MOSTRA DE CINEMA PELA DEMOCRACIA

Entrada gratuita, em Curitiba. De 30 de abril a 6 de maio.

“Como você pode ser um artista e não refletir os tempos? Essa pra mim é a definição de ser artista.” Nina Simone

A arte é historicamente um campo de resistência.

Vamos inflar um telão junto dos coletivos que compõem o acampamento Lula Livre para somarmos (mais uma vez) às forças de resistência pela democracia incessantemente golpeada neste país.

Iremos resistir com arte, lutar nas ruas e nas telas!
Agir na disputa de narrativas que se trava no Brasil sob golpe legislativo, jurídico e midiático.

Nos dias 30, 2 e 3 estaremos juntos com Teatro, Circo e Música na Praça Santos Andrade! E nos dias 4, 5 e 6 projetaremos nossas imagens de Brasil no acampamento Lula Livre, sempre às 19h. Em defesa da democracia e contra a prisão política do presidente Lula.

A Mostra de Cinema pela Democracia tem a organização de produtores, cineastas, distribuidores, técnicos e artistas em uma organização coletiva e horizontal, unidos na luta pela democracia em todos os âmbitos, e contra os retrocessos que vêm sendo incessantemente impostos.

O grande Telão inflável está viajando do Acre à Curitiba de ônibus, carregando todo o simbolismo da vigília pela democracia que cruza o país!

Sessão de abertura:
O golpe em 50 cortes ou a corte em 50 golpes, de Lucas Campolina
Poesia na guerra, de Fernando Salinas e Guilherme Fernandez


O Processo, de Maria Augusta Ramos

Demais filmes confirmados:
Alana, de Sérgio Carvalho
Alma no olho, de Zózimo Bulbul
Chico, dos Irmãos Carvalho
Escolas em luta, de Eduardo Consonni, Rodrigo T. Marques e Tiago Tambelli
Joaquim, de Marcelo Gomes
Linha de montagem, de Renato Tapajós
Martírio, de Vincent Carelli
Na missão, com Kadu, de Aiano Bemfica, Kadu Freitas e Pedro Maia de Brito
Nóis por nóis, de Aly Murutiba e Jandir Santin
Peripatético, de Jéssica Queiroz

Em breve anunciaremos a programação completa aqui na página do evento!

Colaboram com a realização desse evento: Aggeo, Alexandre Barros,​ Alonso Pafyeze, Antônio Jr., Guilherme Aguiar, ​Janaína Oliveira, João Castelo Branco, João Vieira Jr., ​Julia Couto, Lis Kogan, Mariana Campos Carvalho, Patricia Fróes, Ricardo Alves Jr., Rodrigo Campos e Sérgio Carvalho.

Confira a página do evento, aqui

Organizado por Mostra de Cinema pela Democracia

AUTÔMATOS – SELF DA INEXISTÊNCIA

Autômatos / foto: Juliana Luz

Temporada do espetáculo: autômatos – self da inexistência no teatro novelas curitibanas de 03 a 13 de maio (quinta a domingo). Horário: 20:00

Sobre o espetáculo:
Um espetáculo sobre a vida líquida, quando o humano se desfaz em várias fases de liquidez.

Sobre a ausência de tudo e excesso do nada, sobre um olhar perdido que abraça o vazio e busca a inexistência sem nem saber o que se busca. Num discurso que instala a ambiguidade entre a autonomia e automatização, quando a existência se transforma numa metáfora indecifrável. Uma peça sobre tantas coisas, mas com a perspectiva no esvaziamento de sentido e da essência. Sobre a contradição. Quando se busca fotografar uma falsa essência e se convence que ela é verdadeira, mesmo que forjada pelo próprio fotógrafo. Assim é a self, o forjamento de um eu interior, de um eu construído.  

