de esporte e lazer com bares e restaurantes que ficarão em funcionamento durante a festa. “A ideia de juntar a energia do skate com a música é um sonho, e agora vamos ampliar as possibilidades para que o público seja recebido com o máximo de conforto e qualidade para uma experiência única”, diz o produtor executivo da ALL, Raphael dos Santos.
A pista coberta Love City, local da 17ª edição da ALL Party com de Rodrigo Ogi, Nato PK e Márcia Manzana na foto de Gabriel Franco.
Criar uma festa alternativa com artistas de porte nacional é uma das características da ALL Party, que busca na diversidade sonora atender públicos também diversos. Ao longo dos últimos anos projetos de artistas como B.Negão com “Bota o Som”, a “Rap Reagge Party” de Lúcio Maia e DJ PG, “Hay Turntablism” com DJ Mako e DJ A.S.M.A, “12 Polegadas” do DJ KL Jay e DJ Hum, Febre 90s e Lurdez da Luz, são exemplos da responsabilidade da ALL Produções, que tem a frente da curadoria artística, Márcia Manzana. Para ela, unir elementos da cultura de rua é o lema da ALL. “Esta edição com muita discotecagem promete ser histórica, convidar Rodrigo Ogi e o DJ Nato PK, que estão na cidade para um show, é um salto para a nossa festa que tem na parceria com a Love City uma nova pegada de entretenimento”, afirma.
O espaço da pista Love City, é um ambiente para a prática de esporte e lazer com bares e restaurantes que ficarão em funcionamento durante a festa. “A ideia de juntar a energia do skate com a música é um sonho, e agora vamos ampliar as possibilidades para que o público seja recebido com o máximo de conforto e qualidade para uma experiência única”, diz o produtor executivo da ALL, Raphael dos Santos.
Os ingressos antecipados estão disponíveis em três lotes no site da meaple.com, nos valores: promocional a R$15,00, seguido do 1º lote a R$ 20,00 e o 2º lote a R$ 30,00. Vale lembrar que os amantes do skate também podem levar seus carrinhos para usufruir do bowl e da pista durante a festa.
SOBRE OS ARTISTAS Rodrigo Ogi é rapper e cronista conhecido por seus complexos esquemas de rimas, pelo storytelling que se assemelha ao de grandes nomes da literatura e por ter um dos flows mais autênticos e inovadores do rap brasileiro. O artista, que já fez parte do grupo ContraFluxo, coleciona quatro discos em sua carreira solo: “Crônicas da Cidade Cinza” (2011) e RÁ! (2015), dois clássicos do gênero no país, após, em 2017, lançou o EP “Pé no Chão”, onde explorou novos caminhos da composição com o hit “Nuvens”. Em 2023, lançou “Aleatoriamente”, sucesso de crítica produzido por Kiko Dinucci, que dialoga com outros ritmos contemporâneos que vão além do hip-hop. Ogi já colaborou com artistas como Emicida, Rael, Marcelo D2, Juçara Marçal, entre outros.
Nato PK tem 28 anos de carreira, hoje é DJ e Beatmaker, já integrou o Coletivo e Selo Independente do ABC Paulista @paudedaemdoido. Atualmente acompanha o rapper Rodrigo Ogi em seus shows, Mc Max B.O, Rubel, Thiago Jamelão e a cantora Liège. Já dividiu os palcos com Ana Cañas, Pitty, Emicida, Mc Marechal, entre outros. Faz parte da crew de DJs @sodiscosalva que tem foco na pesquisa e discotecagem mixada 100% em vinil. Nato PK fez também parte da primeira Orchestra de Beatmakers do mundo, a Beatbrasilis Orchestra. Com vários títulos lançados produziu músicas para Emicida, DJ Hum, Patrícia Marx, Rappin Hood, Chuck D (Public Enemy) e MV Bill.
Selecta Manzana, é diretora artística da All Party. Como DJ seleciona músicas 100% em vinil, desde os anos 2000, tendo forte presença na cena cultural de Curitiba, com os saudosos Retrô e Kitinete. Colecionadora e pesquisadora da música analógica, apresenta seu acervo diverso, autêntico e versátil. A paixão da artista é a música brasileira dos anos 70, que explora ainda gêneros como funky, soul, disco, boogie, rap, jazz e o instrumental dançante. Manzana acredita no poder do ritmo e longe de rótulos incorpora músicas em outros idiomas, menos explorados na pista, como eslavo, francês, italiano, japonês e espanhol. Atualmente, é residente no “Sunday Gardens Jazz”, comanda o projeto “Na ponta da Agulha com Manzana”, e produz a All Party.
