Blogue FATO Agenda divulga: 1) vagas e oportunidades em comunicação social, mkt e design em Curitiba e região. 2) Agenda cultural da cidade. 3) Livros e discos de vinil (do Sebinho FATO Agenda). Editado há 17 anos (desde 2009) pelo jornalista Leandro Hammerschmidt.
Categoria: MÚSICA / TEATRO / LITERATURA
Agenda cultural da cidade de Curitiba e região. Peças de teatro, shows, eventos. Concursos de literatura. Exposições.
Nesta quarta-feira, 10/03, às 10h30mim, teremos o terceiro debate do I Seminário “CULTURA E ORÇAMENTO DO ESTADO PARA POLÍTICAS PÚBLICAS”, promovido pela Frente Movimento, com a participação da Professora Dra. Amanda Coutinho (UFBA) e o Secretário de Cultura de Londrina (PR), Bernardo Pellegrini, mediado por Rodrigo Ponce, doutor em filosofia e assessor parlamentar.
O tema será “A DESCENTRALIZAÇÃO DOS RECURSOS DA CULTURA NO PARANÁ: PLURALIDADE E MULTIPLICIDADE DA PRODUÇÃO CULTURAL E A CONCENTRAÇÃO DE RECURSOS NA CAPITAL”.
Historicamente, o Paraná é um dos estados que menos investe em cultura, apesar do seu potencial econômico. Atualmente, mais de 90% de seu investimento é destinado, de forma concentrada, a capital, Curitiba, ao passo que, para o interior, aproxima-se, miseravelmente, ao percentual de 0%. Além desse quadro trágico, não temos efetivamente um Fundo Estadual de Cultura, que nunca saiu do papel por falta do interesse dos governantes.
A descentralização dos recursos da cultura, na capital, é, portanto, necessária e urgente. É uma distorção histórica que precisa mudar. Não se trata da descentralização apenas sob o ponto de vista geográfico-distrital, mas também sob o ponto de vista da multiplicidade e pluralidade da produção cultural paranaense, que precisa ser reconhecida pelo governo do Estado. Os recursos devem contemplar as diversas comunidades e minorias visíveis, que integram o povo paranaense, tais como, os afrodescendentes, as comunidades ribeirinhas, os caiçaras, as comunidades indígenas, entre outras.
Agora a questão que não quer calar…
Como mobilizar a sociedade paranaense, o conjunto do estado, para chegarmos ao patamar mínimo de investimento em cultura de 1.5% do orçamento do Estado em 4 anos?
O grupo curitibano Baquetá lança seu primeiro EP com cinco canções inéditas em suas plataformas digitais, no dia 19 de março, às 19h. Com composições próprias, o Grupo Baquetá traz em seu repertório a diversidade da música preta brasileira: ritmos como o samba-reggae, o ijexá, o funk e inspirações nas manifestações das culturas tradicionais do país.
Com doze anos de estrada, o grupo traz um álbum divertido e com estrutura de show, com começo, meio e fim. Segundo os músicos, era importante que o EP tivesse a cara do grupo. “Compomos, fazemos música, dança, teatro, tudo no mesmo espetáculo. Queríamos um disco que tivesse esse clima, mostrasse o que somos”. Produzido por Preto Martins, mixado e masterizado pela Gramofone, o álbum também conta com músicos convidados: Diorlei Santos, na percussão, e Acácio Guedes, no baixo.
Idealizado pela artista Kamylla dos Santos, o grupo Baquetá pesquisa e desenvolve projetos para adultos e crianças com base nos saberes da diáspora africana e dos povos originários do Brasil. “A ideia é apresentar toda força e potência dessa população, construindo espaços de representatividade para crianças e jovens negros e negras”, explica. “Para além do prazer de se ouvir música, o material do EP pode ser utilizado como ferramenta didática para criar contextos educativos antirracistas” finaliza a musicista.
