Blogue FATO Agenda divulga: 1) vagas e oportunidades em comunicação social, mkt e design em Curitiba e região. 2) Agenda cultural da cidade. 3) Livros e discos de vinil (do Sebinho FATO Agenda). Editado há 17 anos (desde 2009) pelo jornalista Leandro Hammerschmidt.
Sinopse: Um dos mais importantes sambistas do Brasil, o baiano Oscar da Penha, o Batatinha (1924 -1997), é visto aqui sob a perspectiva de seus nove filhos. São eles que vão atrás das memórias do pai, investigam a sua vida, história e obra e se encontram com familiares, amigos e músicos. Seus filhos, ao reunir os fragmentos que revelam a história do pai, acabam conhecendo mais sobre ele, estabelecendo também elos fraternais importantes entre a própria família.
Ficha técnica: Brasil | 2008 | cor | Direção: Marcelo Rabelo Fotografia: Nicolas Hallet Montagem: Iris de Oliveira Som: Simone Dourado Produção: Eliana Mendes, Marcelo Rabelo e Vanessa Salles Contato: bendego@gmail.com
Mayra Fernandes (Cardume Cultural) e Eduardo Ramos (Sopro Produções) lançam convocatória para uma imersão em Produção e Gestão Cultural para artistas das regiões descentralizadas de Curitiba. Foto: Iara Elliz.
Com a ideia de fomentar o acesso ao fazer cultura, a Sopro Produções e a Cardume Cultural, promovem a seleção de 25 artistas das artes cênicas de regiões descentralizadas de Curitiba para uma imersão de três meses em curso presencial que propõe conceitos de produção, elaboração de projetos e gestão cultural.
Está aberta a convocatória gratuita que vai selecionar 25 artistas de regiões descentralizadas de Curitiba para uma grande imersão em Produção e Gestão Cultural, a seletiva leva os artistas para um curso presencial com duração de três meses, que vai acontecer de 4 de maio a 20 de julho, no AP da 13 Espaço Multicultural. A proposta é uma parceria entre a Sopro Produções e a Cardume Cultural, dos diretores e produtores, Eduardo Ramos e Mayra Fernandes que fomentam as artes cênicas há mais de 10 anos.
Envolvidos com projetos culturais independentes e também via lei de incentivo, Eduardo Ramos e Mayra Fernandes, pretendem com o curso, oferecer e garantir aos participantes o acesso às ferramentas e aos mecanismos do mercado de trabalho das artes cênicas no Brasil. A ideia é gerar autonomia e entendimento sobre a arte quanto ofício “principalmente para os artistas mais jovens que se encontram distantes do centro e que não possuem acesso aos equipamentos culturais públicos e instituições de ensino voltadas às artes”, diz Eduardo Ramos.
Mayra Fernandes conta que a proposta prevê além da concepção profissional da criação de um espetáculo ou qualquer produto cultural de forma independente, os participantes também terão acesso ao funcionamento das Leis de Incentivo das esferas Municipal, Estadual e Federal. “Este projeto movimenta a economia criativa local e nacional, além de garantir o direito básico ao acesso à cultura”, afirma a produtora.
São 25 vagas ofertadas gratuitamente para o curso de Produção e Gestão Cultural, entre elas, 5 para artistas negros; 5 para PCDs e indígenas; 5 para gênero trans, e 10 ao público geral. Todos devem ter pelo menos 3 anos de trajetória artística comprovada e ser residente de bairros descentralizados ou periféricos de Curitiba. O projeto conta também com Intérprete em Libras, para atender participantes da comunidade surda. O formulário para inscrição está disponível no link da Bio, encontrada no instagram do AP da 13: @apeda13 e @cardumeproducaocultural; ou diretamente neste link, aqui
Eduardo Ramos e Mayra Fernandes O projeto convida a artista, diretora e produtora Mayra Fernandes, fundadora e diretora da Cardume Cultural, que possui 17 anos de experiência na elaboração e gestão de projetos culturais de diversas áreas, à frente como produtora de grandes festivais.
