“REVISITANDO A GRANDEZA QUE SOMOS – CARTAS PARA TEREZA DE BENGUELA” ESTREIA EM CURITIBA COM APRESENTAÇÕES GRATUITAS E PROGRAMAÇÃO FORMATIVA

Na foto de Lelo Sasso, as atrizes Flávia Imirene e Sol do Rosário em “Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela”. Temporada gratuita de 16 a 19 e 22 a 26 de abril, no Teatro José Maria Santos, em Curitiba.

Espetáculo inspirado na trajetória de Tereza de Benguela ocupa o Teatro José Maria Santos, em temporada gratuita de 16 a 19 e 22 a 26 de abril, articulando memória, ancestralidade e criação contemporânea, e integra projeto com ações acessíveis e oficina formativa gratuita com o artista Nando Zâmbia, com vagas limitadas.

Curitiba recebe, em abril, a estreia do espetáculo “Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela”, uma criação que entrelaça memória, ancestralidade e cena contemporânea para reverberar a força e a continuidade das histórias de mulheres negras no Brasil. Com apresentações gratuitas no Teatro José Maria Santos, o projeto propõe uma experiência que vai além da cena, articulando também ações formativas e de acessibilidade.

Uma estreia que convoca memória e presença
Inspirado na trajetória de Tereza de Benguela, liderança quilombola do século XVIII, o espetáculo acompanha o encontro entre duas mulheres negras e suas histórias atravessadas pelo tempo. Em cena, realidade e ficção se misturam como possibilidade de revisitar memórias, refletir sobre o presente e projetar futuros. “Essa criação é também um gesto de escuta e de reconexão com aquilo que nos atravessa como memória e como possibilidade de futuro”, afirma Flávia Imirene.

Interpretado por Flávia Imirene e Sol do Rosário, com direção de Sabrina Marques, o trabalho nasce de um processo criativo que inclui vivências no Quilombo Paiol de Telha (Guarapuava – PR), fortalecendo o diálogo com saberes ancestrais e práticas coletivas. A criação se insere na trajetória do OMI Núcleo Artístico e Cavala Produções ao propor narrativas que expandem o imaginário cultural a partir de perspectivas negras e afro-brasileiras. “Quando a gente sobe em cena, não estamos sozinhas, estamos em continuidade com muitas outras histórias que vieram antes e seguem pulsando através de nós”, completa Sol do Rosário.

Acessibilidade como parte da obra
Como desdobramento do espetáculo, o projeto investe na formação e no acesso, com sessões que contam com intérprete de Libras, audiodescrição e visitas guiadas para pessoas cegas ou com baixa visão. As apresentações com audiodescrição acontecem nos dias 25 e 26 de abril (sábado e domingo), e no sábado, dia 25, haverá ainda uma visita guiada ao espaço cênico, realizada uma hora antes da apresentação. Todas as sessões contam com intérprete de Libras.

Formação em movimento: oficina com Nando Zâmbia
A proposta se amplia ainda com a realização da oficina gratuita “Ará Izô – Corpo que Queima”, ministrada por Nando Zâmbia. Com trajetória consolidada no Brasil e no exterior, o artista conduz uma imersão intensiva voltada à investigação do corpo como campo de criação, energia e memória. A oficina articula elementos da dança, teatro e musicalidade afro-brasileira, propondo aos participantes uma experiência que conecta técnica e vivência sensível na construção de uma dramaturgia corporal.

Voltada a artistas, estudantes e interessados em geral, a atividade oferece 20 vagas gratuitas e acontece em período integral nos dias 17, 18 e 19. As inscrições estão abertas e fazem parte do conjunto de ações do projeto, que entende a formação como extensão do próprio gesto artístico. É possível participar de apenas um dos dias ou acompanhar toda a programação.

Com forte dimensão estética, política e formativa, “Revisitando a Grandeza que Somos” se apresenta como um convite à experiência, tanto para quem assiste quanto para quem deseja atravessar o processo criativo.

SERVIÇO:
Espetáculo “Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela”
Datas: 16 a 18 de abril – 20h | 19 de abril – 19h | 22 a 24 de abril – 14h30 | 22 a 25 de abril – 20h | 26 de abril – 19h
Sessão com audiodescrição: 25 de abril com visita guiada 1 hora antes da apresentação – 19h | 26 de abril – 19h
Local: Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco, Curitiba)
Ingressos: Gratuitos com distribuição 1 hora antes na bilheteria
Classificação: Livre

“Oficina: Ará Izô –  Corpo que Queima”
Ministrante: Nando Zâmbia
Datas: 17, 18 e 19 de abril
Horários: 9h às 12h e das 14h às 17h
Local: Grupo Capoeira Angola Zimba
Vagas: 20 (gratuitas)
Inscrições: aqui

FICHA TÉCNICA:
Elenco: Flávia Imirene e Sol do Rosário | EQUIPE CRIATIVA – Direção: Sabrina Marques | Dramaturgia: Flávia Imirene | Textos: Sol do Rosário, Sabrina Marques, Flávia Imirene | Direção de Movimento: Priscila Pontes | Direção Musical: Matheus Santos | Assistente de Direção Musical: Evangivaldo Santos | Música Original: Sol do Rosário, Sabrina Marques, Flávia Imirene | Operador de Som: Carlos Alberto Cortes Espejo | Iluminação: Nando Zâmbia | Figurino: Carla Torres | Caracterização e Maquiagem: Kênia Coqueiro | Social Media: Maria Carolina Felício | Foto de Divulgação: Lelo Sasso Fotografia | Identidade Visual: Keyla Queiroz | Direção de Produção: Vida Santos | Produção Executiva: Dan Ramos | Coordenação de Projeto: Sabrina Marques | Produção: Omi Núcleo Artístico e Cavala Produções

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica: @bb_comunica

PHEZZTA JAM ESTREIA EM CURITIBA COM LANÇAMENTO DE RAFA GOMES & BANDA

 

Encontro mensal no Studio Azzul Sabiah propõe experiências intimistas e fortalece a música autoral da cidade

Curitiba ganha um novo ponto de encontro da música autoral com a estreia da PHEZZTA JAM, iniciativa do Studio Azzul Sabiah que promove encontros musicais exclusivos um domingo por mês. A primeira edição acontece no dia 19 de abril, às 19h, no bairro Pilarzinho, e recebe o lançamento do projeto de Rafa Gomes & Banda.