Live de lançamento do livro UM CANTO ANAERÓBICO, do Wellington Müller Bujokas. O lançamento será dia 6/3, sábado, às 17h, pelo Instagram da Quelônio: @editoraquelonio
O livro se constitui de um conjunto de poemas que exploram as possibilidades gráficas da página e a materialidade das palavras. Pode ser lido também como uma poema longo, dividido em três grandes partes (“Minha noção de mundo”, “Uma fábula de uma rosa e um narciso”, “Consciência quadrada”), com subdivisões internas. Os versos se dispõem em tamanhos e andamentos variados, em um estilo que envereda pela dicção paródica das vanguardas e da poesia moderna e também explora o branco das páginas, em diálogo com o concretismo. Posfácio de Roberto Medina. Capa de Júlia Contreiras.
Você pode adquirir o segundo livro do poeta Wellington Müller Bujokas através do site da Editora Quelônio.
Um canto anaeróbico Wellington Müller Bujokas Editora Quelônio Gênero: Poesia Capa: Julia Contreiras Posfácio: Roberto Medina ISBN: 978-65-87790-06-0 Formato: 21,5 x 15,6 cm 104 pp. Valor: – Preço normal: R$48.00. – Preço promocional: R$36.00 (está com 25% de desconto por ser pré-venda) Compra através do site da Quelônio, neste link
Hoje, terça-feira, dia 2 março, às 20h, tem live show da Lucymar Nicastro, com Eduardo Ramos, Adelson Padilha e Ita Brasil. A live será transmitida através do facebook da Lucymar, aqui
Sua contribuição é muito importante para os artistas! Colabore com a arte, curta, chame os amigos, ajude os músicos nesse tempo tão “impossível” para a música!
Conquistas femininas, violência contra a mulher e racismo são os temas que permeiam o espetáculo SETE e serão abordados pela dramaturga Dione Carlos, pela atriz e ativista, Geisa Costa e o diretor musical Harry Crowl ao longo do dia 8 de março. Mediação: Thadeu Peronne, o diretor de SETE.
O espetáculo SETE já está disponível gratuitamente nas plataformas digitais da Fundação Cultural de Curitiba e da Thadeu Peronne Produções, por meio de aprovação no Licenciamento Digital com recursos da Lei Aldir Blanc. SETE traça um paralelo com a violência contra mulheres no Brasil e no mundo.
SETE é uma. SETE são várias. É o grito da mulher que renasce. No palco, os atores Ana Paula Taques, Erica Colognezi, Geisa Costa, Gideão Ferreira e Leonardo Goulart interpretam a história da heroína trágica, da mulher sequestrada, violentada que estabelece uma relação com o médico responsável por não deixar que as pessoas morram em tortura.
A peça é uma denúncia poética que traz para o palco a energia da mulher, um jogo de vozes e harmonias musicais, uma fricção de cores, de sentimentos”, define o diretor Thadeu Peronne.
O texto dramatúrgico foi inspirado na história real da advogada líbia Eman al-Obeidi que invade um hotel e denuncia ter sido estuprada por quinze soldados, durante dois dias seguidos.
Além de assistir ao espetáculo digital, não esqueça, então, das lives no Dia Internacional da Mulher, no Instagram da Thadeu Peronne Produções.
SETE. Atriz Ana Paula Taques. Foto Dvid D’Visant.
SERVIÇO: PARA ASSISTIR: – LIVES DO DIA INTERNACIONAL DE MULHER – ESPETÁCULO SETE, DISPONÍVEL ATÉ 15 DE MARÇO: Instagram: @thadeu_peronne
As tramoias de José na cidade labiríntica / Eduardo Giacomini. Foto de Elenize Dezgeniski.
O premiado espetáculo já circulou por diversas cidades brasileiras e agora retorna para o repertório da companhia.
Para celebrar os 10 anos de diferentes temporadas e a circulação em mais de 30 cidades brasileiras, no dia 06 de março às 20h o Grupo Obragem de Teatro apresenta o espetáculo “As tramoias de José na cidade labiríntica” em uma versão inédita no formato teatro filmado que será exibido gratuitamente através da plataforma da companhia no Youtube. A fim de compartilhar com a audiência o processo criativo desta premiada obra, a apresentação será seguida de uma conversa com a equipe de criação do trabalho.
