SOLO DE PAGU LEAL TRAZ COM HUMOR UMA REFLEXÃO SOBRE A IMPOSIÇÃO DE PADRÕES DE BELEZA

Na foto de Monica Lachman, Pagu Leal dá vida a personagem do solo “Do Dia que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”, com mini temporada no Mini Guaíra.

Espetáculo “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei” retorna em nova temporada no miniauditório do Teatro Guaíra, em novembro

Em tempos em que os padrões de beleza são amplamente debatidos, mas ainda tão presentes e opressivos, a atriz e autora Pagu Leal convida o público para uma reflexão sensível e bem-humorada sobre o tema em “Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei”. A peça retorna ao palco para nova temporada de 7 a 9 de novembro, no Miniauditório do Teatro Guaíra, em Curitiba.

A montagem mistura stand-up comedy, relato pessoal e filosofia, costurando com leveza e contundência as diversas formas de violência simbólica e estética vividas, sobretudo, por mulheres. Ao longo da apresentação, Pagu compartilha suas próprias experiências com o corpo e a imagem, criando uma atmosfera de diálogo íntimo com o público. “O padrão ignora o envelhecimento natural das mulheres e objetifica corpos de jovens e adolescentes”, afirma a artista. “Além disso, não considera cores, biotipos, contextos sociais, cultura, religião e tantas outras diversidades”, completa.

Mais do que uma crítica, o espetáculo propõe um caminho de autoconhecimento, aceitação e amor-próprio. Com uma linguagem direta e cativante, Pagu provoca o riso e a identificação, abrindo espaço para que cada espectador se enxergue no espelho com um olhar mais generoso.
A direção artística é assinada por Giorgia Conceição, artista burlesca e terapeuta corporal, que mergulhou no universo do texto, originalmente construído a partir de crônicas e anotações de aula, para criar uma encenação ágil, emotiva e divertida. Com sensibilidade e ritmo, Giorgia imprimiu teatralidade ao material e acentuou o caráter cômico das situações envolvendo a busca da beleza.

O espetáculo conta ainda com uma equipe criativa inteiramente feminina, refletindo a pluralidade e a sensibilidade sobre o corpo e a cena. Os ingressos para a mini temporada estão disponíveis no disk ingresso, no valor de R$ 50 (cinquenta reais), 50% de desconto para lista amiga mediante apresentação de cupom digital (para a compra de 01 um ingresso por cupom) e R$ 25 (vinte cinco reais), meia entrada.

Sobre a autora e atriz
Há mais de 30 anos em Curitiba a artista das Artes Cênicas, Pagu Leal já atuou em mais de 40 espetáculos profissionais como atriz. Ao longo de sua carreira, foi transformando a sua voz de atriz em uma voz autoral na dramaturgia e também como diretora artística. Em 2020 foi contemplada com o Prêmio Reconhecimento da Trajetória através da Lei Aldir Blanc.

Como dramaturga já teve diversos textos encenados, destaques para: 2021 “Do dia que Olhei no Espelho e Não me Encontrei”, 2011 “A Vênus das Peles” contemplado com o prêmio Myriam Muniz pela Funarte. “Difícil Amor”, contemplado pelo Troféu Poty Lazzarotto de Melhor Texto Teatral em 2004 e, “Que Absurdo!” texto selecionado no projeto: Dramaturgias Contemporâneas Brasileiras da Fundação Cultural de Curitiba. Teve seu próprio programa de humor na TV em 2011, “Coisas de Casal” na RPC TV, Globo Paraná, onde atuava e escrevia. Dentro das pesquisas em Filosofia tem se dedicado à Filosofia da Linguagem, com especial atenção aos estudos sobre Filosofia Analítica da Linguagem e Ética.

Arte de Lu Stocco para o solo de Pagu Leal.