A proposta da PHEZZTA JAM é simples e potente: criar um ambiente de escuta, presença e troca real entre artistas e público. A cada edição, um nome de destaque da cena local é convidado para apresentar seu trabalho em formato intimista, valorizando a experiência ao vivo e a proximidade. A iniciativa fortalece a cultura local e reafirma o compromisso do Studio Azzul Sabiah com a produção independente, ampliando o acesso a experiências musicais cuidadosamente selecionadas.

Para DouDou Chai, diretor do Studio Azzul Sabiah, a PHEZZTA JAM sintetiza a proposta do espaço de promover encontros artísticos marcados pela proximidade, diversidade sonora e experiências que fogem do convencional.

“Com seleções ecléticas, a ideia é música boa e diversão. Queremos que as pessoas se permitam viver surpresas exclusivas e sentir a energia da música ao vivo de um jeito diferente”, afirma.

O projeto também dialoga com outras ações desenvolvidas pelo estúdio, que tem realizado intercâmbios, eventos culturais, ensaios abertos e vivências criativas entre artistas da cena local.

Sobre o espaço
Localizado no Pilarzinho, em Curitiba, o Studio Azzul Sabiah é um espaço multicultural idealizado para eventos intimistas e encontros artísticos. O ambiente integra estúdio musical de alto padrão, sala com piano (ideal para exposições e vernissages), copa com cozinha e jardim criativo com possibilidade de projeções externas.

Com estúdio-teatro de 51 m² e capacidade para até 40 pessoas, o espaço vem se consolidando como um polo de produção cultural independente na região e comporta apresentações musicais, aulas, workshops, conferências, ensaios, exposições e outras experiências artísticas.

Rafa Gomes & Banda
A estreia da PHEZZTA JAM recebe o lançamento do projeto Rafa Gomes & Banda, marcando uma nova fase na trajetória do músico curitibano. A proposta apresenta formação renovada e sonoridade potente, aprofundando a mistura entre reggae, MPB e música contemporânea.

Com trajetória consolidada na cena autoral paranaense, Rafa ganhou projeção como vocalista e compositor da banda Afrojah entre 1999 e 2009. Posteriormente, levou sua música para Londres, onde se apresentou em pubs ingleses e ampliou o diálogo da música brasileira com o público europeu. Além da atuação nos palcos, o artista também desenvolve projetos de formação cultural, tendo idealizado iniciativas que conectam música e educação ao longo de sua carreira.

No palco do Azzul Sabiah, Rafa Gomes se apresenta ao lado da nova banda integrada pelos músicos Titi Barros (guitarra), Bomdyan Lohan (baixo), Samir Souza (bateria), Damian Nelson (sax e flauta) e Eduardo Ansay (teclados). A apresentação será única.

SERVIÇO:
PHEZZTA JAM | Edição Reggae e MPB com Rafa Gomes & Banda
Data: Domingo, 19 de abril
Horário: 19h
Local: Studio Azzul Sabiah
Endereço: Rua Desembargador José Pacheco Jr, 228 – Pilarzinho – Curitiba/PR
Ingressos: R$ 50 e R$25 (Meia-entrada para músicos e estudantes)

Ficha Técnica:
Phezzta Jam | Edição Reggae e MPB – com Rafa Gomes e Banda

Convidados:
@carlitobirolli
@fabiosalgueiro
@xaba_rodo
@mairobarbosaoficial

Rafa Gomes & Banda:
@orafagomesoficial – voz e violão
@titi.barros.71 – guitarra
@bomdyan.lohan – baixo
@samir_souzaman – bateria
@damianinelson – sax e flauta
@eduardoansay – teclados

Informações e acesso ao grupo “Amigos do Azzul Sabiah”: https://chat.whatsapp.com/BBt6x74oRKa9gMx3lgIUn0?mode=gi_t

Instagram: @azzulsabiah

Fonte: Aoca Cultural

ENTRE CORPOS, VOZES E TERRITÓRIOS: REVERBE REALIZA SUA 2ª EDIÇÃO COM IMERSÃO INTERNACIONAL NAS ARTES DA CENA

Janaina Matter e Greice Barros na primeira edição do REVERBE – realizado em Curitiba, durante momento de abertura do festival.

Encontro internacional de mulheridades em cena acontece de 29 de maio a 6 de junho e propõe criação, formação, espetáculos e intercâmbio em Curitiba e São Luiz do Purunã-PR.

De 29 de maio a 6 de junho de 2026, acontece a segunda edição do REVERBE — Encontro Internacional de Mulheridades em Cena, festival de caráter imersivo que articula criação, formação e difusão das artes cênicas idealizadas e protagonizadas, majoritariamente, por mulheres em sua multiplicidade de vivências.

Com ações na capital paranaense e no Campo das Artes, em São Luiz do Purunã, o projeto fortalece redes locais, nacionais e internacionais de artistas, evidenciando a potência transformadora da arte.

Idealizado pelas artistas Janaina Matter, diretora da Alfaiataria, e Greice Barros, diretora da Núcleo Produções Cultura e Desenvolvimento, o encontro é vinculado ao The Magdalena Project, rede mundial de mulheres do teatro e da performance, ativa há mais de 30 anos em diversos continentes.

Essa conexão amplia o alcance do festival para além dos contextos estadual e nacional, promovendo intercâmbio artístico e circulação de ideias entre gerações e territórios.

“Cada vez mais entendemos que, neste mundo, só é possível atuar em redes. Para além de ser uma forma de troca, é também uma maneira de assegurar espaços e acolher artistas em um ambiente propício ao fortalecimento dos trabalhos e às discussões pertinentes”, explicam as idealizadoras.

Com processo curatorial realizado desde fevereiro de 2026, a programação desta edição é assinada por Janaina Matter e Greice Barros, com participação das curadoras convidadas Daniele Santana e Patrícia Alves.

O principal foco norteador da curadoria está na diversidade e pluralidade poética e, principalmente, em trabalhos dirigidos, escritos e desenvolvidos com protagonismo de mulheres.

Programação imersiva

O REVERBE se estrutura como uma experiência de convivência e criação coletiva.

“Essa dinâmica possibilita outras camadas de relação no encontro. A ideia é aproveitar a convivência para trocas sobre os trabalhos, modos de criação, desejos e projetos futuros. É nesse espaço que a rede, de fato, se estabelece”, destaca Janaina Matter.

Serão realizadas quatro oficinas formativas e uma residência intensiva de escrita, com posterior publicação virtual, além de mesas de conversa, mostras de processos, dez espetáculos e refeições compartilhadas, entendidas também como espaços de troca e fortalecimento de rede.

Ao todo, são 30 vagas para artistas residentes: 20 para a programação completa, que inclui São Luiz do Purunã e Curitiba, e 10 para a programação exclusivamente em Curitiba.