Eduardo Ramos, é diretor, dramaturgo e produtor da Setra Companhia, por onde idealizou e dirigiu 15 espetáculos de teatro e dança nos últimos 10 anos, partilha também sua bagagem a frente como fundador do Espaço Cultural independente AP da 13, com programação multicultural que movimenta o cenário artístico curitibano nos últimos 8 anos.
SERVIÇO Inscrições no link da Bio em @apedatreze e @cardumeproducaocultural PRODUÇÃO E GESTÃO CULTURAL PARA ARTISTAS EMERGENTES com Eduardo Ramos e Mayra Fernandes 12 encontros aos sábados das 9h às 12h Início: 04/05 | Término: 20/07 Dia 20/07 serão dois encontros, sendo um das 9h às 12h e outro das 14h às 17h
No final de semana dos dias 30 e 31 de março, entre as 15h às 18h, be rgb oferecerá a oficina “textos, tecidos translúcidos” na Casa Selvática. Nesta oficina be rgb convida o público trans para um espaço de sensibilização destinado à escrita de outras narrativas, valorizando as suas complexidades.
A oficina dialoga com seu projeto anterior, “esc/ritos, encarnar-se”, que teve 5 edições para o público em geral, na qual be rgb desenvolveu uma proposta de experimentação poética através de práticas rituais e diálogo com textos de diversas autorias. Em “textos, tecidos translúcidos”, be continua com essa linha de trabalho, criando uma outra abordagem destinada para o público trans. Em sua estrutura, a ritualização busca propiciar um espaço de envolvimento corporal-psíquico-emocional para as pessoas participantes, sempre respeitando as condições e limites de cada uma para que se sintam à vontade, também como respeito à diversidade das neurodivergências. A partir dessa presença, cria-se um espaço sensível de troca em que textos de algumas autorias são lidos, debatidos, e servem de motivação para a escrita das pessoas participantes que, se desejarem, compartilham seus textos.
Em “textos, tecidos translúcidos”, duas das principais bases de diálogo serão os textos “A teoria da bolsa da ficção”, de Ursula K. Le Guin, e “co-sentindo com TERNURA RADICAL” de Dani D’Emilia, Vanessa Andreotti e GTDF Collective, com atravessamentos de textos de autorias trans, para convidar cada participante a imaginar narrativas a partir de seus próprios objetos. Como medida de acessibilidade, os dois encontros do evento contarão com a presença do psicólogo transhomem Matheo Bernardino, que também é responsável por capacitar a equipe do projeto para as demandas que atravessam as vidas trans e neurodivergentes.
A inscrição para a oficina se dará mediante formulário divulgado através do Instagram e as pessoas selecionadas serão informadas por e-mail. As inscrições acontecem entre os dias 3 a 19 de março através do formulário e a divulgação das pessoas selecionadas será feita por e-mail no dia 23 de março. O evento é gratuito, realizado com recursos do edital da Lei Paulo Gustavo de Apoio à Retomada – Fundação Cultural de Curitiba. O projeto também realizará a doação de livros de autorias trans, brasileiras e estrangeiras, para as Casas de Leitura de Curitiba.
be rgb escreve, traduz, revisa e oferece as oficinas esc/ritos, encarnar-se e textos, tecidos translúcidos. pesquisou sobre os estudos feministas da tradução e/m queer~cu-ir no doutorado na UFSC. publicou a plaquete with a leer of love (Macondo, 2019), os livros querides monstres (Douda Correria, 2021; 7Letras, 2023), a mística do bestiário não binário (Revista Philos, 2023) e o chapbook esse Ken não Binárie às vezes é Boyceta (Palimpsestus, 2023). traduziu só e em parceria textos de literatura e não ficção do inglês, espanhol e catalão. interessade em outras eróticas, trilhas e místicas.