“Nós, do Grupo Obragem, estamos muito felizes com essa versão de teatro filmado da peça “As tramoias de José na cidade labiríntica”. A gente estreou essa peça há exatos 10 anos atrás, já apresentamos ela em festivais, mostras e temporadas em Curitiba e me parece que a cada sessão ela se atualiza e propõem novas reflexões sobre o comportamento humano e a sociedade que a gente vive”, ressalta o ator Eduardo Giacomini.
A montagem é um monólogo sobre um homem errante – José, nas ruas de uma grande cidade e sua experiência de reinvenção. O personagem José, interpretado com maestria pelo ator Eduardo Giacomini, reconfigura sua trajetória de vida, combinando ficções por ele arranjadas, aos seus insucessos. Ao refletir sobre momentos importantes de sua vida, como a experiência da perda do amor, do abandono ou sobre os sentimentos de vergonha e impotência, “José” discute situações que caracterizam um homem errante: A FOME; A SOLIDÃO; A INVISIBILIDADE e a PROMISCUIDADE, por exemplo.
A principal ideia da encenação é apresentar o estado de isolamento e desvio da realidade de “José”, por meio de um ambiente vazio e indeterminado. Essa proposta pretende criar identificação com a nossa sociedade e com os sentimentos de vazio e inadequação de muitas pessoas.
Além disso, no dia 08 de março às 9h será realizada uma oficina online sobre dramaturgia com Olga Nenevê, autora e diretora da peça. A ação formativa é gratuita e aberta à comunidade. Os interessados podem se inscrever pelo e-mail obragem@grupoobragemdeteatro.com.br enviando uma mini bio até o dia XX de março.
Trajetória da obra e ficha técnica
“As tramoias de José na cidade labiríntica” estreou em maio de 2011, na cidade de Curitiba, no Espaço do Grupo Obragem. A obra já fez inúmeras temporadas e circulou em mais de 30 cidades brasileiras. Ganhou Troféu Gralha Azul – Prêmio Melhores do Paraná 2012 – na categoria TEXTO ORIGINAL e ILUMINAÇÃO, além das indicações para CENÁRIO e SONOPLASTIA. Integrou importantes eventos culturais, tais como:
– Participou da Circulação SESI-PR 2014 – 1º e 2º semestre. Participou do FILO 2014; – Participou da Semana Literária 2014 e 2015 da FCC e Secretaria de Educação do Paraná; – Realizou apresentações para público das Regionais de Curitiba – Edital Difusão 2015; – Participou do Projeto MOVE – solos de teatro e dança promovido pelo Grupo Obragem – 2015; – Ganhou o Prêmio Arte Paraná da SEEC-PR em 2016.
Ficha técnica da obra Olga Nenevê – dramaturga/diretora Eduardo Giacomini – ator/figurinista/cenógrafo Edith de Camargo – trilha musical Lucas Amado – iluminador Elenize Dezgeniski – direção de fotografia/projeções/fotos Mariana Gómez – preparadora corporal Alan Raffo – transmissão ao vivo/operador de câmera Lídia Ueta – operadora de câmera/editora de vídeo Francisco Santarosa Esmanhoto – técnico de som Alessandra Nenevê – designer gráfico Rose Matias e Andria Nenevê – costureira Jonatas Medeiros – intérprete de libras Larissa de Lima – assessora de imprensa
Serviço: AS TRAMOIAS DE JOSÉ NA CIDADE LABIRÍNTICA – teatro filmado Quando? 06 de março de 2021 às 20h Onde? Transmissão da peça seguida de conversa aberta com os criadores através do YouTube da companhia: www.youtube.com/user/Eduolga/featured
Oficina: Dramaturgia – teatro e teatro filmado – com Olga Nenevê Quando? 08 de março de 2021 das 9h às 13h. Onde? A oficina será realizada em plataforma online. Inscrições pelo e-mail obragem@grupoobragemdeteatro.com.br com envio de mini bio até o dia 07 de março de 2021.
PROJETO REALIZADO COM RECURSOS DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA, DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA E DO MINISTÉRIO DO TURISMO.