Também serão oferecidas 8 bolsas integrais para estudantes de artes cênicas, exclusivamente mulheres cis e trans, sendo 60% destinadas a mulheres negras.

As inscrições para residentes estão abertas desde o dia 2 de abril, e os passaportes podem ser adquiridos via Sympla.

As participantes podem optar por dois formatos de passaporte.

O primeiro contempla todas as atividades em Curitiba e programação intensiva de três dias no Campo das Artes, em São Luiz do Purunã. Inclui uma residência artística de escrita ministrada por Helena Vieira (escritora, dramaturga, filósofa e ativista transfeminista), com posterior publicação digital, além de apresentações das artistas curitibanas Adriana Omoto, Larissa Lima e Priscila Pontes.

Em caráter imersivo, esse formato contempla todas as atividades entre 29/05 e 06/06 (nove dias de programação), incluindo alimentações coletivas por todo o período e hospedagem em São Luiz do Purunã.

O segundo formato dá acesso às atividades realizadas apenas em Curitiba, de 1º a 6 de junho, com almoço e jantar inclusos, participação em duas oficinas (nacional e internacional) e acesso integral à programação.

Essa programação inclui mesas, sete espetáculos, mostra de processos e mostra de residentes, junto das artistas convidadas: Debora Correa (Grupo Yuyachkani, Peru), Zoe Godovic (Sérvia), Cia Biruta (PE), Baciada de Mulheres do Juquery (SP), Tânia Farias (RS), Fredda Amorim (MG), além das artistas curitibanas Saravy e Gladis das Santas.

A programação ocorre em diferentes espaços culturais de Curitiba, como a Casa Hoffmann, o Teatro José Maria Santos e a Alfaiataria, além do Campo das Artes.

Ao todo, o festival reúne dez espetáculos e nove ações formativas, além do sarau de abertura, mostra das residentes e mostra de processos, promovendo a circulação de obras e processos criativos.

“Esse trânsito entre artistas e público é parte essencial da proposta do encontro”, destaca Greice Barros.

Histórico e continuidade
A primeira edição do encontro, realizada em 2022, reuniu artistas de diferentes estados brasileiros e de países como México, Chile, Argentina e Dinamarca, com oficinas, mesas de conversa, mostras e espetáculos nacionais e internacionais.

Desde então, o REVERBE vem se consolidando como um espaço de intercâmbio e fortalecimento das mulheres nas artes da cena.

Em 2026, o festival amplia sua vocação em rede, propondo um território temporário de criação, escuta e celebração.

“No qual reverberar significa também re-verbar: repensar discursos, criar novas narrativas e sustentar a arte como espaço de resistência e invenção de futuro”, afirmam as idealizadoras.

O projeto é realizado por meio do PROFICE (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná), com incentivo da Copel.

SERVIÇO:
REVERBE — Encontro Internacional de Mulheridades em Cena
Programação: 29 de maio a 06 de junho de 2026
Inscrições e informações:
https://www.sympla.com.br/evento/reverbe-encontro-internacional-de-mulheridades-em-cena/3367998
Redes sociais: @alfaiataria_ | @nucleo_producoes

Informações: encontromagdalenacwb@gmail.com

Sobre Janaina Matter
Idealizadora e Diretora Artística da Alfaiataria, inaugurada em 2019, é atriz-criadora e cofundadora da Súbita Companhia de Teatro (2007), em Curitiba.

Sua pesquisa é dedicada ao teatro e ao cinema, com ênfase na fisicalidade em cena, a partir do método Suzuki para Atores, do diretor japonês Tadashi Suzuki.

Integra o The Magdalena Project, atuando como tradutora oficial do site da rede. Também desenvolve pesquisas em roteiro e direção para cinema e séries.

Sobre Greice Barros
Atriz, produtora e gestora cultural, atua há mais de 20 anos na realização de projetos culturais voltados a diversas linguagens artísticas.

É formada em Artes Cênicas pela FAP/UNESPAR e especialista em Políticas Culturais de Base Comunitária pela FLACSO.

Fundadora da Núcleo Produções Cultura e Desenvolvimento, integra a chefia de gabinete do SATED-PR (gestão 2025/2027) e representa a região Sul no GT Setorial do Teatro/Funarte.

Como atriz, integra a CiaSenhas de Teatro desde 2002 e desenvolve a pesquisa autoral solo “Raiz”.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica — @bb_comunica

DOS BASTIDORES AO PALCO: EXPOSIÇÃO REVISITA A HISTÓRIA DA MAQUIAGEM TEATRAL NO BRASIL

Projeto idealizado por Livien Ullmann destaca a trajetória da maquiagem cênica no Brasil, desde o século XVI até os dias atuais, dentro da programação do Festival de Teatro de Curitiba 2026

A exposição “Maquiagem Teatral: Uma História Nacional” integra a programação da 34ª edição do Festival de Teatro de Curitiba, em 2026, e abre ao público no dia 3 de abril, propondo um mergulho na trajetória da maquiagem cênica no Brasil, desde o primeiro espetáculo registrado no país, em 1564, até os dias atuais. Idealizado pela artista Livien Ullmann, o projeto lança luz sobre uma prática fundamental para as artes cênicas, cuja presença nem sempre esteve em evidência ao longo do tempo.

A mostra se organiza como um percurso que atravessa diferentes tempos, reunindo imagens, narrativas e vestígios em uma experiência acessível e dinâmica. Ao longo do trajeto, registros históricos, objetos e espaços de interação constroem um diálogo entre passado e presente, ao mesmo tempo em que recuperam a memória de uma profissão que por muito tempo permaneceu invisível. “Durante décadas, a maquiagem no teatro foi feita pelos próprios artistas, sem reconhecimento e sem registro. Essa exposição busca preservar essa história e valorizar esses profissionais na construção da cena brasileira”, afirma Livien.

À frente da coordenação geral e direção de produção Michele Menezes destaca o desafio de transformar a pesquisa em experiência: “Dar forma a essa história foi um exercício de escuta e composição. A gente organiza vestígios, cruza tempos e constrói um percurso, que só existe porque é coletivo”.

Além da exposição, o projeto promove quatro ações formativas ao longo do período expositivo. A programação inclui duas conversas abertas ao público e duas masterclasses de maquiagem e caracterização teatral, reunindo artistas convidados e maquiadores reconhecidos nacionalmente. As atividades têm como foco a formação de maquiadores cênicos profissionais e amadores, além de aproximar o público dos processos criativos do teatro.

