CIASENHAS ACIONA!

Ao longo de quatro meses, em diversos espaços de Curitiba, a CiaSenhas de Teatro promove CIASENHAS ACIONA!, projeto composto por diversas ações que contemplam Mostra de Repertório e Ações Formativas.

As ações integrantes do ACIONA! se desenham pelo desejo da companhia em investir na potência reflexiva e política do teatro, agindo esteticamente no mundo contemporâneo.

Para isso, estão programadas a volta de três peças que estão no repertório da CiaSenhas. Homem Piano (em abril), Obscura Fuga da Menina Apertando Sobre o Peito Um Lenço de Renda (em maio) e Os Pálidos (em julho). Os espetáculos selecionados para serem acionados em 2018, têm em comum uma excelente acolhida do público e crítica, são peças que passaram por diversas cidades do Brasil representando Curitiba em diversos circuitos teatrais. Os trabalhos (criados entre 2010 e 2015) representam um valoroso recorte da produção artística da Companhia, sobretudo no que diz respeito à relação do grupo com o público, mantendo-se atuais aos contextos vividos hoje. A entrada para os espetáculos é Pague Quanto Quiser.

Além da Mostra de Repertório, acontece Conexão- Teatro, que consiste em   três mesas redondas abertas a todos os públicos com entrada franca e participação de diversos artistas para pensar o teatro. No mês de abril,  os artistas Luah Guimarãez, Ali Freyer e Patrícia Saravy iniciam a ação,  a fim de  discutir sobre Limites e Transgressões na Atuação. A segunda mesa, que acontece em maio,  tem como tema O Corpo da Voz e da Palavra, com participações de Mônica Montenegro, Cinthia Kunifas e Marcio Mattana. Em junho, se reúnem Cristiane Paoli-Quito, Andrei Mosqueto e Fátima Ortiz para refletir sobre Encenação no Jogo e o Jogo na Encenação. O projeto também oferece oficinas com renomados artistas a fim de instrumentalizar e promover novos agenciamentos afetivos e de trabalho em Curitiba.

Vinculado a este projeto também acontecem  três Oficinas de Formação de Plateia destinadas ao público jovem e adulto estudantes do Ejas, que serão  ministradas por componentes do núcleo de artistas da CiaSenhas, além de bate-papo sobre os espetáculos após as apresentações. Esta é uma prática que o grupo desenvolve com a responsabilidade de quem acredita que é necessário criar mecanismos pedagógicos de aproximação e diálogo com os novos apreciadores da arte e do teatro.

CiaSenhas Aciona! é promover encontros criativos com profissionais renomados do teatro no Brasil, é investir no consequente aprofundamento técnico, poético e reflexivo do grupo e no exercício de reafirmação de suas escolhas. É continuar vivo, em relação, investindo nas políticas do encontro e nas potências do teatro.

SOBRE CIASENHAS DE TEATRO
A CiaSenhas de Teatro de Curitiba, criada em 1999, é um coletivo de artistas que desenvolve trabalho continuado de pesquisa e criação teatral. Desde sua fundação a companhia têm se dedicado à investigação da linguagem cênica com enfoque no trabalho do ator-criador paralelo ao desenvolvimento de dramaturgia original em processos compartilhados de criação. A CiaSenhas procura  disponibilizar seus espetáculos às mais diferentes platéias e promover ações para o fortalecimento estético e político do teatro de grupo. É a partir destes fundamentos que a Companhia, através de seus integrantes, constrói uma trajetória de 19 anos de atividades em diálogo com a cena contemporânea brasileira. Acrescenta-se à realização dos espetáculos, ações que fomentam o encontro e o diálogo entre artistas e público. A Mostra Cena Breve Curitiba – a linguagem dos grupos de teatro, o CiaSenhas ACIONA! e o projeto Gilda são exemplos destas ações. Outro importante foco de atuação da CiaSenhas é o registro de seus processos criativos.

Obscura fuga / foto: Elenize Dezgeniski

SERVIÇO
CIASENHAS ACIONA!

Peças:

HOMEM PIANO – uma instalação para a memória
de 30/04 a 04/05 – de segunda a sexta,  às 18h e às 20h na sede da CiaSenhas (Rua São Francisco, 35)
Entrada: PAGUE QUANTO QUISER

OBSCURA FUGA DA MENINA APERTANDO SOBRE O PEITO UM LENÇO DE RENDA
de 24/05 a 03/06 – quinta a domingo às 20h no Teatro Novelas Curitibanas (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1222)
Entrada: PAGUE QUANTO QUISER

OS PÁLIDOS
de 03 a 07/07 – terça a sábado às 20h  no Centro Cultural SESI  Heitor Stockler de França (Mal. Floriano Peixoto, 458)
Entrada: PAGUE QUANTO QUISER

CIASENHAS ACIONA!
Conexão – Teatro (Mesas Rendodas)
Dia 24/04 (terça) às 19h na sede da CiaSenhas  (Rua São Francisco, 35) Limites e Transgressões na Atuação com Luah Guimarãez, Patricia Saravy e Ali Freyer. Mediação: Luiz Bertazzo e Sueli Araujo. ENTRADA GRATUITA

Dia 12/05 (sábado) às 16h na sede da CiaSenhas (Rua São Francisco, 35) O Corpo da Voz e da Palavra com Mônica Montenegro, Cinthia Kunifas e Marcio Mattana. Mediação: Greice Barros e Sueli Araujo. ENTRADA GRATUITA

Dia 16/06 (sábado) às 16h na sede da CiaSenhas (Rua São Francisco, 35) Encenação no Jogo e o Jogo na Encenação com Cristiane Paoli-Quito, Andrei Mosqueto e Fátima Ortiz. Mediação: Anne Celli e Sueli Araujo. ENTRADA GRATUITA

MÚSICA, PAIXÃO E TECNOLOGIA

 

Projeto visa contribuir para a expansão e profissionalização do cenário musical em Curitiba

O Teatro Paiol recebe, nos dias 17 e 18 de abril, o projeto Música, Paixão e Tecnologia, uma série de workshops com quatro músicos com percursos reconhecidos no cenário nacional e internacional. A entrada é franca, mediante inscrição prévia na plataforma Sympla.

Os workshops tem como  proposta o direcionamento musical e de carreira para músicos profissionais, estudantes, músicos amadores, comerciantes e funcionários do segmento. Serão abordados conceitos de estilo musical, linguagem, interpretação, harmonia, improvisação, uso da tecnologia na produção musical, gestão de carreira, dentre outros assuntos.

