ENCONTRO DE “SELVÁTICAS” NA MOSTRA 2018 DO FESTIVAL DE CURITIBA

Foto de Amira Massabki

Artistas da Casa Selvática estreiam espetáculo Cabaret Macchina com participação da cantora e compositora Karina Buhr

Comemorando seis anos de existência, o coletivo curitibano Selvática Ações Artísticas estreia seu mais novo espetáculo, Cabaret Macchina, nos dias 3 e 4 de abril na Praça Rui Barbosa, com entrada franca, integrando a Mostra Oficial do Festival de Curitiba.

Com direção de Ricardo Nolasco e dramaturgia de Francisco Mallmann e Leonarda Glück, a partir da obra do dramaturgo alemão Heiner Müller, o espetáculo é uma pós-ópera em formato de cabaré de rua, que além de reunir pela primeira vez todos os artistas do coletivo em um mesmo projeto, conta com a participação da cantora e compositora Karina Buhr.

Desde o lançamento do seu último álbum, intitulado Selvática (2015), Karina Buhr e os artistas do coletivo tem estreitado laços. Em 2015 a cantora pernambucana radicada em São Paulo lançou na Casa Selvática seu livro Desperdiçando Rima em um evento que contou com performances, sarau e pocket shows dos artistas “selváticos” e convidados.

A Casa Selvática tem sido uma das principais referências do estudo do cabaré como linguagem no Brasil, tendo realizado diversos espetáculos e proposto oficinas anualmente para seu aprofundamento. Cabaret Macchina pretende expandir a pesquisa do grupo, na construção de um espetáculo de teatro a ser realizado em espaço público, uma criação de dramaturgias que relaciona vivências, questões arquitetônicas e históricas da cidade.

Para o diretor Ricardo Nolasco: “O cabaré foi considerado um subgênero pela história oficial do teatro, justamente por seu caráter popular em oposição aos modelos dramáticos europeus.”. Assim, o coletivo tem mergulhado na investigação desse formato através de uma cena híbrida, que mescla elementos das artes cênicas, performáticas e literárias. “Acreditamos no cabaré como o formato ideal para falar sobre questões que nos atingem, de um modo humorado e irônico, o cabaré tem sido a principal forma com que artistas do mundo inteiro tem conseguido fazer seus trabalhos resistirem de forma independente tendo a precariedade e a arte em processo não como limitadores, mas como características importantes do nosso tempo e dos países em questão”, complementa Nolasco.

Para a atriz e dramaturga Leonarda Glück, a obra de Heiner Müller se torna cada vez mais insistente na contemporaneidade. “Nos dias que correm os totalitarismos da alma, do estado e das instituições estão tão presentes e tão fantasiados de livre democracia, que os escritos de Heiner Müller estão mais atuais do que nunca. A sua Alemanha se reergueu depois da queda, mas deixou boa parte do globo ainda derrubada até hoje. Nós conseguimos estabelecer uma conexão direta entre sua obra e o Brasil de 2018, e a levaremos para a arena pública”, dispara.

”Heiner Müller partia da reescrita dos clássicos a fim de reaproximar estes de seus contextos, dialogar com ele e sua obra é para nós necessariamente adaptar mais uma vez, atualizar em nossos contextos, corpos e histórias” finaliza Ricardo.

Karina Buhr por José de Holanda

Cabaret Macchina
3 e 4 de abril às 21h
Festival de Curitiba
Rua da cidadania Matriz – Praça Rui Barbosa, centro de Curitiba
Entrada Franca
Página do evento, aqui

Ficha Técnica:
Dramaturgia: Francisco Mallmann e Leonarda Glück (a partir da obra de Heiner Müller);
Direção Geral: Ricardo Nolasco;
Direção de Movimento: Gabriel Machado;
Direção Musical e Sonoplastia: Jo Mistinguett;
Figurino: Cali Ossani, Stéfano Belo e Patricia Cipriano;
Iluminação: Semy Monastier e Patricia Saravy;
Maquiagem: Nina Ribas e Stéfano Belo;
Elenco: Amira Massabki, Cali Ossani, Cesar Mathew, Leonarda Glück, Leo Bardo, Matheus Henrique, Nina Ribas, Patricia Cipriano, Patricia Saravy, Semy Monastier, Simone Magalhães, Stéfano Belo e Victor Hugo;
Artista Convidada: Karina Buhr;
Consultoria: Amabilis de Jesus;
Mapeamento Urbano: Renata Cunali;
Direção de Produção: Cacá Bordini;
Assistência de Produção: Bruna Costa;
Imagens: Amira Massabki;
Design Gráfico: Thalita Sejanes;
Captação de Recursos: Meire Abe;
Realização: Selvática Ações Artísticas e O Estábulo de Luxo;

