PRODUTORA CULTURAL ISADORA FLORES LANÇA O “LABORATÓRIO GARRA!”, PROJETO QUE OFERECE CURSO PROFISSIONALIZANTE E OFICINAS GRATUITAS PARA JOVENS DA CULTURA

Terão prioridade nas inscrições agentes culturais com idade entre 16 e 25 anos, pretos, pardos, indígenas, mães solo, LGBTQIA+, Pessoas com Deficiência e de baixa renda. 

A primeira edição do projeto “Laboratório Garra!” acontece entre os meses de fevereiro e março de 2020 de forma online e gratuita. O projeto é um ambiente de formação voltado para pessoas interessadas em produção cultural, sobretudo da área da música. Além de um curso profissionalizante de maior duração com a produtora e idealizadora do projeto Isadora Flores, serão realizadas sete oficinas gratuitas de temas variados com profissionais atuantes da cena cultural: Bina Zanette, Brenda Santos, Carolina Wanderley, Gilmar Kaminski, Helena Sofia, Julie Fank e Luana Angreves.

As inscrições estão acontecendo pela página: www.lnk.bio/garralab, e vão até dia 29 de janeiro para o curso profissionalizante, e para as outras oficinas se estendem até dia 19 de março de acordo com o calendário de Oficinas. 

O curso de maior duração – com carga horária de 21h – dará direito ao registro profissional de “Diretor/a de Produção” emitido pelo SATED-PR (os custos com o Registro serão cobrados pelo SATED/PR). Terão prioridade nas inscrições agentes culturais com idade entre 16 e 25 anos, pretos, pardos, indígenas, mães solo, LGBTQIA+, Pessoas com Deficiência e de baixa renda. O projeto tem incentivo da Fundação Cultural de Curitiba, através da Lei de Incentivo à Cultura do Município e da Lei Aldir Blanc – Lei Federal de Emergência Cultural (Lei que dispõe sobre ações emergenciais destinadas ao setor cultural a serem adotadas durante o estado de calamidade pública).

O nome do projeto, “Garra!” é um convite para agentes culturais que batalham na cena independente e são profissionais iniciantes, muitas vezes alheios às políticas de incentivo à cultura. O “Laboratório Garra!” também oferece a oportunidade para que mais pessoas tenham acesso a conteúdos de formação e direito a um registro profissional.

INFORMAÇÕES SOBRE AS OFICINAS
As inscrições para o Curso e todas as Oficinas acontecem pelo link: www.lnk.bio/garralab

1. “Curso de Produção” com a produtora Isadora Flores e participação de Gilmar Kaminski e Carolina Wanderley.
MÓDULO I: Leis de Incentivo, preparação de projetos, Mecenato Subsidiado e Lei Municipal de Incentivo de Curitiba)”
04 de fevereiro de 2021, das 09h às 12h
11 de fevereiro de 2021, das 09h às 12h
18 de fevereiro de 2021, das 09h às 12h
MÓDULO II: Profice – Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Paraná”
04 de março de 2021, das 09h às 12h
MÓDULO III: Lei Federal de Incentivo à Cultura”
18 de março de 2021, das 09h às 12h

2. Oficina: “Aspectos jurídicos básicos da produção cultural” com a advogada e consultora em direitos culturais e propriedade intelectual Carolina Wanderley (São Sebastião Cultura e Propriedade Intelectual)
20 de fevereiro de 2021, das 09h às 12h

3. Oficina: “Sonorização para produtores”, com a Produtora, cantora e compositora Helena Sofia (Estúdio Old Cat) – Dia 27 de fevereiro de 2021, das 09h às 12h

4. Oficina: “Uma festa de verdade! – Produção Cultural como laboratório de Experiências”, com a produtora cultural, criativa e pesquisadora Brenda Santos (Um Baile Bom)
Dia 06 de março de 2021, das 09h às 12h

