CURITIBA RECEBE UMA COMÉDIA IRREVERENTE E PROVOCADORA: ESTREIA O ESPETÁCULO “VALENTIN”

Na foto de Walter A. Jaworski, o elenco formado por Carla Rodrigues e Juscelino Zilio que dão vida aos personagens de Valentin, o espetáculo entra em cartaz a partir do dia 21 de novembro no Teatro Barracão EnCena.

Entre risos e críticas sociais, a montagem resgata o espírito dos cabarés alemães da década de 1920 com direção de Cleide Piasecki e estreia marcada para 21 de novembro, sexta-feira, no Teatro Barracão EnCena.

A cena cultural de Curitiba ganha um novo e vibrante destaque a partir do dia 21 de novembro com a estreia do espetáculo “Valentin”, nova produção da Barracão EnCena Produções Artísticas. Com uma abordagem cômica, crítica e visualmente instigante, a peça propõe uma viagem ao universo irreverente dos cabarés alemães da década de 1920, um espaço onde o riso e a reflexão caminham lado a lado. “É um privilégio poder realizar essa produção que traz a essência da obra de Karl Valentin: textos críticos, recheados de ironia e jogo de palavras, o que o torna um grande desafio aos atores que interpretam vários personagens, trazendo o riso para a plateia”, conta a diretora de produção, Mevelyn Gonçalves.

Inspirado na obra do renomado dramaturgo e comediante Karl Valentin, conhecido como o “Charles Chaplin dos dadaístas de Munique”, o espetáculo reúne esquetes cômicos e números teatrais que exploram com humor afiado e ironia temas como o cotidiano, a arte, a política e as relações humanas. A montagem se afasta do glamour dos tradicionais cabarés de can-can e se aproxima da estética do circo e do teatro físico, resgatando a essência crítica e popular da época.

Sob a premiada direção de Cleide Piasecki, que também assina a adaptação do texto e a sonoplastia, “Valentin” traz ao palco um espetáculo autoral, de linguagem acessível e estética potente. A diretora curitibana, com mais de três décadas de atuação nas artes cênicas, reforça em “Valentin” sua marca autoral, evidenciada em obras como o recente sucesso “Desmonte”. “Sem dúvida tem sido um ano surpreendente que começou com a grande honra de dirigir a Regina Vogue e encerra com a produção do Barracão Encena de um dos autores que eu mais admiro, Karl Valentin. Um gênio, um músico, um ator, um palhaço, um autor que com seu humor inteligente, singular e sensível influenciou grandes artistas como Brecht”, afirma Piasecki.

O elenco conta com as interpretações precisas de Carla Rodrigues e Juscelino Zilio, que dão vida aos personagens e situações com sensibilidade, humor e vigor físico. A produção executiva é de Mevelyn Gonçalves, com cenários, figurinos e adereços concebidos por Paulo Vinícius, em parceria com Belle Viana e Rod Benedykt, e iluminação de Clever d’Freitas, tudo cuidadosamente pensado para transportar o espectador ao clima efervescente do período entre guerras na Alemanha. “Valentin é mais que uma peça: é uma experiência cênica ousada, divertida e provocadora, que convida o público a rir, pensar e sentir. Uma homenagem à arte do riso como forma de resistência e reflexão”, resume Mevelyn.

Entre risos e críticas sociais, a montagem resgata o espírito dos cabarés alemães da década de 1920 com direção de Cleide Piasecki e estreia marcada para 17 de novembro no Teatro Barracão EnCena.

A cena cultural de Curitiba ganha um novo e vibrante destaque a partir do dia 21 de novembro com a estreia do espetáculo “Valentin”, nova produção da Barracão EnCena Produções Artísticas. Com uma abordagem cômica, crítica e visualmente instigante, a peça propõe uma viagem ao universo irreverente dos cabarés alemães da década de 1920, um espaço onde o riso e a reflexão caminham lado a lado. “É um privilégio poder realizar essa produção que traz a essência da obra de Karl Valentin: textos críticos, recheados de ironia e jogo de palavras, o que o torna um grande desafio aos atores que interpretam vários personagens, trazendo o riso para a plateia”, conta a diretora de produção, Mevelyn Gonçalves.

Inspirado na obra do renomado dramaturgo e comediante Karl Valentin, conhecido como o “Charles Chaplin dos dadaístas de Munique”, o espetáculo reúne esquetes cômicos e números teatrais que exploram com humor afiado e ironia temas como o cotidiano, a arte, a política e as relações humanas. A montagem se afasta do glamour dos tradicionais cabarés de can-can e se aproxima da estética do circo e do teatro físico, resgatando a essência crítica e popular da época.