Serviço: Oficina “textos, tecidos translúcidos” 30/03 e 31/03 (sábado e domingo) das 15h às 18h Casa Selvática Rua Nunes Machado, 950, Rebouças, Curitiba
Ficha técnica: Oficina: be rgb Produção: Semy Monastier Coordenação de projeto: Daniele Rosa Capacitação e acompanhamento: Matheo Bernardino Assessoria de imprensa: Vitória Gabarda Projeto gráfico das peças de divulgação: Mical Kairós Assessoria Pedagógica: Lucí Guerra Trevisan Incentivo: Lei Paulo Gustavo de Apoio à Retomada – Fundação Cultural de Curitiba
sobre: be rgb escreve, traduz, revisa e oferece as oficinas esc/ritos, encarnar-se e textos, tecidos translúcidos. pesquisou sobre os estudos feministas da tradução e/m queer~cu-ir no doutorado na UFSC. publicou a plaquete with a leer of love (Macondo, 2019), os livros querides monstres (Douda Correria, 2021; 7Letras, 2023), a mística do bestiário não binário (Revista Philos, 2023) e o chapbook esse Ken não Binárie às vezes é Boyceta (Palimpsestus, 2023). traduziu só e em parceria textos de literatura e não ficção do inglês, espanhol e catalão. interessade em outras eróticas, trilhas e místicas. integrante da Membrana Literária.
Dia 29/nov, quarta-feira, às 19h, no Restaurante A Caiçara – Culinária Litorânea (@acaicara), em Curitiba, será lançada biografia “Waltel Branco – O maestro oculto” escrita por jornalista Felippe Aníbal (@felippeanibal). O livro é resultado de oito anos de trabalho, respaldado por mais de 50 entrevistados e vasta pesquisa historiográfica. A pré-venda já tá disponível pelo site www.waltel.com.br
O livro é editado pela Banquinho Publicações, com edição fina do Téo Souto Maior e projeto gráfico classudo da Livia Shimamura – sem os quais esse projeto jamais seria concretizado. A publicação tem 504 páginas e um caderno de fotos que passeia pela história do maestro.
É um trabalho que não só se debruça sobre a trajetória do Waltel Branco, mas que trata da própria história da música. Sim, por meio dos trabalhos do maestro, é possível apresentar os principais movimentos musicais ocorridos da segunda metade do século XX pra cá. É uma celebração à música.
Waltel Branco foi múltiplo. Como instrumentista, arranjador, intérprete ou diretor musical, transitou por praticamente todos os ritmos. Da música clássica às trilhas de novela; da Bossa Nova ao rock; do jazz ao samba; do black ao brega; da MPB aos regionais; entre tantas outras vertentes. Apesar da magnitude de suas criações, permanece oculto, à sombra. Quer dizer: permanecia. Com este livro, Felippe Aníbal traz à luz a vida e a obra do velho maestro. De quebra, apresenta um saboroso relato sobre a evolução da música brasileira e seus bastidores.
Você também vai ler histórias de: João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Pixinguinha, Radamés Gnattali, Roberto Menescal, Nara Leão, Marcos Valle, João Donato, Sérgio Ricardo, Djalma Ferreira, Dom Um, Elizeth Cardoso, Moacyr Silva, Elis Regina, Dom Salvador, Tim Maia, Hyldon, Alceu Valença, Zé Ramalho, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Novos Baianos, Janete Clair, Dias Gomes, Boni, Nelson Motta, Henry Mancini, Dizzy Gillespie, Nat King Cole, Freddy Cole, Françoise Hardy, Paulinho da Viola, Alcione, Elza Soares, Agepê, Cazuza, Ney Matogrosso, Fafá de Belém, João Bosco, Odair José, Evaldo Braga, Alice Ruiz e muitos outros.
Serviço: Lançamento do Livro “Waltel Branco – O maestro oculto” Data: Dia 29/nov, quarta-feira, 19h. Local: Restaurante A Caiçara – Culinária Litorânea, R. Dr. Claudino dos Santos, 90 – São Francisco, Curitiba-PR – no Largo da ordem, em frente ao Memorial de Curitiba. Entrada Livre.
Ficha técnica: Páginas: 504. Formato: 16×23 cm, brochura. 1ª Edição. Ano: 2023. Editora: Banquinho Publicações. Pré-venda: Garanta já seu exemplar com desconto de 10% + frete grátis no site: www.waltel.com.br ::: Seu livro será enviado a partir de 22 de nov. de 2023.
