BILHETE PREMIADO PARA O PALCO OU TEMPORADA DA SORTE

Pelo segundo ano, companhias de teatro viabilizam mostra independente com rifa cultural

Já estão a venda os bilhetes que garantem, tanto participar do sorteio de prêmios, quanto a entrada nos espetáculos da II Mostra Emergente, realizada entre 12 de julho e 12 de agosto no teatro Novelas Curitibanas.

No ano passado a Mostra Emergente ganhou destaque na cena teatral paranaense com uma proposta de 5 companhias – de diferentes vertentes, mas todas com um diálogo aberto com o teatro contemporâneo, – de ocupar um espaço teatral para construir um diálogo entre os grupos da cidade.

Naquela ocasião os artistas viabilizaram cinco semanas de apresentações e debates por meio da venda de rifas de produtos tipicamente curitibanos, financiados por apoiadores do comércio local. Cortes de cabelo, bolo de aniversário, mapa astral, barril de chopp, quadros e outros prêmios foram o chamariz dessa estratégia. Ao comprar uma rifa, o mesmo bilhete também vale automaticamente como entrada para qualquer espetáculo da Mostra.

A estratégia deu certo. Os espetáculos tiveram viabilidade financeira e retorno para os realizadores. Uma prova de  onde há urgência, também há vontade de encontrar caminhos para realizar, mesmo sem o apoio formal dos órgãos culturais tradicionais.

Este ano serão levadas ao público as produções artísticas de sete companhias de diferentes vertentes, que vão do teatro de bonecos, até a teatro contemporâneo passando pelo teatro de rua e pela cena feminista.

Com esse clima de  “Um polaco de cada colônia “, essas forças artísticas voltam a se encontrar este ano, promovendo uma rica troca de vivências teatrais, que vão transcender os palcos para as mesas redondas dos Diálogos Emergentes, outro elemento da programação da II Mostra Emergente que pretende fazer soar o diapasão do viver artístico também através da reflexão e do debate.

A mostra é formada pelas companhias Cia Projétil de Teatro, Cia Corpa, [A]grupa ORGÓSMICA, Cia dos Cães, Cia Laica, Grupo Olho Rasteiro e Cia. Sonora.

É possível adquirir as Rifas diretamente com os grupos – através do Facebook de cada uma –  e também através do face da Mostra, aqui

SERVIÇO
II MOSTRA EMERGENTE
Quando: de 12 de julho a 12 de setembro
Onde: Teatro Novelas Curitibanas (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222, São Francisco, Curiitba-PR)
Horário: De quinta a domingo sempre às 20h00 (confirmar programação no site do evento)
VENDA DE RIFAS (Cada bilhete vale também como um  ingresso da II Mostra Emergente)
Pelo site: www.mostraemergente.com
Facebook.com/mostraemergente
Instagram: @mostraemergente

SEXTA AUTORAL PROMOVE SHOWS GRATUITOS NO SESI SÃO JOSÉ

Banda The Shorts

Três bandas locais prometem muito rock’n’roll, country , blues e rock alternativo

Notório por dar espaço e visibilidade aos artistas do estado, o Sesi Cultura Paraná desenvolve em São José dos Pinhais o projeto Sexta Autoral. A ação valoriza as bandas locais com produções próprias e independentes promovendo shows desses talentos na Região Metropolitana de Curitiba. Na edição de junho, três bandas vão se apresentar gratuitamente no dia 29, sexta-feira, levando uma pluralidade de sonoridades ao palco do Teatro Sesi São José dos Pinhais. O público pode esperar muito rock’n’roll, country, blues e rock alternativo. Saiba mais sobre a programação abaixo.

Banda The Shorts
The Shorts é uma banda curitibana formada pelas musicistas Natasha Durski (voz e sintetizadores), Andreza Michel (baixo e backing vocal), Taís D’Albuquerque (guitarra) e Babi Age (bateria). Sua atual formação também agrega Matheus Reinert na segunda guitarra. A sonoridade evocada pela banda mistura elementos do rock alternativo, shoegaze, ambiências etéreas e noise, com um vocal que dá o tom sensual e hipnótico da banda.

Banda Êta Nóis
A música de raíz americana é a inspiração da Banda Êta Nóis. Folk, Country, Rock e Blues se misturam na interpretação de Fábio Elias, Renato Ximú, Deiwerson de Lima e Antônio Carlos Paraná. O quarteto, que já é conhecido por outros projetos musicais na capital paranaense, apresenta um show carismático e contagiante.

Banda Sete Sangrias
Sete Sangrias tem em sua formação Sergião Rodrigues (vocais/contra-baixo), Dinho Peruscello (guitarra/backing vocal) e Heitor Eduardo (bateria). Com repertório autoral, a banda faz um som inspirado no rock nacional e internacional de diferentes épocas. As letras em português abordam temas variados, dosando romantismo, bom humor, loucuras e poesia.

Serviço:
O Sesi Cultura Paraná apresenta
Sexta Autoral
Data: sexta-feira, dia 29 de junho
Horário: às 19 horas (duração de 180 minutos)
Valor: ingresso solidário – doação de 1kg de alimento não perecível
Classificação indicativa: livre
Local: Teatro Sesi São José dos Pinhais
Endereço: Rua Quinze de Novembro, 1800 – Centro de Sesi São José dos Pinhais-PR
Observação: retirar ingresso com 1 hora de antecedência (sujeito a lotação)

Mais informações:
www.sesipr.com.br/cultura/ 
www.facebook.com/sesiculturapr/

SESI CULTURA
Foi em 2008 que a Regional Paraná do Serviço Social da Indústria inaugurou uma área especificamente dedicada ao desenvolvimento de ações culturais ancoradas nas diretrizes previstas na Declaração Universal dos Direitos do Homem, como a diversidade, a pluralidade e a autonomia. Desde então, o Sesi Cultura Paraná tem promovido o acesso à cultura com foco em programas de formação artística e cultural, investindo em processos criativos, formação de plateia para todas as linguagens e na formação e desenvolvimento cultural com vocação local. O Circuito Cultural Sesi, o Festival Sesi Música, os Núcleos Criativos do Sesi, o Zoom Cultural, os Programas Sesi Música, Sesi Arte, Sesi Audiovisual e Sesi Artes Cênicas são exemplos de programas desenvolvidos pela Gestão Cultural do Sesi. De 2008 até 2017, mais de um milhão de espectadores tiveram acesso à cultura por meio de cerca de 8,4 mil ações culturais realizados pelo Sesi Paraná. Todas essas ações sempre tiveram como objetivo o acesso ao bem cultural para o trabalhador da indústria, seus dependentes e para a comunidade de uma forma geral, além da difusão da arte em todas as suas manifestações, valorizando a diversidade e a pluralidade do povo brasileiro.