Sob a premiada direção de Cleide Piasecki, que também assina a adaptação do texto e a sonoplastia, “Valentin” traz ao palco um espetáculo autoral, de linguagem acessível e estética potente. A diretora curitibana, com mais de três décadas de atuação nas artes cênicas, reforça em “Valentin” sua marca autoral, evidenciada em obras como o recente sucesso “Desmonte”. “Sem dúvida tem sido um ano surpreendente que começou com a grande honra de dirigir a Regina Vogue e encerra com a produção do Barracão Encena de um dos autores que eu mais admiro, Karl Valentin. Um gênio, um músico, um ator, um palhaço, um autor que com seu humor inteligente, singular e sensível influenciou grandes artistas como Brecht”, afirma Piasecki.

O elenco conta com as interpretações precisas de Carla Rodrigues e Juscelino Zilio, que dão vida aos personagens e situações com sensibilidade, humor e vigor físico. A produção executiva é de Mevelyn Gonçalves, com cenários, figurinos e adereços concebidos por Paulo Vinícius, em parceria com Belle Viana e Rod Benedykt, e iluminação de Clever d’Freitas, tudo cuidadosamente pensado para transportar o espectador ao clima efervescente do período entre guerras na Alemanha. “Valentin é mais que uma peça: é uma experiência cênica ousada, divertida e provocadora, que convida o público a rir, pensar e sentir. Uma homenagem à arte do riso como forma de resistência e reflexão”, resume Mevelyn.

Sinopse
O espetáculo “Valentin” retrata o ambiente de um cabaré na Alemanha dos anos 1920, período turbulento entre guerras, e utiliza o humor como ferramenta para discutir questões sociais e humanas. A partir de textos originais de Karl Valentin, a montagem se desenrola por meio de esquetes e números cômicos que misturam elementos circenses, crítica social e poesia visual.

Ficha Técnica
Produção: Barracão EnCena Produções Artísticas | Adaptação de texto, Direção e Sonoplastia: Cleide Piasecki | Elenco: Carla Rodrigues e Juscelino Zilio | Direção de Produção: Mevelyn Gonçalves | Cenário, Figurinos e Adereços: Paulo Vinícius | Confecção de Figurinos e Adereços: Paulo Vinícius, Belle Viana e Rod Benedykt | Iluminação: Clever d’Freitas | Operação de Sonoplastia: Jessyca Arbaiter | Camareiros: Belle Viana e Rod Benedykt | Marketing: Ana Paiva | Produção Audiovisual e Mídias: João Quintino | Cartaz e fotos de divulgação: Walter Jaworski

SERVIÇO:
Espetáculo “Valentin”
Temporada dias: 21, 22, 23, 28, 29 e 30 de novembro, sempre às 20H.
Ingressos: disponíveis para compra antecipada na secretaria do Teatro e Sympla. ( R$60,00 – inteira | R$30,00 – meia | R$25,00 – alunos)
Classificação: 12 anos
Link: https://www.sympla.com.br/evento/valentin/3081622

Sobre o Teatro Barracão EnCena
Com 18 anos de história, o Teatro Barracão EnCena é um dos espaços culturais mais respeitados de Curitiba. Com capacidade para 180 pessoas, o local conta com estrutura completa para espetáculos, estúdios de cursos livres, galeria para exposições, café e localização privilegiada no centro da cidade, a apenas cem metros do Teatro Guaíra.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

PRÉ-VENDEDOR(A) – SDR / CURITIBA, BOQUEIRÃO

Pré-Vendedor(a) – SDR. Vaga para trabalhar em Curitiba, no Boqueirão.

Atividades:
– Realizar prospecção ativa e recepção de leads gerados por campanhas; abrir relacionamento com novos contatos, identificando necessidades e oportunidades;
– Registrar interações no CRM;
– Qualificar leads e agendar reuniões para o time de vendas.

Requisitos:
– Boa comunicação (clareza, persuasão e escuta ativa);
– Perfil analítico, organizado e proativo; resiliência e disciplina;
– Interesse em desenvolver carreira na área comercial;
– Diferencial para quem estiver cursando Administração, Marketing,  Publicidade ou áreas correlatas.

Horários: Segunda a sexta, das 08h00 às 17h00 ou das 09h00 às 18h00.