Cachê Cachê Cachê – capa de autoria de Dani Eizirik
Música de Lu Faccini com produção de Leonardo Gumiero ganha registro inédito depois de se tornar conhecida nos shows da banda
A ímã está com um novo lançamento nas principais plataformas a partir desta sexta-feira, 17 de novembro: Cachê Cachê Cachê, que combina irreverência e referências do cancioneiro popular brasileiro com sonoridades contemporâneas, numa proposta de samba com roupagem rock, tratando da remuneração de artistas brasileiros (ou seria da falta dela?).
Em se tratando de um grupo independente, de fora dos maiores centros de produção musical, que, como muitos outros projetos, lida com incertezas dos meios de distribuição, a ímã opta por falar de seu contexto numa canção de protesto que se configura como uma autêntica “faixa ônus”.
Cachê Cachê Cachê é permeada por citações vindas da história da música brasileira e busca mostrar o que haveria em comum entre um grande clássico de Jacob do Bandolim com chamadas a cobrar feitas de um orelhão, no estilo anos 80/90. Tudo isso e outras coisas sendo ditas por uma banda que habita a região sul do Brasil, no ano de 2023.
A arte da capa, feita a partir de imagens geradas pela banda, é assinada pelo multiartista brasileiro Dani Eizirik (nomeado ao Grammy pelo seu trabalho em “Meio que tudo é um”, da banda Apanhador Só, de 2017).
ímã – foto de Isabela Nishijima
Sobre a banda A ímã conta com oito integrantes e lançou seu álbum de estreia e um EP durante a pandemia. O single Incendeia, com participação de Roseane Santos, se aproxima dos 50 mil plays no Spotify. Na ativa desde 2018 a partir da iniciativa de Lu Faccini, nos últimos anos a banda realizou uma série de shows que contaram com participações especiais de Cacau de Sá, Soema Montenegro e Ava Rocha. Atualmente, a ímã inicia o processo de seu terceiro trabalho, começando pelo lançamento de Cachê Cachê Cachê.
Além dos seus álbuns oficiais (que contam com participações de artistas como as poetas Julia Raiz, Natasha Tinet e Francisco Mallmann, em “Furiosa Aberta”, e Soema Montenegro, Cacau de Sá e Roseane Santos em “ímã de nove pontas”), a banda também já lançou o clipe do single “Incendeia” e os lyric videos de “Mangueador” e “Memória do Chão”.
O grupo também integra a Queda Livre, articulação de artistas que ocorre de forma orgânica desde 2018 e já lançou também os trabalhos “Fronteiriça” (2020), de Roseane Santos; Livro Vivo (2021), de Luciano Faccini e Roseane Santos; Waltel 92 (2021) e o álbum 8 (2022), ambos de Francisco Okabe.
Ficha Técnica Guilherme Nunes – Guitarra e Coro Daniel Dalessa – Bateria e Percussão Dayane Battisti – Cavaco e Coro Francisco Okabe – violão 7 Cordas, Cuíca e Coro Fernanda Fuchs – Coro Má Ribeiro – Coro Lu Faccini – Voz e Coro Leonardo Gumiero – Baixo e Sintetizador e Coro Capa: Foto: Arte de Daniel Eizirik a partir de fotos da ímã Edição: Dani Eizirik Edição, Mixagem e Masterização: Leo Gumiero Realização: Queda Livre Classificação: livre
Em novembro será lançada biografia “Waltel Branco – O maestro oculto” escrita pelo jornalista Felippe Aníbal. O livro é resultado de oito anos de trabalho, respaldado por mais de 50 entrevistados e vasta pesquisa historiográfica. A pré-venda já tá disponível pelo site www.waltel.com.br
O livro é editado pela Banquinho Publicações, com edição fina do Téo Souto Maior e projeto gráfico classudo da Livia Shimamura – sem os quais esse projeto jamais seria concretizado. A publicação tem 504 páginas e um caderno de fotos que passeia pela história do maestro.