ITAERCIO ROCHA LANÇA ÁLBUM COM MAIS DE 10 RITMOS POPULARES

Caboclo narra sua trajetória do Maranhão a Curitiba.

O multiartista Itaercio Rocha lança seu segundo álbum solo, Caboclo. Com arte de Kiko Dinucci, o disco estará disponível nas plataformas de streaming a partir do dia 27 de junho, no mesmo dia do show realizado em São Luís do Maranhão, durante o aniversário de Dona Teté, cantora, compositora, grande artista maranhense e Rainha do Cacuriá, amiga de Ita desde os anos de 1980, quando trabalharam juntos com cultura popular, e para quem foi dedicada a faixa ‘Almericiar’. O show de lançamento em Curitiba será no dia 24 de agosto no Teatro Paiol.

O projeto nasce de dentro para fora, como diz Ita, do interior para a capital. “É a junção do Itaercio de Pedras com a cabrocha que coloco no carnaval curitibano”, explica ele que foi um dos fundadores do bloco carnavalesco Garibaldis e Sacis Caboclo Ita é uma entidade dos terreiros de mina no Maranhão, Ita significa pedra em tupi guarani. Itaercio nasceu em Pedras, como citado acima, localizada no município de Humberto de Campos no Maranhão. Somando isso ao Rocha de seu sobrenome, Itaercio é pedra três vezes. “Sou caboclão do mato, da beira d’água, sou caiçara”.

As canções narram os lugares por onde Itaercio Rocha passou. “Origem não é uma coisa que você volta. Origem é uma coisa que você carrega”, ressalta. As músicas fazem homenagens, saúdam forças da natureza e representam sua ancestralidade. Esse é o caso de ‘Atotô’, uma louvação a Obaluaê, composta em parceria com o músico, André Abujamra. “Hora de maré” é um samba de abertura de trabalhos, enquanto “Ele me ama” é um carimbó brega que fala sobre amizade e diversidade.

O disco agrega mais de 10 ritmos em suas 14 faixas. Tem caixa do Divino Espírito Santo, tambor de mina, bumba bois de vários sotaques, afoxé, entre outros. As músicas são de Itaercio e alguns parceiros: Thayana Barbosa, Daniel Fernandes, Du Gomide, André Abujamra e Matheus Braga e os arranjos são de Fred Pedrosa, Du Gomide, Matheus Braga e o Próprio Itaercio. “A seleção é um pouco do que compus para teatro, carnaval e outras inspirações.

A direção musical é do curitibano Du Gomide, também produtor do disco ‘Ailum’ do Marano, Santa Rima e Karla Silva. A mixagem ficou nas mãos do produtor musical Fred Teixeira, que já trabalhou com artistas como Tony Bennett, Ron Carter, Hermeto Pascoal, Zélia Duncan, Arnaldo Antunes e Zeca Baleiro, entre outros.

Trajetória
Nascido no município com o maior bumba-meu-boi do Brasil, Humberto de Campos, no Maranhão, Itaercio Rocha já morou em Olinda (PE), São Luís (MA), Campo Grande (MS), Rio de Janeiro (RJ) e Maringá (PR) antes de parar em Curitiba, no ano de 1996. O interesse pelas culturas populares vem de berço: desde pequeno, recebeu influências culturais da família, como seu pai, músico prático, que tocava nas procissões, nos bumba-bois e nos bailes do interior; e sua mãe que fazia e regia a festa de coroação da Nossa Senhora e pastoris, além de participar de outras festividades populares e religiosas.

É formado em Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas, pelas Faculdades de Artes do Paraná (FAP) e é especialista em Estudos Contemporâneos em Dança, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), por meio da Faculdade Angel Vianna (FAV).

Atuou e dirigiu espetáculos junto ao grupo Mundaréu, com o qual gravou vários álbuns. Em 2006 lançou seu primeiro disco solo e autoral, Chegadim. É autor do Livro/CD “Como é bom festa junina III”, em parceria com Mara Fontoura, com quem ainda escreveu o livro “Como diz o ditado”. Tendo o Hospital Pequeno Príncipe como entidade beneficiada, o músico lançou os álbuns Cancioneiro popular (2009) e Encanto de brincar (2013) e dirigiu os espetáculos Encanto de Brincar e Bumbando na Congada. Em 2017 lançou o show “Por Consolação”, onde interpreta clássicos da música popular brasileira.

Ficha técnica
Direção musical: Du Gomide
Direção cênica: Rafael Camargo
Produção musical: Du Gomide e Itaercio Rocha
Produção Executiva: Bina Zanette/ Santa Produção
Mixagem e masterização: Fred Teixeira
Gravação: Nicos Studio
Itaercio Rocha – , voz, violão, percussão..
Denis Mariano – Bateria, percussão, surdo.
Bruno Klammer – Percussão.
Fred Pedrosa – baixo, viola.
Matheus Braga – Violão, voz, cavaco.
Du Gomide – Viola, rabeca, beat, guitarra, ukulele, teclado.
Lauro Ribeiro – sousafone, trombone.
Ian Giller Branco – Steel Drum.
Coro: Du Gomide, Melina Mulazani, Matheus Braga, Vinicius Azevedo e Thayana Barbosa
Arte: Kiko Dinucci
Fotos: Dayana Luiza

Identidade visual do projeto é do multiartista Kiko Dinucci

Curta no facebook: /itaercioorocha
Siga no instagram: @rochaitaercio
Site: https://itaerciorocha.wixsite.com/portfolio
Youtube: /itaerciorocha
Deezer: itaerciorocha
Spotify: itaercio
Baixe o disco neste link

Projeto realizado com apoio do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba. Incentivo Pátio Batel.