Para esta edição,  os workshops contarão com os músicos, aclamados internacionalmente, Pepeu Gomes, Edu Ardanuy, Raul Misturada e Edgard Cabral.

Pepeu Gomes compartilhará com o  público seu percurso, em formato de aula show,  instrumentalizando os alunos a partir de sua vasta experiência no meio musical; Edu Ardanuy focará seu workshop teórico acerca de questões  do “Mean Stream”; Edgard Cabral discorrerá sobre sua experiência como músico acompanhante de grandes artistas e sobre sua experiência como produtor de estúdio e Raul Misturada, focará sua fala a partir da relação de música e tecnologia, em uma aula show.

O universo dos artistas é bem maior do que a imprensa consegue veicular ou do que as prateleiras das lojas conseguem expor. Aqueles que vivem da música ou possuem a música como atividade complementar em suas vidas, ficam um tanto confusos sobre quais os caminhos devem trilhar para atingir seus objetivos, assim, a série de workshops pretende instrumentalizar, a partir dos contextos de experiência dos músicos convidados, músicos profissionais, estudantes, amadores e outros membros ligados à cadeia produtiva da música, contribuindo para expansão e profissionalização da área.

Todos os  workshops  serão gravados em vídeo e disponibilizados no Youtube na íntegra em formato de vídeo aula para os interessados. O material terá acesso gratuito.

Música, Paixão e Tecnologia, uma realização de Cactus Raius Arte & Rock’n’Roll e Creation FD,  tem o incentivo do PROFICE, Governo do Paraná, com apoio da Havan e Fundação Cultural de Curitiba.

SOBRE OS MÚSICOS:

Edu Ardanuy: considerado pela crítica especializada um dos melhores guitarristas da atualidade. Integrante e formador da banda de hardrock Dr. Sin, conhecida e respeitada no mundo todo. Paralelo a isto, Ardanuy desenvolve outros projetos ligados à música, sejam eles solo ou com outras bandas. Destaca-se também por sua atuação como compositor, produtor musical e arranjador.

Edgard Cabral: músico, compositor, produtor e arranjador musical. Edgar Cabral é conhecido por sua vasta experiência em gravações em estúdio, sua técnica apurada, além de músico acompanhante de grandes nomes, principalmente no meio gospel, mas também no meio secular: André Valadão, Nívea Soares, David Quinlan, Ana Paula Valadão, Pr. Cirilo “Santa Geração”, Leonardo Gonçalves, Nelson Ned, entre outros.

Raul Misturada – Foto Nadja Kouchi

Raul Misturada: Cantor, compositor, multi instrumentista, arranjador e produtor musical. Esses são os atributos que compõem as várias facetas do pernambucano Raul Misturada, nascido em 1986, na cidade de Recife. Em 2009 lançou seu primeiro disco: Artista Brasileiro, com formação para Orquestra de Câmara. Em 2011, iniciou uma um novo trabalho com o acordeonista Bruno Moritz (SC), fruto dessa parceria nasceu o disco “Capim Limão”, o mesmo conta com a participação de Arismar do Espírito Santo (SP) nas guitarras. Em 2013, lançou em parceria com o Mazin Silva o disco Quântico. Em sua atuação como arranjador e produtor musical já executou mais de vinte trabalhos do jazz ao metal, porém todos trabalhos que buscam experimentar novas possibilidades sonoras. Raul Misturada também ministra workshops e cursos de música e tecnologia musical.

Pepeu Gomes: um dos nomes mais significativos da música brasileira, história viva e revolucionária de nossa música. Na década de 70, com Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantos, Luiz Galvão e Baby Consuelo, formou o grupo Novos Baianos, respeitado no mundo todo por sua riquíssima produção musical. Também seguiu em carreira solo e continuou destacando-se no cenário musical mundial. Apesar de seu grande reconhecimento como guitarrista, estando entre os melhores do país, Pepeu Gomes é um exímio cantor, produtor musical, arranjador e compositor. Muitas de suas canções também fazem parte da televisão brasileira (novelas, filmes, etc.).

MÚSICA, PAIXÃO E TECNOLOGIA
TEATRO PAIOL (Praça Guido Viaro, s/n, Prado Velho)
EDGARD CABRAL – 17/04 às 16h30
RAUL MISTURADA – 17/04 às 19h00
EDU ARDANUY – 17/04 às 20h30
PEPEU GOMES – 18/04 às 20h00

ENTRADA FRANCA– Inscrições pela plataforma SYMPLA, até o dia do evento: A entrada no evento se dará com a apresentação do comprovante de inscrição. (lotação 200 pessoas por workshop)

LINKS PARA INSCRIÇÃO:
Edgard Cabral – aqui
Raul Misturada – aqui
Edu Ardanuy – aqui
Pepeu Gomes – aqui

Mais informações na página do projeto, aqui

CAIXA CULTURAL TRAZ A CURITIBA O ESPETÁCULO ISADORA

Com direção de Elias Andreato, a peça reinventa os últimos dias da bailarina Isadora Duncan, no ano de 1927, na França, quando ela conhece um misterioso editor que pretende publicar suas memórias. O encontro traz à tona a mulher por trás do mito

A CAIXA Cultural Curitiba apresenta o espetáculo teatral ISADORA, uma visão emocionada sobre a vida e a obra da bailarina Isadora Duncan (1877-1927). A montagem marca a estreia da atriz Melissa Vettore como autora, tendo como colaboradores Daniel Dantas e o diretor Elias Andreato. A renovação da dança, os direitos da mulher, a educação infantil e a mercantilização do corpo feminino estão entre os temas do espetáculo. A narrativa é permeada por coreografias, músicas cantadas e projeção de imagens com o objetivo de revelar as memórias e a busca de Isadora Duncan por uma maneira poética de viver, pensar e dançar.

Melissa Vettore, interpreta Isadora Duncan e Sávio Moll vive o papel do editor que quer publicar as memórias da bailarina. Também estão no elenco Roberto Alencar e Patrícia Gasppar, como os irmãos de Isadora. Ao vivo, a pianista Cibele Perusso executa as canções. “Mais do que falar de dança, o espetáculo se refere a uma mudança no entendimento do próprio corpo, da individualidade e do coletivo. Duncan desejou uma mudança urgente no pensar e no sentir que, consequentemente, nos levará a um modo de agir no mundo, novo e verdadeiro, provocando uma revolução social e de valores”, avalia Melissa Vettore. A dramaturgia foi construída a partir da autobiografia, cartas, documentos políticos, documentários e manuscritos de Isadora.