É um trabalho que não só se debruça sobre a trajetória do Waltel Branco, mas que trata da própria história da música. Sim, por meio dos trabalhos do maestro, é possível apresentar os principais movimentos musicais ocorridos da segunda metade do século XX pra cá. É uma celebração à música.
Waltel Branco foi múltiplo. Como instrumentista, arranjador, intérprete ou diretor musical, transitou por praticamente todos os ritmos. Da música clássica às trilhas de novela; da Bossa Nova ao rock; do jazz ao samba; do black ao brega; da MPB aos regionais; entre tantas outras vertentes. Apesar da magnitude de suas criações, permanece oculto, à sombra. Quer dizer: permanecia. Com este livro, Felippe Aníbal traz à luz a vida e a obra do velho maestro. De quebra, apresenta um saboroso relato sobre a evolução da música brasileira e seus bastidores.
Você também vai ler histórias de: João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Pixinguinha, Radamés Gnattali, Roberto Menescal, Nara Leão, Marcos Valle, João Donato, Sérgio Ricardo, Djalma Ferreira, Dom Um, Elizeth Cardoso, Moacyr Silva, Elis Regina, Dom Salvador, Tim Maia, Hyldon, Alceu Valença, Zé Ramalho, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Novos Baianos, Janete Clair, Dias Gomes, Boni, Nelson Motta, Henry Mancini, Dizzy Gillespie, Nat King Cole, Freddy Cole, Françoise Hardy, Paulinho da Viola, Alcione, Elza Soares, Agepê, Cazuza, Ney Matogrosso, Fafá de Belém, João Bosco, Odair José, Evaldo Braga, Alice Ruiz e muitos outros.
Logo mais, teremos mais notícias sobre o lançamento.
Ficha técnica: Páginas: 504. Formato: 16×23 cm, brochura. 1ª Edição. Ano: 2023. Pré-venda: Garanta já seu exemplar com desconto de 10% + frete grátis no site: www.waltel.com.br ::: Seu livro será enviado a partir de 22 de nov. de 2023.
8° Festival É No Choro Que Eu Vou (@enochoroqueeuvou) será em homenagem ao ano do centenário de nascimento de Waldir Azevedo, entre os dias 20 e 24 de setembro, de quarta a domingo, em Curitiba. O festival promovido pelo Sesi-PR, Sistema Fiep, Sesi Cultura, tem programação de shows gratuitos e bazar com exposição de diversos produtos, dentre eles: livros e discos de vinil do nosso Sebinho (@sebinhofatoagenda). Obs.: o bazar acontecerá somente no SÁBADO, dia 23/set, 10h às 19h, na Casa Heitor Stockler De França, Av. Mal. Floriano Peixoto, 458, Centro, Curitiba-PR.
O homenageado Waldir Azevedo foi músico e compositor brasileiro, mestre do cavaquinho e autor dos choros “Brasileirinho”, “Delicado” e “Pedacinhos do Ceu”, nascido em 27 de janeiro de 1923, Waldir foi um pioneiro que retirou o cavaquinho de seu papel de mero acompanhante no choro e o colocou em destaque como instrumento de solo, explorando de forma inédita as potencialidades do instrumento.
Serviço: 8° Festival É No Choro Que Eu Vou ::: 100 Anos Waldir Azevedo Data: 20 a 24/setembro, quarta a domingo. – Local 1: Centro Cultural Sistema Fiep – Rua Paula Gomes, 270, Edifício Dr. Celso Charuri, São Francisco, Curitiba-PR. – Local 2: Centro Cultural Sesi – Casa Heitor Stockler De França, Av. Mal. Floriano Peixoto, 458, Centro, Curitiba-PR. Entrada Gratuita.
Show no Jokers, marca nova fase ao reverenciar a história da artista num disco solar que celebra a vida. Uma estreia para dançar e emocionar com o lançamento do primeiro disco solo da carreira da vocalista da Banda Mais Bonita da Cidade, no dia 21 de setembro.