ALL PARTY ALL Party, é um projeto que consiste em trabalhar com elementos da cultura de rua, skate, grafite e break. É uma festa que convida outras festas, também reconhece DJ ‘s que estão começando suas trajetórias, e DJs renomados no cenário nacional.
Lançada em 2022, o evento reúne em média 300 pessoas por edição, em um formato bimestral com uma curadoria que atende artistas que tocam em festivais e casas noturnas pelo Brasil afora. Pela All Party já passaram: Lúcio Maia guitarrista do Nação Zumbi, Dj PG integrante do grupo Elo da Corrente, Laudz, Nave, Bnegão vocalista do Planet Hemp, Mary G, Mitay, Seleta Manzana.
LOVE CITY Curitiba é a capital conhecida por formar grandes campeões do skate, com isso surgiu a Love City, uma pista de Park coberta. A marca remete aos traços e às cores vibrantes que refletem a estética dos anos 80 e 90. É chamada de “Love City” para ser acolher tanto skatistas quanto os admiradores do esporte. No skate, lembra o “Love Seat,” um obstáculo clássico em diversos skateparks ao redor do mundo. Para todos os outros, “Love City” representa a cidade em construção: um ambiente urbano, seguro e acolhedor, com lazer, esporte e gastronomia integrados.
Além da pista de skate, localizada ao fundo do complexo, quatro operações estão em funcionamento, entre restaurantes e bar: Solana Star, com lanches; Noosa Heads, com pratos saudáveis; Yabaiya, culinária japonesa; e o BAR, que oferece bebidas.
SERVIÇO ALL PARTY.CWB X LOVE CITY Data: 17 de novembro de 2024 Horário: 17:00 até 00:00 Local: Rua Riachuelo, 492, em frente à Praça 19 de Dezembro, Centro – Curitiba/PR Ingressos: aqui
A Feira do vinil conta com 4 expositores – com mais de 5 mil discos! Para completar a feira teremos pastel frito na hora (+ outros lanches) do restaurante @dona_carolinaoficial – na entrada do antiquário. Tudo ao som de vinil dos djs: @bob_zucon + @lincolniorju + @assuncao_discotecador
Para nossos clientes teremos 25% off em toda loja; exceto móveis (obs.: os móveis tem 15% off). Venha negociar! 🙂
Traga seu carro antigo para exposição também!!! Temos espaço coberto!!!
Serviço: Feira de Livros e Discos + Show O Espelho Data: Sábado, 9 de novembro, 9h às 20h, pelo menos Local: Antiquário Coisa Véia, Rua Prof. João Falarz, 409, Orleans, Curitiba-PR. Entrada Livre. Local #petfriendly
ANTIQUÁRIO COISA VÉIA + SEBINHO Livros, discos, antiguidades, móveis, camisas de time, brinquedos, colecionáveis e objetos de decoração. Atendimento: Segunda a sexta, 9h às 19h. Sábado: 9h às 17h. Rua Prof. João Falarz, 409, Orleans, Curitiba-PR. Referência: nossa loja fica nos fundos do sobrado amarelo, o Restaurante Dona Carolina. Entre as lojas “Master Pró Audio” e “João Falarz Moto Peças”. Exatamente 400 metros do viaduto do Orleans. Contato: Whats: 41.99745.5294 c/ Leandro.
Premiação vai fomentar inovação na gestão cultural
O Ministério da Cultura (MinC) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio dos projetos Soluções Digitais para Mapeamento e Gestão Cultural e do Laboratório de Cultura Digital (LabCD), lançam o Prêmio Cleodon Silva. A iniciativa, que homenageia o importante ativista da cultura brasileira, busca estimular o desenvolvimento de soluções inovadoras para a gestão do fomento à cultura no país.