 Links:
Site: www.selvatica.art.br

Facebook:
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HOJE ::: CUTELO ASSASSINO – UMA TRAGÉDIA GREGA DE ATROCIDADES NO AP DA 13

CUTELO ASSASSINO – Uma Tragédia Grega de Atrocidades

ÚNICA APRESENTAÇÃO

Amygdalota, espartana, esposa do grego Tartarian, quer reconhecimento pelos anos casada. Ela prepara o jantar: um frango é manipulado, cutelado e cozinhado em cena.

Após mais uma tentativa de dominação através da cultura, do sexo e do território de um homem sobre uma mulher, ela vira o jogo.

A linguagem é híbrida, teatro e cinema dialogam. A cena real e a cena cinematográfica, projetada, estão simultaneamente presentes para o público.

Este é voyeur do cotidiano do casal, que discutem a relação. A encenação teatral se utiliza da linguagem cinematográfica na ocupação de uma casa com a multiplicação da cena através do vídeo e do áudio, possibilitando ao público acompanhar a cena presencialmente ou assistir como em um cinema.

A dramaturgia de Leonarda Glück ironiza a tradição grega como pano de fundo para uma tragicomédia mordaz e ácida.
Ambientes se fundem ao acompanhar a última hora desse casamento.

Onde estará a Luz nas Trevas?

Edição AP. DA 13

Criadores desta Edição:
Texto – Leonarda Glück
Encenação e Atuação – Patricia Saravy e Ricardo Nolasco
Som – Jo Mistinguett
Olhos de Câmeras – Guilherme Chalegre, Renata Correa, Lais Melo
Arte do espaço – Patricia Cipriano.
Produção – Victor Hugo
Apoio e Parceria – Selvática Ações Artísticas e Casa Selvática.

Serviço:
Gênero – Tragicomédia
Classificação: 18 anos
Local – Ap. da 13 – Rua Treze de Maio, 1001, apto 01, centro de Curitiba.
Data – 05/12/2017 – terça-feira
Entrada – R$20 / R$10

Agradecimentos aos parceiros – a todxs artistas selváticxs, Leonarda Glück, Fabia Regina, Fábio Kinas, Maikon K, Karina Flor, Jeff Grochovs, Amabilis de Jesus, Gustavo Bittencourt, Luigi D’Angelo, Pedro Mansa, Bistrô da Flor, Cândida Monte, Well Guitti e Bar Ornitorrinco.

Página do evento, aqui

ABERTURA DA AMOSTRA URBANA

Abertura da Amostra Urbana
Cabaré Voltei apresenta: Trombada de Cabarés!
Praça 29 de Março, em Curitiba
7 de Novembro às 19 horas
EVENTO GRATUITO

Traga sua apresentação para o Sarau!

Faça chuva ou faça sol estaremos nas ruas.

“Agora voamos em nossa ave máquina, voamos para fora dos teatros e museus. Poucos de nós sobreviveram. Nos fazemos cidade, Zonas Autônomas Temporárias, buscando brechas,
frestas e interstícios. Aqui em meio a organização da polis, em meio aos arranhacéus insistimos em tentar. Fracassar. Tentar de novo. Fracassar de novo. Fracassar melhor.
É de Curitiba (a capital mais fria do país, a roça iluminada, terra de vampiros e polacas) que lançamos nossa voz. No ano cósmico de mais uma revolução que malogrou.
Para Gilda, com ardor.”

