CAIXA CULTURAL TRAZ A CURITIBA O SHOW NOITES DE SERENATA COM RENATO BRAZ E BRENO RUIZ

Renato Braz e Breno Ruiz / Foto: Luisa Santosa

O show, com interpretações de Renato Braz e Breno Ruiz, é uma homenagem às grandes canções brasileiras

A CAIXA Cultural Curitiba recebe, de 8 a 11 de março, o show Noites de Serenata, com os músicos Renato Braz e Breno Ruiz. Com direção de Zé Alexandre, o espetáculo enaltece a canção brasileira a partir do encontro dos músicos no palco. Renato Braz e Breno Ruiz fazem parte do recente movimento na música popular brasileira caracterizado pela criatividade. Trata-se de uma nova geração com formação teórica sólida, convivência com as gerações mais antigas e com acesso a um enorme acervo de músicas disponibilizadas, inclusive, pela Internet. Esse movimento vem promovendo não apenas um estouro da nova música, mas o renascimento de antigos gêneros.

Entre os mais nobres gêneros está a canção brasileira, seja com o tratamento sofisticado em temas do folclore ou por meio de clássicos da música caipira. É um gênero que começa com Villa Lobos e é sustentado pela geração de Heckel Tavares, Joraci Camargo, Valdemar Henrique e encerra-se com Tom Jobim, na pré-bossa nova. Nos últimos anos, esse gênero ressurgiu com a mesma roupagem clássica que o caracterizou. E dois expoentes dessa nova escola são Renato Braz e o pianista, compositor e cantor Breno Ruiz. Do encontro dessa dupla surge o espetáculo Noites de Serenata, que conta com interpretações primorosas a partir de parcerias de Breno Ruiz com Paulo Cesar Pinheiro, Cristina Saraiva, Rafael e Rita Altério e Socorro Lira, além de canções de outros compositores.

Sobre Renato Braz e Breno Ruiz
O cantor paulistano Renato Braz é uma das referências obrigatórias no atual cenário da música brasileira. Vencedor do 5º Prêmio Visa de MPB, em 2002, sua carreira vem conquistando reconhecimento nacional e internacional. Em 1999, realizou turnê por várias cidades da Alemanha. Em 2004, foi selecionado para representar o Brasil no Festival de Spoleto, ocorrido em Charleston, nos Estados Unidos. O sucesso da apresentação lhe rendeu convite para retornar em 2007, e também para participar, no mesmo ano, do Summer Solstice, concerto que é realizado anualmente na grande catedral gótica St. John The Divine, em Nova York. Em 2008, fez sua estreia no Japão participando de um concerto no Triphony Hall, em Tóquio.

Breno Ruiz, nascido em Sorocaba (SP), é pianista, cantor e compositor. Aos quatro anos já tocava piano, aos dez animava bailes ao lado de um regional de choro e, a partir dos 15 anos, já compunha com parceiros como Rafael e Rita Alterio, Cristina Saraiva, Sergio Natureza e Paulo Cesar Pinheiro, sendo este último o seu parceiro mais constante. Tem sido gravado por parceiros e intérpretes como Tetê Espíndola, Renato Braz, Maogani, Celso Viáfora, Cristina Saraiva, Rafael Alterio e MPB4, entre outros. Como pianista e arranjador, gravou com o grupo Garimpo e produziu os arranjos para o CD Terra Brasileira, da compositora Cristina Saraiva.

Em maio de 2016, lançou, no Auditório do Ibirapuera o CD MAR ABERTO com Renato Braz, Roberto Leão e Mário Gil, tendo a participação especial de Dori Caymmi, que também atuou na produção musical do álbum. Em novembro de 2016 lançou o disco Cantilenas Brasileiras, resultado da parceria com Paulo Cesar Pinheiro. Foi assim descrito por Luís Nassif: “Breno caminha para ser dos maiores melodistas brasileiros. Com seu faro inigualável, o poeta Paulo César Pinheiro descobriu-o antes dos outros. Juntos, compuseram várias músicas, com temas rurais, revivendo com a linguagem erudita temas folclóricos e a musicalidade do caboclo brasileiro. Paulo César entende o parceiro como se fosse uma reencarnação, alguém que chegou direto dos tempos de Chiquinha Gonzaga para os salões do século 21”.