SERVIÇO:
Espetáculo: Do Dia Que Olhei no Espelho e Não Me Encontrei
Data: 07, 08 de novembro, às 20h | 09 de novembro (domingo), às 19h
Local: Miniauditório do Teatro Guaíra (Rua Amintas de Barros, s/nº)
Ingressos: à venda neste link
Classificação indicativa: 16 anos

Duração: Aproximadamente 60 minutos

FICHA TÉCNICA
Texto e atuação: Pagu Leal | Direção artística e figurino: Giorgia Conceição | Iluminação: Izabelle Marques | Assessoria de Comunicação: Bruna Bazzo | Arte gráfica: Luciane Stocco | Fotos da peça e backstage: Monica Lachman | Foto do cartaz: Cleverson Oliveira | Produção: Sociedade Poética

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

LANÇAMENTO DO LIVRO E EXPOSIÇÃO “ALÉM DA SUPERFÍCIE” DE CLEVERSON OLIVEIRA

Artista visual documenta sua produção através da relação de suas obras com textos reflexivos em livro e exposição

O artista visual Cleverson Oliveira lança, dia 18 de novembro, às 10h00, na Galeria da Casa da Imagem, seu novo livro: Além da Superfície. No mesmo dia, acontece a abertura da exposição homônima que fica em cartaz até 10 de fevereiro. Também estão programados um ciclo de palestras e o lançamento de uma plataforma digital que traz registros de processo de criação e textos reflexivos sobre a obra do artista.

Cleverson Oliveira atua em campos multidisciplinares usando uma linguagem visual que explora os limites da imagem permeando a experiência do cinema até o desenho. O artista apresenta em sua segunda publicação, um panorama de sua produção que abriga desde seus primeiros trabalhos, criados em 1994, até suas criações mais recentes.

O livro Além da Superfície relaciona a tragetória do artista, abordando, a partir de textos e ensaios, três temas centrais: o olhar da filosofia da linguagem e suas relações cognitivas sobre a obra do artista, a análise da construção e desenvolvimento da poética de Cleverson e as relações entre o artista e seu meio, além de uma entrevista com o artista, realizada pelo curador e crítico de Nova York, Raúl Zamudio, que apresenta uma reflexão sobre o período de doze anos em que o artista Cleverson Oliveira viveu e produziu nos Estados Unidos.

Pagu Leal, artista e filósofa, acompanha a produção do artista descortinando relações promovidas pela obra em contato com o espectador, a partir de um texto reflexivo intitulado: “Irritações de Superfície”. Cleverson e Pagu estabelecem um diálogo construído a partir de experiências e colaborações artísticas ligadas à dramaturgia, performance e vídeo arte.

A partir da ideia de construção da poética do artista, o professor-doutor Antonio Fatorelli, apresenta, no livro, um texto crítico sobre a obra de Cleverson Oliveira.

Cleverson, em seus trabalhos, desmistifica a aparente condição natural da paisagem. As obras constroem um espaço imaginário onde o artifício da representação torna-se o campo visual após uma desfiguração completa da representação. As paisagens parecem ser definidas antes de nós como uma inevitabilidade da natureza. Construído por séculos como o equivalente da natureza, paisagens assumem a representação mais perfeita do mundo.

Ainda em 2017, o artista participa da Bienal de Veneza (Itália) integrando a exposição “The Border Pavillion” e apresenta sua produção recente em uma exposição em Nova York.

O projeto Além da Superfície é realizado com o incentivo do Banco do Brasil através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

Cleverson Oliveira / crédito foto: Antonio Wolff

SOBRE O ARTISTA:
Cleverson Oliveira nasceu em Curitiba, em 1972. Formou-se na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, em 1994. Em 1996 estudou História da Arte na New York University, em Nova York, onde viveu de 1996 até 2008 . Vive e trabalha em Piraquara, Brasil. Participou de exposições em diversos locais, incluindo New York, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Seoul, Doha e Veneza (Itália).

Entre suas principais exposições estão: Fronteiras: uma jornada pelas américas, realizada no museu da Fotografia, em Curitiba, em 2009. Viajantes Contemporâneos, realizada na Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 2010. 5th media Art biennale, Seoul, Coreia do Sul, 2009.Galáxias, Myiako Yoshinaga, Nova York(USA), 2012; e Bienal Internacional de Curitiba, 2013. Border Pavilion (Bienal de Veneza) 2017.

SERVIÇO:
Lançamento do livro e abertura da exposição “Além da Superfície”
Abertura dia 18 de novembro de 2017, às 10h00
*a exposição fica em cartaz até dia 10 de fevereiro de 2018
Galeria Casa da Imagem (www.casadaimagem.com)
Rua Dr. Faivre 591, centro de Curitiba
ENTRADA FRANCA