No desenrolar das cenas, Isadora expõe ao editor sua história como bailarina, mulher, mãe, amante, mestra e revolucionária. E os dois discutem sobre o amor, as perdas, as ilusões e lutas políticas, a educação gratuita para as crianças, a servidão no casamento, a liberdade do corpo e da dança, a soberania da arte, o sucesso e a decadência. O personagem do editor foi inspirado no universo do escritor norte-americano Henry Miller (1891-1980), ao mesmo tempo debochado, inteligente e com grande capacidade crítica sobre a sociedade. Por meio desse personagem, revela-se que a Isadora consagrada como artista é diferente da Isadora que regressou a Nice, na França. Atrevido e impetuoso, o editor provoca a bailarina com uma visão pragmática sobre sucesso e fracasso, colocando a plateia frente a frente com as cicatrizes e contradições de uma vida dedicada à arte.

A montagem
A direção de movimento é assinada pela bailarina, coreógrafa e diretora Renata Melo, que também realizou as coreografias em colaboração com Melissa Vettore e os outros atores. As músicas são cantadas ao vivo pelo elenco, e a trilha sonora foi especialmente composta por Jonatan Harold para piano e acordeão. Imagens ligadas aos relatos e memórias de Isadora são projetadas sobre o cenário de Marco Lima. A iluminação de Wagner Freire desenha os ambientes onde acontecem os encontros entre Isadora e o editor, assim como as viagens entre os irmãos. Os figurinos são de Marichilene Artisevskis.

Sobre Isadora Duncan (1877-1927)
“Sou uma crítica incansável da sociedade moderna, da cultura e da educação. Defensora dos direitos das mulheres, da revolução social e da concretização do espírito poético na vida cotidiana. Meu interesse é expressar uma nova forma de vida”. Assim se auto definiu a bailarina Isadora Duncan. Precursora do que veio a ser conhecido como ‘Dança Moderna’, manteve-se aliada a compositores, poetas, filósofos e idealistas de várias partes do mundo. Ela criou uma maneira totalmente nova de dançar – e é este legado que desejava preservar e proteger a partir da criação de uma nova educação.

Ao longo de sua vida, lutou pelos direitos das mulheres e pela educação de crianças das classes mais pobres. O custo dessas iniciativas a obrigava a excursionar constantemente. Empenhada em construir uma ‘nova visão do corpo’, Isadora partiu dos Estados Unidos, com seus irmãos, para a Europa e União Soviética. A artista afirmava que sua dança era símbolo da nova educação e da liberdade. Quebrou convenções ao dançar descalça e com roupas fluidas, abominando toda técnica repressiva. Para ela, a dança era “o movimento do corpo em harmonia com a natureza”. De espírito inquieto e vocação para questiona e mudar a sociedade, esteve focada na mulher e no feminino. Acreditava na força da educação como meio de transformação social. Foi fiel a seus princípios até o fim de sua vida, mesmo diante de inúmeras dificuldades.

Elias Andreato
É um consagrado ator, diretor e autor brasileiro, com uma visão especial sobre o trabalho do ator e da dramaturgia autoral. Sua busca é pela humanidade dos personagens que interpreta. Seus espetáculos frequentemente questionam o papel do artista na sociedade e a relação com seu tempo. Construiu uma carreira sólida feita, acima de tudo, pela escolha por personagens que pudessem traduzir esse pensamento – Van Gogh, Oscar Wilde e Artaud são exemplos dessa escolha e resultaram em interpretações marcantes que garantiram a ele um lugar especial no teatro brasileiro.

Melissa Vettore
Tem formação em dança e uma trajetória que inclui drama e comédia. Formou-se no Instituto de Arte e Ciência (Indac) e no Centro de Pesquisa Teatral (CPT), de Antunes Filho. Completou sua formação em Nova York e Barcelona. Atua na formação de atores ministrando workshops de corpo e interpretação. É produtora de seus próprios projetos no teatro. Atua em novelas, cinema e séries de televisão.

Sávio Moll
É um reconhecido ator que pode ser visto, ao mesmo tempo, no teatro, no cinema e na televisão. Integra uma geração de artistas que desenvolve a linguagem teatral a partir do trabalho de pesquisa corporal do ator e do clown. Participou como clown no projeto Doutores da Alegria. Como ator, trabalhou com os maiores diretores nacionais.

Roberto Alencar
Ator, bailarino, coreógrafo e desenhista. Em 2010, fundou a Incunábula Companhia, com o objetivo de pesquisar o diálogo entre as artes visuais e a dança contemporânea. Dirigiu vários espetáculos e também foi bailarino e assistente de coreografia de diversas montagens. Fez parte do Núcleo Expedições, na área de dança-teatro, dirigido por Renata Melo e Vivien Buckup.

Patrícia Gasppar
Tem formação em dança clássica, dança contemporânea e canto. Cursou a EAD (Escola de Arte Dramática – USP / SP). Já atuou em mais de 30 espetáculos teatrais, além de novelas, seriados e outros programas de televisão. Também é roteirista e foi professora de interpretação no Teatro-Escola Célia Helena, em São Paulo.

LINKS:
https://www.facebook.com/isadoraduncanteatro/

Trailler da peça Isadora:
http://vimeo.com/171467881

Vídeo Com Depoimentos atores:
https://vimeo.com/173010591

Isadora. Foto: Joao Caldas Filho

Serviço:
Teatro: Isadora
Local: CAIXA Cultural Curitiba. Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR).
Data: 16 a 18 de março de 2018 (sexta a domingo)
Horário: sexta e sábado, às 20h; e domingo, às 19h.
Ingressos: vendas a partir de 10 de março (sábado). R$ 10 e R$ 5 (meia – conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito CAIXA). A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura.
Bilheteria: (41) 2118-5111 (De terça a sábado, das 12h às 20h. Domingo, das 16h às 19h.)
Classificação etária: 12 anos Lotação máxima: 125 lugares (2 para cadeirantes)

Confira a página do evento, aqui

MOSTRA NOMOS, DE LAURA MIRANDA

A Mostra Nomos, da artista visual Laura Miranda, que teve sua abertura realizada em dezembro de 2017 no Museu Oscar Niemeyer (MON), tem visitas prorrogadas até 29 de abril de 2018. Com curadoria de Kátia Canton, a exposição segue na sala 8 do MON.