II Manifesto do Cabaré Voltei (2014)
Há 101 anos Zurique apresentava ao mundo um espaço que mudaria a história da arte: O Cabaré Voltaire – local de apresentação e experimentos do movimento Dadá. Apresentamos o Cabaré Voltei – versão brasileira, traduzida, antropófaga, debochada, latinoamericana e contemporânea daquele que foi um dos mais importantes espaços das vanguardas modernas. Assim, conclama artistas indignados experimentais (e que possuam uma vida experimental) das distintas formas que as variedades assumiram no decorrer da história como o vaudeville, a Revista Brasileira, o circo teatro, a ópera bufa, o cabaré político mexicano, o burlesco e a performance art para compartilhar trabalhos processuais e ocupar o espaço público para uma reconstrução do cabaré em Sarau Aberto numa grande trombada de cabarés com as atrações comandadas pelas dãmas indignas das alterosas do Varejão (BH), MOVEDETE EX MACHINA, O Estábulo de Luxo, Coletivo Casa Selvática e a Universidade Livre de Charlatanismo e o seu Cabaré Místico.

Assim como fizeram os nossos antepassados, exortamos todos os artistas de Curitiba (e também os que estejam de passagem pela cidade) para que compareçam com sugestões e contribuições de até 7 minutos, sem se preocupar com essa ou aquela orientação artística, para compor o nosso sarau. Manifestos, performances, shows, números musicais, poemas, antigas canções de cabaré e charlatanismos de todos os tipos reunidos de acordo com o princípio estabelecido pelo cabaré: um número após o outro, com tempo mínimo de intervalo, transparecendo ao mundo que todos somos mentes independentes vivendo por ideias diferentes, e assim propondo ao público e participantes uma variedade de atrações inusitadas em um mesmo dia.

Atrações confirmadas:
– Varejão (Belo Horizonte/MG)
– ULC (Universidade Livre de Charlatanismo) e o Cabaré Místico
– MOVEDETE EX MACHINA (Curitiba/PR e Belo Horizonte/MG)
– Núcleo O Estábulo de Luxo (Curitiba/PR)
– Coletivo Casa Selvática
– Maikon K (Curitiba/PR)
– Juana Profunda (Curitiba/PR)
Etruska Waters e convidadxs (Curitiba/PR)
– Júlia Campos (Curitiba/PR)
– Plácida Domingas (Republica de Curitiba)
– Rubia Romani (Curitiba/PR)
– Melina Mulazani e Luciano Faccini (Curitiba/PR)
– Bruno Lops (Curitiba/PR)
Limerson Morales (Bauru/SP)

“Enquanto o fascismo avançar por todos os lados, enquanto formos controladxs pelas estruturas do biopoder, e antes da injustiça se perpetuar em falhas políticas e sociais: haverá Cabaré!”

TRAGA SUA APRESENTAÇÃO PARA O SARAU
ENTRADA FRANCA”

fonte

BOLETIM FESTIVAL INTERNACIONAL RUÍDO ENCENA

Foto: Elenize Dezgeniski

Nesta terça-feira (26) no Festival Internacional Ruído EnCena o destaque da programação é a apresentação de dança com a bailarina, Julia Adur, no Teatro Zé Maria. Na Companhia Brasileira de Teatro, vai ocorrer o bate-papo com Simone Magalhães, Cacau de Sá, Megg Rayara, Thalita Sejanes e Michelle Sá (articuladora) sobre o tema “Mulher, arte, margem: quais discursos, quais espaços?”, às 18h, com entrada gratuita. E as residências, Impressões em Movimento e Bacurinhas na Selvática (ESGOTADO). 

PROGRAMAÇÃO

– ENCONTROS | CIA. BRASILEIRA DE TEATRO / ÀS 18H / ENTRADA FRANCA / RUA JOSÉ BONIFÁCIO, 135 – SALA 01 – LARGO DA ORDEM

Mulher, arte, margem: quais discursos, quais espaços?

Com Simone Magalhães, Cacau de Sá, Megg Rayara, Thalita Sejanes e Michelle Sá (articuladora)

– DANÇA / | TEATRO ZÉ MARIA / Às 20h / R$10 / RUA TREZE DE MAIO, 655 – SÃO FRANCISCO Cuidado! FRÁGIL / Juliana Adur (PR)

SINOPSE
Em algum lugar eu me perdi. Perdi meu centro em algum lugar. Perdi minhas costas, perdi meus pulmões, minha força nas pernas, minha autoestima, minha vaidade, meu sono, meu tempo. Um solo de 2007 dançado 10 anos depois, para me lembrar que fragilidades existem sempre. Quando me tornei mãe descobri o fracasso, a queda cotidiana, a exaustão dos sentidos. Mas não é só sobre isso, é também. É sobre um corpo degringolado e inseguro. É sobre cair e levantar. Sobre sentir muito medo. Sobre atualizar. É sobre a vida, enfim. E a morte. Juntar os cacos. Continuar.

