PROJETO VOZES DE OUTRAS CIDADES APRESENTA SHOW DE TIBÉRIO AZUL

Tiberio Azul / crédito foto: Fabiano Cafure

Com entrada gratuita, Casa Heitor recebe o artista nesta quinta-feira às 20h

O projeto Vozes de Outras Cidades, iniciativa do Sesi Cultura Paraná, traz para Curitiba o show do músico e poeta Tibério Azul. Em suas músicas, a literatura e a poesia são características marcantes e que encantam o público Brasil adentro. A apresentação gratuita ocorre no Centro Cultural Sesi Heitor Stockler De França, no dia 10 de maio, próxima quinta-feira, a partir das 20h. Os ingressos serão distribuídos no local com uma hora de antecedência (sujeito a lotação).

Expoente da nova música pernambucana, Azul possui a estrada repleta de projetos ousados e criativos. É cantor e compositor reconhecido pela verve declaradamente poética, seja nas suas apresentações, letras ou melodias. Em sua carreira solo fincou o pé na música brasileira ao lançar o primeiro disco “Bandarra ou o caminho que vai dar no sol”, em 2011. Na entressafra entre o primeiro e o segundo disco, fundou um selo de produção e divulgação de arte Pernambucana – o Santo de Casa Faz Milagre.

Em 2017, Azul lançou o segundo disco intitulado “Líquido ou a vida pede mais abraço que razão”. Junto com o segundo disco, também anunciou o seu primeiro livro de poemas intitulado “Líquido ou o homem que nasceu amanhã”, pela editora Confraria do Vento. As duas produções formam a mesma obra e dialogam sobre o mesmo tema – a liquidez dos sentimentos humanos.

O fascínio pela literatura enriquece as criações de Tibério Azul. Entre as personalidades de suas principais referências, temos Manoel de Barros (homenageado no primeiro álbum), Cora Coralina e Fernando Pessoa. Sua versatilidade e ousadia já o levou para importantes festivais, como o Rec-Beat, Abril Pro Rock, Festival Pernambucano Nação Cultural, Festival de Inverno de Garanhuns, entre outros. Em todos recebeu elogios de crítica e público e foi considerado revelação do Rec-Beat e Abril Pro Rock, o que resultou no título de “nova revelação da música pernambucana e brasileira”.

Sobre Vozes de Outras Cidades – o projeto é uma iniciativa do Sesi Cultura Paraná que contempla compositores, músicos e intérpretes de música popular urbana de outras regiões, que desenvolvem seus trabalhos autorais em um formato mais intimista, seja individual ou em duos e trios.

Serviço:
Vozes de Outras Cidades apresenta Tibério Azul
Data: 10 de maio, quinta-feira
Horário: 20 horas
Valor: gratuito
Classificação: livre
Local: Centro Cultural Sesi Heitor Stockler De França
Endereço: Av. Marechal Floriano Peixoto, 458 – Centro de Curitiba
Observação: 40 lugares (sujeito a lotação)
Confira a página do evento, aqui

Mais informações:
www.sesipr.com.br/cultura/ 
www.facebook.com/sesiculturapr/

SESI CULTURA
Foi em 2008 que a Regional Paraná do Serviço Social da Indústria inaugurou uma área especificamente dedicada ao desenvolvimento de ações culturais ancoradas nas diretrizes previstas na Declaração Universal dos Direitos do Homem, como a diversidade, a pluralidade e a autonomia. Desde então, o Sesi Cultura Paraná tem promovido o acesso à cultura com foco em programas de formação artística e cultural, investindo em processos criativos, formação de plateia para todas as linguagens e na formação e desenvolvimento cultural com vocação local. O Circuito Cultural Sesi, o Festival Sesi Música, os Núcleos Criativos do Sesi, o Zoom Cultural, os Programas Sesi Música, Sesi Arte, Sesi Audiovisual e Sesi Artes Cênicas são exemplos de programas desenvolvidos pela Gestão Cultural do Sesi. De 2008 até 2017, mais de um milhão de espectadores tiveram acesso à cultura por meio de cerca de 8,4 mil ações culturais realizados pelo Sesi Paraná. Todas essas ações sempre tiveram como objetivo o acesso ao bem cultural para o trabalhador da indústria, seus dependentes e para a comunidade de um forma geral, além da difusão da arte em todas as suas manifestações, valorizando a diversidade e a pluralidade do povo brasileiro.

CONCERTO DAS ROSAS EM PARANAGUÁ

concerto das rosas / fotografias: Brunno Covello

A Orquestra Ladies Ensemble realiza uma apresentação gratuita do Concerto das Rosas no dia 12 de maio, as 20h, no Teatro Rachel Costa em Paranaguá/PR.

A apresentação faz parte da nova turnê do Concerto das Rosas 2018, que conta com repertório reformulado, com obras de Mozart, Vivaldi e Piazzolla e participações especiais do maestro Alessandro Sangiorgi, acordeonista Maryanne Francescon, da violinista Moara Pessatti.

