MXT COMVIDA

O produtor e líder da banda Machete Bomb, Madu Madureira, lança o projeto “MXT comvida”, que nasce depois de um turbilhão vivido pelo músico, onde se viu na situação de ficar viúvo com seus 2 filhos e largar a carreira de músico e banda para se dedicar as crianças, ou tentar conciliar as 2 situações. Incentivado por amigos artistas à não parar, Madu se viu na possibilidade de se reanimar a se dedicar a carreira novamente, lançando um disco com estes artistas como parceiros e convidados. 

O projeto conta com 12 faixas, sendo que 7 delas possuem além do áudio a gravação em vídeo no formato Live Session. Renovando a cara e o repertório musical, tem também a participação de renomados artistas brasileiros, com músicas inéditas, e também duas regravações de composição de Odair José e uma música inédita dos compositores Andó e Dedé Paraízo do Demônios da Garoa, cedida pelos compositores em prol do disco e cantada pelo próprio Dedé Paraízo e as bandas curitibanas Mulamba e TUYO. 

Os artistas convidados e já gravados são Odair José, Bnegão, Dedé Paraíso (Demônios da Garoa), Andó (compositor), Mulamba, TUYO, Egypcio (Tihuana), Caio MacBeserra (Project46), Tomás (el efecto), Janine Mathias, Mateo (francisco, el hombre), Xandão Meneses (O Rappa), Lobato (O Rappa), Nave (beatmaker), Rodrigo Lemos (Lemoskine), Pete MC, Pecaos, Dow Raiz, Thestrow, Rodrigo Samsara e Alienação Afrofuturista e ainda terão outras surpresas.

O projeto representa o atual momento de redescobrimento do artista Madu, como pai, ainda em um momento de luto familiar, e como artista, em um redescobrimento com novas parcerias musicais. Depois de um período de hiato de novas composições, mesmo tendo produzido 5 discos para seu projeto Machete Bomb (sendo 3 deles com versões de remixes, versões acústicas e 2 DVDs ao vivo), o artista se renova adicionando novas vertentes musicais a seu já misturado “samba heavy”. Desde artistas do trash metal brasileiro, como o caso do cantor Caio da banda “Project46”, cantores da nova geração como TUYO, ícones do pop rock como Xandão e Lobato da banda “O Rappa” e Bnegão do “Planet Hemp”, a seus novos parceiros, porém, compositores de longa data, como Dedé, Andó e Odair, o disco e suas letras e histórias se tornam uma redenção de tudo que o produtor passou. Uma ode a sua falecida esposa, e uma tentativa de se entender com a vida, com a morte e com a música.

Serviço:
MXT Comvida!
Local:  Basement CulturalR. Des. Benvindo Valente, 260 – São Francisco, Curitiba
Data: Sexta-feira, 22 de novembro de 2019, a partir das 21h
Página do evento, aqui

SOLITUDE (CURTA-METRAGEM)

Solitude (Short Film) from Gabriella on Vimeo.

Curta metragem produzido na Oficina Passeio Audiovisual

Solitude é um curta-metragem experimental sobre a solidão urbana; estar ao redor das pessoas e ainda sentir-se sozinho.

Solitude significa o estado de privacidade de uma pessoa, não significando, propriamente, estado de solidão – representado pela garçonete, que, ao estar em um ambiente tão solitário, ainda sente-se contente em seu próprio mundo.

Direção: Caroline Martins
Roteiro: Felipe Hammerschmidt
Assistência de Direção: Gabriella Maciosek
Direção de Fotografia: Caroline Martins e Francyelli Lechenacoski
Direção de Arte: Nágila Hachmann e Paola Magni
Edição e Finalização: Gabriella Maciosek
Desenho de Som: Paola Magni

Orientado por:
Arícia Machado
Juliana Sanson
Leandro Borges
Thiago Takemori

Música: Calmô – Liniker e os Caramelows.

 

SKARREI SOLO NA INAUGURAÇÃO DO SEBINHO!

Atração confirmada! Show do Felipe Pacheco Brüschz, vocalista da banda Skarrei, musicando Augusto do Anjos + lançamento da Revista Arroto.

