Blogue FATO Agenda divulga: 1) vagas e oportunidades em comunicação social, mkt e design em Curitiba e região. 2) Agenda cultural da cidade. 3) Livros e discos de vinil (do Sebinho FATO Agenda). Editado há 17 anos (desde 2009) pelo jornalista Leandro Hammerschmidt.
Adiar o fim do mundo com encantaria e sonhos de carnaval
Língua é músculo da fala, do paladar. Move o corpo. Lambe o mundo. Língua é palavra. Idioma, flerte da linguagem. Território de atravessamento. Soltar a língua é aprender a ocupar espaços e se deslocar.
Em cada edição, a Experiência LÍNGUA SOLTA se desloca entre fronteiras linguísticas e artísticas, ocupando diferentes espaços e trazendo artistas convidados a partilharem e misturarem suas línguas e linguagens.
Depois de levar o álbum para dentro de um set de filmagem e para uma galeria de arte, propõe agora um deslocamento mais íntimo: atravessar o portão da casa da artista e ocupar o jardim dos fundos – um último rito de resistência antes que o espaço vire um restaurante.
No formato voz e violão, Bruna Pena convida PIETRO e Barbara Campelli, artistas expoentes da cena curitibana. O repertório reúne músicas do álbum LÍNGUA SOLTA, do álbum ONDE EU SOL de Barbara Campelli e da musicografia de PIETRO.
Inspirado nos saraus, o volume 3 celebra esses encontros históricos de partilha, resistência e liberdade criativa. Lugar onde a palavra circula, se mistura e arrisca.
A tarde se estende entre oficinas, comidas, bebidas e um mic aberto que celebra a expressão coletiva – um convite para que outras línguas também se soltem, atravessem medos e digam ao mundo antes que ele mude de forma. — Oficina “Como escrever cartas e soltar a língua” com Celso Alves, como exercício de escrita e delicadezas para depois serem ditas e ouvidas no mic aberto. — Oficina “Se enfeita – adereços recicláveis” com Mariana Ayala, ativando corpo e imaginação e transformando o espaço visual do encontro. — Drinks por Marco Zero, assinados por Marco Zero. — Comidas de piquenique, assinadas por Ana Spengler. — Bazar de Roupas e Acessórios Badi e da Mari.
Programação:
OFICINA “Se enfeita – adereços recicláveis” com MARI AYALA das 15h às 18h
OFICINA “Como escrever cartas de amor e soltar a língua” com CELSO ALVES das 15h às 18h
SHOW BRUNA PENA + PIETRO + BARBARA CAMPELLI 18h30
MIC ABERTO das 20h às 21h
BAZAR DA BADI E DA MARI das 15h às 21h
PIQUENIQUE E DRINKS das 15h até acabar
Valores: Ingresso antecipado – R$25,00 (entrada no evento) Ingresso na hora – R$35,00 (entrada no evento) Oficina “Se Enfeita – adereços recicláveis” – R$65 (oficina e entrada no evento) Oficina “Como escrever cartas de amor e soltar a lingua” – R$65 (oficina e entrada no evento)
Na arte de Adriana Alegria, o Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos | 2026. Março a novembro, oficinas, residência artística, Roda de fogo e Mostra Les Latinas. Início com Oficina de Iluminação Cênica, 9 a 11 de março.
Projeto contemplado no edital de Ações Continuadas da Funarte inicia com oficina de iluminação cênica e reúne formação, encontros e intercâmbios artísticos ao longo de 2026.
A Alfaiataria – Espaço de Artes, em Curitiba, inicia em março de 2026 o Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos (AMP), contemplado no edital de Ações Continuadas da Funarte. A iniciativa estrutura uma programação anual dedicada à formação, criação, difusão e intercâmbio nas artes cênicas, conectando artistas a redes de circulação e diálogo que ultrapassam o contexto local. Com produção da Pró Cult, as atividades seguem até novembro e reúnem oficinas, residência artística, ciclo de encontros e uma mostra com participação latino-americana.
A primeira ação acontece entre 9 e 11 de março, com a Oficina de Iluminação Cênica, ministrada pela iluminadora Lucri Reggiani. A proposta que combina prática e teoria, abordando fundamentos técnicos e processos de criação em luz, enquanto problematiza a ocupação de um campo historicamente masculinizado, é voltada a mulheres cis, mulheres trans e pessoas de gêneros dissidentes. As inscrições podem ser localizadas no link da Bio em @alfaiataria_
Também em março tem início Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer, com curadoria de Francisco Mallmann. O ciclo bimestral, com edições em março, maio, julho e setembro, é aberto ao público e reúne artistas, estudantes e interessados em memória e criação. Cada encontro promove diálogo entre diferentes áreas das artes da cena, reflexão sobre como experiências se inscrevem no corpo e se transformam ao longo do tempo, e práticas de escuta e compartilhamento ao redor do fogo, símbolo ancestral de encontro e transmissão, afirmando a memória como criação coletiva.
Em julho, acontece o Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis, ministrado pelo produtor cultural Guilherme Jaccon. A formação é voltada ao desenvolvimento técnico em gestão e produção cultural, abordando leitura de editais, escrita de projetos, elaboração de orçamentos, cronogramas e prestação de contas, fortalecendo a autonomia profissional e ampliando possibilidades de inserção no circuito cultural.