O “Concerto das Rosas” tem por objetivo promover o apoio à mulher vitimada pelo câncer de mama e também de alertar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. No dia do evento o público poderá realizar doações para o Centro de Diagnóstico de Câncer de Mama do Hospital de Clínicas por meio dos banners interativos da campanha Além das Barras e também no site: www.alemdasbarras.org.br

O espetáculo tem entrada é franca e os ingressos devem ser retirados de segunda a sexta-feira das 8h às 12h e das 14h30 às 18h no Teatro.

SERVIÇO
Data: 12 de Maio
Horário: 20h
Entrada Franca *Sujeito a lotação do espaço
Local: Teatro Rachel Costa em Paranaguá-PR

O projeto do “Concerto das Rosas” é idealizado pela Unicultura – Universidade Livre da Cultura e pelo grupo orquestral Ladies Ensemble, promovido por RPC – Rede Paranaense de Comunicação, realizado pela Trento Edições Culturais e viabilizado via Lei Rouanet de Incentivo à Cultura com patrocínio das empresas Frimesa, FERTIPAR-Fertilizantes Paraná, Lar Cooperativa Agroindustrial, Alltech do Brasil, Unimed Curitiba, Divesa, Peróxidos do Brasl Ltda, Tradener, Elejor e Neovia Engenharia Ltda, com o apoio da Cia da Roupa, Teatro Rachel Costa, Secretária de Cultura e Turismo de Paranaguá,  Canal da Música.

Contato: 41 3023-2008
imprensa@unicultura.com.br
Para mais informações, acesse a página do projeto: facebook.com/concertodasrosas

Ladies Ensemble
A Orquestra Ladies Ensemble, dirigida artisticamente pela violista paranaense Fabíola Bach, é um grupo orquestral formado exclusivamente por mulheres, ativo desde 2008, que conta com a colaboração de musicistas das principais orquestras do Estado.

Unicultura – Universidade Livre da Cultura
Criada em 2008, a Unicultura desenvolve projetos culturais e sociais com a proposta de difundir arte, conhecimento, cultura e valores humanos. A partir desses valores, a ONG realiza diversos projetos como a Trupe da Saúde, que há 16 anos promove a humanização no ambiente hospitalar, a Oficina de Lutheria, que promove a educação e profissionalização de jovens em Telêmaco Borba, o MBP para Crianças, que promove a cultura musical nas CMEIS de Curitiba, entre outros.

ENCERRAMENTO INCRÍVEL DA MOSTRA DE CINEMA PELA DEMOCRACIA HOJE EM CURITIBA!

“Para o encerramento da  Mostra de Cinema Pela Democracia  teremos o show do Chico César na Praça Olga Benário, no acampamento Lula Livre, em Curitiba, seguido por cerimônia de encerramento da Mostra (com direito a premiação surpresa do canal CINEBRASiL TV!), e sessão final super especial no Acampamento Marisa Leticia com Chico, dos Irmãos Carvalho e Joaquim, do Marcelo Gomes – com a presença de Júlio Machado, ator do filme.

Vamo lá, galera, foi linda essa semana, e hoje vai ser lindo também. Pra somar e multiplicar a força da nossa união em defesa dos direitos e contra os golpes e retrocessos.

Lembrando que o financiamento coletivo está aberto por mais 3 dias,
aqui no catarse

#LulaLivre
#MostradeCinemapelaDemocracia

fonte: Mostra de Cinema Pela Democracia

CONJUNTO CHORO & SERESTA RECEBE O FLAUTISTA ANTONIO ROCHA

Apresentação gratuita acontece neste domingo (06) na Feira do Largo da Ordem

Há 44 anos, o Conjunto Choro & Seresta, tradicional grupo de choro de Curitiba, vem mostrando que um dos gêneros mais expressivos da música popular brasileira conquistou a cidade. E neste domingo (06), o flautista Antonio Rocha, regente do Coral XV de Agosto e do Coral Padre Sebastião Pereira, do Rio de Janeiro, dá um toque especial à apresentação de maio do Calendário Anual de Choro.

O flautista carioca, que ao nascer foi presenteado com uma flauta, mostra que talento vem de berço. Prodígio, aos 17 anos assumiu a regência da Banda Progresso de Valença, do Rio de Janeiro, sua cidade natal. Além do talento nato para a flauta, ele ainda contou com a ajuda de professores para sua evolução musical – um deles é Altamiro Carrilho, compositor e flautista brasileiro que, além de apoiador, reconheceu-o como seu sucessor.

Como membro do conjunto Época de Ouro, Antônio se apresentou nas principais capitais brasileiras e em 2010 iniciou a turnê com o grupo pelo Japão. Foi membro também de orquestras como Rancho Carnavalesco Flor do Sereno, Orquestra Pixinguinha na Pauta e Orquestra Violinos Mágicos de Murillo Loures. Além de atuações em festivais de música como professor de flauta, participou do curta-metragem “Vivo na Flauta”, junto com Carlos Malta e Altamiro Carrilho.