A nova montagem da Cia Laica tem como tema central a automatização e a efemeridade das relações humanas. Num tempo em que se precisa ter opinião sobre tudo, em que se é consumido por uma iminente angustia de não poder estar em todos os eventos e o desejo de ter um duplo se materializa. Nesse tempo em que a velocidade de neologismos boicotam a linguagem e criam uma babel, no qual se mata os desejos lambendo a representação. Quando se fotografa para existir ou para se apagar, instalando um misto de agonia e êxtase. Quando o aparato da cegueira, por contradição, é um aparato visual.

O espetáculo fala sobre a degradação humana, da linguagem. Ao ponto que as figuras, “personagens”, vão perdendo a linguagem.

Autômatos é um espetáculo cheio de referências, literárias, filosóficas, cotidianas e práticas, justamente para se conectar a esse mundo efêmero, sobreposto, virtualizado, eletrizado que vivemos, onde o pensamento vai se adaptando de forma vertiginosa a uma espécie de embriagamento, anestesia ou ansiedade existencial. Muitas dessas questões estão norteadas pela hipótese: como viver num tempo que só existe presente?

A “dramaturgia” vai se construindo a partir de ícones, com situações condensadas que se fecham em si como pequenos monólogos egoístas, mas também estão interligadas quase sempre pelo fator temático, da massificação, da perda de identidade, da escolha pelo simulacro em detrimento do real, entre outras questões, para aludir a linguagem da informação computadorizada. Para isso, a encenação explorou todos os elementos da linguagem teatral para dar suporte a linearidade do enredo que parece fragmentado. Além disso, a estrutura narrativa se utilizou também de alegorias, com o mesmo propósito.  

A montagem não se enquadra diretamente a nenhum gênero literário ou da linguagem teatral, isso, fortemente, pelo fator temático, mas também por uma opção estética do próprio grupo, que busca experimentar a dramaturgia da imagem associando a linguagem do teatro de animação.

Para o desenvolvimento temático e pedagógico-teatral, tivemos como fonte de estudo filosófico principal o livro “Vida Líquida” de Zygmunt BAUMAN, além dos contos “O Homem de Areia” e “Autômatos” de Ernst Theodor Amadeus Hoffmann. O processo de montagem teve como premissa investigar uma série de procedimentos que contemplem o OLHAR como elemento de linguagem, assim sendo, experimentamos o “Campo de Visão” de Marcelo LAZZARATTO, bem como alguns princípios do teatro de animação e exercícios que enfatizem o olhar. Esses recursos foram investigados e desenvolvidos no processo como principal elemento motriz para a construção dramatúrgica, entendendo dramaturgia como aquilo que organiza a emergência de signos da ação teatral. Esse entendimento é fundamental para reconhecer que a dramaturgia do espetáculo, bem como o processo, entendem que a encenação se faz pela sintaxe verbal, visual e sonora. Contudo, mesmo tendo essas fontes, pouco é possível se reconhecer algumas dessas referências literárias no trabalho, uma vez que elas tiveram mais uma função subjetiva que objetiva e que elas foram atualizadas e adaptadas para situações cotidianas e metafóricas. Um espetáculo polifônico e intertextual, excitado por esse estado de inúmeros atravessamentos, de pensamentos e de ausências.

SERVIÇO:
Companhia: Cia Laica
Data: Temporada 03 a 13 de maio (quinta a domingo)
Horário: 20:00
Local: Teatro Novelas Curitibanas (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222 – São Francisco, Curitiba – PR)
Ingressos: Pague quanto quiser
Gênero: Musical experimental com teatro de animação
Técnica: Animação híbrida e máscaras
Faixa etária indicada: Classificação Indicativa +16 anos
Duração: 80 minutos.
Informações:
Janaina Graboski (Produtora) Telefone: (41) 9 9937 8807
Jean Cequinel (Produtor) Telefone: (41) 9 9615 7588
Email: cialaica@gmail.com 
Site: http://cialaica.webnode.com/espetaculos/automatos/

