“FALE AGORA” LEVA O FOXP2 DO LABORATÓRIO AO PALCO PARA INVESTIGAR FALA, SILÊNCIO E ESCUTA

Solo científico-filosófico escrito e dirigido por Pagu Leal, com atuação de Marrara Mara, tem apresentações gratuitas nos dias 19, 20 e 27 de setembro, em Curitiba, pelo Festival da Primavera

O que nos torna capazes de falar? E o que acontece quando uma pessoa tem voz, mas não encontra quem a escute? Essas perguntas atravessam Fale Agora, solo científico-filosófico escrito e dirigido por Pagu Leal e interpretado por Marrara Mara. A montagem parte de uma descoberta sobre o FOXP2, gene relacionado à fala e à linguagem, para construir uma investigação cênica sobre evolução, comunicação, silêncio e poder.

A estreia acontece em setembro, dentro da programação do Festival da Primavera, promovido pela Fundação Cultural de Curitiba. O espetáculo terá quatro apresentações gratuitas no Centro Cultural Espaço de Arte, nos dias 19 e 20 de setembro, e uma apresentação na Casa Hoffmann, no dia 27.

Do gene à linguagem
A ideia de Fale Agora surgiu quando Pagu Leal encontrou, em um livro de biologia, informações sobre o FOXP2. A descoberta abriu uma pesquisa sobre a capacidade humana de linguagem e os processos evolutivos que permitiram o desenvolvimento de formas tão complexas de comunicação.

A fala, porém, não acontece por causa de um único elemento. Genética, cérebro, língua, boca, pregas vocais e outros mecanismos participam desse processo. Em cena, essas questões científicas convivem com perguntas filosóficas e situações concretas em que falar pode ser uma experiência de disputa, vulnerabilidade e resistência. “Tudo começou com um livro que me fez perguntar o que nos torna humanos: o que nos permite falar do passado, projetar o futuro e criar poesia? A pesquisa me levou ao FOXP2, um gene relacionado à capacidade humana de falar. A partir daí, fui entendendo que a fala é resultado de uma série de processos evolutivos que envolvem genética, cérebro, língua, boca, pregas vocais e toda uma complexidade que a peça investiga em cena”, explica Pagu Leal.

Três vozes em cena
Sozinha no palco, Marrara Mara constrói três figuras que atravessam diferentes dimensões da fala. Uma delas é uma cientista e professora fascinada pelo corpo humano, pela evolução e pelos mecanismos que permitem transformar ideias em linguagem. Outra é uma atriz que chega a uma delegacia para prestar uma queixa e se depara com a dificuldade de falar sobre o que aconteceu e ser efetivamente ouvida. A terceira é a Narradora/Cassandra, responsável por fazer perguntas, estabelecer conexões e deslocar a narrativa entre diferentes tempos e histórias.

A construção das personagens coloca corpo e voz no centro da cena. Bailarina e atriz, Marrara reúne sua experiência nas duas linguagens para sustentar um solo que transita entre informação científica, ficção, humor, memória e questões políticas. “Na peça, interpreto três vozes: uma cientista, uma atriz e uma narradora. A cientista me levou para um universo muito diferente do meu, de pesquisa sobre genética e evolução da linguagem, e foi uma delícia descobrir tudo isso a partir do texto da Pagu. Já a atriz, que vai a uma delegacia prestar uma queixa, toca em um lugar muito sensível para mim e me faz pensar na dificuldade que tantas mulheres enfrentam para conseguir falar sobre situações de violência. E a narradora é quem faz as perguntas difíceis e liga todos esses pontos. É uma viagem entre passado, presente e futuro que estou muito curiosa para ver como vai reverberar nas pessoas”, conta Marrara Mara.

A pesquisa científica encontra, assim, uma questão histórica: se a linguagem possibilitou à humanidade contar histórias, expressar sentimentos, fazer acordos, falar sobre aquilo que já aconteceu e imaginar o que ainda não aconteceu, por que tantas vozes continuam sendo interrompidas, desacreditadas ou silenciadas? “Se de um lado a humanidade pode ser pensada a partir da nossa capacidade de falar, expressar ideias e sentimentos, contar histórias e fazer acordos, por outro, essa mesma capacidade também produziu silenciamentos. Ao longo da História, muitas vozes foram caladas em detrimento de uma voz única, de um discurso que se impôs. É nesse paradoxo que a peça se coloca: o que significa ter voz e, ainda assim, não ser ouvido?”, indaga Pagu Leal.

A encenação reúne diferentes linguagens artísticas para construir esse trânsito entre ciência, pensamento e experiência. Nadja Naira assina a luz; Ane Adade, a direção de movimento; Gui Almeida, cenário e figurino; e Tafnes Taborda, a trilha sonora original e as paisagens sonoras. A produção é de Cassia Hauari e Thaíse Hauari, com produção de conteúdo de Juliana Zaguobinski, design e identidade visual de Johnny Leal e produção executiva da Sociedade Poética.

SERVIÇO:
Espetáculo – Fale Agora
Centro Cultural Espaço de Arte: Rua Alberto Folloni, 1534 – Ahú
Dias: 19 de setembro de 2026 (sab), 18h e 20h | 20 de setembro de 2026 (dom), 17h e 19h | *17h – apresentação com Libras |
Ingressos: Entrada gratuita, 35 lugares, sujeitos à lotação. Distribuição 1 hora antes de cada apresentação na bilheteria. *O Centro Cultural Espaço de Arte também conta com café-bistrô, com mesas, comidas e bebidas, aberto ao público.
Casa Hoffmann: Rua Claudino dos Santos, 59 – São Francisco
Dia: 27 de setembro de 2026 (dom), 12h
Ingressos: distribuição 1 hora antes da apresentação.
Informações: @faleagorasolo

Ficha técnica
Texto e Direção: Pagu Leal | Atuação: Marrara Mara | Luz: Nadja Naira | Cenário e Figurino: Gui Almeida | Trilha Sonora: Tafnes Taborda | Direção de Movimento: Ane Adade | Coordenação de Produção: Cassia Hauari | Produção: Thaíse Hauari | Produção de Conteúdo: Juliana Zaguobinski | Designer e Identidade Visual: Johnny Leal | Produção Executiva: Sociedade Poética

Marrara Mara iniciou os estudos em dança aos 12 anos e formou-se bailarina pela Escola de Danças do Teatro Guaíra. É graduada em Bacharelado e Licenciatura em Dança pela UNESPAR/FAP e atriz formada pela Academia de Artes Cênicas Cena Hum. Sua trajetória transita entre teatro, dança e audiovisual.

Participou de produções das companhias Stavis Damaceno e Regina Vogue, entre elas Tom 208 beijos e abraços sem fim, Homem ao vento e Bita e as Brincadeiras, trabalhos que receberam indicações e premiações no Troféu Gralha Azul e na APCA. No audiovisual, atuou em comerciais, videoclipes, curtas e longas-metragens, como Doutor Monstro, de Marcos Jorge, Tantas Coisas Contém em Si o Acidente, de Ana Johann, e na série Contracapa. É também cofundadora da Lunar Cia de Teatro. Foto: Bruma de Sá.

Pagu Leal é atriz, dramaturga, diretora, produtora cultural e criadora de conteúdo digital, com mais de três décadas de trajetória nas Artes Cênicas. Formada em Filosofia pela UFPR, desenvolve pesquisas em Filosofia da Linguagem, Teoria da Comunicação, Neurofilosofia e Cognição, campos que atravessam sua prática artística e pedagógica.

Como atriz, participou de mais de 40 espetáculos profissionais em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e interior do Paraná, trabalhando com companhias como Delírio, Satyros, Confraria Cênica, Tanta Produções, Duplo Produções e Stavis Damaceno. Na televisão, criou, roteirizou e atuou na série de humor Coisas de Casal, exibida pela RPC/Globo. Como diretora, assinou trabalhos como Difícil Amor e a direção artística de concertos da Camerata Antiqua de Curitiba.