Entre agosto e outubro, ocorre a 2ª edição do Programa de Formação Cênica Alfaiataria, residência destinada a artistas em formação ou iniciantes. Ao longo de três meses, participantes desenvolvem pesquisa cênica solo com orientação curatorial de Janaina Matter e Carmen Jorge, além de oficinas com Ana Kfouri, Janaina Leite e Mateus Aleluia Filho. O percurso culmina em uma Mostra de Processos aberta ao público.
Para encerrar o ciclo anual, em novembro, a Alfaiataria realiza a Mostra Les Latinas, dedicada a solos teatrais de artistas lésbicas da América Latina, selecionadas por convocatória aberta com curadoria de Janaina Matter e Sueli Araujo. Ao reunir criadoras de diferentes países, a mostra fortalece o intercâmbio artístico internacional e amplia o diálogo entre cena, identidade e território, além da produção de conteúdos em podcast com as artistas participantes.
Para a atriz e diretora artística Janaina Matter, o projeto consolida a Alfaiataria como território de pesquisa e criação. “Sustentar processos no tempo é também sustentar encontros. O Programa Continuado nasce do desejo de criar espaço para a pesquisa artística, para o convívio entre diferentes corpos e para uma cena viva, diversa e profundamente conectada ao seu tempo”, afirma.
A programação completa, assim como informações sobre inscrições e convocatórias, pode ser consultada no site e nas redes sociais da Alfaiataria. O acesso, às apresentações e ações abertas adotam o sistema “pague quanto vale”, garantindo gratuidade a quem não pode pagar. Os cursos contam com valores simbólicos de inscrição, com vagas gratuitas destinadas a pessoas de grupos historicamente marginalizados.
SERVIÇO: Programa Contínuo Alfaiataria – Teatro: Ações para Mundos Poéticos Local: Alfaiataria – Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 247 – Centro – Curitiba/PR) Período: março a novembro de 2026 Acesso: sistema “pague quanto vale” nas apresentações | cursos com valor simbólico Informações: @alfaiataria_ / www.alfaiataria.art
Destaques da programação:
– Oficina de Iluminação Cênica, com Lucri Reggiani | de 9 a 11 de março | Inscrições: Sympla, (aqui) | Bolsas via formulário (aqui) | Vagas: 15
– Roda de fogo: práticas da memória – entre lembrar e esquecer | Março, maio, julho e setembro
– Laboratório de Produção Cultural para Pessoas Trans e Travestis | Julho
– Formação Cênica Alfaiataria | Agosto a outubro
– Mostra Les Latinas | Novembro
Sobre a Alfaiataria A Alfaiataria – Espaço de Artes é um espaço cultural independente fundado em 2019, em Curitiba (PR), dedicado à pesquisa, formação, criação e difusão nas artes cênicas e visuais contemporâneas. Com programação continuada, promove ações voltadas à diversidade e ao intercâmbio com a comunidade artística local, nacional e internacional.
Assessoria de Imprensa: BB Comunica – @bb_comunica
Evento acontece dia 8 de março, no Museu Paranaense, com distribuição gratuita do livro, sessão de autógrafos e show da banda Choro das 7
Dia 8 de março, domingo, a partir das 10h, o Museu Paranaense recebe o lançamento do livro O Feminino em Todas as Coisas, de Thelma Alves de Oliveira, com poesias inéditas da autora curitibana e ilustrações de Ivana Cassuli. Durante o evento acontecerá distribuição gratuita de exemplares, sessão de autógrafos e show com a banda Choro das 7, formada por sete mulheres, que interpretam clássicos de chorinho.
A escolha da data dialoga com o Dia Internacional da Mulher e com o tema central do livro, que percorre o universo do feminino e das relações sociais e humanas. Com sensibilidade e força poética, Thelma conduz o leitor por textos em que o cotidiano se transforma em delicadeza e descoberta. Onde a infância, maternidade, amor e as dores do mundo se entrelaçam em versos que revelam diferentes facetas do feminino e convidam à reflexão sobre as experiências que nos conectam.
“Este livro tem o fio que borda experiências e percepções sobre ser mulher. A delícia do que a vida nos reserva e a dureza de viver numa estrutura patriarcal. Passeio pela memória e sentimento de criança, pois uma parte de mim se recusa a crescer; pelas descobertas do envelhecimento com vida vivida e amadurecida; pelo amor incomparável da maternidade; pelos ensinamentos da natureza, pelo o poder abusivo dos homens e suas inconsciências; enfim, por tudo aquilo que revela a beleza e a potência do feminino em mim e em nós, humanos”, afirma Thelma.
O projeto é viabilizado pela Lei Rouanet, tem o Hospital Pequeno Príncipe como instituição beneficiada e conta com o patrocínio das empresas: Pizzattoloog, Banco de Lage Landen, Macromaq, Avícola Pato Branco, Eletrofrio Refrigeração e NTT DATA.