FICHA TÉCNICA: 
PRODUÇÃO: Cia Laica
DIREÇÃO: Fábio Nunes Medeiros
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: Fernando Vettore e Vinícius Précoma
DRAMATURGIAS (verbal e visual): Fábio Nunes Medeiros
ELENCO: Jade Giaxa, Janaina Graboski, Jean Cequinel, João Muniz, Mauricio Gabardo, Paulo Soares, Robson Rosseto, Tainá Roma;
MÚSICA ORIGINAL E ARRANJOS: Ariel Rodrigues
LETRAS DAS MÚSICAS: Fábio Nunes Medeiros, Ariel Rodrigues
PREPARAÇÃO VOCAL: André de Souza
PROJEÇÕES: Pedro Carregã e Renan Turci
ILUMINAÇÃO: Nadia Luciani
CENÁRIO E FIGURINO: Fábio Nunes Medeiros
PREPARAÇÃO CORPORAL: Elke Siedler
VISUALIDADES E FORMAS ANIMADAS: Anne Caetano, Fábio Nunes Medeiros, Flávio Marinho, Janaina Graboski, Janilson Pacheco, Jean Cequinel, João Daniel Vidal, Luiza Moura, Vitor Hugo Von Holleben
MAQUIAGEM: Janaina Graboski
COSTURA: Deo Araújo e Juraci Carneiro
STORYBOARD: Vitor Hugo Von Holleben
ASSISTÊNCIA DE PALCO: Ana Paula Melgarejo; Francisco Junior
OPERAÇÃO DE PROJEÇÃO: Pedro Carregã e Daniele Mariano
OPERAÇÃO DE SOM: Ariel Rodrigues
OPERAÇÃO DE LUZ: Nadia Luciani; Vinícius Précoma; Ana Paula Melgarejo
EQUIPE DE MONTAGEM: Ana Paula Melgarejo; Anne Caetano; Lucas Berthier Cardoso
DESIGNER GRÁFICO: Renan Turci
FOTOGRAFIA: Juliana Luz, Janilson Pacheco, Renan Turci, Vitor Hugo Von Holleben,
TEASER: Renan Turci
FILMAGENS: Renan Turci e Vitor Hugo Von Holleben
REALIZAÇÃO: Cia Laica
APOIO INSTITUCIONAL: FAP – Faculdade de Artes do Paraná da UNESPAR:
Grupo de pesquisa Campo de Visão: formação do espectador-artista-professor de Teatro; Projeto de Extensão Poéticas Tridimensionais;
LABIC – laboratório de iluminação cênica

CAIXA CULTURAL TRAZ A CURITIBA O ESPETÁCULO KRUM

krum / foto: Annelize Tozetto

A premiadíssima montagem da companhia brasileira de teatro, em parceria com a atriz e produtora Renata Sorrah, faz nova temporada em Curitiba

Até que ponto é possível sonhar a mudança? Será que estamos condenados a repetir indefinidamente os mesmos ritos incompreensíveis, a viver uma sucessão interminável de casamentos e funerais que, vistos sem ilusões, não significam nada? Por que continuar? Para que continuar? Essas são questões que a peça KRUM traz para o palco. Escrita pelo dramaturgo israelense Hanoch Levin (1943-1999), foi encenada pela primeira vez no Brasil pela companhia brasileira de teatro, de Curitiba.

KRUM é uma peça com dois enterros e dois casamentos. Não existem grandes feitos, tudo é ordinário. Entre as duas cerimônias, acontece uma sequência de cenas curtas, o quadro da vida dos habitantes de um bairro remoto. “É uma peça sobre pessoas. O que está em jogo é a matéria humana. Habitam o mundo de KRUM seres pequenos, sem pudor na palavra, vivendo sob um teto baixo. Há um olhar, ao mesmo tempo, cruel e generoso sobre vidas mínimas ou, como em Tchekhov, sobre o que existe de mínimo no ser humano”, sublinha o diretor Marcio Abreu.

A história tem início com o retorno ao lar do personagem-título, que, depois de perambular pela Europa em busca de experiências e quiçá de aprendizado, volta para casa – na periferia de uma cidade– de mãos vazias. Ao chegar, Krum confessa que não viu nada, não viveu nada, que nem mesmo no estrangeiro foi capaz de encontrar o que buscava.