A apresentação na Feira do Largo da Ordem é gratuita e começa às 10h30. A partir do meio-dia, os músicos levam a boa música para o restaurante Easy Chef. O Calendário Anual de Choro faz parte da programação do Circuito Cultural Ademilar, uma iniciativa que está viabilizando uma série de projetos culturais em Curitiba via incentivo do Mecenato Municipal.

Calendário Anual de Choro
O Calendário Anual de Choro traz para Curitiba convidados especiais do gênero que já emocionaram muito nos quatro cantos do Brasil. A programação vai contar com apresentações de 20 artistas convidados. Segundo Clayton Silva, flautista e coordenador-geral do grupo, a ideia é disseminar o choro na cidade. “Vamos presentear os curitibanos com convidados especiais e levar interação entre a comunidade e os chorões, com apresentações em palco aberto, aproximando o público dos artistas para oferecer entretenimento e lazer e, assim, fortalecer o turismo e a cena musical, tanto na feira quanto na cidade”, explica.

Serviço:
Calendário Anual de Choro
Mais informações: conjuntochoroeseresta@gmail.com ou (41) 98849-1765 / (41) 99602-0407 (Clayton Silva)

Sites e Fanpages:
www.conjuntochoroeseresta.com.br

https://www.facebook.com/choroeseresta

www.circuitoculturalademilar.com.br

https://www.facebook.com/enochoroqueeuvou/

 

AUTÔMATOS – SELF DA INEXISTÊNCIA

Autômatos / foto: Juliana Luz

Temporada do espetáculo: autômatos – self da inexistência no teatro novelas curitibanas de 03 a 13 de maio (quinta a domingo). Horário: 20:00

Sobre o espetáculo:
Um espetáculo sobre a vida líquida, quando o humano se desfaz em várias fases de liquidez.

Sobre a ausência de tudo e excesso do nada, sobre um olhar perdido que abraça o vazio e busca a inexistência sem nem saber o que se busca. Num discurso que instala a ambiguidade entre a autonomia e automatização, quando a existência se transforma numa metáfora indecifrável. Uma peça sobre tantas coisas, mas com a perspectiva no esvaziamento de sentido e da essência. Sobre a contradição. Quando se busca fotografar uma falsa essência e se convence que ela é verdadeira, mesmo que forjada pelo próprio fotógrafo. Assim é a self, o forjamento de um eu interior, de um eu construído.  

A nova montagem da Cia Laica tem como tema central a automatização e a efemeridade das relações humanas. Num tempo em que se precisa ter opinião sobre tudo, em que se é consumido por uma iminente angustia de não poder estar em todos os eventos e o desejo de ter um duplo se materializa. Nesse tempo em que a velocidade de neologismos boicotam a linguagem e criam uma babel, no qual se mata os desejos lambendo a representação. Quando se fotografa para existir ou para se apagar, instalando um misto de agonia e êxtase. Quando o aparato da cegueira, por contradição, é um aparato visual.

O espetáculo fala sobre a degradação humana, da linguagem. Ao ponto que as figuras, “personagens”, vão perdendo a linguagem.

Autômatos é um espetáculo cheio de referências, literárias, filosóficas, cotidianas e práticas, justamente para se conectar a esse mundo efêmero, sobreposto, virtualizado, eletrizado que vivemos, onde o pensamento vai se adaptando de forma vertiginosa a uma espécie de embriagamento, anestesia ou ansiedade existencial. Muitas dessas questões estão norteadas pela hipótese: como viver num tempo que só existe presente?

A “dramaturgia” vai se construindo a partir de ícones, com situações condensadas que se fecham em si como pequenos monólogos egoístas, mas também estão interligadas quase sempre pelo fator temático, da massificação, da perda de identidade, da escolha pelo simulacro em detrimento do real, entre outras questões, para aludir a linguagem da informação computadorizada. Para isso, a encenação explorou todos os elementos da linguagem teatral para dar suporte a linearidade do enredo que parece fragmentado. Além disso, a estrutura narrativa se utilizou também de alegorias, com o mesmo propósito.  

A montagem não se enquadra diretamente a nenhum gênero literário ou da linguagem teatral, isso, fortemente, pelo fator temático, mas também por uma opção estética do próprio grupo, que busca experimentar a dramaturgia da imagem associando a linguagem do teatro de animação.