Primeiro número da Coleção Skatológica. A edição tem o formato A4 e A5 Color, e A5 PB. Os preços variam de $5 a $25.

Serviço:
Show Felipe Pacheco Brüschz, banda Skarrei, + lançamento Revista Arroto
A festa começa as 14h e segue até 22h
local: Erva Doce Doceria Bar, Paula Gomes, 380, São Francisco, Curitiba.
Aberto ao público.
Página do evento: aqui
Fanpage: www.facebook.com/sebinhoFATOagenda
Instagram: www.instagram.com/sebinhofatoagenda

INAUGURAÇÃO SEBINHO FATO AGENDA ::: DOMINGO, DIA 10

Domingo, dia 10 de novembro, a partir das 14h, faremos uma festinha para inaugurar oficialmente nosso sebinho FATO Agenda. Já atendemos há alguns finais de semana, sexta e sábados, mas é importante fazer uma festa marco zero, né?

Então vamos lá. A festa será no domingo da próxima semana, dia 10. Teremos um trio de jazz, discotecagem de vinil, e uns shows artistas solo para abrir os trabalhos! Logo, logo anunciaremos nomes! Com a possibilidade do povo da festa se apresentar também. Me gusta!

Palco livre pra poesia, música, bate-papo, comidinhas maravilhosas, drinks, cervejas, discos de vinil e CENTENAS de livros!!! Livros a partir de 2 reais. Sim, 2 reais!!! 2 reais!!! Então venha nos prestigiar e trazer boa sorte!!!

O Sebinho FATO Agenda fica na rua Paula Gomes, 380, bairro são francisco. O sebinho fica dentro da Erva Doce Doceria Bar. Paula Gomes quase esquina com Duque de caxias. O Erva Doce tem um jardim. Pet Friendly.

Nesse evento de abertura do Sebinho FATO Agenda, contaremos também com os desapegos do Digão Duarte, jornalista conhecido no meio cultural da cidade, que colocará à venda uma boa seleção de CDs, livros e DVDs.

O Sebinho FATO agenda é a loja de livros e discos que ajuda a financiar o FATO Agenda, um blogue que divulga agenda cultural e oportunidades de emprego em comunicação, mkt, design em Curitiba. 

Programação (até agora):
– Show do Franco das Camélias às 15h30
– Show do Felipe Pacheco Brüschz (da banda Skarrei) musicando Augusto do Anjos + lançamento da Revista Arroto

– Trio de jazz – um maravilhoso no improviso

Serviço:
Inauguração Sebinho FATO Agenda 
data: domingo, dia 10 de novembro, a partir das 14h
local: Erva Doce Doceria Bar, Paula Gomes, 380, São Francisco, Curitiba.
Aberto ao público.
Página do evento: aqui
Fanpage: www.facebook.com/sebinhoFATOagenda
Instagram: www.instagram.com/sebinhofatoagenda

DESAPEGOS DO DIGÃO (NA INAUGURAÇÃO DO SEBINHO!)

Nesse evento de abertura do Sebinho FATO Agenda, contaremos também com os desapegos do Digão Duarte, jornalista conhecido no meio cultural da cidade, que colocará à venda uma boa seleção de CDs, livros e DVDs.

Serviço:
Inauguração Sebinho FATO Agenda ::: domingo, dia 10
data: domingo, dia 10 de novembro, a partir das 14h (às 22h)
local: Erva Doce Doceria Bar, Paula Gomes, 380, São Francisco, Curitiba. Aberto ao público.

KOLB APPS – TOUCH & PLAY

Estamos orgulhosos em anunciar o novo patrocinador do nosso blogue, o estúdio Kolb Apps! Uma empresa (curitibana) com sucesso mundial!

Desde 2011 eles desenvolvem aplicativos musicais mobile para as plataformas Android e iOS. Com sede no Brasil, aqui em Curitiba, a Kolb Apps consolidou-se como uma das mais conceituadas empresas do ramo, com milhões de downloads dos seus aplicativos em todo o mundo. Em 2019 já somam mais de 200 milhões de downloads – atingindo 237 países.