JULHO DAS PRETAS – PR 2018!

As mulheres negras do Paraná se reuniram, de forma independente ou por meio de movimentos sociais e demais organizações, para organizar uma programação com muitas atividades para o Julho das Pretas 2018.

Há tempos que o Movimento de Mulheres Negras (MMN) realiza eventos em comemoração ao Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, em 25 de julho. Desde o ano passado, esse evento que era realizado em apenas um dia se ampliou e se transformou em uma programação de atividades para o mês de julho.

O mote desse ano é: DIREITOS IMPORTAM! PRETAS NO PODER!

Entenda melhor sobre a comemoração do Julho das Pretas:

Texto de Ana Carolina Dartora

*DIA 25 DE JULHO, DIA NACIONAL DE TEREZA DE BENGUELA*

Dia 25 de Julho se celebra no Brasil o Dia Nacional de *Tereza de Benguela* e da Mulher Negra. A data foi instituída através da Lei nº 12.987/2014, que entrou em vigor no dia 02 de junho de 2013. A inspiração vem do Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, marco internacional da luta e da resistência da mulher negra, criado em 25 de julho de 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, na República Dominicana.

Anualmente, o 25 de julho é, portanto, dedicado à mulher negra no Brasil e no mundo. Em todo o país, são realizadas audiências públicas, festivais, seminários, conferências, feiras, entre outras tantas atividades, numa reafirmação da identidade, da história, da resistência e da luta das mulheres negras em prol da igualdade de oportunidades que ainda não existe de fato em nossa sociedade.

*Tereza de Benguela* representa todas as mulheres negras na homenagem que lhe foi prestada através da Lei que institui o 25 de Julho no Brasil. Nascida no século XVIII, ela chefiou o Quilombo do Piolho ou Quariterê, nos arredores de Vila Bela da Santíssima Trindade, no Estado do Mato Grosso. Sob seu comando, a comunidade cresceu militar e economicamente, incomodando o governo escravista. Após ataques das autoridades ao local, Benguela foi presa, vindo a suicidar-se após se recusar a viver sob regime de escravidão.

Sua luta nos inspira para que sigamos atuando na busca por consolidação e visibilidade desta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero, racial e étnica em que ainda vivem as mulheres negras.

Também celebramos esta data com o objetivo de ampliar e fortalecer organizações de mulheres negras, construir estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais formas de opressão, bem como fazemos exigência de ampliação de direitos, democratização de espaços de poder e decisão na sociedade, promoção, valorização e debate sobre a identidade da mulher negra brasileira.

*Direitos Importam! Pretas no Poder!*

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO E PARTICIPE!

30/06 – Café e bate papo das pretas
Local: Sede da RMN-PR – Rua Professor Ovídio Brasílio da Costa, 2251, casa 3 – Santa Quitéria – Curitiba/PR
Horário: 9h30 – 12h

07/07 – Oficina Saúde da População Negra e Prevenção Combinada
Local: Tenda na “Boca Maldita” – Próxima à Praça Osório
Rua XV de Novembro – Curitiba/PR
Horário: 10h – 15h

07/07 e 08/07 – Ilê Yabás: mães e rainhas pretas
Virada Cultural de Mulheres Negras
Local: Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio
Rua Desembargador Clotário Portugal, 274, Centro – Curitiba/PR
Horário: a partir das 15h

09/07 a 13/07: Palestras e ações sobre a temática da população negra e indígena
Local: Colégio Estadual Guaíra
Rua Lamenha Lins, 1962 – Rebouças – Curitiba – PR
Horário: Manhã e tarde
Realização: Associação Usina de Ideias

13/07: Oficina de cartazes para a Marcha das Mulheres Negras
Com as (os) alunas (os) do Colégio Estadual Guaíra
Local: Colégio Estadual Guaíra.
Rua Lamenha Lins, 1962 – Rebouças – Curitiba – PR
Horário: Manhã e tarde
Realização: Associação Usina de Ideias

14/07 – Palestra sobre o livro “Com Ela”
Com a Escritora Ingrid M. Alves
Local: Livraria Vertov
Rua Visconde do Rio Branco, 835 – Sala 02 – Mercês – Curitiba/PR
Horário: 14h

14/07 – Cine Debate – Cara Gente Branca
Local: Livraria Vertov
Rua Visconde do Rio Branco, 835 – Sala 02 – Mercês – Curitiba/PR
Horário: 18h

16/07 – Seminário Classe, Gênero e Raça
Local: Sede da APP Sindicato
Av. Iguaçu, 880 – Rebouças – Curitiba/PR
Horário: 18h – 20h

21/07 – Palestras e lançamentos de livros
“Ayo” – Escritora Vera Paixão
“Com Ela” – Escritora Ingrid M. Alves
Local: Livraria Vertov
Rua Visconde do Rio Branco, 835 – Sala 02 – Mercês – Curitiba/PR
Horário: 10h

21/07 – Roda de Conversa – Feminismo Negro
Local: Livraria Vertov
Rua Visconde do Rio Branco, 835 – Sala 02 – Mercês – Curitiba/PR
Horário: 14h

21/07 – Roda de Conversa – Saberes Ancestrais das Parteiras
Local: Livraria Vertov
Rua Visconde do Rio Branco, 835 – Sala 02 – Mercês – Curitiba/PR
Horário: 16h