Para o desenvolvimento temático e pedagógico-teatral, tivemos como fonte de estudo filosófico principal o livro “Vida Líquida” de Zygmunt BAUMAN, além dos contos “O Homem de Areia” e “Autômatos” de Ernst Theodor Amadeus Hoffmann. O processo de montagem teve como premissa investigar uma série de procedimentos que contemplem o OLHAR como elemento de linguagem, assim sendo, experimentamos o “Campo de Visão” de Marcelo LAZZARATTO, bem como alguns princípios do teatro de animação e exercícios que enfatizem o olhar. Esses recursos foram investigados e desenvolvidos no processo como principal elemento motriz para a construção dramatúrgica, entendendo dramaturgia como aquilo que organiza a emergência de signos da ação teatral. Esse entendimento é fundamental para reconhecer que a dramaturgia do espetáculo, bem como o processo, entendem que a encenação se faz pela sintaxe verbal, visual e sonora. Contudo, mesmo tendo essas fontes, pouco é possível se reconhecer algumas dessas referências literárias no trabalho, uma vez que elas tiveram mais uma função subjetiva que objetiva e que elas foram atualizadas e adaptadas para situações cotidianas e metafóricas. Um espetáculo polifônico e intertextual, excitado por esse estado de inúmeros atravessamentos, de pensamentos e de ausências.

SERVIÇO:
Companhia: Cia Laica
Data: Temporada 03 a 13 de maio (quinta a domingo)
Horário: 20:00
Local: Teatro Novelas Curitibanas (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222 – São Francisco, Curitiba – PR)
Ingressos: Pague quanto quiser
Gênero: Musical experimental com teatro de animação
Técnica: Animação híbrida e máscaras
Faixa etária indicada: Classificação Indicativa +16 anos
Duração: 80 minutos.
Informações:
Janaina Graboski (Produtora) Telefone: (41) 9 9937 8807
Jean Cequinel (Produtor) Telefone: (41) 9 9615 7588
Email: cialaica@gmail.com 
Site: http://cialaica.webnode.com/espetaculos/automatos/

FICHA TÉCNICA: 
PRODUÇÃO: Cia Laica
DIREÇÃO: Fábio Nunes Medeiros
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: Fernando Vettore e Vinícius Précoma
DRAMATURGIAS (verbal e visual): Fábio Nunes Medeiros
ELENCO: Jade Giaxa, Janaina Graboski, Jean Cequinel, João Muniz, Mauricio Gabardo, Paulo Soares, Robson Rosseto, Tainá Roma;
MÚSICA ORIGINAL E ARRANJOS: Ariel Rodrigues
LETRAS DAS MÚSICAS: Fábio Nunes Medeiros, Ariel Rodrigues
PREPARAÇÃO VOCAL: André de Souza
PROJEÇÕES: Pedro Carregã e Renan Turci
ILUMINAÇÃO: Nadia Luciani
CENÁRIO E FIGURINO: Fábio Nunes Medeiros
PREPARAÇÃO CORPORAL: Elke Siedler
VISUALIDADES E FORMAS ANIMADAS: Anne Caetano, Fábio Nunes Medeiros, Flávio Marinho, Janaina Graboski, Janilson Pacheco, Jean Cequinel, João Daniel Vidal, Luiza Moura, Vitor Hugo Von Holleben
MAQUIAGEM: Janaina Graboski
COSTURA: Deo Araújo e Juraci Carneiro
STORYBOARD: Vitor Hugo Von Holleben
ASSISTÊNCIA DE PALCO: Ana Paula Melgarejo; Francisco Junior
OPERAÇÃO DE PROJEÇÃO: Pedro Carregã e Daniele Mariano
OPERAÇÃO DE SOM: Ariel Rodrigues
OPERAÇÃO DE LUZ: Nadia Luciani; Vinícius Précoma; Ana Paula Melgarejo
EQUIPE DE MONTAGEM: Ana Paula Melgarejo; Anne Caetano; Lucas Berthier Cardoso
DESIGNER GRÁFICO: Renan Turci
FOTOGRAFIA: Juliana Luz, Janilson Pacheco, Renan Turci, Vitor Hugo Von Holleben,
TEASER: Renan Turci
FILMAGENS: Renan Turci e Vitor Hugo Von Holleben
REALIZAÇÃO: Cia Laica
APOIO INSTITUCIONAL: FAP – Faculdade de Artes do Paraná da UNESPAR:
Grupo de pesquisa Campo de Visão: formação do espectador-artista-professor de Teatro; Projeto de Extensão Poéticas Tridimensionais;
LABIC – laboratório de iluminação cênica

CAIXA CULTURAL TRAZ A CURITIBA O ESPETÁCULO KRUM

krum / foto: Annelize Tozetto

A premiadíssima montagem da companhia brasileira de teatro, em parceria com a atriz e produtora Renata Sorrah, faz nova temporada em Curitiba

Até que ponto é possível sonhar a mudança? Será que estamos condenados a repetir indefinidamente os mesmos ritos incompreensíveis, a viver uma sucessão interminável de casamentos e funerais que, vistos sem ilusões, não significam nada? Por que continuar? Para que continuar? Essas são questões que a peça KRUM traz para o palco. Escrita pelo dramaturgo israelense Hanoch Levin (1943-1999), foi encenada pela primeira vez no Brasil pela companhia brasileira de teatro, de Curitiba.