A exposição foi pensada para ser acessível em todo o percurso. O espaço tem circulação adaptada, audiodescrição nas obras por QR Code e audioguia. Os vídeos contam com tradução em Libras e, ao longo da temporada, acontecem visitas guiadas em Libras nos dias 05 e 12 de abril, às 17h. A mostra também considera diferentes formas de percepção, com recursos voltados a pessoas neurodivergentes e uma equipe preparada para acolher o público.

Diálogos, práticas e memórias da maquiagem na cena brasileira

O projeto conta também com uma programação formativa gratuita, com encontros e masterclasses realizados sempre na Alfaitaria – Espaço das Artes. No dia 3 de abril (sexta-feira), das 17h às 19h, acontece o primeiro encontro: A Importância da Maquiagem e do Maquiador, mediado por Livien Ullmann, com participação do diretor George Sada e da maquiadora Mona Magalhães.

No dia 4 de abril (sábado), das 17h às 19h, a programação segue com a primeira masterclass, ministrada por Livien Ullmann, que apresenta ao vivo o processo completo de criação de uma maquiagem teatral. Já no dia 11 de abril (sábado), no mesmo horário, acontece a segunda masterclass, com o maquiador Marcelino de Miranda.

Encerrando a programação formativa, o acontece o segundo encontro: A História da Maquiagem e do Maquiador, será realizado no dia 18 de abril (sábado), das 17h às 19h, com mediação de Valesca Xavier Moura Jorge e participação do maquiador Anderson Bueno e da atriz Léa Albuquerque.

O projeto é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), realização da Lillart, produção da Pró Cult, incentivo da Buffalo Motores e Cia Beal Alimentos.

Sobre Livien Ullman
Livien Ullmann é empresária, maquiadora e produtora cultural, formada em Design e Teatro, com uma trajetória sólida e reconhecida nas artes cênicas. À frente da Lillart Maquiagem há mais de 10 anos, desenvolve projetos que atravessam teatro, circo, dança e eventos corporativos, unindo criação artística, pesquisa e produção. É idealizadora da Convenção Lillart, a principal convenção de maquiagem artística do Brasil, e da exposição “Maquiagem Teatral: Uma História Nacional”, que evidencia e valoriza o papel do maquiador na cena cultural brasileira. Sua carreira é marcada por premiações, participações em televisão e atuação como jurada em competições da área. Também forma novos profissionais por meio de cursos presenciais e online em todo o país. Seu trabalho se destaca pela consistência, inovação e pela forma como posiciona a maquiagem como linguagem artística de relevância.

SERVIÇO:
Exposição: Maquiagem Teatral: Uma História Nacional
Abertura: 02 de abril, às 18 horas.
Datas e horários: de 03 a 18 de abril, das 10h às 19h.
Local: Alfaiataria – Espaço das Artes (Rua Riachuelo, 274)
Entrada: gratuita
Inscrições: Encontros e Masterclas em www.lillart.com.br

Ficha Técnica:
Idealização, Direção Artística, Pesquisa e Curadoria: Livien Ullmann | Concepção, Coordenação Geral e Direção de Produção: Michele Menezes | Curadoria e Artista Convidado: Anderson Bueno | Projeto Expográfico: Denise Bramatti | Identidade Visual e Design Gráfico: Luciano Maccio e Myrella Araújo | Artistas Convidados: Áldice Lopes, Alisson Rodrigues, Ana Maclaren, Anderson Bueno, Cacá Zech, Clarisse Abujamra, Claudinei Hidalgo, Cleber de Oliveira, Cristóvão de Oliveira, Fernando Ocazione, George Sada, Henrique Mello, João Marcos, Jorge Abreu, Julio Cesar Silveira, Léa Albuquerque, Lilian Blanc, Livien Ullmann, Louise Helène, Marcelino de Miranda, Marcio Desideri, Mona Magalhães, Mozart Machado, Regina Vogue, Rosamaria Murtinho, Tiça Camargo, Valesca Moura Jorge, Vitor Martinez, Westerley Dornellas | Produção e Assistência de Pesquisa: Valesca Xavier Moura Jorge | Produção Executiva: Iara Elliz | Administração Financeira: Nelcy Mendonça | Assessoria Jurídica: Thiago Portugal | Captação de Recursos: Manassés Sato | Produção Técnica e Montagem: Fabiano Hoffmann, Faho Produções Cenográficas | Iluminação e Impressão: Nicolas Caus, João Elias | Monitoria: Ales de Lara, Naiara Oliveira | Assistência de Produção: Ana Costa, Katarina Duarte, Naiara Oliveira | Produção Local (SP): Bruno Sena | Modelo Masterclass: Milena Xavier | Acessibilidade: Vozes Diversas | Audiodescrição: Cintia Alves, Ana Claudia Domingues | Tradução em Libras: Janaina Silveira | Edição de Som: Bianca Milanda | Registros em Foto e Vídeo: TB Filmes, Vitor Dias | Redes sociais: Ana Glória Braga |

Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo BB Comunica – @bb_comunica

16º FEIRÃO DE LIVROS DA EDITORA UFPR COMEÇA NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA COM LIVROS A PARTIR DE R$10,00

Evento gratuito acontece de 7 a 9 de abril no Hall do Prédio da Administração, com descontos a partir de 50% em livros de editoras universitárias

O maior evento literário do primeiro semestre da Editora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) começa na próxima terça-feira (7). A 16ª edição do Feirão de Livros será realizada até o dia 9 de abril, no Hall do Prédio da Administração do Centro Politécnico, em Curitiba. A entrada é gratuita e aberta a toda a comunidade, com funcionamento das 9h às 19h.

Nesta edição, o Feirão reunirá 19 expositores, entre editoras universitárias, editoras comerciais e livrarias, oferecendo uma ampla seleção de títulos acadêmicos, científicos e literários.

Além das editoras, o evento contará com um estande próprio da Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas (Amigos do HC), que comercializará moletons, camisetas e outros itens da grife UFPR. A renda obtida será destinada à construção do HCzinho, ala infantil do Hospital de Clínicas da UFPR.

Descontos

As editoras universitárias participantes oferecerão descontos a partir de 50% em seus catálogos, enquanto os demais expositores terão descontos a partir de 40% em uma ampla variedade de obras, com livros a partir de R$ 10,00.

Organizado anualmente pela Editora UFPR, vinculada à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), o Feirão tem como objetivo aproximar leitores de editoras e livreiros, oferecendo livros de qualidade a preços acessíveis e fortalecendo o hábito da leitura.

Mais informações sobre expositores, horários e títulos disponíveis podem ser conferidas no site oficial do evento: eventos-editora.ufpr.br.