Cleodon Silva, um dos mais importantes ativistas culturais do país, foi escritor, operário e militante das causas sociais. Sua luta pela cultura livre e digital deixou um legado significativo para o Brasil. Ao homenagear Cleodon Silva, o prêmio busca reconhecer a importância de sua contribuição para o desenvolvimento cultural do país e inspirar novas gerações de artistas e ativistas.
“O desafio de qualificar soluções digitais para o fomento à cultura, atualmente, requer que toda uma cadeia produtiva do campo da tecnologia seja mobilizada”, destaca Juliana Almeida, coordenadora de Acompanhamento de Projetos na Subsecretaria de Gestão Estratégica do MinC. E “o intuito do prêmio é ativar atores da tecnologia para resolução de problemas da plataforma Mapas Culturais”, reforça ela.
“O prêmio Cleodon Silva é uma oportunidade única de fomentar a inovação e o desenvolvimento de soluções tecnológicas para a gestão do fomento cultural”, afirma Deborah Rebello Lima, coordenadora do projeto Qualificação do Ecossistema de Soluções Digitais para a Cultura na UFPR. “Ao homenagear Cleodon Silva, estamos reconhecendo a importância de sua luta pela cultura livre e fortalecendo a rede de cultura digital no Brasil”.
Ao organizar este prêmio a partir dos dois TEDs que executa em parceria com o MinC, a UFPR reconhece a necessidade e essencialidade da Rede de Cultura Digital como condição para integração de todos os entes e sinaliza para o papel de uma extensa rede que abarca desde o produtor cultural mais na ponta do processo até os responsáveis pelas decisões em nível nacional do processo cultural, reforça Maria Tarcisa Silva Bega, coordenadora do Ted Laboratório de Cultura Digital/UFPR.
O prêmio contempla duas categorias: Prototipação de Ideia Nova e Prototipação de Melhoramento, ambas voltadas para soluções que superem desafios relacionados ao banco de problemas resultante da Oficina de Design e Mapeamentos de Jornadas. Os prêmios variam de R$ 7.500,00 a R$ 25.000,00.
As inscrições podem ser realizadas até o dia 07 de outubro de 2024 por meio deste link, aqui
Mais informações podem ser obtidas no edital completo em, aqui
Sobre o Prêmio “Cleodon Silva” O prêmio busca: Estimular a inovação e o desenvolvimento de soluções tecnológicas para a gestão do fomento cultural; Promover a transparência e o acesso democrático às oportunidades de fomento; Fortalecer a participação cidadã e a colaboração entre os diversos atores do cenário cultural; Fomentar os arranjos produtivos de Soluções Digitais para Mapeamento e Gestão Cultural e Sistematizar um banco de Soluções e Solucionadores para o software livre Mapas Culturais.
O MinC, a UFPR e a Cultura Digital A parceria entre o MinC e a UFPR, através do Projeto Soluções Digitais, tem como objetivo qualificar o ecossistema de soluções digitais de mapeamento e gestão cultural para atender a execução das leis de fomento à Cultura, em especial, à Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).
Outro projeto realizado entre as instituições também está envolvido, sendo ele o Laboratório de Cultura Digital (LabCD) da UFPR, referência no desenvolvimento de pesquisas e ações na área da cultura digital. Fomentado pelo MinC, o LabCD vem desenvolvendo uma série de ações no campo da cultura digital.
Espera-se que a divulgação deste prêmio contribua para o desenvolvimento da cultura digital no Brasil e para a valorização da memória de Cleodon Silva.
Sobre Cleodon Silva Cleodon Silva foi um importante ativista cultural, sindicalista e pensador brasileiro. Sua trajetória, marcada pela luta pelos direitos dos trabalhadores e pela defesa da cultura livre, deixou um legado significativo para o país. Foi um grande defensor da cultura livre, acreditando no direito de todos de criar, compartilhar e transformar a cultura digital, acreditando no acesso democrático à informação e na produção cultural independente. Desenvolveu diversos projetos sociais, como a criação de bibliotecas comunitárias, o uso de tecnologias para a organização de comunidades e o desenvolvimento de plataformas digitais de acesso livre à cultura.
Cleodon Silva deixou um rico legado de luta e esperança. Seu exemplo inspira novas gerações de ativistas e defensores da cultura e da justiça social.