Ao recusar a possibilidade de qualquer transformação existencial e de qualquer escapatória de um mundo onde o céu parece sempre tão baixo, o ar tão pesado e as estruturas sociais tão opressoras, Krum questiona a existência e a partir de tais questionamentos. Nesse contexto acontece o reencontro do recém-chegado com os curiosos habitantes de seu mundo: sua mãe, seus amigos, a antiga namorada e os vizinhos. Breves episódios de suas vidas desenrolam-se diante dos espectadores, que são instados a se identificar com a perspectiva distanciada e irônica de Krum. “O fim está no começo e, no entanto, continua-se”, as palavras de Beckett descrevem com perfeição o princípio estrutural de Krum.

A companhia brasileira de teatro e Renata Sorrah
A estreia do autor israelense no Brasil é o segundo projeto produzido a partir da bem-sucedida parceria entre a atriz Renata Sorrah e a companhia brasileira de teatro. A primeira foi Esta Criança, do autor francês Joël Pommerat, sucesso de público e crítica que estreou no Rio de Janeiro, no fim de 2012 e, ainda hoje, viaja pelas principais cidades do país. Em mais de 40 anos de carreira, com impactantes atuações em espetáculos, no cinema e na televisão, Renata Sorrah é um dos grandes nomes do teatro brasileiro. Ao lado dela, neste projeto, está a premiada companhia brasileira de teatro, fundada há 17 anos, em Curitiba, pelo ator, dramaturgo e diretor Marcio Abreu.

A companhia é considerada pela crítica especializada como uma das mais consistentes do país, responsável por montagens marcantes para a história recente da dramaturgia e da encenação teatral brasileira. Curiosamente, Renata e a CBT têm em comum, entre outras investigações artísticas, a descoberta de dramaturgos contemporâneos, inéditos no Brasil, como o siberiano Ivan Viripaev (Oxigênio) e Jean-Luc Lagarce (Apenas o fim do Mundo), espetáculos dirigidos por Abreu; o alemão Botho Strauss (Grande e Pequeno, 1985) e o norueguês Jon Fosse (Um dia, no verão, 2007), trazidos em espetáculos produzidos por Renata Sorrah que, por sua vez, também atuou nas montagens do alemão Rainer Werner Fassbinder (Afinal…Uma Mulher de Negócios, 1977; As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant, 1982).

Sobre o Texto
Para essa montagem, KRUM foi traduzido diretamente do hebraico para o português. Com humor ácido e lirismo pungente, fala sobre o fracasso e a precariedade de vidas mínimas voltadas para os pequenos desejos, sempre forçados pela sociedade de consumo. O texto foi escrito em 1975 por Levin, que era, à época, um jovem autor influenciado por Tchekhov e Beckett – em um país mergulhado em conflitos e contradições. Durante seu período de vida, de 1943 a 1999, o autor testemunhou sete guerras. Essas vivências deixaram marcas evidentes em seus trabalhos. “Há em Tchekhov do entretempo, Beckett do pós-guerra, Levin do final do séc. XX e nós, hoje, algo em comum. Enquanto o mundo turbulento destila suas violências, as pessoas tentam seguir suas vidas, muitas vezes, sem brilho, confinadas em suas casas ou alimentando expectativas, sonhos de consumo, esperança de dias melhores”, analisa Marcio Abreu.

Ao reler, em chave política, a dialética entre a vulgaridade e o lirismo, esta aparece como um debate entre o conformismo e a necessidade de mudança. Sublinhar o lirismo é, em larga medida, afirmar o inconformismo, o poder utópico do teatro de não apenas quebrar a quarta parede de que falava Brecht, mas de quebrar também as outras três paredes que o separam da vida social. Assim, o fato de a companhia brasileira de teatro ter decidido montar a peça de um autor israelense como Hanoch Levin em um momento histórico como o nosso, de acirramento do conflito Israel-Palestina e da explosão dos mais diversos fanatismos é, por si, só significativo. Se, como diz o próprio Krum, a certa altura da peça, “para algumas pessoas a palavra impossível não é uma brincadeira”, para outras, como os artistas envolvidos nessa produção, o mais importante é ser realista, é demandar o impossível.