5. Oficina: “NEM TUDO SÃO LIKES: da superfície à profundidade da comunicação digital”, com a comunicadora, seletora musical e ativista Luana Angreves (Cliteriosa)
Dia 13 de março de 2021, das 09h às 12h

6. Oficina: “Curadoria para projetos de música”, com a produtora e curadora Bina Zanette (Santa Produção)
Dia 13 de março de 2021, das 14h às 17h

7. Oficina: “Gestão administrativa e prestação de contas de projetos culturais”, com o produtor cultural e técnico em contabilidade Gilmar Kaminski (Flutua Produções)
Dia 20 de março de 2021, das 09h às 12h

8. Oficina: “Escrita para quem se (in/e)screve” com a escritora, professora e artista visual Julie Fank (ESC. Escola de Escrita)
Dia 27 de março de 2021, das 09h às 12h

Inscrições: https://lnk.bio/garralab

Ficha Técnica:
Coordenação: Isadora Flores
Coordenação de Produção e Gestão Financeira: Gilmar Kaminski
Produção Executiva: Vi Gabarda
Ministrantes: Isadora Flores, Bina Zanette, Helena Sofia, Julie Fank, Carolina Wanderley, Brenda Santos, Luana Angreves e Gilmar Kaminski
Videos: Alan Raffo
Design Gráfico: Brenda Santos
Assessoria de Imprensa: Luisa Bonin e Thays Cristine – Platea Comunicação e Arte
Realização: Isadora Flores I Produtora
Produção: Flutua Produções
Apoio: SATED-PR

PROJETO REALIZADO COM RECURSOS DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA, DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA E DO MINISTÉRIO DO TURISMO.

NENA INOUE FAZ TEMPORADA ONLINE, GRATUITA E COM TRADUÇÃO EM LIBRAS DO PREMIADO SOLO “PARA NÃO MORRER”

Nena Inoue. Foto: Lidia Ueta

O espetáculo visto por mais de 27 mil pessoas, rendeu à Nena o Prêmio Shell 2019 de Melhor Atriz no Rio de Janeiro, além do Troféu Gralha Azul de Melhor Atriz em 2017. Agora em versão on-line, gratuita e com tradução em Libras, a gravação da obra segue todos os protocolos de saúde e além das apresentações, o projeto oferece debates e oficinas abertas para o público

A atriz Nena Inoue fará uma temporada online com 15 exibições do espetáculo “Para Não Morrer”, sendo 5 abertas e gratuitas para o público nos dias 3, 4, 5, 11 e 12 de setembro às 20h, e 10 fechadas e exclusivas para entidades e coletivos de apoio à mulheres, instituições, movimentos sociais, associações de professores e de classe, além do público feminino que se encontra em isolamento social mesmo antes da pandemia, como presidiárias e idosas em asilos. Todas as exibições online possuem tradução em Libras e serão seguidas de um debate ao-vivo com o público a partir da obra apresentada, também com tradução simultânea em Libras.

As 5 apresentações abertas serão exibidas nas páginas do Espaço Cênico e dos parceiros Brasil de Fato, MST Nacional, Bicicletaria Cultural e Mães pela Diversidade. E para quem quiser se inscrever e receber o link da exibição e debate por e-mail momentos antes da exibição, basta fazer uma inscrição simples e gratuita pela plataforma: https://bit.ly/32tW6Wn

Dentro do contexto da pandemia, a atriz e produtora cultural Nena Inoue trabalhou para que todas as mudanças necessárias fossem feitas e adaptou o projeto para cumprir temporada on-line respeitando o distanciamento social: “Neste momento pandêmico, onde os trabalhadores da cultura se encontram impedidos de trabalhar e temos milhões de artistas e técnicos desempregados no Brasil, me propus a atuar da forma possível e, respeitando o isolamento social, a forma de seguir e levar nosso teatro ao público neste momento é via on-line, então se assim é, assim será. Consegui também manter a proposta de trabalho inicial e levar este trabalho a comunidades menos favorecidas, incluindo mais profissionais ao projeto – como registros de vídeo, transmissões, além de locação de um espaço teatral parceiro (o Ave Lola) – estamos nos movendo e criando caminhos para continuar, possibilitando trabalho e remuneração aos nossos profissionais do teatro”, afirma a artista.