Para saber mais, acesse: Mapas Culturais (aqui) Instituto Pólis (aqui) Live de lançamento (aqui) Live Tira-dúvidas (aqui)
O prêmio Cleodon Silva é uma oportunidade de contribuir para o desenvolvimento da cultura digital no Brasil.
Mostra reúne obras de crianças e adolescentes do Hospital Pequeno Príncipe com intervenções de quatro artistas convidados
A CAIXA Cultural de Curitiba recebe, a partir de 12 de outubro, a exposição Caixa Mágica, resultado de um projeto inovador de oficinas de artes plásticas realizadas no maior e mais completo hospital pediátrico do Brasil, o Pequeno Príncipe. A exposição reúne obras produzidas com materiais recicláveis da própria instituição, como caixas de remédio, isopor e tampinhas, ressignificados sob a temática de superpoderes infantis. A mostra é fruto de 72 oficinas, orientadas por quatro renomados artistas plásticos: André Mendes, Kátia Horn, Romã Rettamozo e Verônica Fukuda, com coordenação da arte-educadora Elisa Cordeiro Brito.
Durante meses, as crianças participaram ativamente das oficinas utilizando resíduos do hospital para dar vida a suas criações, explorando suas próprias visões de superpoderes. Cada artista propôs uma abordagem única: Kátia Horn, com as crianças, criou capacetes mágicos feitos de caixas de remédio, representando superpoderes; André Mendes, utilizou a técnica da “isoporgravura”, gravura em isopor, com foco nos superpoderes da natureza; Verônica Fukuda, incentivou as crianças e adolescentes a criar personagens com ênfase nos olhos, destacando a empatia como superpoder e Romã Rettamozo instigou a garotada a produzir armaduras e braceletes, como resultado do processo de auto-reflexão e autoconhecimento.
Além das obras criadas pelas crianças, cada artista responsável pelas oficinas irá expor uma peça feita exclusivamente para a mostra.
A exposição não apenas ressignifica o que seria descartado, mas também oferece uma nova perspectiva sobre como arte e reciclagem podem caminhar juntas para criar algo poderoso e transformador. “A resiliência e a imaginação das crianças no contexto hospitalar é notável nas obras escolhidas para a exposição. A arte, neste contexto, reforça seu papel empoderador impulsionando a criatividade das crianças, adolescentes e dos acompanhantes participantes das oficinas”, afirma Elisa Cordeiro Brito, arte-educadora que coordena o projeto.
Caixa Mágica receberá visitas guiadas de alunos de escolas públicas, com a participação confirmada de 370 estudantes, criando mais uma oportunidade para o público jovem se conectar com o universo da arte e da ressignificação de recicláveis. A exposição conta com audiodescrição, a fim de receber visitantes cegos ou com baixa visão, que poderão agendar visitas guiadas.
O projeto Caixa Mágica, viabilizado pela Lei Rouanet, tem como instituição beneficiada o Hospital Pequeno Príncipe e como apoiadora a Caixa Cultural de Curitiba. Conta com patrocínio das empresas Peróxidos do Brasil, Brother, Wap Lavadoras, Grupo Bagattoli, Scherer, Terex Corporation, Verx Tecnologia, Transportadora Matão, Demóbile.
SERVIÇO [Exposição] Caixa Mágica: arte com recicláveis Local: Galeria Mezanino da CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo n° 280 – Centro Visitação: 12 de outubro a 24 de novembro de 2024 Horários: Terça a sábado das 10h às 20h | Domingo das 10h às 19h Ingressos: Entrada franca. Classificação: Livre
Acesso a pessoas com deficiência | Exposição com audiodescrição
Arte da nova montagem de Pilar de Fogo da Cia KÁ de Teatro, companhia teatral independente de Curitiba, chega neste Halloween com recursos tecnológicos aliados à dramaturgia.
O espetáculo de horror criado pela cia independente curitibana ganha nova roupagem e uma estética tecnológica, com projeção mapeada e holograma, em curta temporada nos dias 25 e 26 de outubro, mês do Halloween, no Miniauditório do Teatro Guaíra.