No dia 8 de março, às 18h no Mini Auditório do MON, haverá o lançamento do catálogo da Mostra, com distribuição gratuita ao público. Será realizada, como parte do evento, uma mesa redonda com a participação da curadora Kátia Canton, o crítico de arte Paulo Reis e a presença das artistas Laura Miranda e Mônica Infante. A entrada do evento é franca.

A mostra Nomos apresenta dois projetos recentes da artista, Líquens 2014/2015 e Estrela Canina 2016/2017, realizados na Área de Proteção ambiental do Passaúna, região metropolitana de Curitiba. A exposição, composta por 64 obras entre desenhos e objetos conta também com dois vídeos de performance com a participação da artista Mônica Infante. A escolha do termo Nomos para designar esta exposição refere-se a um caminho numa ampla extensão em torno do espaço urbano. O trabalho é construído por meio de processos que consideram as especificidades do território e resulta do embate entre sujeito e mundo – corpo e lugar.

O Projeto Liquens se iniciou por uma série de experiências durante viagens a Índia, em que foi realizado um mapeamento das comunidades têxteis na península e deserto de Kutch. A itinerância por tantos lugares, o convívio com o trabalho familiar e o contato com as técnicas tradicionais de tingimento tornaram-se uma importante fonte de criação.

A somatória destas significações aponta para percursos a céu aberto em que a percepção do espaço surge na relação com amplitude e velocidade.

Ao escolher um local se decidiu por um riacho, de difícil acesso, em meio à mata, espaço formado por um pequeno vale. Foi a partir da imersão neste meio e da documentação de samambaias e liquens que se desenvolveu um argumento conceitual e uma paisagem cênica para o trabalho, tomando as direções fornecidas pelo sítio.

Na performance as artistas Laura Miranda e Mônica Infante, mergulhadas na água, são contornadas pelo escoamento no córrego dos elementos: leite, índigo e ouro em pó. Forma-se uma tríade com as variações dos corpos, movimentos e velocidades em devir: animal, vegetal e mineral.

Na produção plástica Laura Miranda cria três séries de desenhos sobre papel e corte a laser em camadas sobrepostas, reverberando as cores que tingiram as águas de branco, azul e dourado.

Liquens aborda as relações simbióticas de proteção e nutrição que mantém a sobrevivência das espécies e propõe uma ética, a de olhar a existência desenhada através do outro.

O projeto Estrela Canina parte da referência a cães abandonados nas bordas da represa do Passaúna em situação de extrema vulnerabilidade e, consequentemente, apresentando risco para o equilíbrio do ecossistema.

Dois cães, resgatados pela artista e batizados como Estrela e Nirvana tornaram-se protagonistas do processo de criação que deu origem a produção plástica.

O convívio afetivo no local onde foram abrigados, documentado em fotografia e vídeo com percursos no local; observações do comportamento (respostas de sobrevivência, sociabilidade e relação territorial) e do movimento corporal dos cães; anotações sobre percepções espaciais, sensações corporais e ações caninas formaram a base do processo de criação. 

Além disso, foi realizado, semanalmente, um laboratório de criação de movimento. Das imersões corporais guiadas por práticas somáticas surge a imagem do mito do cão de duas cabeças e cauda em forma de serpente cujo nome é Ortros. Ao ser morto por Hércules, este cão se transforma na estrela Sirius localizada na Constelação Cão Maior.

Cerca de um ano depois o cão Estrela morre em decorrência de disputas por território. A soma destes eventos deu origem ao nome do projeto.

A produção plástica resultante deste processo se divide em séries de desenhos e objetos. Baseados em imagens ampliadas da pele e dos pelos dos cães, os desenhos são posteriormente recortados e entrelaçados. Em outra série contornos ampliados da silhueta materializam sombras negras e espessas. Os objetos produzidos em linho, seda e cristais compõem uma instalação e fazem referência à constelação Cão Maior.

A linguagem da performance é criada a partir da conexão em níveis profundos com a vida animal a partir da ativação de camadas profundas do cérebro humano responsáveis não só pela sobrevivência mas também pela capacidade de engajamento social. Funções essas que compartilhamos com o cérebro dos animais.

Estrela Canina apresenta, a partir de um mergulho no próprio corpo das artistas, um processo expandido de conexão com potências primitivas e um transbordamento em direção à outras formas de vida.

Este projeto foi realizado por meio do Programa de Fomento e Incentivo a Cultura da Secretaria Estadual da Cultura e patrocínio da COPEL.

SOBRE A ARTISTA LAURA MIRANDA:
Laura Miranda é graduada em artes visuais (1978 a 1981) e pós-graduada em História da arte do Século XX (1999), pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP) em Curitiba. Realizou cursos de extensão (1991), na Escola de Artes Visuais do Parque Laje, no Rio de janeiro. Também é formada em Experiência Somática (2013 a 2015), prática corporal baseada nas psicologias somáticas, na etologia e na neurociência.

Atua como artista visual e performer desde a década de 1980. Foi professora da Embap de 1998 a 2000. Participou como diretora cultural da Associação Profissional de Artistas Plásticos do Paraná, de 1987 a 1989. Desde a década de 1990 trabalha como figurinista e cenógrafa. Integrou a Tempo Companhia de Dança dirigida por Rocio Infante nos anos de 1990 e desde 1998 trabalha com a artista da dança Mônica Infante, com realização de projetos e pesquisas na área da Performance.

Criou juntamente com Denise Bandeira e Juliane Fuganti em 2001, o Grão Atelier em Curitiba para promover cursos, palestras e oficinas de criação. Realizou projetos que possibilitam a conexão entre artes visuais e arte têxtil, com visitas a instituições e comunidades na Índia, Japão e Canadá.

Participou de exposições, residências artísticas e eventos culturais no Brasil, Canadá, Espanha, Portugal, Índia e Japão. Atualmente suas pesquisas relacionam corpo e meio ambiente e incluem práticas como a Educação Somática (Técnica Alexander), Experiência Somática (Peter Levine) e Ki Aikidô (arte marcial japonesa).