Sobre a autora Thelma Alves de Oliveira é assessora da diretoria do Hospital Pequeno Príncipe , o maior hospital pediátrico do Brasil. É autora dos livros infantis “Eu sei de mim”, “Eu sei de mim. Ah, sei sim”, lançados em 2015. O Feminino em Todas as Coisas é seu livro de estreia para o público adulto. Se nomeia uma poeta do cotidiano e compartilha alguns poemas no perfil @poesiasdathelma
SERVIÇO: Lançamento O Feminino em Todas as Coisas de Thelma Alves de Oliveira Dia 8 de março (domingo), das 10h às 13h No Museu Paranaense Rua Kellers, 289 – São Francisco, Curitiba * A distribuição dos livros é gratuita, por ordem de chegada e irá acontecer durante o horário do evento conforme o estoque disponível.
Na foto de Lina Sumizono, as atrizes Stephanie Zouza e Mariana Venâncio e o ator Victor Lucas Olivier em preparo para a estreia da nova montagem no Mini Guaíra reinventando um clássico rodrigueano.
Garalhufa estreia montagem investigativa inspirada em Nelson Rodrigues no Miniauditório Glauco Flores de Sá com temporada gratuita em março.
Três atores decidem montar O Beijo no Asfalto. Durante o processo, percebem que talvez não estejam montando a peça, mas investigando-a. A partir dessa provocação nasce “BEIJO E ASFALTO ou O fato é:”, novo espetáculo da companhia Garalhufa, que estreia para o grande público no dia 12 de março, no Miniauditório Glauco Flores de Sá (Mini Guaíra), em Curitiba, com entrada gratuita e sessões acessíveis em Libras.
O projeto parte de um estudo aprofundado de O Beijo no Asfalto, clássico de Nelson Rodrigues. Mas não se trata de uma adaptação ou releitura tradicional. É um espetáculo-investigação. Durante o processo de pesquisa, o grupo mergulhou na dramaturgia rodrigueana e descobriu informações históricas pouco conhecidas sobre a escrita da obra e sobre o próprio autor. A partir desse material, decidiu transformar o palco em laboratório: uma mesa de apuração, sala de ensaio, redação de jornal, tribunal, delegacia e feed de notícias.
Na peça original, o beijo entre Arandir e um homem atropelado vira manchete e serve como cortina de fumaça para encobrir um crime policial. Mais de seis décadas depois, a pergunta permanece: quem constrói os fatos? Por que se contam algumas histórias e não outras? Um jornal mentiria?
Em vez de “atualizar” Nelson, o espetáculo da Garalhufa utiliza a obra como ponto de partida para investigar a permanência das estruturas que ele denunciava: espetacularização midiática, moralismo, violência institucional e fake news. “A obra não é uma adaptação. É um estudo cênico. Investigamos como um gesto íntimo pode ser convertido em escândalo público, e como as versões se consolidam como verdade”, afirma a atriz e idealizadora do projeto Mariana Venâncio.
Peça-ensaio, palestra performativa, investigação Com orientação artística de Giordano Castro, integrante do grupo pernambucano Magiluth, o trabalho assume uma linguagem híbrida entre peça-ensaio, palestra performativa e investigação documental. A dramaturgia é assinada por Vinicius Medeiros, com direção colaborativa entre elenco e dramaturgo. Em cena estão Mariana Venâncio, Victor Lucas Olivier e Stephanie Zouza.
O projeto nasceu em 2023, durante uma residência de Criação Colaborativa realizada no CPT Sesc Consolação, em intercâmbio com os grupos Magiluth e Quatroloscinco. A partir dessa experiência, iniciou-se a pesquisa que agora chega ao público.
Todas as apresentações da primeira temporada são gratuitas, com ingressos distribuídos 30 minutos antes de cada sessão na bilheteria do teatro. As sessões com tradução em Libras acontecem nos dias 15 (19h) e 19 (20h). A segunda temporada, com data marcada para o meio do ano, no Teatro Cleon Jacques, também oferece ingressos gratuitos e as sessões com Libras acontecem nos dias 17, 18 e 24 de julho.
O projeto é realizado por meio do Mecenato – Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba, com incentivo do Centro Diagnóstico Água Verde, Florença Veículos e Serra Verde Express.
Sobre a Garalhufa A Garalhufa é uma trupe teatral, escola de atuação e centro cultural sediado no Largo da Ordem, em Curitiba. Com seis anos de atuação, já produziu seis espetáculos (quatro autorais) e três curta-metragens, além de circular por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, João Pessoa, Florianópolis e Campinas.
Serviço:
“BEIJO E ASFALTO ou O fato é:” Temporada de estreia: Miniauditório Glauco Flores de Sá (Rua Amintas de Barros, s/n – Centro, Curitiba) Data: 11 a 22 de março, de quarta a sábado às 20h e nos domingos às 16h e às 19h. *Dia 14 (sexta) não haverá apresentação. Sessões com Libras: dia 15 às 19h e dia 19 às 20h.
2ª Temporada: Teatro Cleon Jacques (Rua Prof. Nilo Brandão, 710 – São Lourenço) Data: 17 a 26 de julho, sextas e sábados às 20h, e domingos às 19h. Sessões com Libras: 17, 18 e 24 de julho. *Ingressos: Gratuito – retirar 30 minutos antes de cada sessão na bilheteria do teatro.