22/07 – Feira do Afro-empreendedor
Homenagem às mulheres negras
Local: Praça Zumbi dos Palmares
Rua Eloi Orestes Zeglin, Pinheirinho – Curitiba/PR
Horário: 14h – 18h

22/07 – Oficina Corpo, Voz e Movimento
Local: Praça Zumbi dos Palmares
Rua Eloi Orestes Zeglin, Pinheirinho – Curitiba/PR
Horário: 15h – 16h

25/07 – Arraiá das Pretas
Local: Quintal da Maria
Av. Jaime Reis, 366 – São Francisco – Curitiba/PR
Horário: 19h – 22h

26/07 – A Mulher Negra na Universidade: conquistas e desafios
Local: Universidade Federal do Paraná – Setor de Ciências Humanas
Rua General Carneiro, 460 – Edifício D. Pedro I – Reitoria – Curitiba/PR
Horário: 19h

25, 26 e 27/07 – V Colóquio de Feminismo Negro
Local: Universidade Estadual de Maringá (UEM)
Av. Colombo, 5790 – Jardim Universitário – Maringá/PR
Horário: 19h30

27/07 – Oficina A Saúde da Mulher Negra
Local: Sede da ANEPRO (Associação dos Negros Procopenses)
Av. Antônio Silveira Brasil, 265, Jardim Bandeirantes – Cornélio Procópio / PR
Horário: 13h – 17h30

27/07 – CuTUCando a Inspiração apresenta: Slam Resistência Surda
Local: Teatro Universitário de Curitiba – TUC
Galeria Júlio Moreira – Travessa Nestor de Castro, s/nº, Gal. Júlio Moreira – Centro – Curitiba/PR
Horário: 19h – 22h
Apoio: Feira do Poeta
Curadoria: Gabriela Grigolom

28/07 – Dia das Princesas Negras
Local: Espaço Salão Africanitude – Estética e Arte
Rua Angenor Antônio Rodrigues, 432 – Sítio Cercado – Curitiba/PR
Horário: 10h

28/07 – Roda de Conversa “Empoderamento da mulher negra”
Dança e Bate-papo sobre o Julho das Pretas
Local: FAISCA – Feira Agroecológica de Inclusão Social Cultura e Artes
Avenida Ângelo Moreira, 5030 – Umuarama / PR
Horário: 16h – 20h

29/07 – Marcha das Mulheres Negras
Local: Parolin
Rua Professor Plácido e Silva, 860 – Parolin (Em frente ao Armazém da Família) – Curitiba/PR.
Horário: 14h

fonte: Rede de Mulheres Negras no Paraná

OS PÁLIDOS

Os Pálidos. Foto: Elenize Dezgeniski

A CiaSenhas de Teatro, dentro das ações do Projeto CiaSenhas ACIONA!, volta em curta temporada no Centro Cultural SESI  Heitor Stockler de França, em Curitiba, com o espetáculo Os Pálidos. As apresentações acontecem a partir de 3 de julho, de terça a sábado,  sempre às 20h00. A entrada é Pague Quanto Quiser.

O espetáculo Os Pálidos foi criado a partir de dois polos: a relação com o espectador (já experimentada em outros trabalhos do grupo) e a reflexão sobre estados de inércia, paralisação e anestesia em um ato urgente de pensar o mundo e a cena. 

Os Pálidos tem como ponto de partida dois clássicos de Luis Buñuel: O Anjo Exterminador e O Discreto Chame da Burguesia.

A peça, com texto e direção de Sueli Araujo, acontece em dois ambientes simultaneamente, dividindo a plateia, mas mantendo uma conexão permanente entre os espaços e com “os públicos”. Em cena, ao invés de personagens tradicionais, os atores exploram vozes contraditórias, visões de mundo e formas de pensamento e conduta que tentam forjar uma atitude, construir um gesto que faça a diferença no mundo. Porém, são seres paralisados, medicados e em estado de absoluta suspensão. Em dissonância a este estado das coisas, a cena é revestida com diversos tipos de plantas, investindo na possibilidade de percepção da vida para além da quase morte e apatia das figuras da montagem.

Ao mesmo tempo em que o espetáculo aciona um tipo de humor desestabilizante e estabelece pontos de relação com o espectador, cria espaços de discussão sobre criação de condições de sobrevivência e de formas de estar junto. São situações em que um tipo de micropolítica está sugerida. 

Em Os pálidos, artistas e público, buscam saídas e entradas em um jogo potente de presença. Trabalha com a ideia de que, segundo Eliane Brum: estamos “Esvaziados de ilusões e de formas, aquele que precisa construir um rosto tem medo. Em vez de disputar democraticamente, o que dá trabalho e envolve perdas, prefere o caminho preguiçoso da adesão. E adere àquele que grita, saliva, vocifera, confundindo oportunismo com força, berro com verdade.” É sobre o contexto atual que vivemos e sobre escolhas. 

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia e Direção – Sueli Araujo
Atuação: Anne Celli, Ciliane Vendruscolo, Greice Barros, Luiz Bertazzo, Rafa di Lari e Sueli Araujo
Direção de Movimento – Cinthia Kunifas
Cenário e Figurino – Paulo Vinícius
Designer de Som – Ary Giodani
Designer de Luz – Wagner Corrêa
Direção de Produção – Marcia Moraes
Produção Executiva – Edran Mariano
Designer Gráfica – Adriana Alegria
Assessoria de Imprensa – Fernando de Proença
Fotos – Elenize Dezgeniski

SERVIÇO:
OS PÁLIDOS
de 03 a 07 de julho de 2018
terça a sábado às 20h  no Centro Cultural SESI  Heitor Stockler de França (Mal. Floriano Peixoto, 458, centro de Curitiba)
Entrada: PAGUE QUANTO QUISER
Confira a página do evento, aqui

INSCRIÇÕES PARA O NÚCLEO DE DRAMATURGIA DO SESI-PR 2018 VÃO ATÉ O DIA 5

Oficinas imersivas, palestras, mesas redondas e orientações contarão com artistas de diferentes estados

Até o dia 5 de julho estão abertas as inscrições para o Núcleo de Dramaturgia Sesi-PR – Edição 2018. O programa, em um formato mais dinâmico, prevê oficinas imersivas, encontros, palestras, mesas redondas e orientações direcionadas com artistas de artes cênicas de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Com encontros frequentes entre os meses de julho e novembro que acontecerão no Centro Cultura Sesi Heitor Stckler de França, o Núcleo propõe a reflexão, exercício e prática da escrita para a cena, num laboratório de criação dramatúrgica, a fim de incentivar a geração de textos inéditos que serão apresentados em uma mostra pública com leituras dramáticas ao final da edição com, inclusive, possíveis publicações dos textos selecionados.  