Outubro é celebrado o Halloween, e para os amantes do suspense a CIA KÀ de Teatro traz ao palco do Miniauditório do Teatro Guaíra, nos dias 25 e 26 do mesmo mês, o espetáculo de terror, que faz parte do repertório da companhia: “Pilar de Fogo”, em montagem inédita com inovação tecnológica no uso de hologramas e projeção mapeada, fruto de uma parceria criativa com a Lumen Audiovisual. A experiência promete transportar o público para uma atmosfera sombria e imersiva, intensificando a narrativa distópica compondo a estética visual da peça. De acordo com Kelvin Millarch, diretor do espetáculo, “a ideia é utilizar recursos tecnológicos como forma de adequação às novas necessidades do público jovem acostumado às informações simultâneas e ao usar essas estratégias a obra teatral ganha novas dimensões imagéticas possibilitando inúmeras conexões com a plateia”. Para ele, é desafiador juntar a atuação física com hologramas e iluminação, sonoplastias ao mesmo tempo, nestas diferentes atmosferas.
Unidos pelo desejo de compor uma obra de arte e explorar os benefícios da tecnologia a Lumen, empresa que tem com exclusividade as telas “holográficas” da Holo Gauze, fez a parceria com a Cia KÀ, companhia teatral independente da cidade. “Eles são criativos e corajosos para lançar mão desse recurso no intuito de auxiliar a narrativa do espetáculo”, ressalta Guaia Knoll Malinowski, diretor da Lumen Audiovisual. Além dos efeitos especiais inovadores, o público terá a chance de influenciar os rumos da trama, tornando a experiência mais interativa e surpreendente.
Inspirada nos contos de Ray Bradbury e na estética aterrorizante de H.P. Lovecraft e Zé do Caixão, “Pilar de Fogo” é uma jornada perturbadora que questiona a censura e o autoritarismo. A peça transporta os espectadores para um mundo no qual livros são proibidos e a manipulação da verdade prevalece. O protagonista, William Lantry, interpretado por Saymon Wendell, enfrenta um regime opressivo enquanto protege a memória de grandes obras literárias. A jornada de William não só reflete questões contemporâneas sobre autoritarismo e poder, mas também convida o público a refletir sobre a relação entre a liberdade e a preservação da memória.
Após a estreia no Festival de Curitiba 2024, “Pilar de Fogo”, já esteve em cartaz também na abertura da 38ª Semana da Cultura em Ponta Grossa, e também no Festival de Teatro de São José dos Pinhais. E agora em outubro, a Cia KÁ retorna para uma mini temporada especial em comemoração ao Halloween. Os ingressos estão disponíveis no site Deu Balada.
FICHA TÉCNICA Direção: Kelvin Millarch Elenco: Saymon Wendell | Yohann Kalleu | Luiz Nogueira | Caio Frankiu Assistência de Direção: Caio Frankiu | Bruno Sanctus Preparação Corporal: Caio Frankiu |Rosangela de Lara Operador de Luz: Ike Rocha
SOBRE A CIA KÀ A CIA KÀ de Teatro é um núcleo independente de desenvolvimento artístico de Curitiba, fundado em 2019 por Caio Frankiu e Kelvin Millarch, com o intuito de produzir espetáculos teatrais, audiovisuais e performáticos. Assim como a Faber-Castell, buscamos promover a criatividade e valorizar a cultura no nosso país.
SERVIÇO: Datas: 25 e 26 de outubro de 2024 Horário: 20h Local: MiniAuditório Guaíra – Auditório Glauco Flores de Sá Britto, R. XV de Novembro, 971 – Centro, Curitiba. Duração: 60 minutos Classificação: 10 anos Ingressos Deu balada: aqui Valor: R$ 30,00 (inteira) / R$ 15,00 (meia)
Flávia Imirene, Saravy e Katia Horn protagonizam nova comédia de Leonarda Glück. Foto: Vitor Dias.
O espetáculo traz, numa irreverente montagem, diferentes arquétipos do feminino em três personagens que se encontram para uma festa e cumpre curta temporada gratuita no Teatro José Maria Santos, em Curitiba.
De 5 a 22 de setembro o palco do Teatro José Maria Santos vai receber a temporada de estreia de The Mango Tree (em português A Árvore de Manga), uma comédia escrita e dirigida por Leonarda Glück que trata sobre os ideais e estereótipos do feminino na sociedade contemporânea e no imaginário popular. Através do humor, da ironia e do deboche, a criação – produzida pela Pomeiro Gestão Cultural – provoca questões acerca da presença da mulher nos dias atuais.