SOBRE JULIANA
Juliana Adur é criadora e coordenadora do núcleo de pesquisa em dança IMP – Investigação do Movimento Particular desde 2007. É assistente de direção e bailarina- criadora da desCompanhia de dança desde 2003, além de diretora de movimento da Súbita Cia de Teatro desde 2007. Concluiu a Formação Intensiva Acompanhada do c.e.m – centro em movimento (Lisboa / PT), realizando aulas com Sofia Neuparth, Ainhoa Vidal, Yola Pinto, Peter Michael Ditz, Howard Solenkar, Margarida Agostinho e Luz da Câmara.

Ficha Técnica:
Bailarina Criadora: Juliana Adur
Orientação e colaboração artística: Cintia Napoli
Sonoplastia: Edith de Camargo
Figurino: Cristine Conde
Foto: Elenize Dezgeniski

FESTIVAL RUÍDO ENCENA COM PREÇOS POPULARES

Os ingressos são vendidos online e na bilheteria a partir de R$10

Começou nesta segunda-feira (18) a venda dos ingressos para a 1ª Edição do Festival Ruído EnCena em Curitiba. Entre os dias 20 e 30 de setembro, apresentações teatrais, dança, performance, filme, shows e bate-papos serão os atrativos do evento. Com valores populares (R$20 e R$10), os ingressos podem ser adquiridos pela plataforma do Disk Ingresso e no dia das apresentações, na bilheteria do Teatro Zé Maria, com 1h de antecedência.

O espetáculo de estreia do Festival será nesta quarta-feira (20), no Teatro Zé Maria, às 20h com a apresentação d`O Maravilhoso Cabaret das Divinas Divas (PR) recebe Santa Maravilha (BA) e Caldo de Vagina (BA). As drag queens Juana Profunda e Dalvinha Brandão, acompanhadas da maestra Rita Lina e as artistas, Linda Power, Ruby Hoo e Etruska Waters, recebem as convidadas ilustres da capital baiana. Paula Lice apresenta seu irreverente projeto de entrevistas Santa Maravilha. E Ginna D’Mascar e Valerie O’rarah trazem os seus números clássicos do famoso Caldo de Vagina.

Outras atrações
Além das apresentações pagas no Teatro Zé Maria, no espaço da Companhia Brasileira de Teatro será aberto ao público os encontros com bate-papos sobre temáticas da arte, do corpo, da mulher, narrativas contextuais entre outros temas. Durante o Festival, haverá também residências e oficinas que acontecem na Casa Selvática com destaque para a oficina com a atriz mexicana Violeta Luna. Todas as oficinas e residências estão com as inscrições encerradas. No site oficial do Festival www.ruidocwb.com   tem todas as informações sobre a primeira edição do evento.

Programação no Teatro Zé Maria

Quarta-feira (20/09)
O MARAVILHOSO CABARÉ DAS DIVINAS DIVAS:  aqui

Quinta-feira (21/09)
PARA AQUELAS QUE NÃO MAIS ESTÃO: aqui

Sexta-feira (22/09)
DESMESURA: aqui

Sábado (23/09)
FRIDA: aqui

Domingo (24/09)
CALOR NA BACURINHA: aqui

Segunda-feira (25/09)
CURTO CIRCUITO SHOW COM LINN DA QUEBRADA + JANINE MATHIAS + ROSEANE SANTOS + SIMONE MAGALHÃES: aqui

Terça-feira (26/09)
CUIDADO! FRÁGIL: aqui

Quarta-feira (27/09)
SOBRE LETRAS E GRITOS PARA SALVAR O MUNDO: aqui

Quinta-feira (28/09)
PESO BRUTO: aqui

Sexta-feira (29/09)
CURTO CIRCUITO SHOW COM VERÔNICA DECIDE MORRER + MULMAMBA: aqui