O Núcleo de Dramaturgia é destinado a qualquer pessoa que deseje desenvolver a prática da escrita. Trata-se de um programa de estudos e desenvolvimento de escrita para a cena. Os inscritos até o dia 5 de julho passarão por um processo de seleção que irá contemplar 12 participantes e três suplentes para esta edição. Para efetuar a inscrição, acesse o edital por meio do site www.sesipr.com.br/cultura.

Sobre o Projeto Núcleo de Dramaturgia Sesi
Surgiu em 2009 a partir de uma primeira experiência realizada pelo Sesi-SP em parceria com o British Council (organização internacional do Reino Unido para relações culturais e oportunidades educacionais). A iniciativa compõe o programa de Núcleos Criativos do Sesi desde 2015 e tem o objetivo de criar um ambiente de desenvolvimento e aperfeiçoamento de artistas, estimular o compartilhamento de referências, experiências e práticas dramatúrgicas, incentivar o diálogo das obras com a diversidade de linguagens, visões e experimentações estéticas, promover o intercâmbio entre artistas de cena e autores da região e de outros estados, bem como valorizar a criação artística contemporânea nas suas mais diversas formas para que provoque questionamentos em seu público.

PROGRAMA NÚCLEO DE DRAMATURGIA SESI-PR – EDIÇÃO 2018:

Abertura
Apresentação da performance “O Narrador” com Diogo Liberano* (RJ) seguido de mesa redonda com o artista e demais orientadores da edição 2018.

*Diogo Liberano é diretor teatral e dramaturgo integrante da companhia carioca Teatro Inominável. Coordenador do Núcleo de Dramaturgia SESI Cultural (Rio de Janeiro), é também doutorando em Literatura, Cultura e Contemporaneidade (PUC-Rio) onde investiga dramaturgia como um tipo de literatura autônoma à cena teatral.

Oficinas Imersivas 
Com duração de 9h/aula, os encontros serão ministrados pelos convidados Diogo Liberano, Stephan Baumgärtel (SC), Adélia Nicolete (SP), Jé Oliveira (SP), Luci Collin (PR) e Tânia Farias (RS).

*Jé Oliveira é ator, dramaturgo, diretor e MC. Formado pela Escola Livre de Teatro de Santo André, onde hoje leciona dramaturgia. É fundador do Coletivo Negro, grupo que existe há 10 anos na cidade de São Paulo. Em 2017 ganhou o 6º Prêmio Questão de Crítica por sua obra “Farinha com Açúcar ou Sobre a Sustança de Meninos e Homens”. Professor e orientador do Núcleo de Dramaturgia do Sesi/PR nas edições 2017/2018. Estuda Ciências Sociais na Universidade de São Paulo – USP.

Adélia Nicolete é mestre e doutora em Artes pela ECA-USP, com pesquisa sobre dramaturgia e teatro contemporâneos. É dramaturga, professora e autora de diversos livros, sendo o mais recente “Luís Alberto de Abreu – um teatro de pesquisa”, lançado em 2011 pela editora Perspectiva, do qual foi responsável pela organização.

Luci Collin é formada em Piano e Percussão Clássica pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná e em Letras Português/Inglês pela Universidade Federal do Paraná. Doutora em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês e pós-doutora em Literatura Irlandesa pela Universidade de São Paulo. Lecionou fora do país e atualmente é uma das professoras da Universidade Federal do Paraná (UFPR), lecionando literatura de língua inglesa e tradução literária. Participou de antologias nacionais e internacionais (Alemanha, Argentina, EUA, Uruguai), recebeu prêmios de concursos de literatura no Brasil e nos Estados Unidos. Além de ter sido a escritora brasileira que representou o Projeto Literário no EXPO 2000 em Hannover. O forte da escritora curitibana são os poemas e contos, contendo muita ficção. Alguns de seus textos dramáticos viraram inspiração para autos teatrais, como Acasos Perdidos. Também traduziu Gary Snyder, Gertrude Stein, E. E. Cummings, Eiléan Ní Chuilleanáin e Jerome Rothenberg, entre outros.

Tânia Farias é atriz, pesquisadora e encenadora teatral. Personalidade das artes cênicas no Rio Grande do Sul, ela atua na tribo Ói Nóis Aqui Traveiz há mais de duas décadas.

Stephan Baumgärtel possui mestrado em Letras Inglês pela Ludwig-Maximilians-Universität München, doutor em Literaturas da Língua Inglesa pela Universidade Federal de Santa Catarina, e pós-doutorado na ECA/USP com estudos sobre a dramaturgia brasileira contemporânea. Sua tese de doutorado recebeu o Prêmio CAPES 2005. Atualmente é professor associado da Universidade do Estado de Santa Catarina na área de história do teatro, estética teatral e dramaturgia. É idealizador e coordenador do projeto Encontro com Dramaturgo da UDESC. Pesquisador, ele investiga principalmente as modalidades de poéticas políticas teatrais na contemporaneidade e modalidades não-miméticas de encenar textos teatrais não-dramáticas. Leciona principalmente nos campos da dramaturgia contemporânea, teatro pós-dramático, teatro performativo e análise da encenação teatral.