A trama é protagonizada por três mulheres com diferentes personalidades: uma escritora decadente, uma aspirante a atriz de Hollywood e uma ex-atriz pornô cleptomaníaca. Elas se encontram para uma festa que nunca acontece. Interpretadas por Flávia Imirene, Katia Horn e Saravy, as personagens retomam memórias do passado enquanto protegem um pomar onde há um grande pé de mangas.
Com forte inspiração no teatro do absurdo, em especial Eugène Ionesco e o brasileiro Qorpo Santo, o texto foi originalmente escrito por Glück em 2004 e agora, 20 anos depois, a dramaturga retoma o material e lhe dá nova roupagem, fazendo referência à cultura pop dos anos 1990 e também dos dias de hoje. Para Leonarda, a situação mundial é a maior referência à proposta da peça The Mango Tree: “O teatro do absurdo acabou ignorado no decorrer da história teatral, e eu acredito que não há nada mais absurdo que os dias atuais, que são um prato cheio para a dramaturgia nacional”, revela.
A visualidade da peça foi concebida a partir das cores e tonalidades das mangas – o laranja, o verde e o roxo. Na composição do espetáculo uma equipe criativa de peso, com cenário e figurinos seguindo a mesma proposta de cores como resultado de diálogo profundo entre a cenógrafa Guenia Lemos e as figurinistas Fabianna Pescara e Renata Skrobot. Somam-se ainda a artista Jo Mistinguett, na criação da trilha original, e os iluminadores Nadja Naira e Wagner Corrêa. A direção de movimento fica por conta de Katia Drumond.
A montagem integra o projeto Dramaturgia TransCuritibana, uma parceria entre a artista Leonarda Glück e a Pomeiro Gestão Cultural, que visa fomentar a presença de pessoas trans no cenário teatral e dramatúrgico de Curitiba. O projeto contempla ainda um laboratório de dramaturgia para pessoas trans, leituras públicas e a publicação de um e-book com trechos dos textos produzidos pelos participantes. A iniciativa é viabilizada com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura de Curitiba e tem o incentivo do Ebanx.
SINOPSE: Uma escritora decadente, que é praticante de sadomasoquismo nas horas vagas, uma aspirante a atriz de Hollywood interiorana e uma ex-atriz pornô cleptomaníaca se encontram para uma festa que não acontece. Canções, rixas e suspiros do passado vêm à tona e expõem as forças e fragilidades da mulher contemporânea em um mundo caótico que as atormenta. Nos preparativos para essa celebração que jamais ocorrerá, é entre inspirações, martinis e revistas de fofoca que rememoram as agruras e os prazeres dos dias de outrora e brindam, ainda, aos que virão.
FICHA TÉCNICA Texto e Direção: Leonarda Glück Elenco: Flávia Imirene, Katia Horn e Saravy Direção de Movimento: Katia Drumond Cenografia: Guenia Lemos Figurinos: Fabianna Pescara e Renata Skrobot Trilha Original e Operação de Som: Jo Mistinguett Iluminação e Operação de Luz: Nadja Naira e Wagner Corrêa Costureira: Rose Matias Cenotécnico: Fabiano Hoffmann Técnico de Som: GuiMiudo Direção de Produção: Igor Augustho Produção Executiva: Rebeca Forbeck Estagiários de Produção: Ayesla Fabian, Isac Kempe e Luciano França Designer Gráfica e Identidade Visual: Adriana Alegria Fotografias: Vitor Dias Videomaker: Eduardo Ramos Maquiagem Ensaio Fotográfico: Kenia Coqueiro Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo Estratégia Digital e Vídeo Creator: Gabriela Berbert Intérprete de Libras: Talita Grünhagen Captação de Recursos: Meire Abe Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural
SERVIÇO: THE MANGO TREE – Comédia Temporada de 5 a 22 de setembro. Quarta a sexta às 20h. Sábados às 16h e 20h. Domingos 16h e 19h. Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 – Centro). Ingressos Gratuitos, retirada a partir de 1 hora antes no teatro. Classificação: 16 Anos I Sujeito à lotação.