Serviço:
Música: Noites de Serenata com Renato Braz e Breno Ruiz
Local: CAIXA Cultural Curitiba. Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro, Curitiba (PR).
Data: 08 a 11 de março de 2018 (quinta a domingo).
Horário: quinta a sábado, às 20h; e domingo às 19h.
Ingressos: vendas a partir de 03 de março (sábado). R$ 20 e R$ 10 (meia – conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito CAIXA). A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura.
Bilheteria: (41) 2118-5111 (De terça a sábado, das 12h às 20h. Domingo, das 16h às 19h.)
Classificação etária: Livre
Lotação máxima: 125 lugares (2 para cadeirantes)

Informações e entrevistas:
Maria Celeste Corrêa – (41) 9 9995 0169 / 9 8786 4465
maria.correa@grupoinforme.com.br
fernandezcorreamc@gmail.com

JANINE MATHIAS FAZ SHOW GRATUITO NO TEATRO SESI PORTÃO NESTA SEXTA

Janine Mathias. Crédito da foto: Niceli Silva

Ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência no local

A cantora e compositora Janine Mathias leva ao palco do Teatro Sesi Portão, nesta sexta-feira (2), a partir das 20h, toda a sua versatilidade musical, com canções autorais que transitam do rap ao samba e do jazz ao soul. A brasiliense, radicada em Curitiba desde 2009, é dona de uma voz poderosa e vem se destacando no cenário nacional. No show “Eu Quero Mergulhar”, além dos hits “No Flow”, “Posso lhe Dizer” e “Filha da Noite”, a cantora apresenta alguns dos singles lançados ao longo de sua carreira, entre eles, “Quando Encontro o Amor”, “Só Você”, “Me Fez Canção” e “Se Pudesse Voltar no Tempo”. O ingresso é gratuito e pode ser retirado no local com 1h de antecedência.

Serviço
Janine Mathias faz show gratuito no Teatro Sesi Portão
Data: 02/03, sexta-feira
Horário: a partir das 20h
Valor: gratuito (retirar ingresso com 1h de antecedência)
Classificação indicativa: livre
Local: Teatro Sesi Portão
Endereço: Rua Padre Leonardo Nunes, 180 – Portão, Curitiba
Contato: (41) 3271-8469
Observação: sujeito a lotação
Mais informações:
http://www.sesipr.com.br/cultura/ 
https://www.facebook.com/sesiculturapr/

SESI CULTURA
Foi em 2008 que a Regional Paraná do Serviço Social da Indústria inaugurou uma área especificamente dedicada ao desenvolvimento de ações culturais ancoradas nas diretrizes previstas na Declaração Universal dos Direitos do Homem, como a diversidade, a pluralidade e a autonomia. Desde então, o Sesi Cultura Paraná tem promovido o acesso à cultura com foco em programas de formação artística e cultural, investindo em processos criativos, formação de plateia para todas as linguagens e na formação e desenvolvimento cultural com vocação local. O Circuito Cultural Sesi, o Festival Sesi Música, os Núcleos Criativos do Sesi, o Zoom Cultural, os Programas Sesi Música, Sesi Arte, Sesi Audiovisual e Sesi Artes Cênicas são exemplos de programas desenvolvidos pela Gestão Cultural do Sesi. De 2008 até 2016, mais de 927 mil espectadores tiveram acesso à cultura por meio de cerca de 7,5 mil eventos realizados pelo Sesi Paraná. Todas essas ações sempre tiveram como objetivo o acesso ao bem cultural para o trabalhador da indústria, seus dependentes e para a comunidade de um forma geral, além da difusão da arte em todas as suas manifestações, valorizando a diversidade e a pluralidade do povo brasileiro.