SERVIÇO:
Exposição “Nomos”, de Laura Miranda
Até 29 de abril de 2018
Museu Oscar Niemeyer (MON) – Sala 8
Lançamento do catálogo da Exposição:
Dia 8 de março, 18h
Com participação da curadora Kátia Canton, o crítico de arte Paulo Reis e a presença das artistas Laura Miranda e Mônica Infante.
Local: Mini auditório do MON.
ENTRADA FRANCA
*Distribuição gratuita do catálogo no dia do lançamento

Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico, Curitiba
fone: (41) 3350-4400 / Terça a domingo, das 10h às 18h / 
Retirada de ingressos: até 17h30
R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
museuoscarniemeyer.org.br

FALA COMPANHIA DE TEATRO APRESENTA: NÓS OUTROS

Peça convivial, criada a partir do encontro com índios Guaranis e Kaingang, circula por 24 cidades do Paraná, enaltecendo as relações de encontro desde a diferença. 

A peça teatral Nós Outros, uma realização da FALA Companhia de Teatro, com dramaturgia e direção de Don Correa, circula por 24 cidades do interior do Paraná, realizando uma itinerância de 3278 Km, passando por todas as macrorregiões do estado . O trabalho da companhia curitibana promove o vínculo dos artistas com o espectador a partir da experiência de imersão dos criadores na Aldeia Tupã Nhe’e Kretã, localizada nas imediações do Parque Nacional Guaricana.

Nós outros é um encontro teatral entre pessoas de diversas origens. A partir de uma experiência junto aos Kaingang e Guaranis, o espetáculo busca suspender os discursos e perceber o outro na sua mais completa diferença. Celebrar tanto a cultura quanto cada indivíduo, através de relatos, músicas e danças, é o foco da peça. 

Para a criação da peça, a equipe conviveu com os habitantes da aldeia Tupã Nhe’e Kretã, a fim de participar de atividades propostas por eles. A partir desta convivência, a dramaturgia foi escrita e esboços de encenação foram procurados. 

O trabalho conta com colaborações de Kretã Kaingang, liderança indígena com atuação em nível nacional, e de Florêncio Rékág Fernandes, mestre em Educação e diretor da escola indígena, além dos antropólogos Paulo Homem de Góes e Cauê Krüger. O elenco é composto por Diego Marchioro, Eduardo Ramos, Patrick Belem e Richard Rebelo.

Nós Outros é a busca de um encontro sincero com pessoas com outras visões de mundo. O elenco e equipe criativa buscaram um convívio com os Guaranis e Kaingang na Aldeia Tupã Nhe’e Kretã. O espetáculo busca trazer ao público uma experiência análoga a esta. Reconhecendo a diferença que há entre nós e os outros, entre o semelhante e o diferente, a peça provoca o público a reconhecer a alteridade e ter a possibilidade de uma visão mais complexa do mundo.

Além das apresentações, a equipe realiza oficina de teatro, com acesso gratuito, em todas as macrorregiões e cria registros audiovisuais que são compartilhados em cada lugar visitado.

Com incentivo do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (PROFICE), Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado do Paraná, a circulação passa por 24 cidades do Paraná com até 20.000 habitantes.

Nós Outros evoca, através da política do encontro, a relação entre diferenças. Uma peça sobre ser humano e suas relações de afeto. Um encontro a partir de agenciamentos heterogêneos e seus espaços.

SOBRE A FALA Companhia de Teatro:
Fundada pelo diretor e dramaturgo Don Correa e o ator Brian Townes, a FALA Companhia de Teatro é sediada em Curitiba desde 2012. A companhia investiga a concepção de novas dramaturgias, e formas do público se relacionar diretamente com as obras. Dentre os trabalhos da companhia, destacam-se os espetáculos “Parido” (2012), “Zero (2013)”, “Gafanhoto” (2013), “Tutorial” (2017), e “Nós Outros” (2018).

FICHA TÉCNICA:
Direção e dramaturgia: Don Correa
Elenco: Diego Marchioro, Eduardo Ramos, Patrick Belem, Richard Rebelo
Composição musical: Paul Wegmann
Direção de produção: Michele Menezes
Cenário e Arte gráfica: Pablito Kucarz
Artista plástico: Max Carlesso
Figurinos: Fabianna Pescara e Renata Skrobot
Consultoria em antropologia: Paulo Homem de Góes
Assistência de produção: Mia Bueno
Produção Executiva (viagens): Diego Marchioro
Assessoria de Imprensa: Fernando de Proença
Fotos e vídeos: Bem-te-vi Produções
Local de pesquisa: Aldeia Tupã Nhe’e Kretã
Apoio: Copel – Companhia Paranaense de Energia
Incentivo: Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (PROFICE), Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado do Paraná
Produção: Pró Cult
Realização: FALA Companhia de Teatro
DURAÇÃO: 70 minutos
CLASSIFICAÇÃO: 14+

SERVIÇO DA CIRCULAÇÃO NÓS OUTROS:
17/02 – Teixeira Soares
18/02 – Cruz Machado
19/02 – Mangueirinha
20/02 – Candói / Cantagalo
21/02 – Chopinzinho / Nova Laranjeiras
22/02 – Capanema / Capitão Leônidas Marques
23/02 – Matelândia / Vera Cruz D’Oeste
24/02 – Céu Azul
26/02 – Corbélia / Tupãssi
27/02 – Terra Roxa
28/02 – Mamborê
01/03 – Barbosa Ferraz
02/03 – Assai
03/03 – Faxinal
04/03 – Carambei
06/03 – Porto Amazonas
07/03 – Bocaiúva do Sul
08/03 – Quatro Barras
09/03 – Antonina

ENTRADA FRANCA!

PARA INFORMAÇÕES DE LOCAIS DAS APRESENTAÇÕES E HORÁRIOS, ACESSAR, este link

CASA QUATRO VENTOS RECEBE SHOWS INTIMISTAS DE LUCINA, ITAERCIO ROCHA E BERNARDO BRAVO

Bernardo Bravo

As apresentações integram o Circuito OFF da Oficina de Música de Curitiba

A Casa Quatro Ventos inicia sua temporada de show intimistas com apresentações de Lucina, Bernardo Bravo e Itaercio Rocha. São concertos musicais para um número de público limitado a fim de criar proximidade com a sonoridade dos artistas.

A programação, que faz parte do Circuito OFF da Oficina de Música de Curitiba, inicia no dia 30 de janeiro, às 19h30, com um show especial de Bernardo Bravo e Itaercio Rocha.

Bernardo, carioca radicado em Curitiba, tem trazido à cena musical da cidade um modo particular às criações musicais, sempre em diálogo com outras áreas artísticas.O músico, bonequeiro e carnavalesco Itaercio, maranhense, se mudou para a capital na década de 90 e é o fundador do bloco de carnaval mais popular da cidade – Garibaldis e Sacis – e integrante do grupo Mundaréu. Este encontro irá misturar o repertório destes artistas, num show intimista transitando entre as canções preferidas dos músicos e composições de Bernardo Bravo e Itaercio Rocha.