Na dramaturgia, tem 12 textos encenados, entre eles A Vênus das Peles, vencedor do Prêmio Myriam Muniz/Funarte, Difícil Amor, vencedor do Troféu Poty Lazarotto, e Que Absurdo!, selecionado para Dramaturgias Contemporâneas da Fundação Cultural de Curitiba. Também publicou ensaios críticos e artigos científicos, aproximando pensamento filosófico e prática artística. Foto: Bruma de Sá.

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica
Crédito fotos: Juliana Zaguobinski
, Bruma de Sá.

CAIXA CULTURAL CURITIBA ANUNCIA SHOW INÉDITO DE ANA FRANGO ELÉTRICO

“Ana Frango Elétrico de Bolso” será apresentado entre os dias 19 e 20 de setembro, com a presença do multi-instrumentista Vovô Bebê

A CAIXA Cultural Curitiba recebe, em setembro, a estreia na capital paranaense do espetáculo “Ana Frango Elétrico de Bolso”. Em formato intimista, a apresentação reúne a compositora, poeta, artista visual e produtora musical Ana Frango Elétrico e o multi-instrumentista Vovô Bebê, em uma experiência que aproxima os artistas cariocas do público curitibano. As apresentações acontecem em sessões duplas nos dias 19 e 20 de setembro, às 17h e 19h30, com interpretação em LIBRAS na sessão das 19h30 do sábado (19).

“Ana Frango Elétrico de Bolso” evidencia a versatilidade de um projeto que, desde 2023, circula por diversas capitais. A artista e o cantor, compositor e produtor Vovô Bebê (nome artístico de Pedro Dias Carneiro) são parceiros de longa data. A parceria discográfica entre os dois teve início em 2018, com o álbum de estreia de Ana, “Mormaço Queima” (RISCO).

Entre a palavra escrita e a falada, Ana evoca no show a sua multiplicidade. Com voz, guitarra e sampler, ela constrói camadas que se expandem em diálogo com a pulsação elétrica do contrabaixo de Vovô Bebê, que sustenta e intensifica a força dessa junção sonora.

No palco, os artistas percorrem a discografia de Ana Frango Elétrico em um setlist que vai a outros extremos e possibilidades de processo e produção musical, entre versões e faixas inéditas.

“Acho que [Ana Frango Elétrico de Bolso] é um lugar mais intimista, como se o público estivesse em minha casa comendo de minha comida”, pondera a artista.

Neste encontro inédito em Curitiba, o público é convidado a atravessar o universo subjetivo de Ana Frango Elétrico, em uma experiência entrelaçada à poética em expansão no espaço-tempo criativo da artista.

Após a segunda sessão do espetáculo, no sábado (19), Ana Frango Elétrico participa de um bate-papo com o público sobre o processo de criação de “Ana Frango Elétrico de Bolso”, a construção do repertório e a parceria artística que dá forma à apresentação. O encontro acontece logo após a sessão das 19h30 e contará com interpretação em LIBRAS, ampliando as possibilidades de acesso e participação do público.

Sobre Ana Frango Elétrico
Ana Frango Elétrico é uma artista em transmutação. A não-binariedade atravessa a construção de sua linguagem poética e artística. Ela expande o universo de sua obra nas artes gráficas, visuais e sonoras.

Entre dobras e texturas nostálgicas ao longo de seu amadurecimento discográfico, Ana também é reconhecida por sua pesquisa multidisciplinar, com indicação ao Prêmio PIPA em 2021.

No ano seguinte, Ana venceu o Grammy Latino como co-produtora musical, na categoria Melhor Álbum Pop em Português, pelo disco “Sim Sim Sim” (2022, Mr Bongo), único álbum lançado pelo grupo Bala Desejo.

Multifacetada em suas linguagens, a carioca compilou, em seu livro-catálogo de estreia, “Escoliose: paralelismo miúdo” (2020, Edições Garupa), poesias, gravuras e ilustrações produzidas entre os anos de 2015 e 2019, com a apresentação da escritora Heloisa Buarque de Hollanda, intitulada “Um bilhete para Ana F”.

Com o segundo álbum de estúdio, “Little Electric Chicken Heart” (2019, RISCO), Ana consolidou sua projeção nacional e internacional. Ela conquistou a premiação da APCA e foi indicada ao Grammy Latino, ao Prêmio Multishow da Música Brasileira e ao Women’s Music Event Awards. Com repercussão na imprensa especializada brasileira e internacional, o projeto ganhou a versão em vinil no Brasil e no Japão.

O lirismo noir encontra novas formas em “Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua”, terceiro álbum de estúdio de Ana Frango Elétrico, lançado em 2023 em parceria com os selos RISCO (Brasil), Mr Bongo (Inglaterra) e Think! Records (Japão).

A partir dele, no ano seguinte, a poética de Ana atravessou novas fronteiras, chegou aos palcos japoneses e ampliou a dimensão internacional de sua obra.

De volta ao Brasil após sua segunda eurotour, realizada em agosto deste ano e com destaque para a participação no Sziget Festival, na Hungria, Ana integra, ao lado do estilista Ronaldo Fraga, a equipe da turnê do show “Que mulher é essa?!”, da cantora Simone, na qual assina direção musical e os arranjos.

Atualmente, além do espetáculo “Ana Frango Elétrico de Bolso”, ela está confirmada no line-up do Primavera Sound São Paulo e do Coala Festival, neste último, em um show ao lado de Marcos Valle.

Ana Frango Elétrico transforma a própria singularidade artística em linguagem, absorvendo os movimentos despretensiosos do universo ao seu redor para construir narrativas de sua própria egrégora, em seu heterônimo mulher-homem-bicho.

SERVIÇO:
Ana Frango Elétrico de Bolso – Show com Ana Frango Elétrico e Vovô Bebê
Local: CAIXA Cultural Curitiba
Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro
Datas e horários: 19 de setembro (sábado), às 17h (primeira sessão) e 19h30 (segunda sessão); 20 de setembro (domingo), às 17h (primeira sessão) e 19h30 (segunda sessão);
Sessão com interpretação em Libras: Sessão das 19h30 de sábado (19);
Ingressos: R$15 (meia-entrada para clientes CAIXA e casos previstos em lei) e R$30 (inteira)
Vendas: a partir de 12 de setembro, às 10h, na bilheteria física; e às 15h, pela Bilheteria Digital.
Funcionamento da bilheteria: Terça a sábado, das 10h às 20h | Domingos, das 10h às 19h
Duração: 75 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Informações: CAIXA Cultural | Instagram @caixaculturalcuritiba | (41) 3041-2155

SERVIÇO:
Bate-papo com Ana Frango Elétrico
Data: 19 de setembro (sábado), após a sessão das 19h30
Local: CAIXA Cultural Curitiba
Participação: Ana Frango Elétrico
Acessibilidade: interpretação em Libras
Acesso: atividade realizada após a segunda sessão do espetáculo. Participação condicionada ao acesso à sessão das 19h30.

Fonte: Cabana Assessoria
Crédito Foto: Hick Duarte.

BUTŌ OCUPA CURITIBA COM DANÇA, PERFORMANCE E CORPOS EM TRANSFORMAÇÃO

E se o corpo não precisasse estar sempre funcionando? E se o cansaço, a fragilidade, a deformação e até a morte também pudessem ser matéria de criação? É a partir dessas perguntas que “Liturgia dos Escombros – Mostra de butō contemporâneo” chega a Curitiba. Fruto de uma iniciativa independente dos próprios artistas e produtores envolvidos, a mostra ocupa o Espaço KÀ de Artes e a Casa Hoffmann, entre 18 e 22 de setembro, com performances, cine-butō, oficinas e conversas.

