CHOQUE É CRIADA A PARTIR DO CONCEITO DE WALTER BENJAMIN SOBRE O ANESTESIAMENTO DOS CORPOS

Carmen Jorge, Elke Siedler e Juliana Adur. Crédito da foto: Milla Jung.

Peça de dança estreia dia 1 de outubro no Miniauditório do Teatro Guaíra, com entrada gratuita

No dia 1 de outubro de 2025, no Miniauditório do Teatro Guaíra, em Curitiba (PR), estreia o novo trabalho da Rumo de Cultura, CHOQUE. A temporada segue até dia 19 de outubro, de quarta a sábado, às 20h e domingo, às 19h – com entrada franca.

Em cena, Carmen Jorge, Elke Siedler e Juliana Adur provam diante do público 3 versões de um circuito particular que, na mistura, monta um coletivo multidirecional de intensidades corporais que vão do riso ao choro, do canto ao gemido, do vulto à nitidez. Desenham no espaço trajetos únicos que, sobrepostos, criam possibilidade de viver pela – e não apesar – da diferença. A peça tem direção e dramaturgia de Fernando de Proença.

O trabalho de dança constrói movidas energéticas que mobilizam estados de corpo a partir do conceito de Walter Benjamin sobre Choque. Anestesiadas, precarizadas e cheias dos estímulos externos/mundo, refletem sobre relações de poder e comando respondendo com alguns desânimos as solicitações mundanas para corpos desestabilizados. Juntas e lentas, vivem em seus corpos a experiência de derretimento, escoramento, tosse – contaminação, escuta, equilíbrio, sacudida e descanso.

Se escondem para mostrar, graves e agudas, mostram o que escondem – hiperbólicas. Provam, de novo, que dançam. Suas histórias mexem com seus corpos e as relações na cena, são mulheres que vivem a devoção à dança na frente da audiência.

A metáfora é pública. A luz, de Beto Bruel e Lucas Amado, não recorta e não separa, não edita e não divide, não sublinha, não salienta – se abre. O público, dentro, experimenta verbos como sentar, olhar, mexer, calar, pensar e, como é público, tossir.

3 diferentes. Uma quer ficar pra cima, outra quer ficar em baixo, uma quer sentir no palco como nunca. Equilibra a cabeça, todo dia, toda hora. Uma hora, equilibra com o dedo do meio. Outra hora, faz a parada de cabeça. Param, pausam, caminham, pulam, tremem, fazem tremer e fazem o teatro – lugar do palco – tremer.

Além da temporada de estreia de CHOQUE, o projeto oferece uma conversa pública intitulada “Clínica do Processo”, com a equipe e Elenize Dezgeniski, psicanalista que acompanha a construção da peça. A mesa acontece no dia 4 de outubro, às 17h30, no Miniauditório, com entrada franca.

No dia 7 de outubro, acontece uma sessão fechada da peça para o público cego, com audiodescrição.

Durante o primeiro semestre, o projeto ofereceu aulas gratuitas com as dançarinas do projeto e um seminário sobre Choque, em Walter Benjamin – com a profa. Dra. Fátima Costa de Lima.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio de incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba com incentivo da UNINTER e FIAT/Florença. Realização: Rumo de Cultura.

FICHA TÉCNICA:
idealização, direção e dramaturgia FERNANDO DE PROENÇA | com CARMEN JORGE, ELKE SIEDLER e JULIANA ADUR | interlocução DIEGO MARCHIORO | luz BETO BRUEL e LUCAS AMADO | roupa AMABILIS DE JESUS | trilha sonora e preparação vocal JULIA KLÜBER | bateria BABI AGE | captação e edição de bateria GUI MIUDO | consultoria de produção musical LEO GUMIERO e RHODEN | seminário “Choque em Walter Benjamin” FÁTIMA COSTA DE LIMA | clínica do processo ELENIZE DEZGENISKI | foto MILLA JUNG | vídeo ALAN RAFFO | identidade visual LUANA NAVARRO | design gráfico ADRIANA ALEGRIA | teaser e estratégia de mídias digitais GABRIELA BERBERT | site JULIA BRASIL | assessoria de imprensa PAULA MELECH – LINHA COMUNICA | audiodescrição – roteiro e narração JOSELBA FONSECA e HELENA DE JORGE PORTELA – consultoria LUCAS ANTONIO | tradução em libras TALITA GRÜNHAGEN – TAÉ LIBRAS | estagiária MARIA EDUARDA RODRIGUES | direção de produção DIEGO MARCHIORO | produção executiva CINDY NAPOLI | realização FERNANDO DE PROENÇA e RUMO DE CULTURA