A trajetória de KRUM
A montagem estreou em março de 2015, no Rio de Janeiro e, além de Curitiba, já circulou por Belo Horizonte, São Paulo, São José do Rio Preto, Salvador e Porto Alegre. A direção é de Marcio Abreu. Além da atriz Renata Sorrah, atuam em Krum outros nomes de destaque na cena teatral contemporânea: Grace Passô, Inez Vianna, Cris Larin, Danilo Grangheia e Rodrigo Andreolli (stand by). Compõem o elenco ainda integrantes e colaboradores da companhia brasileira de teatro: Edson Rocha, Ranieri Gonzalez, Rodrigo Bolzan e Rodrigo Ferrarini.

A equipe de criação conta com Giovana Soar (tradução), Nadja Naira (iluminação e assistência de direção), Fernando Marés (cenografia) e Felipe Storino (trilha e efeitos sonoros). De lá para cá, a montagem recebeu diversos prêmios – Prêmio APTR (Associação dos Produtores de Teatro): Melhor Espetáculo Teatral de 2015, Melhor Iluminação (Nadja Naira); Prêmio Cesgranrio de Teatro: Melhor Espetáculo Teatral de 2015; Prêmio Questão de Crítica: Melhor Iluminação (Nadja Naira) e Melhor Elenco; Prêmio SHELL: Melhor Ator (Danilo Grangheia) e Melhor Cenário (Fernando Marés). As últimas apresentações na capital paranaense, em maio de 2017, foram um grande sucesso, com teatro lotado todos os dias e sessões extras.

Outras informações sobre a companhia brasileira de teatro: aqui

Serviço:
Teatro: KRUM
Local: CAIXA Cultural Curitiba. Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR).
Data: 04 a 06 de maio (sexta, sábado e domingo)
Horário: 19h
Ingressos: vendas a partir de 28 de abril (sábado). R$ 10 e R$ 5 (meia – conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito CAIXA). A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura.
Bilheteria: (41) 2118-5111 (De terça a sábado, das 12h às 20h. Domingo, das 14h às 19h.)
Classificação etária: 16 anos
Lotação máxima: 125 lugares (2 para cadeirantes)

Informações e entrevistas:
Maria Celeste Corrêa – (41) 9 9995 0169 / 9 8786 4465
fernandezcorreamc@gmail.com

Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural Curitiba (PR)
(41) 3544-5641
www.caixa.gov.br/imprensa | @imprensaCAIXA
www.caixa.gov.br/cultura

INOMINÁVEL CIA DE TEATRO: ÚLTIMAS APRESENTAÇÕES NESTA TEMPORADA DO ESPETÁCULO DO CÃO FEZ-SE O DIA

Grupo sobe ao palco do Teuni – UFPR, praça Santos Andrade, em curitiba – nos dois próximos finais de semana(5 e 6, 12 e 13 de maio)

Chegou a vez  do Teuni (Teatro Experimental da UFPR) receber o espetáculo Do cão fez-se o dia! Criada como resultado do estudo das obras do escritor português Valter Hugo Mãe, a peça trata de dificuldades e tragédias da alma humana em um país em guerra, buscando um canto de esperança em um contexto de conflitos.

Um garoto que encontra nos livros uma maneira de lidar com a dor, uma mãe e seu desespero, a partida do pai e o peso da ausência e uma filha rejeitada cuja infância se molda devido à guerra são alguns dos elementos da história contada com traços autobiográficos pelos atores Fabiane de Cezaro, Lucas Buchile, Rafael diLari e Lilyan de Souza, que também assina a direção.