SERVIÇO
Festival Ruído EnCena 2017
Entre 20 e 30 de setembro de 2017
Teatro Zé Maria (Rua 13 de maio, 655 – Largo da Ordem, Curitiba)
Companhia Brasileira de Teatro (Rua José Bonifácio, 135 – Largo da Ordem, centro de Curitiba)
Casa Selvática (Rua Nunes Machado, 950 – Rebouças)

INFORMAÇÕES E ENTREVISTAS
Lucas Cabaña (41) 9 966825-14
comunicacao@escritoriodecriacao.com.br

INSCRIÇÕES GRATUITAS PARA OFICIAS DO FESTIVAL INTERNACIONAL RUÍDO ENCENA TERMINAM NESTA SEXTA

Nesta sexta-feira (15) é o último dia de inscrições para as oficinas do Festival Internacional Ruído EnCena. Para se inscrever basta preencher o formulário da oficina desejada diretamente no site www.ruidocwb.com.br. Nesta edição, o evento ocorre entre os dias 20 e 30 de setembro, nos espaços Teatro Zé Maria Santos, Companhia Brasileira de Teatro e na Casa Selvática. Diversos espetáculos, bate papos e shows acontecem durante os dez dias do Festival.

Neste ano, serão realizadas quatro oficinas, com destaque para “O Corpo / Ação: Direções para uma Cartografia Pessoal” com a atriz e artista de performance mexicana, Violeta Luna. A oficina direcionada a estudantes e profissionais da arte, performance, spoken-word, teatro e dança , interessados na arte-ação (performance) e propostas para-teatrais. Os participantes utilizarão seu corpo e sua voz como território de criação e desenvolverão ações a partir de suas complexidades pessoais de memória, identidade e sentimento individual e social de raça, gênero e sexualidade.

“Impressões Em Movimento” é um espaço para o compartilhamento de olhares, percepções, leituras e entendimentos dos trabalhos e ações que fazem parte do Ruído EnCena. As criações de documentação e registro dos participantes desse grupo estarão disponíveis no site do Ruído EnCena e serão impressas diariamente em um Zine, distribuído nos espaços do Festival. A oficina será ministrada por Francisco Mallmann. Formado em Jornalismo e Artes Cênicas, ele desenvolve diversos projetos acadêmicos com o foco em temáticas do jornalismo cultural e a crítica de arte. Atualmente especializa-se em Antropologia Cultural e é mestrando em Filosofia.

“Maquiagem Drag e História do Transformismo” é uma oficina voltada para qualquer pessoa interessada na arte drag, com ou sem experiência na área, essa oficina traz conhecimentos práticos e teóricos sobre a arte drag, misturando um pouco da história do transformismo no Brasil e no mundo e elementos básicos de história da maquiagem social e artística. A oficina será realizada pela atriz e diretora teatral, Dalvinha Brandão.

O coletivo mineiro As Bacurinhas realizam durante três dias a residência “As Bacurinhas na Selvática”. O objetivo da residência é passar por diversas possibilidades de investigação teatral- performática que são características do processo criativo do espetáculo Calor na Bacurinha – criação de paródias, escritas de manifestos, construção de imagens corporais, coreografias, performance, mascaramento com objetos, trabalho energértico de animais, apropriação da ideia de ritual, nudez culminando em forma de teatro festa manifestação.

SERVIÇO
Festival Ruído EnCena 2017
Entre 20 e 30 de setembro de 2017
Teatro Zé Maria (Rua 13 de maio, 655 – Largo da Ordem, centro de Curitiba)
Companhia Brasileira de Teatro (Rua José Bonifácio, 135 – Largo da Ordem)
Casa Selvática (Rua Nunes Machado, 950 – Rebouças, Curitiba)
Inscrições: www.ruidocwb.com.br
Informações e entrevistas:
Lucas Cabaña (41) 9 966825-14 /  comunicacao@escritoriodecriacao.com.br

RETRÓPICA ATUALIZA O TROPICALISMO E A ANTROPOFAGIA NA DANÇA

Crédito da foto: Frank Pittoors

Espetáculo contemporâneo contemplado pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna contará com a colaboração do público curitibano para a sua concepção

Brasil e Antropofagia cultural. Uma pesquisa de dança contemporânea de iniciativa da artista paulistana Mari Paula discute e atualiza esses temas em um espetáculo solo cuja a concepção “final” contará com a colaboração do público curitibano. A obra, que foi contemplada pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna – edição 2015, chega ao público da capital paranaense com apresentações a preços populares durante o mês de setembro. O projeto, cuja produção está a cargo da Associação de Bailarinos e Apoiadores do Balé Teatro Guaíra – a ABABTG, ainda conta com oficinas e mostras de processo.