Sobre a Editora UFPR
Criada em 1987, a Editora UFPR é vinculada à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Paraná. Sua missão é divulgar o conhecimento acadêmico, científico e cultural produzido pela universidade e pela comunidade acadêmica em geral, aproximando esses conteúdos da sociedade por meio de livros e publicações.

Serviço:
16º Feirão de Livros da Editora UFPR
Quando: 7 a 9 de abril de 2026, das 9h às 19h
Onde: Hall do Prédio da Administração – Centro Politécnico da UFPR
Endereço: Av. Cel. Francisco H. dos Santos, 100 – Jardim das Américas, Curitiba
Entrada: Gratuita
Site: eventos-editora.ufpr.br

´OS GRALHAS` CHEGAM À CURITIBA PARA CUTUCAR FERIDAS E CONFRONTAR IDEIAS

Licurgo Spinola e Emerson Rechenberg, polaridades distintas da mesma geração, chegam com o pé na porta, na estreia da primeira temporada do Os Gralhas Podcast, em Curitiba.

Podcast com mais de 260 mil visualizações, Licurgo Spinola e Emerson Rechenberg estreiam primeira temporada na capital e apostam na fricção como linguagem crítica

Do imediatismo à superficialidade, o pensamento crítico é um antagonista no universo online. Se a provocação para cargas filosóficas traduz um incômodo necessário como resistência aos conteúdos rasos, para Emerson Rechenberg e Licurgo Spinola a saída não é para a esquerda ou para a direita. É pela culatra. Afinal, para os idealizadores e apresentadores do Os Gralhas Podcast, cutucar feridas sem filtro é a arte do possível.

Avessos a roteiros e combatentes da espontaneidade, Emerson e Licurgo não fazem a linha da boa vizinhança. Gravar o Os Gralhas Podcast em Curitiba é um pano de fundo quase caótico na sociedade do leite quente.

Entretanto, nessa convergência conflituosa de afetos, onde pisar na grama alheia é uma afronta social, a capital do Paraná é o ponto de encontro defenestrado onde os apresentadores confrontam o cotidiano político, social, econômico e cultural, transformando suas polaridades em sabatinas semanais pelo YouTube.

“Somos cidadãos e artistas, não necessariamente, nesta ordem. Esse olhar é o ponto de partida do podcast. Tem empatia, mas tem fúria. Tem compreensão, mas tem revolta. Tem um, que é gratiluz, e outro mais punk. Esse é o molho”, traduz o ator, diretor, cenógrafo, produtor cultural e apresentador Emerson Rechenberg.

Idealizado em 2025, o Os Gralhas Podcast teve finalmente sua estreia em abril deste ano, após meses de produção e identificações difusas em suas opiniões, como deixa claro Emerson Rechenberg.

Esse é o mote do programa. Não é para agradar convidados ou passar pano. A linha editorial é explícita. Gralhar é uma forma de sobrevivência, uma experiência condutora. Por isso, Os Gralhas não sobrevoam os assuntos; mergulham neles, justamente por entenderem como funciona a engrenagem por trás da tal ordem e progresso.

“Os Gralhas existem porque não queremos ficar calados frente a tantos desmandos. Acho que temos conteúdos diversos para falarmos de tudo e todos. Uma característica que nos torna reais neste contexto seria sermos ‘os inconformados’, aqueles que não querem viver na caixinha. Por isso tem o lado afetivo e o ofensivo. O good guy e o bad guy”, define o ator, diretor, produtor, empreendedor e apresentador Licurgo Spinola.

Com a inquietação de quem já decorou falas demais e agora prefere fazer perguntas, Licurgo é um rosto que já frequentou casas e salas de cinema do país inteiro. No folhetim, já foi galã, mocinho e bandido. Desta vez, a polaridade é outra.

“Ser artista de novela é andar no fio da navalha porque você entrega sua melhor performance para que as emissoras possam manipular o público. Quanto melhor você faz uma personagem, mais contribui para a comercialização de sua arte. Somos vítimas e cúmplices dessa manipulação”, confronta.

Do outro lado, sem levantar suspeitas de qualquer protagonismo que tente lhe cair no colo, Emerson é um produtor de bastidores. No universo de semideuses, ele assume o microfone sem cair na armadilha da vaidade. “Tem tanta gente imbecil fazendo podcast. Eu sou mais um ocupando esse lugar”, constata.

O Os Gralhas Podcast é um tropeço de raciocínios onde o pensamento não chega pronto. Ele acontece. Não oferecem respostas, mas companhia para quem ainda acha que pensar, mesmo sem conclusão, é um bom começo. Entre Emerson Rechenberg e Licurgo Spinola não há exatamente concordância. Há fricção e dicotomia.

A parceria entre a dupla vai além dos estúdios. Há algumas décadas, a cumplicidade advém do convívio diário entre coxias e palcos. Entre similaridades e diferenças, o novo desafio em formato de podcast é marcado pelo reencontro em uma nova era. Sem IAs ditando conectividades de busca, mas indagando novas perspectivas. É justamente daí que sai alguma coisa que presta.

Com mais de 260 mil visualizações entre cortes e devaneios no Instagram e TikTok, o canal do Os Gralhas Podcast no YouTube reúne mais de 60 mil reproduções e mais de mil inscritos em apenas dois meses de exibição.

O Os Gralhas Podcast está disponível nas principais plataformas, com entrevistas inéditas às terças, quintas e sábados. E, como tudo que nasce em Curitiba, ele não pede atenção. Mas inscreva-se no canal para receber as notificações de novos episódios.

Fonte: Cabana Assessoria

4ª BIENAL BLACK BRAZIL ART ABRE INSCRIÇÕES GRATUITAS

Penteado, pintura de Georgia Lobo, exposta na 1ª Bienal Black.

Evento recebe trabalhos de artes visuais, arte design, arte digital, arte urbana, vídeo, arte sonora, performance, instalação e outras formas artísticas​

O Instituto Black Brazil Art torna pública a abertura da chamada de trabalhos para a 4ª edição Bienal Black Brazil Art, que acontecerá de setembro a dezembro de 2026, na cidade de Recife (PE). Com o tema As Cinco Peles, a mostra coletiva propõe uma curadoria que compreende o corpo como território vivo e o mundo como uma trama de relações contínuas, atravessadas por memória, ancestralidade, conflito e invenção coletiva.

Trabalhos artísticos de todo o Brasil podem ser inscritos gratuitamente pelo site bienalblack.com.br/4bienalblack.