Idealizada pelo butōista Lucca Lírio e pelos dançarinos de butō Beatriz Marçal e Caio Frankiu, com direção e curadoria de Lucca, a mostra parte de uma linguagem nascida no Japão do pós-guerra, que rompeu com padrões tradicionais de beleza, virtuosismo e representação. Inspirada nas linhagens de Tatsumi Hijikata, Kazuo Ohno e Yoshito Ohno, Liturgia dos Escombros aproxima o butō de questões do presente: exaustão, ancestralidade, desejo, precariedade, memória, morte e transformação. “O butō não começa perguntando como um corpo deve parecer. Ele pergunta o que esse corpo carrega, o que o atravessa e o que ainda pode nascer dele. Olhar para a fragilidade pode ser um gesto radical”, afirma Lucca Lírio.

Dois espaços, duas atmosferas
A programação foi pensada em duas frentes curatoriais, criando experiências distintas para o público. No Espaço KÀ acontece o SOMOS KÀ-baret, programação paga que recupera uma dimensão experimental, noturna, erótica e marginal ligada às primeiras experiências do butō. Em diálogo com o Ankoku-Butō, a “dança das trevas” de Tatsumi Hijikata, a programação mistura performances ao vivo, cine-butō, registros históricos e festejos.

Entre os trabalhos estão performances ao vivo e transmissão de vídeo-dança butō, além de vídeos de arquivo da história do Butō e outras produções audiovisuais. “O Espaço KÀ permite uma relação mais carnal, excessiva e indisciplinada com o butō. É um espaço em que a performance pode acontecer junto com o cinema, a música, o encontro e a presença do público”, explica Beatriz Marçal.

Na Casa Hoffmann, as apresentações de 20 a 22 de setembro são gratuitas e assumem uma atmosfera mais ritualística, meditativa e fantasmagórica, aproximando-se das poéticas de Kazuo Ohno e da transmissão de Yoshito Ohno. “Nesse segundo polo da nossa mostra, decidimos honrar a linhagem mais onírica e surreal que chega até nós de Kazuo e Yoshito Ohno, onde se dança com os Ancestrais, dança-se com quem já não está mais aqui nesse plano, encontrando-se no limiar de vida. A morte aqui existe como um último suspiro, um alívio do retorno ao éter primordial” afirma Lucca.

Corpos que viram memória, criatura e paisagem
Nas performances, os corpos deixam de ser apenas instrumentos para se tornar matéria, arquivo, paisagem, criatura, fantasma e raiz.

Entre os trabalhos apresentados estão Bloodline Ritual: O que os Ancestrais deixam no corpo, de Lucca Lírio; A Morte que Nela Habita, de Beatriz Marçal; Cyber, de Alessandra Giacomoni; Kanashibari Hypnagógico, de Bruno Sanctus; Pollen-Pólem(os), de Caio Frankiu; Anemia, de Dani Durães; e Butōsei no YoaKe (Alvorecer Butônico): Uma raiz que atravessa o futuro, criação coletiva dos cinco artistas citados anteriormente sobre transmissão, transformação e continuidade. “O corpo é também espaço. Quando ele ocupa, desloca ou transforma um lugar, cria outra relação com a cena e com quem está assistindo. É esse cruzamento entre corpo, espaço e dramaturgia que atravessa o meu trabalho”, afirma Caio Frankiu.

Quando o butō sai do palco
A mostra também abre espaço para formação e pesquisa. Na Casa Hoffmann, a programação inclui as oficinas Karada – O Corpo Vazio, MA – O Espaço-Entre, além da Roda de Conversa Butô: Origem e História.

Antes da abertura da mostra, no dia 13 de setembro, a Casa Hoffmann recebe, dentro da programação Portas Abertas, a oficina Butô: Inclusão Radical. A atividade é gratuita e aberta a diferentes corpos, idades e habilidades, sem necessidade de experiência anterior em dança.

A proposta parte de uma provocação: e se a fragilidade também fosse beleza? “Existe uma ideia de que determinados corpos precisam ser consertados antes de ocupar uma cena. A gente quer fazer o contrário: começar pelo corpo que existe, com suas marcas, seus limites, sua história e suas possibilidades. O butō começa aí”, afirma Lucca.

A pesquisa também ultrapassa o palco. Lucca Damilano e Nabylla Fiori de Lima tiveram aprovada no 1º Congresso de Dança da UNESPAR a pesquisa Butō como prática de cultivo: investigando a fronteira entre vida e cena, que será apresentada durante o Seminário de Pesquisa Acadêmica, realizado de 14 a 18 de setembro, em Curitiba. O estudo investiga o momento em que o viver cotidiano pode se transformar em dança, a partir da compreensão do butō como uma prática de cultivo, borrando as fronteiras entre arte e vida.

Entre o cabaré e o ritual, o grotesco e o sublime, a sombra e a flor, Liturgia dos Escombros aproxima diferentes linhagens, corpos e modos de criação. Para Lucca, “um corpo que não precisa ser perfeito para estar em cena. Um corpo que pode parar, desaparecer, se transformar, e continuar”, finaliza.

SERVIÇO:
LITURGIA DOS ESCOMBROS – Mostra de butō contemporâneo
Data: 18 a 22 de setembro de 2026
Espetáculos de Classificação: 14 anos

SOMOS KÁ-BARET
De: 18 e 19 de setembro | 19h às 22h
Local: Espaço Kà de Artes (Rua Treze de Maio, 506 – Centro)
*Performances, cine-butō, vídeos e registros históricos.

Ingressos via Sympla aqui

LITURGIA DOS ESCOMBROS
De: 20, 21 e 22 de setembro
Local: Casa Hoffmann (Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 – São Francisco)

Horarios: 9h às 13h: oficinas e formação | 14h às 18h: ensaios técnicos | 19h às 22h: performances

*Apresentações gratuitas, retirada de ingressos com uma hora de antecedência. Oficinas gratuitas mediante inscrição., no link: aqui

PORTAS ABERTAS
Dia: 13 de setembro | domingo | 9h às 13h | Casa Hoffmann

Oficina Butô: Inclusão Radical

*Atividade gratuita, aberta a diferentes corpos, idades e habilidades. Não é necessário ter experiência anterior em dança. Inscrições na hora.

Instagram: @pocoependulo | @espacokadeartes

PROGRAMAÇÃO:

A programação começa no dia 13 de setembro, antes da abertura oficial da mostra, com a Oficina Butô: Inclusão Radical, realizada das 9h às 13h na Casa Hoffmann, dentro do projeto Portas Abertas. Gratuita, a atividade é voltada a diferentes corpos, idades e habilidades, sem necessidade de experiência anterior em dança.

Nos dias 18 e 19 de setembro, o Espaço KÀ recebe, das 19h às 22h, o SOMOS KÁ-baret, reunindo performances, cine-butō, vídeos e registros históricos, e uma programação audiovisual dedicada ao universo do butō. A entrada com 3 lotes e venda na hora.

De 20 a 22 de setembro, a Casa Hoffmann concentra a programação principal de Liturgia dos Escombros, com atividades formativas pela manhã e performances à noite. No dia 20, o público poderá assistir a Bloodline Ritual: O que os Ancestrais deixam no corpo, de Lucca Lírio; A Morte que Nela Habita, de Beatriz Marçal; e Butōsei no YoaKe (Alvorecer Butônico): Uma raiz que atravessa o futuro, criação coletiva.

No dia 21, a programação reúne Cyber, de Alessandra Giacomoni; Kanashibari Hypnagógico, de Bruno Sanctus; e novamente Butōsei no YoaKe. Já no dia 22, são apresentados Pollen-Pólem(os), de Caio Frankiu; Anemia, de Dani Durães; e a criação coletiva Butōsei no YoaKe. As apresentações na Casa Hoffmann são gratuitas.

A programação formativa inclui as oficinas Karada – O Corpo Vazio, MA – O Espaço-Entre, a Roda de Conversa Butô: Origem e História e a partitura imagética e corporal do butō. As atividades são gratuitas mediante inscrição.