De acordo com a bailarina, performer e diretora Mari Paula, o Brasil não foi “descoberto” por um fidalgo navegador e sua caravela. “A colônia Brasil descendeu de um tratado ibérico que, em sua bula papal, estipulou que o leste de uma linha meridional seria ‘redescoberto’ por Portugal e o oeste dessa mesma linha ficaria para a Espanha”, defende. Segundo a pesquisadora, os corpos brasileiros se movem e agem sob essa influência histórica, o que repercute em uma produção artística nem sempre originalmente nacional.

Com base na antropofagia cultural, a pesquisa de Retrópica, aborda o hibridismo existente entre alguns elementos da cultura brasileira e da península ibérica e conta com a colaboração dos curitibanos para se aproximar de uma arte de identidade brasileira. Tal contribuição do público se dará por meio de duas mostras de processo e 10 oficinas culturais intituladas “O corpo brasileiro e a performatividade”, para o levantamento de reflexões e partilhas em torno do tema.

“Curitiba apresenta um determinado contexto sócio-identitário europeu, mas está localizada em uma realidade sócio-política latino-americana. Diante disso, se faz relevante ingressar em discussões sobre arte de identidade brasileira aqui e tornar essas partilhas parte do espetáculo. É por isso que a criação de Retrópica organiza-se em caráter híbrido, com a participação do público”, explica Mari Paula.

O resultado desse trabalho poderá ser conferido em três apresentações na Casa Hoffmann e seis na Casa Selvática de 1 a 17 de setembro, com ingressos a R$ 10,00 e uma sessão gratuita na Casa Hoffmann. O projeto conta com a colaboração de artistas como Ângela Donat, Airton Rodrigues, Fernando de Castro, Giorgia Conceição, Leonarda Glück, Ricardo Nolasco, Vítor Sabbag e Wagner Corrêa e com a produção da ABABTG – Associação de Bailarinos e Apoiadores do Balé Teatro Guaíra.

Crédito da foto: Ángela Donat

A Associação de Bailarinos e Apoiadores do Balé Teatro Guaíra apresenta Espetáculo Retrópica, de Mari Paula

Crédito da foto: Frank Pittoors

Na Casa Selvática
Datas e hora: De 1 a 3 de setembro e de 8 a 10 de setembro. Sempre às 20hs
Ingressos: R$ 10,00 (retirados no dia do evento, na bilheteria do espaço, uma hora antes do espetáculo)
Endereço: Rua Nunes Machado, 950 – Rebouças, Curitiba
Página do evento, aqui

Na Casa Hoffmann
Datas: Dias 15 e 16 de setembro, às 20h. Dia 17 de setembro, às 11h e às 20h.
Ingressos: R$ 10,00 (retirados no dia do evento, na bilheteria do espaço, uma hora antes do espetáculo)
Obs.: Haverá sessão gratuita no dia 17 de setembro, às 11h
Endereço: Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco, Curitiba.

Projeto contemplado pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna – edição 2015
Classificação indicativa: 14 anos
Produção: ABABTG
Contato: (41) 3044-7439 / 99136-7884
Ficha técnica:
Concepção e performance: Mari Paula
Colaboração: Airton Rodrigues, Ángela Donat, Giorgia Conceição, Leonarda Glück e Ricardo Nolasco
Iluminação: Trio desenho de luz – Wagner Correa e Victor Sabbag
Operação de Luz: Semy Monastier
Sonoplastia: Fernando de Castro
Ilustração: Evandro Prado
Vídeo: Marcus Vinicius Bonato e Livea Castro Calvo
Foto: Frank Pittoors, Ángela Donat e Cayo Vieira
Assessoria de impressa: Smartcom – Inteligência em Comunicação
Designer gráfico e gerenciamento de redes sociais: RDO Brasil
Direção de produção: Jorge Schneider
Coordenação geral: Simone Bönisch
Agradecimentos: Gabriel Machado, Adrián Torices Sáez, Alma Sáenz, Demétrio Sanches, Gil Costa, Victor Hugo, Ana Machado, Centro Cultural Teatro Guaíra, Estúdio Aire Flamenco, Casa Hoffmann e Casa Selvática.