Serviço:
DO CÃO FEZ-SE O DIA NO TEUNI
5, 6, 12 e 13 de maio às 20h (UFPR Câmpus Histórico – Praça Santos Andrade, Centro de Curitiba)
INGRESSOS: R$ 20 e 10
Mais informações:
www.facebook.com/InominavelCompanhia

Ficha técnica:
Do cão fez-se o dia, livremente inspirado nas obras de Valter Hugo Mãe
Dramaturgia: Marcelo Bourscheid
Direção: Lilyan de Souza
Elenco: Fabiane de Cezaro, Lilyan de Souza, Lucas Buchile e Rafael diLari
Participação especial: Jossane Ferraz (Namorada Francesa)
Direção de produção: Lilyan de Souza
Assistente de Produção: Igor Augustho
Iluminação: Lucas Mattana
Cenário e figurinos: Manu Assini
Diretor Musical: Bruno Leão
Criação sonora/música original: Bruno Leão, Daniel D’Alessandro e Pedro Sasamoto
Direção de vídeo: Alana Rodrigues
Cinegrafista: Tania Gazola Baes
Edição de vídeo: Felipe Aufiero
Designer gráfico: Ricardo Braga
Projeções: Lucas Mattana
Assessoria de Imprensa: Daniel D´Alessandro

CABARET MACCHINA NO MUSEU MUNICIPAL DE ARTE

 

Após estrear  CABARET MACCHINA no Festival de Curitiba, artistas da Casa Selvática iniciam circulação do espetáculo pelas regionais de Curitiba

A partir do dia 26 de abril, o coletivo curitibano Casa Selvática inicia a circulação do espetáculo CABARET MACCHINA por frestas, viadutos, vielas e fissuras da cidade de Curitiba. A  curta temporada de 3 apresentações acontece nos dias 26, 27 e 28 de abril sempre às 20h com entrada franca no Museu Municipal de Arte – MUMA (Av. República Argentina, 3430, Terminal do Portão).

Os artistas da Casa Selvática vão às ruas de Curitiba em busca dos restos de um herói. O coletivo exercita assim uma nova possibilidade para o mundo, um espetáculo máquina desejante. No humor corrosivo de um famigerado cabaré, o dia-a-dia de vedetes encenando clássicos ocidentais em uma pós-ópera anti-edipiana. Dentro da cidade, personagens canônicas dos escombros de um teatro de guerra se encontrarão com os fantasmas de uma contemporaneidade que atira a tudo e a todos no grande vácuo do desuso

Serviço:
CABARET MACCHINA – UMA PÓS-ÓPERA ANTI-EDIPIANA
26, 27 e 28 de abril (quinta, sexta e sábado), às 20h
Museu Municipal de Arte – Av. República Argentina, 3430, Terminal do Portão – Portão, Curitiba
ENTRADA FRANCA!
Fotografias: cabaret macchina / credito: humberto araujo
Confira a página do evento, aqui

PROJETO REALIZADO COM O APOIO DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA.

PARANAMBUCO E ITAERCIO ROCHA LEVAM RITMOS TRADICIONAIS BRASILEIROS AO PAIOL

Com entrada gratuita, shows encerram o projeto “Paranambuco apresenta: Orun Ayê” nos dias 28 e 29 de abril

A terceira e última minitemporada do projeto “Paranambuco apresenta: Orun Ayê” conta com a participação especial do músico, bonequeiro e carnavalesco Itaercio Rocha. Os shows acontecem nos dias 28 e 29 de abril, no Teatro Paiol. As apresentações têm entrada gratuita, com o intuito de aproximar o público curitibano de ritmos tradicionais brasileiros.

O trabalho autoral do Paranambuco surgiu em 2010, a partir do estudo da musicalidade tradicional brasileira. O grupo é formado pelo pernambucano Matheus Braga, a paranaense Jô Nunes, o paranaense Bruno Klammer, o mineiro Fred Pedrosa e o catarinense José Navarro. Nos shows, o repertório do álbum “Orun Ayê” traz ritmos como baião, coco, samba, maracatu e xote, além de ijexá, toruá, barravento, puxada de rede e jongo.