Oficina com Julia Raiz e Ronie Rodrigues. Crédito foto: Jessica Stori
Projeto dos artistas vai promover oficinas de escrita poética em várias regionais de Curitiba
Estão abertas as inscrições para as duas primeiras edições de “Palavra Brasil: jogos de escrita”, um ciclo de oficinas de criação literária ministradas pelos artistas Julia Raiz e Ronie Rodrigues. Até dezembro de 2024, serão realizadas seis oficinas gratuitas em diversas casas de leitura de Curitiba.
O projeto tem início nos próximos dias 30 e 31 de agosto, atendendo pessoas frequentadoras da Casa da Leitura Miguel de Cervantes, na Praça da Espanha. Já nos dias 5 e 6 de setembro, a oficina chega ao bairro Portão, na Casa da Leitura Wilson Bueno, dentro das instalações do Portão Cultural. As inscrições podem ser realizadas por meio do formulário digital, acessível a partir deste link, e também diretamente nas casas da leitura.
A dinâmica de “Palavra Brasil” parte da utilização de jogos de escrita como ferramenta para explorar a relação dos participantes com o território chamado Brasil, abordando temas como nação, língua, identidade e pertencimento. A proposta convida os participantes a experimentar a escrita de forma coletiva, incentivando a criatividade e o envolvimento com a literatura.
Um dos intuitos da iniciativa é o de descentralizar o acesso a ações de formação em literatura, contribuindo para o desenvolvimento da cena literária em regiões não centrais de Curitiba. Ao longo de sua execução, “Palavra Brasil” deve passar pelos bairros Bigorrilho, Cajuru, Pinheirinho, Portão, Santo Inácio e Uberaba.
“O projeto tem o potencial de ampliar o acesso à formação de pessoas leitoras e escritoras da comunidade curitibana e atende às políticas públicas culturais da nossa área”, partilha Julia Raiz que, ao lado de Ronie Rodrigues, assina a proposta.
Os dois são integrantes da Membrana, um ajuntamento de pessoas que escrevem em Curitiba. Com o coletivo, ambos participaram da antologia “Chão Brasil”, de 2023. Como ação de contrapartida social da publicação, realizaram a oficina “Ficção Brasil”, primeira imersão da dupla em propostas de escrita criativa a partir do corpo e suas ressonâncias. Do sucesso da empreitada, surgiu o atual “Palavra Brasil”, com a intenção de ampliar o rastro da parceria a outros recortes de público.
Sobre as pessoas ministrantes Julia Raiz (1991) é um dos grandes nomes da literatura contemporânea em Curitiba. Trabalhadora da escrita, tem sua atuação marcada pela criação e articulação coletiva. É doutora em literatura (UFPR) com recorte específico em estudos feministas da tradução. Publicou “p/ vc” (7Letras, 2019), “cidade menor” (editora Primata, 2020), “Terceiro mistério” (Lola Frita Lab, 2022) e “Metamorfoses do Sr. Ovídio” (editora Arte & Letra, 2022). Em 2023, “diário: a mulher e o cavalo”, seu livro de estreia, foi relançado pela Telaranha Edições.
Ronie Rodrigues (1985) é escritor e pesquisador em Dança Contemporânea. Atua como bailarino/pesquisador dos projetos/espetáculos “Pão com Linguiça”, “Cachaça sem rótulo”, “De maçãs e Cigarros” e “Swingnificado”. Já nas linhas da literatura, publicou “Apagar histórias com a língua (2020)” e “Roubar os mortos, lamber os vivos” (2023), ambos pela Editora Urutau. Em 2024, lançou o aclamado “João”, livro-performance também editado pela Telaranha.
Serviço: “Palavra Brasil: jogos de escrita” Com Julia Raiz e Ronie Rodrigues
PALAVRA I: Casa da Leitura Miguel de Cervantes Datas: 30 e 31 de agosto (sexta e sábado) Horário: das 9h às 13h Local: Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 1238 (Praça da Espanha)
PALAVRA II: Casa da Leitura Wilson Bueno Datas: 5 e 6 de setembro (quinta e sexta) Horário: das 14h às 18h Local: Avenida República Argentina, 3430 (Portão Cultural) Vagas: 20 (vinte) por edição Público-alvo: pessoas com mais de 16 anos interessadas em escrita