OFICINAS GRATUITAS DE MARBLING E CRÍTICA DE ARTE SÃO REALIZADAS EM CASTRO NESTE SÁBADO

Ações educativas são promovidas pela exposição Infinitos Campos Gerais com o intuito de aproximar o público da arte contemporânea

A exposição coletiva Infinitos Campos Gerais, em cartaz na Fazenda Capão Alto, promove ações educativas para aproximar o público da arte contemporânea e suas diversas linguagens. Além de visitas guiadas para grupos escolares, quatro oficinas acontecem durante o período expositivo, todas gratuitas e com materiais inclusos. As primeiras ações ocorreram no dia 21 de abril, com cerca de 30 participantes. Neste sábado (5), será realizada a “Oficina Criativa de Crítica de Arte”, além da “Oficina de Marbling – Formas e texturas dos Campos Gerais”.

A oficina inicial será ministrada pela arte-educadora Shana Lima, das 10 às 13h. As vagas são limitadas a 20 participantes, com faixa etária a partir de 18 anos. “A intenção é oferecer espaço para a construção de processos de compreensão e interpretação da arte a partir de conversas, trocas, rodas, exercícios, leituras e investigações. O encontro alterna atividades teóricas e práticas, tendo como principal objetivo ampliar a conversação sobre a crítica de arte por meio da criatividade”, explica Shana.

A segunda atividade ocorre das 14h30 às 17h30, com a arte-educadora e artista Ana Paula Luz. São 20 vagas disponíveis, para participantes acima de  13 anos. “Marbling é uma técnica turca de pintura orgânica na superfície da água através do contato das tintas com suportes como o papel e o tecido. Nesta oficina, iremos explorar as texturas presentes na vegetação e nas rochas dos Campos Gerais e reproduzir em Marbling estampas em papel”, conta Ana Paula.

Para facilitar a acessibilidade ao local, será disponibilizado transporte gratuito saindo da praça João Gualberto até a Fazenda Capão Alto, por meio de van, às 9h30 e às 14h. As inscrições devem ser realizadas pelo e-mail infinitoscamposgerais@gmail.com, informando nome, RG, telefone e se necessita de transporte. O ingresso para entrada na Fazenda Capão Alto custa R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). As informações completas estão disponíveis no site do projeto.

Visitação
A exposição segue em cartaz até o 27 de maio de 2018, com visitação de terça a domingo, das 9h às 17h30, para públicos de todas as idades. A ocupação artística temporária apresenta obras de sete artistas visuais curitibanos: Constance Pinheiro, Fran Ferreira, Gio Soifer, Marcos Frankowicz, Maria Baptista, Ricardo Leiva e Willian Santos. Os trabalhos utilizam linguagens como pintura, instalação e intervenção.

A curadoria teve como base o conceito do site­-specific, uma abordagem em que as obras dialogam diretamente com o ambiente em que estão inseridas, seja o espaço construído, a natureza ao redor ou mesmo as camadas históricas, sociais, econômicas e simbólicas presentes no local. Segundo a coordenação do projeto, a escolha da Fazenda Capão Alto enquanto lugar específico também é um convite para se discutir a arte contemporânea em seus cruzamentos com a história, ecologia, patrimônio material e imaterial.

Infinitos Campos Gerais
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MOSTRA DE CINEMA PELA DEMOCRACIA

Entrada gratuita, em Curitiba. De 30 de abril a 6 de maio.

“Como você pode ser um artista e não refletir os tempos? Essa pra mim é a definição de ser artista.” Nina Simone

A arte é historicamente um campo de resistência.

Vamos inflar um telão junto dos coletivos que compõem o acampamento Lula Livre para somarmos (mais uma vez) às forças de resistência pela democracia incessantemente golpeada neste país.

Iremos resistir com arte, lutar nas ruas e nas telas!
Agir na disputa de narrativas que se trava no Brasil sob golpe legislativo, jurídico e midiático.

Nos dias 30, 2 e 3 estaremos juntos com Teatro, Circo e Música na Praça Santos Andrade! E nos dias 4, 5 e 6 projetaremos nossas imagens de Brasil no acampamento Lula Livre, sempre às 19h. Em defesa da democracia e contra a prisão política do presidente Lula.