KRUM é uma peça com dois enterros e dois casamentos. Não existem grandes feitos, tudo é ordinário. Entre as duas cerimônias, acontece uma sequência de cenas curtas, o quadro da vida dos habitantes de um bairro remoto. “É uma peça sobre pessoas. O que está em jogo é a matéria humana. Habitam o mundo de KRUM seres pequenos, sem pudor na palavra, vivendo sob um teto baixo. Há um olhar, ao mesmo tempo, cruel e generoso sobre vidas mínimas ou, como em Tchekhov, sobre o que existe de mínimo no ser humano”, sublinha o diretor Marcio Abreu.

A história tem início com o retorno ao lar do personagem-título, que, depois de perambular pela Europa em busca de experiências e quiçá de aprendizado, volta para casa – na periferia de uma cidade– de mãos vazias. Ao chegar, Krum confessa que não viu nada, não viveu nada, que nem mesmo no estrangeiro foi capaz de encontrar o que buscava.

Ao recusar a possibilidade de qualquer transformação existencial e de qualquer escapatória de um mundo onde o céu parece sempre tão baixo, o ar tão pesado e as estruturas sociais tão opressoras, Krum questiona a existência e a partir de tais questionamentos. Nesse contexto acontece o reencontro do recém-chegado com os curiosos habitantes de seu mundo: sua mãe, seus amigos, a antiga namorada e os vizinhos. Breves episódios de suas vidas desenrolam-se diante dos espectadores, que são instados a se identificar com a perspectiva distanciada e irônica de Krum. “O fim está no começo e, no entanto, continua-se”, as palavras de Beckett descrevem com perfeição o princípio estrutural de Krum.

A companhia brasileira de teatro e Renata Sorrah
A estreia do autor israelense no Brasil é o segundo projeto produzido a partir da bem-sucedida parceria entre a atriz Renata Sorrah e a companhia brasileira de teatro. A primeira foi Esta Criança, do autor francês Joël Pommerat, sucesso de público e crítica que estreou no Rio de Janeiro, no fim de 2012 e, ainda hoje, viaja pelas principais cidades do país. Em mais de 40 anos de carreira, com impactantes atuações em espetáculos, no cinema e na televisão, Renata Sorrah é um dos grandes nomes do teatro brasileiro. Ao lado dela, neste projeto, está a premiada companhia brasileira de teatro, fundada há 17 anos, em Curitiba, pelo ator, dramaturgo e diretor Marcio Abreu.

A companhia é considerada pela crítica especializada como uma das mais consistentes do país, responsável por montagens marcantes para a história recente da dramaturgia e da encenação teatral brasileira. Curiosamente, Renata e a CBT têm em comum, entre outras investigações artísticas, a descoberta de dramaturgos contemporâneos, inéditos no Brasil, como o siberiano Ivan Viripaev (Oxigênio) e Jean-Luc Lagarce (Apenas o fim do Mundo), espetáculos dirigidos por Abreu; o alemão Botho Strauss (Grande e Pequeno, 1985) e o norueguês Jon Fosse (Um dia, no verão, 2007), trazidos em espetáculos produzidos por Renata Sorrah que, por sua vez, também atuou nas montagens do alemão Rainer Werner Fassbinder (Afinal…Uma Mulher de Negócios, 1977; As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant, 1982).

Sobre o Texto
Para essa montagem, KRUM foi traduzido diretamente do hebraico para o português. Com humor ácido e lirismo pungente, fala sobre o fracasso e a precariedade de vidas mínimas voltadas para os pequenos desejos, sempre forçados pela sociedade de consumo. O texto foi escrito em 1975 por Levin, que era, à época, um jovem autor influenciado por Tchekhov e Beckett – em um país mergulhado em conflitos e contradições. Durante seu período de vida, de 1943 a 1999, o autor testemunhou sete guerras. Essas vivências deixaram marcas evidentes em seus trabalhos. “Há em Tchekhov do entretempo, Beckett do pós-guerra, Levin do final do séc. XX e nós, hoje, algo em comum. Enquanto o mundo turbulento destila suas violências, as pessoas tentam seguir suas vidas, muitas vezes, sem brilho, confinadas em suas casas ou alimentando expectativas, sonhos de consumo, esperança de dias melhores”, analisa Marcio Abreu.

Ao reler, em chave política, a dialética entre a vulgaridade e o lirismo, esta aparece como um debate entre o conformismo e a necessidade de mudança. Sublinhar o lirismo é, em larga medida, afirmar o inconformismo, o poder utópico do teatro de não apenas quebrar a quarta parede de que falava Brecht, mas de quebrar também as outras três paredes que o separam da vida social. Assim, o fato de a companhia brasileira de teatro ter decidido montar a peça de um autor israelense como Hanoch Levin em um momento histórico como o nosso, de acirramento do conflito Israel-Palestina e da explosão dos mais diversos fanatismos é, por si, só significativo. Se, como diz o próprio Krum, a certa altura da peça, “para algumas pessoas a palavra impossível não é uma brincadeira”, para outras, como os artistas envolvidos nessa produção, o mais importante é ser realista, é demandar o impossível.