TODAS AS INFORMAÇÕES CONSTANTES NESTA OBRA SÃO DE RESPONSABILIDADE EXCLUSIVA DO AUTOR.
Maíra Lour e Gilmar Kaminski / Créditos: Eli Firmeza e Carol Castanho.
Feito para interessados em teatro, cada episódio conta com dois artistas criadores compartilhando suas experiências
Dramaturgia, direção de cena, atuação e cenografia são alguns dos conteúdos que o podcast “Por Trás da Cena” traz para discussão em oito episódios lançados às quintas-feiras, de 25 de fevereiro a 15 de abril. Idealizado pela diretora artística Maíra Lour e pelo produtor cultural Gilmar Kaminski, o podcast convida artistas para compartilharem suas experiências, procedimentos, modos de criação e memórias de teatro. Os episódios estão sendo pensados para que curiosos e amantes do teatro possam conhecer mais o dia a dia dos artistas, podendo se tornar uma ferramenta de aprimoramento técnico e artístico de estudantes, profissionais, pesquisadores e interessados nas artes cênicas.
Maíra define a empreitada “como um espaço de troca, conexões e escuta, para revelar o que não se vê: a sala de ensaio, as coxias, os camarins são locais que guardam a intimidade do teatro, o mecanismo todo que se movimenta para que as criações aconteçam”. E, segundo Gilmar, essa foi uma das formas que encontraram para seguir em movimento e promover encontros, mesmo sem a possibilidade da presença física.
Todos os episódios estão sendo produzidos, editados e lançados de forma remota e seguindo os protocolos sanitários de enfrentamento à COVID-19. O podcast é apresentado por Maíra e como convidados, a dupla buscou mesclar artistas curitibanos com artistas de outras regiões do país e de Portugal envolvidos no fazer teatral: dramaturgas/os, atrizes/atores, diretoras/es, cenógrafas/os, iluminadoras/os.
Maíra e Gilmar não pretendem parar nos oito episódios previstos para a temporada. Segundo eles, a ideia é criar conexões entre artistas e dar continuidade a estas conversas descontraídas e necessárias para os tempos atuais em próximas temporadas.
O podcast está disponível nas principais plataformas de streaming de áudio:
CRIADORES Maíra Lour é diretora teatral, dramaturga e arte educadora. Diretora da Súbita Companhia de Teatro, colaboradora e orientadora do núcleo IMP de pesquisa em dança – Investigação do Movimento Particular e idealizadora do Plataforma – Espaço de Investigação Artística. Artista profundamente interessada pela intersecção entre teatro, dança e literatura. Dedica-se à pesquisa de autoras mulheres latino-americanas; mulheres diretoras de teatro, procedimentos de direção cênica; dramaturgia contemporânea; estudos do corpo dramático-poético e modos colaborativos de criação e produção.
Gilmar Kaminski é produtor cênico graduado pela Universidade Federal do Paraná (2017) e técnico em contabilidade pelo Instituto Federal do Paraná (2011). Desde 2014 atua como produtor na cidade de Curitiba, desenvolvendo projetos nas diversas linguagens artísticas – teatro, música, audiovisual, patrimônio cultural e literatura. É fundador da Flutua Produções e atualmente integra a equipe de produção d’A Armadilha Cia de Teatro e da Bienal de Quadrinhos de Curitiba.
FICHA TÉCNICA Curadoria: Gilmar Kaminski e Maíra Lour Apresentação: Maíra Lour Produção: Gilmar Kaminski – Flutua Produções Edição de som e vinheta: Álvaro Antonio Comunicação: Luísa Bonin e Thays Cristine – Platea Comunicação e Arte Projeto gráfico: Camila Villanova e Victor Uchoa Realização: Flutua Produções
Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba, da Prefeitura Municipal de Curitiba e do Ministério do Turismo.