SERVIÇO:
CHOQUE
Miniauditório Glauco Flores de Sá Brito – Centro Cultural Teatro Guaíra
(Rua Amintas de Barros, 70 – centro – Curitiba-PR)
de 1 a 19 de outubro de 2025
de quarta a sábado, 20h
domingo, 19h
ENTRADA FRANCA
*retirada de ingresso 1h antes

ISSO É UM CONVITE, UMA CONVOCATÓRIA, UM CHAMAMENTO ABERTO QUE CELEBRA A PRIMEIRA DÉCADA DE ATIVIDADES DA CASA SELVÁTICA!

Selva aberta
Há dez anos a Casa Selvática existe em Curitiba com um espaço in-disciplinar, de convivência e festivo. Sabemos da importância desse espaço para a cidade e, por isso, queremos pensar um gestão compartilhada para que a coisa siga existindo.

Este espaço é sonho conjunto, plataforma para ser transformada em seu uso, loucura para ser compartilhada, obra aberta, in process, transgressora e pulsante. Neste momento, entendendo nosso caminho até aqui, abrimos casa e coração: queremos nos relacionar com mais artistas, coletivos, propostas e repensar a forma de residir na Casa Selvática, encontrando novas parcerias e projetos de ocupação e insistência do sobrado mais amado do underground, na capital mais fria do país.

Convidamos
Pessoas artistas, produtoras, agitadoras, ativistas e quem mais esteja a fim de pensar, ser e fazer a Selvática para colar junto!

Venha, ocupe a Selvática com seus desejos, ideias e utopias!

Tragam
Suas propostas de ocupação da casa com oficinas, debates, encontros, apresentações, ensaios, investigações, grupos de pesquisa, possibilidades para criação de mundos e lançamentos de livros e filmes.

Agito
Para começarmos a movimentação de interessades neste novo momento, convidamos todes que desejam integrar as discussões e a vida selvática para um encontro afetuoso e cheio de amor onde compartilharemos espaço, ideias e projetos para a nossa casa.

Abrimos as portas! Venha junto e refloreste a Selva conosco!

Serviço:
Data: 19 de abril, às 18:30!
Local: Casa Selvática: R. Nunes Machado, 950, Rebouças, Curitiba-PR.
Instagram: www.instagram.com/selvaticaoficial/
Site: www.selvatica.art.br/
Fonte: Selvática

EXAGERO E MONSTRUOSIDADE SÃO TEMA PARA LIVRO QUE SERÁ LANÇADO EM DEZEMBRO NA CASA HOFFMANN

Após três anos de pesquisa, projeto Mil Besos, do artista Gabriel Machado, lança publicação pela editora Medusa, na Casa Hoffmann, em Curitiba. 

“Como se dança um exagero?” essa tem sido a pergunta motriz do projeto MIL BESOS, solo do artista selvático Gabriel Machado, que dia 3 de dezembro lança uma publicação inédita pela editora Medusa, que reúne registros do processo e reflexões críticas de Amabilis de Jesus, Francisco Mallmann, Jussara Belchior, Paula Lice, Princesa Ricardo Marinelli e Ricardo Nolasco. A proposta que teve ínicio em Madrid, no ano de 2016, através do Programa Iberescena de Criação Coreográfica em Residência e posteriormente realizou outras duas residências em Santiago – CL e na Casa Hoffmann, atualmente está em desenvolvimento a partir do Edital do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná (PROFICE).