A trajetória de KRUM
A montagem estreou em março de 2015, no Rio de Janeiro e, além de Curitiba, já circulou por Belo Horizonte, São Paulo, São José do Rio Preto, Salvador e Porto Alegre. A direção é de Marcio Abreu. Além da atriz Renata Sorrah, atuam em Krum outros nomes de destaque na cena teatral contemporânea: Grace Passô, Inez Vianna, Cris Larin, Danilo Grangheia e Rodrigo Andreolli (stand by). Compõem o elenco ainda integrantes e colaboradores da companhia brasileira de teatro: Edson Rocha, Ranieri Gonzalez, Rodrigo Bolzan e Rodrigo Ferrarini.

A equipe de criação conta com Giovana Soar (tradução), Nadja Naira (iluminação e assistência de direção), Fernando Marés (cenografia) e Felipe Storino (trilha e efeitos sonoros). De lá para cá, a montagem recebeu diversos prêmios – Prêmio APTR (Associação dos Produtores de Teatro): Melhor Espetáculo Teatral de 2015, Melhor Iluminação (Nadja Naira); Prêmio Cesgranrio de Teatro: Melhor Espetáculo Teatral de 2015; Prêmio Questão de Crítica: Melhor Iluminação (Nadja Naira) e Melhor Elenco; Prêmio SHELL: Melhor Ator (Danilo Grangheia) e Melhor Cenário (Fernando Marés). As últimas apresentações na capital paranaense, em maio de 2017, foram um grande sucesso, com teatro lotado todos os dias e sessões extras.

Outras informações sobre a companhia brasileira de teatro: aqui

Serviço:
Teatro: KRUM
Local: CAIXA Cultural Curitiba. Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR).
Data: 04 a 06 de maio (sexta, sábado e domingo)
Horário: 19h
Ingressos: vendas a partir de 28 de abril (sábado). R$ 10 e R$ 5 (meia – conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito CAIXA). A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura.
Bilheteria: (41) 2118-5111 (De terça a sábado, das 12h às 20h. Domingo, das 14h às 19h.)
Classificação etária: 16 anos
Lotação máxima: 125 lugares (2 para cadeirantes)

Informações e entrevistas:
Maria Celeste Corrêa – (41) 9 9995 0169 / 9 8786 4465
fernandezcorreamc@gmail.com

Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural Curitiba (PR)
(41) 3544-5641
www.caixa.gov.br/imprensa | @imprensaCAIXA
www.caixa.gov.br/cultura

INOMINÁVEL CIA DE TEATRO: ÚLTIMAS APRESENTAÇÕES NESTA TEMPORADA DO ESPETÁCULO DO CÃO FEZ-SE O DIA

Grupo sobe ao palco do Teuni – UFPR, praça Santos Andrade, em curitiba – nos dois próximos finais de semana(5 e 6, 12 e 13 de maio)

Chegou a vez  do Teuni (Teatro Experimental da UFPR) receber o espetáculo Do cão fez-se o dia! Criada como resultado do estudo das obras do escritor português Valter Hugo Mãe, a peça trata de dificuldades e tragédias da alma humana em um país em guerra, buscando um canto de esperança em um contexto de conflitos.

Um garoto que encontra nos livros uma maneira de lidar com a dor, uma mãe e seu desespero, a partida do pai e o peso da ausência e uma filha rejeitada cuja infância se molda devido à guerra são alguns dos elementos da história contada com traços autobiográficos pelos atores Fabiane de Cezaro, Lucas Buchile, Rafael diLari e Lilyan de Souza, que também assina a direção.

Serviço:
DO CÃO FEZ-SE O DIA NO TEUNI
5, 6, 12 e 13 de maio às 20h (UFPR Câmpus Histórico – Praça Santos Andrade, Centro de Curitiba)
INGRESSOS: R$ 20 e 10
Mais informações:
www.facebook.com/InominavelCompanhia

Ficha técnica:
Do cão fez-se o dia, livremente inspirado nas obras de Valter Hugo Mãe
Dramaturgia: Marcelo Bourscheid
Direção: Lilyan de Souza
Elenco: Fabiane de Cezaro, Lilyan de Souza, Lucas Buchile e Rafael diLari
Participação especial: Jossane Ferraz (Namorada Francesa)
Direção de produção: Lilyan de Souza
Assistente de Produção: Igor Augustho
Iluminação: Lucas Mattana
Cenário e figurinos: Manu Assini
Diretor Musical: Bruno Leão
Criação sonora/música original: Bruno Leão, Daniel D’Alessandro e Pedro Sasamoto
Direção de vídeo: Alana Rodrigues
Cinegrafista: Tania Gazola Baes
Edição de vídeo: Felipe Aufiero
Designer gráfico: Ricardo Braga
Projeções: Lucas Mattana
Assessoria de Imprensa: Daniel D´Alessandro