TEM BUBUBU NO BOBOBÓ

Foto: Mariama Lopes

Coletivo curitibano comemora seis anos de ações artísticas em sua sede no bairro rebouças com evento gastronômico

No domingo dia 4 de março, os artistas do espaço cultural Casa Selvática comemoram seis anos de ações artísticas no bairro Rebouças com o evento gastronômico TEM BUBUBU NO BOBOBÓ. Tradicionalmente organizado pelo coletivo, o evento apresenta anualmente um cardápio elaborado pelo artista Gabriel Machado para setenta pessoas com entrada, prato principal e sobremesa nas opções vegetariana e vegana.

TEM BUBUBU NO BOBOBÓ homenageia em seu nome os tempos do teatro de revista, gênero híbrido e genuinamente brasileiro, que revelou nomes como Dercy Gonçalves, Virginia Lane, Oscarito e Grande Otelo.

A Casa Selvática funciona como um cabaré, e apresenta figuras da contracultura curitibana em um ambiente festivo, caloroso e irreverente. Entre as temáticas mais trabalhadas pelo coletivo estão questões relacionadas a gênero e sexualidade e a experiência de novas identidades.

Este ano os artistas integram a Mostra Oficial do Festival de Curitiba com a estreia o espetáculo de rua Cabaret Macchina, nos dias 3 e 4 de abril às 21h, na Praça Rui Barbosa com entrada franca.

Com direção de Ricardo Nolasco e dramaturgia de Francisco Mallmann e Leonarda Glück, a partir da obra do dramaturgo alemão Heiner Müller, o espetáculo é uma pós-ópera em formato de cabaré de rua, que além de reunir pela primeira vez todos os artistas do coletivo em um mesmo projeto, conta com a participação da cantora e compositora Karina Buhr. Após a participação no Festival de Curitiba, os artistas circulam pelas regionais apresentando o espetáculo nas ruas da cidadania dos terminais de ônibus da cidade.

No segundo semestre, o coletivo propõe a residência A Reinvenção do Cabaré, com apoio do Prêmio Iberescena de Apoio à Centros Ibero-Americanos de Criação Cênica em Residência, para artistas internacionais iberoamericanos e de outras cidades brasileiras na Casa Selvática. Os quatro artistas selecionados pela convocatória tem a disposição o espaço da Casa Selvática como residência e ateliê de criação durante vinte dias, com o intuito de desenvolver suas pesquisas artísticas dentro do gênero cabaré.

SERVIÇO:
TEM BUBUBU NO BOBOBÓ 2018 – 6 ANOS DE CASA SELVÁTICA
R$30,00
(Rua Nunes Machado, 950, Rebouças, Curitiba)
Vendas pelo site www.selvatica.art.br ou pelos telefones (41) 98807-2121 ou (41) 99611-5910 / Fanpage
*** A CASA ACEITA CARTÕES DE DÉBITO E CRÉDITO ***

Cardápio
Entrada: Tacos recheados com abacate, pimenta rosa e folhas verdes (acompanha maionese defumada e barbecue de abacaxi)
Principal: Conchiglione recheado com alcachofras, queijo fresco e amêndoas ou batatas laminadas servidas com ragu de cogumelos, jambu e tucupi
Sobremesa: Torta de maçãs flambadas no whisky servida com creme catalão

Confira a página do evento, aqui

VI LEVANTA SAIA, LÁ VEM A MARÉ

De 8 a 11 de março, o encontro de capoeira Levanta Saia, Lá Vem a Maré propõe reflexões sobre os desafios e conquistas das mulheres na sociedade. Realizado pela Associação de Capoeira Angola Dobrada em Curitiba, o evento conta com oficinas, rodas de capoeira angola, mesa temática e apresentação cultural.

Levanta Saia, lá vem a maré trata da reflexão – entre escolas de capoeira, mestres, praticantes, pesquisadores, gestores públicos e demais interessados – sobre os desafios e conquistas das mulheres na sociedade, através de atividades que contam com a capoeira angola como eixo central.