Segundo o artista é um projeto aberto desenvolvido através do intercâmbios com os mais diversos artistas e comunidade, em ações como oficinas de dança, escrita e laboratórios de criação compartilhada. Partindo de um material autobiográfico e também de estudos do corpo ciborgue o projeto aborda as relações cibernéticas e a infiltração de tecnologias e recursos midiáticos no corpo humano. “Venho investigando as diversas sexualidades, as transformações do corpo enquanto objeto virtual, a cibernética e próteses na tentativa de conjugar o low-tech e o high-tech em busca do grotesco, do robótico, do inumano, do monstruoso, do superhumano”, comenta Gabriel Machado.

Para o livro, o artista convidou colaboradores do projeto e pesquisadores do assunto para escreverem textos a partir das suas percepções da obra. São textos inéditos e reflexivos que versam sobre diversos temas como futuro, monstruosidade, latinidade, decolonialidade. “A ideia era criar um material de registro desse período de pesquisa mas que também pudesse existir como uma obra artística em si, ou seja, que pessoas que não puderam assistir ao espetáculo também possam se envolver com os textos ali apresentados” finaliza Gabriel. O lançamento será na Casa Hoffmann – Centro de Estudo do Movimento, às 19h30, a entrada e a distribuição do livro são gratuitas e a programação da noite conta também com performances de Gabriel Machado, Gladis dos Santos, Jussara Belchior e Princesa Ricardo Marinelli.

SERVIÇO:
Lançamento do livro “Mil Besos” na Casa Hoffmann
3 de dezembro às 19h30
Casa Hoffmann – Centro de Estudo do Movimento, Rua Claudino Dos Santos 58 São Francisco – Curitiba
Página do evento, aqui
Entrada Franca

Organização:
Selvática Ações Artísticas
Editora Medusa

Ficha técnica do livro:
Copyrigth desta edição 
2019 Medusa
Copyrigth dos textos 
2019 Amabilis de Jesus, Francisco Mallmann, Gabriel Machado, Jussara Belchior, Paula Lice, Ricardo Nolasco e Princesa Ricardo Marinelli
Edição: Eliana Borges e Ricardo Corona
Projeto gráfico e ilustrações: Thalita Sejanes
Revisão: Renata Cunali

Ficha técnica do projeto:
Conceito, criação/atuação e pesquisa: Gabriel Machado
Performers convidados: Gladis dos Santos, Jussara Belchior e Princesa Ricardo Marinelli
Interlocução coreográfica: Princesa Ricardo Marinelli
Interlocução dramatúrgica/cênica: Paula Lice
Interlocução/produção: Ricardo Nolasco
Iluminação/design de luz: Semy Monastier
Design sonoro/trilha original: Jo Mistinguett
Figurino: Cali Ossani e Patricia Cipriano
Produção e assessoria de imprensa: Giovana Lago
Residências e mostras de processo: Espacio Labruc (Madrid – ES), Nave – Centro de Creación y Residencia (Santiago – CL), Transborda Mostra de Performance(Curitiba – BR) Reinvenção do Cabaré – Casa Selvática (Curitiba – BR) e Casa Hoffmann (Curitiba – BR).

5 PLANOS PARA CONSTRUIR JUNTOS

foto: Lidia Ueta

A dupla Fernando de Proença e Renata Roel convidam para sua nova peça: 5 planos para construir juntos, que acontece de 14 de novembro a 1 de dezembro de 2018. O trabalho é formado, separadamente, por cinco planos que se constroem com o outro. Os convites acontecem  a partir do desejo de, em coletivo, promover relações, tomadas de decisão e ação. O ponto de encontro para o início das ações acontece na Casa Quatro Ventos. A entrada é franca, mediante inscrição prévia por e-mail.

O convite se faz para que o público em geral possa realizar ações em conjunto, a partir de 5 planos. Cada pessoa pode escolher qual plano deseja realizar e se inscrever. O tempo de cada performance acontece de forma estendida, variando de acordo com o plano.