Ficha Técnica: Idealização e direção de produção: Mariana Venâncio | Orientação artística: Giordano Castro | Dramaturgia: Vinicius Medeiros | Direção colaborativa: elenco e dramaturgo | Elenco: Mariana Venâncio, Stephanie Zouza e Victor Lucas Oliver | Sonoplastia: Cadu Machado | Iluminação: Ever Silva | Preparação vocal: Elis Koppe | Preparação corporal: Ana Filimberti | Cenário: Júlia Herculano | Figurino: Beatriz Alves e Izabelle Viana | Assistência de produção: Mateus Sandré | Mediação: Enzo Torre
Assessoria de Imprensa: BB Comunica – @bb_comunica
Produção Musical: @cvssxl Composição/Vocal: Alfid Captação de áudio: Astrociv Records Mix/Master: @cvssxl
Diretor: Andrew Gondek Garret Assistente de direção: Eduardo Monteiro Edição: @media.wx Fotografia: @media.wx Produção executiva: Alfid Assistentes: Renan Risada e Gabriel Borba.
Sujo Demais” nasce do caos, mas não se rende a ele. A música parte do princípio de que todo recomeco vem depois da queda, e que até na lama existe semente. Em meio à tempestade, quando tudo parece turvo, surge a escolha: afundar ou enxergar o copo meio cheio. Essa obra não romantiza a dor. mas transforma cicatriz em aprendizado. “Sujo Demais’ é sobre aceitar a própria imperfeição, atravessar o escuro de cabeça erguida e descobrir que, às vezes, é justamente no momento mais sujo da vida que a gente encontra o ponto de virada.
Na foto de Vitor Dias, o elenco da nova montagem do AP da 13 e da Cardume Cultural: Luis Melo, Ciliane Vendrusculo, Mayra Fernandes e Camila Ferrão, que estreia dia 13 de março no Zé Maria.
Inspirado no trabalho premiado do fotógrafo Maurício Lima e em relatos reais de refugiados sírios, o espetáculo dirigido por Eduardo Ramos conecta a história íntima da família Farah a um cenário global de deslocamento humano e faz temporada gratuita no Teatro José Maria Santos a partir de março.
No dia 13 de março, o Teatro José Maria Santos recebe a estreia nacional de “Conto de Farida”. Com dramaturgia de Luci Collin e direção de Eduardo Ramos, o espetáculo aborda os impactos da guerra e do exílio a partir da história de uma família, marcando o retorno de Luís Melo aos palcos paranaenses em uma narrativa sensível sobre as tantas diásporas existentes na atualidade.
Realizado pela AP da 13 com produção da Cardume Cultural, o espetáculo transforma em cena uma realidade contemporânea urgente: a trajetória da família Farah ecoa a experiência de milhões de pessoas forçadas a deixar seus territórios em contextos de conflito e perseguição.
De acordo com o diretor do espetáculo Eduardo Ramos, a obra acompanha uma família síria dilacerada pela guerra, confrontada com escolhas extremas entre partir ou permanecer, preservar a memória ou buscar um futuro possível. “Entre silêncios, despedidas e gestos de resistência, a cena se constrói como espaço de escuta e testemunho, encontrando lugares possíveis de existir, em um cenário onde a humanidade deixou de existir”, conta o diretor.
A encenação tem como referência visual a exposição “Farida – Um Conto Sírio”, do fotógrafo brasileiro Maurício Lima, vencedor do Prêmio Pulitzer em 2016, que acompanhou por 51 dias a fuga de uma família de Alepo. Essa experiência se articula aos relatos reais dos artistas sírios Abed Tokmaji, Myria Tokmaji e Lucia Loxca, radicados no Brasil há 12 anos, que contribuem diretamente para a dramaturgia a partir da vivência do exílio.
No palco, a história da família Farah revela o dilema de quem vê a guerra bater à porta: o conflito entre o apego às raízes e a urgência da sobrevivência em terras desconhecidas. Luís Melo interpreta Khaled Farah, o patriarca, acompanhado por Mayra Fernandes (a filha Aisha), Ciliane Vendruscolo (a filha Qamar) e Camila Ferrão (a sobrinha/prima Jamile), que dão voz às diferentes perspectivas de uma família fragmentada pelo avanço do conflito.
A atmosfera de urgência e tensão é reforçada pela cenografia de Fernando Marés, com tons acinzentados e planos irregulares que evocam tanto os escombros da guerra quanto o caminho incerto da travessia, enquanto o desenho de luz de Beto Bruel e Lucas Amado dialoga com a trilha sonora executada ao vivo sob a direção de Edith de Camargo, com a participação direta dos músicos sírios, Abed Tokmaji e Lucia Loxca, com alaúde, cantos e sonoridades tradicionais, transportando o público para o epicentro da narrativa.
De acordo com Eduardo, Melo começou a estreitar os laços com o AP da 13 durante a pandemia e, desde então, passou a acompanhar de perto os trabalhos do grupo. “Tivemos um contato no Campo das Artes em um projeto viabilizado por um edital de São Paulo. Essa experiência aproximou nossas trajetórias e fortaleceu a parceria. A partir daí, seguimos em diálogo, com Melo acompanhando as produções do grupo, até que surgiu o convite para que ele participasse como curador do festival Novos Olhares em 2025, conta o diretor.