Em cena e online, Nena se transforma numa mulher ancestral e onipresente, que se apropria da palavra e traz à memória várias personagens históricas: mulheres negras, indígenas, guerrilheiras, mães, avós, filhas, de diferentes épocas e lugares que foram violentadas, torturadas, assassinadas e esquecidas.

A obra está em cartaz desde 2017 e já foi assistida por mais de 27.000 pessoas. Sobre o espetáculo, o crítico teatral do jornal “O Globo”, Patrick Pessoa, escreveu: “Nena Inoue transforma luto em luta… espetáculo para não perder”. O solo conta com dramaturgia de Francisco Mallmann a partir da obra “Mulheres”, do uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015). A encenação concebida por Nena, tem direção de texto de Babaya e apresenta temáticas femininas e feministas atreladas a questões histórico-políticas, especialmente da América Latina.

O projeto foi adaptado para que as apresentações online e debates ofereçam uma experiência enriquecedora para o público e foi produzida de forma segura para artistas e técnicos, seguindo todos os protocolos de segurança de saúde para a gravação do espetáculo.

Além das 5 apresentações abertas e das 10 apresentações fechadas para instituições parceiras, o projeto prevê debates posteriores às exibições do espetáculo – que se transformarão em uma série de podcasts – além de 11 Oficinas de Iniciação Teatral, direcionadas gratuitamente ao público que assistir ao espetáculo, que acontecerão de forma on-line, no decorrer de setembro e outubro.

Lembrando que 5 de todas as exibições online são gratuitas e abertas, e podem ser assistidas nas páginas do Espaço Cênico (03/09) e nas páginas dos parceiros Brasil de Fato (04/09), MST Nacional (05/09), Mães pela Diversidade (11/09) e Bicicletaria Cultural (12/09). E para que o público interessado possa se programar e ser avisado na data e horário da exibição, é necessário o cadastro gratuito no link: https://bit.ly/32tW6Wn

Serviço:
Exibições online, gratuitas e com tradução em Libras do espetáculo “Para Não Morrer”, seguidas de debate com o público.
Exibições GRATUITAS e abertas nos dias 03, 04, 05, 11 e 12 de setembro às 20h. 
Inscrição online e gratuita via site: https://bit.ly/32tW6Wn

Também é possível assistir as exibições nas páginas:
03/09: Espaço Cênico – www.facebook.com/espacocenicocuritiba
04/09: Jornal Brasil de Fato – www.facebook.com/brasildefato
05/09: MST Nacional – www.facebook.com/MovimentoSemTerra
11/09: Mães pela Diversidade – www.facebook.com/MaespelaDiversidade
12/09: Bicicletaria Cultural – www.facebook.com/bicicletariacultural

As exibições GRATUITAS e fechadas para parceiros acontecerão nos dias:
28/08 e 6, 7, 10, 12, 13, 14, 16, 18, 19/09.

Nena Inoue. Foto: Luísa Bonin.

Sobre Nena Inoue:
Nascida em Córdoba (Argentina) e desde os nove anos no Brasil, Nena Inoue é artista gestora, produtora, diretora teatral e atriz formada em 1978 pelo Curso Permanente de Teatro do Centro Cultural Teatro Guaíra. Completando 40 anos de carreira, contabiliza mais de 80 espetáculos profissionais e atua ainda como Coordenadora do Espaço Cênico desde 1997. Esteve na mesma função por nove anos (2000 a 2009) ao lado de Luís Melo no ACT – Ateliê de Criação Teatral, espaço que realizou e abrigou distintos trabalhos de caráter multiárea. Foi também Diretora Artística do Centro Cultural Teatro Guaíra (2003 a 2006); produtora da Sutil Companhia de Teatro (2008 a 2010) e, desde 2009, tem sua produção artística voltada às temáticas de caráter histórico-político-social.