Após 5 anos de trabalhos e estudos, misturados a vida cotidiana e profissional de Uyara Torrente, a artista paranaense acaba de lançar o single “Ela Vem”, no início de agosto. A música faz parte do novo álbum lançado em 1º de setembro de 2023, da cantora, atriz e integrante d’A Banda Mais Bonita da Cidade há 14 anos, que realiza grande show para apresentar ao público curitibano o seu primeiro solo, o álbum Montada em Seu Cabelo, com 10 faixas, no dia 21 de setembro, às 20 horas, no Jokers em Curitiba.
O trabalho inédito na carreira da artista Uyara Torrente, nasce de um desejo muito genuíno de entendimento e de desafio. Para ela, foi com A Banda Mais Bonita da Cidade, que nasceu a cantora, “nunca imaginei que eu poderia assumir esse lugar, e isso foi fazendo cada vez mais sentido ao longo dos anos. Cantar definitivamente tinha virado minha vida, minha melhor vida, mas junto com essa afirmação, a curiosidade de entender que cantora eu era para além da Banda Mais Bonita”. Ela conta ainda que com a Banda sempre teve suporte e segurança, e esse novo momento trouxe questões e o desejo de explorar outras vertentes musicais. “Pra mim foi e é muito desafiador esse processo, porque está intrinsecamente ligado aos processos pessoais, que trazem inevitavelmente as inseguranças, os medos, tudo isso está presente ali. Como uma fotografia sonora. Fazer esse disco foi como montar um quebra cabeça de mim mesma”, conta com sensibilidade sobre a novidade.
Em 2017, Uyara confidenciou para o amigo de banda e produtor musical paranaense Marano, o desejo de lançar um projeto solo. Ele a incentivou prontamente e começou então sua busca pelo seu repertório e sua sonoridade. Em 2018 surgiu o single A Temperança, mas também o desejo de pesquisar mais calmamente as músicas e o estilo que melhor expressaria sua alma. Em 2021, esse levantamento estava concluído e Uyara mergulhou no estúdio com sua equipe para iniciar oficialmente o processo de criação do disco. “Agora finalmente ele está pronto para estrear em todas as plataformas e palcos possíveis”, conta animada.
No repertório, sucessos antigos e músicas inéditas, de autores como Hermes Aquino, Chico César, Lulu Santos, Paulo Leminski e Letrux ganharam uma roupagem moderna. “Ela Vem” foi lançada no dia 8 de agosto, como single de estreia e é a única composição de Uyara, feita em parceria com o escritor e músico carioca Vitor Paiva.
Sobre Uyara Torrente Uyara é cantora e atriz. Está há 14 anos à frente d’A Banda Mais Bonita da Cidade, banda que fundou com os amigos enquanto cursava Artes Cênicas em Curitiba para cantar as músicas dos compositores locais da mesma geração. A banda estourou já no ano de 2011. De lá para cá, lançaram quatro álbuns, tocaram em todo Brasil e em Portugal, França, Espanha, Venezuela, Colômbia, Argentina e Uruguai. Uyara já dividiu o palco com grandes nomes da música brasileira como João Donato, Paulinho Moska, Paulo Miklos, Dado Villa-Lobos entre outros.
Nascida na cidade de Paranavaí, interior do Paraná, cresceu acompanhando seus pais músicos em shows e pelo interior do país e ouvindo músicas tradicionais do seu estado e região.
Uyara formou-se em Artes Cênicas pela Faculdade de Artes do Paraná, foi premiada em 2012 como melhor atriz pelo filme “Nervo Craniano Zero” no festival Montevidéu Fantástico. Sua última peça, Penélope, esteve em cartaz no Festival Midrash de Teatro em 2021 (que naquele ano aconteceu virtualmente) e estreou efetivamente em Curitiba no Teatro José Maria Santos, em 2023.
Em 2018, lançou seu primeiro single solo, A Temperança.