“Toda manifestação cultural tem o objetivo de fazer permanecer uma história. Então, ao reunir e apresentar diferentes regionalidades, nossa intenção é fortalecer a identidade do Brasil. Por meio de ritmos brincantes e da interação com a plateia, queremos propor que a diversidade do nosso país seja valorizada”, conta Matheus.

Participação
Os shows terão a presença do artista Itaercio Rocha, fundador do Garibaldis e Sacis, o bloco mais popular de Curitiba. Itaercio atuou e dirigiu espetáculos no grupo Mundaréu, com o qual gravou vários álbuns. Em 2006, lançou o primeiro disco solo e autoral, “Chegadim”. É autor do livro/CD “Como é bom festa junina III”, em parceria com Mara Fontoura, com quem ainda escreveu “Como diz o ditado”. Em parceria com o Hospital Pequeno Príncipe, lançou os álbuns “Cancioneiro popular” (2009) e “Encanto de brincar” (2013).

A primeira edição do “Paranambuco apresenta: Orun Ayê” teve como convidado o rabequeiro e percussionista Carlos Ferraz, uma das principais referências da cultura popular e da capoeira angola em Curitiba. Na segunda minitemporada, a participação especial foi da cantora e compositora Janine Mathias, que mescla elementos do rap, soul e samba.

Paranambuco – crédito foto: Dayana Luiza

Serviço:
Show Paranambuco – part. Itaercio Rocha
Data: 28 de abril, às 20h | 29 de abril, às 19h
Local: Teatro Paiol
Endereço: Praça Guido Viaro, s/n, Prado Velho, Curitiba
Entrada: gratuita
Página do evento, aqui

EM CARTAZ NO MUMA, “CAMINHO DA PEDRA” REÚNE ESCULTURAS DE DEMETRIO ALBUQUERQUE

Com entrada gratuita, mostra representa uma viagem simbólica pelo mundo mineral

A pedra é utilizada como instrumento desde a origem da humanidade, passando por transformações contínuas tanto na natureza quanto culturalmente. Foi esse o mote que instigou o artista plástico piauiense Demetrio Albuquerque a conceber as obras de “Caminho da Pedra”. A exposição, que já passou por Recife (PE), está em cartaz no MuMA (Museu Municipal de Arte), espaço que integra o Portão Cultural. Com entrada gratuita e audiodescrição, a mostra é aberta para visitação de terça a domingo, das 10 às 19h.

Na exposição, Demetrio evoca o pensamento do cientista escocês James Hutton (1726-1797). Considerado o pai da geologia, Hutton teorizou sobre o mundo mineral afirmando que não poder haver “vestígio do começo e perspectiva do fim”, pois na natureza tudo se transforma. “A intenção é narrar esse gesto artístico primordial sobre a pedra e suas transformações pela natureza. Surgiu a necessidade de fazer algo mais conceitual e, através de pesquisas, comecei a me interessar pela formação dos solos. A ideia foi voltar a algo primitivo, mas unindo a ciência ao mesmo tempo”, comenta o artista.

A mostra expressa essa dinâmica criando um percurso onde cada obra/personagem provoca a memória e a curiosidade, seja pelo aspecto artístico formal ou pela reflexão sobre sua confecção. “Caminho da Pedra”, que conta com o incentivo do Funcultura (Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura), representa um balanço da carreira de Demetrio enquanto escultor. As obras resultam do trabalho com técnicas da cerâmica pernambucana, pesquisa à qual o artista plástico se dedicou nos últimos anos.

Curitiba
A capital paranaense, considerada a “segunda casa” de Demetrio, também é o segundo lugar a receber a exposição, já que o escultor possui uma relação profunda com a cidade. Após concluir sua formação em arquitetura e iniciar as atividades como escultor frequentando ateliers em Recife, Demetrio residiu em Curitiba na década de 1990. Aqui, ele fez o curso de escultura do Centro de Criatividade do Parque São Lourenço, com orientação do escultor Elvo Benito. Em Curitiba, o artista ganhou o prêmio João Turim (1991) de aquisição no 1º Salão do Museu João Turim, com as esculturas “Migrante” e “Andaluz”.