ABABTG
Fundada em 2007, a Associação de Bailarinos e Apoiadores do Balé Teatro Guaíra surgiu para fortalecer a dança e demais artes motivando uma ligação sinérgica entre os setores público e privado. Para tanto, tem desenvolvido projetos culturais que promovam ações de formação, atualização, divulgação e fomento da dança, em suas diversas linguagens. A formação de público e o apoio à gestão de carreira de seus associados bailarinos, ex-bailarinos e apoiadores do Balé Teatro Guaíra também estão entre os compromissos da ABABTG. Formalizada como uma agremiação artística e cultural de caráter civil e personalidade jurídica e recentemente qualificada como Organização Social, a Associação tem demonstrado uma atividade intensa desde a sua fundação. Entre os seus principais eventos está a Mostra Paranaense de Dança, realizada anualmente em diferentes cidades do Estado para incentivar e valorizar bailarinos e grupos amadores e promover apresentações profissionais a preços populares.

Saiba mais:
www.ababtg.org.br/mostra
www.facebook.com/ababtgoficial/

COLETIVO CURITIBANO CIRCULA COM ESPETÁCULO EM ESPAÇOS DA CIDADE DE FORMA INDEPENDENTE

Na busca pela sobrevida de seu espetáculo, coletivo apresenta Cutelo Assassino – Uma tragédia Grega de Atrocidades no Bar Ornitorrinco, no Espaço Cultural La Bamba e no Espaço Cultural Casa Selvática de forma independente

Na próxima segunda feira, dia 7, o coletivo curitibano Selvática Ações artísticas apresenta seu espetáculo Cutelo Assassino – Uma Tragédia Grega de Atrocidades no Ornitorrinco Bar. Esta ação integra o projeto de circulação do espetáculo em espaços alternativos da capital, de forma independente, na tentativa de prolongar a sobrevida da encenação proposta pelos artistas Ricardo Nolasco e Patricia Saravy. Na terça feira, às 20h, a peça será apresentada no espaço cultural La Bamba, e na quarta feira na sede do coletivo, a Casa Selvática.

A peça trata-se de uma montagem inédita do texto de Leonarda Glück, dramaturga transexual, que estabelece diálogo com o mundo de forma crítica e ácida discutindo, intertextualmente, a contemporaneidade em face da tradição grega. O espetáculo apresenta o fim do relacionamento entre Amygdalota e Tartariam, onde tudo é posto em cheque: a dominação cultural, tecnológica e de gênero.

Após mais uma tentativa de dominação através da cultura, do sexo e do território de um ser social sobre o outro, ambos chafurdam e patinam nos papéis de dominador(a) e dominado(a). Na busca pelo reconhecimento entre os gêneros, Amygdalota e Tartarian descem ao Hades. A casa torna-se uma câmara de tortura por onde a dramaturgia de Leonarda Glück ironiza a tradição grega como pano de fundo para uma tragicomédia mordaz e ácida. Onde estará a luz nas trevas?

Um ambiente híbrido entre o cinema e o teatro em uma tragicomédia em que duas personagens travam um embate onde mitologia e paradigmas clássicos são pano de fundo para refletir sobre sociedade ocidental e relações de opressão.

A circulação do espetáculo opta por dialogar com espaços diversos como o bar Ornitorrinco, o espaço cultural LA BAMBA e o espaço cultural Casa Selvática – colocando em movimento a encenação e desafiando a plasticidade do espetáculo.

Este espetáculo conta com o apoio do público para manter sua vida. Sempre de forma independente, Cutelo Assassino – Uma Tragédia Grega de Atrocidades, mais uma vez entra em cena para convidá-los para um jantar.

SERVIÇO:
Cutelo Assassino – Uma Tragédia Grega de Atrocidades
segunda feira às 20h no Ornitorrinco Bar, R. Benjamin Constant, 400 – Centro de Curitiba.
terça feira às 20h no Espaço Cultural La Bamba
quarta feira às 20h no Espaço Cultural Casa Selvática
R$20 e R$10
Página do evento, aqui

QUATRO E FÍNTCHY

Quatro e Fíntchy (Quarter-Twenty, short movie, super 8, 3min, 2015) da Veneno Filmes .