Orientações Direcionadas
As orientações serão realizadas a cada 15 dias com agendamento prévio diretamente com um dos orientadores desta edição:

*Lígia Souza Oliveira é dramaturga e pesquisadora, doutoranda em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo, com estágio de pesquisa em Literatura Francesa na Université Paris 8 – Vincennes/Saint Denis, mestre em Literatura pela Universidade Federal do Paraná e graduada em Artes Cênicas pela Faculdade de Artes do Paraná. Já publicou as dramaturgias Encontros Diários, Personne e Outros Sons.

*Marcelo Bourscheid é dramaturgo, diretor, tradutor e produtor teatral. Sua dramaturgia tem sido encenada por companhias de todo o país, recebendo prêmios, estudos críticos e circulando por importantes festivais. Foi professor de dramaturgia e escrita criativa em instituições como o SESI, SESC, UFPR, UDESC, ESC Escola de Escrita, dentre outras. Atualmente, integra o Projeto Teatro de Segunda, é Diretor de Cultura da UNESPAR e doutorando em encenação e dramaturgia na UFPR.

*Olga Nenevê é dramaturga, atriz e diretora. Fundadora do Grupo Obragem de Teatro, seus trabalhos são caracterizados pelo perfil investigativo e pela contaminação com outras áreas artísticas. Participou do Núcleo de Dramaturgia SESI-PR em 2010. Seus principais trabalhos como dramaturga são “Trilogia sobre a morte e o luto” composta pelos textos “Passos” (2008); “O inventário de Nada Benjamim” (2009) e “Zaqueu” (2010); “Trilogia sobre a loucura” composta pelos textos “As tramoias de José na cidade labiríntica” (2011 – Troféu Gralha Azul de Melhor texto original); “Cristiano – o cão louco” (2013) e “Coração” (2014 – Prêmio Oraci  Gemba da FCC).

*Sueli Araujo é diretora, dramaturga e fundadora da CiaSenhas de Teatro. Seus trabalhos mais recentes são os espetáculos Fui! (2016), O bafo da gralha (2016) e Os Pálidos (2015), nos quais tem se dedicado a investigar procedimentos poéticos que incluem o espectador na encenação. Em 2013, lançou o livro Narrativas em Cena. É professora do Curso de Artes Cênicas da Unespar-FAP desde 1998.

Stephan Baumgärtel

Mesas Redondas
As artistas Adélia Nicoleti e Tânia Farias, além das oficinas imersivas com os integrantes do Núcleo, propõem uma conversa/palestra aberta ao público em geral.

Leituras Dramáticas
Serão realizadas leituras dramáticas com a presença dos artistas convidados. Alguns dos textos selecionados na edição de 2018 serão encaminhados para publicação impressa e online.

SERVIÇO:
Núcleo de Dramaturgia do Sesi-PR – Edição 2018
Inscrições: até 5 de julho
Início: Julho de 2018
Local: Centro Cultural Sesi Heitor Stockler De França
Endereço: Av. Mal. Floriano Peixoto, 458 – Centro de Curitiba
Número de participantes: 12 pessoas selecionadas e 3 suplentes

Mais informações:
www.sesipr.com.br/cultura/
www.facebook.com/sesiculturapr/

II CRAZY CAT TATTOO

Crazy Cat Gang  promove a segunda edição do Crazy Cat Tattoo, neste sábado, dia 23 de junho, na Casa Selvática, em Curitiba.

“Neste segunda edição conseguimos o apoio dos tatuares mais ninjas e gateiros de Curitiba

Felipe Cesar @felipecesar.me
Tamy Antunes @tamyantunes
Bad Vibes Tattoo
Vértebra Estúdio Vértebra
Prii_tattoo @pricilaadamski.tattoo
@loiz_loiz 

Vai ter tatuagem de gato de 5 a 7cm por R$200,00. 

Vai ter bazar de roupas e cacarecos a partir de R$2,00 até no máximo R$50,00

Vai ter comidinhas juninas veganas com a Kzau Cozinha
– caldinho de feijão
– torta de pinhão
– bolo de milho
– bolinho de milho salgado
– curau
– suspiro de amendoim
– chá da bruxa (com frutas e especiarias)
E ainda os tradicionais:
– paçoca
– pé de moleque
– quentão

Produtos exclusivos Crazy Cat Gang com canecas, adesivos, bandanas doadas pela Design de Estimação e carteiras vegan e de couro doadas pela Yë

Pocket Show ao vivo Rogê Além e DJS convidados (Clau Gonçalves, Edu Dario, Manas Zilli)

Workshop de Cuidados Felinos com a Andreza Soinegg, que é especialista em comportamento felino, babá de felinos da empresa Su Gato Mi Gato e também voluntária Crazy Cat Gang

Serviço:
II Crazy Cat Tattoo
DIA: 23/06
Horário: 13h às 19h,
LOCAL: Casa Selvática, Rua Nunes Machado, 950, Rebouças, Curitiba
Confira a página do evento, aqui

Apoio: Vertebra, Bronco Tattoo, Laia Tattoo, Casa Selvática e voluntárias ninjas
Ilustra: Rafaella Vanni

SEXTA E SÁBADO ::: 2ª FEIRA DE LIVROS E DISCOS ERVA DOCE DOCERIA BAR

Nesta sexta-feira, dia 22 de junho, a partir das 14h, a Erva Doce Doceria Bar promove sua 2ª Feira de Livros e Discos! Com livros e discos a partir de R$3,00. A doceria serve comidinhas maravilhosas, chope artesanal e bebidinhas quentes! A feira começa sexta-feira às 14h e vai até às 22h. A música ao vivo rola a partir das 20h30 (de sexta) com Caratuva Choro Trio. A FEIRA CONTINUA sábado a noite, das 18h às 22h. A Erva Doce Doceria Bar fica na rua Paula Gomes, 380, Centro de Curitiba. Entrada gratuita! Venha curtir com a gente e aproveitar nossos mega descontos!!!