Demetrio também venceu o concurso para o “Monumento Tortura Nunca Mais”, em 1987. Construído no Recife, esse foi o primeiro monumento a homenagear os presos políticos mortos no Brasil. Após suas passagens por Recife e Curitiba, o escultor morou no Japão, onde fez curso de cerâmica (Yakimono) e realizou a exposição “Karada”, em Ashikaga-shi. Voltou para Pernambuco e se estabeleceu em Olinda, passando a produzir esculturas de grande porte em cidades nordestinas. Alguns exemplos são “A Pedra”, “Caboclo de Lança”, “Circuito dos Poetas do Recife”, “Dom Helder” e “Monumento a Augusto dos Anjos”.

Obras
A viagem simbólica de “Caminho da Pedra” começa com a movimentação dos minerais desde a rocha bruta até a argila de aluvião, representada pela obra “Ígnea”, onde se vê um rosto humano integrado com a pedra. Em seguida, “Erosão” traz a dissolução da matéria pela água e pelo vento, com uma figura humana nascendo ou se enterrando na pedra. Logo depois, a instalação se funde com pedras espalhadas pelo terreno. Entre elas, a escultura “Pétreo” apresenta uma figura montada numa pedra, recordando a origem da civilização.

O segundo movimento nos leva ao artista, que experimentou as primeiras vivências com a argila na comunidade japonesa de ceramistas de Ashikaga-shi. Nesse ponto, os conjuntos de peças “Emboladas” e “Ciranda” mostram cabeças de figuras populares e situações socioculturais. Continuando diante de grupos alegóricos – que são como projetos para monumentos -, percebe-se a marca de escultores do Recife como Abelardo da Hora, Corbiniano Lins, Brennand e Jobson Figueiredo.

A mostra também passa pelo sertão nordestino, cenário no qual se encontram vestígios da ocupação humana dos povos antigos da América Latina, do encontro com colonizadores e, posteriormente, com outros grupos populacionais. A partir dessa miscigenação, surge o trabalho artístico com barro e argila, tema explorado por Demetrio para traçar um paralelo entre a transformação e a sedimentação da pedra em paralelo com o homem que a esculpe.

Serviço:
Exposição Caminho da Pedra
Visitação: até 3 de junho
Onde: MuMA (Av. República Argentina, 3.432 – Portão Cultural, Portão, Curitiba)
Horários: terça a domingo, das 10h às 19h
Entrada: gratuita
Obras com audiodescrição
Agendamento de visitas: (41) 3321-3246
Caminho da Pedra / Fotografias: Thiago França
Para saber mais
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CINEASTA PEDRO MEREGE PARTICIPA DE BATE-PAPO NO CINECLUBE MIS

cena do filme Mesera

“O CineClube MIS recebe nesta sexta-feira (27), o cineasta Pedro Merege para um bate-papo sobre a sua produção cinematográfica “Mesera”. O encontro acontece no miniauditório do Museu da Imagem e do Som do Paraná a partir das 19h, e a entrada é gratuita.

O curta de Merege foi lançado em 2010 e conta a história de Emílio Varela, que, em seu carro, cruza a fronteira para fazer uma ‘entrega especial’. No entanto, ele acaba conhecendo Camélia, a Mesera, numa parada à beira da estrada.

Indicado pelo diretor, o filme “Jersey Boys: em busca da música” será exibido na sequência. A obra de Clint Eastwood foi lançada em 2014 e é inspirada no musical da Broadway, mostrando ao espectador a ascensão e queda do grupo The Four Seasons, de muito talento, porém coberto por uma nuvem de brigas internas e relações escusas com a máfia.

Serviço:
Data: 27 de abril (sexta-feira).
Horário: 19h.
Local: Miniauditório do Museu da Imagem e do Som do Paraná
Rua Barão do Rio Branco, 395, Centro de Curitiba
Classificação indicativa: 10 anos.
Entrada gratuita

fonte: Pravda News BR