As “Fadinhas Fodidas” disponibilizam textos e ilustrações inéditos toda quarta-feira, às 19h, no Instagram do projeto @maisfadinhas
A escritora Leonarda Glück e a artista plástica Katia Horn lançaram, em abril de 2020, a convite da Pomeiro Gestão Cultural, um projeto transmídia que une textos originais de Leonarda com ilustrações inéditas de Katia. Trazendo a mitologia das fadas para a realidade contemporânea, os textos e as imagens utilizam a figura das fadas num tom irônico e com humor ácido para promover reflexões políticas, culturais e sociais. Para conhecer o projeto e as fadas, basta acessar o perfil @maisfadinhas no Instagram.
Com obras que propõem reflexão sobre algo que aconteceu ou está acontecendo na semana em questão, as artistas se dispõem a ler a realidade das mulheres, em especial as brasileiras e latinas, e todas as camadas de machismo, sexismo, homofobia e transfobia que se impõe sobre suas jornadas. “Funciona quase como um meme literário que resume a situação política da semana”, comenta Leonarda Glück. Sobre a empreitada, Katia afirma: “Elas não são fofas e não moram num “felizes para sempre”, então podem gerar desconforto no público, porque elas escancaram nossas tragédias cotidianas”.
Com o projeto na rua desde abril de 2020, as artistas querem lançar um livro com as ilustrações e crônicas, além de, quem sabe, transformar a estética que criaram nas Fadinhas em produtos como camisetas e canecas. Por flertar com a estética pop, muitos fãs do projeto pedem produtos derivados. Porém, para as artistas, a visão é mais ampla: “A ideia é gerar reflexão mesmo, produzir conhecimento, disparar ideias que estimulem o pensamento autônomo nas pessoas que o projeto atingir eventualmente. Tudo isso com humor e cores vibrantes. Esse é o nosso maior sonho”, completa Leonarda.
O projeto começou de modo independente, e agora conta com o incentivo da Lei Aldir Blanc via Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba, da Prefeitura Municipal de Curitiba e do Ministério do Turismo, que viabilizou, através do projeto “Mais Fadinhas Do Que Nunca”, a criação de 20 novas ilustrações e a produção de um mini documentário sobre o processo de criação das Fadinhas, dirigido pelo cineasta Thiago Bezerra Benites.
Leonarda Glück Atriz, dramaturga e diretora curitibana radicada em São Paulo. Co-fundadora da Companhia Silenciosa e do Coletivo Selvática. Graduada em Direção Teatral pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP). Tem mais de vinte textos encenados por diferentes grupos, companhias e artistas brasileiros e internacionais de diversas linguagens artísticas. Publicou A Perfodrama de Leonarda Glück – Literaturas Dramáticas de Uma Mulher (Trans) de Teatro, coletânea com seis textos teatrais. Seus projetos já foram contemplados por diversas instituições culturais brasileiras, tais como Fundação Cultural de Curitiba, Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, Fundação Nacional das Artes (Funarte), Instituto Itaú Cultural, SESC São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, entre outras. Os trabalhos que levam o nome da artista, sejam eles teatrais, performáticos, literários e/ou audiovisuais, já foram apresentados em diversas cidades do país e de fora dele, bem como publicados em diversas mídias, jornais, revistas e periódicos especializados em arte e cultura. As temáticas principais trabalhadas pela artista são amor, neocolonialismo, globalização, linguística, fronteiras, tecnologia, transexualidade, conflitos mundiais, Brasil, sexo, violência, cultura LGBTQI+, dominação e poder. Atualmente se prepara para estrear o solo Trava Bruta, tendo seu texto sido premiado pelo Edital de Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos do CCSP 2020. Adiado pela pandemia de covid-19, o espetáculo está previsto para 2021, ano em que a artista completa 25 anos de carreira.
Katia Horn Nasceu em 1965, em Luzerna, SC. Formou-se em Educação Artística em Dourados, MS, no ano de 1988. Está em Curitiba desde 1990, onde vem pesquisando e desenvolvendo seu trabalho em várias áreas artísticas, partindo das artes visuais para a performance, o teatro, a música e o audiovisual. Nas artes gráficas especificamente, já publicou suas ilustrações em jornais, revistas, ilustrou diversos livros e trabalhou para algumas editoras nacionais ilustrando materiais didáticos. Como artista plástica, tem um caminho de muita pesquisa técnica e estilística, conhecimentos que utiliza muito no seu trabalho como ilustradora.