Esta edição parte da teoria das Cinco Peles (Textura, Corpo, Espaço, Rede e Comunidade), formulada por Friedensreich Hundertwasser (1928-2000), deslocando sua matriz eurocêntrica para uma leitura crítica e decolonial. A Bienal parte de um diálogo com pensamentos afro-diaspóricos e indígenas, especialmente com o pensamento do filósofo e ativista Nêgo Bispo (1959-2023), para quem o mundo não se organiza por separações rígidas, mas por convivência, circularidade e continuidade.

Os trabalhos podem ser inscritos nas categorias Artes Visuais, Arte Design, Arte Digital, Arte Urbana, Vídeo, Arte Sonora, Performance, Instalação, entre outras formas de expressão contemporânea. Artistas individuais ou coletivos podem se inscrever em até duas categorias. A Bienal também prioriza a participação de instituições de ensino, projetos pedagógicos e processos artístico-educativos.

Os trabalhos premiados da 4ª edição Bienal Black Brazil Art receberão prêmios em dinheiro para artistas brasileiros residentes no Brasil, bolsas de residência artística virtual (2027) e de internacionalização cultural, além de certificação e catálogo digital para todos os selecionados. A programação paralela inclui oficinas, palestras, rodas de conversa, ações educativas e comunitárias, gratuitas ao público, realizadas de forma presencial ou virtual. A Bienal também incentiva a comercialização das obras físicas.

“Ao decolonizar a noção das Cinco Peles, a 4ª Bienal Black afirma uma curadoria que não separa corpo, território e mundo, mas os entende como camadas contínuas de existência, memória e criação coletiva”, aponta Patricia Brito, diretora da Bienal Black. Os cinco eixos de criação (as cinco peles) da Bienal Black este ano são:
– Textura (epiderme): corpo, pele, identidade e ancestralidade;
– Corpo (vestuário): manifestações identitárias e performativas;
– Espaço (casa): territórios, memória e processos de pertencimento;
– Rede (identidade social): conexões, diásporas e solidariedade;
– Comunidade (meio global): diálogos locais e globais, com abordagem coletiva e sustentável.


1ª Bienal Black. Crédito foto:  Isidoro B. Guggiana.

Serviço:
O que: Inscrições para a 4ª edição Bienal Black Brazil Art
Quando: de 10 de março a 30 de abril de 2026
Regulamento e inscrição: bienalblack.com.br/4bienalblack
Quanto: gratuito

Redes sociais
Site oficial: blackbrazilart.com.br | Facebook: /BlackBrazilArt
Instagram: @bienalblackbrazilart | Twitter: @blackbrasilart | YouTube: /BlackBrazilArt

Sobre Patricia Brito
Curadora independente, museóloga e crítica de arte, é fundadora da Bienal Black e do Programa de Residência Artística Virtual Compartilhada. É membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), da Associação Internacional de Museus de Mulheres (AIWM) e da Rede Europeia de Brasilianistas em Análise Cultural (REBRAC).

Colaboradora da Enciclopédia Itaú Cultural, foi citada no Mapa de Curadores Negros no Brasil, elaborado pela equipe de Trabalhadores de Artes da América Latina. Em 2021, foi indicada ao Prêmio Açorianos pela realização da 1ª Bienal Black.

É também autora do romance Casa Grande SEM Senzala, publicado pela BBA. Sua prática curatorial está profundamente engajada com perspectivas decoloniais, práticas artísticas contemporâneas e diálogos transnacionais, buscando expandir a visibilidade de narrativas afro-diaspóricas nos circuitos globais de arte tendo a escuta como prática de processo.

Sobre a Black Brazil Art
A Black Brazil Art é uma empresa independente de gerenciamento de artes com sede em Porto Alegre (RS). Desde 2004 está envolvida na curadoria, desenvolvimento e gestão de artes visuais e eventos culturais nacionais e internacionais, projetos e exposições de arte, seleção de obras de arte, consultoria em projetos de artes e residências.

Dentro do nosso foco, um olhar especial é dado ao mapeamento da produção artística de mulheres negras, buscando equilibrar narrativas e oportunidades dentro e fora do país. O instituto é responsável pelas três edições da Bienal Black, o evento virtual Arte Sem Fronteiras e a Residência Artística Virtual Compartilhada que chega agora à sua quinta edição.

RODA DE FOGO ACENDE CONVERSAS SOBRE MEMÓRIA NA ALFAIATARIA

A primeira Roda de Fogo, ciclo de conversas da Alfaiataria – Espaço de Artes sobre memória e criação, acontece em 25 de março, em Curitiba.

Ciclo criado pelo Programa Contínuo Alfaiataria reúne diferentes públicos ao redor de uma pergunta antiga: como lembramos, esquecemos e transmitimos histórias? O primeiro encontro acontece em 25 de março, às 19h, em Curitiba.

Desde muito antes da escrita, histórias são contadas ao redor do fogo. É nesse gesto ancestral de reunir pessoas para narrar, escutar e compartilhar experiências que se inspira Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer, ciclo de encontros que acontece ao longo de 2026 na Alfaiataria – Espaço de Artes, em Curitiba. As conversas acontecem no quintal da Alfaiataria, espaço aberto da casa que convida o público a se reunir ao redor da palavra e da escuta.

Com curadoria do artista e pesquisador Francisco Mallmann, o projeto propõe quatro conversas ao longo do ano (março, maio, julho e setembro) reunindo artistas e profissionais de diferentes áreas do conhecimento para pensar a memória como prática viva: algo que atravessa o corpo, o tempo e a criação. A participação é livre e gratuita.

O primeiro encontro acontece no dia 25 de março, às 19h, com a participação da escritora e artista visual Julie Fank. Em sua trajetória, a autora investiga as relações entre memória, narrativa e criação, aproximando literatura, processo criativo e experimentação artística. Diretora da Esc. Escola de Escrita, em Curitiba, Julie parte de sua própria prática para compartilhar reflexões sobre como lembranças se transformam em histórias.

Nas artes da cena, essa relação entre lembrar e esquecer faz parte do próprio trabalho. Memorizar um texto, repetir uma ação, sustentar uma presença diante do público: cada gesto mobiliza memórias e, ao mesmo tempo, as transforma. As artes da cena existem nessa tensão entre repetição e mudança, entre aquilo que permanece e aquilo que inevitavelmente se perde. “A memória nunca é algo fixo. Cada vez que lembramos, reorganizamos a experiência. No teatro isso aparece de forma muito concreta: repetir uma ação não significa reproduzi-la, mas recriá-la a cada vez”, afirma o curador Francisco Mallmann.