Remuneração: R$ 2.000,00 + comissão + vale refeição (R$ 620,00) + vale-transporte + plano de saúde Unimed + plano odontológico + seguro de vida + ginástica laboral + day off. 

Interessados enviar currículo para o WhatsApp: (41) 98779-0441

VENDEDOR EXTERNO / ATUAÇÃO NACIONAL – COM VIAGENS

Vendedor Externo.  Atuação presencial no Boa Vista, em Curitiba. Atuação Nacional – Com viagens.

Responsabilidades:
– Identificar possíveis clientes dentro de uma determinada região;
– Elaborar roteiro de visitas e estratégias de abordagens;
– Fortalecer e expandir o relacionamento;
– Conhecer a necessidade do cliente e propor soluções personalizadas;
– Realizar apresentações de produtos e serviços da empresa;
– Negociar termos de venda, preços e contratos com clientes;
– Realizar análise de mercado.

Requisitos:
– Ensino médio completo ou superior completo (Marketing, Gestão Comercial; Administração; ou áreas afins);
– Conhecimento de técnicas de vendas e estratégias de marketing;
– Disponibilidade para viagens constantes;
– CNH definitiva categoria B;
– Ter experiência na área comercial externa;
– Conhecimento sobre área tecnológica e educacional (diferencial).

Sobre a Empresa:
Empresa sólida atuante a mais de 10 anos no segmento;
Ótimo clima organizacional;
Incentivos à capacitação profissional;

Envie seu currículo pelo whatsapp: 41 99847-2102

NILKO CONTRATA ASSISTENTE MARKETING DIGITAL / PINHAIS-PR

Nilko contrata Assistente de Marketing Digital. Vaga para trabalhar em Pinhais-PR.

Requisitos:
– Formação completa ou em andamento em Publicidade, Jornalismo, Marketing, Mídias Digitais ou áreas correlatas;
– Graduação completa ou em andamento em Marketing, Publicidade ou áreas afins;
– Experiência com Google Ads e Meta Ads;
– Conhecimento em SEO on-page e técnico;
– Experiência com WordPress e Elementor (configuração, manutenção e edição de páginas);
– Noções de Google Analytics 4 e Tag Manager;
– Conhecimento em relatórios e análise de dados;
– Organização, responsabilidade e atenção a prazos.

Atividades:
– Criar, gerenciar e otimizar campanhas no Google Ads (Search, Display, Performance Max);
– Gerenciar campanhas no Meta Ads (Facebook e Instagram);
– Acompanhar indicadores de desempenho (CPC, CPA, ROAS, CTR) e elaborar relatórios;
– Configurar e monitorar tags e conversões via Google Tag Manager e Pixel Meta;
– Realizar pesquisa e aplicação de palavras-chave;
– Executar ajustes e manutenção no WordPress (páginas, plugins, SEO Yoast, Elementor ou Divi);
– Apoiar nas estratégias de SEO (on-page e técnico);
– Conduzir testes A/B e análises de conversão;
– Fazer benchmarking e acompanhamento da concorrência.

Envie seu currículo com pretensão salarial para: rh@nilko.com.br

RUA RIACHUELO É PALCO DE ESPETÁCULO ITINERANTE SOBRE O TEMPO, A CIDADE E O DIREITO DE SONHAR

Inspirado em histórias reais e na memória urbana, o grupo Olho Rasteiro convida o público a percorrer a cidade em uma experiência teatral gratuita que mistura realidade e ficção.

O grupo Olho Rasteiro apresenta ao público o espetáculo “Como nasce uma rua ou Cartografia de um tempo”, uma experiência teatral itinerante que convida a repensar a cidade, suas memórias e futuros possíveis. As apresentações acontecem nos dias 17, 18 e 19 de novembro, às 11h e 16h, pela Rua Riachuelo, no centro de Curitiba. A participação é gratuita.

O percurso cênico tem início na Praça 19 de Dezembro e se encerra na esquina da Rua São Francisco, misturando o real e o ficcional em uma dramaturgia inspirada em histórias de pessoas que vivem e trabalham em uma das ruas mais antigas da cidade. Segundo Rana Moscheta, cofundadora do grupo, a proposta é construir um diálogo vivo entre arte e cidade: “Estar na cidade significa estar poroso ao ambiente, sem uma relação unilateral. É construir ativamente o acontecimento teatral. A função da pessoa artista na cidade vai além de uma atuação individual, ela se dá na intensificação da teatralidade urbana e na extrapolação do próprio espetáculo”.