A feira é uma parceria entre a doceria mais charmosa do centro de Curitiba e a a Loja das Pulgas, Amigo Animal, a Cia Contágio (de teatro), o blogue FATO Agenda e a BrutaFlor_Arte.

Livros
Livros de todos os tipos: literatura brasileira, universal, coletâneas, livros técnicos, livros infantis em inglês, revistas e gibis. Livros a partir de R$3,00 – pra todo mundo sair carregado de livros da feira!

Discos
No acervo, mais de 800 discos de vinil com até 30% em descontos. Três caixas de “3 discos por R$10,00”. Discos de rock, samba, mpb, música erudita, discos compactos.

Vale lembrar que a Loja das Pulgas comercializa as doações da Amigo Animal – associação sem fins lucrativos que abriga mais de 1000 cachorros resgatados (em Curitiba e região) e os encaminha vacinados, castrados e desverminados para adoção responsável. Então as vendas das feiras vão contribuir com esse trabalho!

Local: Erva Doce Doceria Bar
Uma doceria charmosa no centro boêmio da cidade! Com doces, pizzas, chope artesanal e bebidinhas doces. A doceria tem um teatro dentro ainda, um lugar que vale muito a pena conhecer!

Caratuva Choro Trio
Música ao vivo confirmado na 2ª Feira De Livros E Discos Erva Doce Doceria Bar!!! Chorinho por conta CARATUVA CHORO TRIO, apresentação a partir das 20h30.

Bruta Flor_Arte
Nesta feira teremos a parceria da BRUTAflor_arte com seus vasinhos mimosos de cimento. Suculenta e cactos. E barateza hein: 15 reais, em média!

Serviço:
2ª FEIRA DE LIVROS E DISCOS ERVA DOCE DOCERIA BAR
Datas: 22 de junho, sexta-feira, a partir das 14h às 22h. Sábado a noite: das 19h às 22h
Local: Rua Paula Gomes, 380, São Francisco, Centro de Curitiba
Página do evento, aqui
Informações sobre a feira: (41) 99745-5294
Fanpage: Erva Doce Doceria Bar
Fanpage: Loja das Pulgas
Fanpage: BrutaFlor_arte
Associação do Amigo Animal: www.amigoanimal.org.br

Produtos da Loja das Pulgas no MercadoLivre, aqui. Alguns discos da loja, aqui

QUINTETO DE SOPROS DE CURITIBA PROMOVE CONCERTO COM REPERTÓRIO HISTÓRICO DOS SÉCULOS XX E XXI

Circuito Cultural Ademilar apresenta o terceiro concerto da temporada 2018 do Sopro5 Quinteto no Auditório da UTFPR, com entrada franca.

Grupo curitibano de música de câmara promove projeto ousado de temporada temática, com concertos mensais e um novo programa a cada apresentação. Em seu terceiro concerto, “Música do Século XX e XXI”, o Sopro5 Quinteto resgata obras importantes dessa tradicional formação musical. O concerto acontece no dia 19 de junho (terça-feira), no Auditório da UTFPR, com entrada franca.

Com o projeto “Sopro 5 – Temporada 2018”, o grupo já realizou dois concertos em Curitiba. O primeiro deles, “Belle Époque”, foi apresentado em abril, no Portão Cultural, um importante centro de linguagens artísticas da cidade, fundado em 1988. E, em maio, o segundo concerto, “Choros e Canções”, reuniu cerca de 100 pessoas no tradicional Teatro do Paiol, outro importante centro cultural local.

A temporada, que vai até novembro, conta ainda com mais três concertos com temáticas distintas: “Suíte Brasileira”, em agosto; “Sopro5 em Concerto”, em outubro; e “‘Villalobiando”, em novembro.

“Música do Século XX e XXI”
“Música do Século XX e XXI” traz um ousado repertório histórico dessa tradicional formação, com obras de György Ligeti, Harry Crowl, Paul
Hindemith, Francisco Araújo e Pedro Samsel Geraldo.

“Nossa intenção, com essa dinâmica de repertório e a itinerância em diferentes espaços culturais da cidade, é que pessoas que gostam de música de câmara nos prestigiem, mas, principalmente, queremos impactar um público novo”, destaca Fabrício Ribeiro, flautista e idealizador do projeto.

A temporada 2018 de concertos do Sopro5 Quinteto é uma das atrações do Circuito Cultural Ademilar, uma iniciativa que fomenta a cena artística da cidade e incentiva cerca de 20 projetos de música, arte, teatro e dança. O projeto foi viabilizado via Lei do Mecenato Municipal pela Ademilar Consórcio de Investimento Imobiliário, uma das maiores incentivadoras da área privada de Curitiba.

Serviço:
Concerto Música do Século XX e XXI
Data: 19/6
Horário: 19h30
Local: Auditório da UTFPR | Avenida 7 de Setembro, 3.165 – Rebouças
Entrada franca

POETA CURITIBANO FERNANDO KOPROSKI PASSA A LIMPO SUA TRAJETÓRIA EM PEQUENO DICIONÁRIO DE AZUIS

Volume celebra as mais de duas décadas dedicas aos versos com poesia completa e fortuna crítica.

Fernando Koproski é um dos nomes mais importantes da literatura brasileira dos últimos anos. Poeta, tradutor, prosador e letrista de rock e música popular, o curitibano completa em 2018 mais de duas décadas dedicadas aos versos e, para celebrar esse momento, publica Pequeno dicionário de azuis.

O volume reúne toda a poesia de Koproski a partir de 1995, com o debut em Manual de ver nuvens, e se debruça sobre clássicos do universo koproskiano como Nunca seremos tão felizes como agora (2009) e Tudo que não sei sobre o amor (2003), que contém CD gravado em parceria com o músico Luciano Romanelli.