Dia 06 de fevereiro, às 19h30, a Casa Quatro Ventos será tomada pelas composições de Lucina, consagrada compositora e cantora, gravada por importantes intérpretes como: Ney Matogrosso, Zélia Duncan, Nana Caymmi, Tetê Espíndola, Rolando Boldrin, As Frenéticas, Ana de Hollanda, Jerry Adriana entre outros. Em sua carreira solo tem 7 CDs: Inteira pra Mim, Ponto Sem Nó, A Música em Mim, + Do Que Parece e Gira de Luz (lançado no Sacred Festival of Drammen/ Noruega), Água dos Matose o DVD A Música em Mim, show ao vivo, com a participação de Ney Matogrosso, Joyce Moreno e Zélia Duncan. Atualmente, trabalha no seu aclamado álbum Canto de Árvore por todo o Brasil.

SOBRE A CASA QUATRO VENTOS:
A Casa Quatro Ventos – Movimento e Arte, é um espaço cultural multidisciplinar e independente que se dedica ao desenvolvimento e difusão da criação e produção artística. O espaço, além de nutrir atividades regulares para a prática artística, investigação e formação, investe numa programação que abarca todas as artes e idades.

SERVIÇO

30/01 – Itaércio Rocha e Bernardo Bravo
Casa abre às 18h00
Show: 19h30
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

06/02 – Lucina no show Canto de Árvore
Casa abre às 18h00
Show: 19h30
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

*Ingressos limitados
**A bilheteria abre às 18h
***O bar do espaço estará funcionando

CASA QUATRO VENTOS
Rua da Paz, 51 – Alto da Rua XV, Curitiba
Fone: (41) 3040 33 22

LAB_

foto: Mariana Lopes

Mostra apresenta o resultado final dos processos criativos de 14 artistas multiáreas da cidade

Curitiba recebe, de 7 a 10 de dezembro, na Casa Hoffmann, a 14a edição do LAB_, ação final do Projeto IMP – Investigação do Movimento Particular, núcleo de pesquisa em dança que se centra no estudo do movimento e que, neste ano, abriga 14 artistas de diversas áreas como teatro, dança, performance, música e artes plásticas. Durante 4 dias, os artistas apresentarão os resultados de suas pesquisas, com entrada franca.

O núcleo de pesquisa IMP – Investigação do Movimento Particular existe desde 2007 sob a orientação da bailarina pesquisadora Juliana Adur e produção de Cindy Napoli. Tem como objetivo proporcionar à cidade um ambiente de pesquisa estimulante pautado essencialmente na experiência. Trata-se de adquirir saberes através do corpo e do movimento a partir de uma construção coletiva de interesses, porém acolhendo as particularidades de mover e criar de cada pesquisador.

O IMP também se caracteriza como um espaço que estimula a produção e difusão em dança na cidade, bem como a formação e a maturação de novos artistas criadores. Atualmente o IMP possui em seu currículo aproximadamente 30 produções em dança contemporânea (individuais e coletivas), somando mais de 50 apresentações na cidade e fora dela.

Comemorando 10 anos de existência em 2017, o projeto ofertou 14 bolsas para novos criadores e teve a participação de vários profissionais da dança de Curitiba que atuaram como ministrantes de oficina, orientadores e interlocutores dos processos criativos. Os profissionais que compuseram a equipe da Edição 2017 do IMP foram: Yiuki Doi, Janaína Matter, Pedro Almeida e Renata Roel. Gabriel Machado e Maíra Lour, que foram integrantes do IMP desde seu surgimento, integram hoje a equipe principal do projeto, também, como orientadores. Os bolsistas passaram por 5 meses de atividades de formação e laboratórios de investigação e 3 meses para o desenvolvimento de seus projetos de criação em dança. Este projeto é aprovado pelo Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura/Profice e incentivado pela Copel Distribuidora e Havan.

O Lab_
Desde o seu primeiro ano de existência, o IMP tem promovido inúmeras ações artísticas na cidade com o objetivo de fortalecer suas estruturas de trabalho e de compartilhar com a comunidade as discussões e criações realizadas pelo grupo ao longo de cada ano de pesquisa. A fim de fortalecer esta comunicação do núcleo com a comunidade, o IMP criou o LAB_. O LAB_ é um evento que proporciona aos pesquisadores do núcleo a experiência cênica e que tem como objetivo aproximar artista e público, possibilitando uma reflexão a respeito das configurações investigadas por cada um e estimulando o exercício do feedback.

Para a edição IMP 2017 foram organizadas 2 edições do LAB_, uma que já aconteceu no início de novembro para convidados, e no mês dezembro, a mostra final desses resultados será aberta ao público, na Casa Hoffmann. O LAB_ é um evento inteiramente gratuito que está em sua 14ª edição.

Sobre o IMP
O IMP nasceu em 2007 sob a orientação da bailarina pesquisadora Juliana Adur, como um desdobramento artístico no Brasil dos estudos realizados em Portugal na Formação Intensiva Acompanhada do cem – centro em movimento, em Lisboa (2005/2006). Inicialmente o IMP foi proposto no formato de um workshop de 20 dias na Casa Hoffmann – centro de estudos do movimento, para logo em seguida ser acolhido como um núcleo de pesquisa permanente em dança no Vila Arte Espaço de Dança, onde permaneceu até 2015.

Em todos esses anos de trabalho, muitas pessoas passaram pelo núcleo e pelo Vila Arte, muitas ações foram realizadas, muitas descobertas foram compartilhadas e muita dança foi impulsionada. O projeto participou na formação dediversos artistas criadores, que hoje dão a cara das atuais produções artísticas de Curitiba. No total foram 7 edições anuais do núcleo, mais de 50 IMPistas, 13 LAB_s (mostras de compartilhamentos dos processos criativos), oficinas, residências, entre outras ações tão diversas que só o dia-a-dia do IMP é capaz de revelar.

Serviço:
Quando: 07 a 10 de dezembro de 2017
quinta a domingo, às 20h00
Onde: Casa Hoffmann – centro de estudos do movimento
R. Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco, Curitiba
ENTRADA FRANCA
Foto: Eli Firmeza

 

CASA QUATRO VENTOS

Sacada da Casa Quatro Ventos / foto: Elenize Dezgeniski

Curitiba ganha um novo espaço cultural independente, com diversas ações artísticas

A Casa Quatro Ventos, um imóvel da década de 50, localizado no Alto da XV, abre suas portas a partir do dia 2 de dezembro com uma programação diversificada e gratuita. Para a programação de abertura, Edith de Camargo, Leo Fressato, Bernardo Bravo, Luciano Faccini e Melina Mulazani apresentam seus trabalhos na série Shows na Sacada, a partir das 19h. A Casa abre às 15h.