Para Melo, voltar para uma produção curitibana como a que será apresentada no palco do Zé Maria unindo história, música e memória humana é profundamente emocionante. “Gosto de trabalhar com grupos dedicados, que desenvolvem processos contínuos com cuidado e comprometimento. É esse empenho que torna o retorno ao palco uma experiência feliz, responsável e memorável. É um trabalho que acredito que, daqui a muitos anos, será lembrado, pois valoriza a pesquisa, a qualidade e a autenticidade do coletivo”, afirma o ator.
Um contexto global de deslocamento sem precedentes A história de “Conto de Farida” dialoga diretamente com uma das maiores crises humanitárias da atualidade. Segundo dados do ACNUR/ONU, ao final de 2024 e início de 2025, mais de 123 milhões de pessoas foram deslocadas à força devido a conflitos, perseguições e crises humanitárias, especialmente no Sudão, Ucrânia e Gaza. Do total, 83,4 milhões vivem como deslocadas internas e mais de 43 milhões como refugiadas. Aproximadamente 40% são crianças e adolescentes, e 4,4 milhões de pessoas são apátridas. O espetáculo transforma esses números em experiência sensível e concreta no palco.
A temporada é gratuita e inclui sessões com acessibilidade, com Libras, nos dias 14 e 21 de março, e com audiodescrição, no dia 20, ambas às 20 horas. Dentro do projeto está também a oficina gratuita de dramaturgia depoimental intitulada Corpo em Guerra: Possíveis Caminhos para além do Êxodo, ministrada pelo diretor Eduardo Ramos, a fase de inscrições vai ser divulgada no instagram do Coletivo: @apedatreze
FICHA TÉCNICA: Dramaturgia: Luci Collin | Direção: Eduardo Ramos | Direção Musical e música ao vivo: Edith de Camargo | Pesquisa e música ao vivo: Abed Tokmaji e Lucia Loxca | Elenco: Camila Ferrão, Ciliane Vendruscolo, Luís Melo e Mayra Fernandes | Luz: Beto Bruel e Lucas Amado | Cenário: Fernando Marés | Figurino: Carmem Felipa Leme | Adereços: Eberton Lennon | Direção de movimento e preparação corporal: Flávia Massali | Preparação vocal: Edith de Camargo | Direção de Produção: Mayra Fernandes | Assistência de Produção: Karu Mochinsky | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo | Mídia Social: Juliana Villas Boas | Design Gráfico: Guto Stresser | Realização: Jade Rudnick Giaxa, Setra Companhia e AP da 13 | Produção: Cardume Cultural
SERVIÇO Local: Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco) Datas: 13 a 26 de março (terças, quartas, quintas e sextas às 20h; sábados às 17h e 20h; domingos às 11h e 17h) Ingresso: Gratuito – retirada uma hora antes na bilhete do teatro) Sessões com Libras: 14 e 21 de março (sábados às 20h) Sessão com audiodescrição: 20 de março (sexta às 20h) Classificação Indicativa: 14 anos
Informações adicionais
Sobre AP da 13 e Setra Companhia O AP da 13 é um coletivo e espaço multicultural fundado pelo artista Eduardo Ramos, sede da Setra Companhia que se dedica à fricção do teatro com a dança há mais de 10 anos. De 2013 até hoje, foram 18 espetáculos tendo como norte a proposição de novas pesquisas estéticas e dramatúrgicas, na busca conceber obras que habitem um campo que transita entre o reconhecimento e a estranheza, de modo a promover experiências novas e de extrema singularidade para quem assiste aos espetáculos da Cia. Promovendo o encontro entre artistas do teatro, dança e performance, o Coletivo se destaca pela maneira que cria mecanismos entre estas linguagens. Em 2015 estreou dois espetáculos completamente singulares: Ave Miss Lonelyhearts por Gustavo Marcasse e MOMMY em parceria com a dramaturga, Mariana Mello. Em 2017, o espetáculo Contos de Nanook a partir da construção de um universo fantástico, trata das fábulas dos inuits, indígenas do Polo Norte. Em 2019, a Cia começa suas pesquisas nas reescritas dos textos clássicos a partir do mito Fedra de Eurípedes e Amor de Phaedra da dramaturga britânica Sarah Kane, estreando o espetáculo de dança teatro Fedra em: O Fantástico Mundo de Hipólito. Espetáculo convidado para a Mostra Principal do Festival de Curitiba 2019. Os últimos espetáculos do Coletivo foram: Aqui é Minha Casa (2022/24), Monstro (2023/2025), Família Original 3.0 (2024) e Multidão, espetáculo com 8 não artistas em cena, realizado em agosto de 2025.
Sobre Luis Melo Nascido em 1957 em Curitiba, Paraná, Luís Melo é uma das referências no meio teatral, televisivo e cinematográfico brasileiro. Sua entrada no universo da dramaturgia se deu na década de 1970, por meio do curso permanente de teatro da Fundação Teatro Guaíra, em Curitiba. Uma década mais tarde em São Paulo, sob a tutela do diretor Antunes Filho no Centro de Pesquisa Teatral (CPT), o ator ganha reconhecimento pela maestria e sensibilidade às técnicas de corpo e voz, e por sua potência interpretativa. Ao interpretar Macbeth, em Trono de Sangue (1992), é reconhecido com os prêmios Shell, Mambembe e Associação Paulista de Críticos de Arte, consagrando-se como um dos grandes atores de sua geração. Três anos mais tarde, Melo é convidado para atuar na televisão brasileira pela primeira vez, atingindo uma grande popularidade fora do meio teatral, sem jamais, entretanto, abandonar os palcos.