A Mostra de Cinema pela Democracia tem a organização de produtores, cineastas, distribuidores, técnicos e artistas em uma organização coletiva e horizontal, unidos na luta pela democracia em todos os âmbitos, e contra os retrocessos que vêm sendo incessantemente impostos.

O grande Telão inflável está viajando do Acre à Curitiba de ônibus, carregando todo o simbolismo da vigília pela democracia que cruza o país!

Sessão de abertura:
O golpe em 50 cortes ou a corte em 50 golpes, de Lucas Campolina
Poesia na guerra, de Fernando Salinas e Guilherme Fernandez


O Processo, de Maria Augusta Ramos

Demais filmes confirmados:
Alana, de Sérgio Carvalho
Alma no olho, de Zózimo Bulbul
Chico, dos Irmãos Carvalho
Escolas em luta, de Eduardo Consonni, Rodrigo T. Marques e Tiago Tambelli
Joaquim, de Marcelo Gomes
Linha de montagem, de Renato Tapajós
Martírio, de Vincent Carelli
Na missão, com Kadu, de Aiano Bemfica, Kadu Freitas e Pedro Maia de Brito
Nóis por nóis, de Aly Murutiba e Jandir Santin
Peripatético, de Jéssica Queiroz

Em breve anunciaremos a programação completa aqui na página do evento!

Colaboram com a realização desse evento: Aggeo, Alexandre Barros,​ Alonso Pafyeze, Antônio Jr., Guilherme Aguiar, ​Janaína Oliveira, João Castelo Branco, João Vieira Jr., ​Julia Couto, Lis Kogan, Mariana Campos Carvalho, Patricia Fróes, Ricardo Alves Jr., Rodrigo Campos e Sérgio Carvalho.

Confira a página do evento, aqui

Organizado por Mostra de Cinema pela Democracia

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA CURSINHO SEMIEXTENSIVO GRATUITO!

Participe do processo seletivo ONG EM AÇÃO e entre para o maior cursinho pré-vestibular de mensalidade ZERO do Paraná!

São 80 vagas para Curitiba e 40 para São José dos Pinhais, ofertadas a jovens e adultos de toda a região. Venha fazer parte da família EA!
Trabalho 100% voluntário
Professores qualificados
Material didático de qualidade
Turmas em Curitiba e São José dos Pinhais
Mais informações em www.emacao.org.br/inscreva-se
Inscreva-se pelo site até 20 de maio!

CABARET MACCHINA NO MUSEU MUNICIPAL DE ARTE

 

Após estrear  CABARET MACCHINA no Festival de Curitiba, artistas da Casa Selvática iniciam circulação do espetáculo pelas regionais de Curitiba

A partir do dia 26 de abril, o coletivo curitibano Casa Selvática inicia a circulação do espetáculo CABARET MACCHINA por frestas, viadutos, vielas e fissuras da cidade de Curitiba. A  curta temporada de 3 apresentações acontece nos dias 26, 27 e 28 de abril sempre às 20h com entrada franca no Museu Municipal de Arte – MUMA (Av. República Argentina, 3430, Terminal do Portão).

Os artistas da Casa Selvática vão às ruas de Curitiba em busca dos restos de um herói. O coletivo exercita assim uma nova possibilidade para o mundo, um espetáculo máquina desejante. No humor corrosivo de um famigerado cabaré, o dia-a-dia de vedetes encenando clássicos ocidentais em uma pós-ópera anti-edipiana. Dentro da cidade, personagens canônicas dos escombros de um teatro de guerra se encontrarão com os fantasmas de uma contemporaneidade que atira a tudo e a todos no grande vácuo do desuso

Serviço:
CABARET MACCHINA – UMA PÓS-ÓPERA ANTI-EDIPIANA
26, 27 e 28 de abril (quinta, sexta e sábado), às 20h
Museu Municipal de Arte – Av. República Argentina, 3430, Terminal do Portão – Portão, Curitiba
ENTRADA FRANCA!
Fotografias: cabaret macchina / credito: humberto araujo
Confira a página do evento, aqui

PROJETO REALIZADO COM O APOIO DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA.