“Quatro amigas, vinte quilos de maconha, e apenas um desejo: vingança!”

Prêmios:
– Prêmio “Super Atuação” de Melhor Elenco no 9º Curta 8 – Festival Internacional de Cinema Super 8 de Curitiba
– Selecionado e realizado na Oficina de Tomada Única do 9º Curta 8 – Festival Internacional de Cinema Super 8 de Curitiba
– Selecionado para a Mostra do Filme Livre 2016
– Selecionado para o Chicago Feminist Film Festival 2016
– Selecionado para o International Open Film Festival 2016
– Selecionado para o 3º Super Off

Produção Curitibana!!!

Com Leonarda Glück, Maitê Schneider, Laysa Machado, Bruna Imai, Ricardo Nolasco, Marco Techio, Joacir de Lima e Otávio Stolf
Roteiro e direção: Eduardo Colgan
Direção de Produção: Kauê Persona
Direção de Fotografia: Eduardo Azevedo
Direção de Arte: Luara Lux
Captação de Som: Nikola Matevski
Trilha Sonora Original: Matheus Mantovani
Desenho de Som: Kelvin de Souza
Maquiagem e Cabelo: Amali Mussi
Assistência de Fotografia e Câmera 2: Jessie Lorena
Assistência de Direção: Carol Mira
Assistência de Fotografia: Maria Mion
Assistência de Arte: Camila Macedo
Fotografia Still: Juh Moraes
Produção: Veneno Filmes

ESPETÁCULO LINDA BLAIR ENTRA NA SALA RETORNA À CASA SELVÁTICA

espetáculo transita pelos cômodos da sede do coletivo, um sobrado cor de rosa localizado no bairro Rebouças

A partir do dia 26 de maio, o coletivo curitibano Selvática Ações Artísticas retorna em sua sede, o sobrado cor de rosa localizado no bairro Rebouças, com o espetáculo Linda Blair Entra na Sala, e permanece em temporada até dia 18 de junho, de sexta à domingo, sempre às 20h. A montagem é centralizada na figura da mulher como anti-heroína: em uma sequência de cenas do cotidiano Linda está sempre em oposição a figuras masculinas. As cenas, que culminam em situações absurdas, são carregadas de mensagens feministas e evidenciam como a cultura ocidental tende a demonizar a imagem da mulher historicamente.

Escrita em 2003 pela dramaturga Leonarda Glück, Linda Blair Entra na Sala, apesar de levar no título o nome da atriz de cinema do clássico O Exorcista, foi escrito em um período em que a dramaturga assistia ao filme O Bebê de Rosemary, de Roman Polanski, em que uma mulher sempre é levada ao erro por seus parceiros e familiares. “Todos os planos dessa mulher fracassam e ela está presa numa situação que aparentemente não tem solução”, comenta Glück.

Segundo a autora, o próprio título do texto é uma brincadeira com o fato de a atriz Linda Blair ter ficado por anos estigmatizada por um único filme e posteriormente “ficar presa numa maldita trap do sistema fazendo participações especiais e filmes de menor visibilidade”.

O ponto inicial do projeto foi em 2015 no evento “Clássicos Inéditos de Leonarda Glück”, um ciclo de leituras dramáticas promovido pelos artistas da Casa Selvática, evento esse que apresentava ao público diversos dos textos de Leonarda, que é a primeira dramaturga transgênera a ser publicada no país.

A encenação, assinada pela artista selvática Semy Monastier, carrega um universo de referências pop que vão, além da óbvia Linda Blair.

Equipe de Criação
Texto: Leonarda Glück
Direção: Semy Monastier
Elenco: Patricia Cipriano, Lucas Tatarin, Matheus Henrique, Ricardo Nolasco e Victor Hugo
Sonoplastia: Jo Mistinguett
Iluminação: Fábia Regina
Imagens: Amira Massabki

Serviço:
LINDA BLAIR ENTRA NA SALA
De 26 de maio a 18 de junho, sempre às 20h na Casa Selvática
Rua Nunes Machado, 950 – Rebouças, em Curitiba
R$20 e R$10 (meia entrada)
www.selvatica.art.br