20 de setembro – Oficina Butō: Karada, O corpo vazio
Manhãs | 9h30 às 13h30 | R$ 75,00 a Inteira

21 de setembro – Oficina Butō: MA – O Espaço-Entre
Manhãs | 9h30 às 13h30 | R$ 75,00 a Inteira

22 de setembro – Roda de Conversa Butō: Origem e História
Manhãs | 10h-12h | Gratuita

Horários e inscrições: aqui

Assessoria de Imprensa: BB Comunica – @bb_comunica
Foto: Maria Tortato.

DROLMAS ESTREIA EM CURITIBA REVISITANDO O MITO DE MEDUSA

Espetáculo cruza mitologia grega, budismo tibetano e cultura popular brasileira em temporada gratuita de 17 de setembro a 4 de outubro, no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta

Medusa não nasceu monstro. Foi transformada em um. É a partir dessa história que Drolmas revisita o mito das três górgonas e leva à cena Ana Decker, Katia Horn e Samara Rocha, em uma montagem que cruza mitologia grega, budismo tibetano e referências da cultura popular brasileira. A temporada começa em 17 de setembro, com entrada gratuita, no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta.

Com dramaturgia de Samara Rocha, que também idealiza e atua no espetáculo, e direção de Giorgia Conceição, a peça fala de violência, silenciamento, desejo, envelhecimento e transformação a partir de uma narrativa que também se constrói pelo corpo. As atrizes cantam, dançam e permanecem em movimento, atravessando diferentes linguagens teatrais.

“Drolmas foi sendo construído por muitas mulheres, em diferentes momentos do processo. Cada encontro foi deixando uma marca na obra”, conta Samara. A pesquisa começou em 2022, em encontros entre mulheres artistas, e a dramaturgia foi sendo escrita, reescrita e transformada ao longo de leituras, conversas e ensaios.

Da lama ao lótus
Na dramaturgia, a trajetória das três irmãs se organiza em três imagens: lodo, caule e lótus. Medusa, Euríale e Esteno atravessam diferentes tempos, corpos e existências até chegar à flor, associada à transformação e à iluminação.

O próprio nome do espetáculo vem de Drolma, referência tibetana ligada ao aspecto feminino do Buda. A ideia de uma mulher que escolhe buscar a iluminação justamente em um corpo feminino encontra, na peça, o mito de Medusa e histórias de mulheres que foram culpabilizadas, silenciadas ou transformadas em monstros. “Medusa, Euríale e Esteno são também etapas de uma travessia pelas violências, adaptações, resistências e possibilidades de libertação vividas pelas mulheres”, explica Samara.

Um palco em movimento
Giorgia Conceição leva para a montagem sua pesquisa no burlesco, no vaudeville e no teatro de variedades. A música e a dança surgiram e cresceram durante o processo de criação, fazendo com que o espetáculo se aproximasse de uma opereta vaudevillesca. “Eu queria que, apesar de o tema ser denso, a peça fosse muito sedutora e envolvente para o público. Cada cena tem um apelo visual, estético e uma referência teatral diferente”, afirma Giorgia.

A trilha reúne composições e versões sob direção musical de Edith de Camargo, além de marchinhas de carnaval e da gravação de Cantoras do Rádio, com Carmen e Aurora Miranda. Um álbum dos anos 1970 do artista Pedro Sorongo inspira o ato final, Lótus.

As três intérpretes são mulheres maduras, com 60, 51 e 45 anos. Seus corpos, memórias e experiências atravessam questões como beleza, desejo, envelhecimento, julgamento, autonomia e violência.

Ao longo do processo de criação, Drolmas também foi compartilhado com diferentes públicos, em escolas públicas, casa de passagem e outros espaços, aproximando o trabalho de adolescentes, mulheres trans e travestis, pessoas em situação de rua e outros públicos.

A programação inclui ainda duas ações formativas: Oficina de Libras, com Nathan Sales, e Oficina de Contação de Histórias, com Samara Rocha. As inscrições podem ser feitas pelos formulários disponíveis no link da bio, em @coletivodrolmas. A temporada conta também com sessões com Libras na estreia e em todos os sábados.

A realização é do Coletivo Drolmas e Les Paranauês Cia Criativa, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

SERVIÇO:
Drolmas
Temporada: 17 de setembro a 4 de outubro de 2026
Local: Espaço Excêntrico Mauro Zanatta (Rua Lamenha Lins, 1429 – Rebouças)

Datas e horários: 17, 18 e 19 de setembro, às 20h | 20 de setembro, às 19h | 24, 25 e 26 de setembro, às 20h | 27 de setembro, às 19h | 1º, 2 e 3 de outubro, às 20h | 4 de outubro, às 19h

Sessões com Libras: Sessões com Libras: 17 de setembro, às 20h | 19 de setembro, às 20h | 26 de setembro, às 20h | 3 de outubro, às 20h

Duração: 1h10 | Classificação: 14 anos
Entrada: gratuita | Ingressos: distribuídos uma hora antes de cada apresentação
Capacidade: 50 lugares

Sinopse: Entrelaçando mitologia grega, budismo tibetano e cultura popularbrasileira, Drolmas ressignifica o mito de Medusa para revelar a força de mulheres que rompem o silêncio e reivindicam o direito decontar a própria história. Amaldiçoada pela deusa Atena, a sacerdotisa Medusa é transformada em monstro ao lado de suas irmãs, Esteno e Euríale. Banidas, culpabilizadas e condenadas ao silêncio, as górgonas atravessam os séculos testemunhando as violências impostas aos corpos femininos – da Grécia Antiga ao Brasil colonial e contemporâneo. Ao retomarem a própria voz, as três irmãs confrontam as narrativas que as transformaram em monstros e iniciam uma jornada de cura, resistência e libertação.

Ficha Técnica:
Concepção e Dramaturgia: Samara Rocha | Direção: Giorgia Conceição | Elenco: Ana Decker, Katia Horn e Samara Rocha | Figurinos e Adereços: Katia Horn | Assistência de | Figurino: Flor Horn | Assistente de figurino: Flor Horn Brasil e Barbara Horn | Cenografia: Giorgia Conceição | Assistência de Cenografia: Michelle Bonatto e Angela Suriani | Iluminação: Raul Freitas | Direção Musical: Edith de Camargo | Assessoria de Dramaturgia e Formas Animadas: Laércio Amaral | Operação de Som: Edith de Camargo | Operação de Luz: Raul Freitas | Contrarregragem: Moizés Benvi | Direção de Produção: Samara Rocha | Produção Executiva: Moira Albuquerque | Design Gráfico: Katia Horn e Ale Horn | Mídias Sociais: Thayna Bressan | Fotografia: Polly Devides | Oficineiros: Nathan Sales e Samara Rocha | Realização: Coletivo Drolmas e Les Paranauês Cia Criativa

Fonte: BB Comunica – @bb_comunica
Foto: Polly Devides.

BARBARA CAMPELLI TRANSFORMA “ONDE EU SOL” EM SHOW NO TEATRO PAIOL

Barbara Campelli. Foto: Letícia Futato.

Há um ano, a cantora curitibana Barbara Campelli lançou Onde Eu Sol, seu primeiro álbum, de forma independente nas plataformas digitais. Agora, no aniversário do disco, leva o repertório ao palco em show que acontece no dia 24 de setembro, às 20h, no Teatro Paiol, em Curitiba. Os ingressos já estão à venda pela plataforma Pixta.

“Música calma, MPB calminha.” É assim que Barbara costuma definir sua sonoridade. Sem se preocupar muito em enquadrá-la, encontrou na calma um território próprio para cantar sobre amor, desejo, saudade, perda, recomeço e também algum deboche.

O álbum nasceu de um grande sonho: escolher as músicas, ouvir os arranjos, entrar em estúdio e reunir músicos com quem queria trabalhar, e se tornou um projeto musical. O lançamento digital aconteceu sem pressa e, naquele momento, o disco encontrou seu próprio ritmo. Um ano depois, chega ao palco celebrando junto ao público uma obra que até então existia principalmente no ambiente digital. “O álbum foi um dos sonhos que queria realizar e realizei. E agora, com um ano de vida, resolvi colocar ele no palco. Tipo a festa de aniversário mesmo. Onde Eu Sol faz um ano e agora ele vai pro mundo, ao vivo, no Paiol”, afirma a cantora.