CABARET MACCHINA NO MUSEU MUNICIPAL DE ARTE

 

Após estrear  CABARET MACCHINA no Festival de Curitiba, artistas da Casa Selvática iniciam circulação do espetáculo pelas regionais de Curitiba

A partir do dia 26 de abril, o coletivo curitibano Casa Selvática inicia a circulação do espetáculo CABARET MACCHINA por frestas, viadutos, vielas e fissuras da cidade de Curitiba. A  curta temporada de 3 apresentações acontece nos dias 26, 27 e 28 de abril sempre às 20h com entrada franca no Museu Municipal de Arte – MUMA (Av. República Argentina, 3430, Terminal do Portão).

Os artistas da Casa Selvática vão às ruas de Curitiba em busca dos restos de um herói. O coletivo exercita assim uma nova possibilidade para o mundo, um espetáculo máquina desejante. No humor corrosivo de um famigerado cabaré, o dia-a-dia de vedetes encenando clássicos ocidentais em uma pós-ópera anti-edipiana. Dentro da cidade, personagens canônicas dos escombros de um teatro de guerra se encontrarão com os fantasmas de uma contemporaneidade que atira a tudo e a todos no grande vácuo do desuso

Serviço:
CABARET MACCHINA – UMA PÓS-ÓPERA ANTI-EDIPIANA
26, 27 e 28 de abril (quinta, sexta e sábado), às 20h
Museu Municipal de Arte – Av. República Argentina, 3430, Terminal do Portão – Portão, Curitiba
ENTRADA FRANCA!
Fotografias: cabaret macchina / credito: humberto araujo
Confira a página do evento, aqui

PROJETO REALIZADO COM O APOIO DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA.

PARANAMBUCO E ITAERCIO ROCHA LEVAM RITMOS TRADICIONAIS BRASILEIROS AO PAIOL

Com entrada gratuita, shows encerram o projeto “Paranambuco apresenta: Orun Ayê” nos dias 28 e 29 de abril

A terceira e última minitemporada do projeto “Paranambuco apresenta: Orun Ayê” conta com a participação especial do músico, bonequeiro e carnavalesco Itaercio Rocha. Os shows acontecem nos dias 28 e 29 de abril, no Teatro Paiol. As apresentações têm entrada gratuita, com o intuito de aproximar o público curitibano de ritmos tradicionais brasileiros.

O trabalho autoral do Paranambuco surgiu em 2010, a partir do estudo da musicalidade tradicional brasileira. O grupo é formado pelo pernambucano Matheus Braga, a paranaense Jô Nunes, o paranaense Bruno Klammer, o mineiro Fred Pedrosa e o catarinense José Navarro. Nos shows, o repertório do álbum “Orun Ayê” traz ritmos como baião, coco, samba, maracatu e xote, além de ijexá, toruá, barravento, puxada de rede e jongo.

“Toda manifestação cultural tem o objetivo de fazer permanecer uma história. Então, ao reunir e apresentar diferentes regionalidades, nossa intenção é fortalecer a identidade do Brasil. Por meio de ritmos brincantes e da interação com a plateia, queremos propor que a diversidade do nosso país seja valorizada”, conta Matheus.

Participação
Os shows terão a presença do artista Itaercio Rocha, fundador do Garibaldis e Sacis, o bloco mais popular de Curitiba. Itaercio atuou e dirigiu espetáculos no grupo Mundaréu, com o qual gravou vários álbuns. Em 2006, lançou o primeiro disco solo e autoral, “Chegadim”. É autor do livro/CD “Como é bom festa junina III”, em parceria com Mara Fontoura, com quem ainda escreveu “Como diz o ditado”. Em parceria com o Hospital Pequeno Príncipe, lançou os álbuns “Cancioneiro popular” (2009) e “Encanto de brincar” (2013).

A primeira edição do “Paranambuco apresenta: Orun Ayê” teve como convidado o rabequeiro e percussionista Carlos Ferraz, uma das principais referências da cultura popular e da capoeira angola em Curitiba. Na segunda minitemporada, a participação especial foi da cantora e compositora Janine Mathias, que mescla elementos do rap, soul e samba.