A partir da materialidade das plantas, dinheiro, canções, músicas e cartas, o projeto se debruça em construir atmosferas coletivas na cidade que está o tempo todo sendo feita  das relações e mobilizar aquilo que somos capazes de imaginar e inventar. A imaginação possibilita invenções, levanta voos cidade afora.

5 planos para construir juntos conta com a colaboração das artistas cariocas Eleonora Fabião e Dani Lima e é resultado do projeto Disparate – Corpos Coreografando entre Povoamento e Contágio, realizado com o apoio do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura  Municipal de Curitiba, com incentivo da Ademilar.

OS PLANOS:
plano de envio
escrever uma carta juntos.
contar a alguém de fora da cidade como está a vida aqui. finalizar o plano postando juntos a carta no correio mais próximo.
plano do dinheiro
trazer 10 reais em espécie.
juntar o dinheiro de todos e decidir coletivamente o que fazer com ele. realizar o plano.
plano de transporte
trazer uma planta para ser transportada pela cidade.
decidir com todos um trajeto e um destino final comum. executar o plano juntos.
plano de composição
compor uma canção juntos.
escolher um lugar e cantar publicamente.
plano de escuta
trazer uma música em qualquer mídia.
ouvir juntos todas as músicas trazidas.

FICHA TÉCNICA:
Planos: Renata Roel e Fernando de Proença
Colaboradoras: Dani lima e Eleonora Fabião
Fotos e Vídeos: Lidia Ueta
Interlocução: Amabilis de Jesus
Residentes: Daiana Sarai Nunes, Gabriel Vernek, Pablo Vinícius de Lima, Vinicius Medeiros
Designer gráfico e Webdesigner: Vivaldo Vieira
Registro em Vídeo: Ulisses Satto
Imprensa: Fernando de Proença
Produção: Expressão Criação e Produção Cultural

SERVIÇO GERAL:
de 14 de novembro a 1 de dezembro de 2018
Local: Casa Quatro Ventos
(Rua da Paz, 51 – Centro de Curitiba)
ENTRADA FRANCA MEDIANTE INSCRIÇÃO PRÉVIA PARA CADA PLANO, NO E-MAIL: 5planosparaconstruirjuntos@gmail.com
Livre para todos os públicos.
planosparaconstruirjuntos.wordpress.com

SERVIÇO DETALHADO DE CADA PLANO:

14 DE NOVEMBRO DE 2018
09h00: plano do dinheiro (duração: até 2h)
14h00: plano de envio (duração: até 3h30)

15 DE NOVEMBRO DE 2018
09h00: plano do dinheiro (duração: até 2h)
14h00: plano de transporte  (duração: até 2h)
20h00: plano de escuta  (duração indeterminada)

16 DE NOVEMBRO DE 2018
14h00: plano de composição (duração: até 3h30)
20h00: plano de escuta  (duração indeterminada)

17 DE NOVEMBRO DE 2018
9h00: plano do dinheiro (duração: até 2h)
14h00: plano de transporte  (duração: até 2h)
20h00: plano de escuta  (duração indeterminada)

23 DE NOVEMBRO DE 2018
20h00: plano de escuta  (duração indeterminada)

24 DE NOVEMBRO DE 2018
9h00: plano de envio  (duração até 3h30)
14h00: plano do dinheiro (duração até 2h)
17h00: plano de composição (duração até 3h30)

25 DE NOVEMBRO DE 2018
9h00: plano de transporte  (duração até 2h)
14h00: plano do dinheiro (duração até 2h)

26 DE NOVEMBRO DE 2018
14h00: plano de composição (duração até 3h30)

27 DE NOVEMBRO DE 2018
9h00: plano de transporte  (duração: até 2h)
14h00: plano de envio (duração até 3h30)

01 DE DEZEMBRO DE 2018
14h00: plano de composição (duração até 3h30) 

OBSCURA FUGA DA MENINA APERTANDO SOBRE O PEITO UM LENÇO DE RENDA

Fotografia: Elenize Dezgeniski

A CiaSenhas de Teatro, dentro das ações do Projeto CiaSenhas ACIONA!, volta em curta temporada no Teatro Novelas Curitibanas, com o espetáculo Obscura fuga da menina apertando em seu peito um lenço de renda. As apresentações acontecem a partir de 25 de maio; de quinta a domingo,  sempre às 20h00. A entrada é Pague Quanto Quiser.