Sem pressa, Barbara foi encontrando sua voz
A música entrou na vida de Barbara muito antes de ela pensar em ser cantora. Nascida e criada em Curitiba, cresceu em uma família musical. Aos 30 anos, decidiu estudar canto e, aos 32, fez seu primeiro show. Em 2018, criou Ciclos do Amor, seu primeiro espetáculo solo.

A partir daí, sua trajetória foi se formando entre trabalhos como backing vocal, uma paixão e também parte de seu trabalho artístico, e encontros com artistas como Darlene Lepetit, Leo Fressato, Pietro Domiciano, Re Gugli, Bruna Pena e Capim Limão. Em 2021, lançou duas canções de Leo Fressato e, em 2024, fez backing vocal para o Capim Limão no Coolritiba. Barbara também integra o Doce Delírio, ao lado de Bruna Pena, Henrique Geladeira e Pietro Domiciano.

Foi desse caminho feito de encontros que nasceu a vontade de gravar Onde Eu Sol. “A música é um amor e quando ela me notou eu senti que ela também gostou de mim, mas nosso casamento não é convencional. Daqueles com festão, filhos e mesmo teto. Moramos uma na outra, numa relação íntima, mas com muito espaço”, revela.

O amor, em todas as suas contradições
Produzido por Julia Klüber, Onde Eu Sol reúne oito faixas que atravessam diferentes estados do amor. Há delicadeza, mas também sensualidade, melancolia, ironia e movimento.

A ideia do álbum começou com a vontade de Barbara de gravar Perfume, canção inédita de Julia Klüber, que também assina a produção, os arranjos e a direção musical do trabalho. A ideia cresceu e virou um álbum, batizado com uma composição de Pietro Domiciano, escrita especialmente para Barbara. No palco, Julia é acompanhada por Lilian Nakahodo nos synths e beats, Vic Vilandez no baixo e Dani Dalessa na bateria. O show recebe ainda Pietro, na voz e violão, e Murilo Campelli, no violão.

Para Barbara, o amor não é apenas um tema recorrente. É o lugar onde ela se reconhece como intérprete. “Hoje me vejo como uma intérprete das ondas que o amor inunda em alguém. Uma cantora de amor, de sorriso e abraço de amor, de dor e lágrima de amor”, afirma.

Sua música também carrega uma escolha: desacelerar. Em tempos intensos, Barbara aposta em canções que pedem escuta e presença e que, segundo ela, às vezes fazem as pessoas chorarem.

O show reúne as oito faixas de Onde Eu Sol, os dois singles lançados por Barbara em 2021 e outras seis canções que continuam investigando esse território tão amplo quanto contraditório: o amor. Para Barbara, chegar ao Paiol representa um dos maiores sonhos realizados até aqui. “Fazer um show no Paiol é GIGANTE! Eu falo que depois desse show vou ter que inventar um sonho novo, porque esse vai estar realizado”, conta entusiasmada.
A apresentação tem produção e realização de Wellington Guitti e Renata Zunino.


SERVIÇO:
Show “Onde Eu Sol” – Bárbara Campelli
Data: 24 de setembro de 2026
Horário: 20h
Local: Teatro Paiol (Rua Coronel Zacarias, 51 – Prado Velho)
Classificação indicativa: Livre
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Vendas: aqui
Produção e realização: Wellington Guitti e Renata Zunino
Instagram: @barbaracampelli
Spotify: aqui

Claro. Mantive a mesma formatação, mas sem negrito.

Álbum Onde Eu Sol — faixa a faixa, por Barbara Campelli

  1. Essa Confusão — Dora Morelenbaum e Zé Ibarra
    Uma quase declaração de amor. Uma confusão de um talvez, nem sim, nem não. No álbum, a canção ganha uma versão mais malemolente, com uma pegada jazzy.
  1. Perfume — Julia Klüber
    Foi a música que me pegou pela letra desde a primeira vez que ouvi. Tem um tom quase mantrístico, com um refrão que se repete e que, no fim, todo mundo canta junto. Fala sobre o amor que desaparece quando o perfume acaba.
  1. Acaso — Igor Cordeiro
    É a mais “drama” do álbum, no meu coração. Fala sobre falar em silêncio. É de faltar o ar. O solo de cordas, com viola de Anadgesda Guerra, violoncelo de Rebeca Friedman e violino de Karina Romanó, traz uma profundidade linda para a história de um amor que já não é mais e cujo silêncio fala mais alto.
  1. Dengo — Barbara Campelli
    Minha única composição no álbum. Começa com um vocalize lânguido e, na segunda metade, vira uma espécie de baião percussivo, quase uma ciranda construída com os beats de Lilian Nakahodo, que também assina a coprodução. Fala sobre sentimentos que acompanham o amor, o sexo e o cotidiano.
  1. Coração Machucadinho — Lívia Lakomy e Estrela Leminski
    A mais upbeat e debochada do álbum. Tem a participação de Pietro Domiciano no violão e fala sobre uma espécie de vingança de um amor perdido. É divertida demais.
  1. Nada Por Mim — Herbert Vianna e Paula Toller
    Uma versão desse hit maravilhoso que todo mundo conhece e ama. Começa com ukulele e, depois, a banda entra, deixando a música com clima de mesa de bar, flerte e sorrisinhos. O solo de sax de Helinho Brandão deixa tudo ainda mais especial.
  1. Amor Brando — Buhr
    Uma confissão intimista. É a única faixa feita apenas de piano e voz. Julia Klüber traz muito sentimento para uma canção que, para mim, é quase uma declaração junto de um pedido de cuidado ao amar.
  1. Onde Eu Sol — Pietro Domiciano
    A faixa que dá nome ao álbum nasceu de uma história minha. Quando eu e Pietro fomos cantar juntos pela primeira vez, ele percebeu que eu estava nervosa e perguntou por quê. Contei que, aos seis anos, na minha primeira apresentação no palco da Ópera de Arame, eu caí logo no primeiro passo de uma coreografia de sapateado. Pensei em sair correndo, mas vi minha professora na coxia, sorrindo e fazendo sinal para eu levantar e continuar. E foi o que fiz.
    Anos depois, essa história virou a canção Onde Eu Sol. Pietro a compôs como um incentivo para eu me amar, cantar e ser leve. É de emocionar.

Sobre a artista:
Barbara Campelli é cantora curitibana, intérprete e apaixonada por harmonias e canções de amor. Nascida em uma família musical, passou pelo coral e pela dança antes de se dedicar ao canto. Aos 30 anos, começou a estudar profissionalmente e, aos 32, realizou seu primeiro show.

Desde então, atuou como backing vocal e participou de projetos com nomes da cena curitibana, como Leo Fressato e Pietro Domiciano, além de cantar com a banda Capim Limão no festival Coolritiba. Em 2018, criou Ciclos do Amor e, em 2021, lançou seus primeiros singles. Em 2025, apresentou de forma independente seu primeiro álbum, Onde Eu Sol, produzido por Julia Klüber.

Bárbara define sua sonoridade como “música calma, MPB calminha” e encontra no amor, em suas delicadezas, contradições e desastres, o principal território de sua música.