A Casa Quatro Ventos – movimento e arte, é um espaço cultural multidisciplinar e independente que se dedica ao desenvolvimento e difusão da criação e produção artística. O espaço, além de nutrir atividades regulares para a prática artística, investigação e formação, investe numa programação que abarca todas as artes e idades.

Há alguns anos o desejo em criar e gerir um espaço cultural tem sido algo em comum entre os idealizadores da Casa Quatro Ventos, inspirados em mover para diversas direções os desejos entre a criação artística e produção cultural. Este encontro entre Augusto Ribeiro, Cindy Napoli, Diego Marchioro e Juliana Caimi fez com que a realização deste espaço viesse à tona. Almejando formar uma rede consistente de amigos, parceiros e artistas que além das afinidades estéticas possam encontrar um lugar também afetivo e pulsante para a diversidade da expressão artística na cidade.

A Casa tem como foco ser uma plataforma para artistas de diversas áreas artísticas e culturais, propõe atividades formativas no campo das artes. Investe na criação artística contemporânea.

O casarão, que era a antiga residência do iluminador teatral Beto Bruel e da atriz Regina Bastos, também abriga escritórios de produção cultural e de comunicação. Segundo os idealizadores, a Casa Quatro Ventos “É uma necessidade (r)existir espaços culturais alternativos, encontrar outras formas de criar e produzir, alcançar novos horizontes e criar redes mais fortes e resistentes. Será um lugar de convergência de artistas para o intercâmbio de experiências, ideias e saberes.”

A Casa Quatro ventos abrigará: Espaço de Exposição, que acolhe exposições temporárias e demais trabalhos de artes visuais;
um circuito de filmes – mostra periódica de exibição de áudio visual;
show na sacada – atividades musicais de curta duração (pocket show) realizadas na sacada do casarão, ao final das tardes de final de semana, com entrada franca.

Também haverá programação para crianças e famílias, com conteúdos artísticos, como aulas, apresentações e oficinas.

Serviço:
Casa Quatro Ventos
Rua da paz, 51, Alto da XV, Curitiba
Informações: (41) 3040-3322
casaquatroventos@gmail.com

PROGRAMAÇÃO DE ABERTURA

02/12 SÁBADO
15h00 – A Casa abre suas portas
Shows na sacada às 19h com:
Edith de Camargo
Léo Fressato
Bernardo Bravo
Luciano Faccini e Melina Mulazani
ENTRADA FRANCA

08/12 SEXTA
Ação: FUDEU contrata (Coletivo FUDEU) – das 9h às 12h e das 13h às 18h.
ENTRADA FRANCA

09/12 SÁBADO
Lançamento do livro “Sequência de rabisco” de Egui Baldasso, às 14h.
Exibição de filmes: Curtas na Casa, às 18h.
ENTRADA FRANCA

10/12 DOMINGO
Domingo miúdo – programação para crianças das 10:30 às 11:30 e das 14h às 18h.
Oficina com Juliana Alves e Peter Abudi, contação de histórias com Moira Albuquerque da Cia Girolê e intervenção de Surian Barone/ Palhaço Goiaba Henrique.
PERÍODO DA MANHÃ: R$10,00
PERÍODO DA TARDE: R$15,00
DIA TODO: R$20,00
(valor cobrado por criança, adultos tem entrada franca)

14/12 QUINTA
Show com a banda Central Sistema de Som às 20h.
R$: 10,00

16/12 SÁBADO
Uma festa muito boa convida Misturi-C + Juana Profunda e Darlene Lepetit às 15h.
R$ 10,00

Acompanhe a programação completa na página: aqui

LIVRO DE COLORIR REÚNE HISTÓRIAS CURIOSAS SOBRE JARDINS HISTÓRICOS

Jardins Imaginários conta com ilustrações de André Mendes e terá renda revertida para Hospital Pequeno Príncipe (Curitiba)

Entre palmeiras imperiais e um Jequitibá Rosa que já foi abraçado pelo físico alemão Albert Einstein, temos o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Num recanto escondido do Palácio de Versalhes, o jardinete da Maria Antonieta foi o “palco” para a rainha vestir-se de suas fantasias de infância. Foi também em um jardim que Rui Barbosa expulsou proferindo, em tom catedrático, um ladrão de patos: “Bucéfalo, não é pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes e sim pelo ato vil e sorrateiro de galgares os profanos de minha residência (…)”.

Estes são alguns dos casos contados pelo livro Jardins Imaginários, uma obra feita para ler, fantasiar e colorir. O convite ao leitor é feito por meio da história e das anedotas em torno de alguns jardins históricos brasileiros e franceses, e também por um percurso inusitado pela obra de Saint-Exupéry, autor do aclamado O Pequeno Príncipe, também conhecido como “jardineiro planetário”. Para completar o encanto e despertar “o desejo de jardinar” colorindo, o artista André Mendes foi convidado para ilustrar o livro.

Assinado por Delphine Lacroix e Elza Carneiro, Jardins Imaginários é uma publicação trilíngue, que remete à relação entre história e fantasia para destacar todo o poder simbólico dos jardins. “Eles nos servem como espelhos da subjetividade humana, tornando imagens reais em significados ali retratados pela magnífica força da natureza que insiste e que continua”, comenta Elza.

A publicação, fruto de projeto viabilizado pela Lei Rouanet e com patrocínio da ExxonMobil, será lançada no próximo dia 21 de junho, às 18h30, no Quintana Gastronomia, em Curitiba. A renda arrecadada será revertida ao Hospital Pequeno Príncipe, instituição beneficiada do projeto.

Sobre as autoras

DELPHINE LACROIX (França) – participou de várias edições sobre Antoine de Saint-Exupéry realizadas pela Editora Gallimard. Durante quinze anos, Delphine deu a sua contribuição para a realização de eventos sobre Saint-Exupéry na França e no exterior (exposições, eventos, concursos colóquios, etc.) a fim de manter viva a memória do escritor, divulgar o seu pensamento e fazer com que a sua obra literária seja conhecida pelo grande público. Em 2013 e 2014, ela organizou, em Nova Iorque e em Montreal, as comemorações dos 70 anos do Pequeno Príncipe na América do Norte, contando com o apoio de diversos parceiros culturais e institucionais (ONU, OIF, Morgan Library & Museum, BAM, etc.).