A capoeira, Patrimônio Cultural da Humanidade (UNESCO/2014), possui uma metodologia que integra todos os indivíduos, em uma prática que é uma luta de dança e de jogo na qual todos participam independente da idade, nacionalidade, gênero, peso, condição sócio-economica etc. Dessa forma ela é a matriz a partir da qual será construído um espaço de diálogo entre capoeiristas, pesquisadores, gestor es culturais, professores, estudantes, entre outros. 

O encontro é realizado nesse formato desde 2013, pela Associação de Capoeira Angola Dobrada (ACAD), sob a coordenação do Mestre Negão. É um evento independente e sua programação contempla: oficinas e rodas de capoeira angola; mesa temática e apresentação cultural. 

Após pensar temas como “Mulher e a Ancestralidade”, “Capoeira Mãe” e “Respeita meu berimbau – o empoderamento da mulher através de sua arte”, a sexta edição do encontro, que será realizada de 8 a 11 de março, terá o tema “Quebrando Tabus”.

Para promover uma sociedade com a igualdade entre os indivíduos que usufruem de seus direitos, as questões de gênero são imprescindíveis, por isso o encontro traz a reflexão e o debate sobre a mulher na sociedade.

Serviço:
VI Levanta Saia, Lá Vem a Maré 
De 8 a 11 de março 
Investimento: R$ 50 
Informações: (41) 99988-3354/ 99902-3540 
angoladobradaparana@gmail.com

http://acadcuritiba.blogspot.com.br

CAIXA CULTURAL TRAZ A CURITIBA A PEÇA NA SELVA DAS CIDADES – EM OBRAS

foto: Renato Mangolin

Com texto original de Bertold Brecht, a montagem oferece um novo olhar a partir de pesquisa realizada pelo grupo mundana companhia. A direção geral é assinada por Cibele Forjaz, mas conta com “propositores de encenação” da própria companhia para cada nova temporada/ocupação

A CAIXA Cultural Curitiba apresenta uma versão inusitada da peça Na Selva das Cidades. Escrita em 1927, pelo dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956), a obra ainda desafia o tempo, quase um século depois. De uma atualidade aguda, o texto alinha exclusão social aos podres poderes da vida em sociedade. Esses aspectos são investigados à exaustão para a montagem trazida pelo grupo mundana companhia.

Com direção geral de Cibele Forjaz, a peça tem elenco formado por Aury Porto, Carol Badra, Guilherme Calzavara, João Bresser, Luah Guimarãez, Mariano Mattos Martins, Sylvia Prado, Vinícius Meloni e Washington Luiz Gonzales. A pesquisa resultou em um livro distribuído gratuitamente para escolas de teatro e instituições de todo o país.

Parte do conjunto de principais realizadoras de teatro contemporâneo no Brasil, a mundana companhia fez jus a seu nome durante o desenvolvimento da estrutura da peça: ao longo de dois anos, enveredou por toda São Paulo pesquisando, de corpo presente, sua humanidade. A partir daí, arquitetou um espetáculo que se transforma, literalmente, a cada temporada/ocupação.

A partir do glossário urbano adquirido, a montagem conta a mesma história a partir de novos pontos de vista. Ao trabalho da diretora Cibele Forjaz soma-se sempre uma equipe propositiva formada por componentes do grupo que assumem uma espécie de curadoria. Em Curitiba, Aury Porto, Bia Fonseca, Flora Belotti e Rogério Pinto vão liderar a Ocupação #17 PALCO. Eles estudam o espaço e propõem, para toda a equipe, a forma que a peça assumirá durante a temporada/ocupação.