“Inspirado na imagem ancestral do fogo como lugar de encontro e transmissão de histórias, o ciclo cria um espaço de escuta em que a memória deixa de ser apenas tema e se torna experiência compartilhada”, explica Janaina Matter, diretora artística da Alfaiataria. A ação integra o Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), contemplado pelo edital de Ações Continuadas da Funarte. Realizado em parceria com a produtora cultural Michele Menezes, da Pró Cult, o projeto articula ao longo de 2026 uma programação voltada à formação, criação e intercâmbio nas artes cênicas.

Além da Roda de Fogo, o AMP reúne outras iniciativas voltadas à formação e à experimentação artística, como a Oficina de Iluminação Cênica para Mulheres, ministrada por Lucri Reggiani; o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis, conduzido por Guilherme Jaccon; a 2ª Edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria, residência destinada a artistas em início de trajetória; e a Mostra Les Latinas, dedicada a solos teatrais de artistas lésbicas da América Latina.

Ao articular formação, pesquisa e intercâmbio artístico, o programa reafirma a Alfaiataria como um espaço de encontro entre criação, pensamento e experimentação cênica.

SERVIÇO:
Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer
Dia: 25 de março, às 19h
Duração: 1h a 1h30
Local: Quintal da Alfaiataria – Espaço de Artes
Endereço: Rua Riachuelo, 247 – Centro
Entrada: Livre e gratuita, com acesso sujeito à capacidade do espaço
Informações: @alfaiataria_

Sobre Julie Fank:
artista visual, escritora e professora, diretora e criadora da Esc. Escola de Escrita, em Curitiba (PR), espaço de formação de escritores fundado em 2014. Doutora em Escrita Criativa pela PUCRS, é graduada em Letras e mestre em Literatura Comparada. Sua produção investiga as intersecções entre memória, narrativa e performance, tratando a página como espaço de intervenção coletiva e o espaço expositivo como território de construção ficcional. Trabalhos recentes foram apresentados na The Wrong Biennale (2020), na Torre Panorâmica de Curitiba e na exposição Corpos Utópicos (2026), no Museu da Fotografia. É autora de Embaraço (Contravento Editorial, 2017), O grande livro de criatividade (Imagine, 2019) e Dobradiça (Telaranha, 2023), além de coordenar o selo Esc. em parceria com a editora Arte & Letra.

Sobre Francisco Mallmann:
Francisco Mallmann é artista, professor e pesquisador interdisciplinar. Atua na intersecção entre escrita, performance, artes visuais e teoria. Atualmente, é docente do Curso de Artes Visuais da PUCP-PR e participa de projetos artísticos e editoriais no campo das artes contemporâneas. É graduado em Jornalismo (PUC-PR) e Artes Cênicas (FAP), mestre em Filosofia (PUC-PR) e doutor em Artes da Cena (UFRJ), com orientação de Eleonora Fabião, tendo realizado estágio de pesquisa no México (UAM), orientado por Ileana Diéguez Caballero. Com publicações regulares no Brasil e no exterior, integra diversas antologias e é autor, entre outros títulos, de “haverá festa com o que restar” (2018), “língua pele áspera” (2019), “AMÉRICA” (2020), “tudo o que leva consigo um nome” (2021) e “outra vez de novo” (2025). Em 2019, venceu o Prêmio da Biblioteca Nacional na categoria Poesia e foi finalista dos prêmios Rio de Literatura e Mix Literário. Desenvolve práticas coletivas de experimentação e colabora, em diferentes contextos, com distintas artistas, grupos, coletivos e redes – entre elas, a Selvática Ações Artísticas. Em sua trajetória, desenvolveu pesquisas interdisciplinares que articulam estética, performance, escrita e arte contemporânea, com ênfase em reflexões sobre gênero e raça. Algumas de suas obras integram o acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR).

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

DRAMATURGIA DE RESISTÊNCIA: ARTISTAS DE MINAS GERAIS LEVAM QUATRO ESPETÁCULOS AUTORAIS AO CORAÇÃO DO FRINGE 2026

Doce Árido. Crédito Foto: Marcella Calixto.

Mostra Insubmissa ocupa o Memorial de Curitiba com disruptura narrativa, lançamento literário e formato “Pague Quanto Vale” como manifesto político.

O que é preciso desobedecer para transformar estruturas opressoras e obsoletas? É a partir dessa provocação que se organiza a Mostra Insubmissa, que reúne no Fringe da 34ª edição do Festival de Curitiba um conjunto de obras criadas por artistas de Juiz de Fora (MG), marcadas pela força da dramaturgia autoral. Entre cozinhas que guardam segredos de família, personagens que escapam das páginas de Machado de Assis, mitos religiosos revisitados com ironia e jogos imaginativos da infância, os trabalhos transitam por universos muito distintos, mas compartilham uma mesma pulsão: questionar o que parece estabelecido e reinventar narrativas.

A Mostra Insubmissa acontece entre 1º e 6 de abril de 2026, no Memorial de Curitiba, reunindo quatro espetáculos, cenas curtas, leitura dramatizada e música ao vivo. “O projeto nasce de duas necessidades complementares. A primeira, reunir histórias ligadas pela insubordinação, pela reflexão crítica, pela recusa em baixar a cabeça. A segunda, mostrar que essa resistência à opressão vem do interior, chega com o pé na porta e sotaque mineiro, vindo de longe do eixo dos grandes centros e celebrando o impulso criativo artesanal de Minas”, afirma Tairone Vale, um dos idealizadores.

A ocupação também promove o trânsito entre linguagens. O espetáculo Doce Árido, que encerra a mostra, marca o retorno aos palcos de atriz Pri Helena com trabalhos recentes de destaque no audiovisual nacional, como o premiado longa Ainda Estou Aqui e a novela Volta por Cima.
Narrativas da insubmissão

Entre os espetáculos está Doce Árido, parceria do coletivo Grilla! com o dramaturgo e diretor Tairone Vale. A montagem acompanha três gerações de mulheres que sustentam a casa com a produção artesanal de doce de leite no interior de Minas Gerais. Em cena, o trabalho cotidiano na cozinha se transforma em metáfora para discutir herança familiar, sobrevivência e resistência feminina. O elenco reúne as atrizes Pri Helena, Rebeca Figueiredo e Layla Paganini.