Sobre o espetáculo:
Até o momento realizou 250 apresentações com um público aproximado de 27.000 pessoas. Estreou no Festival de Curitiba/Mostra Oficial, em abril de 2017 e nesse ano fez temporadas em Curitiba, no Teatro José Maria Santos, Ave Lola Espaço de Criação, Espaço Fantástico das Artes e em São Paulo, no SESC Pinheiros/SP. Apresentou-se nos festivais FILO – Festival Internacional de Londrina, no SINGA-Simpósio Internacional de Geografia Agrária e na Mostra SÓ EM CENA, de Maringá. Em 2018 no FICA Natal – Festival Internacional de Natal, no III Curitiba Mostra/Festival de Curitiba e temporadas no Teatro Poeirinha (RJ) e Teatro Guaíra (PR) e circulação pelo SESC PR nas cidades de Londrina, Maringá, Cascavel, Paranavaí e Ponta Grossa. Em 2019 apresentações no SESC Ginástico (RJ), no Teatro Municipal de São João del Rey, Mostra Resistências em São José do Rio Preto, no Teatro do SESI de São José dos Pinhais, Circulação SESC SC em 8 cidades (Florianópolis, Blumenau, Itajaí, Joinville, Jaraguá do Sul, Concórdia, Laguna, Lages; duas temporadas no Teatro Lala Schneider e participou do Festara – Festival de Teatro de Araçatuba. EM 2020 apresentou-se no SESC São José dos Campos.

Premiações: Prêmio Troféu Gralha Azul 2017 de Melhor Atriz e Prêmio Shell 2019 de Melhor Atriz.

FICHA TÉCNICA:
Dramaturgia: Francisco Mallmann, à partir da obra de Eduardo Galeano
Direção e Atuação: Nena Inoue
Direção de Texto: Babaya Morais
Iluminação: Beto Bruel
Figurino: Carmen Jorge
Cenário: Ruy Almeida
Gravação: Alan Raffo e Lidia Ueda
Técnico Operador: Vinícius Sant
Identidade Visual: Martin Castro
Fotografias: Elenize Deszgeniski, Lidia Ueta, Marcelo Almeida, Raquel Rizzo, Luísa Bonin
Assessoria de Imprensa e Mídias Sociais: Luísa Bonin e Thays Cristine – Platea Comunicação e Arte
Vídeos Redes Sociais: Diego Florentino – Trópico TV
Produção: Guilherme Jaccon
Assistencia Produção: Lidia Ueta
Administração: Judy Fiorese
Direção de Produção: Nena Inoue
Realização: Espaço Cênico

“PROJETO REALIZADO COM O APOIO DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA”

Realização:
Espaço Cênico
Incentivo:
EBANX
Incentivo:
Lei de Incentivo à Cultura
Fundação Cultural de Curitiba
Prefeitura de Curitiba

ESPETÁCULO TEATRAL “POSES PARA DORMIR”, COM DIREÇÃO DE DIEGO FORTES, TEM TEMPORADA GRATUITA E É ENCENADO NA TORRE DO MON

POSES PARA DORMIR. Créditos da foto: Eika Yabusame

A nova montagem de Diego Fortes d`A Armadilha Cia de Teatro, “Poses para Dormir”, é um texto inédito no Brasil da argentina Lola Arias e estreia dia 6 de setembro às 20h na Torre do Museu Oscar Niemeyer (MON), a entrada é franca

“Poses para Dormir” fica em cartaz de 06 à 30 de setembro, quinta e sexta às 20h, sábado com sessão dupla às 18h e às 20h, e domingo às 18h, no Espaço Araucária, que fica dentro da Torre do Museu Oscar Niemeyer (MON), sempre com entrada gratuita, sendo a distribuição dos ingressos feita 1h antes de cada sessão, no próprio MON.