Em Curitiba, Na Selva das Cidades 
Em Obras os criadores apresentam o palco à italiana – espaço nada comum na trajetória da mundana companhia. “A imersão por São Paulo, durante a pesquisa de linguagem, nos deu um eixo. Desde o início estabelecemos uma equipe propositiva que aponta rumos. Toda a ficha técnica está o tempo inteiro envolvida, em movimento, sem um pensamento pronto e acabado para a montagem”, explica Aury Porto, fundador junto com Luah Guimarãez da mundana companhia. As peculiaridades que envolvem a montagem e o processo de criação da companhia serão apresentados durante um bate papo com o público, que será realizado no dia 4 de março, às 15 horas, com entrada franca.

Bixiga – Perdizes: Potência das experiências
Um dos textos com mais elementos expressionistas de Brecht, Na Selva das Cidades mostra a luta entre dois homens, mas também o embate com a cidade. Em 1969, o Teatro Oficina realizou uma montagem do texto considerada antológica. “Lina Bo Bardi levou, para dentro da Oficina, restos de moradias do Bixiga que estavam sendo demolidas para a construção do Minhocão, que liga Bixiga a Perdizes”, conta Aury Porto. Esse processo orientou a pesquisa de campo da mundana companhia. O impacto da imersão dos artistas com o intercâmbio junto aos moradores de SP foi vertiginoso. “Não podíamos criar uma montagem, digamos, formal. A cidade nos deu um estímulo que, na sala de ensaio, se esvaía. Decidimos abrir a possibilidade de mudar tudo a cada nova agenda de apresentações. Já fizemos sem palavra alguma; outra vez fizemos em uma hora, depois em três”, contextualiza Aury.

Dessa maneira, a companhia assumiu o risco de investir no inusitado. “Os conceitos acabados e as formas fixas não cabiam mais nesse trabalho. O próprio texto de Brecht é cheio de lacunas. Percebemos que era a partir destas lacunas que o trabalho se abriria para o nosso tempo e suas questões, para uma comunicação mais livre entre a nossa equipe de criação e o público, entre o teatro e a cidade, entre a ficção e a realidade. Resolvemos, então, abrir radicalmente o espetáculo para a potência das experiências vividas, em grupo, com a cidade. A partir desse novo paradigma, tudo passou a ser móvel e inacabado. A cada nova ocupação, tudo se transforma na relação com o espaço ocupado. Desta forma, o cenário propõe sempre uma nova intervenção no espaço. Da mesma forma, a luz, o vídeo, os figurinos e os objetos de cena só existem a partir da relação com esse novo espaço e seus conceitos. O trabalho dos atores não tem marcas fixas, mas regras de jogo que determinam a movimentação e o desenho da cena. Cada Ocupação é singular, cada sessão é uma estreia. Lutando diariamente contra a nossa tendência às relações hierárquicas e às formas prontas, estamos no risco, prontos para o inesperado”, conclui Cibele Forjaz.

Sobre a mundana companhia
Desde o ano 2000, inspirados pela militância política dos artistas de teatro da cidade de São Paulo junto ao movimento “Arte contra a Barbárie”, Aury Porto e Luah Guimarãez desejavam criar um núcleo artístico formado essencialmente por atores-produtores. A partir daí, um diretor – com afinidades afetivas e estéticas com os membros da companhia – seria convidado a participar. O mesmo ocorreria com os profissionais das outras áreas, como cenografia, figurino, música, luz, e até mesmo outros atores. A cada projeto a companhia teria um novo corpo que daria vazão às ideias de continuidade e transitoriedade. Esse é o pensamento que caracteriza a mundana companhia.

Essa companhia, de encontros conscientemente transitórios, recebe o adjetivo antes do substantivo e tem seu nome integralmente grafado com letras minúsculas. Esboça-se, assim, um projeto em constante construção por diversas mentes e mãos, num processo que pode ser chamado de “frátria”, em dissonância com a supremacia do ideário de pátria – tão caro à maioria das sociedades modernas. Essas especificidades nas relações internas se refletem nas relações com os espectadores e, obviamente, nos temas a serem investigados a cada novo projeto. Apesar de elaborado desde a virada do século, o primeiro trabalho deste núcleo artístico só foi realizado muitos anos depois.