Obscura fuga da menina apertando em seu peito um lenço de renda é o segundo texto do autor argentino Daniel Veronese encenado pela CiaSenhas de Teatro. O espetáculo apresenta ao espectador a ideia de um teatro seco, presente em todas as dimensões da encenação, assinada por Sueli Araujo. O objeto dramático é exposto despudoradamente, permitindo uma variação constante de possibilidades expressivas não convencionais onde a subjetividade entra em contraste com a objetividade da cena teatral.

Em cena um pai e uma mãe se debatem com as incertezas que envolvem o repentino desaparecimento de Martina, sua filha. As recordações e recriminações são os topos das lamentações e desesperos gerados pela ausência da filha. As duvidas aumentam com a chegada de um namorado secreto, uma amiga-namorada e um carteiro.

A busca de um culpado e a ausência de explicação sobre o desaparecimento da personagem provocam situações grotescas onde cada um tenta sobrepor sua justificativa sobre a realidade da perda imanente, expondo a disputa pelo amor e a dificuldade de aceitação da perda. Os personagens oscilam entre o desespero e o patético em universos contraditórios criados para suportar a Perda, representada pela ausência de Martina.

O universo fictício proposto pela obra se estabelece como impossibilidade entre o real e a representação. A narrativa será conduzida por personagens em estados emocionais alterados cuja dilaceração psíquica está relacionada a momentos de grandes perdas e desolação.

No texto Equívoca fuga de Señorita, apretando um pañuelo de encaje sobre su pecho (título original) o autor expande a fronteira entre o lírico e o grotesco, narrativa e drama, personagens e atores. A insinuação entre realidade, mentira e verdade serve como estratégia para impulsionar novas percepções sobre a complexidade do universo proposto em seus textos.

Em Obscura fuga da menina apertando sobre o peito um lenço de renda, a plateia e os atores habitam um espaço de tensão entre real e ficção. É nas alternâncias do público como espectador de uma fábula insolúvel ou cúmplice da percepção da realidade dos afetos que a dimensão universal e contemporânea se estabelece.

Ficha Técnica:
Texto: Daniel Veronese
Direção: Sueli Araujo
Tradução: Isabel Cristina Jasinski
Atores: Ciliane Vendruscolo, Greice Barros, Luiz Bertazzo, Anne Celli  e Rafael di Lari
Preparação Corporal: Cinthia Kunifas
Iluminação: Wagner Corrêa
Figurino: Amabilis de Jesus
Cenário: Paulo Vinícius
Maquiagem: Marcia Moraes
Desenho de Som/Trilha Sonora: Ary Giordani
Direção de Produção: Marcia Moraes
Assistência de Produção: Edran Mariano
Assessoria de Imprensa: Fernando de Proença
Programação Visual: Adriana Alegria
Fotografia: Elenize Dezgeniski

SERVIÇO:
OBSCURA FUGA DA MENINA APERTANDO SOBRE O PEITO UM LENÇO DE RENDA
de 24/05 a 03/06 – quinta a domingo às 20h no Teatro Novelas Curitibanas (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1222, centro, Curitiba )
Entrada: PAGUE QUANTO QUISER
Fanpage: www.facebook.com/CiaSenhasDeTeatro/
Confira a página de evento, aqui

CABARET MACCHINA NO PÁTIO DA REITORIA DA UFPR

Com direção de Ricardo Nolasco e dramaturgia de Francisco Mallmann e Leonarda Glück, a partir da obra do dramaturgo alemão Heiner Müller, Cabaret Macchina é uma pós-ópera em formato de cabaré de rua

Após estrear na Mostra Oficial do Festival de Curitiba, com participação especial da cantora Karina Buhr e se apresentar ao lado externo do Museu Municipal de Arte, localizado no bairro Portão, o coletivo Casa Selvática apresenta CABARET MACCHINA no Pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná nos dias 5, 6, 26 e 27 de maio, ​ nos sábados às 21h e domingos​ às 17h com entrada gratuita.