A partir dos anos 2000, Luís Melo retorna à Curitiba e passa a dedicar-se também à formação de jovens profissionais do teatro, fundando, em parceria com a atriz Nena Inoue e o cenógrafo Fernando Marés, o Ateliê de Criação Teatral (ACT) – uma proposta expandida do CPT de Antunes Filho em São Paulo. Ao longo de seis anos de existência, o ACT promoveu importantes e indispensáveis diálogos abertos entre artistas, produtores culturais e público, e a proposta transdisciplinar do espaço foi um verdadeiro marco no fazer e pensar as artes no Paraná. Muito além do teatro, o ACT tinha como missão promover um campo fértil para a música, fotografia, artes plásticas, literatura, cinema: não havia fronteiras de linguagens ou expressões.
A herança vanguardista do ACT após o encerramento de suas atividades deixou não apenas um vácuo no meio cultural curitibano, mas também uma semente: ali brotou o sonho de Luís Melo para a idealização, construção e fundação do Campo das Artes.
Assessoria de Imprensa: BB Comunica – @bb_comunica
Com produção musical de Victória Ruiz e clipe por Oruê Brasileiro, os artistas refletem sobre criação, existência e a transição geracional
Aos 64 anos, Carlos Careqa sempre caminhou alguns passos à frente do seu tempo. Aos 34, Ravi Brasileiro aprendeu a habitar o presente com a intensidade de quem sabe ouvir o mundo. Entre eles, há três décadas de distância. Mas é justamente nesse intervalo, entre 1961 e 1991, que nasce ´´61 91“, o novo single e clipe que une dois artistas separados pela idade, mas conectados pela mesma inquietação criativa.
O primeiro encontro entre Ravi Brasileiro e Carlos Careqa aconteceu no Teatro do Paiol, há quatro anos. O espaço, inaugurado em 1971 com um espetáculo de Vinícius de Moraes, Toquinho, Marília Medalha e o Trio Mocotó, já havia atravessado diferentes fases da música brasileira antes de receber, naquela conversa, um artista da década de 1960 e outro de 1990.
A coincidência geracional chama atenção, mas o ponto de partida de “61 91” veio da troca direta entre os dois naquele dia. Em outro espaço‑tempo.
“Essa ideia surgiu há uns quatro anos, quando o Ravi me procurou no Teatro do Paiol. Eu fiz aquela inquirição normal quando você conhece alguém. Qual é o teu signo, e quantos anos você tem? E percebi que a gente tem uma diferença de 30 anos. Eu nasci em 1961 e ele em 1991. Aí pensei, vou fazer uma música falando sobre isso”, pondera o ator, cantor e compositor Carlos Careqa.
Foi então que a diferença geracional entre Ravi e Careqa deixou de ser detalhe biográfico e passou a integrar a própria narrativa dos dois, como um elemento que atravessa suas experiências, mas questiona a permanência no mesmo lugar.
“Ele quis saber mais sobre quem eu era, qual era o meu trabalho. Então mandei várias músicas minhas. Ele ouviu e, a partir disso que ele conheceu sobre mim, fez uma letra”, lembra Ravi Brasileiro.
A primeira versão da música veio ousada, com um compasso sete por quatro que desafiou até mesmo a experiência de Careqa. “Quando o Ravi mostrou a primeira versão, ele propôs uma coisa bem fora da casinha. Uma música difícil. Eu tentei cantar lá em São Paulo, mas não consegui”, admite o artista.
Como acontece em muitos encontros artísticos, o processo criativo de “61 91” passou por diferentes caminhos até chegar à versão atual. A música que chega ao público agora tem a produção musical assinada pela DJ, instrumentista e compositora Victória Ruiz.
Em 2025, outra proposta foi desenvolvida por Du Gomide para o projeto ´´7por2“, explorando outros territórios sonoros entre o orgânico e o eletrônico, em contraponto ao diálogo entre as gerações.
´´Essa foi a primeira música composta para o projeto 7por2. E também, a primeira versão que a gente gravou foi essa, com a produção da Victória. Teve uma pré-produção minha, eu mandei para a Victória. Depois, trocamos algumas figurinhas com o Careqa, que também fez uma produção dele. Juntamos esse emaranhado de ideias, e a Victória, que é bem envolvida na cultura ballroom, trouxe essa estética“, relembra Ravi sobre a música gravada em 2022.
Carlos Careqa e Ravi Brasileiro. Crédito foto: Amanda Sartor.
Sobre a produção musical Uma curiosidade do processo é que Ravi havia acabado de receber um Quad Cortex, e “61 91” se tornou a primeira gravação com o equipamento. Segundo o artista, durante a configuração, o áudio apresentou uma falha inesperada.
Em vez de descartar o material, a produtora Victória Ruiz incorporou essa imperfeição ao arranjo, transformando a estranheza em textura e explorando novas combinações e traduções sonoras que acabaram marcando a estética da faixa. Entretanto “61 91” vai além da diferença de datas.
“É difícil falar sobre a letra. Mas remete àquelas pessoas que estão fazendo hora extra no mundo, e também àquelas que não poderiam morrer. Um cara como o Hermeto Pascoal, por exemplo, é símbolo de um monte de histórias”, afirma Careqa.