O repertório da mundana companhia é formado pelas montagens: A Queda (2007), adaptação do romance de Albert Camus; Das Cinzas (2009), com texto de Samuel Beckett; O Idiota – uma novela teatral (2010), realizado a partir da obra homônima de Fiódor Dostoiévski; Tchekhov 4 – Uma Experiência Cênica (2010), primeiro trabalho do diretor russo Adolf Shapiro com atores brasileiros – montado por ocasião do centenário de Anton Tchekhov; Pais e Filhos (2012), com encenação adaptada do romance homônimo de Ivan Turguêniev, mais uma vez dirigida por Adolf Shapiro; O Duelo (2013), criado a partir da novela de Tchekhov, que foi a temporada anterior da mundana companhia na cidade de Curitiba em 2014. Atualmente, está apresentando a peça Dostoiévski Trip, de Vladímir Sorókin, com direção de Cibele Forjaz, numa coprodução com a Cia Livre.

Serviço:
Teatro: Na Selva das Cidades – Em Obras
Local: CAIXA Cultural Curitiba. Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR).
Data: 02 a 04 de março de 2018 (sexta a domingo)
Horário: sexta às 20h; sábado às 17h e às 20h; e domingo às 18h.
Ingressos: Vendas a partir de 24 de fevereiro (sábado). R$ 10 e R$ 5 (meia – conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito CAIXA). A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura.
Bilheteria: (41) 2118-5111 (De terça a sábado, das 12h às 20h. Domingo, das 16h às 19h.)
Classificação etária: 14 anos
Lotação máxima: 125 lugares (2 para cadeirantes)
Debate com os criadores: 04 de março, às 15h, com entrada franca.

Informações e entrevistas:
Maria Celeste Corrêa – (41) 9 9995 0169 / 9 8786 4465
maria.correa@grupoinforme.com.br
fernandezcorreamc@gmail.com

MONSTRUOSA COMPANHIA DE TEATRO APRESENTA DRAMATURGIA INCLUSIVA COM A OBRA “CACHORRO”, DE DEA LOHER

O grupo curitibano Monstruosa Companhia de Teatro prepara a obra dramatúrgica alemã “Cachorro” para a primeira temporada no Mini Guaíra. A proposta inclui um projeto de acessibilidade para espectadores com deficiência visual com o apoio do Instituto Paranaense de Cegos (IPC), e é fruto da pesquisa de Juliana Partyka. O texto é ainda uma homenagem a um dos artistas visuais mais conhecidos mundialmente: Alberto Giacometti.

“Cachorro” foi escrita por Dea Loher como uma espécie de homenagem ao escultor Alberto Giacometti, costurando elementos da biografia do artista, e reinventando-os nas duas figuras do texto: dois seres abandonados pela sorte, ironicamente ligados por um artista ausente – ao qual estão ‘presos’, cada um a seu modo. Dea Loher coloca a personagem no lugar de vítima, e o ladrão na
posição poética do artista. Ao fazer isto, coloca em questão – e em tensão – o próprio lugar da arte em nosso tempo.

A peça será apresentada de 08 a 25 de março e conta com três sessões acessíveis ao público com deficiência visual, nos três domingos da temporada. “Valendo-se de percepções sensoriais, oferece uma experiência teatral sugestiva, e diferente daquela oferecida pela áudio-descrição. Busca-se provocar o repertório individual e particular de cada um, através do contato direto com o espetáculo”, explica Juliana Partyka.

As sessões acessíveis incluem uma dinâmica interativa, com entrada antecipada das pessoas com deficiência visual, apresentação e contato com cenários e figurinos, e a inserção dos elementos verbais descritivos no próprio corpo do espetáculo. “Cachorro” conta com a consultoria de Hellen Mieko Hamada, deficiente visual, que auxilia nos assuntos relacionados a este tema específico de inclusão.