Os artistas da Casa Selvática vão às ruas de Curitiba em busca dos restos de um herói. O coletivo exercita assim uma nova possibilidade para o mundo, um espetáculo máquina desejante. No humor corrosivo de um famigerado cabaré, o dia-a-dia de vedetes encenando clássicos ocidentais em uma pós-ópera anti-edipiana. Dentro da cidade, personagens canônicas dos escombros de um teatro de guerra se encontrarão com os fantasmas de uma contemporaneidade que atira a tudo e a todos no grande vácuo do desuso.

A Casa Selvática tem sido uma das principais referências do estudo do cabaré como linguagem no Brasil, tendo realizado diversos espetáculos e proposto oficinas anualmente para seu aprofundamento. Cabaret Macchina pretende expandir a pesquisa do grupo, na construção de um espetáculo de teatro a ser realizado em espaço público, uma criação de dramaturgias que relaciona vivências, questões arquitetônicas e históricas da cidade.

Para mais informações acesse www.selvatica.art.br ou siga nossa fanpage Selvática Ações Artísticas ou nosso perfil no instagram @selvaticaoficial, e acompanhe toda a programação do projeto.

SERVIÇO:
CABARET MACCHINA – UMA PÓS-ÓPERA ANTI-EDIPIANA
Pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná
Rua XV de Novembro, 1299 – Centro de Curitiba
​5, 6, 26 e 27 de maio de 2018​
​Sábados às 21h e domingos​ às 17h
ENTRADA FRANCA
PROJETO REALIZADO COM O APOIO DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA.

Ficha Técnica:
Dramaturgia: Francisco Mallmann e Leonarda Glück (a partir da obra de Heiner Müller);
Direção Geral: Ricardo Nolasco;
Direção de Movimento: Gabriel Machado;
Direção Musical e Sonoplastia: Jo Mistinguett;
Figurino: Cali Ossani, Stéfano Belo e Patricia Cipriano;
Iluminação: Semy Monastier e Patricia Saravy;
Maquiagem: Nina Ribas e Stéfano Belo;
Elenco: Amira Massabki, Cali Ossani, Cesar Mathew, Leonarda Glück, Leo Bardo, Matheus Henrique,Nina Ribas, Patricia Cipriano, Patricia Saravy, Semy Monastier, Simone Magalhães, Stéfano Belo e Victor Hugo;
Artista Convidada: Karina Buhr;
Consultoria: Amabilis de Jesus;
Mapeamento Urbano: Renata Cunali;
Direção de Produção: Cacá Bordini;
Assistência de Produção: Bruna Costa;
Imagens: Amira Massabki;
Design Gráfico: Thalita Sejanes;
Captação de Recursos: Meire Abe;
Realização: Selvática Ações Artísticas e O Estábulo de Luxo;
Fotografias: Mariama Lopes

Links:
site
facebook.com/SelvaticaAcoesArtisticas/
Youtube/Vimeo
www.instagram.com/selvaticaoficial/
https://twitter.com/selvaticx

ENCONTRO DE “SELVÁTICAS” NA MOSTRA 2018 DO FESTIVAL DE CURITIBA

Foto de Amira Massabki

Artistas da Casa Selvática estreiam espetáculo Cabaret Macchina com participação da cantora e compositora Karina Buhr

Comemorando seis anos de existência, o coletivo curitibano Selvática Ações Artísticas estreia seu mais novo espetáculo, Cabaret Macchina, nos dias 3 e 4 de abril na Praça Rui Barbosa, com entrada franca, integrando a Mostra Oficial do Festival de Curitiba.

Com direção de Ricardo Nolasco e dramaturgia de Francisco Mallmann e Leonarda Glück, a partir da obra do dramaturgo alemão Heiner Müller, o espetáculo é uma pós-ópera em formato de cabaré de rua, que além de reunir pela primeira vez todos os artistas do coletivo em um mesmo projeto, conta com a participação da cantora e compositora Karina Buhr.