FICHA TÉCNICA – SHOW ONDE EU SOL
Voz: Barbara Campelli | Arranjos, direção musical e teclas: Julia Klüber | Teclas: Lilian Nakahodo | Baixo: Vic Vilandez | Bateria: Dani Dalessa | Convidado – voz e violão: Pietro Domiciano | Convidado – violão: Murilo Campelli | Luz: Lucas Amado | Som: Luigi Castel | Figurino: Isabella Brasileiro | Foto e vídeo: Letícia Futata e equipe


FICHA TÉCNICA – ÁLBUM ONDE EU SOL
Voz: Bárbara Campelli | Produção, arranjos e teclas: Julia Klüber | Teclas: Lilian Nakahodo | Baixo: Vic Vilandez | Bateria: Dani Dalessa | Participação – violão: Pietro Domiciano | Participação | sax: Helinho Brandão | Participação – viola: Anadgesda Guerra | Participação – violoncelo: Rebeca Friedman | Participação – violino: Karina Romanó | Mix: Leo Gumiero | Master: Fred Teixeira | Estúdio: Gramofone | Técnico: Vitor Pinheiro

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

SEIS ENCONTROS, SEIS CRIAÇÕES INÉDITAS: FLUCTI CONECTA OCUPA A ALFAIATARIA EM CURITIBA

Projeto da Cia. Fluctissonante é gratuito e reúne artistas surdos e ouvintes em residência artística que resulta em seis criações inéditas apresentadas em Curitiba com acessibilidade integrada aos processos

O que acontece quando artistas surdos e ouvintes, com diferentes trajetórias e pesquisas, aceitam criar juntos sem partir de uma proposta criativa pré estabelecida? A resposta pode ser vista gratuitamente no Flucti Conecta, novo projeto da Cia. Fluctissonante que ocupa a Alfaiataria – Espaço das Artes, nos dias 18, 19, 25 e 26 de julho, em Curitiba.

O projeto reúne seis investigações cênicas inéditas desenvolvidas ao longo de residências artísticas compostas por duplas formadas por integrantes da Cia. Fluctissonante e convidades. São processos em construção, entre cenas, performances, leituras e experimentações, ou ainda nada disso, compartilhados pela primeira vez com o público. Cada criação tem até 20 minutos de duração e um único ingresso permite acompanhar as seis apresentações realizadas em sequência ao longo de cada dia.

Idealizado pela atriz Helena de Jorge Portela, diretora artística da Cia. Fluctissonante, e pelo ator Igor Augustho, diretor de produção da Pomeiro Gestão Cultural, o projeto nasce do risco, da possibilidade de compartilhar com públicos interessados trabalhos que operam a partir das identidades, diversidades e interesses dos artistas envolvidos. “Cada dupla chegou com sua própria trajetória. O que o público vai ver é o resultado desse encontro entre diferentes formas de criar, ainda abertas”, conta Helena.

Na edição de estreia, o Flucti Conecta promove os encontros entre Alucas Santos e Paula Roque; Catharine Moreira e Talita Grünhagen; Gabriela Grigolom e Flávia Imirene; Helena de Jorge Portela e Allan Nikitis; Igor Augustho e Gilda Elisa; e Nautilio Portela e Marcel Malê. Cada dupla desenvolve sua investigação acompanhada por uma pessoa interlocutora convidada, ampliando o diálogo artístico e aprofundando a experiência criativa.

O processo também sobe ao palco
Cada dupla parte de seus repertórios e linguagens para construir uma criação inédita. O Flucti Conecta convida o público a acompanhar pesquisas em andamento, revelando os caminhos, experimentações e descobertas que fazem parte da criação artística.
Para Igor Augustho, a potência do projeto está justamente na experimentação do encontro. “O Flucti Conecta nasce da vontade de aproximar artistas e criar um espaço onde diferentes trabalhos possam dialogar. São encontros que ampliam repertórios e convidam o público a compartilhar esse percurso conosco”, afirma.


A retirada dos ingressos gratuitos acontece uma hora antes do início da programação na bilheteria da Alfaiataria, quando são disponibilizadas 20 lugares na plateia. Como parte do público pode optar por assistir apenas algumas investigações, novos ingressos são liberados entre uma apresentação e outra, conforme a disponibilidade de lugares.

Criar também é ampliar acessos
A Cia. Fluctissonante atua há quase dez anos com criação cênica bilíngue, aproximando Libras e português em seus processos. O Flucti Conecta marca uma nova etapa dessa trajetória ao reunir, pela primeira vez, também a acessibilidade arquitetônica em toda a programação.

Segundo Helena de Jorge, o projeto representa um avanço na trajetória da companhia. “É um passo importante na nossa trajetória e sei aproxima de um desejo antigo da companhia de trabalhar na direção de um desenho universal na criação cênica”, explica.

Todas as apresentações contam com interpretação em Libras, audiodescrição e estrutura arquitetônica acessível para pessoas com mobilidade reduzida e usuárias de cadeira de rodas. De acordo com Igor, os recursos de acessibilidade assumem diferentes funções em cada investigação. “Em alguns casos, Libras e audiodescrição estão integradas à cena; em outros, atuam como tradução e mediação. O mais importante é que todas as apresentações são acessíveis, respeitando a lógica de cada criação.”

O projeto é realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura de Curitiba.

FICHA TÉCNICA
Concepção e Coordenação Geral: Helena de Jorge Portela (Cia. Fluctissonante | Pomeiro Gestão Cultural) e Igor Augustho (Cia. Fluctissonante | Pomeiro Gestão Cultural) | Intérpretes de Libras: Talita Grünhagen e Kelly Caobianco (Taé – Libras e Cultura) | Supervisão Surda: Catharine Moreira | Audiodescrição – Roteiro: Helena de Jorge Portela e Joselba Fonseca | Audiodescrição – Narração: Joselba Fonseca | Audiodescrição – Consultoria: Lucas Antonio | Escrita Acompanhadora: Lucas Pinheiro, Luciana Romagnolli e Olga Nenevê | Coordenação Técnica e Luz: Thay Siqueira | Registro em Vídeo e Técnica de Som: Chico Paes | Identidade Visual e Design Gráfico: Samuel Gallo | Assessoria de Comunicação: Bruna Bazzo | Vídeos para Redes Sociais: Maya | Distribuição de Material Gráfico: Israel Sullivan | Direção de Produção: Igor Augustho (Pomeiro Gestão Cultural) | Produção Executiva: Juliana Takenaka (Pomeiro Gestão Cultural) | Assistente de Produção: Vanessa Oliveira (Pomeiro Gestão Cultural) | Assessoria Jurídica e Contábil: Ivanes Mattos (Pomeiro Gestão Cultural) | Realização e Criação: Cia. Fluctissonante | Realização e Produção: Pomeiro Gestão Cultural

Informações adicionais
Sobre a Cia. Fluctissonante: Coletivo curitibano formado por artistas surdos e ouvintes, a Cia. Fluctissonante desenvolve desde 2016 pesquisas em criação cênica contemporânea bilíngue (Libras e português), com processos baseados na criação compartilhada. É referência nacional em arte acessível e já realizou apresentações em cerca de 40 cidades e 12 estados brasileiros. Entre suas criações estão Enquanto a Chuva Cai, Conto Com Libras, Giacomo Joyce, /TODAS/, Elevador, O Pequeno Príncipe e Língua em Revista, além de projetos digitais e participações em festivais como o Palco Giratório e o Festival de Teatro de Curitiba.

SERVIÇO:
Flucti Conecta – Compartilhamento de Investigações Cênicas e Processos de Pesquisa da Cia. Fluctissonante
Datas: 18, 19, 25 e 26 de julho
Horário: das 15h30 às 21h, com apresentações contínuas em sequência e pequenos intervalos entre os trabalhos.
Local: Alfaiataria – Espaço das Artes (Rua Riachuelo, 266)
Ingressos: gratuitos, com retirada 1 hora antes da primeira apresentação do dia. O acesso inicial é limitado, e novos ingressos são liberados ao longo da programação, conforme a saída do público no espaço.
Acessibilidade: interpretação em Libras, audiodescrição e estrutura arquitetônica acessível para pessoas com mobilidade reduzida e usuários de cadeira de rodas.
Classificação: 14 anos
Instagram: @fluctissonante | @pomeiro_


Assessoria de Imprensa
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GARALHUFA ESTREIA SEGUNDA TEMPORADA DE “BEIJO E ASFALTO” NO TEATRO CLEON JACQUES APÓS SUCESSO DE PÚBLICO

Montagem baseada em clássico rodrigueano segue com apresentações gratuitas e sessões acessíveis em Libras.