A canção equilibra densidade e leveza, humor sutil e reflexão profunda, características que marcam tanto a obra de Careqa quanto à sensibilidade contemporânea de Ravi.
Ao atravessar essa canção, o público também se torna parte desse diálogo, ocupando o espaço onde passado, presente e futuro deixam de ser fronteiras e passam a ser matéria viva de uma mesma história.
No fim, “61 91” também devolve aos próprios artistas uma reflexão sobre o tempo. “É uma novidade pra mim, mas também um amadurecimento. A canção te ensina alguma coisa. Eu já aprendi várias coisas com ela. O tempo é sempre o senhor de todas as histórias. O tempo é perverso. E ao mesmo tempo muito bondoso”, ensina Careqa.
Sobre o Clipe A linguagem visual do clipe acompanha a mesma lógica de atravessamento temporal presente na música. Entre gestos, luzes e texturas, a direção de Oruê Brasileiro com a fotografia da Fernanda Simões, revelam um processo que combina simbolismo, experimentação e uma busca constante por uma estética fora do tempo. Conceito que atravessa tanto a criação musical quanto a construção do filme.
´´A gente queria trazer essa dança geracional, essa expressividade. No meu caso, isso vem muito do projeto que eu desenvolvo no ´Dança Livre à Dois`. O Careqa vem do teatro, tem uma vivência única e muito especial. A gente quis usar vários elementos de forma simbólica e, ao mesmo tempo, com elegância e contrastes, para remeter ao passado e ao futuro, à vida e à morte“,
Além das gravações em estúdio, o filme incorpora inteligência artificial como ferramenta criativa, ampliando a discussão sobre temporalidade e linguagem. A IA aparece não como substituição, mas como extensão estética, quanto um recurso que tensiona o real, distorce o previsível e reforça a ideia de uma obra que existe entre tempos e gerações.
´´A Fernanda Simões fez um trabalho muito primoroso e cuidadoso. Cada cena foi milimetricamente cuidada para que tudo fosse harmônico esteticamente. É minimalista. A luz é a personagem que dá vida a toda a construção desse cenário. É imagético. Não é óbvio. Não tem explicação. Cada um vai ter a sua percepção“, pressupõe Ravi.
´´61 91“ ecoa, provoca e desloca o público a refletir sobre o que significa criar e existir entre tempos. Ravi Brasileiro e Carlos Careqa utilizam a temporalidade geracional de forma anacrônica.
“Essa música tem muitos ângulos possíveis. Ela não é óbvia. Tem paradoxos. Não tem o certo e nem o errado. Tem o diferente. O que é uma estética fora do tempo? A gente pega elementos do passado, mistura com linguagens que fazem parte das nossas referências, mas qual é a estética do futuro? Daqui pra frente, a gente não tem como saber”, indaga o artista nascido em 1991.
Projeto aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com recursos da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura – Governo Federal.
4ª edição reúne os clássicos do rockabilly, encontro de carros antigos, concurso com show de talentos e diversas opções gastronômicas
Quem gosta de passar o carnaval ao som de muito rock’n roll, vai poder curtir o 4º Carnabilly Rock no Armazém Garagem Bar, em Curitiba. A festa começa no dia 14 de fevereiro e segue até a terça-feira (17) de carnaval com o melhor do rock e country, além de encontro de carros antigos, feiras de antiguidades, concurso com show de talentos e muita costela fogo de chão.
O Carnabilly é inspirado no estilo musical norte-americano rockabilly, criado na década de 50 com a união do rock and roll dos artistas negros e a música country raiz, que é o hillbilly. Um célebre artista, considerado o pai do rockabilly, é o cantor Elvis Presley, o qual será homenageado pelo cover Rogério Cordoni durante o evento.
As bandas Old Chevy, Boogie N Blues, Mr Gomes Band e dos Los Clandestinos Trios também vão trazer o estilo rockabilly. Já os grupos Araucária’s Experience, Black Bear Ranch, Black Bull, D’ Folks Southern Rock, Country e Lonesome Captain irão tocar o melhor do country rock.
“Sábado e domingo será mais focado no rockabilly, já na segunda e na terça teremos uma pegada mais estilo Texas, country, com direito a um encontro de caminhonetes e carros da época, e costela fogo de chão”, destacou um dos organizadores do evento, Renan de Morais.
A costela fogo de chão e o churrasco texano serão servidos na segunda (16) e na terça-feira (17). Outras opções gastronômicas serão os hambúrgueres e porções da casa.
Concurso Miss Armazém Garagem No domingo (15), as mulheres poderão participar do Miss Armazém Garagem 2026, organizado pela Ivin Pin-Up, um concurso com show de talentos estilo Rockabilly e Pin-Up (Pin-Up Girls são mulheres retratadas em ilustrações ou fotos com estética vintage (principalmente dos anos 40 e 50). A vitoriosa receberá uma faixa, uma coroa, R$ 500,00 em consumação no Armazem Garagem e prêmios dos apoiadores. As 10 finalistas serão contempladas com um ensaio fotográfico para participação no Calendário Oficial do Armazém Garagem Bar.