Resultado de um processo de criação coletiva, o trabalho nasceu a partir de um levantamento histórico, entrevistas e improvisações realizadas com moradores, comerciantes e transeuntes da região. Em cena, três personagens tentam seguir suas vidas em pleno 2025, em meio a uma rua completamente urbanizada. Conduzidos por uma misteriosa figura, são instigados a sonhar novos futuros e a refletir sobre as transformações do espaço urbano. A ideia, de acordo com Paulo Chierentini, cofundador, é que o espetáculo desperte novos olhares sobre o cotidiano. “Nosso desejo é olhar para além do concreto, para além do nível horizontal da altura dos nossos olhos. Convidamos o espectador a enxergar poesia onde normalmente não se vê, a criar afetos por meio de situações ficcionais dentro de uma cidade sempre viva e real.”

A encenação valoriza a relação com o território e seus habitantes. O grupo contou com o apoio de comerciantes locais, como o Ateliê Sina, que cedeu o espaço de sua varanda para a realização de uma das cenas. Figurinos e elementos cênicos também foram adquiridos em estabelecimentos da própria rua, fortalecendo o vínculo entre arte e comunidade.

O projeto foi contemplado pelo EDITAL Nº 032/2024 – Fomento Aldir Blanc Curitiba 2024, da Fundação Cultural de Curitiba.

Serviço:
Espetáculo: Como nasce uma rua ou Cartografia de um tempo
Datas: 17, 18 e 19 de novembro de 2025
Horários: 11h e 16h
Local: Rua Riachuelo (início na Praça 19 de Dezembro e término na esquina com Rua São Francisco), Curitiba
Ingresso: Gratuito

Ficha técnica:
Direção e dramaturgia: Grupo Olho Rasteiro | Elenco: Alucas Santos, Paulo Chierentini, Rana Moscheta e Rosane Freire | Consultoria de Visualidades (cenografia, figurino, maquiagem e adereços): Patricia Cipriano | Designer gráfico: Nicolas Dorvalino | Costureira: Adelaide dos Santos Silva | Contra-regra: Amanda Curedes | Assessoria de imprensa: Bruna Bazzo | Agradecimento: Ateliê Sina

Sobre o Grupo Olho Rasteiro
Formado em 2014, o Grupo Olho Rasteiro tem como eixo de criação o trabalho coletivo, integrando atuação, dramaturgia, música e performance. A pesquisa do grupo parte da relação entre corpo, cidade e teatralidade, sempre buscando construir experiências que ultrapassem os limites tradicionais da cena.

Com seis trabalhos em seu repertório: Lugar de ser Inútil (2014), Os Cegos (2016), O Terreno Baldio (2016), O Auto Segundo Gabriel (2017) e Hi, Breasil! (2019), o grupo já realizou mais de 200 apresentações em estados como Paraná, São Paulo e Ceará.

Instagram: @grupoolhorasteiro

Facebook: Grupo Olho Rasteiro

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]

10ª MARCHA DO ORGULHO CRESPO CELEBRA UMA DÉCADA DE RESISTÊNCIA E IDENTIDADE EM CURITIBA

No dia 15 de novembro de 2025, Curitiba será o palco da 10ª edição da Marcha do Orgulho Crespo. Há uma década, o evento ocupa as ruas da cidade para  celebrar a beleza negra, combater o racismo estético e fortalecer o sentimento de pertencimento e ancestralidade.

Inspirada pelo movimento que começou em São Paulo, a marcha curitibana nasceu em 2016, após um episódio de racismo sofrido pela cantora Michele Mara. A artista transformou a dor em força coletiva e deu origem a um dos maiores atos de valorização da estética negra do Sul do país. Desde então, a Marcha do Orgulho Crespo se consolidou como um espaço de resistência, educação e celebração.

“A participação das pessoas emociona. Algumas pessoas comentam que estavam em busca desse movimento. E estou falando de gente de todas as idades. Com todo esse trabalho que fizemos, nesses anos entendo que as pessoas estão mais conscientes e em busca de existir como são. Temos uma preocupação com a formação de pessoas, de mulheres que queiram ser trancistas. Temos uma equipe pedagógica que vai até escolas e forma pessoas. E a marcha é uma comemoração a isso. A marcha é sobre vida, luta e resistência”, diz a Diretora de Produção da marcha em Curitiba, Michele Mara.

Raíz curitibana 
O rapper, compositor e ativista cultural curitibano, Dow Raíz, também é presença garantida no evento. Levando mensagem de resistência, ancestralidade e transformação social, o artista tem em seu trabalho todos os elementos que embasam a marcha.