Depois de uma estreia de sucesso em março, com sessões lotadas e excelente recepção do público no Miniauditório Glauco Flores de Sá (Mini Guaíra), a companhia Garalhufa se prepara para a segunda temporada do espetáculo “BEIJO E ASFALTO ou O fato é:”. A montagem investigativa, que propõe uma imersão crítica no universo de Nelson Rodrigues, cumpre nova temporada de 17 a 26 de julho de 2026, no Teatro Cleon Jacques no Memorial Paranista, em Curitiba, também com entrada gratuita e sessões com acessibilidade em Libras.

O espetáculo parte de um estudo aprofundado do clássico O Beijo no Asfalto, mas foge do formato de uma releitura tradicional para se firmar como uma peça-ensaio e investigação documental. No palco, que se transforma em uma mistura de redação de jornal, tribunal e sala de ensaio, três atores debatem as estruturas de espetacularização midiática, moralismo, violência institucional e fake news. “O interesse e a recepção do público na primeira temporada, com 10 apresentações lotadas, só nos confirmou o quanto o texto de Nelson Rodrigues ainda é atual e dialoga com as urgências de hoje. Como gestos íntimos viram escândalos públicos tanto em 1961, quanto agora, em que a mídia se potencializa ainda mais com a internet”, afirma a atriz e idealizadora do projeto Mariana Venâncio.

Em cena, Mariana Venâncio, Victor Lucas Olivier e Stephanie Zouza, dirigidos de forma colaborativa com o dramaturgo Vinicius Medeiros e sob orientação artística de Giordano Castro (do grupo pernambucano Magiluth), dividem com a audiência questionamentos cruciais da era da informação: quem constrói os fatos? Por que se contam algumas histórias e não outras? Um jornal mentiria?

Acessibilidade e ingressos
Para garantir a democratização do acesso, todas as apresentações da temporada no Teatro Cleon Jacques continuam gratuitas. Os ingressos agora serão distribuídos na bilheteria com 60 minutos de antecedência. A temporada conta também com a acessibilidade, as sessões com tradução em Libras acontecem nos dias 17, 24 e 25 de julho, sempre às 20h.

O projeto é realizado por meio do Mecenato – Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba.

Sobre a Garalhufa
Sediada no Largo da Ordem, em Curitiba, a Garalhufa atua há seis anos como trupe teatral, escola de atuação e centro cultural. O grupo já assinou seis espetáculos e três curta-metragens, circulando por importantes cidades do país como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, João Pessoa, Florianópolis, São João del Rei e Campinas.

SERVIÇO:
Espetáculo – 2ª Temporada “BEIJO E ASFALTO ou O fato é:”
Local: Teatro Cleon Jacques (Rua Prof. Nilo Brandão, 710 – São Lourenço, no Memorial Paranista, Curitiba)
Data: 17 a 26 de julho de 2026
Horários: Sextas e sábados às 20h | Domingo (dia 19) às 11h | Domingo (dia 26) às 19h.
Sessões com Libras: Dias 17, 24 e 25 de julho, às 20h.
Ingressos: Entrada gratuita (retirada de ingressos na bilheteria do teatro com 60 minutos de antecedência).

Ficha Técnica:
Idealização e direção de produção: Mariana Venâncio | Orientação artística: Giordano Castro | Dramaturgia: Vinicius Medeiros | Direção colaborativa: elenco e dramaturgo | Elenco: Mariana Venâncio, Stephanie Zouza e Victor Lucas Oliver | Sonoplastia: Cadu Machado | Iluminação: Ever Silva | Preparação vocal: Elis Koppe | Preparação corporal: Ana Filimberti | Cenário: Júlia Herculano | Figurino: Beatriz Alves e Izabelle Viana | Assistência de produção: Mateus Sandré | Mediação: Enzo Torres

Assessoria de Imprensa
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Foto: Lina Sumizono.

SOUTO LANÇA NOVO ÁLBUM EM SHOW NO PROJETO BRASIS NO PAIOL

Artista indígena da etnia Kariu Kariri apresenta o show “Lunar” no dia 30 de julho, no Teatro do Paiol

O Brasis no Paiol dá sequência à sua 14ª temporada com o espetáculo “Lunar”, da artista Souto, no palco do Teatro do Paiol, em Curitiba, no dia 30 de julho, quinta-feira, às 20h. O espetáculo é baseado em seu segundo álbum de estúdio, lançado neste ano. Os ingressos estão disponíveis por R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada).

Entre a palavra, o corpo e a memória, Souto se firma como uma das vozes mais potentes e singulares da cena hip hop brasileira. Artista da etnia Kariu Kariri, compositora e performer, construiu sua trajetória com letras marcadas pela consciência política, força poética e uma profunda conexão com o tempo presente. Após mais de uma década de carreira e reconhecida anteriormente como Souto MC, a artista inaugura uma nova fase, ampliando sua expressão artística sem abrir mão das raízes que moldaram sua identidade no rap.

No palco, “Lunar” traduz o conceito do disco ao conectar os ciclos da lua aos ciclos da vida em uma narrativa sensível, política e espiritual. O espetáculo percorre diferentes fases lunares como estados emocionais e criativos (da introspecção ao renascimento) enquanto Souto costura suas vivências como mulher indígena em uma estética que une rap, lirismo e experimentação sonora.

Com forte influência do amazofuturismo, a apresentação incorpora elementos visuais distópicos e futuristas para projetar saberes ancestrais em novas possibilidades de futuro. Temas como espiritualidade, meio ambiente, saúde mental e resistência atravessam o espetáculo a partir de uma cosmovisão originária de quebrada, convidando o público a refletir sobre seus próprios ciclos e sobre a potência de transformação presente em cada fase da existência.

Lançado em março, o álbum “Lunar” marca um momento de amadurecimento artístico e já vem sendo apontado pela crítica especializada como um dos trabalhos mais inventivos do rap nacional recente. O disco reúne nove faixas e participações de artistas como Lino Krizz e Maria Preta, com direção musical de Trajano e produção de Grou. Para Souto, trata-se de um “rito de reencantamento e reconexão”, em que vulnerabilidade, ancestralidade e resistência criativa caminham juntas.

Em 2026, o Brasis no Paiol é viabilizado com o apoio de Music Invest, Pixta, Angelo Vanhoni, Effex – Tecnologia e Criação, restaurante Na Casa Delas, Blip Art, Cantina do Délio, Oide, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.

Confira os próximos shows do Brasis no Paiol 2026:

20/08 – Bruna Lucchesi
08/10 – Fitti
12/11 – Zé Manoel

Brasis no Paiol
Iniciativa cultural realizada desde 2012 em Curitiba pela produtora Bina Zanette (Santa Produção) e pelo produtor Heitor Humberto (Fineza Comunicação e Cultura), o Brasis no Paiol realizou mais de 150 shows desde sua primeira temporada, sempre com artistas de diferentes regiões do país. É um dos projetos musicais independentes em atividade mais longevos do país, consolidando-se como importante veículo de divulgação de trabalhos contemporâneos independentes e de formação de público em Curitiba.

O projeto promove a circulação de artistas de diferentes partes do Brasil, consolidando-se como uma das mais importantes plataformas para a música autoral independente. Em mais de uma década de existência, trouxe nomes como Juçara Marçal, Luedji Luna, Tulipa Ruiz, Rael, Fióti, Katú Mirim, Jup do Bairro, Aíla, entre muitos outros.