Ficha Técnica do Show Direção musical: Marano Banda: Uyara Torrente – voz Fernanda Cordeiro – trombone Larissa Oliveira – trompete Bianca Godoi – bateria Du Gomide – guitarra e programações
Faixa a Faixa por Uyara Torrente
01) ELA VEM: Tinha vindo essa imagem na minha cabeça, como uma miração, uma mulher meio mítica, onírica, que vinha montada em seu próprio cabelo, que tinha ao mesmo tempo sorriso e raiva. Cantarolei umas frases e mandei pro Vitor (Paiva), que trouxe ainda mais complexidade pra essa personagem, uniu às minhas imagens míticas, sentimentos humanos. Gosto dessa personagem, da contradição, da completude, da autonomia. vontade de amar e vontade de matar, vontade de dançar e vontade de vingar. ela – É – e ponto.
02) SOL DE MEIO DIA Pra mim uma é uma clássica balada pop, romântica, apaixonante, aliás, especialidade de Leo Fressato, o compositor. Quis cantá-la no primeiro instante que ouvi. Todo mundo tem uma história de quase amor, de quase possibilidade, gosto das possíveis identificações que público pode vir a ter. Me encanta também o arranjo criado para ela, uma onda meio Cassiano, a catarse na suavidade.
03) EU VOU SEQUESTRAR VOCÊ Também foi uma dessas músicas que quis cantar imediatamente, assim que ouvi. Amo a trajetória, a dramaturgia da música, na letra e na melodia. Uma história sendo contada por imagens tão sensoriais, me arrepiava enquanto ouvia, tinha os sentidos todos aguçados, pensei – preciso cantar essa música.
04) PUDERA O processo de pudera foi curioso, porque às vezes os encontros são imediatos e às vezes são como uma paquera, um ir se reconhecendo. Fiquei muito honrada de ter uma música composta pelo Lucas e pela Letícia (Letrux) especialmente para o meu disco, e fui me encontrando com e na música, e quando o encontro se deu foi definitivo. A letra se aproxima muito das conversas que tenho comigo mesma, dentro da minha cabeça. Os entendimentos, os processos de aceitação, do que deixar ir, do que afirmar.
05) NUVEM PASSAGEIRA Essa música ficou anos guardada dentro de mim, tenho uma memória de infância, não sei se era uma trilha de novela ou o quê, mas esse refrão aparecia direto na minha cabeça, durante a vida toda, quando fui gravar o disco o nome dela se iluminou como um letreiro, voltei pra letra, afirmei as identificações que sinto, e pronto, fazia todo sentido.
06) PEQUI Foi a última música a entrar pro disco, a princípio seriam 9 músicas, mas um dia no estúdio enquanto a gente se organizava pra começar os trabalhos do dia, o Du Gomide (um dos produtores do disco e compositor da música junto com Raissa Fayet) começou a tocar a cantar meio baixinho, e eu ouvi de longe e pedi se ele poderia tocar novamente, fui achando tão interessante e já visualizando um caminho de arranjo. Acho que de certo modo ela era aquela peça do quebra cabeça que estava faltando.
07) SEREIA Também tem esse lugar de memória infância, Sereia foi um grande sucesso nos anos 90, todo mundo amava, acho que tem um lugar no imaginário das pessoas, e sinto também que tem uma geração que não conhece, então acho bonito demais acariciar a memória de quem viveu a música nos anos 90 mas também de apresentá-la, de certo modo, para quem ainda não conhece. Sinto que as imagens da letra se transferem, se traduzem também na escolha do arranjo, na escolha do tempo, em cada instrumento dessa versão.
08) NOSSA FORÇA A versão original de Nossa Força vem de um contexto da Ayahuasca, foi composta pelo Marano (que é também diretor e produtor musical do disco) como “música de trabalho” (música usada em rituais de Ayahuasca) e embora eu compreenda, afirme e respeite esse lugar, sentia que a letra poderia extrapolar esse ambiente, sentia que ela poderia ser mais “universal”, como um tipo de mantra pessoal, poderia ser realocada para cada pessoa diante de suas trajetórias. Todo mundo em algum momento disse pra si mesmo “não tenha medo”. Antes de gravá-la, já me sentia estimulada pela letra, e acho precioso quando isso acontece.