Outras atrações Além dos shows, concursos e exposição de carros antigos, os visitantes terão acesso a uma Feira de Antiguidades com objetos como peças de decoração e brinquedos antigos. Também terá uma Feira do Vinil com Antiquário Coisa Véia + Sebinho, Bazar das Pin-Ups, estúdio de tatuagem e venda de miniaturas de carros, motos e personagens de filmes e séries. No sábado (14), também terá uma apresentação e oficina de dança gratuitas de Rockabilly com os artistas César Keidi e MissTókio.
Serviço Carnabilly Rock 2026 Datas: 14 a 17 de fevereiro Local: Armazem Garagem Bar Endereço: Rodovia Curitiba – Ponta Grossa Br-277, 2630 – Santo Inácio, Curitiba – PR Horários: – Sábado a partir das 15h – Domingo a partir da 15h – Segunda das 11h às 23h – Terça das 11h às 23h Entrada: gratuita Estacionamento: gratuito Mais informações: no instagram @armazemgaragem
ANTIQUÁRIO COISA VÉIA + SEBINHO Loja de livros, discos, antiguidades, móveis, camisas de time, tapeçarias, brinquedos, quadros, colecionáveis e objetos de decoração.
Atendimento: Segunda a sexta, 9h às 19h. Sábado: 9h às 17h.
Endereço: Rua Prof. João Falarz, 409, Orleans, Curitiba-PR. WhatsApp: (41) 99745-5294, Leandro.
Leo Bianchini e Ravi Brasileiro por Odara Vision Oruê Brasileiro
“Melhor Um Final Horroroso Que Um Horror Sem Fim” chega com single, clipe e minidoc que refletem a arte do encontro em não saber protelar a poética do instante
Ravi Brasileiro e Leo Bianchini não vieram para contar história. Mas como todo bom samba que se preze, “Melhor Um Final Horroroso Que Um Horror Sem Fim” é a típica crônica brasileira que vai do drama à ironia sem perder a ternura. Mas também, não passa pano para a sofreguidão. Com pitadas de sarcasmo e malícias suntuosas, a batucada é um espelho do cotidiano repleta de cadências e percepções com direito a clipe e minidoc sobre o processo de composição.
Entre conversas à distância, foi assim que a letra de “Melhor Um Final Horroroso Que Um Horror Sem Fim” começou a ganhar forma nos encontros entre Ravi e Leo. Mas como reza um bom samba foi pessoalmente que a poesia teve a sua reviravolta.
“Desde as primeiras ligações com o Ravi, ele me convidou para o projeto, e eu aceitei de cara”, rememora Leo Bianchini que do samba, entende bem. Desde 2009, o músico e compositor integra a banda 5 a Seco, reconhecida pela rica diversidade sonora na música brasileira e vencedora do Latin Grammy 2025, na categoria Melhor Álbum de Música Popular Brasileira/Música Afro Portuguesa Brasileira pelo álbum “Sentido”.
Ainda assim, para o artista, o processo de criação do “Melhor Um Final Horroroso Que Um Horror Sem Fim” é um espelho sobre o indivíduo. Porém, o drama com um pouco de samba é uma escolha que pode trazer outras amenidades.
“Eu acho que é uma questão de decisão. De você encarar. Por mais que a coisa seja doída. Você encara de uma vez e resolve, do que ficar estendendo as dificuldades. A gente tende a querer curtir esse drama, e acho que é natural da personalidade do ser humano”, reflete Leo Bianchini no minidoc disponível pelo YouTube, com direção de Oruê Brasileiro. Assista aqui
Ravi e Leo desfilam causos corriqueiros com malícia e se divertem com situações que refletem a arte do encontro em não saber protelar a poética do instante. E claro, deu samba.
“Esta canção cheia de causos já nasceu e sabíamos que fecharia o trabalho. Guardei na minha gaveta de ideias esta frase maravilhosa que ouvi num cafézão daqueles que junta a família toda. Leo matou a charada da canção rapidamente”, comemora Ravi Brasileiro.
Fazer samba não é contar piada como já diz o poeta. Do improviso à construção da letra, ´´Melhor Um Final Horroroso Que Um Horror Sem Fim“ é uma composição que fluiu, justamente por Ravi e Leo terem plena consciência sobre a arte do encontro em não saber protelar a poética do instante.
“O Leo fez a harmonia e a gente cantarolou um monte de histórias improvisando. Sem chegar num lugar certeiro para nossos causos. Mas tínhamos um forte refrão. Com a encomenda na mão, fomos juntos pensando em inúmeras situações que costumam ser proteladas. Dos vários causos, ficamos com a extração do siso, parar de fumar, entrar na água gelada e com o término de um relacionamento”, expõe.
“Melhor Um Final Horroroso Que Um Horror Sem Fim” integra o recém lançado “7por2”, projeto idealizado por Ravi Brasileiro e gravado no Parque Jaime Lerner, no Estúdio Geração Pedreira, na Rua da Música, em Curitiba.
Além de Leo Bianchini, Badi Assad, Dante Ozzetti, Carlos Careqa, Bruna Caram, Flaira Ferro e Caito Marcondes, são os artistas que integram o álbum disponível pelas plataformas de streaming. Ouça aqui.
Projeto realizado por meio da Lei Municipal Complementar 57/2005 do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura. Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.