Desde o lançamento do seu último álbum, intitulado Selvática (2015), Karina Buhr e os artistas do coletivo tem estreitado laços. Em 2015 a cantora pernambucana radicada em São Paulo lançou na Casa Selvática seu livro Desperdiçando Rima em um evento que contou com performances, sarau e pocket shows dos artistas “selváticos” e convidados.

A Casa Selvática tem sido uma das principais referências do estudo do cabaré como linguagem no Brasil, tendo realizado diversos espetáculos e proposto oficinas anualmente para seu aprofundamento. Cabaret Macchina pretende expandir a pesquisa do grupo, na construção de um espetáculo de teatro a ser realizado em espaço público, uma criação de dramaturgias que relaciona vivências, questões arquitetônicas e históricas da cidade.

Para o diretor Ricardo Nolasco: “O cabaré foi considerado um subgênero pela história oficial do teatro, justamente por seu caráter popular em oposição aos modelos dramáticos europeus.”. Assim, o coletivo tem mergulhado na investigação desse formato através de uma cena híbrida, que mescla elementos das artes cênicas, performáticas e literárias. “Acreditamos no cabaré como o formato ideal para falar sobre questões que nos atingem, de um modo humorado e irônico, o cabaré tem sido a principal forma com que artistas do mundo inteiro tem conseguido fazer seus trabalhos resistirem de forma independente tendo a precariedade e a arte em processo não como limitadores, mas como características importantes do nosso tempo e dos países em questão”, complementa Nolasco.

Para a atriz e dramaturga Leonarda Glück, a obra de Heiner Müller se torna cada vez mais insistente na contemporaneidade. “Nos dias que correm os totalitarismos da alma, do estado e das instituições estão tão presentes e tão fantasiados de livre democracia, que os escritos de Heiner Müller estão mais atuais do que nunca. A sua Alemanha se reergueu depois da queda, mas deixou boa parte do globo ainda derrubada até hoje. Nós conseguimos estabelecer uma conexão direta entre sua obra e o Brasil de 2018, e a levaremos para a arena pública”, dispara.

”Heiner Müller partia da reescrita dos clássicos a fim de reaproximar estes de seus contextos, dialogar com ele e sua obra é para nós necessariamente adaptar mais uma vez, atualizar em nossos contextos, corpos e histórias” finaliza Ricardo.

Karina Buhr por José de Holanda

Cabaret Macchina
3 e 4 de abril às 21h
Festival de Curitiba
Rua da cidadania Matriz – Praça Rui Barbosa, centro de Curitiba
Entrada Franca
Página do evento, aqui

Ficha Técnica:
Dramaturgia: Francisco Mallmann e Leonarda Glück (a partir da obra de Heiner Müller);
Direção Geral: Ricardo Nolasco;
Direção de Movimento: Gabriel Machado;
Direção Musical e Sonoplastia: Jo Mistinguett;
Figurino: Cali Ossani, Stéfano Belo e Patricia Cipriano;
Iluminação: Semy Monastier e Patricia Saravy;
Maquiagem: Nina Ribas e Stéfano Belo;
Elenco: Amira Massabki, Cali Ossani, Cesar Mathew, Leonarda Glück, Leo Bardo, Matheus Henrique, Nina Ribas, Patricia Cipriano, Patricia Saravy, Semy Monastier, Simone Magalhães, Stéfano Belo e Victor Hugo;
Artista Convidada: Karina Buhr;
Consultoria: Amabilis de Jesus;
Mapeamento Urbano: Renata Cunali;
Direção de Produção: Cacá Bordini;
Assistência de Produção: Bruna Costa;
Imagens: Amira Massabki;
Design Gráfico: Thalita Sejanes;
Captação de Recursos: Meire Abe;
Realização: Selvática Ações Artísticas e O Estábulo de Luxo;

 Links:
Site: www.selvatica.art.br

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