09) CARACAJUS Estava ouvindo “Estado de Poesia” do Chico César assim que o disco saiu, e de repente fui completamente sugada pela segunda música, sabe aquela sensação que tudo em volta parou e só existia aquelas imagens, aquelas palavras? – Preciso cantar essa música- e por mais pretencioso que isso parecesse naquele momento, esse desejo continuou aceso em mim, como um fogo. E aí está.
10) LUZES
Luzes pra mim é uma música épica, um chamamento à luz, ao fogo, a qualquer fagulha, possibilidade de iluminação. Acho de uma poesia emocionante, como não poderia deixar de ser sendo uma composição de Paulo Leminski.
Programação musical: A discotecagem de vinil será do Assuncão Discotecador, a partir das 13h. Às 15h30 se apresenta o coletivo musical Broovers: uma mistura de jazz, experimental e bossa nova. Composição em tempo real e releituras de clássicos da MPB.
Serviço: SKETCH FEIRA GRÁFICA edição #01 da feira gráfica do @ateliesecreto._ Data: sábado, dia 12.08, 13h às 17h30 Local: Nex Coworking | Casa de Pedra, Alameda Pres. Taunay, 130, Batel, Curitiba. Entrada Livre.
Seithy, talentoso artista multidisciplinar e luthier de Curitiba, faz em seu álbum de estreia uma expressão autêntica de sua identidade como latino-americano amarelo. Com “Haikai Espiritado”, ele busca trazer à tona as questões de apropriação cultural e invisibilidade que afetam sua cultura. A proposta é de uma fusão de influências nacionais e internacionais, incluindo samba, noise, música eletrônica experimental, além de elementos japoneses como taiko, j-rock, enka e haikai, em um verdadeiro caldeirão musical e poético.
Ao mesclar diferentes origens culturais e estilos musicais, Seithy cria uma linguagem musical única e original que abre caminhos para a compreensão e apreciação da nova música nipo-brasileira. “Haikai Espiritado” convida a diluir as fronteiras, demonstrando que é possível unir influências e tradições diversas e anacrônicas para criar algo completamente autêntico e atual.
Além disso, o álbum desafia estereótipos e limitações impostas pela indústria musical e pela mídia, que muitas vezes tendem a favorecer apenas certos estilos ou gêneros musicais. Seithy rompe com essas barreiras ao apresentar um trabalho que transcende categorizações e se destaca pela sua originalidade e ousadia.
Por meio deste álbum, Seithy não apenas revela sua própria identidade e visão de mundo, como também ajuda a enriquecer o debate sobre a diversidade cultural do Brasil, usando a música como ferramenta de construção e autoexpressão.
O lançamento do álbum foi antecipado pelo single “Sem Nome”, onde Seithy estreou como artista solo em uma impactante introdução ao olhar descolonial inspirado por todas as histórias, civilização e relatos que foram esquecidos em processos predatórios, desde terras até criações artísticas.
“Haikai Espiritado” é um convite para explorar outras sonoridades, descobrir novas perspectivas musicais e apreciar a riqueza da fusão cultural. Seithy nos leva a uma jornada musical inspiradora, na qual as fronteiras são apagadas e a diversidade se torna a força motriz da criação artística. Este álbum é uma manifestação genuína do talento e da visão inovadora de Seithy, consolidando seu lugar no cenário musical brasileiro como um artista visionário.
“Depois de anos num coma colonial, entre não-lugares, inseguranças e naturalmente alocado à margem do possível, decidi saltar. Existo nesse salto, livre, caótico, saturado, conflituoso e humano. De som e de ser”, resume ele.
O álbum “Haikai Espiritado”, de Seithy, já está disponível para streaming nas principais plataformas. O lançamento é uma aposta do selo Diáspora, projeto de Hugo Noguchi (Ventre, SLVDR) que pretende dar visibilidade para que artistas racializados se insiram de modo profissional no mercado musical, buscando descendentes das diásporas africana e asiática, bem como das internas brasileiras.