Inédito no Brasil, o texto escrito pela aclamada dramaturga argentina Lola Arias e traduzido e dirigido pelo curitibano Diego Fortes, “Poses para Dormir” se passa em um futuro distópico, em dois apartamentos que ocupam o andar de um prédio em uma cidade sitiada pela guerra. Encenado na Torre do Olho, no Espaço Araucária, a peça é uma instalação onírica em uma espécie de fim do mundo, onde as identidades das personagens Nadia (Guenia Lemos) e seu marido Bruno (Diego Fortes), se confundem com a dos vizinhos Jota (Richard Rebelo) e Tao (Giuly Biancato) em uma série de coincidências absurdas.

“O espetáculo é uma experiência instigante, uma provocação: assistir a uma peça de teatro num lugar que normalmente não convencional, um texto que não é tradicional e que lida com ambiguidades, as coisas não são uma coisa ou outra, elas têm mais de um significado ao mesmo tempo”, afirma Diego Fortes sobre a obra.

Comportamento humano, sonho, morte e identidade são alguns dos temas da peça. A cada cena, os 4 personagens estão diferentes, as situações absurdas geram momentos cômicos de um riso nervoso. Uma experiência onírica e descolada da realidade.

A temporada em Curitiba é curta, apenas 1 mês no MON, e os ingressos podem ser retirados com 1h de antecedência na porta da Torre do Museu, onde normalmente os visitantes saem. Para essa temporada, os espectadores entrarão diretamente na Torre, que dá acesso direto ao Espaço Araucária. O espetáculo tem duração de 60 minutos, comporta 48 espectadores por sessão e não é recomendado para menores de 16 anos.

Com essa obra, Diego Fortes retorna à Curitiba depois de temporada em São Paulo, onde dirigiu “Molière”, estrelada por Matheus Nachtergaele, Renato Borghi e um elenco de 14 músicos e atores, muitos deles de Curitiba. Molière é sucesso de público e crítica e está agora em temporada no Rio de Janeiro.

Serviço:
Poses para Dormir
Texto: Lola Arias
Direção: Diego Fortes
Estreia dia 06 de setembro às 20h
Local: Espaço Araucária – na Torre do Museu Oscar Niemeyer (MON) – Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico.
Entrada franca: Os ingressos começam a ser distribuídos 1h antes do início de cada sessão, na porta da Torre do MON.
Temporada: 06 a 30 de setembro, de quinta a domingo.
Quintas e sextas às 20h
Sábados – sessão dupla – às 18h e às 20h
Domingos às 18h
Lotação: 48 pessoas
Página do evento, aqui

Ficha técnica:
Texto: Lola Arias
Tradução: Diego Fortes
Direção: Diego Fortes
Atores: Giuly Biancato, Guenia Lemos, Richard Rebelo e Diego Fortes
Iluminação: Nadja Naira
Operação de luz: Elisa Ribeiro
Cenário: Guenia Lemos – Prego Torto & Cia
Cenotecnia: Willian Batista – Studio Fabrika
Figurino: Maureen Miranda
Direção de Movimento: Ane Adade
Trilha Original: Fábio Cardoso
Produção Executiva: Ludmila Nascarella
Comunicação e Mídias Sociais: Luísa Bonin – Platea Comunicação e Arte
Design: Blanc.ag Design e Conteúdo
Maquiagem foto: Juliane Lis Siebert
Vídeos: Alan Raffo
Coordenação Financeira: Rubens Neves – Operativ Consultoria
Captação de Recursos: Meire Abe

“PROJETO REALIZADO COM O APOIO DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA”

Realização:
A Armadilha
Parceria:
Museu Oscar Niemeyer (MON)
Incentivo:
Instituto Joanir Zonta – Empresa mantenedora: Condor, EBANX, CEDIP
Incentivo: Lei de Incentivo à Cultura, Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura de Curitiba

Sobre A Armadilha:
A Armadilha, fundada e dirigida por Diego Fortes, atua há 17 anos e é conhecida por apresentar propostas fundamentadas num permanente processo de pesquisa e criação em dramaturgia, e pela por reunir em suas produções teatrais, refinamento conceitual,   compreensão e a acessibilidade de diversos públicos.