MOVA

O MOVA é um festival universitário pra lá de descolado para tirar as produções de audiovisual da gaveta!

Nesta primeira edição, teremos 6 categorias: Videoclipe, documentário, vídeo minuto, curta-metragem, animação e vídeo institucional ou publicitário. Então se você tem algo legal e quer compartilhar, vem com a gente!

As inscrições já estão abertas, manda logo pra não esquecer!!!
www.festivalmova.com.br

Confira a fanpage do MOVA, aqui

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PARANAMBUCO E ITAERCIO ROCHA LEVAM RITMOS TRADICIONAIS BRASILEIROS AO PAIOL

Com entrada gratuita, shows encerram o projeto “Paranambuco apresenta: Orun Ayê” nos dias 28 e 29 de abril

A terceira e última minitemporada do projeto “Paranambuco apresenta: Orun Ayê” conta com a participação especial do músico, bonequeiro e carnavalesco Itaercio Rocha. Os shows acontecem nos dias 28 e 29 de abril, no Teatro Paiol. As apresentações têm entrada gratuita, com o intuito de aproximar o público curitibano de ritmos tradicionais brasileiros.

O trabalho autoral do Paranambuco surgiu em 2010, a partir do estudo da musicalidade tradicional brasileira. O grupo é formado pelo pernambucano Matheus Braga, a paranaense Jô Nunes, o paranaense Bruno Klammer, o mineiro Fred Pedrosa e o catarinense José Navarro. Nos shows, o repertório do álbum “Orun Ayê” traz ritmos como baião, coco, samba, maracatu e xote, além de ijexá, toruá, barravento, puxada de rede e jongo.

“Toda manifestação cultural tem o objetivo de fazer permanecer uma história. Então, ao reunir e apresentar diferentes regionalidades, nossa intenção é fortalecer a identidade do Brasil. Por meio de ritmos brincantes e da interação com a plateia, queremos propor que a diversidade do nosso país seja valorizada”, conta Matheus.

Participação
Os shows terão a presença do artista Itaercio Rocha, fundador do Garibaldis e Sacis, o bloco mais popular de Curitiba. Itaercio atuou e dirigiu espetáculos no grupo Mundaréu, com o qual gravou vários álbuns. Em 2006, lançou o primeiro disco solo e autoral, “Chegadim”. É autor do livro/CD “Como é bom festa junina III”, em parceria com Mara Fontoura, com quem ainda escreveu “Como diz o ditado”. Em parceria com o Hospital Pequeno Príncipe, lançou os álbuns “Cancioneiro popular” (2009) e “Encanto de brincar” (2013).

A primeira edição do “Paranambuco apresenta: Orun Ayê” teve como convidado o rabequeiro e percussionista Carlos Ferraz, uma das principais referências da cultura popular e da capoeira angola em Curitiba. Na segunda minitemporada, a participação especial foi da cantora e compositora Janine Mathias, que mescla elementos do rap, soul e samba.

Paranambuco – crédito foto: Dayana Luiza

Serviço:
Show Paranambuco – part. Itaercio Rocha
Data: 28 de abril, às 20h | 29 de abril, às 19h
Local: Teatro Paiol
Endereço: Praça Guido Viaro, s/n, Prado Velho, Curitiba
Entrada: gratuita
Página do evento, aqui

EM CARTAZ NO MUMA, “CAMINHO DA PEDRA” REÚNE ESCULTURAS DE DEMETRIO ALBUQUERQUE

Com entrada gratuita, mostra representa uma viagem simbólica pelo mundo mineral

A pedra é utilizada como instrumento desde a origem da humanidade, passando por transformações contínuas tanto na natureza quanto culturalmente. Foi esse o mote que instigou o artista plástico piauiense Demetrio Albuquerque a conceber as obras de “Caminho da Pedra”. A exposição, que já passou por Recife (PE), está em cartaz no MuMA (Museu Municipal de Arte), espaço que integra o Portão Cultural. Com entrada gratuita e audiodescrição, a mostra é aberta para visitação de terça a domingo, das 10 às 19h.