Paranambuco – crédito foto: Dayana Luiza

Serviço:
Show Paranambuco – part. Itaercio Rocha
Data: 28 de abril, às 20h | 29 de abril, às 19h
Local: Teatro Paiol
Endereço: Praça Guido Viaro, s/n, Prado Velho, Curitiba
Entrada: gratuita
Página do evento, aqui

EM CARTAZ NO MUMA, “CAMINHO DA PEDRA” REÚNE ESCULTURAS DE DEMETRIO ALBUQUERQUE

Com entrada gratuita, mostra representa uma viagem simbólica pelo mundo mineral

A pedra é utilizada como instrumento desde a origem da humanidade, passando por transformações contínuas tanto na natureza quanto culturalmente. Foi esse o mote que instigou o artista plástico piauiense Demetrio Albuquerque a conceber as obras de “Caminho da Pedra”. A exposição, que já passou por Recife (PE), está em cartaz no MuMA (Museu Municipal de Arte), espaço que integra o Portão Cultural. Com entrada gratuita e audiodescrição, a mostra é aberta para visitação de terça a domingo, das 10 às 19h.

Na exposição, Demetrio evoca o pensamento do cientista escocês James Hutton (1726-1797). Considerado o pai da geologia, Hutton teorizou sobre o mundo mineral afirmando que não poder haver “vestígio do começo e perspectiva do fim”, pois na natureza tudo se transforma. “A intenção é narrar esse gesto artístico primordial sobre a pedra e suas transformações pela natureza. Surgiu a necessidade de fazer algo mais conceitual e, através de pesquisas, comecei a me interessar pela formação dos solos. A ideia foi voltar a algo primitivo, mas unindo a ciência ao mesmo tempo”, comenta o artista.

A mostra expressa essa dinâmica criando um percurso onde cada obra/personagem provoca a memória e a curiosidade, seja pelo aspecto artístico formal ou pela reflexão sobre sua confecção. “Caminho da Pedra”, que conta com o incentivo do Funcultura (Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura), representa um balanço da carreira de Demetrio enquanto escultor. As obras resultam do trabalho com técnicas da cerâmica pernambucana, pesquisa à qual o artista plástico se dedicou nos últimos anos.

Curitiba
A capital paranaense, considerada a “segunda casa” de Demetrio, também é o segundo lugar a receber a exposição, já que o escultor possui uma relação profunda com a cidade. Após concluir sua formação em arquitetura e iniciar as atividades como escultor frequentando ateliers em Recife, Demetrio residiu em Curitiba na década de 1990. Aqui, ele fez o curso de escultura do Centro de Criatividade do Parque São Lourenço, com orientação do escultor Elvo Benito. Em Curitiba, o artista ganhou o prêmio João Turim (1991) de aquisição no 1º Salão do Museu João Turim, com as esculturas “Migrante” e “Andaluz”.

Demetrio também venceu o concurso para o “Monumento Tortura Nunca Mais”, em 1987. Construído no Recife, esse foi o primeiro monumento a homenagear os presos políticos mortos no Brasil. Após suas passagens por Recife e Curitiba, o escultor morou no Japão, onde fez curso de cerâmica (Yakimono) e realizou a exposição “Karada”, em Ashikaga-shi. Voltou para Pernambuco e se estabeleceu em Olinda, passando a produzir esculturas de grande porte em cidades nordestinas. Alguns exemplos são “A Pedra”, “Caboclo de Lança”, “Circuito dos Poetas do Recife”, “Dom Helder” e “Monumento a Augusto dos Anjos”.

Obras
A viagem simbólica de “Caminho da Pedra” começa com a movimentação dos minerais desde a rocha bruta até a argila de aluvião, representada pela obra “Ígnea”, onde se vê um rosto humano integrado com a pedra. Em seguida, “Erosão” traz a dissolução da matéria pela água e pelo vento, com uma figura humana nascendo ou se enterrando na pedra. Logo depois, a instalação se funde com pedras espalhadas pelo terreno. Entre elas, a escultura “Pétreo” apresenta uma figura montada numa pedra, recordando a origem da civilização.

O segundo movimento nos leva ao artista, que experimentou as primeiras vivências com a argila na comunidade japonesa de ceramistas de Ashikaga-shi. Nesse ponto, os conjuntos de peças “Emboladas” e “Ciranda” mostram cabeças de figuras populares e situações socioculturais. Continuando diante de grupos alegóricos – que são como projetos para monumentos -, percebe-se a marca de escultores do Recife como Abelardo da Hora, Corbiniano Lins, Brennand e Jobson Figueiredo.

A mostra também passa pelo sertão nordestino, cenário no qual se encontram vestígios da ocupação humana dos povos antigos da América Latina, do encontro com colonizadores e, posteriormente, com outros grupos populacionais. A partir dessa miscigenação, surge o trabalho artístico com barro e argila, tema explorado por Demetrio para traçar um paralelo entre a transformação e a sedimentação da pedra em paralelo com o homem que a esculpe.

Serviço:
Exposição Caminho da Pedra
Visitação: até 3 de junho
Onde: MuMA (Av. República Argentina, 3.432 – Portão Cultural, Portão, Curitiba)
Horários: terça a domingo, das 10h às 19h
Entrada: gratuita
Obras com audiodescrição
Agendamento de visitas: (41) 3321-3246
Caminho da Pedra / Fotografias: Thiago França
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