FICHA TÉCNICA Textos de Leonarda Glück Ilustrações de Katia Horn Produção e Realização: Pomeiro Gestão Cultural Coordenação de Produção: Igor Augustho Produção Executiva: Eduardo Alves Videomaker: Thiago Bezerra Benites Assessoria de Imprensa e Marketing Digital: Platea Comunicação e Arte, Luisa Bonin e Thays Cristine Assessoria Jurídica e Contábil: Ivanes Mattos
Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba, da Prefeitura Municipal de Curitiba e do Ministério do Turismo. Todas as informações constantes nesta obra são de responsabilidade exclusiva das autoras.
Trabalho reúne participações especiais de Tuyo, fvve, Thiago Elniño, InPulso e Inaki
O flow de Bface se encontra a tons de jazz e folk angolano e samples de Flaming Lips e Itamar Assumpção em “Egoritmos”, novo álbum do beatmaker, produtor, compositor e rapper curitibano lançado pelo seu selo Suite Music. O segundo trabalho solo do artista amplia a sonoridade que ele vem construindo no cenário musical nos últimos 10 anos, mas sem abrir mão de explorar novos BPMs e padrões rítmicos.
Desde o título, o disco escancara sua provocação com os conceitos de algoritmo, ego e ritmo. Indo do micro para o macro e do pessoal para o universal, Bface entrega letras sobre a relação da arte com números, polêmicas da era da internet, crises de identidade, ansiedade, resistência e resiliência diante do racismo e autoritarismo vividos no cotidiano. “Egoritmos” é uma afiada crítica à cultura musical online, que afeta o psicológico dos artistas com seus algoritmos e muda o mundo da arte, traduzindo a relevância e qualidade de uma obra em números.
Pensado inicialmente como um EP, o álbum foi ganhando forma ao longo de dois anos. Se no começo do processo, a ideia era trabalhar com beats e temas pré-selecionados, logo foi ficando claro que era necessário um fluxo mais livre para deixar que as faixas falassem por si só. Assim, além das batidas do próprio Bface, “Egoritmos” conta com uma faixa produzida por EricBeatz e duas por Jxtacincx, além de participações especiais de Tuyo, fvve, Thiago Elniño, InPulso e Inaki.
Bface surgiu na explosão do rap underground nacional do início dos anos 2000. Em 2005 iniciou sua jornada artística, aprendendo de forma autodidata a produzir beats e a gravar suas próprias composições. A partir de 2009, passou a compor diversos projetos coletivos que renderam mixtapes e eventos em Curitiba e região. A paixão pelo rap se uniu ao interesse pela história da música e pelas coleções de LPs, fazendo com que a pesquisa de samples e a apreciação de diversos gêneros musicais sejam partes fundamentais e características do seu trabalho.
A partir do single “O Som da Chuva” (2009), surgiram grupos e projetos coletivos culminando no primeiro lançamento de impacto “Bface apresenta: Suite Para Corações Urbanos”, uma coletânea com diversos artistas falando de amor em faixas produzidas pelo artista. De 2014 a 2016 foi um período dedicado à produção de outros artistas até o single “Rec ON”, acompanhado de clipe, projetar Bface para fora da cena local e abrindo caminho para a sequência de “O Infame” e “Práxis”, singles que integraram o álbum de estreia, “Gradientes” (2018). O disco apareceu em algumas listas de álbuns notáveis daquele ano e rendeu participação em vários projetos de sessions, como Sofar Sounds, HAI Studio, Estufa entre outros.
Bface. Crédito foto: Gustavo Salun
Ficha técnica Todas faixas produzidas por Bface, com exceções Jetpack e Devaneio em Sol produzidas por Jxtacincx e Torrents produzida por EricBeatz Gravação, Mix e Master: Bface Direção de Arte e Design: Bface Foto: Gustavo Salun Produção Executiva Amanda Tintori e Bface Gravadora Suite Music