A menina dos olhos da empresa é o app Real Drum, um simulador de bateria, que tem uma legião e, em outubro de 2019, já soma 54 milhões de downloads. Um aplicativo divertido, leve pro celular, gratuito e bem fácil de usar. Ideal para quem deseja estudar e/ou brincar de tocar bateria – no celular mesmo. O barato dos usuários do Real Drum é que eles gostam de gravar vídeos tocando com o app e postá-los no youtube, confira alguns: aqui. Faça também seus vídeos e poste com a hashtag #KolbApps!

O Real Drum vem com 60 lições de bateria para você aprender a tocar. Vem com 33 loops para você tocar junto. Os pads do aplicativo podem ser personalizados com imagens e sons a seu gosto.


Além de tocar bateria, com os aplicativos Kolb Apps, você pode tocar piano, guitarra, congas, percussão, funk . Confira a lista de aplicativos musicais:

Classic Drum (Google PlayApp Store),
Real Drum (Google PlayApp Store), 
Congas & Bongos (Google PlayApp Store), 
Electro Pads (Google PlayApp Store), 
Funk Brasil (Google PlayApp Store), 
Real Bass (Google PlayApp Store), 
Real Percussion (Google PlayApp Store), 
Piano (Google Play),
Tabla (Google PlayApp Store),
Real Guitar (Google PlayApp Store).

Todos os aplicativo são práticos e gratuitos! Escolha o seu, baixe agora e divirta-se!
 

Acompanhe o estúdio Kolb Apps, prestigie nossos patrocinadores!
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kolb apps – real drum official channel 

EM SEU TERCEIRO ROMANCE, CEZAR TRIDAPALLI ABRE AS FERIDAS DE UM MUNDO EM EBULIÇÃO

“Vertigem do Chão” toca em temas urgentes como imigração, fanatismo, questões de gênero, corpo e territorialidade. 

Estar para não estar. Em seu terceiro romance, Vertigem do chão – que será lançando no dia 30 de novembro, às 16h, na Livraria da Vila –, o escritor Cezar Tridapalli, vencedor do Prêmio Minas Gerais com O Beijo de Schiller (2014), narra com sensibilidade e inteligência as vidas de dois homens em busca de suas identidades. Com um texto engenhoso e uma narrativa de fôlego, Tridapalli faz uma verdadeira investigação dos males do nosso século, criando um espelho partido com as esperanças e os medos dos protagonistas, o brasileiro Leonel e o holandês Stefan. 

Em um jogo de duplos, Leonel, um bailarino desencantado com a sua arte, abandona Curitiba para viver uma utopia em Utrecht, a mesma cidade que Stefan, um sujeito atlético e na corda banda moral diante do pensamento conservador do pai, troca pela capital das araucárias após o namorado ser assassinado por um fanático religioso. Tratando de temas delicados e urgentes – como a desterritorialização, a imigração, as questões de gênero, a incomunicabilidade e o radicalismo –, Tridapalli faz de Vertigem do Chão um retrato certeiro de um momento singular e cínico da História, em que o negacionismo e o revisionismo tomam a frente no debate. 

Longe de ser um romance político no sentido estrito, os personagens – diante do abismo pessoal e da ideia de fuga como libertação – representam as contradições da natureza humana. Por isso, cabe ao escritor simular uma arena de embates. Para Tridapalli, um dos papéis da literatura é, justamente, apresentar os conflitos que dão molde às relações entre os diferentes, trazer à tona fobias e emoções sem busca didática por respostas certas. “A rigor, nós não somos iguais a ninguém e essas lutas identitárias, que são fundamentais, fazem com que você se una a outra pessoa”, explica, “mas ainda assim, jamais será idêntico a alguém”. 

Nessa abordagem, ousada e bastante original, Cezar Tridapalli faz do livro um diálogo interessante com grandes obras da literatura contemporânea. Vertigem do Chão pode ser comparado a Sábado ou Máquinas como eu, ambos romances do escritor inglês Ian McEwan, em termos de linguagem e condução narrativa, mas se assemelha também aos polêmicos Plataforma e Submissão, de Michel Houellebecq, o enfant terrible francês, pela escolha dos temas e dilaceração das conclusões. 