ELZA FORTE DA SILVA CARNEIRO (Brasil) – cursou Direito na Universidade Federal do Paraná e é cozinheira profissional formada pela escola Le Cordon Bleu, de Paris. Desde pequena gosta de se aventurar por jardins reais e imaginários, buscando suas cores, cheiros, sabores e histórias. Em 2012 participou do projeto Jardim dos Sonhos, que transformou a área de acolhimento externa do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, por meio da jardinagem e da colocação de esculturas interativas. Em 2016 foi coautora do livro Comida de Afeto – Lembranças Embaladas Para Viagem, que contou histórias sobre as diferentes formas de experimentar o mundo, trazendo lembranças afetivas sobre comer e cozinhar. O livro teve toda a renda revertida ao Hospital Pequeno Príncipe.

Sobre o Hospital Pequeno Príncipe
Beneficiário do projeto Jardins Imaginários, o Pequeno Príncipe é o maior hospital de alta e média complexidade exclusivamente pediátrico do Brasil. Destina 70% de sua capacidade de atendimento a crianças e adolescentes provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição tem 370 leitos, sendo 60 nas quatro UTIs, oito salas cirúrgicas, cerca de 2 mil colaboradores. Por ano, realiza em média 311 mil atendimentos ambulatoriais, 20 mil cirurgias e mais de 23 mil internações. Com cuidado humanizado e integral, garante condições para que 13 mil familiares acompanhem pacientes atendidos via SUS durante a internação.

SERVIÇO:
LANÇAMENTO DO LIVRO | JARDINS IMAGINÁRIOS
21 de junho, das 18h30 às 21h30
Quintana Gastronomia – (Av. do Batel, 1440, Curitiba)

AGENDAMENTO DE ENTREVISTAS E MAIS INFORMAÇÕES
Fernando de Proença:  41. 9 9996.5292

ATORES PROFISSIONAIS SE JUNTAM A AMADORES NO PALCO DA CAIXA CULTURAL CURITIBA

Pessoas comuns foram escolhidas por anúncio de jornal. Ao lado dos profissionais, eles contam sua história verdadeira na maior intimidade

A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, de 16 a 18 de junho, o espetáculo Amadores, da Cia Hiato, de São Paulo. Na peça, resultado de pesquisa da companhia, cinco atores profissionais contracenam com 13 artistas amadores, pessoas de diversas áreas que foram selecionadas por meio de anúncios em jornal ou oficinas públicas. Além de exporem as suas experiências pessoais, cada um dos amadores tem alguma habilidade artística. “Durante a seleção, muitos deles nunca tinham ido ao teatro. Esta foi sua primeira experiência no palco. E eles têm perfis muito diversos: há um atendente de telemarketing, uma empregada doméstica, um ator pornô. O resultado é surpreendente”, avalia o ator Thiago Amaral, que integra o elenco de Amadores.

O espetáculo é um passeio por histórias e contextos, uma galeria de retratos vivos, num diálogo cênico surpreendente. Os amadores fazem um discurso pessoal que os revela socialmente, seja pela marginalização, por questões raciais, de gênero ou sexualidade, exclusão de classe ou por contextos culturais diversos. O que começou como uma entrevista de elenco, em que cada um deles exibiu suas especialidades e seus “objetos de arte”, chega ao palco como um compartilhamento de experiências pessoais.

A companhia aposta no teatro – suas convenções, seus códigos, gêneros e profissionais – para ampliar as possibilidades do que pode ser apresentado em cena, expondo diferentes experiências artísticas ao mesmo tempo, dando voz ao público que se sente marginalizado pelas artes e até mesmo aos profissionais que também podem estar excluídos.

Ronaldo de Moraes é um dos amadores. Morador da periferia de São Paulo, recém formado em Ciências Sociais, ele diz que a experiência é muito positiva. “É uma honra integrar este elenco. Tenho a liberdade de ser quem eu sou. Foi assim desde a primeira entrevista. E foi uma alegria ter sido aceito. Quando cheguei, eu, que acumulava diversos fracassos, tinha uma história de estigmas e preconceito, também tinha preconceito. Minha visão era limitada. Achava que vida de artista era vida de glamour. Depois eu vi o trabalho que é, quantas pessoas envolvidas”, diz Ronaldo, que está desempregado, foi alcoólatra, se envolveu com drogas e terminou a faculdade aos 47 anos de idade.

“Espero que as pessoas se identifiquem com alguma história entre as que vamos contar.” O personagem de Ronaldo, que representa ele mesmo, conta da sua descoberta diante dos espaços culturais da cidade de São Paulo. ”Falo de pertencimento através dos espaços culturais”, explica.

Em 2017, a Cia. Hiato comemora nove anos desde a estreia de seu primeiro espetáculo, “Cachorro Morto”. Nesses anos, foram criados cinco espetáculos, que associam memória e invenção, numa busca por novas dramaturgias, traço característico do grupo. A Cia. Hiato fez uma série de apresentações em palcos e festivais internacionais – Alemanha, Áustria, Bélgica, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Holanda, Grécia e Romênia.

“Abandonamos a pessoalidade, a metalinguagem e a biografia para pensar o outro, aquele que normalmente é excluído do palco ou que só aparece nele como representação ou discurso”, explica o diretor e dramaturgo do espetáculo, Leonardo Moreira.

fotografia: Ligia Jardim

Serviço:
Teatro: Amadores
Local: CAIXA Cultural Curitiba, Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro de Curitiba (PR)
Data: 16 a 18 de junho de 2017 (sexta a domingo)
Horário: sexta-feira e sábado, às 20h. Domingo, às 19h
Ingressos: vendas a partir de 10 de junho (sábado). R$ 10 e R$ 5 (meia – conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito CAIXA). A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura.
Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sábado, das 12h às 20h, e domingo, das 16h às 19h)
Classificação etária: não recomendado para menores de 14 anos
Lotação máxima: 125 lugares (2 para cadeirantes)

Informações e entrevistas:
Assessoria Curitiba – Cia Hiato:  Fernando – (41) 9 9996.5292 / fernandodproenca@gmail.com
Assessoria CAIXA: Fabiana – (41) 9 8403.1653 / fabiana.fernandes@grupoinforme.com.br