“A Marcha do Orgulho Crespo não é um palco qualquer. Ela chama artistas que têm algo verdadeiro a dizer, que vivem essa pauta. Para mim, é um privilégio enorme participar — sempre foi um sonho tocar aqui e fazer parte de um movimento que agrega tanto à nossa trajetória. Meu show na Marcha é um ato de libertação. É o momento de transformar a dor em dança, em energia boa. A gente vai curtir, se abraçar e ser um protesto vivo — juntos, em cima e fora do palco. Esse é o poder da arte preta em movimento”, analisa Dow.

Programação especial celebra 10 anos de história
A edição comemorativa contará com uma programação completa, reunindo  oficinas, rodas de conversa e apresentações artísticas que celebram a cultura afro-brasileira. 

A abertura acontece das 9h às 12h, na Praça Santos Andrade, com oficinas de
turbantes e penteados afro, contação de histórias e um encontro de empreendedoras negras e migrantes africanas.

Às 13h, começa a concentração da marcha na Boca Maldita, com o Bloco Afro
Pretinhosidade puxando o ritmo da celebração. A caminhada tem início às 13h30, percorrendo a Rua XV de Novembro, Al. Dr. Muricy, Av. Mal. Floriano Peixoto, Rua Monsenhor Celso, Rua Riachuelo, Rua Presidente Faria e encerrando na Praça Santos Andrade, às 14h30, onde o público será recebido com uma sequência de shows e atividades culturais.

Cronograma
15/11/2025
Prédio Histórico da UFPR
● 08h00 – Acolhimento
● 08h40 – Boas-vindas e abertura
● 09h00 – Oficinas
O palco da Praça Santos Andrade será o coração pulsante do evento, com  artistas e
DJs que representam a potência da música negra:
● 11h00 – 12h00 – Grupo Baquetá – Bambarê – Palco Santos Andrade
● 13h00 – 13h30: Concentração na Boca Maldita
● 13h30 – 14h30: Percurso da Boca Maldita a Praça Santos Andrade
● 14h30 – 15h00: Bloco Afro Pretinhosidade – encerramento da caminhada
● 15h00 – 15h30: Fala das parlamentares e da organização
● 15h30 – 15h50: DJ Mitay – set de 20 minutos
● 15h50 – 16h00: Mudança de palco
● 16h00 – 17h00: Daniel Montelles – show
● 17h00 – 17h20: DJ Vane MRQS – set de 20 minutos
● 17h20 – 17h30: Mudança de palco
● 17h30 – 18h40: MUV e Michele Mara – show (1h10)
● 18h40 – 19h00: DJ Mitay – set de 20 minutos
● 19h00 – 19h10: Mudança de palco
● 19h10 – 20h10: Dow Raiz – show
● 20h10 – 20h30: DJ Vane MRQS – set de 20 minutos
● 20h30 – 20h40: Mudança de palco
● 20h40 – 21h50: Bia Ferreira – show (1h10)
● 21h50 – 22h00: Encerramento e agradecimentos finais

Orgulho que transforma
Mais do que uma celebração, a Marcha do Orgulho Crespo é um ato político e cultural que transforma a cidade em um grande palco de afirmação. Cada cacho, cada trança e cada batida dos tambores ecoam como um lembrete: o orgulho é resistência.

A 10ª Marcha do Orgulho Crespo de Curitiba é um convite para toda a sociedade se unir, aprender e celebrar a beleza negra em todas as suas formas. Porque o orgulho é coletivo — e a luta continua.

HISTORIADORAS DESENVOLVEM PROJETO QUE ORGANIZA DOCUMENTOS DA COMISSÃO ESTADUAL DA VERDADE DO PARANÁ

Trabalho de salvaguarda é inédito na América Latina por mostrar os bastidores da escrita do Relatório da CEV/PR, além de reunir, catalogar e disponibilizar o Inventário Técnico para a sociedade

Um grupo de pesquisadoras do Paraná poderão receber mais informações sobre a ditadura no Paraná e sobre o trabalho da Comissão Estadual da Verdade Teresa Urban. Esta etapa da pesquisa teve início na última quinta-feira (23). A ação faz parte do projeto “Inventário Participativo: memória, verdade e justiça do Paraná”, financiado pelo Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (PROFICE) da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná e apoiado pela Companhia Paranaense de Energia (Copel).