Verdade 
Se por um lado Vertigem do Chão é um olhar amplo, por outro Leonel e Stefan são cronistas das cidades que escolheram. Como flâneurs na era da superinformação, esquadrinham as ruas com seus computadores e celulares, buscam pontos de contato com aqueles espaços urbanos, e com as pessoas que os ocupam, por meio dos bytes e bits em uma Babel cibernética. Ao mesmo tempo, enquanto caminham pela praça Santos Andrade ou pela Domplein, estão tateando um terreno movediço, um lugar que, sabem muito bem, não lhes pertencem. 

E, portanto, não existe verdade em Vertigem do Chão. Ao menos, não como um vidro blindado, impossível de ser quebrado. Segundo Tridapalli, o livro discute a ideia de individualidade, de certeza absoluta e da dificuldade de entender o interesse coletivo. “Nós somos a medida de todas as coisas”, avalia o escritor e afirma: “é essa propensão de nos colocarmos como se sempre estivesse claro o que é verdade, do mesmo modo que está claro para o outro”. 

Fotógrafo 
Desde o seu primeiro livro, Pequena Biografia de Desejos (2011), Cezar Tridapalli é um fotógrafo sem câmera. Como o personagem de outro curitibano, Cristovão Tezza – este por adoção, é verdade –, ou ainda, como os protagonistas de Janela Indiscreta e Blow Up, Leonel e Stefan observam e registram o mundo ao seu redor – mesmo que metaforicamente. São É nessas imagens, e em suas ampliações, que Curitiba e Utrecht ganham cor e forma, detalhes e minúcias, revelando seus pecadilhos e suas virtudes. 

Parte dessa dimensão plástica é o resultado da fabulosa construção narrativa do escritor que, em uma mesma frase, espelha as duas cidades. É um trabalho de ourives: uma técnica de lapidação da linguagem e de domínio da escrita. Vertigem do Chão, sem sombra de dúvidas, consolida Cezar Tridapalli como uma das grandes vozes da literatura brasileira contemporânea, capaz de dar um novo impulso para a vertigem em câmera lenta. 

Sobre o autor 
Cezar Tridapalli nasceu em Curitiba, em 1974. É escritor, professor e tradutor. Graduado em Letras e mestre em Estudo Literários pela Universidade Federal do Paraná, publicou Pequena Biografia de Desejos (7letras, 2011) e O Beijo de Schiller (Arte & Letra, 2014), livro vencedor do Prêmio Minas Gerais de Literatura. Escreve, semanalmente, crônicas para o jornal Plural e faz estudos de formação em psicanálise. É produtor executivo do festival literário Litercultura. 

Serviço 
Vertigem do Chão – Cezar Tridapalli
Editora Moinhos – 300 páginas – R$ 50 
Lançamento do livro Vertigem do Chão
Quando: 30 de novembro, às 16h
Onde: Livraria da Vila – Pátio Batel
Endereço: Av. do Batel, 1868 – Loja 314 – Batel, Curitiba – PR

INAUGURAÇÃO SEBINHO FATO AGENDA ::: DOMINGO, DIA 10

Leandro Hammerschmidt com seu amigo e cliente, Chico Cardoso.

Domingo, dia 10 de novembro, a partir das 14h, faremos uma festinha para inaugurar oficialmente nosso sebinho FATO Agenda. Já atendemos há alguns finais de semana, sexta e sábados, mas é importante fazer uma festa marco zero, né?

Então vamos lá. A festa será no domingo da próxima semana, dia 10. Teremos um trio de jazz, discotecagem de vinil, e uns shows artistas solo para abrir os trabalhos! Logo, logo anunciaremos nomes! Com a possibilidade do povo da festa se apresentar também. Me gusta!

Palco livre pra poesia, música, bate-papo, comidinhas maravilhosas, drinks, cervejas, discos de vinil e CENTENAS de livros!!! Livros a partir de 2 reais. Sim, 2 reais!!! 2 reais!!! Então venha nos prestigiar e trazer boa sorte!!!

O Sebinho FATO Agenda fica na rua Paula Gomes, 380, bairro são francisco. O sebinho fica dentro da Erva Doce Doceria Bar. Paula Gomes quase esquina com Duque de caxias. O Erva Doce tem um jardim. Pet Friendly.