A mostra ainda traz de volta a Trupe Qualquer a Curitiba, onde esteve em 2024, no FRINGE com sua Minas Mostra. Desta vez, em uma ousada releitura do maior autor brasileiro, Um Homem Célebre é construída a partir dos mais famosos contos de Machado de Assis. A peça costura personagens e situações do romancista para explorar temas universais e atemporais como identidade, arte brasileira, sucesso, fracasso e as contradições da natureza humana. A ideia era contribuir para a vida de uma obra que persiste em apontar feridas, sobretudo em um momento que Machado de Assis pode ser relido a partir de sua negritude, tarefa que a peça se encarrega. Para a supervisão dramatúrgica é assinada por Pedro Kosovski, diretor e dramaturgo carioca vencedor do Prêmio Shell de Teatro.

Já o solo Versão Demo, primeiro monólogo escrito e protagonizado por Tairone Vale, apresenta uma perspectiva provocadora: o próprio Senhor das Trevas decide contar sua versão da história. Com humor ácido e ironia, o espetáculo revisita narrativas religiosas e questiona conceitos de culpa, moralidade e livre-arbítrio.

Voltado ao público infantil e familiar, Como Cozinhar uma Criança parte de uma premissa inusitada: em um programa culinário fictício, dois cozinheiros discutem se devem ou não seguir uma receita que manda preparar… uma criança. O tema gira em torno da importante pergunta: como preparar uma criança para não virar um adulto duro e intragável? Inspirado no livro do escritor português Afonso Cruz, o texto e direção de Tairone dão vida ao espetáculo que mistura teatro, música e humor para abordar imaginação e infância de forma lúdica. A montagem marca também a estreia teatral da Banda Trupicada.

Além dos espetáculos, a Mostra Insubmissa inclui as cenas curtas Pharmakon e Memento Mori, da Trupe Qualquer, com textos de Rafael Coutinho, a leitura dramatizada de Big Bang, texto infantojuvenil de Tairone Vale, e ainda um pocket show da Banda Trupicada.

Do palco para as páginas: lançamento literário
O Fringe de Curitiba marca também o nascimento editorial de Versão Demo. Após quase dez anos de gestação, o monólogo de chega ao formato de livro pela Helicônia Editora. A publicação reúne o texto integral da peça e ilustrações de Bel Benetti, que transformam o sarcasmo do espetáculo em um jogo visual igualmente irreverente.

Acesso como manifesto: Pague quanto Vale
Na contramão da elitização do acesso à cultura, todas as sessões da Mostra Insubmissa adotam o formato “Pague Quanto Vale”. Mais do que uma facilidade econômica, a escolha é um posicionamento político dos coletivos mineiros para democratizar a fruição artística e convocar o espectador do Fringe à corresponsabilidade pela manutenção da pesquisa teatral independente. “O teatro de resistência vive muito da insistência e da coletividade. A mostra também é um gesto de encontro entre artistas, obras e público”, afirma Rafael Coutinho, diretor de Um Homem Célebre e integrante da Trupe Qualquer.

SERVIÇO:
Mostra Insubmissa
Programação integrante do Festival de Curitiba – Fringe Festival
Local: Memorial de Curitiba – Teatro Londrina (R. Dr. Claudino dos Santos, 79 – São Francisco)
Data: 1º a 6 de abril de 2026
Ingressos: Pague quanto vale
Confira a programação completa no site: www.mostrainsubmissa.com | @mostrainsubmissa

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

EXPERIÊNCIA LÍNGUA SOLTA VOL. 3 – JABOTICASA

Adiar o fim do mundo com encantaria e sonhos de carnaval

Língua é músculo da fala, do paladar.
Move o corpo. Lambe o mundo.
Língua é palavra. Idioma, flerte da linguagem.
Território de atravessamento.
Soltar a língua é aprender a ocupar espaços e se deslocar.

Em cada edição, a Experiência LÍNGUA SOLTA se desloca entre fronteiras linguísticas e artísticas, ocupando diferentes espaços e trazendo artistas convidados a partilharem e misturarem suas línguas e linguagens.

Depois de levar o álbum para dentro de um set de filmagem e para uma galeria de arte, propõe agora um deslocamento mais íntimo: atravessar o portão da casa da artista e ocupar o jardim dos fundos – um último rito de resistência antes que o espaço vire um restaurante.

No formato voz e violão, Bruna Pena convida PIETRO e Barbara Campelli, artistas expoentes da cena curitibana. O repertório reúne músicas do álbum LÍNGUA SOLTA, do álbum ONDE EU SOL de Barbara Campelli e da musicografia de PIETRO.

Inspirado nos saraus, o volume 3 celebra esses encontros históricos de partilha, resistência e liberdade criativa. Lugar onde a palavra circula, se mistura e arrisca.

A tarde se estende entre oficinas, comidas, bebidas e um mic aberto que celebra a expressão coletiva – um convite para que outras línguas também se soltem, atravessem medos e digam ao mundo antes que ele mude de forma.
— Oficina “Como escrever cartas e soltar a língua” com Celso Alves, como exercício de escrita e delicadezas para depois serem ditas e ouvidas no mic aberto.
— Oficina “Se enfeita – adereços recicláveis” com Mariana Ayala, ativando corpo e imaginação e transformando o espaço visual do encontro.
— Drinks por Marco Zero, assinados por Marco Zero.
— Comidas de piquenique, assinadas por Ana Spengler.
— Bazar de Roupas e Acessórios Badi e da Mari.

Programação:

OFICINA “Se enfeita – adereços recicláveis” com MARI AYALA
das 15h às 18h

OFICINA “Como escrever cartas de amor e soltar a língua” com CELSO ALVES
das 15h às 18h

SHOW BRUNA PENA + PIETRO + BARBARA CAMPELLI
18h30

MIC ABERTO
das 20h às 21h

BAZAR DA BADI E DA MARI
das 15h às 21h

PIQUENIQUE E DRINKS
das 15h até acabar

Valores:
Ingresso antecipado – R$25,00 (entrada no evento)
Ingresso na hora – R$35,00 (entrada no evento)
Oficina “Se Enfeita – adereços recicláveis” – R$65 (oficina e entrada no evento)
Oficina “Como escrever cartas de amor e soltar a lingua” – R$65 (oficina e entrada no evento)

Link Compra de Ingressos
https://pixta.me/u/experiencia-lingua-solta-vol-3

Endereço
Jaboticasa – Rua Henrique Itiberê da Cunha, 793. Bom Retiro – Curitiba/PR

Serviço
Experiência Língua Solta – Vol. 3
Dia 07/03 a partir das 15h
Show: 18h30
Ingressos: https://pixta.me/events/aa043600-dac4-4ee4-935d-986704705d20
Endereço: Jaboticasa – Rua Henrique Itibere da Cunha, 793
+ Infos: instagram.com/oibrunapena

Assessoria de Imprensa: BB Comunica – @bb_comunica