A Monstruosa Companhia de Teatro nasceu de uma pesquisa de dramaturgia inclusiva para pessoas com deficiência visual. Com início em 2016, realizou suas primeiras apresentações no Festival de Curitiba de 2017. Desde então, o grupo se abriu para receber diretores e artistas convidados e, desta forma, expandir o pensar e fazer teatro contemporâneo em especial na acessibilidade da arte.

SINOPSE:
Cachorro é uma peça curta, cerca de uma hora, quase uma miniatura se comparada com as grandes peças de Dea Loher. Escrita como uma pequena homenagem ao escultor Alberto Giacometti, a peça costura elementos da narrativa de Jean Genet sobre ele, em O Atelier de Giacometti, e parece ecoar também os retratos de A última modelo, de Franck Maubert, sobre ‘Caroline’, tida como a última musa do artista. Dea Loher costura estes elementos, reinventa-os e os condensa nas duas figuras do texto: dois seres abandonados pela sorte, ironicamente ligados pelo artista sempre ausente. Ao confundir a modelo com a vítima e o ladrão com o artista, Dea Loher produz uma ácida reflexão sobre o sentido da arte em um mundo distópico.

SERVIÇO:
Cachorro, de Dea Loher. Com Fábio Costa e Juliana Partyka. Iluminação de Lucas Mattana. Cenários e Figurinos de Paulo Vinícius. Direção de Márcio Mattana. Realização da Monstruosa Companhia de Teatro. De 08 a 25 de março, de quinta a domingo, às 20 horas. Miniauditório do Teatro Guaíra, centro de Curitiba. Ingressos a R$30 e R$15.

CARTOGRAFIA, POR ANA FERREIRA ::: HOJE, QUARTA, 21 DE FEVEREIRO!!!

Cartografia” funciona assim: você vai ao saguão do Teatro Guaíra (em Curitiba) levando o seu rádio FM e seu fone de ouvido. Só lá você vai conseguir sintonizar a nossa rádio, que emite ondas de curto alcance. 

Aí você vai acompanhar uma narrativa em áudio enquanto é convidado a olhar para o espaço público através dos vidros. 

O que se passa lá? A vida, a cidade, as pessoas ocupando o espaço conforme o modo que acreditam precisar dele, talvez uns artistas intervindo ali, talvez isso seja coisa da sua cabeça pois-o-povo-é-louco-mesmo-e-isso-super-acontece-o-tempo-todo, definitivamente uns artistas intervindo ali, definitivamente este povo é louco, definitivamente nada disso faz sentido, definitivamente as pessoas procuram sentido em tudo e ocupam os espaços conforme o sentido no qual acreditam, definitivamente o-que-se-passou-e-como-há-de-terminar, definitivamente?

Programe-se: apenas dias 20 e 21 de fevereiro (terça e quarta) às 15h e com entrada franca. 

LEMBRE-SE DE LEVAR O SEU RÁDIO (pode ser um player ou mesmo seu celular se ele tiver captação de ondas FM). 

O acontecimento integra a programação da Bienal Internacional de Curitiba em seu Circuito de Galerias. É um dos fragmentos da “Obra em Progresso”, projeto que dialoga com o livro “Finnegans Wake” de James Joyce e que já apresentou as performances “Streaming” (via Facebook) e “Sobreposição” (na Airez Galeria). “Cartografia” dá segmento à pesquisa de formas de relação com o espectador através de outras utilizações de espaços e dispositivos. 

Concepção e criação: Ana Ferreira
Artistas infiltrados no espaço público: surpresa! 
Artistas convidados para a narração em áudio: também! 
Produção: Ana Rivelles 
Foto de divulgação e arte gráfica: Guilherme Zawa
Realização: Agora Coletivo, Airez Galeria e Bienal Internacional de Curitiba. 
Apoio: Centro Cultural Teatro Guaíra e Mabu Hotéis & Resorts 

Serviço
Cartografia, por Ana Ferreira
Data:  20 de fevereiro e 21 de fevereiro (quarta-feira), das 15h às 16h
Entrada gratuita

Confira a página do evento, aqui