Serviço:
Brasis no Paiol 2026 apresenta Souto
Dia 30/07, quinta-feira, 20h
Local: Teatro do Paiol – Praça Guido Viaro, s/n
Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)
Vendas: https://pixta.me/santaproducao/brasis-no-paiol-apresenta-souto
Informações: @santaproducao

Foto: Isa Katupyryb

CAIXA CULTURAL CURITIBA CHICO CÉSAR EM APRESENTAÇÃO DO SHOW “FOFO”

Artista paraibano realiza cinco apresentações entre 3 e 5 de julho em formato voz e violão

A CAIXA Cultural Curitiba recebe, entre os dias 3 e 5 de julho de 2026, em cinco sessões, o cantor e compositor Chico César para apresentação do show de lançamento do álbum “FOFO”. Em formato voz e violão, o espetáculo reúne canções inéditas e revisita origens da trajetória do artista.

Em cena, o público acompanha músicas cuja sonoridade reflete as diversas influências que marcaram a formação do jovem Chico César. Guardadas por décadas, essas composições ganham nova vida no décimo primeiro álbum de estúdio do artista, que também é escritor e jornalista.

Mais do que revisitar o passado, “FOFO” propõe um diálogo entre diferentes momentos de uma mesma existência artística. O jovem compositor, que experimentava linguagens e sonoridades, encontra o artista consolidado na música brasileira contemporânea. “Embora o show seja em formato voz e violão, isso não significa facilidade. O formato é minimalista, mas não é simples. As canções são difíceis, intrincadas. O público atual está acostumado a músicas rápidas e diretas, mas acredito que ainda há espaço para obras mais complexas, especialmente entre quem cresceu acompanhando minha trajetória e entre jovens que buscam novas camadas de escuta”, afirma Chico César.

Reencontro com as origens
As 16 faixas de “FOFO” recuperam composições escritas durante a passagem de Chico César pelo grupo Jaguaribe Carne e nos primeiros anos vividos em São Paulo, antes de seu álbum de estreia.

O trabalho preserva características originais dessas criações, ao mesmo tempo em que revela novas camadas de significado adquiridas ao longo do tempo. O formato voz e violão aproxima público e artista, com foco na palavra, na melodia e na interpretação.

A proposta dialoga com o disco “Aos Vivos” (1995), que projetou Chico César nacional e internacionalmente. Em “FOFO”, o movimento é de reencontro com suas origens criativas.

Entre as faixas estão “Hino da Coroação”, “Com Licença da Palavra”, “Lençóis Maranhenses”, “Fofo”, “Saudade Senhora Dona”, “Profano” e “Pobre Vila Rica”.

Espetáculo intimista
A temporada na CAIXA Cultural Curitiba propõe uma experiência intimista, construída a partir das canções e das histórias que as acompanham. Durante o espetáculo, Chico César apresenta músicas inéditas e compartilha elementos de sua trajetória artística.

Reconhecido por obras como “Mama África”, “À Primeira Vista” e “Pensar em Você”, o artista tem carreira marcada pela diversidade de ritmos, pela força poética de suas composições e pela conexão com a cultura brasileira. Em “FOFO”, a memória é elemento central da criação artística.

Sobre o artista: Chico César é cantor, compositor, escritor e jornalista paraibano, reconhecido como uma das vozes da música brasileira contemporânea. Revelado nacionalmente com o álbum Aos Vivos(1995), construiu trajetória marcada pela diversidade musical e pela força poética de suas composições.

Com mais de três décadas de carreira, já se apresentou em diversos países e desenvolveu obra que dialoga com temas como identidade, diversidade, afeto e pertencimento. Em FOFO, seu décimo primeiro álbum de estúdio, revisita composições escritas na juventude e promove um encontro entre suas origens criativas e a maturidade artística.

SERVIÇO:
Chico César – Show de lançamento do álbum “FOFO”
Local: CAIXA Cultural Curitiba (Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro)
Datas e horários: 03/07 (sexta-feira), às 18h e 20h; 04/07 (sábado), às 18h e 20h; 05/07 (domingo), às 19h
Sessão com interpretação em Libras: 04/07 (sábado), às 18h
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Vendas: a partir de 27/06, às 10h, na bilheteria física e às 15h na bilheteria online
Classificação indicativa: 12 anos
Funcionamento da bilheteria: Terça a sábado, das 10h às 20h | Domingos, das 10h às 19h
Informações: (41) 3041-2155
Programação completa: Instagram @caixaculturalcuritiba

Assessoria de Imprensa:
BB Comunica – @bb_comunica

PÍLULAS DE HISTÓRIAS – PHARMACIA LITERÁRIA: A LEITURA COMO EXPERIÊNCIA SENSÍVEL NA REGIÃO METROPOLITANA

Entre junho de 2026 e abril de 2027, o projeto “Pílulas de Histórias – Pharmacia Literária”, realizado pela Malasartes – Educação Sensível, percorre cinco municípios da região metropolitana de Curitiba — Colombo, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Almirante Tamandaré e Piraquara — realizando 210 sessões de leituras compartilhadas. A iniciativa ocupa escolas da rede pública em regiões de vulnerabilidade social, propondo um gesto de descentralização cultural e integração legítima através da literatura. O projeto opera no entendimento de que a leitura compartilhada é capaz de sensibilizar crianças, jovens e adultos que se disponham ao encontro. As intervenções ocorrem de forma lúdica, buscando criar um ambiente de troca e cumplicidade onde a obra literária não é vista como um fim, mas como um percurso investigativo.

Na “Pharmacia Literária”, as obras são escolhidas a dedo para encantar e provocar. Nesses encontros, a “automedicação” é estimulada: cada participante é convidado a aviar suas próprias receitas literárias, ciente de que os múltiplos efeitos colaterais da leitura são muito bem-vindos. As bulas não exigem condições especiais, além da disponibilidade para a vivência, e a posologia mantém-se dinâmica, flexível e aberta à experimentação coletiva. Para iluminar esse prazer da investigação, o projeto evoca o pensamento do cineasta Wim Wenders, para quem o que as crianças adicionam aos livros com sua imaginação é o que realmente faz a história acontecer.

As sessões, gratuitas, são guiadas pelos mediadores Adriane Havro e Luis Teixeira, profissionais com mais de 20 anos de trajetória em projetos de incentivo à leitura. A postura é de escuta e recepção: o diagnóstico para prescrever novas leituras é guiado pela partilha de impressões, imagens e descobertas. A “prescrição literária” inclui autores renomados como Ricardo Azevedo, Bartolomeu Campos Queirós, Ana Maria Machado, Michael Ende, Ruth Rocha, Rogério Andrade Barbosa e Angela Lago. Embora o foco principal seja o público do Ensino Fundamental I, toda a comunidade escolar — incluindo educadores, merendeiras e inspetores — é convidada a habitar novas narrativas, experimentando o livro como percurso e deleite para desvelar o que se esconde entre as linhas.

O projeto “Pílulas de Histórias – Pharmacia Literária” é aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (PROFICE) da Secretaria de Estado da Cultura | Governo do Estado do Paraná, com apoio da Copel.

Sobre a Malasartes – Educação Sensível
O batismo do grupo buscou inspiração no personagem folclórico Pedro Malasartes — figura presente em diversas culturas sob nomes como Pedro Urdemales, Till Eulenspiegel ou Nasrudin. O grupo evoca a ideia do saber oportuno e da ação que intervém no momento preciso, resgatando as “malas artes”: as artes do povo, dos anônimos artesãos da palavra e dos contadores de histórias, muitas vezes ofuscadas.

Inspirada por esse carisma, a Malasartes escreve uma história andarilha, repleta de encontros transformadores em escolas rurais, vilarejos e bairros periféricos. Suas propostas são itinerantes, ganhando vida em hospitais, bibliotecas e recantos abertos ao cultivo da infância. Através de oficinas lúdicas, peças teatrais e rodas de leitura, o grupo busca reanimar espaços em um tempo que está além do relógio: o tempo do brincar, do ouvir e encantar. Suas interações funcionam como “sopas de pedra”, preparadas para saciar fomes de fantasia e despertar sementes de uma educação mais sensível.

SERVIÇO:
Onde: Escolas públicas de Colombo, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Almirante Tamandaré e Piraquara.
Período: Junho de 2026 a abril de 2027.
Sessões: 210 mediações de leitura compartilhada.