Na exposição, Demetrio evoca o pensamento do cientista escocês James Hutton (1726-1797). Considerado o pai da geologia, Hutton teorizou sobre o mundo mineral afirmando que não poder haver “vestígio do começo e perspectiva do fim”, pois na natureza tudo se transforma. “A intenção é narrar esse gesto artístico primordial sobre a pedra e suas transformações pela natureza. Surgiu a necessidade de fazer algo mais conceitual e, através de pesquisas, comecei a me interessar pela formação dos solos. A ideia foi voltar a algo primitivo, mas unindo a ciência ao mesmo tempo”, comenta o artista.

A mostra expressa essa dinâmica criando um percurso onde cada obra/personagem provoca a memória e a curiosidade, seja pelo aspecto artístico formal ou pela reflexão sobre sua confecção. “Caminho da Pedra”, que conta com o incentivo do Funcultura (Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura), representa um balanço da carreira de Demetrio enquanto escultor. As obras resultam do trabalho com técnicas da cerâmica pernambucana, pesquisa à qual o artista plástico se dedicou nos últimos anos.

Curitiba
A capital paranaense, considerada a “segunda casa” de Demetrio, também é o segundo lugar a receber a exposição, já que o escultor possui uma relação profunda com a cidade. Após concluir sua formação em arquitetura e iniciar as atividades como escultor frequentando ateliers em Recife, Demetrio residiu em Curitiba na década de 1990. Aqui, ele fez o curso de escultura do Centro de Criatividade do Parque São Lourenço, com orientação do escultor Elvo Benito. Em Curitiba, o artista ganhou o prêmio João Turim (1991) de aquisição no 1º Salão do Museu João Turim, com as esculturas “Migrante” e “Andaluz”.

Demetrio também venceu o concurso para o “Monumento Tortura Nunca Mais”, em 1987. Construído no Recife, esse foi o primeiro monumento a homenagear os presos políticos mortos no Brasil. Após suas passagens por Recife e Curitiba, o escultor morou no Japão, onde fez curso de cerâmica (Yakimono) e realizou a exposição “Karada”, em Ashikaga-shi. Voltou para Pernambuco e se estabeleceu em Olinda, passando a produzir esculturas de grande porte em cidades nordestinas. Alguns exemplos são “A Pedra”, “Caboclo de Lança”, “Circuito dos Poetas do Recife”, “Dom Helder” e “Monumento a Augusto dos Anjos”.

Obras
A viagem simbólica de “Caminho da Pedra” começa com a movimentação dos minerais desde a rocha bruta até a argila de aluvião, representada pela obra “Ígnea”, onde se vê um rosto humano integrado com a pedra. Em seguida, “Erosão” traz a dissolução da matéria pela água e pelo vento, com uma figura humana nascendo ou se enterrando na pedra. Logo depois, a instalação se funde com pedras espalhadas pelo terreno. Entre elas, a escultura “Pétreo” apresenta uma figura montada numa pedra, recordando a origem da civilização.

O segundo movimento nos leva ao artista, que experimentou as primeiras vivências com a argila na comunidade japonesa de ceramistas de Ashikaga-shi. Nesse ponto, os conjuntos de peças “Emboladas” e “Ciranda” mostram cabeças de figuras populares e situações socioculturais. Continuando diante de grupos alegóricos – que são como projetos para monumentos -, percebe-se a marca de escultores do Recife como Abelardo da Hora, Corbiniano Lins, Brennand e Jobson Figueiredo.

A mostra também passa pelo sertão nordestino, cenário no qual se encontram vestígios da ocupação humana dos povos antigos da América Latina, do encontro com colonizadores e, posteriormente, com outros grupos populacionais. A partir dessa miscigenação, surge o trabalho artístico com barro e argila, tema explorado por Demetrio para traçar um paralelo entre a transformação e a sedimentação da pedra em paralelo com o homem que a esculpe.

Serviço:
Exposição Caminho da Pedra
Visitação: até 3 de junho
Onde: MuMA (Av. República Argentina, 3.432 – Portão Cultural, Portão, Curitiba)
Horários: terça a domingo, das 10h às 19h
Entrada: gratuita
Obras com audiodescrição
Agendamento de visitas: (41) 3321-3246
Caminho da Pedra / Fotografias: Thiago França
Para saber mais
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