A pesquisa também reúne materiais colhidos pela Comissão Estadual da Verdade do Estado do Paraná, criada em 2012 com o intuito de examinar graves violações de direitos humanos praticados no estado entre 18 de setembro de 1946 e 05 de outubro de 1988. Os materiais podem ser enviados para o e-mail contato@inventariomemoriaeverdade.com.br ou pelo site https://inventariomemoriaeverdade.com.br/ até o dia 01 de março de 2026.

O trabalho é inédito na América Latina, por mostrar os bastidores da pesquisa, além de reunir, catalogar e preservar os materiais. A equipe é formada pelas historiadoras Claudia Cristina Hoffmann, Flávia da Rosa Melo e pelos assistentes de pesquisa, Kim Alan Vasco e Gabriella Daphne Pereira Ferreira.

Cláudia é a coordenadora do projeto e atuou no Ministério Público do Estado do Paraná como historiadora. Na época, Hoffmann colaborou com a Comissão Estadual da Verdade do Paraná, participando de audiências públicas, entrevistas e autoria de textos, principalmente envolvendo questões indígenas, quilombolas e recortes de gênero.

“Apesar do nosso Relatório da Comissão Estadual da Verdade do Paraná ter recebido elogios de outros estados por conta do trabalho robusto que foi entregue, enfrentamos muitas limitações, como por exemplo, não havia remuneração para todos os profissionais e pesquisadores que trabalharam no processo. Então, dependíamos das energias individuais e interesse no tema. Se tivéssemos na época uma Política de Memória mais efetiva, o resultado seria ainda melhor”, explicou Cláudia.

O inventário participativo é dividido em duas frentes de atuação. A primeira busca englobar e preservar a documentação relacionada ao Relatório da Comissão Estadual da Verdade, garantindo organização e acesso público. “Este inventário será um instrumento de pesquisa, que permitirá acessar de forma instrumentalizada o fundo documental da Comissão Estadual da Verdade no Arquivo Público do Paraná, abrindo horizontes para novas pesquisas, interpretações e aprofundamentos sobre a nossa história recente”, afirma a historiadora Flávia da Rosa Melo.

A segunda frente consiste na produção de novos documentos com base na metodologia da História Oral, por meio de entrevistas com pessoas que trabalharam para a Comissão da Verdade. A partir disso, o projeto promove ações pedagógicas, como cursos de formação, palestras e eventos sobre a ditadura e a História do Paraná. A iniciativa também está aberta a receber novas informações: caso alguém queira compartilhar histórias, fotografias ou documentos, é possível compartilhar com a equipe de pesquisa.

No Inventário Participativo também serão incluídas informações sobre duas iniciativas importantes para o Estado do Paraná no cumprimento de recomendações do Relatório da Comissão da Verdade: a criação do Comitê Estadual, Memória, Verdade e Justiça do Paraná, atuante desde 2017; e a criação do Lume: Lugar de Memória , em 2018.

O LUME: Lugar de Memória Juiz Aldo Fernandes está localizado no prédio do antigo Presídio do Ahú, atual Centro Judiciário de Curitiba, no Paraná e “se propõe a ser um espaço educativo e está à disposição da comunidade como um agente social transformador” afirma Cláudia. Integra a Rede Brasileira de lugares de memória (REBRALUM), Rede Latino Americana e Caribenha de Lugares de Memória (RESLAC) e a Coalizão Internacional dos Sítios de Consciência.

Lume significa “luz”, e tem por finalidade problematizar e dar visibilidade aos direitos violados, principalmente dos mais vulneráveis, cuja história ainda não foi toda contada. A partir das memórias “sensíveis” e “difíceis” sobre torturas, dores, traumas e medos, sejam elas individuais e/ou coletivas sobre o período, o objetivo do LUME é promover a educação, a democracia e os direitos humanos. E, apesar do foco principal do lugar ser o período ditatorial, “estamos atentos a outros tempos, sempre trabalhando em defesa e para o fortalecimento da democracia”, destaca Cláudia.

Relatos de resistência

O jornalista e escritor Aluízio Ferreira Palmar foi um dos sobreviventes das torturas e prisões do período ditatorial. Nascido no Rio de Janeiro, Aluízio mudou-se em 1967 para o Paraná, onde foi preso em 1969 e transferido para diversos centros de tortura no Paraná e no Rio de Janeiro.

No final da década de 1990, Aluízio começou as buscas por desaparecidos políticos e em 2005 lançou o livro “Onde foi que vocês enterraram nossos mortos?”. Anos depois, Aluízio tornou-se assessor da Comissão Nacional da Verdade e depois colaborou com as comissões estaduais.