Alguns dos trabalhos d´A Armadilha: Bolacha Maria (2008), Jornal da Guerra Contra os Taedos (2009), Duas da Manhã (2012) trouxeram autores até então inéditos no teatro no Brasil e foram muito bem recebidos pelo público e pela crítica.  A Armadilha também tem um trabalho focado na dramaturgia original, os espetáculos Café Andaluz (2005) e Os Leões (2006) foram escritos por Diego Fortes sob pseudônimos. Os Leões chegou a ser considerado pela crítica nacional como o grande destaque do Festival de Teatro de Curitiba em 2007. Foi encenado em São Paulo, a convite do SESC no Projeto Primeiro Sinal, em Salvador, no l Festival Nacional de Teatro da Bahia – 2007 na Mostra Nacional e em Brasília, na Caixa Cultural e abriu o XVI Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga em 2009. Além dos trabalhos próprios, A Armadilha organizou junto com outras companhias as 3 primeiras edições da Mostra Novos Repertórios, evento especial do Festival de Curitiba onde são exibidas peças e leituras de companhias de teatro contemporâneo. Em 2011, organizou a Mostra Outros Lugares – teatro de novos autores, que reúne peças com textos originais e inéditos. Com o objetivo de promover a formação de plateia em teatro, com bastante frequência, promove apresentações com ingressos gratuitos nos espetáculos concebidos e distribuídos com verbas públicas, acreditando ser uma medida necessária e democrática de acesso à cultura. Por isso, a pesquisa artística está direcionada a obras de alta qualidade e reflexão artística, sem perder de vista a comunicação com o público, mesmo que seja a primeira oportunidade deste público de entrar em um teatro.

PRÊMIO DE CULTURAS POPULARES: MINC OFERECE 500 PRÊMIOS DE R$ 10 MIL PARA OBRAS DE CULTURA POPULAR


O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural, lançou  o Edital Culturas Populares Leandro Gomes de Barros. Serão premiadas 500 iniciativas que fortaleçam as expressões culturais populares brasileiras, retomando práticas populares em processo de esquecimento e que difundam as expressões populares para além dos limites de suas comunidades de origem. Exemplos dessas iniciativas são o Cordel, a Quadrinha, o Maracatu, o Jongo, o Cortejo de Afoxé, o Bumba-Meu-Boi e o Boi de Mamão, entre outros. Só não estão incluídas Culturas Indígenas, Culturas Ciganas, Hip Hop e Capoeira, por já serem objeto de editais específicos lançados pelo MinC. As inscrições já estão abertas e seguem até 28 de julho.

Durante o evento de lançamento, o ministro da Cultura interino, João Batista de Andrade, lembrou a época de crise vivida no País, salientou que a cultura não deve ser vítima dela e falou sobre a importância da cultura popular brasileira. “A base fundamental da nossa vida é a cultura que nasce do povo e que se manifesta ali. Tem uma intensidade muito grande, além de ter grande capacidade de revelar a vida brasileira. A literatura de cordel é um fenômeno raro no mundo, tão popular com tantos autores, que movimenta uma indústria”, exemplificou.

Este é o primeiro edital de cultura popular lançado pelo Ministério da Cultura desde 2012. Segundo a secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC, Débora Albuquerque, há uma preocupação da Pasta em manter viva e em preservar as manifestações culturais populares, os saberes populares e os seus mestres. “É o maior edital da cultura popular em número de prêmios e isso só reflete a preocupação do MinC em preservar a cultura popular, incentivar os fazedores de cultura popular e reconhecer o trabalho desses mestres, grupos e comunidades”, afirmou.