A poesia de Koproski transpira musicalidade e ritmo, não é à toa que muitos dos seus versos foram transformados em canções por nomes como Beijo AA Força, Carlos Machado, Casca de Nós e Alexandre França. Para o lançamento, que acontece no dia 26 de junho, às 19h30, no bar Ornitorrinco, o autor irá ler seus poemas acompanhado pelo guitarrista Mario Vizioli. No dia 27 de junho, o poeta apresenta o mesmo número para estudantes do Ensino Médio da rede pública de educação de São José dos Pinhais, Biblioteca Scharffenberg de Quadros.

Beleza áspera
Muito além que um apanhado da trajetória autoral de Koproski, Pequeno dicionário de azuis presenteia o leitor com poemas inéditos, fortuna crítica e entrevistas, somando 660 páginas. Para o escritor, em tempos de e-books e outras plataformas para se fazer e divulgar literatura, o papel ainda é fundamental para que se passe a limpo uma carreira prolífera como a sua. “Gosto de livros, cresci lendo e me apaixonando por livros reais, com ossatura forte de papel, livros com musculatura de papel e nervos de papel. E por isso, era natural sonhar em fazer um livro real. Livros virtuais não me atraem, acho eles sem graça”, comenta.

A poesia de Fernando Koproski é de uma beleza áspera, quase casual e que reflete a Curitiba de Leminski, Dalton Trevisan e Jamil Snege – e não a Cidade Sorriso ou a capital do futuro das propagandas. “A poesia é um acaso, uma espécie de acidente, uma voz que chama não os melhores, nem os mais belos, mas provavelmente uma convocação aos mais feios, desajustados, talvez problemáticos ou simplesmente despreparados para ficar frente a frente com a beleza e a verdade”, comenta o poeta em uma das entrevistas de Pequeno dicionário de azuis.

Entre contrapontos e choques de realidade, Koproski tece, como Penélope, seu tapete para desfazê-lo em seguida. Sempre na contramão dos lugares-comuns e do academicismo do mundo literário, poemas como “Universidade federal”, do Retrato do artista quando primavera (2016), “Autorretratos”, de Narciso para matar (2016), ou “Há flores dentro do tronco”, do, até agora, inédito À Procura da poesia mais pura (2017), apresentam um Fernando combativo, avesso aos formalismos que enquadram e limitam a poesia.

Agridoce
Como explica o escritor Paulo Sandrini, em um dos textos críticos que compõe a obra, “a poesia de Koproski é também um canto de guerra contra esse mundo atual, lugar lúgubre, reacionário, de poucos afetos e muito egoísmo”. Para lutar contra a banalidade do mal, nada mais certo que a pureza e inocência, que nada têm de ingenuidade.

Pequeno dicionário de azuis funciona também como uma grande ode às várias formas de amor. Se os versos de O Livro de sonhos (1999) celebram a juventude, a vontade de estar vivo a plenitude de Rimbaud ou Jim Morrisson, os poemas de Nunca seremos tão felizes como agora têm um endereço certo.

Como Vinícius de Moraes, Koproski é um poetinha. Não por ser menor, ao contrário, pela grandeza de seu delicado – e agridoce – vislumbre sobre o cotidiano. Algo que somente os olhos do poeta treinado, e sôfrego, é capaz de produzir. Segundo Fernando, escrever poesia não é um ato diário, é algo sobre o qual se debruça como um viajante sobre um mapa. “Para fazer poesia você precisa de um assombro, um insight, uma inspiração, alguma espécie de gatilho de fogo para ‘atravessar o espelho’ e encontrar o poema lá do outro lado”, afirma.

Não é exagero dizer que a poesia é a arte do encanto e da busca pelo ideal da beleza. Isso porque, como explica o poeta, “a importância da poesia e da compaixão, misericórdia e do amor é a mesma.” E, novamente, o que surge é a pureza e a inocência – que só pode ser aprendida com as crianças.  “Ingrid grávida”, “Laurinha” e “O olhar de Laura”, os três da safra inédita, formam uma belíssima trilogia da paternidade.

No final, se percebe que Pequeno dicionário de azuis é um caleidoscópio poético, capaz de levar o leitor em uma viagem pelo coração do poeta que, como bem definiu Antônio Thadeu Wojciechowski, bomba versos em nosso sangue.

Sobre o autor
Fernando Koproski nasceu em Curitiba em 1973. É autor da trilogia Um Poeta deve morrer – Nunca seremos tão felizes como agora (2009), Retrato do artista quando primavera (2014) e Retrato do artista quando verão, outono, inverno (2014). Escreveu a série ficcional A Complicada beleza – Narciso para matar (2016), Crônica de um amor morto (2016) e A Teoria do romance na prática (2016) –, os livros de poesia Como tornar-se azul em Curitiba (2004), Pétalas, pálpebras e pressas (2004), premiado pela Secretaria do Estado da Cultura do Paraná, entre outros.

Koproski foi o primeiro tradutor do cantor e poeta canadense Leonard Cohen no Brasil, publicando as coletâneas Atrás das linhas inimigas de meu amor (2007) e A Mil beijos de profundidade (2016). É responsável pela tradução e seleção dos poemas de Charles Bukowski que compõem os livros Essa loucura roubada que não desejo a ninguém a não ser a mim mesmo amém (2005), Amor é tudo que nós dissemos que não era (2012) e Maldito deus arrancando esses poemas de minha cabeça (2015). Traduziu, em 2016, Cabeça de adulto, obra poética de Jeff Tweedy, vocalista e letrista da banda Wilco.

Serviço:
Lançamento de Pequeno dicionário de azuis
Poesia | Editora 7Letras | 660 páginas | R$ 69,00.
Leitura de poemas na voz do autor acompanhado pelo guitarrista Mario Vizioli
Quando: 26 de junho (terça-feira) | Horário: 19h30
Onde: Bar Ornitorrinco (R. Benjamin Constant, 400 – Centro de Curitiba).