Aluízio vê na lembrança do passado uma esperança no futuro e cita um evento realizado na Universidade de São Paulo no início de outubro, em que foram entregues 63 certidões de óbitos retificadas para os familiares dos desaparecidos políticos. Nos documentos constam o motivo das mortes devido à ditadura.

“Eu ando muito otimista, porque pela primeira vez os golpistas estão respondendo pelos seus crimes, estamos retificando as certidões de óbito adulteradas, pela primeira vez conseguimos avançar nesse processo da justiça de transição, 61 anos após o golpe militar”, comentou.

Outra vítima da ditadura foi a professora de História aposentada, Judite Maria Barboza Trindade, a qual prestou depoimento na Comissão Estadual da Verdade. Em 1968, Judite era estudante do curso de História da Universidade Federal do Paraná (UFPR), participava do Movimento Estudantil e foi presa em uma reunião de estudantes, sendo condenada e ficou presa por um ano.

“É preciso reavivar as memórias, mesmo que sejam lembranças que nos causem desassossego, para que os fatos não se repitam. Assim, negamos com veemência toda forma de autoritarismo e reafirmamos a importância da democracia”, destacou Judite.

RAÇUDAS: PEÇA ESTREIA EM CURITIBA E REFLETE SOBRE RAÇA, GÊNERO E PERTENCIMENTO NO BRASIL DE AGORA

A atriz Saravy faz investigação autobiográfica para estreia do espetáculo RAÇUDAS, de 13 a 23 de novembro na Alfaiataria com entrada gratuita. Foto: Isa LaNave.

A estreia nacional do solo da atriz Saravy acontece de 13 a 23 de novembro na Alfaiataria com entrada gratuita.

A atriz e artista sul-mato-grossense radicada em Curitiba, Saravy, apresenta RAÇUDAS, seu novo trabalho cênico em parceria com a diretora Sueli Araújo e a Pomeiro Gestão Cultural. O projeto nasce de uma investigação autobiográfica sobre o lugar da mulher negra indígena na sociedade brasileira contemporânea, explorando suas complexidades históricas e afetivas dentro de um país ainda marcado pelas contradições da colonização e da miscigenação. “Sou nascida e criada no MS, vim buscar uma formação aqui no sul do país (PR), morei na Costa Verde Fluminense, lá me aproximo dos quilombolas e dos caiçaras, fui reconhecendo minha racialização nos territórios brasileiros que morei, sigo construindo e identificando os diálogos raciais em nosso país”, conta a atriz.

Artista na encruza da racialidade brasileira, indígenafrodescendente, mestiça fronteiriça, cabocla, sertaneja, Saravy transforma a própria trajetória em matéria poética e política, fazendo de seu corpo um território de memória, escuta e resistência. RAÇUDAS é um solo com características de teatro-palestra, em que o documental e o autoficcional se misturam para criar uma cena em que arte e vida se confundem, abrindo espaço para reflexões sobre raça, gênero, território e pertencimento. “O espetáculo coloca em jogo vivências pessoais e coletivas sobre pertencimento racial no Brasil atual e estabelece um  espaço de diálogo direto com o público através de temas que cruzam ciência e sabedorias ancestrais”, explica a diretora.

A montagem marca também o reencontro artístico entre Saravy e Sueli Araújo, quinze anos após a última colaboração entre as duas criadoras. A direção potencializa a força da intérprete, construindo uma encenação que parte da escuta e do rigor, atravessada pela delicadeza e pela urgência do tema, uma ação artístico-política.

O espetáculo, RAÇUDAS é um processo expandido que articula formação, criação e difusão. O projeto é composto por oficinas e vivências sobre identidade racial conduzidas por Saravy com grupos de mulheres privadas de liberdade no Centro de Integração Social na região metropolitana de Curitiba, encontros gratuitos que atuaram como impulsos para as discussões de pertencimento racial. De acordo com Saravy, foram dessas trocas que o texto, o corpo e o gesto se nutriram para dar forma ao solo. “Adentrar o sistema prisional e construir diálogo sobre identidade de nação com as mulheres privadas de liberdade nos traz material e movimenta vontades para que o caminho deste trabalho teatral seja uma oficina/assembleia, uma troca sobre Brasil com o público”, revela Saravy.