A secretária explicou ainda que, ao promover iniciativas como este edital, o Estado brasileiro dá importante passo no reconhecimento do protagonismo de mestres e mestras praticantes das culturas populares. “O incentivo à participação social de representantes desse segmento na elaboração de políticas públicas de cultura e o acesso a recursos públicos é outro passo na garantia de seus direitos culturais”, destacou.

Das 500 premiações, 200 serão destinadas a pessoas físicas, outras 200 a coletivos culturais sem constituição jurídica, 80 a pessoas jurídicas sem fins lucrativos e com natureza ou finalidade cultural e 20 a herdeiros de mestres já falecidos (In Memorian), em homenagem à dedicação do trabalho voltado aos saberes e fazeres populares e às expressões culturais, com reconhecimento da comunidade onde viveram e atuaram. Cada iniciativa selecionada receberá R$ 10 mil.

Inscrições

Cada candidato poderá apresentar apenas uma iniciativa para a seleção. As inscrições poderão ser feitas pela internet ou por via postal. Em caso de inscrição on-line, a documentação prevista no edital deverá ser preenchida, assinada e anexada ao Sistema de Acompanhamento às Leis de Incentivo à Cultura – SalicWeb.

Caso o candidato prefira realizar a inscrição por via postal, ela deverá ser enviada com aviso de recebimento obrigatório (AR) simples ou entrega rápida para o endereço especificado no edital.

Para auxiliar candidatos a participarem da seleção, o MinC promoverá oficinas gratuitas e abertas ao público. Assim que as datas e locais forem definidos, o calendário será publicado no site do Ministério da Cultura.

Critérios de avaliação

Uma comissão de seleção será responsável pela avaliação das iniciativas na fase de classificação. Contará com, no mínimo, 20 membros, sendo 10 titulares e 10 suplentes e será composta por servidores públicos e representantes da sociedade civil.

Entre os critérios avaliados estão: contribuição sociocultural que o projeto proporcionou às comunidades; melhoria da qualidade de vida das comunidades a partir de suas práticas culturais; e impacto social e contribuição da atuação para a preservação da memória e para a manutenção das atividades dos grupos, entre outros.

Cultura popular

A cultura popular nasce do conhecimento, dos costumes e tradições de um povo. Expressa-se em saberes, fazeres, práticas e artes produzidos pela comunidade e pelos seus mestres e mestras. Dessa forma, o Edital busca premiar iniciativas já realizadas que envolvam as práticas dos saberes tradicionais no campo da música, cantos, danças e festejos, narrativas simbólicas, medicina popular, culinária, literatura, cordel, contos, formas de plantios, jogos e brincadeiras populares, entre outros.

As expressões culturais populares abarcam manifestações que fazem parte da própria identidade do País. A literatura de cordel, as quadrilhas juninas, o jongo, o maracatu e o bumba-meu-boi, festa folclórica tradicional brasileira, são alguns exemplos.

Homenagem a Leandro Gomes

O edital leva o nome de Leandro Gomes de Barros para homenagear o cordelista paraibano nascido em 1865, no município de Pombal (PB). Considerado o rei dos poetas populares do seu tempo, também foi chamado de “príncipe dos poetas”, em 1976, por Carlos Drummond de Andrade. Gomes morreu em 1918, no Recife.

Presente à cerimônia de lançamento do edital, Ione Severo, diretora da cordelteca Leandro Gomes de Barros, localizada em Pombal (PB), e pesquisadora da obra do cordelista há mais de 20 anos, observou que o homeageado do edital foi “o maior distirbuidor da literatura de cordel do Brasil”.

Em edições anteriores, foram homenageados o cineasta e ator Amácio Mazzaropi (2012) e a artesã, ceramista e bonequeira do Vale do Jequitinhonha mestra Izabel Mendes da Cunha (2009). Além disso, o edital fez tributo ao mestre maranhense Humberto Barbosa Mendes, por sua contribuição para a promoção de expressões culturais típicas de sua região, como o Bumba Meu Boi (2008), e o músico Mestre Duda, por seu papel de destaque na construção da história do frevo (2007).

fonte: Ministério da Cultura