Nesse evento de abertura do Sebinho FATO Agenda, contaremos também com os desapegos do Digão Duarte, jornalista conhecido no meio cultural da cidade, que colocará à venda uma boa seleção de CDs, livros e DVDs.

O Sebinho FATO agenda é a loja de livros e discos que ajuda a financiar o FATO Agenda, um blogue que divulga agenda cultural e oportunidades de emprego em comunicação, mkt, design em Curitiba. 

Programação (até agora):
– Show do Franco das Camélias às 15h30
– Show do Felipe Pacheco Brüschz (da banda Skarrei) musicando Augusto do Anjos + lançamento da Revista Arroto

– Trio de jazz – um maravilhoso no improviso

Serviço:
Inauguração Sebinho FATO Agenda 
data: domingo, dia 10 de novembro, a partir das 14h
local: Erva Doce Doceria Bar, Paula Gomes, 380, São Francisco, Curitiba.
Aberto ao público.
Página do evento: aqui
Fanpage: www.facebook.com/sebinhoFATOagenda
Instagram: www.instagram.com/sebinhofatoagenda

“HISTÓRIAS MÍNIMAS”: O ABSURDO COMO APRENDIZAGEM PARA SERMOS MAIS HUMANOS

Em seu segundo livro, autor curitibano explora as nuances que formam a ideia de cotidiano. 

A literatura é a arte da investigação. Histórias mínimas (Kafka Edições, 74 páginas), o segundo livro do jornalista e escritor Jonatan Silva, parte dessa premissa de busca para tentar entender o presente, o passado e o futuro. Por meio de contos minúsculos, e outros nem tão mínimos assim, o escritor revela uma realidade devastadora. 

Jogando com a ideia de linguagem e representação, Histórias mínimas coloca em xeque as ideias pré-fabricadas que constroem a nossa sociedade e o nosso cotidiano. Com um olhar sabido e textos ardilosos, Jonatan Silva dribla a noção de normalidade ao expor o absurdo ao microscópio literário. “A minha literatura é, acima de tudo, uma tentativa de ler o outro e de enxergar aquilo que não está dito. Ou porque não pode ser dito ou que não se sabe como dizê-lo”, explica o escritor. 

Histórias mínimas é uma literatura visual, um catálogo de cenas e colagens narrativas. De maneira inteligente, Jonatan Silva explora os espaços públicos e como se dá a relação deles com o homem. Com uma percepção aguçada e ousada, os contos que dão forma ao livro exploram situações, temas e lugares que não parecem habituais à literatura brasileira – sem perder o tom que dá massa às questões curitibanas. 

É nesse processo que o livro apresenta seu tom mais forte: com elementos minimalistas e lapidados, criando um universo bastante próprio e interessante. “É importante fazer da literatura uma provocação, colocar ideias foras do lugar para que ocupem um espaço de destaque e protagonismo”, avalia. 

O outro 
Em meio a tudo isso, Jonatan Silva faz de Histórias mínimas um panteão de seus heróis literatura. Está tudo lá: Dalton Trevisan, Jamil Snege, Valêncio Xavier e Manoel Carlos Karam ao lado de Franz Kafka, Bruno Schulz, Gonçalo M. Tavares. Nessa colcha de retalhos – ou mosaico, como prefere o autor –, o livro se transforma em uma narrativa de aprendizagens, um convite a olhar o outro. 

Ao pensar sobre o outro, Histórias mínimas evoca dois escritores fundamentais da literatura latino-americana: Jorge Luis Borges e Julio Cortázar, ambos argentinos. Ainda assim, explica Silva, existe em sua literatura um diálogo profundo com as obras de escritores contemporâneo. “Há um pouco do Carlos Machado, e sua ideia do não lugar; do Tezza, as relações em choque e xeque; Fernando Koproski, a poesia; Márcio Renato dos Santos, seu olhar sobre a cidade como personagem; Cezar Tridapalli, a sua universalidade”, comenta. 

Histórias mínimas é um resgate da literatura curitibana em sua essência mais ampla e lírica, capaz de provocar e convidar o leitor a pensar que futuro é esse que estamos construindo.