A estreia nacional acontece em Curitiba, na Alfaiataria Espaço de Artes, entre 13 e 23 de novembro de 2025, com doze apresentações gratuitas, incluindo sessões com tradução em Libras e audiodescrição. Outro fator de destaque é a equipe criativa, que reúne profissionais do audiovisual e artes visuais como Laís Melo, Lidia Ueta, Isa LaNave e Uóshi; artistas das artes cênicas como Stéfani Belo, Nathan Gabriel e Jo Mistinguett.

O percurso de RAÇUDAS também ganhará registro em uma websérie homônima, com direção audiovisual de Lidia Ueta e edição de Ricardo Kenji, composta por oito episódios curtos a serem publicados gratuitamente no YouTube. A série acompanha os bastidores do processo de criação e revela os modos de fazer teatro em Curitiba, destacando o papel das mulheres na cena contemporânea e os caminhos de uma arte construída na partilha.

Mais que uma obra sobre identidade, RAÇUDAS é uma ação que reflete sobre pertencimento. O projeto ecoa o debate sobre raça e gênero no Brasil, onde, a presença de pessoas negras e indígena na cena, amplia  ações contracolonial e decolonial do país. Saravy propõe um gesto de coragem e sensibilidade: olhar para si como modo de compreender o coletivo.

Com produção da Pomeiro Gestão Cultural, referência na execução, administração e produção de projetos que provocam debates sociais e coletivos, RAÇUDAS é, ao mesmo tempo, espelho e travessia,  um solo que nasce do corpo e da memória para existir no encontro com o outro. O projeto é realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, com incentivo da Bosch.

Serviço:
Espetáculo RAÇUDAS
Datas: 13 a 23 de novembro (Quinta a domingo, às 19h30 | Sábados e domingos também com sessões às 16h)
Sessões com Libras aos sábados às 16h.
Sessões com audiodescrição no sábado (22) às 16h.
Local: Alfaiataria Espaço de Artes (Rua Riachuelo, 274, centro de Curitiba)
Ingressos: Gratuitos (Retirar uma hora antes na bilheteria)

Ficha Técnica:
Idealização, Dramaturgia e Atuação: Saravy
Direção e Dramaturgia: Sueli Araujo
Cenografia: Laís Melo
Figurino e Visagismo: Stéfani Belo e Matheus & Matheyas
Iluminação: Nathan Gabriel
Trilha Original: Jo Mistinguett
Criação Audiovisual: Lidia Ueta
Cenotécnica: Fabiano Hoffmann
Direção de Produção: Igor Augustho | Pomeiro
Produção Executiva: Rebeca Forbeck | Pomeiro
Assistentes de Produção: Hanon Arthur e Pedro Oliveira | Pomeiro
Financeiro: Ivanes Mattos | Pomeiro
Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo
Assessoria em Redes Sociais: Gabriela Berbert
Design Gráfico: Uoshi
Fotografias e Colagens: Isa LaNave
Tradução para Libras: TAÉ – Libras e Cultura
Audiodescrição: ELAS A.D (Helena de Jorge Portela e Joselba Fonseca)
Realização: Ópera de Pequi Produções
Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

Informações adicionais:

Sobre Saravy:
Nascida em Campo Grande (MS) e radicada em Curitiba (PR), Saravy é atriz, roteirista, diretora e arte-educadora popular. Com atuação destacada no teatro e no audiovisual, desenvolve projetos artísticos e formativos integrando arte, educação e direitos humanos. Em 2025, estreia seu primeiro solo, Raçudas, em parceria com a Pomeiro Gestão Cultural. No cinema, protagoniza filmes como Nó (Grafo Audiovisual) que em 2025 recebeu  três kikitos do Festival de Gramado e prêmio de melhor filme no Festival Bravo em Los Angeles, A Felicidade das Coisas (Filmes de Plástico), A Caverna e Sereia (ambos da Beija-Flor Filmes), entre outras produções de longas metragens, curtas, séries, e, televisão com exibições no Brasil e pelo mundo. Reconhecida por sua força interpretativa e engajamento artístico em narrativas de sensibilidade e potência social, Saravy recebeu diversos prêmios em festivais nacionais, entre eles, Brasília, Guarnicê, Curta Taquary e Aruanda.

Sobre Sueli Araújo: é encenadora, dramaturga e roteirista e uma das fundadoras da CiaSenhas de Teatro de Curitiba. Suas produções artísticas procuram estabelecer diálogo crítico e amoroso com demandas sociais, históricas e memórias envolvendo a sociedade brasileira. A trajetória inclui publicações, curadorias e mentorias de processos criativos de grupos e artistas da cena.

Fonte: Bruna Bazzo [Comunica]